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        <article-title>Comprometimento parassimp&#225;tico no est&#225;gio pr&#233;-cl&#237;nico da doen&#231;a de chagas cr&#244;nica</article-title>
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        <month>09</month>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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        <day>20</day>
        <month>09</month>
        <year>2012</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>CARTA AO EDITOR</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Comprometimento parassimp&#225;tico no est&#225;gio pr&#233;-cl&#237;nico da doen&#231;a de chagas cr&#244;nica</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Reinaldo B. Bestetti; Augusto Cardinalli Neto; Paulo R. Nogueira</bold>
    </p>
    <p>Universidade de Ribeir&#227;o Preto, Ribeir&#227;o Preto, SP; Hospital de Base de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold>Cardiomiopatia Chag&#225;sica/fisiopatologia; Frequ&#234;ncia Card&#237;aca/fisiologia; Sistema Nervoso Aut&#244;nomo.</p>
    <p>
      <bold>Caro Editor,</bold>
    </p>
    <p>Lemos, com grande interesse, o trabalho de Vasconcelos e Junqueira-J&#250;nior<sup>1</sup>, que mostraram ocorrer altera&#231;&#245;es simp&#225;ticas e parassimp&#225;ticas em pacientes portadores de cardiopatia chag&#225;sica cr&#244;nica sem disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica do ventr&#237;culo esquerdo. Tais altera&#231;&#245;es foram observadas na variabilidade da frequ&#234;ncia card&#237;aca nos dom&#237;nios de tempo e frequ&#234;ncia. Os autores conclu&#237;ram que "&#233; improv&#225;vel que a acentuada disfun&#231;&#227;o auton&#244;mica card&#237;aca trate meramente de um fen&#244;meno secund&#225;rio a um leve dist&#250;rbio ventricular mec&#226;nico". Concordamos.</p>
    <p>Demonstramos que apenas comprometimento parassimp&#225;tico pode ser observado na variabilidade da frequ&#234;ncia card&#237;aca no dom&#237;nio de frequ&#234;ncia em pacientes chag&#225;sicos cr&#244;nicos sem disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica do ventr&#237;culo esquerdo<sup>2</sup>. Estudamos 97 pacientes, e a fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo mostrou-se semelhante em pacientes com e sem comprometimento parassimp&#225;tico. Entretanto, 8 (8%) dos 97 pacientes sem altera&#231;&#245;es no eletrocardiograma de 12 deriva&#231;&#245;es e sem disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica do ventr&#237;culo esquerdo &#224; ecocardiografia apresentavam comprometimento parassimp&#225;tico. Em contraste, n&#227;o foi observado desarranjo simp&#225;tico em nenhum dos pacientes com eletrocardiograma de 12 deriva&#231;&#245;es e ecocardiogramas normais. No entanto, em pacientes com cardiopatia chag&#225;sica cr&#244;nica, como observado no estudo de Vasconcelos e Junqueira-J&#250;nior, a propor&#231;&#227;o de disfun&#231;&#227;o simp&#225;tica e parassimp&#225;tica foi similar &#224; encontrada em nosso estudo. </p>
    <p>O fato de que o acometimento parassimp&#225;tico isolado pode ser observado em chag&#225;sicos cr&#244;nicos em est&#225;gio pr&#233;-cl&#237;nico sugere que o desarranjo parassimp&#225;tico desempenha papel na patog&#234;nese da cardiopatia chag&#225;sica cr&#244;nica. De fato, j&#225; foi demonstrado que o dano parassimp&#225;tico induz miocardiopatia cr&#244;nica experimentalmente<sup>3</sup>. Portanto, independentemente da presen&#231;a de desarranjo simp&#225;tico no est&#225;gio pr&#233;-clinico, conforme demonstrado por Vasconcelos e Junqueira-J&#250;nior, a retirada parassimp&#225;tica precoce durante a evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica da doen&#231;a de Chagas, com consequente eleva&#231;&#227;o do fator de necrose tumoral mioc&#225;rdico, espasmo microvascular, agrega&#231;&#227;o plaquet&#225;ria e necrose/isquemia mioc&#225;rdica, pode desempenhar um papel causal na patog&#234;nese da cardiopatia chag&#225;sica. </p>
