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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2012001000006</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2012005000060</article-id>
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        <article-title>Custo-efetividade de fondaparinux em pacientes com S&#237;ndrome Coronariana Aguda sem supradesnivelamento do ST</article-title>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
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        <year>2012</year>
      </pub-date>
      <volume>99</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>613</fpage>
      <lpage>622</lpage>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: O uso combinado de agentes antitromb&#237;nicos, antiplaquet&#225;rios e estrat&#233;gias invasivas na s&#237;ndrome coronariana aguda sem supradesnivelamento do ST (SCAsSST) reduz eventos cardiovasculares. O fondaparinux demonstrou equival&#234;ncia &#224; enoxaparina na redu&#231;&#227;o de eventos cardiovasculares, por&#233;m com menor &#237;ndice de sangramento nos pacientes que usaram fondaparinux. OBJETIVO: Avaliar o custo-efetividade de fondaparinux versus enoxaparina em pacientes com SCAsSST no Brasil a partir da perspectiva econ&#244;mica do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS). M&#201;TODOS: Um modelo de decis&#227;o anal&#237;tico foi constru&#237;do para calcular os custos e consequ&#234;ncias resultantes dos tratamentos comparados. Os par&#226;metros do modelo foram obtidos do estudo OASIS-5 (N = 20.078 pacientes com SCAsSST randomizados para fondaparinux ou enoxaparina). O desfecho avaliado foi um composto de eventos cardiovasculares (isto &#233;, morte, infarto agudo do mioc&#225;rdio, isquemia refrat&#225;ria e sangramentos graves) nos dias 9, 30 e 180 p&#243;s-SCAsSST. Foram avaliados todos os custos diretos de tratamento e eventos relacionados &#224; SCAsSST. O ano da an&#225;lise foi 2010 e os custos foram descritos em reais (R$). RESULTADOS: No dia 9, o custo de tratamento por paciente foi R$ 2.768 para fondaparinux e R$ 2.852 para enoxaparina. Aproximadamente 80% do custo total foram associados a tratamentos invasivos. Os custos com medicamentos representaram 10% do custo total. As taxas combinadas de eventos cardiovasculares e de sangramentos maiores foram 7,3% e 9,0% para fondaparinux e enoxaparina, respectivamente. An&#225;lises de sensibilidade confirmaram os resultados iniciais do modelo. CONCLUS&#195;O: O fondaparinux para tratamento de pacientes com SCAsSST &#233; superior &#224; enoxaparina em termos de preven&#231;&#227;o de novos eventos cardiovasculares com menor custo. (Arq Bras Cardiol. 2012; [online].ahead print, PP.0-0)</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>S&#237;ndrome coronariana aguda</kwd>
        <kwd>anticoagulantes</kwd>
        <kwd>anticoagulantes</kwd>
        <kwd>enoxaparina</kwd>
        <kwd>; enoxaparina</kwd>
        <kwd>an&#225;lise do custo benef&#237;cio</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>26</day>
        <month>06</month>
        <year>2012</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>Custo-efetividade de fondaparinux em pacientes com S&#237;ndrome Coronariana Aguda sem supradesnivelamento do ST</p>
    <p>
      <bold>Camila Pepe<sup>I</sup>; M&#225;rcio Machado<sup>II</sup>; Alexandre Olimpio<sup>II</sup>; Rui Ramos<sup>III</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>MedInsight Evid&#234;ncias, S&#227;o Paulo, SP </p>
    <p><sup>II</sup>GlaxoSmithKline Brasil Ltda, Rio de Janeiro, RJ </p>
    <p><sup>III</sup>Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, S&#227;o Paulo, SP &#150; Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="nt">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> O uso combinado de agentes antitromb&#237;nicos, antiplaquet&#225;rios e estrat&#233;gias invasivas na s&#237;ndrome coronariana aguda sem supradesnivelamento do ST (SCAsSST) reduz eventos cardiovasculares. O fondaparinux demonstrou equival&#234;ncia &#224; enoxaparina na redu&#231;&#227;o de eventos cardiovasculares, por&#233;m com menor &#237;ndice de sangramento nos pacientes que usaram fondaparinux. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Avaliar o custo-efetividade de fondaparinux versus enoxaparina em pacientes com SCAsSST no Brasil a partir da perspectiva econ&#244;mica do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS). </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Um modelo de decis&#227;o anal&#237;tico foi constru&#237;do para calcular os custos e consequ&#234;ncias resultantes dos tratamentos comparados. Os par&#226;metros do modelo foram obtidos do estudo OASIS-5 (N = 20.078 pacientes com SCAsSST randomizados para fondaparinux ou enoxaparina). O desfecho avaliado foi um composto de eventos cardiovasculares (isto &#233;, morte, infarto agudo do mioc&#225;rdio, isquemia refrat&#225;ria e sangramentos graves) nos dias 9, 30 e 180 p&#243;s-SCAsSST. Foram avaliados todos os custos diretos de tratamento e eventos relacionados &#224; SCAsSST. O ano da an&#225;lise foi 2010 e os custos foram descritos em reais (R$). </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> No dia 9, o custo de tratamento por paciente foi R$ 2.768 para fondaparinux e R$ 2.852 para enoxaparina. Aproximadamente 80% do custo total foram associados a tratamentos invasivos. Os custos com medicamentos representaram 10% do custo total. As taxas combinadas de eventos cardiovasculares e de sangramentos maiores foram 7,3% e 9,0% para fondaparinux e enoxaparina, respectivamente. An&#225;lises de sensibilidade confirmaram os resultados iniciais do modelo. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> O fondaparinux para tratamento de pacientes com SCAsSST &#233; superior &#224; enoxaparina em termos de preven&#231;&#227;o de novos eventos cardiovasculares com menor custo. (Arq Bras Cardiol. 2012; [online].ahead print, PP.0-0)</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> S&#237;ndrome coronariana aguda; anticoagulantes/uso terap&#234;utico; anticoagulantes/efeitos adversos; enoxaparina/uso terap&#234;utico; enoxaparina/efeitos adversos; an&#225;lise do custo benef&#237;cio.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>No Brasil, assim como nos pa&#237;ses desenvolvidos, a doen&#231;a cardiovascular &#233; principal causa de morte<sup>1,2</sup>. Segundo dados do Minist&#233;rio da Sa&#250;de, em 2005, as doen&#231;as cardiovasculares foram respons&#225;veis por aproximadamente um ter&#231;o dos &#243;bitos no Brasil<sup>3</sup>.</p>
    <p> A S&#237;ndrome Coronariana Aguda (SCA) engloba um conjunto de manifesta&#231;&#245;es cl&#237;nicas que refletem um quadro de isquemia mioc&#225;rdica aguda, incluindo tr&#234;s formas principais: angina inst&#225;vel e Infarto Agudo do Mioc&#225;rdio (IAM) com ou sem eleva&#231;&#227;o do segmento ST (sST). Nos Estados Unidos, a angina inst&#225;vel &#233; a causa cardiovascular mais comum de interna&#231;&#227;o hospitalar, sendo tamb&#233;m a respons&#225;vel pela maioria das interna&#231;&#245;es em unidades coronarianas<sup>4</sup>.</p>
    <p>O processo fisiopatol&#243;gico mais comumente associado &#224; SCA envolve a ruptura de uma placa ateroscler&#243;tica inflamada que leva &#224; forma&#231;&#227;o de trombo intravascular com oclus&#227;o parcial ou total da luz da art&#233;ria coronariana<sup>5</sup>. Para que esse processo ocorra, h&#225; ativa&#231;&#227;o da cascata de coagula&#231;&#227;o do sangue, onde o fator X ativado transforma a protrombina em trombina que atua na convers&#227;o de fibrinog&#234;nio em fibrina e, por fim, resultando na forma&#231;&#227;o do trombo<sup>6</sup>. Em raz&#227;o disso, a terapia antitromb&#243;tica &#233; fundamental no manuseio cl&#237;nico da SCA.</p>
    <p>Medicamentos que interferem na forma&#231;&#227;o do trombo, tais como heparinas n&#227;o fracionadas (HNF &#150; por exemplo, heparina s&#243;dica) e heparinas de baixo peso molecular (HPBM &#150; por exemplo, enoxaparina, dalteparina e nadroparina) demonstraram reduzir morbimortalidade no tratamento de SCA, &#224; custa de um aumento na incid&#234;ncia de complica&#231;&#245;es hemorr&#225;gicas<sup>7</sup>. Em ensaios cl&#237;nicos avaliando pacientes com SCA sem supradesnivelamento de ST, os resultados obtidos tanto com a nadroparina como com a dalteparina foram semelhantes a HNF<sup>8,9</sup>. No entanto, a utiliza&#231;&#227;o de enoxaparina avaliada em revis&#227;o sistem&#225;tica que envolveu 22 mil pacientes foi mais efetiva do que a HNF em prevenir eventos maiores como morte e infarto n&#227;o fatal<sup>10</sup>.</p>
