Rodrigo Tobias Giffoni et al. Gustavo Nishida Guilherme Barreto Gameiro Silva David Costa de Souza Le Bihan … Rodrigo Bellio de Mattos Barretto Dymitri Siqueira Magaly Arrais Jorge Eduardo Assef Carlos Augusto Cardoso Pedra Alexandre Abizaid
Resumo
Fundamento
Os refluxos paraprotéticos são complicações comuns após cirurgia de troca valvar. A quantificação da gravidade, a localização e a morfologia dos refluxos paraprotéticos podem ser demonstradas por meio da ecocardiografia transesofágica tridimensional.
Objetivo
Avaliar a correlação entre gravidade da regurgitação paravalvar, avaliada pela ecocardiografia tradicional bidimensional,usando a largura da vena contracta, e as medidas derivadas da avaliação pela ecocardiografia transesofágica tridimensional (comprimento, largura e área); avaliar o sucesso terapêutico da oclusão de refluxos paraprotéticos, guiada por ecocardiografia transesofágica tridimensional, e a correlação entre as medidas desta e as dos dispositivos para oclusão percutânea.
Método
Estudo retrospectivo de 11 pacientes consecutivamente submetidos ao tratamento percutâneo de refluxos paraprotéticos entre 2014 e 2015, avaliados por meio de ecocardiografia transtorácica e ecocardiografia transesofágica tridimensional, no pré-operatório e no intraoperatório.
Resultados
De um total de 20 refluxos paraprotéticos, 18 apresentaram sucesso técnico imediato. Não houve correlação entre as medidas da vena contracta bidimensional e as derivadas da ecocardiografia transesofágica tridimensional.Houve correlação forte entre o comprimento do defeito pela ecocardiografia transesofágica tridimensional e o comprimento do dispositivo para oclusão percutânea (rho = 0,929; p < 0,001), além de correlação moderada entre a área do defeito e a do dispositivo para oclusão percutânea (rho = 0,682; p = 0,002). Não houve correlação entre a largura do dispositivo para oclusão percutânea e a do defeito medida pela ecocardiografia transesofágica tridimensional (rho = 0,440; p = 0,067).
Conclusão
Não houve correlação entre a medida da vena contracta bidimensional e as medidas derivadas da ecocardiografia transesofágica tridimensional. A escolha dos dispositivos para oclusão percutânea baseada nas medidas da ecocardiografia transesofágica tridimensional apresentou alta taxa de sucesso imediato, com ótima correlação entre o comprimento dos defeitos e dos dispositivos para oclusão percutânea. A correlação entre as áreas foi boa e não houve correlação entre as larguras. (Arq Bras Cardiol: Imagem cardiovasc. 2018;31(4):252-257)