A Calcificação do Arco Aórtico Observada na Radiografia de Tórax Pode Servir Como um Preditor Independente de Acidente Vascular Cerebral Recorrente
Resumo
Fundamento
Apesar dos avanços nas modalidades de diagnóstico e tratamento, há necessidade de marcadores preditivos para acidente vascular cerebral (AVC) recorrentes.
Objetivos
Este estudo teve como objetivo investigar a relação entre calcificação do arco aórtico (CAA) e recorrência de AVC em pacientes com AVC durante o acompanhamento de um ano.
Métodos
Todos os pacientes com AVC que sofreram seu primeiro evento foram avaliados para participação no estudo. Foram registrados pacientes que sofreram AVC recorrentes durante o acompanhamento de um ano. A CAA foi avaliada por radiografia de tórax. Com base na ocorrência de AVC recorrente, os pacientes foram divididos em dois grupos. A CAA foi classificada em quatro categorias de acordo com o seu grau, e a presença de CAA foi incluída na análise estatística. A relação entre CAA e AVC recorrente foi avaliada por meio de uma curva característica de operação do receptor. Um nível de significância <0,05 foi considerado aceitável para todas as análises estatísticas.
Resultados
Um total de 203 pacientes foram incluídos no estudo (46,8% mulheres, média de idade 69±12,3). AVC recorrente foi detectado em 49 pacientes. CAA, hipertensão e fibrilação atrial foram mais frequentes em pacientes com AVC recorrente. Pacientes com AVC recorrente apresentaram menor taxa de filtração glomerular e maior largura de distribuição de glóbulos vermelhos (RDW). Na análise de regressão multivariada, CAA (hazard ratio [HR], 3,544; IC 95%:1,653-7,598, p=0,001) e RDW (HR,1,214; IC 95%:1,053-1,400, p=0,008) foram identificados como preditores independentes de AVC recorrente.
Conclusão
A presença de CAA (≥ grau 1) e RDW foram significativamente associadas ao desenvolvimento de AVC recorrente dentro de um ano. Esses achados podem ter significado prognóstico no acompanhamento de pacientes com AVC.
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