    <p>V&#225;rios estudos j&#225; demonstraram uma associa&#231;&#227;o entre redu&#231;&#227;o de eventos cardiovasculares e aumento de sangramento, o que motiva a procura por novos f&#225;rmacos mais seguros em rela&#231;&#227;o a eventos hemorr&#225;gicos<sup>11</sup>.</p>
    <p>O fondaparinux &#233; um pentassacar&#237;deo sint&#233;tico que inibe seletivamente o fator X ativado da cascata de coagula&#231;&#227;o. Inicialmente aprovado para uso na profilaxia de trombose venosa profunda em pacientes submetidos &#224; cirurgia ortop&#233;dica, o fondaparinux tem sido amplamente estudado como alternativa &#224;s heparinas no tratamento da SCA. Apresenta como benef&#237;cios a administra&#231;&#227;o em dose &#250;nica di&#225;ria, o fato de n&#227;o induzir trombocitopenia causada por heparina e n&#227;o necessitar de controle de anticoagula&#231;&#227;o. Al&#233;m disso, quando comparado &#224; enoxaparina, no cen&#225;rio da SCA sSST, o fondaparinux demonstrou uma redu&#231;&#227;o significativa nos sangramentos maiores (2,2% <italic>vs</italic> 4,1%; HR = 0,52; IC 95%: 0,44 a 0,61; p &lt; 0,001) e menor custo de tratamento<sup>12</sup>.</p>
    <p>Com base nos estudos que demonstram uma efic&#225;cia compar&#225;vel entre fondaparinux e enoxaparina no tratamento da SCA, por&#233;m com uma redu&#231;&#227;o de eventos hemorr&#225;gicos com fondaparinux, o objetivo do presente estudo foi determinar a rela&#231;&#227;o de custo-efetividade do fondaparinux comparado &#224; enoxaparina no tratamento de pacientes com SCAsSST sob a perspectiva econ&#244;mica do Minist&#233;rio da Sa&#250;de do Brasil, gestor do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS). Ou seja, avaliar essa rela&#231;&#227;o considerando os custos diretos do tratamento dessa condi&#231;&#227;o no cen&#225;rio do SUS. </p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Tipo de estudo e interven&#231;&#245;es</bold>
    </p>
    <p>O tipo de estudo aplicado foi a modelagem matem&#225;tica (isto &#233;, &#225;rvore de decis&#227;o anal&#237;tica) e An&#225;lise de Custo-Efetividade (ACE). Para o desenvolvimento do modelo matem&#225;tico foi elaborada a seguinte compara&#231;&#227;o: tratar os pacientes com SCAsSST com fondaparinux (2,5 mg subcut&#226;neo 1 vez ao dia) <italic>versus</italic> enoxaparina (1 mg/kg 2 vezes ao dia). A perspectiva econ&#244;mica adotada foi a do SUS. </p>
    <p>
      <bold>Popula&#231;&#227;o-alvo</bold>
    </p>
    <p>As caracter&#237;sticas dos pacientes da an&#225;lise farmacoecon&#244;mica s&#227;o id&#234;nticas &#224;queles que foram avaliados no principal ensaio cl&#237;nico dos medicamentos aqui comparados (ver item "Dados cl&#237;nicos e de seguran&#231;a do modelo"). Com isso, a popula&#231;&#227;o analisada foi composta por pacientes hospitalizados com sintomas de SCAsSST (isto &#233;, IAM sSST e angina inst&#225;vel), com idade a partir de 60 anos e composta por ambos os sexos. </p>
    <p>
      <bold>Desenho do modelo</bold>
    </p>
    <p>Para a estimativa da rela&#231;&#227;o de custo-efetividade dos tratamentos, foi elaborado um modelo computacional que simula o n&#250;mero esperado de eventos e os custos resultantes para cada op&#231;&#227;o terap&#234;utica em compara&#231;&#227;o. Nesse modelo, o horizonte de tempo analisado foi de 9, 30 ou 180 dias ap&#243;s administra&#231;&#227;o dos tratamentos. N&#227;o foi aplicada nenhuma taxa de desconto porque o horizonte temporal &#233; inferior a um ano.</p>
    <p>Todos os pacientes come&#231;am no modelo em um &#250;nico momento: pacientes hospitalizados que s&#227;o diagnosticados com SCAsSST. A partir disso, o paciente segue o tratamento padr&#227;o da SCAsSST a diferenciar-se por fondaparinux ou enoxaparina e, ao final do horizonte temporal, estimam-se quantos pacientes tiveram cada um dos desfechos de interesse. Sendo esses: &#243;bito, IAM, isquemia refrat&#225;ria e sangramentos maiores.</p>
    <p>O esquema representando a &#225;rvore de decis&#227;o utilizada para avaliar os custos e consequ&#234;ncias do tratamento a partir do diagn&#243;stico da SCAsSST est&#225; apresentado na <xref ref-type="fig" rid="fig01">figura 1</xref>. O fluxo de tratamento &#233; aquele recomendado pelas diretrizes cl&#237;nicas do Col&#233;gio Americano de Cardiologia<sup>13</sup>.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="fig01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-99-01-0613-00060-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Os pacientes diagnosticados com SCAsSST s&#227;o, portanto, tratados inicialmente com &#225;cido acetilsalic&#237;lico (AAS), clopidogrel e terapia anticoagulante (fondaparinux ou enoxaparina). O paciente poderia seguir por uma estrat&#233;gia invasiva precoce, realizando angiografia coronariana, ou atrav&#233;s da estrat&#233;gia conservadora. Considera-se o uso de inibidores de glicoprote&#237;na IIbIIIA em ambas as estrat&#233;gias de tratamento (conservadora e invasiva). Caso n&#227;o se tenha um evento que indique angiografia coronariana, faz-se um teste funcional como forma de estratifica&#231;&#227;o de risco. Se o resultado for de baixo risco coronariano, o paciente far&#225; somente tratamento cl&#237;nico. Caso contr&#225;rio, o paciente far&#225; angiografia coronariana.</p>
    <p>Ap&#243;s a realiza&#231;&#227;o da angiografia coronariana, os pacientes podem fazer Cirurgia de Revasculariza&#231;&#227;o Mioc&#225;rdica (CRM), angioplastia do vaso alvo ou tratamento cl&#237;nico. Caso fa&#231;a CRM, suspende-se o uso de clopidogrel, anticoagulante e mant&#233;m-se apenas o AAS. Se fizer angioplastia, mant&#234;m-se AAS, clopidogrel e inicia-se o tratamento com inibidores de glicoprote&#237;na e HPBM. Al&#233;m disso, suspende-se o tratamento com anticoagulante. No caso do tratamento cl&#237;nico, o paciente mant&#233;m AAS, clopidogrel e continua o anticoagulante por 48 horas. As probabilidades de transi&#231;&#227;o para cada momento do modelo matem&#225;tico foram obtidas a partir de Mehta e cols.<sup>14</sup> e est&#227;o descritas na <xref ref-type="table" rid="tab01">tabela 1</xref>.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="tab01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-99-01-0613-00060-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <bold>Dados cl&#237;nicos e de seguran&#231;a usados no modelo</bold>
    </p>
    <p>O modelo matem&#225;tico reflete exatamente os resultados do estudo cl&#237;nico randomizado OASIS-5<sup>12</sup>. O estudo OASIS-5 teve como objetivo prim&#225;rio demonstrar a n&#227;o inferioridade da fondaparinux quando comparada a enoxaparina, em pacientes com SCAsSST, com rela&#231;&#227;o &#224; redu&#231;&#227;o de desfecho combinado de morte, IAM ou isquemia refrat&#225;ria no dia 9. Outro objetivo prim&#225;rio foi relacionado &#224; seguran&#231;a, ou seja, redu&#231;&#227;o de sangramento maior. Os esquemas de tratamento corresponderam a fondaparinux 2,5 mg, uma vez ao dia ou enoxaparina 1 mg/kg/dose, duas vezes ao dia em tratamento m&#233;dio de cinco dias, ambos por via subcut&#226;nea. </p>
    <p>O desfecho principal de redu&#231;&#227;o de morte, IAM ou isquemia refrat&#225;ria em nove dias foi similar entre os grupos (5,8% fondaparinux <italic>versus</italic> 5,7% enoxaparina; HR = 1,01 ; IC 95%: 0,90 a 1,13), demonstrando a n&#227;o inferioridade do fondaparinux quando comparado com a enoxaparina. Quando avaliado o desfecho prim&#225;rio de seguran&#231;a, os resultados encontrados favoreceram a utiliza&#231;&#227;o do fondaparinux, em raz&#227;o da menor incid&#234;ncia de sangramento maior (2,2% <italic>versus</italic> 4,1%; HR = 0,52; IC 95%: 0,44 a 0,61; p &lt; 0,001).</p>
    <p>Os dados que avaliaram em 180 dias os desfechos secund&#225;rios de eventos isolados demonstraram menor incid&#234;ncia de mortalidade (5,8% <italic>versus</italic> 6,5%; HR = 0,89; IC 95%: 0,80 a 1,00; p = 0,05) e menor incid&#234;ncia de morte e IAM (10,5% <italic>versus</italic> 11,4%; HR = 0,92; IC 95%: 0,84 a 1,00; p = 0,05) no grupo fondaparinux. Os dados cl&#237;nicos e de seguran&#231;a utilizados no estudo foram detalhados na <xref ref-type="table" rid="tab02">tabela 2</xref>. </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="tab02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-99-01-0613-00060-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <bold>Uso de recursos e custos de tratamento</bold>
    </p>
