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  2. Palavra-chave: Arritmias Cardíacas/complicações
ABC
Editorial

Ablação por Cateter como Terapia de Primeira Linha no Tratamento da Fibrilação Atrial – Devemos Sempre Indicar?

Luiz Eduardo Montenegro Camanho et al. Gustavo Vignoli dos Santos

A fibrilação atrial (FA) é a arritmia cardíaca mais comum na prática clínica, afetando aproximadamente 1 a 2% da população em geral e está associada a um risco aumentado de eventos cardioembólicos e impacto negativo na qualidade de vida. A taxa de mortalidade cardiovascular descrita é de aproximadamente 5% no ano e estima-se que o risco de complicações cardiovasculares seja maior no primeiro ano após o diagnóstico da arritmia. A taxa de recorrência da FA sem um tratamento preventivo e adequado é da ordem de 90%, o que expressa a magnitude do problema.

Desta forma, parece bastante razoável postular o conceito de que a abordagem precoce da FA traga benefícios clínicos relevantes a estes pacientes. Dados recentes obtidos do estudo EAST-AFNET demonstraram claramente que esta abordagem é uma estratégia válida e eficaz. O estudo envolveu 2789 pacientes com diagnóstico de FA há pelo menos 12 meses que foram randomizados para tratamento precoce da FA (ablação: 8% e DAA: 87%) ou tratamento conservador. Em um período de acompanhamento médio de 5,1 anos, o grupo de tratamento precoce demonstrou uma redução significativa no desfecho primário de morte cardiovascular em relação ao grupo conservador. O risco de AVC, hospitalização por IC ou síndrome coronariana aguda também foi menor no grupo de abordagem precoce. O desenho do estudo não se propôs primariamente avaliar segurança e efetividade dos componentes do tratamento precoce (ablação vs. drogas antiarrítmicas – DAA). Sendo assim, os autores concluíram que a estratégia de controle precoce do ritmo cardíaco se associou a um menor risco de desfechos desfavoráveis do que o tratamento usual em portadores de FA e condições cardiovasculares associadas.

[…]

  • Ablação por Cateter/métodos
  • Arritmias Cardíacas/complicações
  • Fibrilação Atrial/complicações
  • Terapia Trombolítica/efeitos adversos
  • Tromboembolia/mortalidade
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11/07/2022 DOI: 10.36660/abc.20220362
ABC
Editorial

Massagem do Seio Carotídeo na Avaliação da Síncope: Um Método Diagnóstico Inespecífico e Duvidoso

José Carlos Pachón Mateos

Neste estudo, Wu et al.1 questionam o valor da massagem do seio carotídeo (MSC) na investigação de síncope. O estudo foi muito bem feito, com dois grupos razoavelmente equivalentes, com e sem história de síncope, submetidos ao mesmo tipo de MSC bilateral, sob rigorosa avaliação dos sintomas, do ritmo cardíaco e da pressão arterial. Os autores observaram que não houve diferença na resposta à MSC entre os grupos com e sem síncope prévia. Dessa forma, concluem que a MSC na avaliação da síncope inexplicada seria um método diagnóstico inespecífico e duvidoso. Os resultados são claros e bem estruturados.

Estamos de acordo com a conclusão dos autores diante dos achados deste estudo. As limitações aventadas são absolutamente legítimas. Não há dúvida de que a MSC é um método empírico, de resultado muitas vezes incerto e é muito importante que estudos como este sirvam para alertar quanto às limitações desta manobra. Entretanto, por que então continua sendo incluída nas diretrizes? Certamente porque é um procedimento simples, bem tolerado, de baixo custo, com baixo risco desde que respeitadas a técnica e as contraindicações, que pode ser realizado de forma rápida durante o tilt-teste, podendo esclarecer o diagnóstico em até 30% dos casos de pacientes idosos com síncope de origem desconhecida. Contudo, como todo e qualquer método de investigação, tem naturalmente importantes limitações que precisam ser consideradas com bastante critério. É fundamental lembrar que a resposta à MSC depende de vários fatores do operador e do paciente e somente tem valor quando é positiva, quando reproduz os sintomas espontâneos e quando o paciente tem clínica compatível com síncope reflexa. Além do mais, não tem poder de exclusão.

[…]

  • Arritmias Cardíacas/complicações
  • Seio carotídeo / fisiologia
  • Síncope/etiologia
  • Síncope/fisiopatologia
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01/07/2018 DOI: 10.5935/abc.20180134
ABC
Artigo Original

Associação entre Microalternância de Onda T e Arritmias Ventriculares Malignas na Doença de Chagas

Bárbara Carolina Silva Almeida et al. André Assis Lopes do Carmo Marco Paulo Tomaz Barbosa José Luiz Padilha da Silva Antonio Luiz Pinho Ribeiro

Resumo

Fundamento:

A morte súbita cardíaca é o mecanismo de morte mais comum na doença de Chagas, responsável pelo óbito de 55% a 65% dos pacientes com cardiomiopatia chagásica crônica (CCC). Os mecanismos mais frequentemente envolvidos são as taquiarritmias ventriculares. O cardioversor-desfibrilador implantável (CDI) apresenta impacto na redução da mortalidade por arritmias ventriculares e faz-se necessária a correta identificação de pacientes sob risco. A associação de microalternância de onda T (MTWA) com o aparecimento de arritmias ventriculares foi avaliada em diferentes cardiopatias através de um teste. O papel da MTWA na identificação de pacientes sob risco na CCC permanece incerto.

