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  2. Palavra-chave: Ablação por Radiofrequência/métodos
ABC
Editorial

Ablação por Cateter sem Uso de Raios X para Tratamento de Fibrilação Atrial e Arritmias Atriais

Leandro Ioschpe Zimerman

A ablação por radiofrequência é um método consagrado e cada vez mais usado no tratamento das taquiarritmias. Tradicionalmente, é feita por meio da colocação de cateteres intracavitários guiados por fluoroscopia. Ao longo dos anos, no entanto, uma série de problemas relacionados com a exposição à radiação tornou-se mais evidente, tais como catarata, mutações genéticas e câncer. Não por acaso, a quantidade de tumores no hemisfério cerebral esquerdo, que recebe maior quantidade de radiação, é maior do que no hemisfério direito, em intervencionistas. É importante lembrar que o risco de câncer é linear com a exposição, sem um limiar definido, e que existe efeito cumulativo. Em procedimentos mais longos, lesões graves cutâneas podem, inclusive, se desenvolver nos pacientes. Para reduzir esses riscos aos pacientes e à equipe médica, várias medidas foram tomadas: aparelhos e métodos de fluoroscopia com menor radiação e equipamentos de proteção individual, tais como avental, proteção de tireoide, óculos, touca e até mesmo luvas chumbadas. A proteção aumentou, mas às custas de problemas ortopédicos pelo peso que se carregava, em tantos procedimentos, por tanto tempo. Novas soluções foram criadas, como aventais chumbados suspensos. Contudo, junto a esse aumento da proteção individual, foi ganhando força a ideia também de, efetivamente, se realizar o procedimento com a menor quantidade de radiação possível. Para isso, o desenvolvimento de sistemas de mapeamento tridimensional foi o impulso que se precisava. Isso, associado ao uso de cateteres de ablação por força de contato, tornou possível realizar procedimentos, mesmo complexos, manipulando cateteres e aplicando energia com eficácia e segurança, sem necessitar de visualização por fluoroscopia. Em procedimentos menos complexos, especialmente do lado direito do coração, descreviam-se ablações sem fluoroscopia. , Em gestantes, passou a ser uma solução factível. Mesmo para os procedimentos de maior complexidade, passou-se a preconizar a fluoroscopia “quase zero”. “Quase zero” porque ainda era necessário usar a fluoroscopia em alguns momentos, como a punção transeptal, por exemplo.

Ao mesmo tempo, o ultrassom passou a ser cada vez mais usado em procedimentos cardiológicos invasivos, e mais especificamente em eletrofisiologia. Ecografia vascular é usada para auxílio nas punções vasculares e redução de fístulas arteriovenosas (AV) e pseudoaneurismas. Ecocardiograma transesofágico é útil para excluir trombos em apêndice atrial e auxiliar punção transeptal. Ainda mais útil é o ecocardiograma intracardíaco, que auxilia punção transeptal, permite visualizar óstios de veias pulmonares, descarta derrame pericárdico, visualiza recessos durante ablação do istmo cavotricuspídeo e confirma contato adequado do cateter.

[…]

  • Ablação por Radiofrequência/métodos
  • Eficácia
  • Equipamento de Proteção Individual
  • Fístula Arteriovenosa
  • Fluoroscopia
  • Ondas de Radio/efeitos adversos
  • Segurança
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
03/07/2020 DOI: 10.36660/abc.20200451 Visualizações 1
ABC
Editorial

Redução na Utilização de Recursos em Saúde e dos Custos após Ablação por Radiofrequência da Fibrilação Atrial no Brasil

Alvaro Sarabanda

A fibrilação atrial (FA) é a arritmia cardíaca mais comum, consistindo em importante problema de saúde pública e acarretando um gasto excessivo com cuidados de saúde em todo o mundo., Apresenta importante repercussão na prática clínica, associando-se com risco aumentado de acidente vascular cerebral, desenvolvimento de insuficiência cardíaca, alterações cognitivas, diminuição da qualidade de vida e risco aumentado de morte.

Estima-se que na população adulta americana a incidência de FA aumentará de 1,2 milhão de casos por ano em 2010 para 2,6 milhões em 2030 e, no mesmo período, sua prevalência subirá de 5,2 milhões para 12 milhões de pessoas. No Brasil, as estimativas de FA são menos precisas. Todavia, um estudo epidemiológico recente com a população brasileira reportou uma prevalência de FA de cerca de 1,8% na população geral. Entretanto, considerando o envelhecimento da população em países de renda média como o Brasil, a prevalência de FA em nosso meio provavelmente aumentará em um futuro próximo.

[…]

  • Ablação por Radiofrequência/métodos
  • Arritmia/tratamento farmacológico
  • Arritmias Cardíacas
  • Fibrilação Atrial
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
02/09/2019 DOI: 10.5935/abc.20190148

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Zimerman LI. Ablação por Cateter sem Uso de Raios X para Tratamento de Fibrilação Atrial e Arritmias Atriais. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;114(6):1027-8.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Zimerman, Leandro Ioschpe. Ablação por Cateter sem Uso de Raios X para Tratamento de Fibrilação Atrial e Arritmias Atriais. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 114, n. 6, p. 1027-1028, jul. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Zimerman, L. I. (2020). Ablação por Cateter sem Uso de Raios X para Tratamento de Fibrilação Atrial e Arritmias Atriais. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 114(6), 1027-1028.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Zimerman, Leandro Ioschpe. Ablação por Cateter sem Uso de Raios X para Tratamento de Fibrilação Atrial e Arritmias Atriais. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 114, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 1027-1028. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/ablacao-por-cateter-sem-uso-de-raios-x-para-tratamento-de-fibrilacao-atrial-e-arritmias-atriais/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Sarabanda A. Redução na Utilização de Recursos em Saúde e dos Custos após Ablação por Radiofrequência da Fibrilação Atrial no Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2019;113(2):258-9.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Sarabanda, Alvaro. Redução na Utilização de Recursos em Saúde e dos Custos após Ablação por Radiofrequência da Fibrilação Atrial no Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 113, n. 2, p. 258-259, set. 2019.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Sarabanda, A. (2019). Redução na Utilização de Recursos em Saúde e dos Custos após Ablação por Radiofrequência da Fibrilação Atrial no Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 113(2), 258-259.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Sarabanda, Alvaro. Redução na Utilização de Recursos em Saúde e dos Custos após Ablação por Radiofrequência da Fibrilação Atrial no Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2019, vol. 113, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 258-259. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/reducao-na-utilizacao-de-recursos-em-saude-e-dos-custos-apos-ablacao-por-radiofrequencia-da-fibrilacao-atrial-no-brasil/>. ISSN 0066-782X

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