<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">CLG9bTSVkjBDdG5CYsrN7By</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2012001100010</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(12)09900210</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2012005000061</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares no Brasil e na regi&#227;o metropolitana de S&#227;o Paulo: atualiza&#231;&#227;o 2011</article-title>
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            <surname>Mansur</surname>
            <given-names>Antonio de Padua</given-names>
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            <surname>Favarato</surname>
            <given-names>Desid&#233;rio</given-names>
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          <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade de S&#227;o Paulo</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Instituto do Cora&#231;&#227;o </institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>08</month>
        <year>2012</year>
      </pub-date>
      <volume>99</volume>
      <issue>2</issue>
      <fpage>755</fpage>
      <lpage>761</lpage>
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          <day>06</day>
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          <year>2011</year>
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        <date date-type="rev-recd">
          <day>08</day>
          <month>09</month>
          <year>2011</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: As doen&#231;as cardiovasculares (DCV) s&#227;o as principais causas de morte na popula&#231;&#227;o brasileira. Observou-se redu&#231;&#227;o progressiva da mortalidade por tais doen&#231;as at&#233; o ano de 2005. OBJETIVO: Atualizar as tend&#234;ncias da mortalidade das DCV no Brasil e na regi&#227;o metropolitana de S&#227;o Paulo (RMSP) de 1990 a 2009. M&#201;TODOS: Dados populacionais e de mortalidade foram obtidos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#237;stica e do Minist&#233;rio da Sa&#250;de. O risco de morte foi ajustado pelo m&#233;todo direto, tendo como refer&#234;ncia a popula&#231;&#227;o mundial de 2000. RESULTADOS: Observou-se progressiva redu&#231;&#227;o do risco de morte por doen&#231;as isqu&#234;micas do cora&#231;&#227;o (DIC) e por doen&#231;as cerebrovasculares (DCbV) no Brasil e na RMSP. De 1990 a 2009, constatou-se redu&#231;&#227;o da mortalidade por DIC e DCbV em mulheres e homens no Brasil e na RMSP. Observou-se maior redu&#231;&#227;o da mortalidade por DIC nos homens na RMSP do que no Brasil (36,24% vs. 23,35%; p &lt; 0,001) e nas mulheres na RMSP (44,55% vs. 29,5%; p &lt; 0,001). Foi registrada maior redu&#231;&#227;o da mortalidade por DCbV nos homens na RMSP que no Brasil (42,43% vs. 34,9%; p = 0,036) e igual redu&#231;&#227;o nas mulheres na RMSP e no Brasil (42,98% vs. 36,15%; p = 0,082). A redu&#231;&#227;o da mortalidade foi significativa para todas as faixas et&#225;rias analisadas. CONCLUS&#195;O: Observamos uma progressiva redu&#231;&#227;o na mortalidade por DCV, DIC e DCbV no Brasil e na RMSP. Apesar dessa redu&#231;&#227;o, ainda apresentamos taxas elevadas de morte por tais doen&#231;as.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Doen&#231;as cardiovasculares</kwd>
        <kwd>epidemiologia</kwd>
        <kwd>mortalidade</kwd>
        <kwd>Brasil</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>28</day>
        <month>06</month>
        <year>2012</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>
      <bold>Mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares no Brasil e na regi&#227;o metropolitana de S&#227;o Paulo: atualiza&#231;&#227;o 2011</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Antonio de Padua Mansur; Desid&#233;rio Favarato</bold>
    </p>
    <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o (InCor) - HCFMUSP, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="nota1">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> As doen&#231;as cardiovasculares (DCV) s&#227;o as principais causas de morte na popula&#231;&#227;o brasileira. Observou-se redu&#231;&#227;o progressiva da mortalidade por tais doen&#231;as at&#233; o ano de 2005. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Atualizar as tend&#234;ncias da mortalidade das DCV no Brasil e na regi&#227;o metropolitana de S&#227;o Paulo (RMSP) de 1990 a 2009. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Dados populacionais e de mortalidade foram obtidos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#237;stica e do Minist&#233;rio da Sa&#250;de. O risco de morte foi ajustado pelo m&#233;todo direto, tendo como refer&#234;ncia a popula&#231;&#227;o mundial de 2000. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Observou-se progressiva redu&#231;&#227;o do risco de morte por doen&#231;as isqu&#234;micas do cora&#231;&#227;o (DIC) e por doen&#231;as cerebrovasculares (DCbV) no Brasil e na RMSP. De 1990 a 2009, constatou-se redu&#231;&#227;o da mortalidade por DIC e DCbV em mulheres e homens no Brasil e na RMSP. Observou-se maior redu&#231;&#227;o da mortalidade por DIC nos homens na RMSP do que no Brasil (36,24% vs. 23,35%; p &lt; 0,001) e nas mulheres na RMSP (44,55% vs. 29,5%; p &lt; 0,001). Foi registrada maior redu&#231;&#227;o da mortalidade por DCbV nos homens na RMSP que no Brasil (42,43% vs. 34,9%; p = 0,036) e igual redu&#231;&#227;o nas mulheres na RMSP e no Brasil (42,98% vs. 36,15%; p = 0,082). A redu&#231;&#227;o da mortalidade foi significativa para todas as faixas et&#225;rias analisadas. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Observamos uma progressiva redu&#231;&#227;o na mortalidade por DCV, DIC e DCbV no Brasil e na RMSP. Apesar dessa redu&#231;&#227;o, ainda apresentamos taxas elevadas de morte por tais doen&#231;as.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Doen&#231;as cardiovasculares; epidemiologia; mortalidade; Brasil.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>As doen&#231;as cardiovasculares (DCV) s&#227;o as principais causas de morte em mulheres e homens no Brasil. S&#227;o respons&#225;veis por cerca de 20% de todas as mortes em indiv&#237;duos acima de 30 anos. Segundo o Minist&#233;rio da Sa&#250;de, ocorreram 962.931 mortes em indiv&#237;duos com mais de 30 anos no ano 2009. As doen&#231;as isqu&#234;micas do cora&#231;&#227;o (DIC) foram respons&#225;veis por 95.449 mortes e as doen&#231;as cerebrovasculares (DCbV) por 97.860 mortes. As causas cardiovasculares atribu&#237;veis &#224; aterosclerose foram respons&#225;veis por 193.309 mortes, &#224;s neoplasias por 166.036 mortes, as causas respirat&#243;rias responderam por 106.927 mortes, as causas externas por 77.503, as doen&#231;as do aparelho digestivo por 53.754 mortes e as do aparelho geniturin&#225;rio por 21.527 mortes. </p>
    <p>Apesar de ser a principal causa de morte no Brasil, a mortalidade das DCV vem caindo nas &#250;ltimas d&#233;cadas, sendo que a redu&#231;&#227;o da mortalidade foi maior nas regi&#245;es Sul e Sudeste e na faixa et&#225;ria acima de 60 anos<sup>1,2</sup>. Nos pa&#237;ses da Europa ocidental e EUA, a morte por DIC &#233; cerca de tr&#234;s vezes mais frequente que pelas DCbV, o que n&#227;o &#233; observado nos pa&#237;ses do leste europeu, &#193;sia e Am&#233;rica Latina<sup>3-5</sup>. No Brasil, as DCbV predominam sobre as DIC, mas a tend&#234;ncia de redu&#231;&#227;o das DCbV foi maior que a observada para as DIC<sup>6</sup>. </p>
    <p>Este estudo teve como objetivo atualizar os dados de mortalidade por DIC e DCbV no Brasil e na regi&#227;o metropolitana de S&#227;o Paulo (RMSP)<sup>7</sup>, sendo que esta regi&#227;o foi escolhida pelo seu maior grau de urbaniza&#231;&#227;o. A RMSP tem pouco mais de 20 milh&#245;es de habitantes, que est&#227;o distribu&#237;dos em 39 munic&#237;pios com elevado &#237;ndice de desenvolvimento humano<sup>8</sup>. </p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Analisamos a mortalidade por DIC e DCbV no Brasil e na cidade de S&#227;o Paulo, desde 1990 at&#233; 2009. Os dados sobre a mortalidade foram obtidos no portal www.datasus.gov.br, do Minist&#233;rio da Sa&#250;de do Brasil. Os dados populacionais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#237;stica (IBGE), foram obtidos no mesmo portal. Os &#243;bitos de 1990 a 1995 foram classificados de acordo com o CID-9, 9&#170; Confer&#234;ncia de Revis&#227;o da Classifica&#231;&#227;o Internacional de Doen&#231;as (CID), de 1975, e adotada pela 20&#170; Assembleia Mundial da Sa&#250;de. Os dados de mortalidade a partir do ano de 1996 foram obtidos atrav&#233;s da 10&#170; revis&#227;o da Classifica&#231;&#227;o Internacional de Doen&#231;as. As doen&#231;as do aparelho circulat&#243;rio (DC) foram agrupadas nos c&#243;digos 390 a 459, as DIC, dos c&#243;digos 410 a 414, e as DCbV, dos c&#243;digos 430 a 438, da 9&#170; Revis&#227;o do CID. A mortalidade a partir do ano de 1996 foi classificada pela 10&#170; revis&#227;o do CID. As DC est&#227;o agrupadas nos c&#243;digos 100 a 199, as DIC, dos c&#243;digos 120 a 125 e as DCbV nos c&#243;digos 