Pedro Rafael Vieira de Oliveira Salerno et al. Issam Motairek Luis Augusto Palma Dallan Brendan Bourges-Sevenier … Sanjay Rajagopalan Sadeer G. Al-Kindi
Introdução
A doença cardiovascular continua sendo a principal causa mundial de mortalidade, e a hipertensão tem sido implicada como tendo a maior associação de causação entre todos os fatores de risco de doenças cardiovasculares. Assim, não é de surpreender que a hipertensão seja o principal fator de risco de morte e a segunda maior causa de anos de vida ajustados por incapacidade no Brasil, fortemente impactando sua população e o sistema nacional de saúde. A hipertensão também está diretamente ligada à poluição do ar, especialmente ao material particulado fino < 2,5 mícrons (PM 2,5 ), que tem sido identificado como um fator de risco independente para aumento da pressão arterial sistólica (PAS). No Brasil, como na maioria dos países, a principal fonte de exposição à poluição do ar em áreas urbanas resulta principalmente da queima de combustíveis fósseis pelo trânsito de veículos e pela geração de energia industrial, enquanto, em áreas rurais do Brasil, a poluição do ar resulta principalmente da queima de biomassa.
No Brasil, foram realizados estudos anteriores investigando os efeitos da exposição ao PM 2,5 na pressão arterial em trabalhadores ao ar livre que são mais suscetíveis à poluição do ar ambiente por emissões veiculares, como controladores de tráfego, demonstrando a ligação entre a concentração de PM 2,5 e o aumento da PAS. , No entanto, esses estudos tendem a concentrar-se nas regiões metropolitanas e urbanas. , Assim, devido ao grande tamanho geográfico e à diversidade regional do Brasil, existe uma lacuna substancial no conhecimento em relação às áreas menos povoadas. No presente estudo, visamos estimar o excesso de PAS atribuível às concentrações de PM 2,5 acima do limite da diretriz da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil, bem como em todos os seus estados e regiões.
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