<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
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        <article-title>Cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio minimamente invasiva</article-title>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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        <day>20</day>
        <month>09</month>
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    <p>
      <bold>EDITORIAL</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio minimamente invasiva</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Robinson Poffo; Alex Luiz Celullare</bold>
    </p>
    <p>Hospital Israelita Albert Einstein, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Doen&#231;a das coron&#225;rias/cirurgia; revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica; procedimentos cir&#250;rgicos minimamente invasivos.</p>
    <p>A cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio (CRVM) &#233; o padr&#227;o de refer&#234;ncia para o tratamento definitivo da doen&#231;a coronariana. Com o advento da angioplastia transluminal percut&#226;nea, a cirurgia card&#237;aca perdeu terreno especialmente no tratamento das les&#245;es coronarianas uni e biarteriais, o que fez que os cirurgi&#245;es deixassem sua zona de conforto e fossem em busca de novas t&#233;cnicas cir&#250;rgicas, com o objetivo de se obter, com menores incis&#245;es, resultados semelhantes &#224; cirurgia convencional e uma melhor evolu&#231;&#227;o p&#243;s-operat&#243;ria, culminando na chamada cirurgia minimamente invasiva.</p>
    <p>Esse tipo de CRVM pode ser encontrado na literatura m&#233;dica como aquela que se realiza sem o aux&#237;lio da circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea; por&#233;m, acreditamos que uma melhor denomina&#231;&#227;o seria uma cirurgia realizada por pequenas incis&#245;es. Milani e cols.<sup>1 </sup>descrevem neste trabalho a evolu&#231;&#227;o dos primeiros cem pacientes submetidos a esse tipo de cirurgia em seu grupo.</p>
    <p>Os primeiros relatos de CRVM minimamente invasiva datam de 1995, quando Stanbridge e cols.<sup>2</sup>, Robinson e cols.<sup>3</sup>, Benetti e Ballester<sup>4</sup> e Subramanian e cols.<sup>5</sup> descreveram suas t&#233;cnicas e resultados iniciais. Dentro desse conceito, temos na literatura nacional alguns artigos demonstrando essa t&#233;cnica realizada por pequenas incis&#245;es desde os artigos publicados por Jatene e cols.<sup>6-8</sup>; mais tarde, Poffo e cols.<sup>9</sup> demonstraram a possibilidade de se realizar essa cirurgia associada a outras doen&#231;as intracard&#237;acas com acessos m&#237;nimos e aux&#237;lio de equipamento de videocirurgia. </p>
    <p>Apesar de a revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio uniarterial, por meio de uma pequena incis&#227;o com ou sem circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea (CEC), mostrar-se eficaz, com menor &#237;ndice de transfus&#227;o sangu&#237;nea, menor tempo de interna&#231;&#227;o em UTI, menor &#237;ndice de complica&#231;&#245;es em rela&#231;&#227;o &#224; cirurgia convencional<sup>10</sup>, ela n&#227;o foi amplamente empregada. Dentre os fatores que levaram &#224; baixa ades&#227;o da t&#233;cnica est&#227;o sua maior complexidade, campo operat&#243;rio restrito, dificuldade de dissec&#231;&#227;o completa da art&#233;ria tor&#225;cica interna esquerda e impossibilidade de se realizar anastomoses proximais na aorta ascendente<sup>11</sup>; em contrapartida, a cardiologia intervencionista apresentou uma r&#225;pida evolu&#231;&#227;o, especialmente ap&#243;s a introdu&#231;&#227;o dos <italic>stents </italic>farmacol&#243;gicos, o que fez que o paciente com doen&#231;a coronariana uniarterial dificilmente fosse encaminhado &#224; cirurgia.</p>
    <p>Durante as d&#233;cadas de 1990 e 2000 muito se desenvolveu na &#225;rea de materiais cir&#250;rgicos para propiciar a realiza&#231;&#227;o de cirurgias com menores incis&#245;es, permitindo assim ampliar a aplica&#231;&#227;o da CRVM para casos mais complexos, com les&#245;es triarteriais. No artigo de Milani e cols.<sup>1</sup>, os autores mostram uma alternativa menos agressiva &#224; esternotomia para os pacientes submetidos a revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio; n&#227;o apenas em casos uniarteriais, mas tamb&#233;m em casos mais complexos em que haviam duas art&#233;rias acometidas. A partir do dom&#237;nio da t&#233;cnica utilizando-se modifica&#231;&#245;es propostas por McGinn e cols.<sup>12</sup>, os autores puderam incorporar variantes t&#233;cnicas que facilitaram o emprego da minitoracotomia lateral. Realizando-se um acesso mais lateral, melhora-se a exposi&#231;&#227;o, tendo-se acesso n&#227;o somente &#224; regi&#227;o anterior do cora&#231;&#227;o, mas tamb&#233;m &#224; sua regi&#227;o lateral. Com esse acesso mais lateral, h&#225; maior mobilidade dos arcos costais, levando a uma melhor exposi&#231;&#227;o do cora&#231;&#227;o e a uma amplia&#231;&#227;o do campo operat&#243;rio. Outro ponto &#233; a possibilidade do acesso total &#224; art&#233;ria tor&#225;cica interna esquerda, podendo essa ser dissecada desde a sua origem at&#233; a sua bifurca&#231;&#227;o. H&#225; tamb&#233;m a possibilidade de se realizar anastomoses proximais na aorta.</p>
