Breaks no Tempo em Comportamento Sedentário e Marcadores Cardiometabólicos em Adolescentes
Resumo
Fundamento:
Interrupções no tempo despendido em comportamento sedentário (breaks) têm sido associadas a melhores níveis de indicadores cardiometabólicos na população adulta. No entanto, em adolescentes, os achados sobre essa associação ainda são conflitantes.
Objetivos:
Analisar a associação do número de breaks por dia em comportamento sedentário com marcadores cardiometabólicos e avaliar se ela é moderada pelo estado nutricional e o tempo excessivo em comportamento sedentário em adolescentes.
Métodos:
Estudo transversal com 537 adolescentes (52,3% do sexo feminino), de 10 a 14 anos de idade, de escolas públicas de João Pessoa (PB). O número diário de breaks em comportamento sedentário (>100 counts/minutos) foi mensurado por meio de acelerômetros (Actigraph GT3X+). Os marcadores cardiometabólicos analisados foram: pressão arterial sistólica e diastólica (mmHg), glicose de jejum, colesterol total, triglicerídeos, HDL-c, LDL-c (todos em mg/dL) e índice de massa corporal (IMC) (kg/m2). Utilizou-se a regressão linear para analisar a associação do número de breaks com marcadores cardiometabólicos e avaliar se ela é moderada pelo estado nutricional e o tempo excessivo em comportamento sedentário. O nível de significância de p<0,05 foi adotado para todas as análises.
Resultados:
O número de breaks por dia se associou negativamente ao IMC (ß = −0,069; IC95%: −0,102; −0,035), mas não aos demais marcadores cardiometabólicos, e essa associação não foi moderada pelo estado nutricional dos adolescentes (p=0,221) e nem pelo tempo excessivo em comportamento sedentário (p=0,176).
Conclusão:
A inclusão de breaks no tempo em comportamento sedentário parece contribuir para valores mais baixos do IMC em adolescentes.
Os comentários são moderados pela equipe editorial antes da publicação. As discussões devem ser baseadas em evidências e utilizar linguagem científica. Conflitos de interesse devem ser declarados.