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  2. Palavra-chave: estenose coronariana
Frequência de rupturas agudas de placas e fibroateromas de capa fina em locais de estenose máxima
ABC
Artigo Original

Frequência de rupturas agudas de placas e fibroateromas de capa fina em locais de estenose máxima

Fabio Tavora et al. Nathaniel Cresswell Ling Li David Fowler Allen Burke

FUNDAMENTO: Poucos estudos de autópsia relacionam locais de fibroateromas de capa fina (FCF) a locais de ruptura aguda de placas em artérias responsáveis, e locais de estreitamento máximo em artérias não responsáveis. OBJETIVO: O objetivo do presente estudo foi quantificar e localizar a frequência de FCF em relação aos locais de estenose máxima em placas ateroscleróticas. MÉTODOS: Estudamos 88 corações em vítimas de morte súbita devido a um tromo coronariano sobreposta a ruptura aguda da placa. Fibroateromas de capa fina foram definidos como capa fibrosa < 65 mícrons sobrepostos a um núcleo necrótico. O percentual de estreitamento luminal foi determinado nos locais de ruptura de placa e fibroateromas de capa fina. RESULTADOS: O estudo foi composto por 81 homens e 7 mulheres com idade média de 50 anos ± 9 DP. A ruptura da placa se deu no local de estreitamento luminal máximo em 47% das artérias responsáveis. Observou-se a presença de FCFs em 67 corações (83%). Desse número, 49 (73%) demonstravam FCFs na artéria responsável; 17 (25%) apenas na artéria responsável, 32 (48%) na artéria responsável e na artéria não responsável, e 18 (27%) apenas em uma artéria não responsável. Em artérias não responsáveis, os FCFs representaram o local máximo da estenose em 44% das artérias. O local da ruptura aguda foi o local do estreitamento luminal máximo nos vasos envolvidos em 47% de corações de pacientes próximos do óbito devido à ruptura da placa. CONCLUSÃO: Esses dados podem sugerir que o estreitamento luminal não é um marcador confiável para FCF.

  • Aterosclerose
  • Doença da Artéria Coronária
  • estenose coronariana
  • ruptura cardíaca
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
05/05/2010 DOI: 10.1590/S0066-782X2010000200003
Síndromes coronarianas agudas na ausência de doença arterial coronariana significativa
ABC
Artigo Original

Síndromes coronarianas agudas na ausência de doença arterial coronariana significativa

Maria das Graças Viana Pinheiro et al. Alvaro Rabelo Jr. Rogerio Santos de Jesus Luciana Cunha Nascimento Ursula Maria Moreira Costa

OBJETIVO: Avaliar as características clínicas, a evolução e as complicações intra-hospitalares de pacientes com síndromes coronarianas agudas (SCA) na ausência de doença arterial coronariana (DAC) obstrutiva significativa. MÉTODOS: Estudo transversal envolvendo pacientes internados, de agosto/96 a março/02, com síndromes coronarianas agudas, com e sem supradesnivelamento ST, analisando as características clinicas, demográficas e complicações intra-hospitalares nos casos com (>50%) e sem (< 50%) estenose coronariana significativa. RESULTADOS: Dos 1351 pacientes admitidos com síndrome coronariana aguda, 28% apresentavam supradesnivelamento ST e 72% não o demonstravam. Os pacientes com a síndrome coronariana aguda sem supradesnivelamento do segmento ST, na ausência de obstrução coronariana significativa, eram mais jovens, predominantemente mulheres, e apresentavam menor freqüência de dislipidemia, doença arterial coronariana prévia, diabetes mellitus, tabagismo e hipertensão arterial sistêmica, quando comparados àqueles com lesão obstrutiva significativa. Entre os indivíduos com síndrome coronariana aguda e supradesnivelamento ST, tabagismo foi o fator de risco com maior prevalência nos pacientes com lesão obstrutiva não significativa. Quanto às complicações, houve menor freqüência de isquemia recorrente, insuficiência cardíaca congestiva e arritmias em pacientes com síndrome coronariana aguda sem supradesnivelamento ST na ausência de lesão coronariana obstrutiva significativa. CONCLUSÃO: Pacientes com síndrome coronariana aguda sem supradesnivelamento ST com lesões coronarianas obstrutivas não significativas são mais jovens, predominantemente mulheres, com menor freqüência de fatores de risco para doença arterial coronariana e menor incidência de complicações, em relação aos pacientes com lesão coronariana obstrutiva significativa.

  • características clínicas
  • Doença arterial coronariana
  • estenose coronariana
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
14/02/2005 DOI: 10.1590/S0066-782X2005000100006 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Tavora F, Cresswell N, Li , Fowler D, Burke A. Frequência de rupturas agudas de placas e fibroateromas de capa fina em locais de estenose máxima. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2010;94(2):153-9.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Tavora, Fabio; Cresswell, Nathaniel; Li, ng; Fowler, David; Burke, Allen. Frequência de rupturas agudas de placas e fibroateromas de capa fina em locais de estenose máxima. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 94, n. 2, p. 153-159, maio. 2010.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Tavora, F., Cresswell, N., Li, , Fowler, D., & Burke, A. (2010). Frequência de rupturas agudas de placas e fibroateromas de capa fina em locais de estenose máxima. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 94(2), 153-159.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Tavora, Fabio and Cresswell, Nathaniel and Li, ng and Fowler, David and Burke, Allen. Frequência de rupturas agudas de placas e fibroateromas de capa fina em locais de estenose máxima. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2010, vol. 94, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 153-159. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/frequencia-de-rupturas-agudas-de-placas-e-fibroateromas-de-capa-fina-em-locais-de-estenose-maxima/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Pinheiro MGV, Rabelo Jr. A, Jesus RS, Nascimento LC, Costa UMM. Síndromes coronarianas agudas na ausência de doença arterial coronariana significativa. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2005;84(1):24-8.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Pinheiro, Maria das Graças Viana; Rabelo Jr., Alvaro; Jesus, Rogerio Santos de; Nascimento, Luciana Cunha; Costa, Ursula Maria Moreira. Síndromes coronarianas agudas na ausência de doença arterial coronariana significativa. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 84, n. 1, p. 24-28, fev. 2005.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Pinheiro, M. G. V., Rabelo Jr., A., Jesus, R. S. , Nascimento, L. C., & Costa, U. M. M. (2005). Síndromes coronarianas agudas na ausência de doença arterial coronariana significativa. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 84(1), 24-28.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Pinheiro, Maria das Graças Viana and Rabelo Jr., Alvaro and Jesus, Rogerio Santos de and Nascimento, Luciana Cunha and Costa, Ursula Maria Moreira. Síndromes coronarianas agudas na ausência de doença arterial coronariana significativa. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2005, vol. 84, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 24-28. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/sindromes-coronarianas-agudas-na-ausencia-de-doenca-arterial-coronariana-significativa/>. ISSN 0066-782X

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