    <p>A presente an&#225;lise farmacoecon&#244;mica contempla apenas os custos m&#233;dicos diretos, que s&#227;o de interesse do SUS. Os custos n&#227;o m&#233;dicos ou indiretos n&#227;o foram inclu&#237;dos na an&#225;lise. As categorias de custos analisadas foram: a) custos com os medicamentos, b) custos dos exames e eventos, e c) custos dos servi&#231;os hospitalares.</p>
    <p>Custos com medicamentos foram obtidos atrav&#233;s do Banco de Pre&#231;os do Minist&#233;rio da Sa&#250;de<sup>15</sup>, exceto para o fondaparinux, onde foi utilizado o pre&#231;o de f&#225;brica incidido de 17% de imposto sobre circula&#231;&#227;o de mercadorias e servi&#231;os (ICMS)<sup>16</sup>. Ao custo de tratamento com fondaparinux foi aplicado o coeficiente de adequa&#231;&#227;o de pre&#231;os (CAP, 22,5%) para vendas no ambiente p&#250;blico de sa&#250;de. Todos os custos resultantes de exames laboratoriais e de imagem, assim como custos relacionados a eventos de sangramentos e AVC foram selecionados a partir do Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS (SIGTAP)<sup>17</sup> em refer&#234;ncia a procedimentos realizados em 2009. A <xref ref-type="table" rid="tab03">tabela 3</xref> apresenta os recursos m&#233;dicos avaliados na an&#225;lise farmacoecon&#244;mica e seus respectivos valores monet&#225;rios.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="tab03">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-99-01-0613-00060-gt03.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Considerou-se que os pacientes em tratamento com fondaparinux fazem uso di&#225;rio de 2,5 mg. Com a enoxaparina foram utilizadas doses de 1 mg/kg 2 vezes ao dia. A dura&#231;&#227;o do tratamento com anticoagulante no modelo foi de cinco dias para os pacientes que seguem para o tratamento cl&#237;nico, e dois dias e meio para os que seguem para angioplastia ou cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica. Adicionalmente, o paciente faz uso de 100 mg de AAS por dia, 300 mg de clopidogrel no primeiro dia e 75 mg nos outros dias do tratamento at&#233; o final do horizonte de an&#225;lise. </p>
    <p>O custo com os inibidores de glicoprote&#237;na (IGP IIbIIIA) foi calculado a partir de suas doses de ataque e de manuten&#231;&#227;o. A dose de ataque do tirofiban foi de 0,4 mcg/kg/min durante 30 minutos e dose de manuten&#231;&#227;o de 0,1 mcg/kg/min por 48-96 horas. O abciximab foi utilizado em dose de ataque de 0,25 mg/kg e dose de manuten&#231;&#227;o de 0,125 mcg/kg/min durante 12 horas. O tempo de tratamento considerado foi de 72 horas para o tirofiban (m&#233;dia entre 48 e 96 horas) e 12 horas para o abciximab. A propor&#231;&#227;o de pessoas que utilizaram cada um dos IGP foi calculada a partir do artigo de Jolly e cols.<sup>18</sup>, onde18% dos pacientes usaram IGP, sendo 73% tirofiban e 27% abciximab.</p>
    <p>O custo relacionado &#224; ocorr&#234;ncia de sangramentos maiores foi associado ao tempo de perman&#234;ncia de sete dias em UTI, totalizando R$ 3.320,46. Al&#233;m disso, foram computados no custo tr&#234;s unidades de concentrado de hem&#225;cias no valor total de R$ 159,27. O custo do epis&#243;dio agudo de AVC foi estimado em R$ 2.604,33, levando em considera&#231;&#227;o 4,5 di&#225;rias hospitalares, tr&#234;s dias em UTI, exames laboratoriais e de imagem necess&#225;rios ao diagn&#243;stico e acompanhamento. Custos relacionados ao IAM foram obtidos pelo estudo de Ribeiro e cols.<sup>19</sup> e ajustados para valores atuais (total R$ 7.960,06).</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lises de custo-efetividade e impacto or&#231;ament&#225;rio</bold>
    </p>
    <p>A avalia&#231;&#227;o econ&#244;mica do emprego do fondaparinux <italic>versus </italic>enoxaparina foi calculada por meio da Raz&#227;o de Custo-Efetividade Incremental (RCEI), dado pela raz&#227;o entre a diferen&#231;a de custos e benef&#237;cios obtidos com a utiliza&#231;&#227;o de cada medica&#231;&#227;o.</p>
    <p>Tamb&#233;m foi calculado o impacto or&#231;ament&#225;rio para o SUS quanto ao uso de fondaparinux ou enoxaparina no tratamento de SCAsSST. Para isso, foi obtido o n&#250;mero total de atendimentos hospitalares no SUS por angina de peito (CID10 I20) ou infarto agudo do mioc&#225;rdio (CID10 I21) durante o ano 2009<sup>20</sup>. Nesse caso, foi simulado o uso de fondaparinux ou enoxaparina nos atendimentos hospitalares acima descritos e calculado impacto or&#231;ament&#225;rio de cada comparador.</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lises de sensibilidade</bold>
    </p>
    <p>Foram realizadas an&#225;lises de sensibilidade univariadas para determinar o impacto da incerteza de cada par&#226;metro inclu&#237;do no estudo farmacoecon&#244;mico. Tamb&#233;m foi aplicada uma an&#225;lise de sensibilidade probabil&#237;stica por meio do uso de distribui&#231;&#245;es em substitui&#231;&#227;o a par&#226;metros pontuais do modelo matem&#225;tico. Todos os custos inclu&#237;dos nas an&#225;lises foram variados em &#177;20% usando distribui&#231;&#245;es gama. Para as probabilidades de transi&#231;&#227;o e de efic&#225;cia e seguran&#231;a dos comparadores foram utilizadas distribui&#231;&#245;es beta. Na an&#225;lise probabil&#237;stica foram utilizadas mil simula&#231;&#245;es simult&#226;neas e aleat&#243;rias de Monte Carlo (2&#170; ordem). Os resultados foram avaliados e classificados em: Quadrante 1 (efetividade incremental &gt; 0 e custo incremental &gt; 0); Quadrante 2 (efetividade incremental &lt; 0 e custo incremental &gt;0); Quadrante 3 (efetividade incremental &lt;0 e custo incremental &lt; 0) e Quadrante 4 (efetividade incremental &gt; 0 e custo incremental &lt; 0).</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>A an&#225;lise de custos revelou que o tratamento de SCAsSST com fondaparinux gera menos custos quando comparado &#224; enoxaparina. A <xref ref-type="table" rid="tab04">tabela 4</xref> descreve os resultados da an&#225;lise de custos para cada horizonte temporal do estudo.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="tab04">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-99-01-0613-00060-gt04.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Aproximadamente 80% do custo total foi associado a tratamentos invasivos (isto &#233;, interven&#231;&#227;o percut&#226;nea e revasculariza&#231;&#227;o). Os custos com medicamentos representaram aproximadamente 10% do custo total. Para cada paciente tratado com fondaparinux, houve uma economia de R$ 85,00, em m&#233;dia. Desses, a maioria (77%) dos gastos estava relacionado ao tratamento das complica&#231;&#245;es hemorr&#225;gicas. A diferen&#231;a no custo dos medicamentos somente correspondeu a 16% do custo total. Os demais custos (isto &#233;, transfus&#245;es e eventos de IAM e AVC) representaram os demais 7% da diferen&#231;a no custo total de tratamento entre os comparadores. A diferen&#231;a no custo de tratamento entre fondaparinux e enoxaparina manteve-se praticamente inalterada nos dias 30 e 180 ap&#243;s o diagn&#243;stico de SCAsSST.</p>
    <p>As taxas combinadas de eventos cardiovasculares e de sangramentos maiores (isto &#233;, benef&#237;cio l&#237;quido) foram 7,3% e 9,0% para fondaparinux e enoxaparina, respectivamente. Os resultados permaneceram praticamente inalterados nos dias 30 e 180 p&#243;s-SCAsSST. Com os dados de efic&#225;cia do estudo OASIS-5 (<xref ref-type="table" rid="tab02">tabela 2</xref>), avaliou-se a RCEI entre fondaparinux e enoxaparina. O tratamento da SCAsSST com fondaparinux foi superior (isto &#233;, menor custo e maior benef&#237;cio em termos de redu&#231;&#227;o de eventos combinados de &#243;bito, IAM, isquemia refrat&#225;ria e sangramentos graves).</p>
