<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2012000500003</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(12)09800503</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2012005000030</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Avalia&#231;&#227;o do tratamento cir&#250;rgico da cardiopatia cong&#234;nita em pacientes com idade superior a 16 anos</article-title>
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        <institution content-type="orgname">Universidade de S&#227;o Paulo</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Faculdade de Medicina </institution>
        <institution content-type="orgdiv2">Hospital das Cl&#237;nicas</institution>
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        <year>2012</year>
      </pub-date>
      <volume>98</volume>
      <issue>5</issue>
      <fpage>390</fpage>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: O n&#250;mero crescente de crian&#231;as com cardiopatias cong&#234;nitas em evolu&#231;&#227;o demanda maior preparo dos profissionais e das institui&#231;&#245;es que as manuseiam. OBJETIVO: Descrever o perfil dos pacientes com idade superior a 16 anos com cardiopatia cong&#234;nita operados e analisar os fatores de risco preditivos de mortalidade hospitalar. M&#201;TODOS: Mil, quinhentos e vinte pacientes (idade m&#233;dia 27 &#177; 13 anos) foram operados entre janeiro de 1986 e dezembro de 2010. Foram realizadas an&#225;lise descritiva do perfil epidemiol&#243;gico da popula&#231;&#227;o estudada e an&#225;lise dos fatores de risco para mortalidade hospitalar, considerando escore de complexidade, ano em que a cirurgia foi realizada, procedimento realizado pelo cirurgi&#227;o pedi&#225;trico ou n&#227;o e presen&#231;a de reopera&#231;&#227;o. RESULTADOS: Ocorreu um crescimento expressivo no n&#250;mero de casos a partir do ano 2000. A m&#233;dia do escore de complexidade foi 5,4 e os defeitos septais corresponderam a 45% dos casos. A mortalidade geral foi 7,7% e o maior n&#250;mero de procedimentos (973 ou 61,9%) com maior complexidade foi realizado por cirurgi&#245;es pedi&#225;tricos. Complexidade (OR 1,5), reopera&#231;&#227;o (OR 2,17) e cirurgi&#227;o pedi&#225;trico (OR 0,28) foram fatores de risco independentes que influenciaram a mortalidade. A an&#225;lise multivariada mostrou que o ano em que a cirurgia foi realizada (OR 1,03), a complexidade (OR 1,44) e o cirurgi&#227;o pedi&#225;trico (OR 0,28) influenciaram no resultado. CONCLUS&#195;O: Observa-se um n&#250;mero crescente de pacientes com idade superior a 16 anos e que, apesar do grande n&#250;mero de casos simples, os mais complexos foram encaminhados para os cirurgi&#245;es pedi&#225;tricos, que apresentaram menor mortalidade, em especial nos anos mais recentes. (Arq Bras Cardiol. 2012; [online].ahead print, PP.0-0)</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Cardiopatias cong&#234;nitas</kwd>
        <kwd>adolescente</kwd>
        <kwd>mortalidade hospitalar</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>29</day>
        <month>03</month>
        <year>2012</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>Avalia&#231;&#227;o do tratamento cir&#250;rgico da cardiopatia cong&#234;nita em pacientes com idade superior a 16 anos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Luiz Fernando Caneo, Marcelo B. Jatene, Arlindo A. Riso, Carla Tanamati, Juliano Penha, Luiz Felipe Moreira, Edmar Atik, Evelinda Trindade, Noedir A. G. Stolf</bold>
    </p>