    <p>Mesmo havendo sele&#231;&#227;o de pacientes no estudo em quest&#227;o, observou-se uma m&#233;dia de 1,53 anastomose distal por paciente, e em alguns casos foi poss&#237;vel a realiza&#231;&#227;o de 3 anastomoses distais. O fato de as cirurgias terem sido realizadas sem a utiliza&#231;&#227;o da CEC pode ser um fator positivo na redu&#231;&#227;o da ocorr&#234;ncia de eventos cardiovasculares maiores<sup>13</sup>, como mortalidade e AVC. </p>
    <p>Do ponto de vista de complica&#231;&#245;es pulmonares, que s&#227;o consideradas frequentes e que podem chegar a ser maiores que 87% nas CRVM convencionais, segundo Ortiz e cols.<sup>14</sup>, os autores encontraram em sua s&#233;rie um n&#237;vel relativamente baixo de complica&#231;&#245;es em torno de 11% (somando pneumonia 8% e reintuba&#231;&#245;es 3%) nas cirurgias minimamente invasivas, corroborando os resultados encontrados no estudo comparativo de Guizilini e cols.<sup>15</sup>, onde a miniesternotomia se mostrou melhor quanto &#224; preserva&#231;&#227;o pulmonar quando comparado &#224; esternotomia total.</p>
    <p>A complica&#231;&#227;o mais frequente nesta s&#233;rie de 100 pacientes foi a fibrila&#231;&#227;o atrial (17%), seguida da pneumonia (8%); e os fatores de risco foram: idade avan&#231;ada, euroscore alto e tempo de ventila&#231;&#227;o mec&#226;nica prolongada. Dentre esses fatores, os autores acreditam que, com uma maior experi&#234;ncia, o tempo total de cirurgia possa ser diminu&#237;do de forma significativa, a ponto de reduzir-se a incid&#234;ncia de infec&#231;&#227;o pulmonar.</p>
    <p>Outra quest&#227;o abordada foi a melhor evolu&#231;&#227;o do paciente, com curto per&#237;odo de interna&#231;&#227;o hospitalar e retorno precoce &#224;s atividades habituais, n&#227;o sendo necess&#225;rio aguardar os 45 dias para voltar a dirigir, fato que ocorre ap&#243;s a esternotomia. </p>
    <p>Os autores apresentaram uma excelente op&#231;&#227;o para o tratamento de casos menos complexos, em que o grande objetivo &#233; prover uma cirurgia segura, com resultados duradouros superpon&#237;veis aos encontrados na t&#233;cnica tradicional com um baixo &#237;ndice de complica&#231;&#245;es, e menor tempo de recupera&#231;&#227;o desses pacientes.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Robinson Poffo </p>
        <p> Avenida Albert Einstein, 627, Morumbi </p>
        <p> CEP 05652-901, S&#227;o Paulo, SP - Brazil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="drpoffo@einstein.br">drpoffo@einstein.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 02/08/12; revisado em 02/08/12; aceito em 02/08/12.</p>
    <p>"Editorial sob responsabilidade do Cardiosource em Portugu&#234;s. <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://cientifico.cardiol.br/cardiosource2/default.asp">http://cientifico.cardiol.br/cardiosource2/default.asp</ext-link>"</p>
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          <subject>Editorial</subject>
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        <article-title xml:lang="en">Minimally-invasive coronary artery bypass grafting</article-title>
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      <p>
        <bold>EDITORIAL</bold>
      </p>
      <p>
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          <label>
            <bold>Minimally-invasive coronary artery bypass grafting</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Robinson Poffo; Alex Luiz Celullare</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Hospital Israelita Albert Einstein, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Mailing Address</p>
      <p><bold>Keywords: </bold>Coronary diseases/surgery; myocardial revascularization; surgical procedures minimally invasive.</p>
      <p>Coronary artery bypass grafting (CABG) is the gold standard for the definitive treatment of coronary disease. With the advent of percutaneous transluminal angioplasty, cardiac surgery fell behind, especially for the treatment of one- and two-vessel coronary artery disease, which made surgeons leave their comfort zone and search for new surgical techniques in order to obtain, with smaller incisions, similar results to those of conventional surgery and better postoperative evolution, culminating in the so-called minimally-invasive surgery. </p>
