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  2. Palavra-chave: Angina
Segurança e Eficácia da Reabilitação Cardíaca Baseada em Exercício em Pacientes com Angina Refratária
ABC
Artigo Original

Segurança e Eficácia da Reabilitação Cardíaca Baseada em Exercício em Pacientes com Angina Refratária

Luciana Oliveira Cascaes Dourado et al. Camila Paixão Jordão Marcelo Luiz Campos Vieira Luis Henrique Wolff Gowdak … Carlos Eduardo Negrão Luiz Antonio Machado Cesar Luciana Diniz Nagem Janot de Matos

Resumo

Fundamento

As evidências sobre a segurança e os efeitos anti-isquêmicos da reabilitação cardíaca baseada em exercício (RCE) em pacientes com angina refratária (AR) ainda são limitadas.

Objetivo

Avaliar a segurança e a eficácia de um programa de RCE de 12 semanas em pacientes com AR, com foco na melhora dos sintomas, da capacidade funcional e da carga isquêmica avaliada por ecocardiografia de estresse com exercício (EEE).

Métodos

Estudo prospectivo, randomizado, controlado, e unicêntrico, que avaliou um programa de RCE de 12 semanas em pacientes com AR. Quarenta e cinco pacientes foram randomizados para o grupo de reabilitação (GR), que recebeu RCE, ou para o grupo controle (GC), que recebeu apenas tratamento médico. Os desfechos avaliados incluíram mortalidade, eventos cardiovasculares, sintomas anginosos e parâmetros da EEE e do teste cardiopulmonar de exercício (TCPE). O nível de significância estatística adotado foi p < 0,05.

Resultados

Na EEE, a duração do exercício foi significativamente maior no GRpós (após a RCE) em comparação com GRpré (antes da RCE) (∆ = 63,24 ± 19,87 s; p < 0,01). A quantificação de angina foi menor no GRpós em comparação ao GRpré, ao GCpós (após tratamento médico isolado) e ao GCpré (antes do tratamento médico isolado) (∆ = –1,64 ± 0,48 n, p < 0,01; -3,10 ± 0,97 n, p < 0,01; e -2,73 ± 0,92 n, p = 0,01, respectivamente). O limiar de angina foi maior em GRpós em comparação ao GRpré e ao GRpós (∆ = 89,66 ± 33,16 s, p = 0,04; e 111,76 ± 42,25 s, p = 0,04, respectivamente). A melhora na carga isquêmica na EEE foi demonstrada pelo aumento do tempo até o limiar isquêmico GRpós em comparação ao GCpré, e ao GCpré e GRpós (∆ = 83,23 ± 21,84 s, p < 0,01; 98,44 ± 35,11 s, p = 0,03; e 109,34 ± 34,00 s, p < 0,01, respectivamente). No TCPE, o GRpós apresentou aumento na duração do exercício (∆ = 104,54 ± 28,09 s; p < 0,01) e na distância percorrida (∆ = 131,23 ± 30,48 m; p < 0,01) em comparação ao GRpré. Não foram observadas diferenças significativas no VO2 entre os grupos. Dois pacientes do grupo CG faleceram. Um paciente do GR apresentou angina prolongada durante o treinamento. Não houve diferenças significativas nos eventos cardiovasculares maiores entre os grupos.

Conclusão

O programa de RCE de 12 semanas foi seguro e eficaz na melhora da duração do exercício, da distância percorrida e da carga isquêmica na EEE em pacientes com AR.

  • Angina
  • Isquemia Miocárdica
  • Reabilitação Cardíaca
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
02/02/2026 DOI: 10.36660/abc.20250331 Visualizações 4
Figura 1
ABC
Artigo Original

Ajustando a RFR por Preditores de Discordância, “A RFR Ajustada”: Uma Metodologia Alternativa para Melhorar a Capacidade Diagnóstica dos Índices Coronarianos

Diego Fernández-Rodríguez et al. Juan Casanova-Sandoval Ignacio Barriuso Kristian Rivera … Imanol Otaegui Bruno García del Blanco Teresa Gil Jiménez Manuel López-Pérez Marcos Rodríguez-Esteban Francisco Torres-Saura Víctor Jiménez Díaz Raymundo Ocaranza-Sánchez Vicente Peral Disdier Guillermo Sánchez Elvira Fernando Worner

Resumo

Fundamento

Os limiares de corte para a “relação do ciclo completo de repouso” (RFR) oscilam em diferentes séries, sugerindo que as características da população podem influenciá-los. Da mesma forma, foram documentados preditores de discordância entre a RFR e a reserva de fluxo fracionado (FFR). O Estudo RECOPA, mostrou que a capacidade diagnóstica está reduzida na “zona cinzenta” da RFR, tornando necessária a realização de FFR para descartar ou confirmar isquemia.