160 a 169. Foram analisadas as mortalidades a partir da idade de 30 anos, segundo o g&#234;nero, por 100.000 habitantes nas faixas et&#225;rias de 30-39 anos, 40-49 anos, 50-59 anos, 60-69 anos, 70-79 anos, e <underline>&gt;</underline> 80 anos. Para fins de compara&#231;&#227;o, a mortalidade foi ajustada pelo m&#233;todo direto para a idade segundo a popula&#231;&#227;o mundial padr&#227;o do ano 2000<sup>8</sup>. E, para compara&#231;&#245;es internacionais mais recentes, apresentamos o ajustamento para popula&#231;&#227;o padr&#227;o europeia entre 35 anos e 74 anos, dos &#250;ltimos tr&#234;s anos dispon&#237;veis (2007 a 2009)<sup>8</sup>. A regress&#227;o linear simples foi usada para analisar a evolu&#231;&#227;o temporal da taxa de mortalidade associada &#224; DIC e &#224; DCbV, e, depois, realizou-se a compara&#231;&#227;o das inclina&#231;&#245;es das linhas de regress&#227;o. O <italic>software</italic> estat&#237;stico utilizado foi o <italic>Primer of Biostatistics</italic>, vers&#227;o 4.02.9.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>As taxas de morte por DCV, DIC e DCbV no Brasil e na RMSP est&#227;o apresentados na <xref ref-type="table" rid="aop05812tab01">Tabela 1</xref>. Observou-se progressiva e similar redu&#231;&#227;o da morte por DIC e DCbV no Brasil e na RMSP. De 1990 a 2009, houve redu&#231;&#227;o da mortalidade por DIC em mulheres e homens no Brasil (23,35% <italic>vs</italic>. 29,5%; p = 0,675) e na RMSP (36,24% <italic>vs</italic>. 44,55%; p = 0,366), e por DCbV no Brasil (34,9% <italic>vs</italic>. 36,15%; p = 0,972) e na RMSP (42,43% <italic>vs</italic>. 42,98%; p = 0,990). Foi verificada tamb&#233;m uma maior redu&#231;&#227;o da mortalidade por DIC nos homens na RMSP que no Brasil (36,24% <italic>vs</italic>. 23,35%; p &lt; 0,001) e nas mulheres na RMSP (44,55% <italic>vs</italic>. 29,5%; p &lt; 0,001). Observou-se maior redu&#231;&#227;o da mortalidade por DCbV nos homens na RMSP que no Brasil (42,43% <italic>vs</italic>. 34,9%; p = 0,036) e igual redu&#231;&#227;o nas mulheres na RMSP e no Brasil (42,98% <italic>vs</italic>. 36,15%; p = 0,082) (<xref ref-type="fig" rid="aop05812fig01">Figura 1</xref>). </p>
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      <table-wrap id="aop05812tab01">
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    </p>
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      <fig id="aop05812fig01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-99-02-0755-00061-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>A redu&#231;&#227;o da mortalidade foi significativa para todas as faixas et&#225;rias analisadas. Tamb&#233;m foi constatado que as taxas de morte por DIC na RMSP s&#227;o maiores que as do Brasil, enquanto h&#225; semelhan&#231;a entre as mortes por DCbV (<xref ref-type="table" rid="aop05812tab02">Tabela 2</xref>). No Brasil, observou-se nas mulheres maior mortalidade por DCbV que por DIC, enquanto que os homens tiveram mortalidade semelhante entre os mais idosos. A rela&#231;&#227;o entre DCbV e DIC na RMSP foi inferior &#224; unidade em quase todas as faixas et&#225;rias, exceto em mulheres abaixo de 50 anos para os anos de 2004 e 2009 (<xref ref-type="table" rid="aop05812tab03">Tabela 3</xref>). A <xref ref-type="table" rid="aop05812tab04">Tabela 4</xref> mostra a morte por doen&#231;as circulat&#243;rias padronizadas para a popula&#231;&#227;o de padr&#227;o europeu, entre 35 anos e 74 anos de idade, de 2006 a 2009. Neste per&#237;odo, a redu&#231;&#227;o na mortalidade variou de 11,76% a 18,91%.</p>
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      <table-wrap id="aop05812tab02">
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    </p>
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    </p>
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    </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Este estudo atualizou os dados de mortalidade por DCV no Brasil e na RMSP. A RMSP teve nesse per&#237;odo uma maior mortalidade por DIC que no Brasil, contudo a taxa de morte por DCbV foi inferior &#224;quela do Brasil. Na RMSP, essa maior mortalidade por DIC em rela&#231;&#227;o &#224; DCbV assemelha-se ao encontrado nos pa&#237;ses da Europa Ocidental e dos EUA. A queda progressiva, j&#225; conhecida desde a d&#233;cada de 80 do &#250;ltimo s&#233;culo, manteve-se e foi mais acentuada na RMSP que no Brasil<sup>1,2,4,5,7,10</sup>. A redu&#231;&#227;o da mortalidade ocorreu em todas as faixas et&#225;rias e foi mais acentuada para as DCbV<sup>11</sup>. Quando comparadas com os