    <p>Ap&#243;s modificar cada par&#226;metro do estudo em &#177;20% do seu valor original, as an&#225;lises de sensibilidade univariadas n&#227;o revelaram vari&#225;veis que pudessem modificar o resultado encontrado. An&#225;lises probabil&#237;sticas tamb&#233;m foram conduzidas e revelaram que aproximadamente 99,9% das simula&#231;&#245;es confirmaram que fondaparinux foi melhor que enoxaparina em rela&#231;&#227;o ao custo-efetividade incremental. A <xref ref-type="fig" rid="fig02">figura 2</xref> apresenta o diagrama de nuvens resultante da an&#225;lise de sensibilidade probabil&#237;stica. </p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="fig02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-99-01-0613-00060-gf02.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>O n&#250;mero total de interna&#231;&#245;es no SUS em 2009 foi de 99.642 para angina de peito (CID10 I20) e 66.994 para infarto agudo do mioc&#225;rdio (CID10 I21). A an&#225;lise de impacto or&#231;ament&#225;rio estimou que o uso de fondaparinux, em vez de enoxaparina, para tratamento de pacientes com SCAsSST resultaria em uma economia aproximada de R$ 16,7 milh&#245;es para o SUS anualmente. A redu&#231;&#227;o no impacto or&#231;ament&#225;rio ao SUS, ap&#243;s cinco anos de substitui&#231;&#227;o dos medicamentos (constante a 20% ao ano), pode alcan&#231;ar R$ 85 milh&#245;es, e o componente medicamento isolado tamb&#233;m gera redu&#231;&#227;o de despesas para o SUS na cifra de R$ 2,3 milh&#245;es ao ano.</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>As ACE e impacto or&#231;ament&#225;rio foram elaboradas para avalia&#231;&#227;o cr&#237;tica de fondaparinux <italic>versus</italic> enoxaparina em pacientes com SCAsSST, em rela&#231;&#227;o &#224; n&#227;o inferioridade da redu&#231;&#227;o de desfecho combinado de &#243;bito, IAM e isquemia refrat&#225;ria e a superioridade na redu&#231;&#227;o de sangramentos maiores. O objetivo foi estimar o potencial de benef&#237;cios cl&#237;nicos e econ&#244;micos na compara&#231;&#227;o direta entre os dois f&#225;rmacos, para auxiliar a tomada de decis&#227;o de m&#233;dicos e gestores no cen&#225;rio do SUS.</p>
    <p>O estudo OASIS-5, no qual o presente modelo de custo-efetividade foi espelhado, caracteriza-se como um ensaio cl&#237;nico com mais de 20 mil pacientes, multic&#234;ntrico, com total de 576 centros, em 41 pa&#237;ses, incluindo o Brasil que incluiu 831 pacientes em diferentes etnias. Apresentou tamb&#233;m maior tempo de seguimento (180 dias ap&#243;s o diagn&#243;stico de SCAsSST) entre os estudos realizados at&#233; o momento, atendeu todos os crit&#233;rios de qualidade metodol&#243;gica, para compara&#231;&#227;o direta entre fondaparinux e enoxaparina em pacientes com SCAsSST, em rela&#231;&#227;o &#224; redu&#231;&#227;o de desfecho combinado de morte, IAM ou isquemia refrat&#225;ria e superioridade na redu&#231;&#227;o de sangramentos maiores<sup>12</sup>. Essas caracter&#237;sticas conferem ao estudo OASIS-5 validez interna/externa e robustez estat&#237;stica para generaliza&#231;&#227;o e aplica&#231;&#227;o dos resultados no cen&#225;rio assistencial do SUS.</p>
    <p>A ACE demonstrou que o emprego do fondaparinux &#233; uma estrat&#233;gia atrativa (isto &#233;, apresentou menor custo e maior benef&#237;cio) em todos os cen&#225;rios de compara&#231;&#227;o com enoxaparina. O fondaparinux foi capaz de reduzir n&#227;o somente o custo total de tratamento de SCAsSST (influenciado pela redu&#231;&#227;o de eventos de sangramentos graves), mas tamb&#233;m o custo da pr&#243;pria terapia antitromb&#237;nica. A substitui&#231;&#227;o da enoxaparina por fondaparinux no tratamento de SCAsSST &#233; simples, segura, efetiva, utiliza a mesma via de administra&#231;&#227;o e n&#227;o requer nenhum recurso m&#233;dico-hospitalar adicional. </p>
    <p>O impacto or&#231;ament&#225;rio de tal substitui&#231;&#227;o pode chegar a R$ 85.000.000,00 de economia para o SUS em cinco anos. Portanto, os dados descritos aqui podem direcionar uma melhor aloca&#231;&#227;o de recursos dentro do sistema de sa&#250;de e gerar, aos benefici&#225;rios do SUS, acesso direto a medicamentos de efic&#225;cia comprovada e menor custo para o setor de sa&#250;de p&#250;blico brasileiro. </p>
    <p>Em conformidade com os resultados apresentados aqui, outras avalia&#231;&#245;es econ&#244;micas ao redor do mundo tamb&#233;m demonstraram a melhor rela&#231;&#227;o de custo-efetividade da fondaparinux em compara&#231;&#227;o &#224; enoxaparina em pacientes hospitalizados com SCAsSST<sup>21-23</sup>.</p>
    <p>As an&#225;lises de sensibilidade univariada e multivariada confirmam o resultado econ&#244;mico favor&#225;vel da op&#231;&#227;o de substitui&#231;&#227;o de enoxaparina por fondaparinux. Em outras palavras, mesmo se considerarmos poss&#237;veis varia&#231;&#245;es nos par&#226;metros analisados no modelo matem&#225;tico, existe praticamente 100% de probabilidade de fondaparinux reduzir custos com menos evento adversos que a enoxaparina. </p>
    <p>A certeza probabil&#237;stica de custo-efetividade do fondaparinux sobre enoxaparina se d&#225; essencialmente pelo grande poder estat&#237;stico do estudo OASIS-5. Como previamente mencionado, al&#233;m de reduzir eventos e custos associados a sangramentos graves, fondaparinux tem custo de tratamento de SCAsSST inferior &#224; enoxaparina, o que tamb&#233;m corrobora para a robustez do resultado econ&#244;mico encontrado. </p>
    <p>Independentemente do uso do CAP (isto &#233;, desconto para vendas ao governo), o custo de tratamento com fondaparinux ainda assim continua inferior ao da enoxaparina (R$ 53,88 <italic>versus</italic> R$ 55,24, respectivamente). Vale ressaltar que o pre&#231;o de enoxaparina utilizado &#233; derivado do Banco de Pre&#231;os do Minist&#233;rio da Sa&#250;de, ou seja, &#233; o pre&#231;o de compra governamental que cont&#233;m descontos comerciais e CAP (quando aplic&#225;vel). </p>
    <p>Adicionalmente, o custo m&#233;dio dos servi&#231;os hospitalares prestados em 2009 no SUS (isto &#233;, dados de vida real) foi de R$ 3.090,83 para o CID10 I20 (angina de peito) e R$ 2.707,84 para I21 (infarto agudo do mioc&#225;rdio)<sup>20</sup>. Os valores s&#227;o muito pr&#243;ximos aos custos de tratamentos de SCAsSST estimados na presente an&#225;lise farmacoecon&#244;mica, o que tamb&#233;m faz refer&#234;ncia &#224; precis&#227;o das an&#225;lises e qualidades dos dados avaliados aqui. </p>
    <p>
      <bold>Limita&#231;&#245;es</bold>
    </p>
    <p>A presente an&#225;lise apresenta algumas limita&#231;&#245;es t&#233;cnicas e metodol&#243;gicas. Por se tratar de uma simula&#231;&#227;o matem&#225;tica de um ensaio cl&#237;nico, o resultado apresentado pode apresentar varia&#231;&#245;es na pr&#225;tica cl&#237;nica real, onde as caracter&#237;sticas dos pacientes hospitalizados podem variar significativamente. Portanto, &#233; correto afirmar que a prescri&#231;&#227;o da fondaparinux apresenta impacto econ&#244;mico positivo em compara&#231;&#227;o &#224; enoxaparina somente nas condi&#231;&#245;es dos pacientes avaliados no estudo OASIS-5 (isto &#233;, popula&#231;&#227;o de interesse na an&#225;lise econ&#244;mica). Qualquer transfer&#234;ncia dos resultados econ&#244;micos para pacientes com caracter&#237;sticas diferentes (isto &#233;, maior gravidade da doen&#231;a, outras comorbidades, idade inferior a 50 anos, ou com quadro de AVC recente) deve ser feita com cautela. Estudos futuros ir&#227;o determinar o custo-efetividade de fondaparinux em pacientes com caracter&#237;sticas cl&#237;nicas e demogr&#225;ficas diferentes.</p>
    <p>Similarmente, a an&#225;lise tamb&#233;m possui limita&#231;&#245;es quanto &#224; sua estimativa econ&#244;mica. Os valores utilizados nos c&#225;lculos fazem refer&#234;ncia a valores de remunera&#231;&#227;o (ou reembolso) da Tabela SUS/SIGTAP, que em muitos casos s&#227;o acrescidos outros valores de remunera&#231;&#227;o durante a realiza&#231;&#227;o de um procedimento (por exemplo, angioplastia coronariana), onde usualmente s&#227;o inclu&#237;dos di&#225;rias de UTI, medicamentos de alto custo, materiais especiais etc. Da mesma forma, &#233; comum observar na pr&#225;tica di&#225;ria que esses valores de remunera&#231;&#227;o s&#227;o em sua maioria insuficientes para cobrir os custos reais de um procedimento espec&#237;fico. Portanto, os custos de tratamento de SCAsSST calculados na presente an&#225;lise podem estar subestimados quando observada a perspectiva econ&#244;mica da gest&#227;o hospitalar. Entretanto, essa limita&#231;&#227;o n&#227;o interfere na escolha ou resultado de custo-efetividade apresentado.</p>
    <p>Outro ponto importante diz respeito ao uso de fondaparinux durante a Interven&#231;&#227;o Coronariana Percut&#226;nea (ICP). De acordo com o estudo OASIS-5, o uso de fondaparinux durante a interven&#231;&#227;o coronariana necessitaria de mais estudo. Especificamente, haveria a possibilidade que a heparina n&#227;o fracionada adjuvante per-procedimento fosse necess&#225;ria, o que poderia aumentar o risco de sangramento no local de acesso.</p>
