France Matos de Oliveira et al. Erika Tiemi Ikeda Luis Fernando Bernal da Costa Seguro Mônica Samuel Avila … Iascara Wozniak de Campos Marcus Vinicius B. Santos Maria Ignez Zanetti Feltrim Silvia Helena Gelas Lage Edimar Alcides Bocchi Victor Sarli Issa Miguel Morita Fernandes-Silva Fábio Antônio Gaiotto Fernando Bacal Fabiana Goulart Marcondes-Braga Sandrigo Mangini
Resumo
Fundamento:
Pacientes com doença cardíaca avançada apresentam prejuízos em sua capacidade cognitiva e maior probabilidade de desenvolver sintomas de depressão. Essas variáveis contribuem para desfechos negativos no tratamento, tais como o surgimento de comorbidades, aumento nas taxas de internação e mortalidade, falhas na adesão e autocuidado, além de prejuízos na qualidade de vida e funcionalidade.
Objetivo:
Descrever a prevalência e avaliar o impacto de fragilidade cognitiva em pacientes em fila de transplante cardíaco com o desfecho clínico morte em fila ou transplante em prioridade.
Métodos:
Estudo longitudinal e prospectivo de avaliação da fragilidade cognitiva de 150 pacientes com insuficiência cardíaca avançada encaminhados ao transplante em um hospital de São Paulo. Serão elegíveis ao estudo pacientes acima de 18 anos, internados ou em regime ambulatorial, voluntários, incluídos em fila de transplante e avaliados em até um mês após sua inserção em lista. Para avaliar o desempenho cognitivo, serão utilizados o teste Montreal Cognitive Assessment e a bateria neuropsicológica WASI – Escala Wechsler Abreviada de Inteligência. Os sintomas depressivos serão avaliados pelo Inventário Beck de Depressão.
Resultados:
O estudo permitirá descrever a prevalência de fragilidade cognitiva e estabelecer paralelos entre os desfechos do tratamento dentro da realidade brasileira.
Conclusão:
Os dados possibilitarão análises de associação entre o perfil cognitivo e a gravidade da insuficiência cardíaca de pacientes encaminhados ao transplante e as repercussões no desfecho clínico.