pa&#237;ses que integram o estudo MONICA da WHO, as mortalidades por DIC e DCbV na RMSP e no Brasil est&#227;o entre as mais altas do mundo<sup>3</sup>. Os n&#237;veis de mortalidade s&#227;o semelhantes aos observados nos pa&#237;ses do Leste Europeu e China, e superior a maioria dos encontrados nos pa&#237;ses latino-americanos<sup>4,5,12</sup>. Em rela&#231;&#227;o a esses mesmos &#237;ndices, os EUA apresentam taxas de morte por 100.000 habitantes de 153,3 mortes para as DIC e de 31,6 mortes para DCbV nos homens, e nas mulheres, de 60,4 mortes para as DIC e de 24,3 mortes para DCbV inferiores aos &#237;ndices observados no Brasil e na cidade de S&#227;o Paulo<sup>3</sup>. As taxas de morte na popula&#231;&#227;o norte-americana s&#227;o significativamente menores que as observadas no Brasil padronizadas para a popula&#231;&#227;o europeia<sup>3</sup>. Apesar da redu&#231;&#227;o progressiva da mortalidade por DCV no Brasil e na RMSP, as taxas de morte continuam elevadas e podem ser decorrentes da alta preval&#234;ncia e, ao mesmo tempo, ao ainda pobre controle dos fatores de risco para as DCV em nossa popula&#231;&#227;o. Por exemplo, a hipertens&#227;o arterial &#233; o fator de risco mais prevalente em nossa popula&#231;&#227;o assim como s&#227;o baixas as taxas de controle press&#243;rico nos hipertensos<sup>13</sup>. </p>
    <p>A preval&#234;ncia de hipertens&#227;o no Brasil, em revis&#227;o de literatura de Pontes Neto e cols.<sup>14</sup> e Passos e cols.<sup>15</sup>, variou entre 20% e 44%, e somente 30% de hipertensos t&#234;m a press&#227;o arterial sob controle<sup>16</sup>. Os fatores de risco, tabagismo, diabetes e dislipidemia s&#227;o os outros principais fatores de risco para as DCV bastante prevalentes na nossa popula&#231;&#227;o. Com exce&#231;&#227;o do tabagismo, que &#233; um fator de risco comportamental, o diabetes e a dislipidemia necessitam de controle permanente e de alto custo para a popula&#231;&#227;o<sup>17</sup>. Sabe-se que o controle dos fatores de risco &#233; respons&#225;vel por pelo menos 50% na redu&#231;&#227;o da mortalidade por DCV<sup>18</sup>. A redu&#231;&#227;o das desigualdades sociais, que inclui a escolaridade, poder&#225; tamb&#233;m intensificar substancialmente a tend&#234;ncia de redu&#231;&#227;o da mortalidade por DCV. Bassanesi e cols.<sup>19</sup> observaram que quase a metade da mortalidade por DCV antes do 65 anos pode ser atribu&#237;da &#224; pobreza. Ishitani e cols.<sup>20</sup> destacam a import&#226;ncia da escolaridade na rela&#231;&#227;o inversa entre a mortalidade por DCV e os fatores socioecon&#244;micos. </p>
    <p>Da mesma forma, o processo da urbaniza&#231;&#227;o observada na popula&#231;&#227;o brasileira teve, provavelmente, um impacto importante na incid&#234;ncia das doen&#231;as cardiovasculares. Sabe-se que a urbaniza&#231;&#227;o est&#225; associada com um perfil inadequado dos fatores de risco para as doen&#231;as cardiovasculares<sup>21</sup>. O maior acesso da popula&#231;&#227;o &#224; aten&#231;&#227;o prim&#225;ria e ao tratamento das DCV deve ser prioridade do governo brasileiro, pois as DCV s&#227;o as principais causas de morte na popula&#231;&#227;o com mais de 60 anos, em especial, nas classes socioecon&#244;micas menos favorecidas<sup>22</sup>. O acesso dessa faixa et&#225;ria &#224; imuniza&#231;&#227;o para o v&#237;rus da influenza reduziu a carga total das infec&#231;&#245;es respirat&#243;rias e a mortalidade por DCV. A campanha de vacina&#231;&#227;o dessa faixa et&#225;ria no Brasil associou-se significativamente &#224; redu&#231;&#227;o da mortalidade por DCV<sup>23</sup>. Portanto, apesar de estudos futuros serem necess&#225;rios para avaliar a efic&#225;cia desta interven&#231;&#227;o na mortalidade por DCV, a vacina para a gripe deve ser encorajada principalmente nos indiv&#237;duos mais idosos. </p>
    <p>As limita&#231;&#245;es do presente estudo est&#227;o relacionadas com os dados brasileiros de mortalidade, tais como erros relacionados com o diagn&#243;stico, a precis&#227;o dos atestados de &#243;bito, as mortes associadas com causas desconhecidas e erros de entrada de dados. Estudos de valida&#231;&#227;o para os dados de taxa de mortalidade n&#227;o est&#227;o dispon&#237;veis na maioria dos estados ou cidades no Brasil. Um indicador indireto da qualidade padr&#227;o dos dados &#233; o n&#250;mero de certid&#245;es de &#243;bito que t&#234;m diagn&#243;stico para a causa da morte, como sintomas, sinais e as condi&#231;&#245;es de sa&#250;de mal definidos. Tais certificados s&#227;o significativos nas regi&#245;es nordeste, norte, e centro-oeste, mas n&#227;o s&#227;o significativos nas regi&#245;es Sul e Sudeste do Brasil ou na RMSP. A padroniza&#231;&#227;o dos dados para as popula&#231;&#245;es mundial e europeia pode gerar discrep&#226;ncias de valores nas taxas de mortalidades obtidas, por&#233;m foram utilizadas para facilitar a compara&#231;&#227;o de nossos dados com os publicados na literatura. </p>
