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				<journal-title>ABC Imagem Cardiovascular</journal-title>
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					<subject>Relato de Caso</subject>
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				<article-title>Doença de Behçet com Envolvimento Vascular: Relato de Caso</article-title>
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			<author-notes>
				<corresp id="c01"> Correspondência: Ana Claudia Gomes Pereira Petisco • Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. Rua Dr. Dante Pazzanese, 500. CEP: 04012-909. São Paulo, SP – Brasil. E-mail: <email>anapetisco@outlook.com</email>
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					<p>Potencial Conflito de Interesse</p>
					<p>Declaro não haver conflito de interesses pertinentes.</p>
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					<p>Editor responsável pela revisão: Simone Nascimento dos Santos</p>
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				<kwd>Doença de Behçet</kwd>
				<kwd>ultrassonografia Doppler</kwd>
				<kwd>vasculite</kwd>
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		<p>A doença de Behçet é uma síndrome inflamatória, multissistêmica, recidivante e de etiologia desconhecida. Envolve manifestações clínicas heterogêneas como: úlceras orais recidivantes, inflamação ocular, úlceras genitais e lesões de pele. Podem ocorrer manifestações mais graves por vasculite de pequenas e grandes artérias e/ou veias com formação de aneurismas arteriais ou trombose, além de envolvimento neurológico ou gastrintestinal. O diagnóstico é clínico e principalmente sintomático, e o tratamento pode incluir corticoides com ou sem imunossupressores e, eventualmente, outras intervenções para manifestações mais graves.</p>
		<sec sec-type="cases">
			<title>Caso clínico</title>
			<p>Paciente masculino, 34 anos, previamente hígido, admitido no Pronto Socorro (PS) do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia com história de 3 meses de dor em membro inferior direito (MID) e claudicação para 100 metros nas 3 semanas anteriores à internação. Evoluiu com piora da dor na panturrilha direita e abaulamento pulsátil de surgimento espontâneo uma semana antes da internação. Referiu uso de Rivaroxabana por trombose venosa profunda (TVP) no MID cinco meses antes, emagrecimento (15kg em 6 meses) e surgimento de lesões aftoides na região orofaríngea. Portava relatório de ecografia vascular de outro serviço, com sinais de TVP em veia poplítea direita (VPD) parcialmente recanalizada.</p>
			<p>Constatou-se em exame físico de admissão: massa pulsátil póstero-medial na perna direita e pulsos presentes, exceto tibial posterior. Coração, pulmões, abdômen e membro inferior esquerdo (MIE) sem alterações.</p>
			<p>Foi realizada nova ecografia vascular com Doppler do MID que evidenciou pseudoaneurisma do tronco tíbio-fibular (TTF), medindo 4,5 cm x 5,7 cm [ântero-posterior (AP) X latero-lateral (LL)] (<xref ref-type="fig" rid="f01">Figuras 1A</xref> e <xref ref-type="fig" rid="f01">1B</xref>), além de alterações crônicas pós-trombóticas nas veias femoral e poplítea ipsilaterais. Realizou-se também ecocardiograma com padrões dentro da normalidade. Optou-se por tratamento endovascular por punção bilateral de artérias femorais comuns. Realizou-se angioplastia de TTF com endoprótese tubular V12 (5 mm x 38 mm) e embolização de artéria fibular D com sistema de oclusão <italic>Interlock</italic> 2D (4 mm x 8 cm – 2 unidades) com sucesso (<xref ref-type="fig" rid="f01">Figura 1C</xref>). O paciente teve alta com prescrição de uso de Clopidogrel (75mg/dia) e AAS (100mg/dia); o uso de Rivaroxabana foi suspenso.</p>
			<p>
				<fig id="f01">
					<label>Figura 1</label>
					<caption>
						<title>– Pseudoaneurisma de tronco tibiofibular. A) Power Doppler; B) Mapeamento de fluxo em cores; C) Controle angiográfico pós correção do pseudoaneurisma do tronco tíbio-fibular com endoprótese; D) Endoprótese ocluída ao USV modo Power Doppler (duas semanas após). TTF: tronco tíbio-fibular.</title>
					</caption>
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				</fig>
			</p>
