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  2. Palavra-chave: Anticoagulantes / efeitos adversos
Figura 1
ABC
Artigo Original

Segurança da Ablação por Cateter de Fibrilação Atrial sob Uso Ininterrupto de Rivaroxabana

Márcio Augusto Silva et al. Guilherme Muller de Campos Futuro Erick Sessa Merçon Deborah Vasconcelos … Rovana Silva Agrizzi Jorge Elias Neto Ricardo Kuniyoshi

Resumo

Fundamento:

A ablação de fibrilação atrial (FA) sob uso ininterrupto de varfarina é segura e recomendada por especialistas. Entretanto, há controvérsia quanto aos anticoagulantes orais de ação direta para o mesmo fim.

Objetivo:

Avaliar a segurança em realizar ablação de FA sob anticoagulação ininterrupta com rivaroxabana.

Métodos:

Uma série de 130 pacientes foi submetida à ablação com radiofrequência da FA sob uso ininterrupto de rivaroxabana (grupo RIV) e comparada a um grupo-controle de 110 pacientes que a fizeram sob uso ininterrupto de varfarina (grupo VRF) e relação normatizada internacional (RNI) terapêutica. Analisamos morte, taxas de eventos tromboembólicos, de sangramentos maiores e menores, níveis do tempo de coagulação ativado (TCA) e dose de heparina no procedimento. O protocolo da ablação consistiu basicamente em isolamento circunferencial das veias pulmonares guiado por mapeamento eletroanatômico. Significância estatística de 5% foi adotada.

Resultados:

As características clínicas dos grupos foram semelhantes e a FA paroxística mais frequente (63% e 59%, grupos RIV e VRF). Um evento tromboembólico ocorreu no grupo RIV. Foram três pacientes com sangramentos maiores (RIV = 1 e VRF = 2; p = 0,5); nenhum óbito. A RNI basal foi maior no grupo VRF (2,5 vs. 1,2 ± 0,02; p < 0,0001), com níveis de TCA basal semelhantes (123,7 ± 3 vs. 118 ± 4; p = 0,34). Maior dose de heparina venosa foi utilizada no grupo RIV (9.414 ± 199 vs. 6.019 ± 185 UI; p < 0,0001) para manter níveis médios de TCA semelhantes durante o procedimento (350 ± 3 vs. 348,9 ± 4; p = 0,79).

Conclusão:

Na população estudada, a ablação de FA sob rivaroxabana ininterrupta teve segurança equivalente à varfarina ininterrupta, com RNI terapêutica.

  • Ablação por Cateter/métodos
  • Anticoagulantes / efeitos adversos
  • Anticoagulantes / uso terapêutico
  • Fibrilação Atrial
  • Rivaroxabana/uso terapêutico
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07/02/2020 DOI: 10.36660/abc.20180386 Visualizações 2
Figura 1
ABC
Original Article

Uso do Escore SAMe-TT2R2 em Ambulatório de Anticoagulação para Predição de Tempo na Faixa Terapêutica e de Eventos Adversos

Fernando Pivatto Júnior et al. Rafael Selbach Scheffel Lucas Ries Ricardo Roitman Wolkind … Roberta Marobin Sabrina Sigal Barkan Luís Carlos Amon Andréia Biolo

Resumo

Fundamento:

O escore SAMe-TT2R2 foi desenvolvido visando predizer quais pacientes em anticoagulação oral com antagonistas da vitamina K (AVKs) atingirão um tempo na faixa terapêutica (TFT) adequado (> 65%-70%) no seguimento. Estudos também o relacionaram com a ocorrência de eventos adversos.

Objetivos:

Descrever o TFT de acordo com o escore, além de relacionar a pontuação obtida com a ocorrência de eventos adversos adversos em pacientes com fibrilação atrial (FA) não valvar em anticoagulação oral com AVKs.

Métodos:

Estudo de coorte retrospectivo incluindo pacientes com FA não valvar em acompanhamento em ambulatório de anticoagulação de um hospital terciário. Foi realizada uma avaliação retrospectiva de consultas ambulatoriais, visitas a emergência e internações hospitalares na instituição no período de janeiro-dezembro/2014. O TFT foi calculado aplicando-se o método de Rosendaal.

Resultados:

Foram analisados 263 pacientes com TFT mediano de 62,5%. O grupo de baixo risco (0-1 ponto) obteve um TFT mediano maior em comparação com o grupo de alto risco (≥ 2 pontos): 69,2% vs. 56,3%, p = 0,002. Da mesma forma, o percentual de pacientes com TFT ≥ 60%, 65% ou 70% foi superior nos pacientes de baixo risco (p < 0,001, p = 0,001 e p = 0,003, respectivamente). Os pacientes de alto risco tiveram um percentual maior de eventos adversos (11,2% vs. 7,2%), embora não significativo (p = 0,369).

