Editorial

Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) Causada por COVID-19: Um Fator Regional

A doença causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, identificada na China no final de 2019 e denominada COVID-19 (do inglês coronavirus disease), foi declarada como uma pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em março de 2020, acumulando mais de 20 milhões de casos confirmados no Brasil, e mais de 583 mil mortes causadas por complicações da doença, até o final da semana epidemiológica 35, em 04 de setembro de 2021.–33 Segundo a OMS, o Brasil é o terceiro país com mais casos confirmados da SARS-CoV-2, ficando atrás somente dos Estados Unidos da América e Índia,– a qual é também considerada um país emergente e com problemas socioeconômicos semelhantes aos enfrentados pela população brasileira.

Os sintomas da infecção pelo SARS-CoV-2 podem variar desde uma Síndrome Gripal (SG), com sinais e sintomas leves como febre, tosse, congestão nasal e fadiga, até uma Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com sintomas como dispneia, saturação de O2 ≤ 93%, frequência respiratória ≥ 30 respirações por minuto, pressão arterial de oxigênio (PaO2) /fração inspirada de oxigênio (FIO2) < 300, linfopenia e edema alveolar., No Brasil, foram notificados cerca de 1 775 816 casos de SRAG por COVID-19, sendo que 32,2% dos casos evoluíram para óbito. Entre os 342.636 óbitos de SRAG por COVID-19 notificados em 2021 até a semana epidemiológica 36, 59,5% apresentavam pelo menos uma comorbidade, sendo as doenças cardíacas, doenças cerebrovasculares, hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus (DM), as mais frequentes.,

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