			<p>No retorno ambulatorial, após duas semanas, o paciente referiu melhora da dor no MID, porém piora da dor no pé direito, associado a parestesia, frialdade e lesões orais estáveis. Os pulsos do MID estavam presentes, exceto o tibial posterior com leve gradiente térmico no pé direito. Um novo exame de ecografia vascular evidenciou oclusão da endoprótese do TTF (Figura 1D). Optou-se por acompanhamento clínico e reintrodução da Rivaroxabana 20mg e manutenção do AAS.</p>
			<p>Após 3 semanas, o paciente foi readmitido no PS referindo novo abaulamento pulsátil, espontâneo, na coxa direita, com aumento progressivo associado a dor importante no local e prejuízo da deambulação. Mantinha-se a queixa de parestesia no pé direito. Ele referiu também piora das lesões aftoides em cavidade oral e surgimento de lesões ulceradas na região escrotal (<xref ref-type="fig" rid="f02">Figuras 2A</xref> e <xref ref-type="fig" rid="f02">2B</xref>). O exame físico indicou grande abaulamento pulsátil em coxa direita distal e perda de pulso pedioso. Foi realizada uma nova ecografia vascular com Doppler de MID que evidenciou, na artéria femoral superficial direita (AFSD), a presença de pseudoaneurisma da parede posterior, no segmento distal, medindo cerca de 3,06 cm x 4,01 cm (AP x LL), além de outro pseudoaneurisma medindo cerca de 0,5 cm x 0,8 cm, distando 2,5cm da bifurcação femoral, e dois abaulamentos na parede posterior com aparente rotura de íntima, mantendo a integridade da adventícia. Observou-se imagens de pseudoaneurisma parcialmente trombosado nas artérias femorais comuns direita (AFCD) e esquerda (AFCE) medindo cerca de 1,1 cm e 1,0 cm, respectivamente. Apresentava ainda material hipoecogênico intraluminal na veia femoral direita (VFD) e VPD, compatível com TVP de aspecto agudo. Os achados ecográficos estão apresentados nas <xref ref-type="fig" rid="f03">Figuras 3A–F</xref>.</p>
			<p>
				<fig id="f02">
					<label>Figura 2</label>
					<caption>
						<title>– A) Lesões ulceradas orais; B) Lesões ulceradas genitais; C) Melhora das lesões orais após tratamento com pulsoterapia.</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2675-312X-dic-36-02-e20230014-gf02.tif"/>
				</fig>
			</p>
			<p>
				<fig id="f03">
					<label>Figura 3</label>
					<caption>
						<title>– A) Pseudoaneurisma em AFCD; B, C e D) Pequeno pseudoaneurisma na parede anterior da AFSD e dois abaulamentos na parede posterior, com aparente rotura intimal; E) trombose venosa profunda de veia poplítea direita; F) Grande pseudoaneurisma na AFSD. AFCD: artéria femoral comum direita; AFSD: artéria femoral superficial direita</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2675-312X-dic-36-02-e20230014-gf03.tif"/>
				</fig>
			</p>
			<p>Exames laboratoriais: leucometria normal, anemia hipocrômica e microcítica — Hemoglobina (Hb) = 10,9 g/ dL, Volume corpuscular médio (VCM) = 75,9, Concentração de hemoglobina corpuscular média (CHCM) = 31,5 —, proteína C reativa (PCR), velocidade de hemossedimentação (VHS) e fibrinogênio elevados (PCR = 25,2 mg/dL, VHS = 44mm/h e fibrinogênio = 636mg/dL); valores elevados de Transaminase oxalacética (TGO) = 233 U/L, Transaminase pirúvica (TGP) = 153 U/L, Gama glutamil transferase (GGT) = 490 U/L; e Fosfatase alcalina (FA) = 264 U/L; sorologias para hepatites e sífilis negativas.</p>
			<p>Aventou-se a hipótese de vasculite autoimune. Diante da atividade da doença, não foi realizada investigação invasiva nesse momento e foi solicitada uma avaliação reumatológica. Considerando-se o quadro de acometimento arterial e venoso — pseudoaneurismas arteriais e trombose venosa, provas inflamatórias elevadas, e úlceras orais e genitais —, chegou-se ao diagnóstico de Doença de Behçet. Iniciou-se pulsoterapia com metilprednisolona e ciclofosfamida. Houve redução dos sintomas, das úlceras orais e genitais e das provas inflamatórias após a primeira sessão (<xref ref-type="fig" rid="f02">Figura 2C</xref> ). Em reavaliação, após a segunda sessão de pulsoterapia (30 dias), foi indicada nova intervenção em MID.</p>
			<p>Realizou-se então o tratamento endovascular do pseudoaneurisma da AFSD com Viabahn Gore (7 mm x 100 mm), obtendo-se bom resultado terapêutico (<xref ref-type="fig" rid="f04">Figuras 4A-D</xref>). O paciente evoluiu sem intercorrências no pós-operatório, recebendo alta hospitalar.</p>
			<p>
				<fig id="f04">
					<label>Figura 4</label>
					<caption>
