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  2. Palavra-chave: Vasoplegia
Figura 1
ABC
Carta Científica

Síndrome Vasoplégica sob Oxigenação por Membrana Extracorpórea: Tratamento Bem-Sucedido com Azul de Metileno

Ahmet Aydin et al. Banu Katlan Selman Kesici

Resumo

A síndrome vasoplégica é um estado de hipotensão que se desenvolve devido à baixa resistência vascular sistêmica e está associada a uma alta taxa de mortalidade. O azul de metileno é conhecido por melhorar a hipotensão e reduzir os requisitos de vasopressores ao aumentar a resistência na vasoplegia pela inibição da óxido nítrico sintase. Aqui, pretendemos relatar o uso e a eficácia do azul de metileno para tratar cinco casos de síndrome vasoplégica gravemente hipotensivos, apesar da oxigenação por membrana extracorpórea. Concluímos que o azul de metileno pode ser usado como um tratamento salva-vidas para a síndrome vasoplégica refratária aos tratamentos de suporte padrão, incluindo a oxigenação por membrana extracorpórea.

  • azul de metileno
  • Oxigenação por Membrana Extracorpórea
  • Vasoplegia
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
07/07/2025 DOI: 10.36660/abc.20250070 Visualizações 1
Figura 1
ABCHF
Artigo Original

Evolução de Parâmetros Hematológicos em Pacientes com Vasoplegia após Cirurgia de Revascularização do Miocárdio

Nicolas Ramos et al. Marcos T. Faé Cristina B. Hebeda Franciani R. da Rocha … Caroline O. F. Bacca Marcelo V. Gambetta

Resumo

Fundamento:

A utilização da circulação extracorpórea durante a cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM/CEC) promove secreção de mediadores inflamatórios associados ao surgimento da síndrome vasoplégica (SV). Células sanguíneas atuam na amplificação de mecanismos enzimáticos relacionados ao desenvolvimento da SV, responsável por elevados índices de mortalidade.

Objetivos:

Investigar possíveis alterações das razões hematológicas para avaliar a evolução da SV em pacientes submetidos à CRM/CEC.

Métodos:

Estudo observacional analítico, do tipo coorte retrospectivo, com dados coletados a partir de prontuários médicos em um hospital referência no atendimento cardiológico.

Resultados:

SV esteve relacionada a valores diminuídos de monócitos (p = 0,02) 24 horas antes da CRM/CEC e a valores aumentados das razões linfócito/monócito (LMR) (p = 0,01) e neutrófilo/monócito (NMR) (p = 0,01) neste mesmo tempo. No período de 24 horas após a cirurgia cardíaca, valores aumentados de neutrófilos (p = 0,05) e das razões plaqueta/linfócito (PLR) (p = 0,03) e neutrófilo/linfócito (NLR) (p = 0,04) foram associados à SV. Entre 24 e 48 horas após a cirurgia, contagens de neutrófilos (p = 0,01), PLR (p = 0,02), MLR (p = 0,04) e índice de resposta inflamatória sistêmica (SIRI) (p = 0,02) encontraram-se diminuídas nos pacientes que evoluíram para vasoplegia.

Conclusão:

A SV foi associada a (i) redução da contagem de monócitos e ao (ii) aumento das razões LMR e NMR 24 horas antes da CRM/CEC, (iii) ao aumento da contagem de neutrófilos e das razões (iv) PLR e MLR 24 horas depois da CRM/CEC. Nossos dados mostram diferentes alterações hematológicas em diferentes momentos após realização de CRM/CEC e destacam que novos estudos são fundamentais para permitir o emprego das razões hematológicas no acompanhamento dos pacientes submetidos à CRM/CEC.

  • Inflamação
  • Leucócitos
  • Monócitos
  • Neutrófilos
  • Vasoplegia
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
31/12/2023 DOI: 10.36660/abchf.20230057 Visualizações 1
ABC
Editorial

Inflamação pós-Infarto Agudo do Miocárdio: “Médico ou Monstro”

Ricardo Wang et al. Fernando Carvalho Neuenschwander Bruno Ramos Nascimento

Assim como no conto “Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde”, a inflamação tem seu lado bom, que é a proteção contra patógenos, e ajuda no processo de reparação celular e tecidual após uma injúria; por outro lado, ela também pode perpetuar e amplificar a injúria e, no caso do infarto do agudo do miocárdio (IAM), pode ser o gatilho da oclusão coronariana. Na fase aguda do IAM, há ativação do sistema imunológico, no processo de reparação miocárdica, na qual o tecido necrosado é substituído pelo tecido cicatricial (fibrose). Sabemos, através dos estudos anatomopatológicos, que já nas primeiras horas pós-oclusão coronariana, há recrutamento principalmente de neutrófilos para o local da injúria. A população de neutrófilos local tem pico por volta do terceiro dia e em seguida observa-se um declínio progressivo. Eles são substituídos a partir do quinto dia por macrófagos, e ambos são responsáveis pelo processo de depuração de miócitos não viáveis. Os macrófagos, além deste papel, são responsáveis, juntamente com as células musculares lisas, pela angiogênese e produção de colágeno. O processo de cicatrização começa na periferia da área infartada e se estende para o núcleo, e este mecanismo de reparação se completa em torno de 4–8 semanas, dependendo do tamanho do infarto. ,