    <p>O recente estudo THE FUTURA/OASIS-8, entretanto, avaliou a seguran&#231;a de dois regimes de HNF durante ICP, em pacientes com SCAsSST, de alto risco, inicialmente tratados com fondaparinux<sup>24</sup>. Os desfechos principais mensurados foram ocorr&#234;ncia de sangramento maior ou menor e complica&#231;&#245;es vasculares no s&#237;tio de acesso at&#233; 48 horas ap&#243;s a ICP. O desfecho prim&#225;rio ocorreu em 4,7% dos pacientes randomizados no grupo de dose baixa de HNF (50 U/kg) <italic>versus</italic> 5,8% no grupo de dose-padr&#227;o de HNF (85 U/kg ou 60 U/kg caso usassem IGP IIb/IIIa), n&#227;o havendo, portanto, diferen&#231;a entre os grupos (<italic>Odds Ratio</italic> [OR] = 0,80; 95% de intervalo de confian&#231;a [IC]: 0,54 &#150; 1,19 p = 0,27). A taxa de sangramento maior tamb&#233;m n&#227;o foi diferente entre os grupos. A taxa de trombo de cateter foi muito baixa (0,5% no grupo da dose baixa e 0,1% no grupo da dose padr&#227;o, p = 0,15) e n&#227;o alcan&#231;aram signific&#226;ncia estat&#237;stica.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Considerando que o sangramento grave est&#225; associado ao aumento de mortalidade em pacientes com SCAsSST, existe, portanto, a necessidade de buscar novos anticoagulantes que atuam seletivamente na cascata de coagula&#231;&#227;o. O fondaparinux, um inibidor seletivo do fator Xa, est&#225; associado a um menor &#237;ndice de sangramento. Al&#233;m disso, &#233; prescrito em dose &#250;nica di&#225;ria, independentemente do peso do paciente, e apresenta menor custo de tratamento. Por essas caracter&#237;sticas, deve ser considerado como uma op&#231;&#227;o custo-efetiva para o tratamento de pacientes com SCAsSST. </p>
    <p>Em conclus&#227;o, o tratamento com fondaparinux &#233; pelo menos t&#227;o eficaz quanto o tratamento com enoxaparina, aliado a menor custo direto, gerando impacto positivo na economia do SUS.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaram possuir conflito de interesses a Dra. Camila Pepe e o Dr. M&#225;rcio Machado, que s&#227;o funcion&#225;rios da GSK. E o Dr. Rui Ramos que recebe honor&#225;rios por palestras.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo foi financiado por Glaxo SmithKline Brasil (GSK - Brasil).</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="nt" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> M&#225;rcio Machado </p>
        <p> Estrada dos Bandeirantes, 8464, Jacarepagu&#225; </p>
        <p> CEP 22783-110, Rio de Janeiro, RJ - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
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        </p>
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    <p>Artigo recebido em 05/09/11, revisado em 06/09/11, artigo aceito em 18/01/12</p>
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          <article-title>Efficacy and safety of fondaparinux versus enoxaparin in patients with acute coronary syndromes undergoing percutaneous coronary intervention: results from the OASIS-5 trial</article-title>
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          <article-title>Fondaparinux versus Enoxaparin in non-ST-elevation acute coronary syndromes: short-term cost and long-term cost-effectiveness using data from the Fifth Organization to Assess Strategies in Acute Ischemic Syndromes Investigators (OASIS-5) trial</article-title>
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          <article-title>Low-dose vs standard-dose unfractionated heparin for percutaneous coronary intervention in acute coronary syndromes treated with fondaparinux: the FUTURA/OASIS-8 randomized trial</article-title>
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        <article-title xml:lang="en">Cost-effectiveness of fondaparinux in patients with acute coronary syndrome without ST-segment Elevation</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: The combined use of antithrombotic agents, antiplatelet agents and invasive strategies in acute coronary syndrome without ST-segment elevation (ACSWSTE) reduces cardiovascular events. Fondaparinux has demonstrated equivalence to enoxaparin in reducing cardiovascular events, but with a lower rate of bleeding in patients using fondaparinux. OBJECTIVE: Evaluate the cost-effectiveness of fondaparinux versus enoxaparin in patients with ACSWSTE in Brazil from the economic perspective of the Brazilian Unified Health System (SUS). METHODS: A decision analytic model was constructed to calculate the costs and consequences of the compared treatments. The model parameters were obtained from the OASIS-5 study (N = 20,078 patients with ACSWSTE randomized to fondaparinux or enoxaparin). The target outcome consisted of cardiovascular events (i.e., death, myocardial infarction, refractory ischemia and major bleeding) on days 9, 30 and 180 after ACSWSTE. We evaluated all direct costs of treatment and ACSWSTE-related events. The year of the analysis was 2010 and the costs were described in reais (R$). RESULTS: On day 9, the cost of treatment per patient was R$ 2,768 for fondaparinux and R$ 2,852 for enoxaparin. Approximately 80% of total costs were associated with invasive treatments. The drug costs accounted for 10% of the total cost. The combined rates of cardiovascular events and major bleeding were 7.3% and 9.0% for fondaparinux and enoxaparin, respectively. Sensitivity analyses confirmed the initial results of the model. CONCLUSION: The use of fondaparinux for the treatment of patients with ACSWSTE is superior to that of enoxaparin in terms of prevention of further cardiovascular events at lower cost. (Arq Bras Cardiol. 2012; [online].ahead print, PP.0-0)</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Acute coronary syndrome</kwd>
        <kwd>anticoagulants</kwd>
        <kwd>anticoagulants</kwd>
        <kwd>enoxaparin</kwd>
        <kwd>enoxaparin</kwd>
        <kwd>cost benefits analysis</kwd>
      </kwd-group>
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    <body>
      <p><undefined id="tx-body2"/>Cost-effectiveness of fondaparinux in patients with acute coronary syndrome without ST-segment elevation</p>
      <p>
        <bold>Camila Pepe<sup>I</sup>; M&#225;rcio Machado<sup>II</sup>; Alexandre Olimpio<sup>II</sup>; Rui Ramos<sup>III</sup></bold>
      </p>
      <p><sup>I</sup>MedInsight Evid&#234;ncias, S&#227;o Paulo, SP</p>
      <p><sup>II</sup>GlaxoSmithKline Brasil Ltda, Rio de Janeiro, RJ</p>
      <p><sup>III</sup>Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, S&#227;o Paulo, SP &#150; Brazil</p>
      <p>Mailing Address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> The combined use of antithrombotic agents, antiplatelet agents and invasive strategies in acute coronary syndrome without ST-segment elevation (ACSWSTE) reduces cardiovascular events. Fondaparinux has demonstrated equivalence to enoxaparin in reducing cardiovascular events, but with a lower rate of bleeding in patients using fondaparinux.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> Evaluate the cost-effectiveness of fondaparinux versus enoxaparin in patients with ACSWSTE in Brazil from the economic perspective of the Brazilian Unified Health System (SUS).</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> A decision analytic model was constructed to calculate the costs and consequences of the compared treatments. The model parameters were obtained from the OASIS-5 study (N = 20,078 patients with ACSWSTE randomized to fondaparinux or enoxaparin). The target outcome consisted of cardiovascular events (i.e., death, myocardial infarction, refractory ischemia and major bleeding) on days 9, 30 and 180 after ACSWSTE. We evaluated all direct costs of treatment and ACSWSTE-related events. The year of the analysis was 2010 and the costs were described in reais (R$).</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> On day 9, the cost of treatment per patient was R$ 2,768 for fondaparinux and R$ 2,852 for enoxaparin. Approximately 80% of total costs were associated with invasive treatments. The drug costs accounted for 10% of the total cost. The combined rates of cardiovascular events and major bleeding were 7.3% and 9.0% for fondaparinux and enoxaparin, respectively. Sensitivity analyses confirmed the initial results of the model.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> The use of fondaparinux for the treatment of patients with ACSWSTE is superior to that of enoxaparin in terms of prevention of further cardiovascular events at lower cost.</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Acute coronary syndrome; anticoagulants/therapeutic use; anticoagulants/adverse effects; enoxaparin/therapeutic use; enoxaparin/adverse effects; cost benefits analysis.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>In Brazil, as well as in developed countries, cardiovascular disease is the leading cause of death<sup>1,2</sup>. According to the Ministry of Health in 2005, cardiovascular diseases accounted for about one third of deaths in Brazil<sup>3</sup>. </p>
