Paulo Magno Martins Dourado et al. Larissa de Almeida Dourado Letícia Raiane dos Anjos Silva Jaciara Gomes de Oliveira … Karolyne de Oliveira Matos João Paulo de Almeida Dourado Ludhmila Abrahão Hajjar Pedro Gabriel Senger Braga
Resumo
O presente estudo tem como objetivo verificar se o teste ergométrico influencia no exame de monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA), nos indivíduos que os realizam no mesmo dia; e se a intensidade alcançada durante o teste pode influenciar nos valores pressóricos obtidos no MAPA. Um total de 190 adultos foram envolvidos no estudo e nas duas análises – realização dos exames no mesmo dia (n=145) ou em dias diferentes (n=45), e os que alcançaram valores submáximos (n=95) ou máximos (n=50) da frequência cardíaca. A realização do teste ergométrico e o MAPA no mesmo dia não influenciou na pressão arterial máxima sistólica na vigília (p=0,5307) ou no sono (p=0,7383), na pressão arterial máxima diastólica na vigília (p=0,2691) ou no sono (p=0,3974), nos valores da pressão sistólica mínima na vigília (p=0,4615) ou no sono (p=0,5584), e na pressão diastólica mínima na vigília (p=0,1289) ou no sono (p=0,8075). Quando comparamos a intensidade do esforço realizado, os valores da pressão arterial máxima sistólica na vigília (p=0,1029), no sono (p=0,2149), máxima diastólica na vigília (p=0,2062) e no sono (p=0,1851), não foram diferentes entre os grupos. O mesmo foi observado na mínima sistólica na vigília (p=0,7964), no sono (p=0,8991), mínima diastólica na vigília (p=0,8864) e no sono (p=0,4892). Não houve diferença nos valores pressóricos obtidos pelo MAPA entre os indivíduos que realizaram o teste de esforço no mesmo dia e aqueles que o fizeram em dias diferentes. Além disso, a intensidade alcançada no teste, seja submáxima ou máxima, não influenciou os resultados do MAPA.