    <p>A presen&#231;a de comprometimento parassimp&#225;tico precoce tamb&#233;m pode ser respons&#225;vel pelos efeitos ben&#233;ficos do tratamento com betabloqueadores, experimentalmente<sup>4</sup> e em pacientes portadores de cardiopatia chag&#225;sica<sup>5</sup>. Assim, acreditamos que os dados fornecidos por Vasconcelos e Junqueira-J&#250;nior refor&#231;am a ideia de que a disfun&#231;&#227;o auton&#244;mica &#233; um fen&#244;meno prim&#225;rio e n&#227;o deve mais ser considerada fen&#244;meno secund&#225;rio &#224; disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica do ventr&#237;culo esquerdo.</p>
    <p>Acreditamos que um estudo de coorte prospectivo longitudinal seja imprescind&#237;vel para avaliar se o comprometimento parassimp&#225;tico, conforme detectado pela variabilidade da frequ&#234;ncia card&#237;aca no dom&#237;nio de frequ&#234;ncia, tem uma rela&#231;&#227;o causal com o aparecimento de miocardiopatia em pacientes chag&#225;sicos cr&#244;nicos.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Reinaldo B. Bestetti </p>
        <p> Jeronimo Panazollo, 434, Ribeir&#226;nia </p>
        <p> CEP 14036-900, Ribeir&#227;o Preto, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="rbestetti@netsite.com.br">rbestetti@netsite.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 25/04/12; revisado em 25/04/12; aceito em 01/08/12.</p>
    <p>
      <bold>Carta-resposta</bold>
    </p>
    <p>Agradecemos o interesse de Gerbi e cols. pela leitura de nosso artigo, bem como por sua contribui&#231;&#227;o com os coment&#225;rios fundamentados nos dados que publicaram recentemente<sup>1</sup>. Esses dados refor&#231;am nossa teoria de que a disfun&#231;&#227;o card&#237;aca auton&#244;mica na doen&#231;a de Chagas parece ser um fen&#244;meno prim&#225;rio de intensidade vari&#225;vel sem uma rela&#231;&#227;o estrita de causa e efeito com o dist&#250;rbio contr&#225;til progressivo<sup>2</sup>.</p>
    <p>Nos primeiros estudos sobre cardiopatia chag&#225;sica, os dist&#250;rbios auton&#244;micos j&#225; eram considerados causa das altera&#231;&#245;es mec&#226;nicas progressivas do cora&#231;&#227;o. &#192; semelhan&#231;a do mecanismo da doen&#231;a digestiva, em que se provou que a denerva&#231;&#227;o parassimp&#225;tica &#233; a causa da dilata&#231;&#227;o do es&#244;fago e de segmentos do intestino, a depress&#227;o parassimp&#225;tica associada a um aumento relativo da atividade simp&#225;tica seria o determinante da hipertrofia e dilata&#231;&#227;o card&#237;aca<sup>3</sup>. No entanto, esse conceito n&#227;o foi sustentado por v&#225;rios estudos subsequentes que conclu&#237;ram a altera&#231;&#227;o contr&#225;til progressiva do cora&#231;&#227;o depende criticamente da subjacente inflama&#231;&#227;o fibr&#243;tica cr&#244;nica evolutiva do mioc&#225;rdio<sup>4,5</sup>. Portanto, a denerva&#231;&#227;o auton&#244;mica e consequente dist&#250;rbio do controle neural do cora&#231;&#227;o n&#227;o parecem ser uma causa direta da disfun&#231;&#227;o contr&#225;til<sup>2,6-10</sup>.</p>
    <p>Estudos com <sup>123</sup>I -metaiodobenzilguanidina, para avaliar a inerva&#231;&#227;o simp&#225;tica<sup>11,12</sup>, e com <sup>201</sup> t&#225;lio, para avaliar a perfus&#227;o mioc&#225;rdica, mostraram uma associa&#231;&#227;o entre a denerva&#231;&#227;o simp&#225;tica e a redu&#231;&#227;o da perfus&#227;o e disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica segmentar em chag&#225;sicos sem evid&#234;ncia de acometimento card&#237;aco por m&#233;todos convencionais, sugerindo que a disfun&#231;&#227;o simp&#225;tica poderia preceder a altera&#231;&#227;o contr&#225;til. Em um estudo correlativo funcional em indiv&#237;duos chag&#225;sicos, observamos que os dist&#250;rbios contr&#225;til, el&#233;trico e auton&#244;mico - detectados respectivamente por ecocardiograma, eletrocardiograma convencional e manobra de Valsalva - ocorreram isoladamente ou em associa&#231;&#227;o em quaisquer das formas cl&#237;nicas da doen&#231;a. Por outro lado, alguns chag&#225;sicos n&#227;o mostraram evid&#234;ncias de nenhum desses dist&#250;rbios<sup>13</sup>. Esses achados sugerem que os dist&#250;rbios funcionais do cora&#231;&#227;o n&#227;o est&#227;o necessariamente relacionados entre si com base em uma rela&#231;&#227;o causal.</p>