						<title>– A) Pseudoaneurisma da AFSD ao mapeamento de fluxo em cores; B) Ultrassonografia vascular (USV) de controle após tratamento endovascular do pseudoaneurisma da AFSD; C) Angiografia demonstra pseudoaneurisma da AFSD; D) angiografia de controle após tratamento endovascular do pseudoaneurisma da AFSD.</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2675-312X-dic-36-02-e20230014-gf04.tif"/>
				</fig>
			</p>
		</sec>
		<sec sec-type="discussion">
			<title>Discussão</title>
			<p>A doença de Behçet consiste em um processo inflamatório multissistêmico de etiologia desconhecida caracterizada por episódios recorrentes de úlceras orais e genitais, outras lesões de pele e lesões oculares. Ela foi primeiramente descrita por Hulûsi Behçet em 1937 como uma tríade de úlceras orais, genitais e uveíte.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup></p>
			<p>Atualmente, sabe-se que o acometimento vai além dessa tríade e se estende por vários sistemas, dentre os quais, neurológico, pulmonar, gastrointestinal, cardíaco, articular e vascular. As manifestações não são as mesmas em todos os pacientes, os fenótipos clínicos são muito heterogêneos e a evolução da doença varia conforme a etnia, geografia e diferenças individuais.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup></p>
			<p>O aumento das evidências indicando a possibilidade de mecanismos imunológicos na patogênese da doença sugere como etiologia um processo autoimune. As alterações vasculares, por exemplo, são oriundas de uma disfunção da célula endotelial causada pela provável reação imunomediada. A vasculite parece ser a base patogênica das diversas manifestações sistêmicas.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup></p>
			<p>Séries de pacientes confirmaram que homens jovens são mais propensos ao acometimento vascular da doença.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> A doença de grandes vasos é uma das manifestações associadas com sintomas sistêmicos e evidências laboratoriais de resposta de fase aguda.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup> Não existe exame laboratorial específico para a doença de Behçet, mas a presença do gene HLAB-51 é sugestiva da doença.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup></p>
			<p>As artérias mais acometidas com a formação de aneurismas são as artérias pulmonar, femoral, ilíaca, aorta e poplítea. Os principais achados patológicos na parede do aneurisma são: espessamento da adventícia, fibrose, infiltração linfocítica perivascular, diminuição das fibras musculares e elásticas da camada média e aumento das células esponjosas e fibroblastos da camada íntima.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref></sup> O processo inflamatório é agudo e provoca destruição da parede arterial, resultando em rápida formação de aneurismas ou pseudoaneurismas, aumentando a incidência de ruptura e sangramento.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup></p>
			<p>O comprometimento venoso é o mais frequente (88%), enquanto o acometimento arterial é responsável por uma menor parte dos casos (12%).<sup><xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref></sup> A trombose venosa é o achado mais comum, podendo ocorrer em diversos territórios e progredir apesar da anticoagulação.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref></sup> Trombos, aneurismas ou pseudoaneurismas podem ocorrer como complicações de cirurgias ou procedimentos invasivos.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup></p>
			<p>O tratamento é baseado na imunossupressão. Os anticoagulantes são empregados no tratamento e prevenção de fenômenos tromboembólicos<sup><xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref></sup> e procedimentos cirúrgicos ou endovasculares podem ser necessários.</p>
			<p>O uso do reparo endovascular vem aumentando na doença de Behçet, com o objetivo de reduzir complicações decorrentes do trauma cirúrgico. O tratamento cirúrgico na fase aguda da doença é associado a maiores taxas de trombose e deiscência de sutura.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> Sugere-se que o uso associado de corticoides e imunossupressores, e possivelmente o uso de antiagregantes ou anticoagulantes, pode ser efetivo na redução de complicações associadas aos procedimentos.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup></p>
