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  2. Palavra-chave: Aspirina / administração & dosagem
ABC
Original Article

Tempo para Tratamento durante Síndrome Coronariana Aguda e Unidade de Primeiro Contato no Estudo ERICO

Rafael Caire de Oliveira dos Santos et al. Alessandra Carvalho Goulart Alan Loureiro Xavier Kisukuri Rodrigo Martins Brandão … Debora Sitnik Henrique Lane Staniak Marcio Sommer Bittencourt Paulo Andrade Lotufo Isabela Martins Bensenor Itamar de Souza Santos

Resumo

Fundamento:

Em nosso conhecimento, não há estudos que avaliam a influência da unidade de primeiro contato na frequência e tempo para o tratamento farmacológico durante um evento de síndrome coronariana aguda (SCA).

Objetivos:

O principal objetivo foi investigar se a unidade de primeiro contato influencia a frequência e o tempo para tratamento com aspirina no estudo “Estratégia de Registro de Insuficiência Coronariana” (ERICO).

Métodos:

Analisamos o tempo para o tratamento farmacológico em 830 participantes do estudo ERICO – 700 indivíduos cuja primeira unidade de contato foi o hospital, e 130 que procuraram, num primeiro momento, unidades de atenção primária. Construímos modelos de regressão logística para estudar se a unidade de primeiro contato estava associada a um tempo de tratamento de menos de três horas.

Resultados:

Indivíduos que buscaram unidades de atenção primária receberam a primeira dose de aspirina nestas unidades em 75,6% dos casos. Os outros 24,4% receberam a aspirina no hospital. Apesar deste achado, indivíduos de unidades de atenção primária receberam aspirina em três horas mais frequentemente do que aqueles que foram ao hospital (76,8% vs 52,6%; p<0,001 e 100% vs, 70,7%; p=0,001 para SCA sem elevação do segmento ST e infarto agudo do miocárdio com elevação do ST, respectivamente). Em modelos ajustados, indivíduos vindos de unidades de atenção primária tinham mais probabilidade de receber aspirina mais rapidamente (razão de chances: 3,66; 95% intervalo de confiança: 2,06-6,51).

Conclusões:

Neste contexto, indivíduos provenientes de unidades de atenção primária tinham maior chance de receber aspirina mais rapidamente. O aprimoramento da capacidade das unidades de atenção primária para proporcionar tratamento precoce e transporte seguro pode ser benéfico em contextos similares.

  • Anticoagulantes
  • Aspirina / administração & dosagem
  • Atenção Primária à Saúde
  • Estudo de Coortes
  • Síndrome Coronariana Aguda / mortalidade
  • Tempo para o Tratamento
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
01/10/2016 DOI: 10.5935/abc.20160138
Figura 1
ABC
Review Article

Qual o Melhor Momento para o Segundo Antiplaquetário na Síndrome Coronariana Aguda sem Elevação do ST?

Pedro Gabriel Melo de Barros e Silva et al. Henrique Barbosa Ribeiro Antônio Claudio do Amaral Baruzzi Expedito Eustáquio Ribeiro da Silva

Resumo

A indicação de dupla terapia antiplaquetária para o tratamento da síndrome coronariana aguda sem elevação do ST está bem estabelecida e é recomendação classe I (Nível de Evidência A) nas atuais diretrizes nacionais e internacionais. No entanto, essas mesmas diretrizes não são muito claras e consensuais quanto ao melhor momento para utilização do segundo antiplaquetário. As evidências sobre este tema são conflitantes e, após mais de uma década do uso do clopidogrel neste cenário, ainda há discussão se o pré-tratamento com dupla terapia antiplaquetária teria benefício de maneira rotineira, ou seja, quando aplicada sem conhecer a anatomia coronária. A recomendação de tratamento upfront com clopidogrel na síndrome coronariana aguda sem elevação do ST se baseia em redução de eventos não fatais identificados em estudos que utilizavam estratégia conservadora, com eventual estratificação invasiva tardia, vários dias após o evento agudo. Essa abordagem é bastante diferente da que é feita atualmente, tendo em vista os benefícios já demonstrados da estratégia invasiva precoce nos pacientes de risco intermediário/alto. O único ensaio clínico randomizado que testou a hipótese do pré-tratamento na síndrome coronariana aguda sem elevação do ST sob a atual estratégia invasiva precoce utilizou o antiplaquetário prasugrel e mostrou que não houve benefício em redução de eventos isquêmicos, tendo, por outro lado, aumentado o risco de eventos hemorrágicos. Este estudo trouxe novamente o pré-tratamento à discussão e modificou recomendações nas atuais diretrizes das sociedades americana e europeia de cardiologia. Neste artigo, os autores apresentam uma revisão sobre as principais evidências do pré-tratamento com dupla terapia antiplaquetária na síndrome coronariana aguda sem elevação do ST.

