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  1. Início
  2. Palavra-chave: Fibrilação Atrial/prevenção
Figura 1
ABC
Artigo Original

Risco de Fibrilação Atrial após Ablação de Flutter Dependente de Istmo Cavo-Tricuspídeo: Vale a Pena Fazer a Ablação da FA Simultaneamente?

Isabella Bianco et al. Gabriel Odozynski da Silva Alexander Romeno Janner Dal Forno Helcio Garcia Nascimento … Andrei Lewandowski Elayne Pereira André d’Avila

Resumo

Fundamento

A ablação da fibrilação atrial (FA) e do flutter atrial dependente de istmo cavo-tricuspídeo (FLA-ICT) pode ser realizada simultaneamente quando as duas arritmias tenham sido registradas antes do procedimento. Entretanto, a melhor abordagem não é clara quando pacientes com FLA-ICT são encaminhados para ablação sem o registro prévio de FA.

Objetivos

Avaliar a prevalência e identificar os preditores de ocorrência do primeiro episódio de FA após ablação de FLA-ICT em pacientes sem o registro prévio de FA.

Métodos

Coorte retrospectiva de pacientes submetidos exclusivamente a ablação por cateter para FLA-ICT, sem registro prévio de FA. As características clínicas foram comparadas entre os grupos em que houve ocorrência de FA pós-ablação de FLA-ICT vs. sem ocorrência de FA. O nível de significância estatística adotado foi de 5%. Na análise de preditores, o desfecho primário avaliado foi ocorrência de FA após ablação de FLA-ICT.

Resultados

De um total de 227 pacientes submetidos a ablação de FLA-ICT (110 com registro de FA e 33 sem seguimento adequado), 84 pacientes foram incluídos, dos quais 45 (53,6%) apresentaram FA pós-ablação. Não houve variáveis preditoras de ocorrência de FA. Os escores HATCH e CHA2DS2-VASC foram semelhantes nos dois grupos. As taxas de recorrência de FLA-ICT e complicações após a ablação foram de 11,5% e 1,2%, respectivamente.

Conclusões

A ablação de FLA-ICT é eficaz e segura, mas 50% dos pacientes desenvolvem FA após ablação. Entretanto, ainda é incerto o papel da ablação combinada (FLA-ICT e FA) visando prevenção da ocorrência de FA. (Arq Bras Cardiol. 2020; [online].ahead print, PP.0-0)

  • Ablação por Radiofrequência
  • Arritmias Cardíacas
  • Condução
  • Fibrilação Atrial/prevenção
  • Flutter Atrial
  • Istmo Cavo-Tricuspídeo
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
30/03/2020 DOI: 10.36660/abc.20190238
ABC
Original Article

Comparação de Duas Estratégias de Controle de Pressão Venosa Central na Prevenção de Fibrilação Atrial em Pós-Operatório de Revascularização do Miocárdio

Mario Augusto Cray da Costa et al. Wesley Lirani Ana Caroline Wippich Luana Lopes … Eduardo de Souza Tolentino Beatriz Zampar Marcelo Derbli Schafranski

Resumo

Fundamento:

A fibrilação atrial (FA) ocorre em 10-40% dos pacientes submetidos a cirurgia de revascularização miocárdica (RM), e eleva a mortalidade cardiovascular. Como o aumento dos átrios está associado ao aumento da incidência de FA, espera-se que pacientes com pressão venosa central (PVC) mais alta tenham maior distensão atrial, o que eleva a incidência dessa arritmia.

Objetivo:

Comparar a incidência de FA em pós-operatório de RM, seguindo duas estratégias de controle de PVC.

Métodos:

Estudo clínico randomizado controlado intervencionista. A amostra foi composta por 140 pacientes submetidos a RM entre 2011 e 2015. Os pacientes foram randomizados em dois grupos, G15 e G20, mantidos com PVC máxima de 15 cmH2O e 20 cmH2O, respectivamente.

Resultados:

Foram incluídos 70 pacientes em cada grupo. A incidência da arritmia em G15 foi de 8,57% e, no G20, de 22,86%, com redução de risco absoluto de 14,28% e número necessário para tratar (NNT) de 7 (p = 0,03). Mortalidade (G15 = 5,71%; G20 = 11,42%; p = 0,07), tempo de internamento (G15 = 7,14 dias; G20 = 8,21 dias; p = 0,36), número de enxertos (medianas: G15 = 3, G2 = 2; p = 0,22) e uso de circulação extracorpórea (G15 = 67,10%; G20 = 55,70%; p = 0,22) mostraram-se estatisticamente semelhantes. A idade (p = 0,04) e o tempo de internamento (p = 0,001) foram significativamente maiores nos pacientes que desenvolveram FA nos dois grupos.