Objetivos

Determinar os preditores de discordância, integrar as informações que eles fornecem em um índice clínico-fisiológico: a “RFR Ajustada”, e comparar sua concordância com o FFR.

Métodos

Usando dados do Estudo RECOPA, os preditores de discordância em relação à FFR foram determinados na “zona cinzenta” da RFR (0,86 a 0,92) para construir um índice (“RFR Ajustada”) que pesaria a RFR juntamente com os preditores de discordância e avaliar sua concordância com a FFR.

Resultados

Foram avaliadas 156 lesões em 141 pacientes. Os preditores de discordância foram: doença renal crônica, cardiopatia isquêmica prévia, lesões não envolvendo a artéria descendente anterior esquerda e síndrome coronariana aguda. Embora limitada, a “RFR Ajustada” melhorou a capacidade diagnóstica em comparação com a RFR na “zona cinzenta” (AUC-RFR = 0,651 versus AUC-“RFR Ajustada” = 0,749), mostrando também uma melhora em todos os índices diagnósticos quando foram estabelecidos limiares de corte otimizados (sensibilidade: 59% a 68%; especificidade: 62% a 75%; acurácia diagnóstica: 60% a 71%; razão de verossimilhança positiva: 1,51 a 2,34; razão de verossimilhança negativa: 0,64 a 0,37).

Conclusões

Ajustar a RFR integrando as informações fornecidas pelos preditores de discordância para obter a “RFR Ajustada” melhorou a capacidade diagnóstica em nossa população. Mais estudos são necessários para avaliar se os índices clínico-fisiológicos melhoram a capacidade diagnóstica da RFR ou de outros índices coronarianos.

  • Angina
  • Especificidade
  • Relação do Ciclo Completo de Repouso
  • Reserva de Fluxo Fracionado
  • Sensibilidade
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
25/11/2022 DOI: 10.36660/abc.20220176
Prevalência de angina pectoris em Pelotas, RS
ABC
Artigo Original

Prevalência de angina pectoris em Pelotas, RS

Leonardo Alves et al. Juraci A. Cesar Bernardo L. Horta

FUNDAMENTO: A cardiopatia isquêmica é a doença responsável pelo maior número de mortes no mundo, sendo a angina sua principal manifestação. OBJETIVO: Determinar a prevalência de angina e de possível angina e sua distribuição conforme as principais características sócio-demográficas entre adultos com idade igual ou maior que 40 anos. MÉTODOS: Estudo transversal de base populacional com moradores da área urbana da cidade de Pelotas (RS) entre os meses de outubro e dezembro de 2007. Foi adotado o plano de amostragem por conglomerados em dois estágios – setores censitários e domicílios. As prevalências de angina e de possível angina foram definidas de acordo com o questionário de Rose. Essas condições foram avaliadas conforme as características sócio-demográficas: idade, sexo, cor da pele, condição econômica e escolaridade. Para a coleta dos dados, foram aplicados questionários padronizados por meio de entrevista com os indivíduos em seus domicílios. A taxa de não respondentes foi de 6,8%. RESULTADOS: A prevalência de angina entre os 1.680 indivíduos participantes do estudo foi de 8,2 % (IC 95%: 6,7 – 9,6), enquanto a de possível angina, 12,3% (IC 95%: 10,6 – 14,0). As prevalências de angina e de possível angina foram maiores entre os indivíduos do sexo feminino, de cor da pele preta/parda, de pior condição econômica e de menor escolaridade. A prevalência de angina foi maior entre indivíduos mais velhos. Não se observou diferença para possível angina. CONCLUSÃO: A prevalência de angina e de possível angina mostrou-se alta, acometendo cerca de 20% da população de Pelotas.