Objetivo:

Avaliar a associação entre MTWA e a ocorrência de arritmias ventriculares malignas na CCC.

Método:

Trata-se de um estudo caso-controle, que incluiu pacientes com CCC em uso de CDI, com história prévia de arritmias ventriculares malignas (casos) ou sem história prévia (controles). Os resultados do teste foram classificados em negativo e não negativo (positivo e indeterminado). O nível de significância foi a = 0,05.

Resultado:

Foram recrutados 96 pacientes, 45 no grupo caso (46,8%) e 51 no grupo controle (53,1%). O teste de MTWA apresentou resultado não negativo em 36/45 pacientes no grupo caso (80%) e 15/51 no grupo controle (29,4%), OR = 9,60 (IC95%: 3,41 – 27,93). Após ajuste para fatores de confusão num modelo de regressão logística, o resultado não negativo continuou associado à presença de arritmias ventriculares malignas, com OR = 5,17 (IC95%: 1,05 – 25,51).

Conclusão:

Na CCC, pacientes com história de arritmia ventricular maligna apresentam maior frequência de teste de MTWA não negativo quando comparados a pacientes sem ocorrência prévia de arritmias.

  • Arritmias Cardíacas/complicações
  • Cardiomiopatia Chagásica
  • Desfibriladores Implantáveis
  • Doença de Chagas
  • Morte Súbita
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09/04/2018 DOI: 10.5935/abc.20180056 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Camanho LEM, Santos GV. Ablação por Cateter como Terapia de Primeira Linha no Tratamento da Fibrilação Atrial – Devemos Sempre Indicar?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2022;119(1):95-6.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Camanho, Luiz Eduardo Montenegro; Santos, Gustavo Vignoli dos. Ablação por Cateter como Terapia de Primeira Linha no Tratamento da Fibrilação Atrial – Devemos Sempre Indicar?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 119, n. 1, p. 95-96, jul. 2022.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Camanho, L. E. M., & Santos, G. V. (2022). Ablação por Cateter como Terapia de Primeira Linha no Tratamento da Fibrilação Atrial – Devemos Sempre Indicar?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 119(1), 95-96.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Camanho, Luiz Eduardo Montenegro and Santos, Gustavo Vignoli dos. Ablação por Cateter como Terapia de Primeira Linha no Tratamento da Fibrilação Atrial – Devemos Sempre Indicar?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2022, vol. 119, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 95-96. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/ablacao-por-cateter-como-terapia-de-primeira-linha-no-tratamento-da-fibrilacao-atrial-devemos-sempre-indicar/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Mateos JCP. Massagem do Seio Carotídeo na Avaliação da Síncope: Um Método Diagnóstico Inespecífico e Duvidoso. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2018;111(1):92-3.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Mateos, José Carlos Pachón. Massagem do Seio Carotídeo na Avaliação da Síncope: Um Método Diagnóstico Inespecífico e Duvidoso. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 111, n. 1, p. 92-93, jun. 2018.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Mateos, J. C. P. (2018). Massagem do Seio Carotídeo na Avaliação da Síncope: Um Método Diagnóstico Inespecífico e Duvidoso. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 111(1), 92-93.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Mateos, José Carlos Pachón. Massagem do Seio Carotídeo na Avaliação da Síncope: Um Método Diagnóstico Inespecífico e Duvidoso. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2018, vol. 111, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 92-93. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/massagem-do-seio-carotideo-na-avaliacao-da-sincope-um-metodo-diagnostico-inespecifico-e-duvidoso/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Almeida BCS, Carmo AAL, Barbosa MPT, Silva JLP, Ribeiro ALP. Associação entre Microalternância de Onda T e Arritmias Ventriculares Malignas na Doença de Chagas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2018;110(5):412-7.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Almeida, Bárbara Carolina Silva; Carmo, André Assis Lopes do; Barbosa, Marco Paulo Tomaz; Silva, José Luiz Padilha da; Ribeiro, Antonio Luiz Pinho. Associação entre Microalternância de Onda T e Arritmias Ventriculares Malignas na Doença de Chagas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 110, n. 5, p. 412-417, abr. 2018.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Almeida, B. C. S., Carmo, A. A. L. , Barbosa, M. P. T., Silva, J. L. P. , & Ribeiro, A. L. P. (2018). Associação entre Microalternância de Onda T e Arritmias Ventriculares Malignas na Doença de Chagas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 110(5), 412-417.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Almeida, Bárbara Carolina Silva and Carmo, André Assis Lopes do and Barbosa, Marco Paulo Tomaz and Silva, José Luiz Padilha da and Ribeiro, Antonio Luiz Pinho. Associação entre Microalternância de Onda T e Arritmias Ventriculares Malignas na Doença de Chagas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2018, vol. 110, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 412-417. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/associacao-entre-microalternancia-de-onda-t-e-arritmias-ventriculares-malignas-na-doenca-de-chagas/>. ISSN 0066-782X

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