      <p>Acute Coronary Syndrome (ACS) comprises a set of clinical manifestations that reflect a picture of acute myocardial ischemia, including three main forms: unstable angina and acute myocardial infarction (AMI) with or without ST-segment elevation. In the United States, unstable angina is the most common cardiovascular cause of hospitalization and is also responsible for the majority of admissions to coronary care units<sup>4</sup>. </p>
      <p>The physiopathological process most commonly associated with ACS involves the rupture of an inflamed atherosclerotic plaque that leads to the formation of an intravascular thrombus, with partial or complete occlusion of the coronary artery lumen<sup>5</sup>. For this process to occur, there is activation of the blood coagulation cascade, where the activated factor X transforms prothrombin to thrombin, which acts to convert fibrinogen to fibrin, and eventually resulting in the formation of the thrombus<sup>6</sup>. As a result, antithrombotic therapy is essential in the clinical management of ACS. </p>
      <p>Drugs that interfere with the formation of thrombus, such as unfractionated heparin (UFH - for example, sodium heparin) and low molecular weight heparins (LMWH - for example, enoxaparin, dalteparin and nadroparin) have been shown to reduce mortality in the treatment of ACS, to the cost of increasing the incidence of bleeding complications<sup>7</sup>. In clinical trials evaluating patients with ACS without ST elevation, the results obtained with both nadroparin and dalteparin with were similar to those with UFH<sup>8,9</sup>. However, the use of enoxaparin evaluated in a systematic review involving 22,000 patients showed it was more effective than UFH in preventing major events such as death or nonfatal myocardial infarction<sup>10</sup>. </p>
      <p>Several studies have shown an association between reduction of cardiovascular events and increased bleeding, which motivates the search for new and safer drugs regarding bleeding events<sup>11</sup>. </p>
      <p>Fondaparinux is a synthetic pentasaccharide that selectively inhibits activated factor X of the coagulation cascade. Initially approved for use in the prophylaxis of deep vein thrombosis in patients undergoing orthopedic surgery, fondaparinux has been widely studied as an alternative to heparin in the treatment of ACS. Among its benefits are: administration in a single daily dose, failure to induce thrombocytopenia caused by heparin and does not require anticoagulation control. Moreover, when compared to enoxaparin in the setting of acute coronary syndrome without ST elevation (ACSWSTE), fondaparinux showed a significant reduction in major bleeding (2.2% vs. 4.1%, HR = 0.52, 95% CI: 0.44 to 0 61, p &lt;0.001) and lower cost of treatment<sup>12</sup>.</p>
      <p>Based on studies demonstrating a similar efficacy of fondaparinux and enoxaparin in the treatment of ACS, but with a reduction in bleeding events with fondaparinux, the objective of this study was to determine the cost-effectiveness of fondaparinux compared to enoxaparin in the treatment of patients with ACSWSTE under the economic perspective of the Ministry of Health of Brazil, manager of the Unified Health System (SUS). That is, to assess this association considering the direct costs of treatment of this condition in the setting of SUS. </p>
      <p>
        <bold>METHODS</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Study type and interventions</bold>
      </p>
      <p>The type of study applied was the mathematical modeling (i.e., analytical decision tree) and Cost-Effectiveness Analysis (CEA). The following comparison was prepared for the development of the mathematical model: to treat patients with ACSWSTE with fondaparinux (2.5 mg subcutaneously once a day) <italic>versus</italic> enoxaparin (1 mg/kg 2 times daily). The economic perspective adopted was that used by SUS. </p>
      <p>
        <bold>Target-population </bold>
      </p>
      <p>Patient characteristics of the pharmacoeconomic analysis are identical to those assessed in the main clinical trial of the drugs compared here (see item "Clinical and safety data of the model"). Thus, the population studied consisted of patients hospitalized with symptoms of ACSWSTE (i.e., NSTEMI and unstable angina), aged 60 years and older and of both sexes. </p>
      <p>
        <bold>Model design</bold>
      </p>
      <p>To estimate the cost-effectiveness of treatments, we designed a computer model that simulates the expected number of events and the resulting costs for each therapeutic option in the comparison. In this model, the time period analyzed was 9, 30 or 180 days after treatment administration. We did not apply discount rates, as the time period is less than one year. </p>
      <p>All patients start at the model at a single moment: hospitalized patients who are diagnosed with ACSWSTE. After that, the patient follows the standard treatment for ACSWSTE, which is either fondaparinux or enoxaparin and at the end of the time period, one estimates how many patients had each of the outcomes of interest: death, AMI, refractory ischemia and major bleeding.</p>
      <p>The diagram depicting the decision tree used to evaluate treatment cost and consequences after the diagnosis of ACSWSTE is shown in <xref ref-type="fig" rid="en_05712fig01-body2">figure 1</xref>. The treatment flow chart is the one recommended by clinical guidelines of the American College of Cardiology<sup>13</sup>. </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_05712fig01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-99-01-0613-00060-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Patients diagnosed with ACSWSTE are therefore treated initially with acetylsalicylic acid (ASA), clopidogrel, and anticoagulant therapy (fondaparinux or enoxaparin). The patient could be submitted to early invasive strategy, undergoing coronary angiography, or through the conservative strategy. The use of glycoprotein IIbIIIa inhibitors is considered in both treatment strategies (conservative and invasive). In the absence of an event that indicates coronary angiography, a functional test is performed as a means of risk stratification. If the result is low coronary risk, the patient will only undergo medical treatment. Otherwise, the patient will be submitted to coronary angiography. </p>
      <p>After coronary angiography, patients can undergo Coronary Artery Bypass Surgery (CABG), target vessel angioplasty or medical treatment. When patients undergo CABG, clopidogrel and anticoagulant are withdrawn and ASA is maintained. In case of angioplasty, ASA and clopidogrel are maintained, and the treatment with glycoprotein and LMWH is initiated. Moreover, the anticoagulant treatment is withdrawn. In case of medical treatment, the patient maintains ASA and clopidogrel, and anticoagulation therapy continues for 48 hours. The transition probabilities for every moment of the mathematical model were obtained from Mehta et al<sup>14</sup> and are described in <xref ref-type="table" rid="en_05712tab01-body2">Table 1</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_05712tab01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-99-01-0613-00060-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Clinical and safety data used in the model</bold>
      </p>
      <p>The mathematical model accurately reflects the results of the randomized clinical trial OASIS-5<sup>12</sup>. </p>
      <p>The OASIS-5 study had as primary objective demonstrate the noninferiority of fondaparinux when compared to enoxaparin in patients with ACSWSTE regarding the decrease in the combined outcome of death, AMI or refractory ischemia on day nine. Another primary objective was safety-related, i.e., decrease in major bleeding. The treatment regimen consisted of fondaparinux 2.5 mg once daily or enoxaparin 1 mg/ kg/dose, twice daily for a mean of five days of treatment, both subcutaneously.</p>
      <p>The primary outcome of decrease of death, AMI or refractory ischemia on day nine was similar between groups (5.8% fondaparinux <italic>vs</italic>. enoxaparin 5.7%, HR = 1.01, 95% CI: 0.90 to 1.13), demonstrating the noninferiority of fondaparinux when compared with enoxaparin. When assessing the primary safety endpoint, the results favored the use of fondaparinux, due to the lower incidence of major bleeding (2.2% <italic>versus</italic> 4.1%, HR = 0.52, 95% CI: 0.44 to 0.61, p &lt;0.001). </p>