			<p>Aneurismas e pseudoaneurismas das artérias distais são infrequentes nesses pacientes e cada caso deve ser avaliado individualmente. A literatura descreve poucos casos de acometimento do TTF na doença de Behçet. A principal vantagem da técnica endovascular é ser menos invasiva e possibilitar o acesso ao local acometido por um sítio distinto, sem manipulação direta.</p>
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			<title>Referências</title>
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				<mixed-citation>5. Rico JV, Pedrajas FG, González IC, Iglesias RJS. Urgent Endovascular Treatment of a Ruptured Tibioperoneal Pseudoaneurysm in Behçet’s Disease. Ann Vasc Surg. 2011;25(3):385.e11-4. doi: 10.1016/j.avsg.2010.10.012.</mixed-citation>
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					<article-title>Urgent Endovascular Treatment of a Ruptured Tibioperoneal Pseudoaneurysm in Behçet’s Disease</article-title>
					<source>Ann Vasc Surg</source>
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				<label>6</label>
				<mixed-citation>6. Brito C. Cirurgia Vascular - Cirurgia Endovascular: Angiologia. 4th ed. Rio de Janeiro: Revinter; 2020.</mixed-citation>
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					<source>Cirurgia Vascular - Cirurgia Endovascular: Angiologia</source>
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					<source>Turk J Thorac Cardiovasc Surg</source>
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					<article-title>MR Imaging and MR Angiography in Vascular Behçet’s Disease</article-title>
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				<label>9</label>
				<mixed-citation>9. Koo BK, Shim WH, Yoon YS, Lee BK, Choi D, Jang Y, et al. Endovascular Therapy Combined with Immunosuppressive Treatment for Pseudoaneurysms in Patients with Behçet’s Disease. J Endovasc Ther. 2003;10(1):75-80. doi: 10.1177/152660280301000116</mixed-citation>
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					<article-title>Endovascular Therapy Combined with Immunosuppressive Treatment for Pseudoaneurysms in Patients with Behçet’s Disease</article-title>
					<source>J Endovasc Ther</source>
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				<p>Vinculação Acadêmica</p>
				<p>Não há vinculação deste estudo a programas de pós-graduação.</p>
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				<p>Aprovação Ética e Consentimento Informado</p>
				<p>Este artigo não contém estudos com humanos ou animais realizados por nenhum dos autores.</p>
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				<p>Fontes de Financiamento: O presente estudo não teve fontes de financiamento externas.</p>
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	<sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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			<article-id pub-id-type="doi">10.36660/abcimg.20230014i</article-id>
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				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>Case Report</subject>
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				<article-title>Behcet’s Disease with Vascular Involvement: Case Report</article-title>
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				<label>1</label>
				<country country="BR">Brasil</country>
				<institution content-type="original">Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, São Paulo, SP – Brasil</institution>
			</aff>
			<author-notes>
				<corresp id="c01001"> Mailing Address: Ana Claudia Gomes Pereira Petisco • Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. Rua Dr. Dante Pazzanese, 500. Postal code: 04012-909. São Paulo, SP – Brazil. E-mail: anapetisco@outlook.com </corresp>
				<fn fn-type="conflict">
					<p>Potential Conflict of Interest</p>
					<p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
				</fn>
				<fn fn-type="edited-by">
					<p>Editor responsible for the review: Simone Nascimento dos Santos</p>
				</fn>
			</author-notes>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<kwd>Behçet disease</kwd>
				<kwd>Doppler ultrasonography</kwd>
				<kwd>vasculitis</kwd>
			</kwd-group>
		</front-stub>
		<body>
