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Internacionalizar é Preciso, mas é o Bastante?

Gláucia Maria Moraes de Oliveira et al. Andrea De Lorenzo Fernanda Marciano Consolim Colombo Eduardo Back Sternick … Andréa Araujo Brandão Sergio Emanuel Kaiser Alexandre Schaan de Quadros Renato Abdala Karam Kalil Christianne Brêtas Vieira Scaramello Francisco Rafael Martins Laurindo Ludhmila Abrahão Hajjar

O século 21 tem sido marcado pela globalização, definida, dentre outras formas, como a integração da informação, comunicação e economia em escala planetária, com influência direta no ensino superior em seus diversos níveis. Assim, a internacionalização da pós-graduação pode ser vista como uma resposta à globalização, manifestando-se como programas e políticas, realizadas por instituições acadêmicas e governos, para aumentar o intercâmbio de estudantes e docentes e estimular o fortalecimento de parcerias em pesquisa, dentre outras ações. Na verdade, estas ações têm sido praticadas há muito tempo pelas universidades e centros de pesquisa, mas foram ampliadas significativamente, em particular no novo século.

Diversos estudos– têm repetidamente mostrado que pesquisas colaborativas envolvendo autores de múltiplas instituições e/ou países têm impacto significativamente maior do que as pesquisas envolvendo apenas um grupo ou instituição. No Brasil, a internacionalização da pós-graduação tem sido altamente valorizada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), gerando intensos esforços por parte dos programas de pós-graduação (PPG) no sentido de atingir as metas definidas. Numa pesquisa realizada com PPG de notas 6 ou 7, Ramos observou que para tais PPG, a internacionalização engloba desde a mobilidade internacional, redes internacionais de colaboração, produtos acadêmicos (publicações internacionais), coautorias internacionais, apresentação de trabalhos em conferências e reuniões científicas internacionais, até o acesso a recursos sob forma de uso ou compartilhamento de infraestrutura de pesquisa e financiamento internacional. Nos PPG de nosso país as estratégias de internacionalização mais frequentes são a mobilidade internacional de docentes, pesquisadores e estudantes e a colaboração internacional em pesquisa, implementadas principalmente por meio de acordos de cooperação internacional. Todavia, a pesquisa detectou diferenças significativas entre as instituições na provisão de condições adequadas para a internacionalização, sendo a disponibilidade de recursos financeiros, a existência de marcos regulatórios, e o suporte organizacional, alguns dos requisitos considerados importantes para se atingir esse objetivo.

[…]

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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
01/10/2018 DOI: 10.5935/abc.20180212 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Oliveira GMM, Lorenzo AD, Colombo FMC, Sternick EB, Brandão AA, Kaiser SE, Quadros AS, et al. Internacionalizar é Preciso, mas é o Bastante?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2018;111(4):626-8.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Oliveira, Gláucia Maria Moraes de; Lorenzo, Andrea De; Colombo, Fernanda Marciano Consolim; Sternick, Eduardo Back; Brandão, Andréa Araujo; Kaiser, Sergio Emanuel; Quadros, Alexandre Schaan de; Kalil, Renato Abdala Karam; Scaramello, Christianne Brêtas Vieira; Laurindo, Francisco Rafael Martins; Hajjar, Ludhmila Abrahão. Internacionalizar é Preciso, mas é o Bastante?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 111, n. 4, p. 626-628, set. 2018.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Oliveira, G. M. M. , Lorenzo, A. D., Colombo, F. M. C., Sternick, E. B., Brandão, A. A., Kaiser, S. E., Quadros, A. S. , Kalil, R. A. K., Scaramello, C. B. V., Laurindo, F. R. M., & Hajjar, L. A. (2018). Internacionalizar é Preciso, mas é o Bastante?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 111(4), 626-628.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Oliveira, Gláucia Maria Moraes de and Lorenzo, Andrea De and Colombo, Fernanda Marciano Consolim and Sternick, Eduardo Back and Brandão, Andréa Araujo and Kaiser, Sergio Emanuel and Quadros, Alexandre Schaan de and Kalil, Renato Abdala Karam and Scaramello, Christianne Brêtas Vieira and Laurindo, Francisco Rafael Martins and Hajjar, Ludhmila Abrahão. Internacionalizar é Preciso, mas é o Bastante?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2018, vol. 111, n. 4, [citado 2026-10-14], pp. 626-628. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/internacionalizar-e-preciso-mas-e-o-bastante/>. ISSN 0066-782X

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