      <p>The data that evaluated the secondary outcomes of single events in 180 days, showed a lower incidence of mortality (5.8% versus 6.5%, HR = 0.89, 95%CI: 0.80 to 1.00, p = 0.05) and lower incidence of death and AMI (10.5% <italic>versus</italic> 11.4%, HR = 0.92, 95%CI: 0.84 to 1.00, p = 0.05) in the fondaparinux group. Clinical and safety data used in the study are shown in <xref ref-type="table" rid="en_05712tab02-body2">Table 2</xref>. </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_05712tab02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-99-01-0613-00060-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Use of resources and treatment costs</bold>
      </p>
      <p>This pharmacoeconomic analysis includes only direct medical costs, which are of interest to SUS. The non-medical and indirect costs were not included in the analysis. The cost categories analyzed were: a) cost of medicines, b) costs of tests and events, and c) costs of hospital services. </p>
      <p>Drug costs were obtained from the Price List of the Ministry of Health<sup>15</sup>, except for fondaparinux, where we used the cost of manufacturing plus 17% tax (ICMS)<sup>16</sup>. The price adjustment coefficient (PAC, 22.5%) was applied to the cost of treatment with fondaparinux for sales in public health area. All costs resulting from laboratory and imaging tests, as well as costs related to bleeding and stroke events were selected from the Procedure, Medication and OPM Management System of SUS (SIGTAP)<sup>17</sup> regarding procedures performed in 2009. <xref ref-type="table" rid="en_05712tab03-body2">Table 3</xref> shows the medical resources assessed in the pharmacoeconomic analysis and their monetary values.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_05712tab03-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-99-01-0613-00060-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>It was considered that patients treated with fondaparinux use 2.5 mg daily. Those treated with enoxaparin received doses of 1 mg/kg 2 times a day. The duration of anticoagulant treatment in the model was five days for patients that followed medical treatment, and two and a half days for those referred to angioplasty or coronary artery bypass surgery. Additionally, the patient uses 100 mg of aspirin a day, 300 mg of clopidogrel on the first day and 75 mg on the other days of treatment until the final analysis of the time period. </p>
      <p>The cost of glycoprotein inhibitors (IIbIIIa GPI) was calculated based on their loading and maintenance doses. The loading dose of tirofiban was 0.4 mcg/kg/min for 30 minutes and maintenance dose was 0.1 mcg/kg/min for 48-96 hours. Abciximab was used at a dose of 0.25 mg/kg, with a maintenance dose of 0.125 mcg/kg/min for 12 hours. The time of treatment was set at 72 hours for tirofiban (mean between 48 and 96 hours) and 12 hours and abciximab. The proportion of individuals who used each GPI was calculated from the study by Jolly et al<sup>18</sup>, where 18% of patients used GPI, of which 73% used tirofiban and 27% abciximab. </p>
      <p>The cost related to the occurrence of major bleeding was associated with ICU stay duration of seven days, totaling R$ 3,320.46. In addition, costs were computed regarding three units of packed red blood cells, totaling R$ 159.27. The cost of acute CVA was estimated at R$ 2,604.33, taking into account 4.5 daily hospital fees, three days in the ICU, laboratory and imaging tests required for diagnosis and monitoring. Costs related to AMI were obtained by the study of Ribeiro et al.<sup>19</sup> and adjusted to current values (total of R$ 7,960.06). </p>
      <p>
        <bold>Cost-effectiveness analyses and budgetary impact </bold>
      </p>
      <p>The economic evaluation of the use of fondaparinux <italic>versus</italic> enoxaparin was calculated using the Incremental cost-effectiveness ratio (ICER), given by the ratio between the difference of costs and benefits obtained from the use of each medication.</p>
      <p>We also calculated the budgetary impact for SUS regarding the use of fondaparinux or enoxaparin in the treatment of ACSWSTE. For this purpose, we obtained the total number of hospital treatments in SUS for angina pectoris (ICD10 I20) or acute myocardial infarction (ICD10 I21) during the year 2009<sup>20</sup>. In this case, the use of fondaparinux or enoxaparin was simulated in the aforementioned hospital treatments and budgetary impact was calculated for each comparator.</p>
      <p>
        <bold>Sensitivity analysis </bold>
      </p>
      <p>Univariate sensitivity analyses were performed to determine the impact of the uncertainty of each parameter included in pharmacoeconomic studies. A probabilistic sensitivity analysis was also applied by using distributions to substitute specific point parameters of the mathematical model.</p>
      <p>All costs included in the analysis were varied by &#177;20% by using a gamma distribution. Beta distributions were used for the probabilities of transition, as well as effectiveness and safety of the comparators. A thousand simultaneous and random Monte Carlo (2<sup>nd</sup> order) simulations were used in the probabilistic analysis. The results were evaluated and classified as follows: Quadrant 1 (incremental effectiveness &gt; 0 and incremental cost &gt; 0); Quadrant 2 (incremental effectiveness &lt; 0 and incremental cost &gt; 0); Quadrant 3 (incremental effectiveness &lt; 0 and incremental cost &lt; 0) and Quadrant 4 (incremental effectiveness &gt; 0 and incremental cost &lt; 0). </p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>The cost analysis showed that ACSWSTE treatment with fondaparinux generates less cost when compared to enoxaparin. <xref ref-type="table" rid="en_05712tab04-body2">Table 4</xref> describes the results of cost analysis for each time period of the study. </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_05712tab04-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-99-01-0613-00060-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Approximately 80% of the total cost was associated with invasive treatments (i.e., PCI and CABG). The drug costs accounted for approximately 10% of the total cost. For each patient treated with fondaparinux, there was a savings of R$ 85.00 on average. Of these, most (77%) of the costs was related to the treatment of bleeding complications. The difference in drug costs alone accounted for 16% of the total cost. The other costs (i.e., transfusions, AMI and CVA events) accounted for the remaining 7% of the difference in the total cost of treatment among the comparators. The difference in treatment costs between fondaparinux and enoxaparin remained virtually unchanged on days 30 and 180 after the diagnosis of ACSWSTE. </p>
      <p>The combined rates of cardiovascular events and major bleeding (i.e., net benefit) were 7.3% and 9.0% for fondaparinux and enoxaparin, respectively. The results remained virtually unchanged on days 30 and 180 post-ACSWSTE. Considering the efficacy data of the OASIS-5 study (<xref ref-type="table" rid="en_05712tab02-body2">Table 2</xref>), we assessed the ICER between fondaparinux and enoxaparin. ACSWSTE treatment with fondaparinux was superior (i.e., lower cost and greater benefit in terms of reduction of combined events of death, AMI, refractory ischemia and major bleeding). </p>
      <p>After modifying each parameter of the study in &#177; 20% of its original value, univariate sensitivity analyses did not reveal variables that could change the results obtained. Probabilistic analyses were also performed and showed that approximately 99.9% of the simulations confirmed that fondaparinux was better than enoxaparin in relation to the incremental cost-effectiveness. <xref ref-type="fig" rid="en_05712fig02-body2">Figure 2</xref> shows the cloud-point diagram resulting from the probabilistic sensitivity analysis. </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_05712fig02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-99-01-0613-00060-gf02-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>The total number of admissions in SUS in 2009 was 99,642 for angina pectoris (ICD10 I20) and 66,994 for acute myocardial infarction (ICD10 I21). The budgetary impact analysis estimated that the use of fondaparinux, rather than enoxaparin, for the treatment of patients with ACSWSTE results in savings of approximately U.S. $ 16.7 million annually for SUS. The decrease in the SUS budgetary impact after five years of drug replacement (constant at 20% per year), can reach R$ 85 million, and the isolated drug component also generates cost savings for SUS of $ 2.3 million a year. </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The CEA and budgetary impact were created for critical evaluation of fondaparinux <italic>versus</italic> enoxaparin in patients with ACSWSTE, concerning the noninferiority of the decrease in the combined outcome of death, AMI and refractory ischemia and superiority in the reduction of major bleeding. The objective was to estimate the potential clinical and economic benefits in the direct comparison between the two drugs, to aid the decision making by physicians and managers in the setting of SUS.</p>
