Entre julho de 2012 e março de 2014, o Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia elaborou e publicou quatro documentos abordando alguns aspectos específicos sobre os cuidados com a hipertensão arterial–. Da mesma maneira, entre julho de 2013 e janeiro de 2014, as principais instituições internacionais também elaboraram documentos atualizando suas orientações gerais com relação à hipertensão arterial–. Alguns dos documentos brasileiros antecederam os internacionais, enquanto outros foram publicados concomitantemente.
O primeiro documento brasileiro, publicado ainda em 2012, abordou a Hipertensão Arterial Resistente, e foi feita extensa revisão sobre o assunto com base nas evidências disponíveis na oportunidade. Além de definição, cuidados com o diagnóstico e possíveis causas, houve a preocupação de ressaltar que a maioria dos casos é, na verdade, de pseudorresistência ocasionada, principalmente, pela falta de adesão, sem deixar de destacar a importância de uma possível hipertensão secundária. O documento, finalmente, fez uma proposta de tratamento que incluiu o clássico e conhecido – mas quase sempre relegado a segundo plano – tratamento não medicamentoso e uma indicação objetiva de tratamento farmacológico, que leva em consideração a utilização de doses plenas de fármacos que inibem o sistema renina angiotensina aldosterona (IECA ou BRA) de um antagonista dos canais de cálcio de longa ação, de um diurético tiazídico e, como quarto fármaco, propôs a utilização da espironolactona. Como passo seguinte foi indicado um betabloqueador com ação vasodilatadora ou uma droga de ação central.
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