			<p>Behçet’s disease is an inflammatory, multisystemic, relapsing syndrome of unknown etiology. It involves heterogeneous clinical manifestations such as: recurrent oral ulcers, ocular inflammation, genital ulcers, and skin lesions. More severe manifestations may occur due to vasculitis of small and large arteries and/or veins with formation of arterial aneurysms or thrombosis, in addition to neurological or gastrointestinal involvement. Diagnosis is clinical and mainly symptomatic, and treatment may include corticosteroids with or without immunosuppressants and, eventually, other interventions for more severe manifestations.</p>
			<sec>
				<title>Clinical case</title>
				<p>Male patient, 34 years of age, previously healthy, admitted to the Emergency Room (ER) of <italic>Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia</italic> reporting a 3-month history of pain in the right lower limb (RLL) and limping for distances of 100 meters in the 3 weeks prior to admission. The patient evolved with worsening pain in the right calf and spontaneous pulsatile bulging a week before admission. He mentioned the use of Rivaroxaban for deep venous thrombosis (DVT) in the RLL five months before, weight loss (15kg in 6 months), and appearance of aphthous lesions in the oropharyngeal region. He had a vascular ultrasound image from another service, with signs of DVT in a partially recanalized right popliteal vein.</p>
				<p>On the occasion of admission, physical examination indicated: posteromedial pulsatile mass on the right leg and present pulses, except posterior tibial. Heart, lungs, abdomen, and left lower limb (LLL) without alterations.</p>
				<p>A new vascular echography with Doppler of the RLL was performed, which showed a pseudoaneurysm of the tibioperoneal trunk (TPT), measuring 4.5 cm x 5.7 cm [anteroposterior (AP) X laterolateral (LL)] (<xref ref-type="fig" rid="f01001">Figures 1A</xref> and <xref ref-type="fig" rid="f01001">1B</xref>), in addition to chronic post-thrombotic changes in the ipsilateral femoral and popliteal veins. An echocardiogram was also performed with patterns within normal limits. Endovascular treatment by bilateral puncture of the common femoral arteries was the elected therapeutics. TPT angioplasty was performed with a V12 tubular endoprosthesis (5 mm x 38 mm) and successful embolization of the D peroneal artery with an Interlock 2D occlusion system (4 mm x 8 cm – 2 units) was performed (<xref ref-type="fig" rid="f01">Figure 1C</xref>). The patient was discharged with a prescription for Clopidogrel (75mg/day) and ASA (100mg/day); the use of Rivaroxaban was discontinued.</p>
				<p>
					<fig id="f01001">
						<label>Figure 1</label>
						<caption>
							<title>– Pseudoaneurysm of the tibiofibular trunk. A) Power Doppler; B) Color flow mapping; C) Angiographic control after correction of the tibiofibular trunk pseudoaneurysm with endoprosthesis; D) Endoprosthesis occluded at USV in Power Doppler mode (two weeks later).</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2675-312X-dic-36-02-e20230014-gf01-en.tif"/>
					</fig>
				</p>
				<p>At the outpatient follow-up, after two weeks, the patient reported improvement in pain in the RLL, however accompanied by worsening of pain in the right foot, associated with paresthesia, coldness, and stable oral lesions. RLL pulses were present, except for the tibialis posterior with a slight thermal gradient in the right foot. A new vascular ultrasound examination showed occlusion of the TPT endoprosthesis (<xref ref-type="fig" rid="f01">Figure 1D</xref>). Clinical follow-up and reintroduction of Rivaroxaban 20mg plus maintenance of ASA were carried out.</p>
				<p>After 3 weeks, the patient was readmitted to the ER reporting a new, spontaneous, pulsating bulge in the right thigh, with progressive increase associated with significant pain at the site and impaired walking. The complaint of paresthesia in the right foot persisted. He also reported worsening of the aphthous lesions in the oral cavity and the appearance of ulcerated lesions in the scrotal region (<xref ref-type="fig" rid="f02001">Figures 2A</xref> and <xref ref-type="fig" rid="f02001">2B</xref>). Physical examination indicated a large pulsating bulge in the distal right thigh and loss of pedal pulse. A new vascular echography with RLL Doppler was performed, which showed, in the right superficial femoral artery (RSFA), the presence of a pseudoaneurysm of the posterior wall, in the distal segment, measuring approximately 