Papel do Sistema Nervoso Autônomo na Fibrilação Atrial
Desde o final dos anos 90 estamos estudando profundamente o papel do sistema nervoso autônomo na gênese e manutenção da fibrilação atrial (FA) e da síncope neurocardiogênica.
A FA pode ocorrer tanto em corações normais, como naqueles com importantes alterações estruturais. Episódios de FA em indivíduos jovens e com corações aparentemente normais sempre nos chamaram a atenção. O fato desses pacientes terem frequentemente manifestações do tipo disautonômicas, nos levou a pensar que a denervação proposital poderia ser uma forma de tratamento desses casos sendo esta técnica pioneiramente publicada em 2004. O efeito da inervação não parece apenas ser devido ao estímulo neural, mas também por promover desordem na arquitetura sincicial atrial, nos locais da penetração dos neurônios, que afastam as células miocárdicas, desconectando-as. Esse desarranjo promove também alterações que podem ser detectadas no endocárdio pelo sinal elétrico local, o que chamamos Ninhos de FA (NFA), e no caso da inervação, chamamos de NFA tipo I.
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