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  2. Palavra-chave: Análise Transversal
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ABC
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Grau de Concordância entre Instrumentos de Estratificação de Risco Cardiovascular

Guilherme Thomé Garcia et al. Ana Maria Nunes de Faria Stamm Ariel Córdova Rosa Antônio Carlos Marasciulo … Rodrigo Conill Marasciulo Cristian Battistella Alexandre Augusto de Costa Remor

Resumo

Fundamento:

A doença cardiovascular (DCV) é a principal causa de morbimortalidade no Brasil, e a prevenção primária pode ser direcionada com ferramentas que estratificam o risco. Os escores de Framingham (ERF) e QRISK-2 (ERQ) estimam o risco cardiovascular (RCV) global em 10 anos em indivíduos assintomáticos, mas a escolha do instrumento pode implicar em terapêuticas distintas.

Objetivo:

Observar o grau de concordância entre o ERF e o ERQ, na estratificação do risco cardiovascular global em 10 anos, nos indivíduos livres da doença.

Métodos:

Estudo transversal, observacional, descritivo e analítico, com uma amostra de conveniência de 74 indivíduos, atendidos em um ambulatório de ensino de um hospital universitário brasileiro, no sul do país, de janeiro de 2014 a janeiro de 2015. O ERF e o ERQ foram aplicados nos pacientes, que foram classificados em baixo/moderado (< 20%) ou alto risco (≥ 20%).

Resultados:

A proporção de indivíduos classificados no estrato de alto risco foi superior no ERF que no ERQ (33,7% vs 21,6%), sendo identificado efeito sinérgico do gênero masculino com hipertensão arterial sistêmica nas duas ferramentas, e com faixa etária geriátrica no ERQ (p < 0,05) nesse estrato de risco. O índice de concordância Kappa entre os dois escores foi igual a 0,519 (IC95% = 0,386-0,652; p < 0,001).

Conclusão:

Houve concordância moderada entre o ERF e o ERQ, na estimativa de RCV global em 10 anos. Os escores utilizados podem identificar sinergismo entre as variáveis, e têm comportamento influenciado pela população na qual foram originados. É importante reconhecer a necessidade de escores calibrados para a população brasileira.

  • Análise Transversal
  • Determinação do Risco
  • Doenças Cardiovasculares / epidemiologia
  • Doenças Cardiovasculares / morbidade
  • Doenças Cardiovasculares / mortalidade
Ler artigo completo
Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
01/05/2017 DOI: 10.5935/abc.20170057

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Garcia GT, Stamm AMNF, Rosa AC, Marasciulo AC, Marasciulo RC, Battistella C, Remor AAC, et al. Grau de Concordância entre Instrumentos de Estratificação de Risco Cardiovascular. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2017;108(5):427-35.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Garcia, Guilherme Thomé; Stamm, Ana Maria Nunes de Faria; Rosa, Ariel Córdova; Marasciulo, Antônio Carlos; Marasciulo, Rodrigo Conill; Battistella, Cristian; Remor, Alexandre Augusto de Costa. Grau de Concordância entre Instrumentos de Estratificação de Risco Cardiovascular. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 108, n. 5, p. 427-435, abr. 2017.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Garcia, G. T., Stamm, A. M. N. F., Rosa, A. C., Marasciulo, A. C., Marasciulo, R. C., Battistella, C., & Remor, A. A. C. (2017). Grau de Concordância entre Instrumentos de Estratificação de Risco Cardiovascular. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 108(5), 427-435.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Garcia, Guilherme Thomé and Stamm, Ana Maria Nunes de Faria and Rosa, Ariel Córdova and Marasciulo, Antônio Carlos and Marasciulo, Rodrigo Conill and Battistella, Cristian and Remor, Alexandre Augusto de Costa. Grau de Concordância entre Instrumentos de Estratificação de Risco Cardiovascular. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2017, vol. 108, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 427-435. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/grau-de-concordancia-entre-instrumentos-de-estratificacao-de-risco-cardiovascular/>. ISSN 0066-782X

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