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ABC
Editorial

Índices de Mortalidade por Infarto do Miocárdio Agudo no Brasil – Uma Pequena Luz no Fim do Túnel

Ana Teresa Timóteo

Estudos epidemiológicos são o alicerce para o melhor entendimento e planejamento regional da saúde. É igualmente importante implementar programas de avaliação e melhoria da qualidade do serviço de saúde. Para se alcançar este último objetivo, são essenciais os registros prospectivos e análises retrospectivas de práticas clínicas reais. Registros nacionais contínuos podem ajudar a melhoria contínua de qualidade a melhorar no nível do hospital e no nível do país e já demonstraram ser eficazes tanto na Europa quanto na América do Norte. Esses sistemas usam coleta contínua de dados e fornecem relatórios online com foco nos processos de cuidado e nos resultados relacionados a doenças cardiovasculares e intervenções comuns. Outra abordagem é o uso de dados de bancos de dados de saúde nacionais não dedicados. Entretanto, a maioria dos bancos de dados não foram elaborados para essas análises específicas e as informações são bastante limitadas.

Lucena de Abreu et al., apresentam neste periódico um estudo interessante. Eles analisaram a taxa de mortalidade de pacientes hospitalizados e tratados fora do hospital por infarto do miocárdio agudo (IMA) de 2007 a 2016 em 27 capitais de estados brasileiros, representando aproximadamente 24% da população brasileira. Esse tópico é importante, porque, em uma revisão de periódicos médicos dos últimos dez anos, falta essa informação, e, por esse motivo, a realidade da América do Sul é praticamente desconhecida. As últimas informações disponíveis foram um estudo publicado em 2020 com uma análise retrospectiva de tendências temporais da mortalidade devida ao infarto do miocárdio agudo no Brasil, de 1996 a 2016, que demonstrou uma redução generalizada, especialmente nas capitais, além de revelar desigualdades regionais.

[…]

  • Brasil
  • Epidemiologia
  • Estudos de Séries Temporais
  • Hospitalização
  • Infarto Do Miocárdio
  • Mortalidade
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06/09/2021 DOI: 10.36660/abc.20210446 Visualizações 1
Figura 2
ABC
Artigo Original

Tendência da Mortalidade por Doenças Cerebrovasculares no Brasil (1996-2015) e Associação com Desenvolvimento Humano e Vulnerabilidade Social

Carlos Dornels Freire de Souza et al. Denilson José de Oliveira Leonardo Feitosa da Silva Camila Damasceno dos Santos … Monaliza Coelho Pereira João Paulo Silva de Paiva Thiago Cavalcanti Leal Renato de Souza Mariano Amanda Karine Barros Ferreira de Araújo Jussara Almeida de Oliveira Baggio

Resumo

Fundamento

As doenças cerebrovasculares (DCBV) constituem a segunda causa de mortes no mundo.

Objetivo

Analisar a tendência da mortalidade por DCVB no Brasil (1996-2015) e associação com o índice de desenvolvimento humano (IDH) e o índice de vulnerabilidade social (IVS).

Métodos

Trata-se de estudo ecológico envolvendo as taxas de mortalidade padronizadas por DCBV. Os dados dos óbitos foram obtidos do Sistema de Informações sobre Mortalidade e os dados populacionais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Para as análises temporais, foi utilizado o modelo de regressão por pontos de inflexão, sendo calculado o percentual de variação anual (annual percent change [APC]) e médio do período (average annual percent change [AAPC]), com intervalo de confiança de 95% e significância de 5%. As tendências foram classificadas em crescente, decrescente ou estacionária. O modelo de regressão multivariada foi utilizado para testar a associação entre a mortalidade por DCBV, IDH e IVS.

Resultados

Foram registrados 1.850.811 óbitos por DCBV no período estudado. Observou-se redução da taxa de mortalidade nacional (APC: -2,4; p = 0,001). Vinte unidades federativas apresentaram tendências significativas, sendo 13 de redução, incluindo todos das regiões Centro-Oeste (n = 4), Sudeste (n = 4) e Sul (n = 3). O IDH teve associação positiva e o IVS, associação negativa com a mortalidade (p = 0,046 e p = 0,026, respectivamente).

