Posicionamento sobre Diagnóstico e Tratamento da Amiloidose Cardíaca – 2021
- Marcus V. Simões
- Fabio Fernandes
- Fabiana G. Marcondes-Braga
- Philip Scheinberg
- Edileide de Barros Correia
- Luis Eduardo P. Rohde
- Fernando Bacal
- Silvia Marinho Martins Alves
- Sandrigo Mangini
- Andréia Biolo
- Luis Beck-da-Silva
- Roberta Shcolnik Szor
- Wilson Marques Junior
- Acary Souza Bulle Oliveira
- Márcia Waddington Cruz
- Bruno Vaz Kerges Bueno
- Ludhmila Abrahão Hajjar
- Aurora Felice Castro Issa
- Felix José Alvarez Ramires
- Otavio Rizzi Coelho Filho
- André Schmidt
- Ibraim Masciarelli Francisco Pinto
- Carlos Eduardo Rochitte
- Flávio Henrique Valicelli
- Marcelo Luiz Campos Vieira
- Cláudio Tinoco Mesquita
- Celso Dario Ramos
- José Soares-Junior
- Minna Moreira Dias Romano
- Wilson Mathias Junior
- Marcelo Iório Garcia Junior
- Marcelo Westerlund Montera
- Marcelo Dantas Tavares de Melo
- Sandra Marques e Silva
- Pedro Manoel Marques Garibaldi
- Aristóteles Comte de Alencar Neto
- Renato Delascio Lopes
- Diane Xavier de Ávila
- Denizar Viana
- José Francisco Kerr Saraiva
- Manoel Fernandes Canesin
- Glaucia Maria Moraes de Oliveira
- Evandro Tinoco Mesquita
- Creative Commons Atribuição (CC BY) Licença Creative Commons
- DOI: 10.36660/abc.20210718 | Arq. Bras. Cardiol. 2021;117(3):561-598
1. Introdução
Nos últimos anos, foram consolidados avanços expressivos no conhecimento de amiloidose cardíaca (AC), trazendo uma profunda reformulação do seu significado clínico. Além de haver evidências convincentes de que AC seja uma causa relativamente comum de insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP), assistimos o surgimento de terapias específicas modificadoras do curso natural da doença, capazes de prolongar a sobrevida dos pacientes acometidos.
Em paralelo, relevantes progressos nas técnicas de imagem cardiovascular têm contribuído grandemente para o reconhecimento mais acurado e precoce da doença. Particularmente, o emprego da cintilografia cardíaca com radiotraçadores ósseos tornou possível o diagnóstico não invasivo da AC ligada à transtirretina (TTR), prescindindo da biópsia endomiocárdica, o que simplificou muito o fluxo diagnóstico.
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