Conclusões:

O escore SAMe-TT2R2 foi uma ferramenta eficaz na predição do TFT em pacientes com FA em uso de AVKs para anticoagulação, porém não se associou à ocorrência de eventos adversos.

  • Anticoagulantes / efeitos adversos
  • Femprocumona
  • Fibrilação Atrial
  • Técnicas de Apoio para a Decisão
  • Varfarina
  • Vitamina K
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01/04/2017 DOI: 10.5935/abc.20170052 Visualizações 1
Figura 1
ABC
Artigo de Pesquisa

Diferenças Clínicas entre Subtipos de Fibrilação Atrial e Flutter: Registro Transversal de 407 Pacientes

Eduardo Dytz Almeida et al. Raphael Boesche Guimarães Laura Siga Stephan Alexandre Kreling Medeiros … Katia Foltz Roberto Tofani Santanna Leonardo Martins Pires Marcelo Lapa Kruse Gustavo Glotz de Lima Tiago Luiz Luz Leiria

Fundamento:

A fibrilação atrial e o flutter atrial são responsáveis por um terço das hospitalizações por arritmias, com impacto socioeconômico significativo. Os dados brasileiros a respeito desses atendimentos são escassos.

Objetivo:

Investigar o subtipo fibrilação atrial ou flutter em pacientes atendidos em emergência em virtude dessas arritmias e comparar os perfis de comorbidades, risco de eventos tromboembólicos e uso de anticoagulantes.

Métodos:

Estudo transversal retrospectivo, com coleta de dados de prontuário de todos os pacientes atendidos por flutter e fibrilação atrial na emergência do Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul no primeiro trimestre de 2012.

Resultados:

Foram incluídos 407 pacientes (356 com fibrilação atrial e 51 com flutter). Os pacientes com fibrilação atrial paroxística eram, em média, 5 anos mais jovens do que aqueles com fibrilação atrial persistente. Comparados àqueles com fibrilação atrial paroxística, os pacientes com fibrilação atrial persistente e flutter tinham maior diâmetro atrial (48,6 ± 7,2 vs. 47,2 ± 6,2 vs. 42,3 ± 6,4; p < 0,01) e menor fração de ejeção (66,8 ± 11 vs. 53,9 ± 17 vs. 57,4 ± 16; p < 0,01). A prevalência de acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca foi maior naqueles com fibrilação atrial persistente e flutter. Os pacientes com fibrilação atrial paroxística e flutter apresentavam mais frequentemente escore CHADS2 de zero em relação àqueles com fibrilação atrial persistente (27,8% vs. 18% vs. 4,9%; p < 0,01). A prevalência de anticoagulação nos pacientes com escore CHA2DS2-Vasc ≥ 2 foi de 40%.

Conclusão:

A população de nossa amostra teve características demográficas e perfil de comorbidades semelhantes aos de registros ambulatoriais europeus e norte-americanos. Apesar do risco elevado de eventos tromboembólicos, a prevalência de anticoagulação foi baixa, revelando dificuldades na implementação das diretrizes. Estratégias devem ser adotadas para melhorar esses índices.

  • Acidente Vascular Cerebral
  • Anticoagulantes / efeitos adversos
  • Arritmias Cardíacas
  • Fibrilação Atrial
  • Flutter Atrial
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19/05/2015 DOI: 10.5935/abc.20150049 Visualizações 2