  • Aspirina / administração & dosagem
  • Inibidores da Agregação de Plaquetas / administração & dosagem
  • Intervenção Coronária Percutânea
  • Síndrome coronariana aguda/terapia
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
01/03/2016 DOI: 10.5935/abc.20160042

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Santos RCO, Goulart AC, Kisukuri ALX, Brandão RM, Sitnik D, Staniak HL, Bittencourt MS, et al. Tempo para Tratamento durante Síndrome Coronariana Aguda e Unidade de Primeiro Contato no Estudo ERICO. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2016;107(4):323-30.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Santos, Rafael Caire de Oliveira dos; Goulart, Alessandra Carvalho; Kisukuri, Alan Loureiro Xavier; Brandão, Rodrigo Martins; Sitnik, Debora; Staniak, Henrique Lane; Bittencourt, Marcio Sommer; Lotufo, Paulo Andrade; Bensenor, Isabela Martins; Santos, Itamar de Souza. Tempo para Tratamento durante Síndrome Coronariana Aguda e Unidade de Primeiro Contato no Estudo ERICO. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 107, n. 4, p. 323-330, set. 2016.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Santos, R. C. O. , Goulart, A. C., Kisukuri, A. L. X., Brandão, R. M., Sitnik, D., Staniak, H. L., Bittencourt, M. S., Lotufo, P. A., Bensenor, I. M., & Santos, I. S. (2016). Tempo para Tratamento durante Síndrome Coronariana Aguda e Unidade de Primeiro Contato no Estudo ERICO. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 107(4), 323-330.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Santos, Rafael Caire de Oliveira dos and Goulart, Alessandra Carvalho and Kisukuri, Alan Loureiro Xavier and Brandão, Rodrigo Martins and Sitnik, Debora and Staniak, Henrique Lane and Bittencourt, Marcio Sommer and Lotufo, Paulo Andrade and Bensenor, Isabela Martins and Santos, Itamar de Souza. Tempo para Tratamento durante Síndrome Coronariana Aguda e Unidade de Primeiro Contato no Estudo ERICO. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2016, vol. 107, n. 4, [citado 2026-10-14], pp. 323-330. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/tempo-para-tratamento-durante-sindrome-coronariana-aguda-e-unidade-de-primeiro-contato-no-estudo-erico/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Silva PGMB, Ribeiro HB, Baruzzi ACA, Silva EER. Qual o Melhor Momento para o Segundo Antiplaquetário na Síndrome Coronariana Aguda sem Elevação do ST?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2016;106(3):236-4.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Silva, Pedro Gabriel Melo de Barros e; Ribeiro, Henrique Barbosa; Baruzzi, Antônio Claudio do Amaral; Silva, Expedito Eustáquio Ribeiro da. Qual o Melhor Momento para o Segundo Antiplaquetário na Síndrome Coronariana Aguda sem Elevação do ST?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 106, n. 3, p. 236-246, fev. 2016.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Silva, P. G. M. B. , Ribeiro, H. B., Baruzzi, A. C. A., & Silva, E. E. R. (2016). Qual o Melhor Momento para o Segundo Antiplaquetário na Síndrome Coronariana Aguda sem Elevação do ST?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 106(3), 236-246.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Silva, Pedro Gabriel Melo de Barros e and Ribeiro, Henrique Barbosa and Baruzzi, Antônio Claudio do Amaral and Silva, Expedito Eustáquio Ribeiro da. Qual o Melhor Momento para o Segundo Antiplaquetário na Síndrome Coronariana Aguda sem Elevação do ST?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2016, vol. 106, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. 236-246. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/qual-o-melhor-momento-para-o-segundo-antiplaquetario-na-sindrome-coronariana-aguda-sem-elevacao-do-st/>. ISSN 0066-782X

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