Síndrome de Takotsubo, Bloqueio Atrioventricular Completo e Parada Cardíaca: Um Desafio Clínico
Resumo
O bloqueio atrioventricular completo pode estar associado à síndrome de Takotsubo, e a decisão sobre o implante do dispositivo nesses pacientes é desafiadora. Apresentamos o caso de uma mulher de 76 anos internada após parada cardíaca extra-hospitalar, que foi revertida após tratamento com desfibrilação. O eletrocardiograma pós-ressuscitação documentou bloqueio atrioventricular completo, e o ecocardiograma revelou disfunção ventricular esquerda grave com balonização apical. A angiografia coronária excluiu doença arterial coronariana, e a síndrome de Takotsubo foi diagnosticada com base nas características clínicas e de imagem. O bloqueio atrioventricular persistiu apesar da normalização da função ventricular esquerda; portanto, a parada cardíaca foi considerada secundária a uma arritmia ventricular induzida por bloqueio atrioventricular, e um marca-passo, em vez de um cardioversor-desfibrilador implantável, foi implantado. Durante o acompanhamento, o bloqueio atrioventricular completo persistiu, com 99% da estimulação ventricular observada após a investigação do dispositivo. Este caso corrobora a hipótese de que o estresse do bloqueio atrioventricular pode desencadear a síndrome de Takotsubo, que é agravada pela persistência de anormalidades de condução, apesar da reversão dos defeitos ventriculares. Portanto, a implantação precoce de um dispositivo cardíaco deve ser cuidadosamente considerada caso a caso.
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