Se sabemos como ocorre o processo inflamatório a nível celular no pós-IAM, qual o motivo de continuarmos estudando a inflamação? E por que concentrar os esforços nos estudos sobre a expressão de citocinas? Se, por um lado, o processo inflamatório é necessário para o processo de reparação, no contexto do IAM a inflamação também tem papel importante nas complicações. Tal efeito é observado no choque cardiogênico (provocando vasodilatação, vasoplegia e piora do choque), complicações mecânicas (ruptura de músculo papilar e da parede livre do ventrículo, e comunicação interventricular), no remodelamento ventricular (expansão e substituição fibrótica da parede acometida) e, a longo prazo, tem sido relacionado com a ocorrência de novos eventos cardiovasculares. As citocinas são moléculas que mediam reações imunes e inflamatórias e são responsáveis pela ativação de vias inapropriadas ou respostas exageradas (hipersensibilidade). Portanto, o entendimento de sua cinética pode ajudar a esclarecer as vias que estão associadas com desfechos favoráveis e as vias que, quando ativadas, podem levar a aumento de eventos desfavoráveis e têm potencial para serem alvos de futuras abordagens terapêuticas.

[…]

  • Choque Cardiogênico
  • Citocinas
  • Infarto Do Miocárdio
  • Inflamação/complicações
  • Linfócitos Tipo B
  • Vasoplegia
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18/01/2021 DOI: 10.36660/abc.20201250 Visualizações 1
Estudos hemodinâmicos e da função endotelial em porcas saudáveis após injeção em bolus endovenoso de azul de metileno
ABC
Artigo Original

Estudos hemodinâmicos e da função endotelial em porcas saudáveis após injeção em bolus endovenoso de azul de metileno

Antonio Carlos Menardi et al. Fernanda Viaro Walter Vilella de Andrade Vicente Alfredo José Rodrigues Paulo Roberto Barbosa Évora

OBJETIVO: Benefícios clínicos obtidos pelo azul de metileno (AM) no tratamento da vasoplegia induzida pela ação do óxido nítrico (NO) têm sido relatados na sepse, na síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS) em cirurgia cardíaca e no choque anafilático, mas a sua segurança é muitas vezes questionada, principalmente relacionada aos seus efeitos hemodinâmicos e à possibilidade de causar disfunção endotelial. O objetivo deste estudo foi examinar os efeitos hemodinâmicos e a função endotelial da infusão endovenosa in vivo do AM em porcos. MÉTODOS: O protocolo de estudo incluiu dois grupos experimentais de porcas fêmeas: Grupo I (Controle) – os animais (n = 6) não receberam AM; Grupo II (AM) – os animais receberam 3 mg/kg de AM em forma de bolus endovenoso. Após quinze minutos de registro dos parâmetros hemodinâmicos os animais foram sacrificados por exsangüinação, e os estudos in vitro foram conduzidos usando segmentos de artérias coronária, hepática, mesentérica superior, renal, para determinar o efeito do AM na função endotelial relacionada com a liberação de NO. Mediu-se também o NO plasmático nos dois grupos experimentais. RESULTADOS: Os resultados obtidos no presente estudo foram: 1) a infusão endovenosa de AM (3,0 mg/kg) não causou nenhuma alteração hemodinâmica significativa; 2) os valores absolutos e porcentuais e nitrito/nitrato plasmático (NOx) não apresentaram diferenças nos dois grupos experimentais; 3) o estudo in vitro dos segmentos arteriais (coronária, hepática, renal e mesentérica superior) não apresentou disfunção endotelial nos dois grupos. Os resultados sugerem que a injeção endovenosa de AM é segura. Esse dado concorda com dados clínicos no qual o AM foi utilizado para tratar a síndrome vasoplégica após circulação extracorpórea, síndrome da resposta infamatória sistêmica (SIRS) e anafilaxia. Os resultados não foram inesperados porque os animais não apresentavam vasoplegia, não se esperando que a inibição da guanilatociclase tenha algum efeito. CONCLUSÃO: A infusão em bolus endovenoso in vivo na dose investigada (3 mg/kg) não causou alterações hemodinâmicas e comprometimento da liberação in vitro de NO.