Conclusão:

Manter a PVC com valores mais baixos nas primeiras 72h após a cirurgia de RM reduz o risco relativo de FA e pode ser uma ferramenta útil na prevenção da FA após RM.

  • Cuidados Pós Operatórios
  • Fibrilação Atrial/prevenção
  • Pressão Venosa Central
  • Revascularização do Miocárdio
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
01/04/2017 DOI: 10.5935/abc.20170044

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Bianco I, Silva GO, Forno ARJD, Nascimento HG, Lewandowski A, Pereira E, d’Avila A, et al. Risco de Fibrilação Atrial após Ablação de Flutter Dependente de Istmo Cavo-Tricuspídeo: Vale a Pena Fazer a Ablação da FA Simultaneamente?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;114(5):775-82.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Bianco, Isabella; Silva, Gabriel Odozynski da; Forno, Alexander Romeno Janner Dal; Nascimento, Helcio Garcia; Lewandowski, Andrei; Pereira, Elayne; d’Avila, André. Risco de Fibrilação Atrial após Ablação de Flutter Dependente de Istmo Cavo-Tricuspídeo: Vale a Pena Fazer a Ablação da FA Simultaneamente?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 114, n. 5, p. 775-782, mar. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Bianco, I., Silva, G. O. , Forno, A. R. J. D., Nascimento, H. G., Lewandowski, A., Pereira, E., & d’Avila, A. (2020). Risco de Fibrilação Atrial após Ablação de Flutter Dependente de Istmo Cavo-Tricuspídeo: Vale a Pena Fazer a Ablação da FA Simultaneamente?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 114(5), 775-782.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Bianco, Isabella and Silva, Gabriel Odozynski da and Forno, Alexander Romeno Janner Dal and Nascimento, Helcio Garcia and Lewandowski, Andrei and Pereira, Elayne and d’Avila, André. Risco de Fibrilação Atrial após Ablação de Flutter Dependente de Istmo Cavo-Tricuspídeo: Vale a Pena Fazer a Ablação da FA Simultaneamente?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 114, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 775-782. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/risco-de-fibrilacao-atrial-apos-ablacao-de-flutter-dependente-de-istmo-cavo-tricuspideo-vale-a-pena-fazer-a-ablacao-da-fa-simultaneamente/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Costa MAC, Lirani W, Wippich AC, Lopes L, Tolentino ES, Zampar B, Schafranski MD, et al. Comparação de Duas Estratégias de Controle de Pressão Venosa Central na Prevenção de Fibrilação Atrial em Pós-Operatório de Revascularização do Miocárdio. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2017;108(4):297-303.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Costa, Mario Augusto Cray da; Lirani, Wesley; Wippich, Ana Caroline; Lopes, Luana; Tolentino, Eduardo de Souza; Zampar, Beatriz; Schafranski, Marcelo Derbli. Comparação de Duas Estratégias de Controle de Pressão Venosa Central na Prevenção de Fibrilação Atrial em Pós-Operatório de Revascularização do Miocárdio. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 108, n. 4, p. 297-303, mar. 2017.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Costa, M. A. C. , Lirani, W., Wippich, A. C., Lopes, L., Tolentino, E. S., Zampar, B., & Schafranski, M. D. (2017). Comparação de Duas Estratégias de Controle de Pressão Venosa Central na Prevenção de Fibrilação Atrial em Pós-Operatório de Revascularização do Miocárdio. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 108(4), 297-303.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Costa, Mario Augusto Cray da and Lirani, Wesley and Wippich, Ana Caroline and Lopes, Luana and Tolentino, Eduardo de Souza and Zampar, Beatriz and Schafranski, Marcelo Derbli. Comparação de Duas Estratégias de Controle de Pressão Venosa Central na Prevenção de Fibrilação Atrial em Pós-Operatório de Revascularização do Miocárdio. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2017, vol. 108, n. 4, [citado 2026-10-14], pp. 297-303. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/comparacao-de-duas-estrategias-de-controle-de-pressao-venosa-central-na-prevencao-de-fibrilacao-atrial-em-pos-operatorio-de-revascularizacao-do-miocardio/>. ISSN 0066-782X

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