3.06 cm x 4.01 cm (AP x LL), in addition to another pseudoaneurysm measuring approximately 0.5 cm x 0.8 cm, 2.5 cm away from the femoral bifurcation, and two bulges in the posterior wall with apparent intimal rupture, maintaining the integrity of the adventitia. Images of partially thrombosed pseudoaneurysms were observed in the right (RCFA) and left common femoral arteries (LCFA) measuring approximately 1.1 cm and 1.0 cm, respectively. He also presented intraluminal hypoechoic material in the right femoral vein (RFV) and right popliteal vein (RPV), compatible with acute DVT. Ultrasound findings are shown in <xref ref-type="fig" rid="f03001">Figures 3A–F</xref>.</p>
				<p>
					<fig id="f02001">
						<label>Figure 2</label>
						<caption>
							<title>– A) Oral ulcerated lesions; B) Genital ulcerated lesions; C) Improvement of oral lesions after treatment with pulse therapy.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2675-312X-dic-36-02-e20230014-gf02-en.tif"/>
					</fig>
				</p>
				<p>
					<fig id="f03001">
						<label>Figure 3</label>
						<caption>
							<title>– A) Pseudoaneurysm in RCFA; B, C and D) Small pseudoaneurysm on the anterior wall of the RSFA and two bulges on the posterior wall, with apparent intimal rupture; E) deep venous thrombosis of the right popliteal vein; F) Large pseudoaneurysm in RSFA. RCFA: right common femoral arteries; RSFA: right superficial femoral artery</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2675-312X-dic-36-02-e20230014-gf03-en.tif"/>
					</fig>
				</p>
				<p>Laboratory tests: normal white blood cell count, hypochromic and microcytic anemia — Hemoglobin (Hb) = 10.9 g/dL, Mean Corpuscular Volume (MCV) = 75.9, Mean Corpuscular Hemoglobin Concentration (MCHC) = 31.5 —, C-reactive protein (CRP), erythrocyte sedimentation rate (ESR) and high fibrinogen (CRP = 25.2 mg/dL, ESR = 44mm/h, and fibrinogen= 636mg/dL); high values of oxaloacetic transaminase (TGO) = 233 U/L, pyruvic transaminase (TGP) = 153 U/L, gamma glutamyl transferase (GGT) = 490 U/L; and alkaline phosphatase (FA) = 264 U/L; negative serologies for hepatitis and syphilis.</p>
				<p>The hypothesis of autoimmune vasculitis was suggested. Given the disease activity, no invasive investigation was performed at that time and a rheumatological evaluation was requested. Considering the arterial and venous involvement — arterial pseudoaneurysms and venous thrombosis, elevated inflammatory tests, and oral and genital ulcers —, the diagnosis of Behçet’s disease was concluded. Pulse therapy with methylprednisolone and cyclophosphamide was onset. There was a reduction in symptoms, oral and genital ulcers, and inflammatory evidence after the first session (<xref ref-type="fig" rid="f02001">Figure 2C</xref>). In reassessment, after the second session of pulse therapy (30 days), a new intervention in RLL was indicated.</p>
				<p>Endovascular treatment of the RSFA pseudoaneurysm was then performed with Viabahn Gore (7 mm x 100 mm), with good therapeutic results (<xref ref-type="fig" rid="f04001">Figures 4A-D</xref>). The patient had an uneventful postoperative period and was discharged from the hospital.</p>
				<p>
					<fig id="f04001">
						<label>Figure 4</label>
						<caption>
							<title>– A) RSFA pseudoaneurysm on color flow mapping; B) Control vascular ultrasound (VUS) after endovascular treatment of the RSFA pseudoaneurysm; C) Angiography demonstrates RSFA pseudoaneurysm; D) Control angiography after endovascular treatment of the RSFA pseudoaneurysm.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2675-312X-dic-36-02-e20230014-gf04-en.tif"/>
					</fig>
				</p>
			</sec>
			<sec sec-type="discussion">
				<title>Discussion</title>
				<p>Behçet’s disease consists of a multisystem inflammatory process of unknown etiology characterized by recurrent episodes of oral and genital ulcers, other skin lesions, and ocular lesions. It was first described by Hulûsi Behçet in 1937 as a triad of oral, genital, and uveitis ulcers.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup></p>
				<p>Currently, it is known that the involvement goes beyond this triad and extends to several systems, including neurological, pulmonary, gastrointestinal, cardiac, articular, and vascular. Manifestations are not the same in all patients, clinical phenotypes are very heterogeneous and disease progression varies according to ethnicity, geography, and individual differences.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup></p>