    <p>Futuros estudos usando a popula&#231;&#227;o brasileira como padr&#227;o ser&#227;o necess&#225;rios para obten&#231;&#227;o de valores com menores chances de distor&#231;&#245;es. </p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Observamos uma progressiva redu&#231;&#227;o na mortalidade por DCV, DIC e DCbV no Brasil e na RMSP. Contudo, apesar dessa redu&#231;&#227;o, ainda temos taxas elevadas de morte por essas doen&#231;as. S&#227;o primordiais, portanto, a intensifica&#231;&#227;o do controle dos fatores de risco e do maior acesso da popula&#231;&#227;o aos servi&#231;os de sa&#250;de.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="nota1" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Antonio de Padua Mansur </p>
        <p> Av. Dr. En&#233;as C. Aguiar, 44, Cerqueira Cesar </p>
        <p> CEP 05403-000, S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="pmansur@cardiol.br">pmansur@cardiol.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="corantonio@incor.usp.br">corantonio@incor.usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 06/09/11; revisado em 08/09/11; aceito em 05/03/12.</p>
  </body>
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          <article-title>Mortalidade precoce por doen&#231;as cardiovasculares e desigualdades sociais em Porto Alegre: da Evid&#234;ncia &#224; A&#231;&#227;o</article-title>
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          <article-title>Cardiovascular disease in South America: current status and opportunities for prevention</article-title>
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          <article-title>Chronic non-communicable diseases in Brazil: burden and current challenges</article-title>
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          <article-title>Vacina contra o v&#237;rus da influenza e mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares na cidade de S&#227;o Paulo</article-title>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Mortality due to cardiovascular diseases in Brazil and in the metropolitan region of S&#227;o Paulo: a 2011 update</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Cardiovascular diseases (CVD) are the leading causes of death in our population. There was a progressive decrease in mortality due to CVD up to 2005. OBJECTIVE: To update the trends in mortality from cardiovascular diseases in Brazil and in the metropolitan region of S&#227;o Paulo (MRSP) from 1990 to 2009. METHODS: Mortality and population data were obtained from the Brazilian Institute of Geography and Statistics and the Ministry of Health. The risk of death was adjusted by the direct method, having as reference the world population in 2000. RESULTS: There was a progressive decrease in the risk of death from ischemic heart disease (IHD) and stroke in Brazil and in the MRSP. From 1990 to 2009, there was a decrease in mortality from IHD and stroke in men and women in Brazil and in the MRSP. There was a greater reduction in mortality from IHD in men in the MRSP than in Brazil (36.24% vs. 23.35%, p &lt;0.001) and in women in the MRSP (44.55% vs. 29.5%; p &lt;0.001). The highest reduction in stroke mortality was observed in men in the MRSP, when compared to Brazil (42.43% vs. 34.9%, p = 0.036) and an equal reduction in women in the MRSP and in Brazil (42.98% vs. 36.15%, p = 0.082). The decrease in mortality was significant for all age groups. CONCLUSION: We observed a progressive decrease in mortality from CVD, IHD and stroke in Brazil and in the MRSP. In spite of this decrease, we still have high rates of mortality from these diseases.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Cardiovascular disease</kwd>
        <kwd>epidemiology</kwd>
        <kwd>mortality</kwd>
        <kwd>Brazil</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <fn id="nota_1-body2">
          <label>
