Sons de Korotkoff: o improvável também ocorre
Poucas descobertas tiveram um impacto tão grande e tamanha relevância para a Medicina clínica como a medição não-invasiva da pressão arterial diastólica. Vários fisiologistas e clínicos talentosos estavam, sem sucesso, em busca de um método não-invasivo para determinar a pressão diastólica. No entanto, a quantificação da pressão arterial diastólica não foi conseguida por qualquer um desses pesquisadores clínicos ou fisiológicos, mas por uma figura improvável e inesperada: Nikolai Sergeevich Korotkoff (1874-1920), um jovem cirurgião do exército russo, trabalhando em condições precárias sob as dificuldades de diversas guerras. É fácil descartar o feito de Korotkoff como uma descoberta fortuita semelhante à de Alexander Fleming na descoberta da penicilina. No entanto, a recente teoria do cisne negro de Nassim N. Taleb pode servir para ilustrar sua descoberta de uma nova e, talvez, surpreendente, forma.
Os comentários são moderados pela equipe editorial antes da publicação. As discussões devem ser baseadas em evidências e utilizar linguagem científica. Conflitos de interesse devem ser declarados.