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Silva MA, Futuro GMC, Merçon ES, Vasconcelos D, Agrizzi RS, Elias Neto J, Kuniyoshi R, et al. Segurança da Ablação por Cateter de Fibrilação Atrial sob Uso Ininterrupto de Rivaroxabana. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;114(3):435-42.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Silva, Márcio Augusto; Futuro, Guilherme Muller de Campos; Merçon, Erick Sessa; Vasconcelos, Deborah; Agrizzi, Rovana Silva; Elias Neto, Jorge; Kuniyoshi, Ricardo. Segurança da Ablação por Cateter de Fibrilação Atrial sob Uso Ininterrupto de Rivaroxabana. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 114, n. 3, p. 435-442, fev. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Silva, M. A., Futuro, G. M. C., Merçon, E. S., Vasconcelos, D., Agrizzi, R. S., Elias Neto, J., & Kuniyoshi, R. (2020). Segurança da Ablação por Cateter de Fibrilação Atrial sob Uso Ininterrupto de Rivaroxabana. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 114(3), 435-442.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Silva, Márcio Augusto and Futuro, Guilherme Muller de Campos and Merçon, Erick Sessa and Vasconcelos, Deborah and Agrizzi, Rovana Silva and Elias Neto, Jorge and Kuniyoshi, Ricardo. Segurança da Ablação por Cateter de Fibrilação Atrial sob Uso Ininterrupto de Rivaroxabana. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 114, n. 3, [citado 2026-10-15], pp. 435-442. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/seguranca-da-ablacao-por-cateter-de-fibrilacao-atrial-sob-uso-ininterrupto-de-rivaroxabana/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Pivatto Júnior F, Scheffel RS, Ries L, Wolkind RR, Marobin R, Barkan SS, Amon LC, et al. Uso do Escore SAMe-TT2R2 em Ambulatório de Anticoagulação para Predição de Tempo na Faixa Terapêutica e de Eventos Adversos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2017;108(4):290-6.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Pivatto Júnior, Fernando; Scheffel, Rafael Selbach; Ries, Lucas; Wolkind, Ricardo Roitman; Marobin, Roberta; Barkan, Sabrina Sigal; Amon, Luís Carlos; Biolo, Andréia. Uso do Escore SAMe-TT2R2 em Ambulatório de Anticoagulação para Predição de Tempo na Faixa Terapêutica e de Eventos Adversos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 108, n. 4, p. 290-296, mar. 2017.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Pivatto Júnior, F., Scheffel, R. S., Ries, L., Wolkind, R. R., Marobin, R., Barkan, S. S., Amon, L. C., & Biolo, A. (2017). Uso do Escore SAMe-TT2R2 em Ambulatório de Anticoagulação para Predição de Tempo na Faixa Terapêutica e de Eventos Adversos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 108(4), 290-296.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Pivatto Júnior, Fernando and Scheffel, Rafael Selbach and Ries, Lucas and Wolkind, Ricardo Roitman and Marobin, Roberta and Barkan, Sabrina Sigal and Amon, Luís Carlos and Biolo, Andréia. Uso do Escore SAMe-TT2R2 em Ambulatório de Anticoagulação para Predição de Tempo na Faixa Terapêutica e de Eventos Adversos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2017, vol. 108, n. 4, [citado 2026-10-15], pp. 290-296. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/uso-do-escore-same-tt2r2-em-ambulatorio-de-anticoagulacao-para-predicao-de-tempo-na-faixa-terapeutica-e-de-eventos-adversos/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Almeida ED, Guimarães RB, Stephan LS, Medeiros AK, Foltz K, Santanna RT, Pires LM, et al. Diferenças Clínicas entre Subtipos de Fibrilação Atrial e Flutter: Registro Transversal de 407 Pacientes. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2015;105(1):3-10.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Almeida, Eduardo Dytz; Guimarães, Raphael Boesche; Stephan, Laura Siga; Medeiros, Alexandre Kreling; Foltz, Katia; Santanna, Roberto Tofani; Pires, Leonardo Martins; Kruse, Marcelo Lapa; Lima, Gustavo Glotz de; Leiria, Tiago Luiz Luz. Diferenças Clínicas entre Subtipos de Fibrilação Atrial e Flutter: Registro Transversal de 407 Pacientes. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 105, n. 1, p. 3-10, maio. 2015.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Almeida, E. D., Guimarães, R. B., Stephan, L. S., Medeiros, A. K., Foltz, K., Santanna, R. T., Pires, L. M., Kruse, M. L., Lima, G. G. , & Leiria, T. L. L. (2015). Diferenças Clínicas entre Subtipos de Fibrilação Atrial e Flutter: Registro Transversal de 407 Pacientes. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 105(1), 3-10.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Almeida, Eduardo Dytz and Guimarães, Raphael Boesche and Stephan, Laura Siga and Medeiros, Alexandre Kreling and Foltz, Katia and Santanna, Roberto Tofani and Pires, Leonardo Martins and Kruse, Marcelo Lapa and Lima, Gustavo Glotz de and Leiria, Tiago Luiz Luz. Diferenças Clínicas entre Subtipos de Fibrilação Atrial e Flutter: Registro Transversal de 407 Pacientes. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2015, vol. 105, n. 1, [citado 2026-10-15], pp. 3-10. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/diferencas-clinicas-entre-subtipos-de-fibrilacao-atrial-e-flutter-registro-transversal-de-407-pacientes/>. ISSN 0066-782X

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