            <bold>Mortality due to cardiovascular diseases in Brazil and in the metropolitan region of S&#227;o Paulo: a 2011 update</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Antonio de Padua Mansur; Desid&#233;rio Favarato</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o (InCor) - HCFMUSP, S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> Cardiovascular diseases (CVD) are the leading causes of death in our population. There was a progressive decrease in mortality due to CVD up to 2005. </p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To update the trends in mortality from cardiovascular diseases in Brazil and in the metropolitan region of S&#227;o Paulo (MRSP) from 1990 to 2009.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> Mortality and population data were obtained from the Brazilian Institute of Geography and Statistics and the Ministry of Health. The risk of death was adjusted by the direct method, having as reference the world population in 2000. </p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> There was a progressive decrease in the risk of death from ischemic heart disease (IHD) and stroke in Brazil and in the MRSP. From 1990 to 2009, there was a decrease in mortality from IHD and stroke in men and women in Brazil and in the MRSP. There was a greater reduction in mortality from IHD in men in the MRSP than in Brazil (36.24% vs. 23.35%, p &lt;0.001) and in women in the MRSP (44.55% vs. 29.5%; p &lt;0.001). The highest reduction in stroke mortality was observed in men in the MRSP, when compared to Brazil (42.43% vs. 34.9%, p = 0.036) and an equal reduction in women in the MRSP and in Brazil (42.98% vs. 36.15%, p = 0.082). The decrease in mortality was significant for all age groups. </p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> We observed a progressive decrease in mortality from CVD, IHD and stroke in Brazil and in the MRSP. In spite of this decrease, we still have high rates of mortality from these diseases.</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Cardiovascular disease; epidemiology; mortality; Brazil.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Cardiovascular diseases (CVD) are the major cause of death in women and men in Brazil. They account for approximately 20% of all deaths in individuals older than 30 years. According to the Ministry of Health, 962,931 deaths occurred in individuals older than 30 years in 2009. Ischemic heart disease (IHD) was responsible for 95,449 deaths and stroke for 97,860 deaths. The cardiovascular causes that are attributable to atherosclerosis were responsible for 193,309 deaths, neoplasias for 166,036 deaths, respiratory diseases accounted for 106,927 deaths, external causes for 77,503, digestive system diseases for 53,754 deaths and genitourinary tract diseases for 21,527 deaths. </p>
      <p>Despite being the leading cause of death in Brazil, CVD mortality has been decreasing in recent decades, and this decrease was higher in the South and Southeast regions and in the age group older than 60 years<sup>1,2</sup>. In Western Europe countries and the U.S., death from IHD is approximately three times more frequent than from stroke, which is not observed in the countries in Eastern Europe, Asia and Latin America<sup>3-5</sup>. In Brazil, the stroke predominate over IHD, but the trend of stroke decrease was greater than that observed for IHD<sup>6</sup>. </p>
      <p>This study aimed to update the data on mortality from IHD and stroke in Brazil and in the metropolitan region of S&#227;o Paulo (MRSP)<sup>7</sup>, and this region was chosen due to its higher degree of urbanization. The MRSP has approximately 20 million inhabitants, which are distributed in 39 municipalities with high human development index<sup>8</sup>. </p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>We analyzed mortality from IHD and stroke in Brazil and in S&#227;o Paulo, from 1990 to 2009. The mortality data were obtained from the site www.datasus.gov.br of the Ministry of Health of Brazil. The population data, from the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE), were obtained from the same site. Deaths from 1990 to 1995 were classified according to ICD-9, 9<sup>th </sup>Review Conference of the International Classification of Diseases (ICD) of 1975, and adopted by the 20<sup>th</sup> World Health Assembly. Mortality data from the year 1996 were obtained through the 10<sup>th</sup> review of the International Classification of Diseases. </p>