Conclusão

O estudo mostrou comportamento epidemiológico desigual da mortalidade entre as regiões, sendo maior nos estados do Sudeste e Sul, porém com tendência significativa de redução, e menor nos estados do Norte e Nordeste, mas com tendência significativa de crescimento. O IDH e o IVS associaram-se com a mortalidade. (Arq Bras Cardiol. 2021; 116(1):89-99)

  • Acidente Vascular Cerebral / mortalidade
  • Desenvolvimento da Comunidade
  • Encefalopatias/mortalidade
  • Epidemiologia
  • Estudos de Séries Temporais
  • Morbimortalidade
  • Serviços Médicos de Emergência/organização e administração
  • Vulnerabilidade Social
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03/02/2021 DOI: 10.36660/abc.20190532
Figura 1
ABC
Artigo Original

Mortalidade por Infarto Agudo do Miocárdio no Brasil de 1996 a 2016: 21 Anos de Contrastes nas Regiões Brasileiras

Letícia de Castro Martins Ferreira et al. Mário Círio Nogueira Marilia Sá Carvalho Maria Teresa Bustamante Teixeira

Resumo

Fundamento:

O infarto agudo do miocárdio (IAM), principal causa de morte no Brasil, apresenta disparidades regionais nas tendências temporais das taxas de mortalidade dos últimos anos. Estudos anteriores de tendências temporais não fizeram correção para os códigos-lixo de causas de mortalidade, o que pode ter enviesado as estimativas.

Objetivo:

Analisar as desigualdades regionais e por sexo na tendência de mortalidade por IAM no Brasil no período de 1996 a 2016.

Métodos:

Estudo de séries temporais de 21 anos (1996 a 2016). Os dados são do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e das estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram feitas correções de óbitos por causas mal definidas, códigos-lixo e sub-registro. As séries temporais desagregadas por grandes regiões, sexo, capitais e interior foram analisadas utilizando a técnica de regressão linear segmentada por Jointpoint. O nível de significância estatística adotado foi de 5%.

Resultados:

No período, a mortalidade diminuiu mais acentuadamente no sexo feminino (–2,2%; IC 95%: –2,5; –1,9) do que no masculino (–1,7%; IC 95%: –1,9; –1,4), e mais nas capitais (–3,8%; IC 95%: –4,3; –3,3) do que no interior (–1,5%; IC 95%: –1,8; –1,3). Foram verificadas desigualdades regionais com aumento para homens residentes no interior do Norte (3,3; IC 95%: 1,3; 5,4) e Nordeste (1,3%; IC 95%: 1,0; 1,6). O nível de significância estatística adotado foi de 5%. As taxas de mortalidade após correções, principalmente pela redistribuição dos códigos-lixo, apresentaram expressiva diferença em relação às estimativas sem correções.

Conclusões:

Embora a mortalidade por IAM apresente redução no Brasil nos últimos anos, essa tendência é desigual segundo região e sexo. Desse modo, as correções dos números de óbitos são essenciais para estimativas mais fidedignas.