  • Angina
  • Estudos Transversais
  • população
  • Prevalência
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
25/06/2010 DOI: 10.1590/S0066-782X2010005000075 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Dourado LOC, Jordão CP, Vieira MLC, Gowdak LHW, Negrão CE, Cesar LAM, Matos LDNJ, et al. Segurança e Eficácia da Reabilitação Cardíaca Baseada em Exercício em Pacientes com Angina Refratária. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2026;122(12):e20250331.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Dourado, Luciana Oliveira Cascaes; Jordão, Camila Paixão; Vieira, Marcelo Luiz Campos; Gowdak, Luis Henrique Wolff; Negrão, Carlos Eduardo; Cesar, Luiz Antonio Machado; Matos, Luciana Diniz Nagem Janot de. Segurança e Eficácia da Reabilitação Cardíaca Baseada em Exercício em Pacientes com Angina Refratária. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 122, n. 12, e20250331, fev. 2026.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Dourado, L. O. C., Jordão, C. P., Vieira, M. L. C., Gowdak, L. H. W., Negrão, C. E., Cesar, L. A. M., & Matos, L. D. N. J. (2026). Segurança e Eficácia da Reabilitação Cardíaca Baseada em Exercício em Pacientes com Angina Refratária. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 122(12), e20250331.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Dourado, Luciana Oliveira Cascaes and Jordão, Camila Paixão and Vieira, Marcelo Luiz Campos and Gowdak, Luis Henrique Wolff and Negrão, Carlos Eduardo and Cesar, Luiz Antonio Machado and Matos, Luciana Diniz Nagem Janot de. Segurança e Eficácia da Reabilitação Cardíaca Baseada em Exercício em Pacientes com Angina Refratária. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2026, vol. 122, n. 12, [citado 2026-10-14], e20250331. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/seguranca-e-eficacia-da-reabilitacao-cardiaca-baseada-em-exercicio-em-pacientes-com-angina-refrataria/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Fernández-Rodríguez D, Casanova-Sandoval J, Barriuso I, Rivera K, Otaegui I, Blanco BG, Jiménez TG, et al. Ajustando a RFR por Preditores de Discordância, “A RFR Ajustada”: Uma Metodologia Alternativa para Melhorar a Capacidade Diagnóstica dos Índices Coronarianos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2022;119(5):705-13.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Fernández-Rodríguez, Diego; Casanova-Sandoval, Juan; Barriuso, Ignacio; Rivera, Kristian; Otaegui, Imanol; Blanco, Bruno García del; Jiménez, Teresa Gil; López-Pérez, Manuel; Rodríguez-Esteban, Marcos; Torres-Saura, Francisco; Díaz, Víctor Jiménez; Ocaranza-Sánchez, Raymundo; Disdier, Vicente Peral; Elvira, Guillermo Sánchez; Worner, Fernando. Ajustando a RFR por Preditores de Discordância, “A RFR Ajustada”: Uma Metodologia Alternativa para Melhorar a Capacidade Diagnóstica dos Índices Coronarianos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 119, n. 5, p. 705-713, nov. 2022.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Fernández-Rodríguez, D., Casanova-Sandoval, J., Barriuso, I., Rivera, K., Otaegui, I., Blanco, B. G. , Jiménez, T. G., López-Pérez, M., Rodríguez-Esteban, M., Torres-Saura, F., Díaz, V. J., Ocaranza-Sánchez, R., Disdier, V. P., Elvira, G. S., & Worner, F. (2022). Ajustando a RFR por Preditores de Discordância, “A RFR Ajustada”: Uma Metodologia Alternativa para Melhorar a Capacidade Diagnóstica dos Índices Coronarianos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 119(5), 705-713.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Fernández-Rodríguez, Diego and Casanova-Sandoval, Juan and Barriuso, Ignacio and Rivera, Kristian and Otaegui, Imanol and Blanco, Bruno García del and Jiménez, Teresa Gil and López-Pérez, Manuel and Rodríguez-Esteban, Marcos and Torres-Saura, Francisco and Díaz, Víctor Jiménez and Ocaranza-Sánchez, Raymundo and Disdier, Vicente Peral and Elvira, Guillermo Sánchez and Worner, Fernando. Ajustando a RFR por Preditores de Discordância, “A RFR Ajustada”: Uma Metodologia Alternativa para Melhorar a Capacidade Diagnóstica dos Índices Coronarianos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2022, vol. 119, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 705-713. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/ajustando-a-rfr-por-preditores-de-discordancia-a-rfr-ajustada-uma-metodologia-alternativa-para-melhorar-a-capacidade-diagnostica-dos-indices-coronarianos/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Alves L, Cesar JA, Horta BL. Prevalência de angina pectoris em Pelotas, RS. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2010;95(2):179-85.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Alves, Leonardo; Cesar, Juraci A.; Horta, Bernardo L.. Prevalência de angina pectoris em Pelotas, RS. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 95, n. 2, p. 179-185, jun. 2010.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Alves, L., Cesar, J. A., & Horta, B. L. (2010). Prevalência de angina pectoris em Pelotas, RS. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 95(2), 179-185.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Alves, Leonardo and Cesar, Juraci A. and Horta, Bernardo L.. Prevalência de angina pectoris em Pelotas, RS. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2010, vol. 95, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 179-185. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/prevalencia-de-angina-pectoris-em-pelotas-rs/>. ISSN 0066-782X

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