      <p>Diseases of the circulatory system (CD) were grouped in codes 390-459, IHD, from codes 410 to 414, and stroke, from codes 430-438, of the 9<sup>th</sup> Review of the ICD. The mortality from the year 1996 was classified according to the 10<sup>th</sup> review of the ICD. The CD are grouped in codes 100-199, IHD, from codes 120-125 and stroke from codes 160-169. We analyzed the mortality from the age of 30 years, according to gender, per 100,000 at age ranges 30-39 years, 40-49 years, 50-59 years, 60-69 years, 70-79 years, and <underline>&gt;</underline> 80 years. For comparison, mortality was adjusted by the direct method for age according to world standard population of 2000<sup>8</sup>. And for more recent international comparisons, we show the adjustment for the standard European population between 35 and 74 years, of the last three available years (2007-2009)<sup>8</sup>. </p>
      <p>Simple linear regression was used to analyze the temporal evolution of the mortality rate associated with IHD and stroke, and then we performed the comparison of slopes of regression lines. The statistical software used was Primer of Biostatistics, release 4.02.9. </p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>Mortality rates due to CVD, IHD and stroke in Brazil and the MRSP are shown in <xref ref-type="table" rid="en_aop05812tab01-body2">Table 1</xref>. </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_aop05812tab01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-99-02-0755-00061-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>We observed a progressive and similar decrease in mortality from IHD and stroke in Brazil and in the MRSP. From 1990 to 2009, there was a decrease in mortality from IHD in women and men in Brazil (23.35% <italic>vs</italic>. 29.5%; p = 0.675) and in the MRSP (36.24% <italic>vs</italic>. 44.55%; p = 0.366), and from stroke in Brazil (34.9% <italic>vs</italic>. 36.15%; p = 0.972) and in the MRSP (42.43% <italic>vs</italic>. 42.98%; p = 0.990). We also observed a higher decrease in mortality from IHD in men in the MRSP than in Brazil (36.24% <italic>vs</italic>. 23.35%; p &lt; 0.001) and in women in the MRSP (44.55% <italic>vs</italic>. 29.5%; p &lt; 0.001). We observed a higher decrease in mortality from stroke in men in the MRSP than in Brazil (42.43% <italic>vs</italic>. 34.9%; p = 0.036) and an equal decrease in women in the MRSP and in Brazil (42.98% <italic>vs</italic>. 36.15%; p = 0.082) (<xref ref-type="fig" rid="en_aop05812fig01-body2">Figure 1</xref>). </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_aop05812fig01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-99-02-0755-00061-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>The decrease in mortality was significant in all age groups. It was observed that mortality rates from IHD in the MRSP are higher than those in Brazil, while there are similarities between the mortality from stroke (<xref ref-type="table" rid="en_aop05812tab02-body2">Table 2</xref>). In Brazil, it was observed that women had higher mortality from stroke than from IHD, whereas men had similar mortality rates among the elderly. The association between IHD and stroke in the MRSP was lower than the unit in almost all age groups, except in women younger than 50 in the years 2004 and 2009 (<xref ref-type="table" rid="en_aop05812tab03-body2">Table 3</xref>). <xref ref-type="table" rid="en_aop05812tab04-body2">Table 4</xref> shows the mortality from circulatory diseases standardized for the standard European population, between 35 and 74 years old, from 2006 to 2009. During this period, the decrease in mortality ranged from 11.76% to 18.91%.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_aop05812tab02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-99-02-0755-00061-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
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      </p>
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      </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>This study updated data on mortality from CVD in Brazil and in the MRSP. The MRSP had a higher mortality rate from IHD than in Brazil during this period, but the mortality rate from stroke was lower than that of Brazil. In the MRSP, the higher mortality from IHD in relation to stroke is similar to that found in Western Europe and the USA. A progressive decrease, already known since the 80s in the last century, remained steady and was more pronounced in the MRSP than in Brazil<sup>1,2,4,5,7,10</sup>.</p>