    <p>Em outras palavras, o acometimento auton&#244;mico, principalmente o parassimp&#225;tico, pode ocorrer isoladamente sem altera&#231;&#227;o contr&#225;til, em associa&#231;&#227;o com essa altera&#231;&#227;o, ou mesmo estar ausente na presen&#231;a ou aus&#234;ncia de dist&#250;rbio mec&#226;nico. Essas possibilidades de rela&#231;&#227;o entre as duas fun&#231;&#245;es card&#237;acas s&#227;o observadas particularmente na forma card&#237;aca da doen&#231;a. Na forma indeterminada ou pr&#233;-cl&#237;nica, essas possibilidades s&#227;o mais dif&#237;ceis de serem percebidas porque n&#227;o podem ser detectadas manifesta&#231;&#245;es ostensivas da doen&#231;a card&#237;aca. Portanto, n&#227;o se pode estabelecer a rela&#231;&#227;o entre as disfun&#231;&#245;es auton&#244;mica e contr&#225;til em termos de causa e efeito em nenhuma das duas dire&#231;&#245;es<sup>10</sup>. Esse conceito &#233; refor&#231;ado por outros estudos demonstrando que a disfun&#231;&#227;o auton&#244;mica card&#237;aca &#233; um fen&#244;meno precoce e independente da altera&#231;&#227;o contr&#225;til<sup>2,7,14,15</sup>, incluindo o trabalho recente de Gerbi e cols., que, da mesma forma, n&#227;o detectou nenhuma rela&#231;&#227;o entre os dois dist&#250;rbios e usou tamb&#233;m a an&#225;lise da variabilidade da frequ&#234;ncia card&#237;aca para caracterizar o <italic>status</italic> auton&#244;mico<sup>1</sup>.</p>
    <p>Entretanto, quando ambos os dist&#250;rbios est&#227;o presentes simultaneamente, a disfun&#231;&#227;o auton&#244;mica pode influenciar a disfun&#231;&#227;o contr&#225;til, considerando a a&#231;&#227;o regulat&#243;ria relevante do sistema nervoso auton&#244;mico sobre a fun&#231;&#227;o mioc&#225;rdica, mas n&#227;o como rela&#231;&#227;o de causa e efeito. De fato, &#233; fisiologicamente l&#243;gico considerar que o sistema nervoso aut&#244;nomo como controlador funcional deve exercer efeito na fun&#231;&#227;o mioc&#225;rdica enquanto estrutura controlada. Apenas na situa&#231;&#227;o de fal&#234;ncia card&#237;aca &#233; que a disfun&#231;&#227;o auton&#244;mica, geralmente e secundariamente, resulta dessa s&#237;ndrome, no contexto de sua fisiopatologia.</p>
    <p>Por fim, pelas v&#225;rias observa&#231;&#245;es convincentes, concordamos que estudos prospectivos longitudinais bem controlados devem ser realizados para esclarecer a rela&#231;&#227;o entre os dist&#250;rbios auton&#244;mico e contr&#225;til na evolu&#231;&#227;o da doen&#231;a de Chagas<sup>10</sup>. No entanto, esses estudos s&#227;o uma tarefa dif&#237;cil em nosso meio. Talvez a melhor forma de realiz&#225;-los seja em uma &#225;rea end&#234;mica de doen&#231;a de Chagas supervisionada, em que os pacientes possam ser acompanhados por um longo per&#237;odo.</p>
    <p>Atenciosamente, </p>
    <p>
      <bold>Daniel Franca Vasconcelos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Refer&#234;ncias (Resposta)</bold>
    </p>
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  <back>
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          <article-title>Relation of regional sympathetic desnervation and myocardial perfusion disturbance to wall motion impairment in Chagas' cardiomyopathy</article-title>
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          <article-title>Chronotropic incompetence and abnormal autonomic modulation in ambulatory Chagas disease patients</article-title>
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          <subject>Letters to the Editor</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Parasympathetic impairment in the preclinical stage of chronic chagas disease</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>LETTER TO THE EDITOR</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Parasympathetic impairment in the preclinical stage of chronic chagas disease</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Reinaldo B. Bestetti; Augusto Cardinalli Neto; Paulo R. Nogueira</bold>
      </p>
      <p>Universidade de Ribeir&#227;o Preto, Ribeir&#227;o Preto, SP; Hospital de Base de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, SP - Brasil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body2">Mailing Address</xref>
      </p>
      <p><bold>Keywords: </bold>Chagas Cardiomyopathy;/physiopathology; Heart Rate/physiology; Autonomic Nervous System.</p>
      <p>
        <bold>Dear Editor,</bold>
      </p>