      <p>The OASIS-5 study, in which the present model of cost-effectiveness was based, is characterized as a multicenter clinical trial with more than 20,000 patients, with a total of 576 participating centers from 41 countries, including Brazil and comprised 831 patients from different ethnic groups. It also had a longer follow-up (180 days after the diagnosis of ACSWSTE) among the studies carried out so far, met all methodological quality criteria for direct comparison between fondaparinux and enoxaparin in patients with ACSWSTE in relation to reducing the combined outcome of death, AMI or refractory ischemia and superiority in the reduction of major bleeding<sup>12</sup>. These characteristics give the OASIS-5 study internal/external validity and statistical strength for generalization and application of results in the setting of SUS. </p>
      <p>The CEA showed that the use of fondaparinux is an attractive strategy (i.e., showed a lower cost and greater benefit) in all scenarios, when compared with enoxaparin. Fondaparinux was able to not only reduce the total cost of treatment of ACSWSTE (influenced by the reduction in severe bleeding events), but also the cost of antithrombin therapy itself. The substitution of enoxaparin by fondaparinux in the treatment of ACSWSTE is simple, safe, effective, uses the same route of administration and requires no additional medical or hospital resources. </p>
      <p>The budgetary impact of such substitution may reach R$ 85,000,000.00 in savings for SUS in five years. Therefore, the data described here can result in better allocation of resources within the public health system and generate, to the beneficiaries of SUS, direct access to drugs of proven effectiveness and lower cost to the Brazilian public health sector. </p>
      <p>In accordance with the results shown here, other economic evaluations around the world also demonstrated the best cost-effectiveness ratio of fondaparinux compared to enoxaparin in hospitalized patients with ACSWSTE<sup>21-23</sup>. </p>
      <p>Univariate and multivariate sensitivity analyses confirmed the favorable economic result of the substitution of enoxaparin by fondaparinux. In other words, even if we consider possible variations in the parameters analyzed in the mathematical model, there is almost 100% probability of fondaparinux reducing costs with fewer adverse events than enoxaparin. </p>
      <p>The probabilistic certainty of the cost-effectiveness of fondaparinux over enoxaparin is given mainly by the large statistical power of the OASIS-5 study. As mentioned before, in addition to reducing costs and events associated with severe bleeding, fondaparinux shows a lower cost for ACSWSTE treatment when compared to enoxaparin, which also confirms the strength of the economic results observed. </p>
      <p>Regardless of the PAC (i.e., discount for sales to the government), the cost of treatment with fondaparinux still remains lower to that with enoxaparin (R$ 53.88 <italic>versus</italic> R$ 55.24, respectively). It is noteworthy that the price of enoxaparin is derived from the Price Lists of the Ministry of Health, i.e., it is the government price of purchase that contains commercial discounts and PAC (when applicable).</p>
      <p>Additionally, the mean cost of hospital services provided by SUS in 2009 (i.e., real-life data) was R$ 3,090.83 for the ICD10 I20 (angina pectoris) and R$ 2,707.84 for I21 (acute myocardial infarction)<sup>20</sup>. The values are very close to the cost of ACSWSTE treatments estimated in this pharmacoeconomic analysis, which also refer to the accuracy of the analysis and quality of data assessed here.</p>
      <p>
        <bold>Limitations</bold>
      </p>
      <p>This present analysis has some technical and methodological limitations. As it is a mathematical simulation of a clinical trial, the results presented herein may vary in actual clinical practice, where the characteristics of hospitalized patients can vary significantly. Therefore, it is correct to affirm that the prescription of fondaparinux has a positive economic impact when compared to enoxaparin only in patients such as those in the OASIS-5 study (i.e., the population of interest in the economic analysis). Any transference of economic outcomes to patients with different characteristics (i.e., greater disease severity, comorbidities, age younger than 50 years, or with a picture of recent CVA) should be performed with caution. Future studies will determine the cost-effectiveness of fondaparinux in patients with different clinical and demographic characteristics.</p>
      <p>Similarly, the analysis also has limitations regarding its economic estimate. The values used in the calculations refer to values of reimbursement of the SUS / SIGTAP price list, which in many cases have other values added to it when a procedure is performed (e.g., coronary angioplasty), such as ICU daily cost, high-cost medications, special materials, etc. Likewise, it is usually observed in clinical practice that reimbursement values are mostly insufficient to cover the actual costs of a specific procedure. Therefore, the treatment costs of ACSWSTE calculated in the present analysis may be underestimated from the economic perspective of hospital management. However, this limitation does not interfere with the presented choice or cost-effectiveness results. </p>
      <p>Another important point concerns the use of fondaparinux during Percutaneous Coronary Intervention (PCI). According to the OASIS-5 study, the use of fondaparinux during coronary intervention requires further study. Specifically, there was a possibility that adjunctive unfractionated heparin per-procedure would be necessary, which could increase the risk of bleeding at the access site. </p>
      <p>The recent THE FUTURA/OASIS-8 study, however, evaluated the safety of two UFH regimens during PCI in high-risk patients with ACSWSTE, initially treated with fondaparinux<sup>24</sup>. The main assessed outcomes were the incidence of major or minor bleeding and vascular complications at the access site 48 hours after PCI. The primary outcome occurred in 4.7% of the randomized patients in the low-dose UFH group (50 U/kg) <italic>versus</italic> 5.8% in the standard UFH dose group (85 U/kg and 60 U/kg when they used IGP IIb/IIIa), and therefore, there was no difference between the groups (odds ratio [OR] = 0.80, 95% confidence interval [CI]: 0.54 to 1.19 p = 0.27). The rate of major bleeding was not different between groups, either. The rate of thrombus catheter was very low (0.5% in the low-dose group and 0.1% in the standard-dose group, p = 0.15) and did not reach statistical significance. </p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>Considering that severe bleeding is associated with increased mortality in patients with ACSWSTE, it is therefore necessary to find new anticoagulants that act selectively in the coagulation cascade. Fondaparinux, a selective inhibitor of factor Xa is associated with a lower rate of bleeding. Furthermore, it is prescribed as a single daily dose, regardless of patient weight, and provides a lower cost of treatment. Due to these characteristics, it must be considered as a cost-effective option for the treatment of patients with ACSWSTE.</p>
      <p>In conclusion, treatment with fondaparinux is at least as effective as treatment with enoxaparin, combined with a lower direct cost, generating a positive impact on the finances of the Brazilian Public Health System - SUS.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p> Dra. Camila Pepe and Dr. M&#225;rcio Machado, who are GSK employees, and Dr. Rui Ramos, who is paid for delivering lectures, declare to have conflicts of interests. </p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>This study was funded by Glaxo SmithKline Brasil (GSK - Brasil)</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