				<p>The increase in evidence indicating the possibility of immunological mechanisms in the pathogenesis of the disease suggests an autoimmune etiology. Vascular alterations, for example, result from endothelial cell dysfunction caused by a probable immune-mediated reaction. Vasculitis appears to be the pathogenic basis of the various systemic manifestations.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup></p>
				<p>Series of patients confirmed that young men are more prone to vascular involvement of the disease.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> Large vessel disease is one of the manifestations associated with systemic symptoms and laboratory evidence of acute phase response.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup> There is no specific laboratory test for Behçet’s disease, but the presence of the HLAB-51 gene is suggestive of the disease.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup></p>
				<p>The arteries most affected by the formation of aneurysms are the pulmonary, femoral, iliac, aorta, and popliteal arteries. The main pathological findings in the aneurysm wall are: thickening of the adventitia, fibrosis, perivascular lymphocytic infiltration, decrease in muscle and elastic fibers in the media layer, and increase in spongy cells and fibroblasts in the intimal layer.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref></sup> The inflammatory process is acute and causes destruction of the arterial wall, resulting in rapid formation of aneurysms or pseudoaneurysms, increasing the incidence of rupture and bleeding.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup></p>
				<p>Venous involvement is the most frequent (88%), while arterial involvement is responsible for a smaller number of cases (12%).<sup><xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref></sup> Venous thrombosis is the most common finding, which can occur in different territories and progress despite anticoagulation.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref></sup> Thrombi, aneurysms or pseudoaneurysms can occur as complications of surgery or invasive procedures.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup></p>
				<p>Treatment is based on immunosuppression. Anticoagulants are used in the treatment and prevention of thromboembolic phenomena<sup><xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref></sup> and surgical or endovascular procedures may be necessary.</p>
				<p>The use of endovascular repair has been increasing in Behçet’s disease, with the aim of reducing complications resulting from surgical trauma. Surgical treatment in the acute phase of the disease is associated with higher rates of thrombosis and suture dehiscence.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> It is suggested that the combined use of corticosteroids and immunosuppressants, and possibly the use of antiplatelet agents or anticoagulants, may be effective in reducing complications associated to the procedures.<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup></p>
				<p>Aneurysms and pseudoaneurysms of the distal arteries are infrequent in these patients and each case must be evaluated individually. The literature describes few cases of TPT involvement in Behçet’s disease. The main advantage of the endovascular technique is that it is less invasive and allows access to the affected area from a different site, without direct manipulation.</p>
			</sec>
		</body>
		<back>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other">
					<p>Study Association</p>
					<p>This study is not associated with any thesis or dissertation work.</p>
				</fn>
				<fn fn-type="other">
					<p>Ethics Approval and Consent to Participate</p>
					<p>This article does not contain any studies with human participants or animals performed by any of the authors.</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="supported-by">
					<p>Sources of Funding: There were no external funding sources for this study.</p>
				</fn>
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	</sub-article>
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