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ABC
Editorial

Reabilitação Cardíaca: Muito Além da Doença Coronariana

Claudio Gil Soares de Araújo

A reabilitação cardíaca (RC), como originalmente proposta nos meados do século passado, era voltada primariamente para tentar fazer o indivíduo retornar à normalidade de sua vida, com ênfase nos aspectos de plenitude física, mental e profissional. Ainda naquela época, foram modificados alguns paradigmas. Em vez de quatro a seis semanas de imobilização no leito após um infarto agudo do miocárdio, foi proposto que os pacientes passassem a se sentar em cadeiras no que foi descrito como “armchair treatment“; logo a seguir, começaram os estudos e resultados favoráveis com a deambulação precoce. Isso evoluiu de tal forma que atualmente há normatizações da Sociedade Brasileira de Cardiologia propondo e orientando a montagem e o funcionamento de programas de exercício supervisionado dentro do contexto da RC. Tais normatizações incorporam exercícios aeróbicos, de fortalecimento muscular e de flexibilidade, para serem iniciados tão logo haja a estabilização clínica após um infarto do miocárdio.

Na realidade, hoje o objetivo é que o paciente após a RC fique em condições melhores ou muito melhores do que aquelas em que se encontrava antes do evento cardíaco ou do diagnóstico de doença cardiovascular.

[…]

  • Doenças Cardiovasculares
  • Exercício Físico
  • Flexibilidade
  • Programas de Exercício
  • Treinamento Físico
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
01/12/2015 DOI: 10.5935/abc.20160002
Avaliação da flexibilidade: valores normativos do flexiteste dos 5 aos 91 anos de idade
ABC
Artigo Original

Avaliação da flexibilidade: valores normativos do flexiteste dos 5 aos 91 anos de idade

Claudio Gil Soares de Araújo

FUNDAMENTO: O exercício físico é um instrumento de promoção de saúde e sua prescrição deve ser baseada em evidências científicas. A flexibilidade é um dos principais componentes da aptidão física, está relacionada ao desempenho e à saúde, e é definida como a amplitude máxima passiva fisiológica de um dado movimento articular. Considerando sua especificidade, a avaliação da flexibilidade deve contemplar diversos movimentos. Introduzido em 1980 e com a publicação de mapas redesenhados em 1986, o Flexiteste consiste na avaliação da mobilidade em uma escala de 0 a 4. Pela soma dos resultados da mobilidade de cada um dos vinte movimentos articulares testados, é possível obter um escore global denominado Flexíndice. OBJETIVO: Apresentar valores normativos atualizados do Flexiteste. MÉTODOS: Este trabalho baseia-se em dados de 4.711 indivíduos não-atletas (2.943 homens e 1.768 mulheres) com idade entre 5 e 91 anos. Todos os dados foram colhidos por avaliadores experientes e cerca de 70% deles pelo próprio autor do método. RESULTADOS: Considerando a distribuição não-paramétrica e a heterocedasticidade dos dados, optou-se por trabalhar com tabela de percentis para faixas etárias separadas por gêneros. O Flexíndice diminui com a idade, e os resultados femininos medianos são superiores aos masculinos para a mesma idade desde a infância, o que se acentua com o desenvolvimento físico e, posteriormente, com o envelhecimento. CONCLUSÃO: Esses dados normativos contribuem para o melhor conhecimento do comportamento da flexibilidade com a idade e o gênero, e favorecerão os profissionais que avaliam a flexibilidade na sua prática profissional.

  • amplitude de movimento articular
  • articulações
  • Atividade Motora
  • Avaliação
  • Exercício
  • Exercício Físico
  • Flexibilidade
  • valores normativos
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
29/05/2008 DOI: 10.1590/S0066-782X2008000400008 Visualizações 2

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Araújo CGS. Reabilitação Cardíaca: Muito Além da Doença Coronariana. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2015;105(6):549-51.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Araújo, Claudio Gil Soares de. Reabilitação Cardíaca: Muito Além da Doença Coronariana. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 105, n. 6, p. 549-551, nov. 2015.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Araújo, C. G. S. (2015). Reabilitação Cardíaca: Muito Além da Doença Coronariana. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 105(6), 549-551.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Araújo, Claudio Gil Soares de. Reabilitação Cardíaca: Muito Além da Doença Coronariana. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2015, vol. 105, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 549-551. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/reabilitacao-cardiaca-muito-alem-da-doenca-coronariana/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Araújo CGS. Avaliação da flexibilidade: valores normativos do flexiteste dos 5 aos 91 anos de idade. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2008;90(4):280-7.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Araújo, Claudio Gil Soares de. Avaliação da flexibilidade: valores normativos do flexiteste dos 5 aos 91 anos de idade. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 90, n. 4, p. 280-287, maio. 2008.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Araújo, C. G. S. (2008). Avaliação da flexibilidade: valores normativos do flexiteste dos 5 aos 91 anos de idade. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 90(4), 280-287.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Araújo, Claudio Gil Soares de. Avaliação da flexibilidade: valores normativos do flexiteste dos 5 aos 91 anos de idade. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2008, vol. 90, n. 4, [citado 2026-10-14], pp. 280-287. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/avaliacao-da-flexibilidade-valores-normativos-do-flexiteste-dos-5-aos-91-anos-de-idade/>. ISSN 0066-782X

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