Reabilitação Cardíaca: Muito Além da Doença Coronariana
A reabilitação cardíaca (RC), como originalmente proposta nos meados do século passado, era voltada primariamente para tentar fazer o indivíduo retornar à normalidade de sua vida, com ênfase nos aspectos de plenitude física, mental e profissional. Ainda naquela época, foram modificados alguns paradigmas. Em vez de quatro a seis semanas de imobilização no leito após um infarto agudo do miocárdio, foi proposto que os pacientes passassem a se sentar em cadeiras no que foi descrito como “armchair treatment“; logo a seguir, começaram os estudos e resultados favoráveis com a deambulação precoce. Isso evoluiu de tal forma que atualmente há normatizações da Sociedade Brasileira de Cardiologia propondo e orientando a montagem e o funcionamento de programas de exercício supervisionado dentro do contexto da RC. Tais normatizações incorporam exercícios aeróbicos, de fortalecimento muscular e de flexibilidade, para serem iniciados tão logo haja a estabilização clínica após um infarto do miocárdio.
Na realidade, hoje o objetivo é que o paciente após a RC fique em condições melhores ou muito melhores do que aquelas em que se encontrava antes do evento cardíaco ou do diagnóstico de doença cardiovascular.
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