Inês Cruz et al. Carlos Cotrim Luís Lopes Paula Fazendas Hélder Pereira
Um paciente do sexo masculino de 47 anos de idade apresentou-se com um infarto do miocárdio (IM) subagudo inferior, complicado por ruptura do septo ventricular (RSV) inferobasal e foi submetido a reparo cirúrgico de emergência da RSV com retalho de pericárdio. No período pós-operatório ele permaneceu hipotensor, com baixa tolerância a exercício e um sopro holossistólico estava presente. O ecocardiograma mostrou persistência da RSV com shunt esquerdo-direito () e revelou uma região aneurismática na parede inferobasal do ventrículo esquerdo (VE), sugestiva de um aneurisma verdadeiro devido a seu grande “colo” e transição suave do miocárdio normal para o aneurisma ( e ). A ressonância magnética cardíaca confirmou a RSV ( e ) com shunt significativo (Qp/Qs de 2,3), mostrou necrose transmural dos segmentos basal e médio da parede inferior e livre do ventrículo direito, com disfunção sistólica moderada e também revelou que a região inferobasal aneurismática do VE era na verdade um pseudoaneurisma, sem tecido miocárdico, mas com um trombo séssil e aderente dentro dele ( e ).
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