  • Epidemiologia
  • Estudos de Séries Temporais
  • Infarto do Miocárdio / mortalidade
  • Isquemia Miocárdica
  • Mortalidade
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04/12/2020 DOI: 10.36660/abc.20190438 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Timóteo AT. Índices de Mortalidade por Infarto do Miocárdio Agudo no Brasil – Uma Pequena Luz no Fim do Túnel. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2021;117(2):327-8.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Timóteo, Ana Teresa. Índices de Mortalidade por Infarto do Miocárdio Agudo no Brasil – Uma Pequena Luz no Fim do Túnel. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 117, n. 2, p. 327-328, set. 2021.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Timóteo, A. T. (2021). Índices de Mortalidade por Infarto do Miocárdio Agudo no Brasil – Uma Pequena Luz no Fim do Túnel. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 117(2), 327-328.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Timóteo, Ana Teresa. Índices de Mortalidade por Infarto do Miocárdio Agudo no Brasil – Uma Pequena Luz no Fim do Túnel. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2021, vol. 117, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 327-328. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/indices-de-mortalidade-por-infarto-do-miocardio-agudo-no-brasil-uma-pequena-luz-no-fim-do-tunel/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Souza CDF, Oliveira DJ, Silva LF, Santos CD, Pereira MC, Paiva JPS, Leal TC, et al. Tendência da Mortalidade por Doenças Cerebrovasculares no Brasil (1996-2015) e Associação com Desenvolvimento Humano e Vulnerabilidade Social. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2021;116(1):89-9.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Souza, Carlos Dornels Freire de; Oliveira, Denilson José de; Silva, Leonardo Feitosa da; Santos, Camila Damasceno dos; Pereira, Monaliza Coelho; Paiva, João Paulo Silva de; Leal, Thiago Cavalcanti; Mariano, Renato de Souza; Araújo, Amanda Karine Barros Ferreira de; Baggio, Jussara Almeida de Oliveira. Tendência da Mortalidade por Doenças Cerebrovasculares no Brasil (1996-2015) e Associação com Desenvolvimento Humano e Vulnerabilidade Social. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 116, n. 1, p. 89-99, fev. 2021.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Souza, C. D. F. , Oliveira, D. J. , Silva, L. F. , Santos, C. D. , Pereira, M. C., Paiva, J. P. S. , Leal, T. C., Mariano, R. S., Araújo, A. K. B. F. , & Baggio, J. A. O. (2021). Tendência da Mortalidade por Doenças Cerebrovasculares no Brasil (1996-2015) e Associação com Desenvolvimento Humano e Vulnerabilidade Social. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 116(1), 89-99.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Souza, Carlos Dornels Freire de and Oliveira, Denilson José de and Silva, Leonardo Feitosa da and Santos, Camila Damasceno dos and Pereira, Monaliza Coelho and Paiva, João Paulo Silva de and Leal, Thiago Cavalcanti and Mariano, Renato de Souza and Araújo, Amanda Karine Barros Ferreira de and Baggio, Jussara Almeida de Oliveira. Tendência da Mortalidade por Doenças Cerebrovasculares no Brasil (1996-2015) e Associação com Desenvolvimento Humano e Vulnerabilidade Social. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2021, vol. 116, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 89-99. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/tendencia-da-mortalidade-por-doencas-cerebrovasculares-no-brasil-1996-2015-e-associacao-com-desenvolvimento-humano-e-vulnerabilidade-social/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

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Ferreira LCM, Nogueira MC, Carvalho MS, Teixeira MTB. Mortalidade por Infarto Agudo do Miocárdio no Brasil de 1996 a 2016: 21 Anos de Contrastes nas Regiões Brasileiras. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;115(5):849-5.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Ferreira, Letícia de Castro Martins; Nogueira, Mário Círio; Carvalho, Marilia Sá; Teixeira, Maria Teresa Bustamante. Mortalidade por Infarto Agudo do Miocárdio no Brasil de 1996 a 2016: 21 Anos de Contrastes nas Regiões Brasileiras. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 115, n. 5, p. 849-859, dez. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Ferreira, L. C. M., Nogueira, M. C., Carvalho, M. S., & Teixeira, M. T. B. (2020). Mortalidade por Infarto Agudo do Miocárdio no Brasil de 1996 a 2016: 21 Anos de Contrastes nas Regiões Brasileiras. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 115(5), 849-859.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Ferreira, Letícia de Castro Martins and Nogueira, Mário Círio and Carvalho, Marilia Sá and Teixeira, Maria Teresa Bustamante. Mortalidade por Infarto Agudo do Miocárdio no Brasil de 1996 a 2016: 21 Anos de Contrastes nas Regiões Brasileiras. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 115, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 849-859. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/mortalidade-por-infarto-agudo-do-miocardio-no-brasil-de-1996-a-2016-21-anos-de-contrastes-nas-regioes-brasileiras/>. ISSN 0066-782X

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