      <p>We have read with great interest the paper by Vasconcelos and Junqueira-J&#250;nior<sup>1</sup> who showed that parasympathetic and sympathetic abnormalities occur in patients with chronic Chagas heart disease with no left ventricular systolic dysfunction. These abnormalities were observed in heart rate variability in the time and frequency domain. They concluded that "it is improbable that the marked cardiac autonomic dysfunction can merely be a phenomenon secondary to slight ventricular mechanic disturbance". We agree.</p>
      <p>We have demonstrated that only parasympathetic impairment can be observed in heart rate variability in the frequency domain of patients with chronic Chagas disease with no left ventricular systolic dysfunction<sup>2</sup>. We studied 97 patients, the left ventricular ejection fraction being similar in patients with and in those without parasympathetic impairment. Nonetheless, 8 (8%) of 97 patients with no electrocardiographic abnormality in the 12-lead electrocardiogram and no left ventricular systolic dysfunction at echocardiography had parasympathetic impairment. By contrast, sympathetic derangement was not observed in any of the patients with normal 12-lead electrocardiogram and echocardiogram. However, in patients with chronic Chagas heart disease, as observed in the study by Vasconcelos e Junqueira-J&#250;nior, the proportion of sympathetic and parasympathetic dysfunction was similar to that found in our study. </p>
      <p>The fact that isolated parasympathetic impairment can be observed in patients with chronic Chagas disease at the preclinical stage may suggest a role for parasympathetic derangement in the pathogenesis of chronic Chagas heart disease. In fact, parasympathetic damage has been shown to induce chronic cardiomyopathy experimentally<sup>3</sup>. Therefore, independently of the presence of sympathetic derangement at the preclinical stage, as shown by Vasconcelos and Junqueira-J&#250;nior, the precocious parasympathetic withdrawal in the clinical course of Chagas disease, with the consequent increase in myocardial tumor necrosis factor, microvascular spasm, platelet aggregation, and myocardial necrosis/ischemia may play a causative role in the pathogenesis of Chagas heart disease.</p>
      <p>The presence of early parasympathetic impairment can also account for the beneficial effects of Beta-Blocker therapy, experimentally<sup>4</sup> and in patients with Chagas heart disease<sup>5</sup>. Thus, we think that the data provided by Vasconcelos and Junqueira-J&#250;nior reinforce the notion that autonomic dysfunction is a primary phenomenon and should no more be seen as a secondary phenomenon to left ventricular systolic dysfunction.</p>
      <p> We suggest that a longitudinal prospective cohort study is mandatory to evaluate whether parasympathetic impairment, as detected by heart rate variability in the frequency domain, has a causal relationship with the appearance of cardiomyopathy in patients with chronic Chagas disease. </p>
      <p>
        <fn id="end-body2" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Mailing Address:</bold>
          </label>
          <p> Reinaldo B. Bestetti </p>
          <p> Jeronimo Panazollo, 434, Ribeir&#226;nia</p>
          <p> Postal Code 14036-900, Ribeir&#227;o Preto, SP - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="rbestetti@netsite.com.br">rbestetti@netsite.com.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Manuscript received April 25, 2012; manuscript revised April 25, 2012; accepted August 1, 2012.</p>
      <p>
        <bold>Response Letter</bold>
      </p>
      <p>We appreciate the interest of Gerbi et al.<sup>1</sup> in reading our article and thank them for their contribution with complementary comments based on data they recently published<sup>1</sup>. These data reinforce our findings that the cardiac autonomic dysfunction in Chagas' disease appears to be a primary phenomenon of varying intensity without a strict relation of cause and effect to the progressive contractile disturbance<sup>2</sup>. </p>