      <p>The decrease in mortality occurred in all age groups and was more pronounced for stroke<sup>11</sup>. When compared with the countries participating in the MONICA study by the WHO, the mortality from IHD and stroke in the MRSP and Brazil are among the highest in the world<sup>3</sup>. The mortality rates are similar to those seen in Eastern European countries and China and higher than those found in most Latin American countries<sup>4,5,12</sup>. For these same rates, the United States have mortality rates of 153.3 deaths per 100,000 inhabitants for IHD and 31.6 deaths for stroke in men and in women, of 60.4 deaths for IHD and 24.3 deaths for stroke, thus lower than the rates observed in Brazil and in the city of S&#227;o Paulo<sup>3</sup>. Death rates in the U.S. population are significantly lower than those observed in Brazil, when standardized for the European population<sup>3</sup>.</p>
      <p>Despite the progressive decrease in CVD mortality in Brazil and the MRSP, mortality rates remain high and could be due to the high prevalence and at the same time, to the yet poor control of risk factors for CVD in our population. For instance, hypertension is the most prevalent risk factor in our population, as well as rates of blood pressure control are low in hypertensive individuals<sup>13</sup>. </p>
      <p>The prevalence of hypertension in Brazil, in a literature review by Pontes Neto et al<sup>14</sup> and Passos et al<sup>15</sup> varied between 20% and 44% and only 30% of hypertensive patients show blood pressure control<sup>16</sup>. Risk factors such as smoking, diabetes and dyslipidemia are the other major risk factors for CVD that are very prevalent in our population. With the exception of smoking, which is a behavioral risk factor, diabetes and dyslipidemia need constant control and has a high cost for the population<sup>17</sup>. It is known that the control of risk factors is responsible for at least 50% decrease in mortality from CVD<sup>18</sup>. The reduction of social inequalities, which includes education, may also substantially increase the trend of decrease in mortality from CVD. </p>
      <p>Bassanesi et al<sup>19</sup> observed that almost half the mortality from CVD before 65 years can be attributed to poverty. Ishitani et al<sup>20</sup> emphasized the importance of education in the inverse relationship between CVD mortality and socioeconomic factors. </p>
      <p>Similarly, the urbanization process observed in Brazil probably had an important impact on the incidence of cardiovascular diseases. It is known that urbanization is associated with an inadequate profile of risk factors for cardiovascular diseases<sup>21</sup>. The population's increased access to primary care and treatment of CVD should be a priority for the government, as CVD are the leading causes of death in individuals older than 60 years, especially among the less favored socioeconomic classes<sup>22</sup>. Access to immunization in this age group for the influenza virus reduced the total load of respiratory infections and mortality from CVD. The vaccination campaign in this age group in Brazil has been significantly associated with reduced mortality from CVD<sup>23</sup>. Therefore, although further studies are needed to evaluate the effectiveness of this intervention on CVD mortality, the flu vaccine should be encouraged, especially in older individuals. </p>
      <p>The limitations of this study are related to the Brazilian mortality statistics, such as errors related to the diagnosis, accuracy of death certificates, deaths associated with unknown causes and data entry errors. Validation studies for mortality data are not available in most states or cities in Brazil. An indirect indicator of the standard quality of data is the number of death certificates that contain a diagnosis for the cause of death, such as symptoms, signs and ill-defined health conditions.</p>
      <p>Such certificates are significant in the Northeast, North, and Midwest regions, but are not significant in the South and Southeast regions of Brazil or in the MRSP. The standardization of data for the world and European populations can lead to differences in values obtained for mortality rates, but were used to facilitate comparison of our data with those published in literature. </p>
      <p>Future studies using the Brazilian population as the standard will be required to obtain values with less chance of distortion. </p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>We observed a progressive decrease in mortality from CVD, IHD and stroke in Brazil and in the MRSP. However, in spite of this decrease, we still have high mortality rates due to these diseases. Therefore, intensifying the control of risk factors and increase the population access to health services are crucial. </p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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