  • azul de metileno
  • choque distributivo
  • Óxido Nítrico
  • Vasoplegia
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21/11/2006 DOI: 10.1590/S0066-782X2006001700019 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Aydin A, Katlan B, Kesici S. Síndrome Vasoplégica sob Oxigenação por Membrana Extracorpórea: Tratamento Bem-Sucedido com Azul de Metileno. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2025;122(5):e20250070.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Aydin, Ahmet; Katlan, Banu; Kesici, Selman. Síndrome Vasoplégica sob Oxigenação por Membrana Extracorpórea: Tratamento Bem-Sucedido com Azul de Metileno. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 122, n. 5, e20250070, jul. 2025.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Aydin, A., Katlan, B., & Kesici, S. (2025). Síndrome Vasoplégica sob Oxigenação por Membrana Extracorpórea: Tratamento Bem-Sucedido com Azul de Metileno. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 122(5), e20250070.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Aydin, Ahmet and Katlan, Banu and Kesici, Selman. Síndrome Vasoplégica sob Oxigenação por Membrana Extracorpórea: Tratamento Bem-Sucedido com Azul de Metileno. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2025, vol. 122, n. 5, [citado 2026-10-14], e20250070. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/sindrome-vasoplegica-sob-oxigenacao-por-membrana-extracorporea-tratamento-bem-sucedido-com-azul-de-metileno/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Ramos N, Faé MT, Hebeda CB, Rocha FR, Bacca COF, Gambetta MV. Evolução de Parâmetros Hematológicos em Pacientes com Vasoplegia após Cirurgia de Revascularização do Miocárdio. ABC Heart Fail Cardiomyop 2023;3(4):e20230057.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Ramos, Nicolas; Faé, Marcos T.; Hebeda, Cristina B.; Rocha, Franciani R. da; Bacca, Caroline O. F.; Gambetta, Marcelo V.. Evolução de Parâmetros Hematológicos em Pacientes com Vasoplegia após Cirurgia de Revascularização do Miocárdio. ABC Heart Fail Cardiomyop, v. 3, n. 4, e20230057, dez. 2023.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Ramos, N., Faé, M. T., Hebeda, C. B., Rocha, F. R. , Bacca, C. O. F., & Gambetta, M. V. (2023). Evolução de Parâmetros Hematológicos em Pacientes com Vasoplegia após Cirurgia de Revascularização do Miocárdio. ABC Heart Fail Cardiomyop, 3(4), e20230057.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Ramos, Nicolas and Faé, Marcos T. and Hebeda, Cristina B. and Rocha, Franciani R. da and Bacca, Caroline O. F. and Gambetta, Marcelo V.. Evolução de Parâmetros Hematológicos em Pacientes com Vasoplegia após Cirurgia de Revascularização do Miocárdio. ABC Heart Fail Cardiomyop [online]. 2023, vol. 3, n. 4, [citado 2026-10-14], e20230057. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/evolucao-de-parametros-hematologicos-em-pacientes-com-vasoplegia-apos-cirurgia-de-revascularizacao-do-miocardio/>

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Wang R, Neuenschwander FC, Nascimento BR. Inflamação pós-Infarto Agudo do Miocárdio: “Médico ou Monstro”. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2021;115(6):1-2.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Wang, Ricardo; Neuenschwander, Fernando Carvalho; Nascimento, Bruno Ramos. Inflamação pós-Infarto Agudo do Miocárdio: “Médico ou Monstro”. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 115, n. 6, p. 1-2, jan. 2021.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Wang, R., Neuenschwander, F. C., & Nascimento, B. R. (2021). Inflamação pós-Infarto Agudo do Miocárdio: “Médico ou Monstro”. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 115(6), 1-2.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Wang, Ricardo and Neuenschwander, Fernando Carvalho and Nascimento, Bruno Ramos. Inflamação pós-Infarto Agudo do Miocárdio: “Médico ou Monstro”. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2021, vol. 115, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 1-2. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/inflamacao-pos-infarto-agudo-do-miocardio-medico-ou-monstro/>. ISSN 0066-782X

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Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Menardi AC, Viaro F, Vicente WVA, Rodrigues AJ, Évora PRB. Estudos hemodinâmicos e da função endotelial em porcas saudáveis após injeção em bolus endovenoso de azul de metileno. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2006;87(4):525-32.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Menardi, Antonio Carlos; Viaro, Fernanda; Vicente, Walter Vilella de Andrade; Rodrigues, Alfredo José; Évora, Paulo Roberto Barbosa. Estudos hemodinâmicos e da função endotelial em porcas saudáveis após injeção em bolus endovenoso de azul de metileno. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 87, n. 4, p. 525-532, nov. 2006.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Menardi, A. C., Viaro, F., Vicente, W. V. A., Rodrigues, A. J., & Évora, P. R. B. (2006). Estudos hemodinâmicos e da função endotelial em porcas saudáveis após injeção em bolus endovenoso de azul de metileno. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 87(4), 525-532.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Menardi, Antonio Carlos and Viaro, Fernanda and Vicente, Walter Vilella de Andrade and Rodrigues, Alfredo José and Évora, Paulo Roberto Barbosa. Estudos hemodinâmicos e da função endotelial em porcas saudáveis após injeção em bolus endovenoso de azul de metileno. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2006, vol. 87, n. 4, [citado 2026-10-14], pp. 525-532. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/estudos-hemodinamicos-e-da-funcao-endotelial-em-porcas-saudaveis-apos-injecao-em-bolus-endovenoso-de-azul-de-metileno/>. ISSN 0066-782X

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