      <p>In the early studies on Chagas heart disease, the autonomic disturbances were already considered to be the cause of the progressive mechanical alterations of the heart. Similar to the mechanism of the digestive disease, where the parasympathetic denervation was proved to be the cause of the dilatation of the esophagus and segments of the intestine, the parasympathetic depression associated with a relative increase of the sympathetic activity would be the determinant of the hypertrophy and dilatation of the heart<sup>3</sup>. This concept, however, was not corroborated by many subsequent studies, whose authors concluded that the progressive contractile alteration of the heart critically depends on the underlying evolutionary chronic fibrotic inflammation of the myocardium<sup>4,5</sup>. Therefore, the autonomic denervation and consequent disturbance of the cardiac neural control do not seem to be a direct cause of the contractile dysfunction<sup>2,6-10</sup>. </p>
      <p>Studies with <sup>123</sup>I-metaiodobenzylguanidine to evaluate the sympathetic innervation<sup>11,12</sup> and with <sup>201</sup>thalium to evaluate the myocardial perfusion, detected an association between sympathetic denervation and reduced perfusion and segmental systolic dysfunction, in chagasics without evidence of cardiac involvement by conventional methods, suggesting that the sympathetic dysfunction could precede the contractile alteration. </p>
      <p>In a correlative functional study in chagasic subjects, we observed that the contractile, electrical and autonomic disturbances, as detected by means of echocardiography, conventional electrocardiogram and Valsalva maneuver, respectively, occurred alone or in combination in any of the clinical forms of the disease. Otherwise, some chagasics did not show evidence of any of these disturbances<sup>13</sup>. These findings suggest that the functional disturbances of the heart are not necessarily related to one another on the basis of a causal relationship. </p>
      <p>In other words, the autonomic impairment, especially the parasympathetic impairment, can occur alone without contractile alteration, in association with this alteration, or even be absent in the presence or absence of the mechanical disturbance. These alternatives of relationship between the two cardiac functions are observed particularly in the cardiac form of the disease. In the indeterminate or preclinical form, these alternatives are more elusive because ostensive manifestations of cardiac disease cannot be detected. Therefore, the relationship between the autonomic and contractile dysfunctions cannot be established in terms of cause and effect in one or other direction<sup>10</sup>. This concept is reinforced by other studies demonstrating that the cardiac autonomic dysfunction is a precocious and independent phenomenon of the contractile alteration<sup>2,7,14,15</sup>, including the recent work by Gerbi et al., which also detected no relationship between both disturbances using also heart rate variability analysis to characterize the autonomic status<sup>1</sup>. </p>
      <p>However, when both disturbances are simultaneously present, possibly the autonomic dysfunction can influence the contractile dysfunction, considering the relevant regulatory action of the autonomic nervous system on the myocardial function, but not as a relationship of causal basis. Indeed, it is physiologically logical to consider that the autonomic nervous system as a functional controller should exert an effect on the myocardial function as a controlled structure. It is only in the situation of cardiac failure that the autonomic dysfunction commonly and secondarily results from this syndrome, in the context of its pathophysiology.</p>
      <p>Finally, despite these several convincing observations, we agree that well-controlled longitudinal prospective studies should be further carried out in order to clarify the relationship between the autonomic and contractile disturbances in the course of Chagas disease<sup>10</sup>. However, in our environment, conducting such studies is a very difficult task. Perhaps, the best way is to conduct them in a supervised endemic area of Chagas disease, where the subjects can be followed up for a long time.</p>
      <p>Sincerely,</p>
      <p>
        <bold>Daniel Franca Vasconcelos</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Reference</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Refer&#234;ncias (Resposta)</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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