      <p>This type of CABG can be found in medical literature as the one that can be performed without cardiopulmonary bypass, but we believe that a better name would be surgery performed through small incisions. Milani et al.<sup>1</sup> describe in their work the evolution of the first one hundred patients undergoing this type of surgery in their group.</p>
      <p>The first reports of minimally-invasive CABG date from 1995, when Stanbridge et al.<sup>2</sup>, Robinson et al.<sup>3 </sup>Benetti and Ballester<sup>4 </sup>and Subramanian et al.<sup>5 </sup>described their techniques and initial results. Within this concept, we have some articles in the national literature demonstrating this technique performed through small incisions, since the articles published by Jatene et al.<sup>6-8</sup>. Later, Poffo et al.<sup>9</sup> demonstrated the possibility of performing this surgery associated with other intracardiac diseases with minimum access and videosurgery equipment support. </p>
      <p>Although one-vessel CABG through a small incision with or without cardiopulmonary bypass (CPB), has shown to be effective, with a lower rate of blood transfusion, shorter ICU stay, lower complication rate when compared to the conventional surgery<sup>10</sup>, it has not been widely used. Among the factors that led to the low adherence to the technique are its greater complexity, restricted operative field, difficulty to perform the complete dissection of the left internal thoracic artery and impossibility to perform proximal anastomoses in the ascending aorta<sup>11</sup>, whereas, in contrast, interventional cardiology showed a rapid evolution, especially after the introduction of pharmacological stents, which made patients with one-vessel coronary disease be rarely referred for surgery.</p>
      <p>During the decades of 1990 and 2000, much has been accomplished in the area of &#8203;&#8203;surgical materials to allow smaller-incision surgeries, thus increasing the use of CABG for more complex cases, with three-vessel lesions. In the study by Milani et al.<sup>1</sup>, the authors show a less aggressive alternative to sternotomy for patients undergoing CABG, not only in single-vessel cases, but also in more complex cases with two-vessel disease.</p>
      <p>From the time when the technique was perfected, using modifications proposed by McGinn et al.<sup>12</sup>, the authors could include technical variants that facilitated the use of lateral minithoracotomy. By using a more lateral access, one can improve the exposure, having access not only to the anterior heart region, but also to the lateral region. With a more lateral access, there is greater arcus costalis mobility, leading to better exposure of the heart and a magnification of the operative field. Another point is the possibility of full access to the internal thoracic artery, which can be dissected from its origin to its bifurcation. It is also possible to perform proximal anastomoses at the aorta. </p>
      <p>Even with patient selection in this study, we observed a mean of 1.53 distal anastomoses per patient, and in some cases, it was possible to perform three distal anastomoses. The fact that the surgeries were performed off-pump can be a positive factor in reducing the occurrence of major cardiovascular events<sup>13</sup>, such as mortality and CVA.</p>
      <p>From the viewpoint of pulmonary complications, which are considered common and of which rate may be even greater than 87% in conventional myocardial revascularization surgery, according to Ortiz et al.<sup>14</sup>, the authors found in their series a relatively low level of complications, of around 11% (adding pneumonia 8% and reintubations 3%) in minimally-invasive surgical procedures, corroborating the findings of the comparative study of Guizilini et al.<sup>15</sup>, where the ministernotomy was better concerning lung preservation when compared to total sternotomy. </p>
      <p>The most frequent complication in this series of 100 patients was atrial fibrillation (17%), followed by pneumonia (8%) and the risk factors were older age, high EuroSCORE and prolonged duration of mechanical ventilation. Regarding these factors, the authors believe that with greater experience, total surgery time could be significantly reduced, to the point of decreasing the incidence of pulmonary infection. </p>
      <p>Another addressed issue was the better patient outcome, with a short hospital stay and early return to normal activities, as it was not necessary to wait 45 days to be able to drive, a fact that occurs after a sternotomy. </p>
      <p>The authors have shown an excellent option for the treatment of less complex cases, where the main objective is to provide a safe surgical procedure with lasting results, comparable to those observed with the traditional technique with a low complication rate, and shorter recovery time of these patients.</p>
      <p>
        <bold>Reference</bold>
      </p>
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