    <p>  Instituto do Cora&#231;&#227;o, Hospital das Cl&#237;nicas, Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo, SP, Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO: </bold>O n&#250;mero crescente de crian&#231;as com cardiopatias cong&#234;nitas em evolu&#231;&#227;o demanda maior preparo dos profissionais e das institui&#231;&#245;es que as manuseiam.  </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Descrever o perfil dos pacientes com idade superior a 16 anos com cardiopatia cong&#234;nita operados e analisar os fatores de risco preditivos de mortalidade hospitalar. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Mil, quinhentos e vinte pacientes (idade m&#233;dia 27 &#177; 13 anos) foram operados entre janeiro de 1986 e dezembro de 2010. Foram realizadas an&#225;lise descritiva do perfil epidemiol&#243;gico da popula&#231;&#227;o estudada e an&#225;lise dos fatores de risco para mortalidade hospitalar, considerando escore de complexidade, ano em que a cirurgia foi realizada, procedimento realizado pelo cirurgi&#227;o pedi&#225;trico ou n&#227;o e presen&#231;a de reopera&#231;&#227;o. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Ocorreu um crescimento expressivo no n&#250;mero de casos a partir do ano 2000. A m&#233;dia do escore de complexidade foi 5,4 e os defeitos septais corresponderam a 45% dos casos. A mortalidade geral foi 7,7% e o maior n&#250;mero de procedimentos (973 ou 61,9%) com maior complexidade foi realizado por cirurgi&#245;es pedi&#225;tricos. Complexidade (OR 1,5), reopera&#231;&#227;o (OR 2,17) e cirurgi&#227;o pedi&#225;trico (OR 0,28) foram fatores de risco independentes que influenciaram a mortalidade. A an&#225;lise multivariada mostrou que o ano em que a cirurgia foi realizada (OR 1,03), a complexidade (OR 1,44) e o cirurgi&#227;o pedi&#225;trico (OR 0,28) influenciaram no resultado. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Observa-se um n&#250;mero crescente de pacientes com idade superior a 16 anos e que, apesar do grande n&#250;mero de casos simples, os mais complexos foram encaminhados para os cirurgi&#245;es pedi&#225;tricos, que apresentaram menor mortalidade, em especial nos anos mais recentes. (Arq Bras Cardiol. 2012; [online].ahead print, PP.0-0)</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Cardiopatias cong&#234;nitas / cirurgia, adolescente, mortalidade hospitalar.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O tratamento cir&#250;rgico da cardiopatia cong&#234;nita modificou a hist&#243;ria natural da doen&#231;a. Antes da exist&#234;ncia da especialidade, apenas aqueles pacientes com doen&#231;as consideradas de menor complexidade sobreviviam e atingiam a maturidade<sup>1</sup>. Doen&#231;as mais complexas raramente eram vistas em pacientes adultos. O sucesso dram&#225;tico da cirurgia card&#237;aca pedi&#225;trica e, mais recentemente, os avan&#231;os da cardiologia intervencionista aplicada a essa popula&#231;&#227;o reverteram esse quadro. Doen&#231;as com progn&#243;stico reservado passaram a evoluir at&#233; a idade adulta em maior n&#250;mero<sup>2,3</sup>. O conhecimento para a assist&#234;ncia a esses pacientes &#233; mais complexo e deve incluir treinamento em cl&#237;nica m&#233;dica, cardiologia geral, cardiologia pedi&#225;trica e suas subespecialidades. O aumento importante dessa popula&#231;&#227;o, a falta de profissionais especializados nessa &#225;rea e de Centros preparados &#233; bastante preocupante e representa um desafio ao sistema de sa&#250;de existente, em especial para Centros terci&#225;rios<sup>1,3</sup>. </p>
    <p>Discute-se muito sobre o tratamento cir&#250;rgico dos pacientes adultos com cardiopatias cong&#234;nitas. Qual o melhor cen&#225;rio para se obter os melhores resultados? Deveriam, esses pacientes, ser operados por cirurgi&#245;es pedi&#225;tricos em servi&#231;os de cirurgia card&#237;aca geral ou por cirurgi&#245;es card&#237;acos gerais em hospitais pedi&#225;tricos? Deveriam ser operados em hospitais pedi&#225;tricos ou hospitais gerais?<sup>4-7</sup> No Brasil essa pergunta se torna um pouco mais dif&#237;cil de responder, pois s&#227;o poucos os Servi&#231;os de cirurgia cardiovascular pedi&#225;trica localizados em hospitais exclusivamente pedi&#225;tricos, al&#233;m de serem poucos os cirurgi&#245;es pedi&#225;tricos especializados ou preparados para esses casos. A maioria dos Servi&#231;os est&#225; localizada em hospitais gerais e em alguns especializados em Cardiologia, como no caso dos Institutos do Cora&#231;&#227;o, onde a cirurgia card&#237;aca pedi&#225;trica convive com a cirurgia cardiovascular geral.</p>
    <p>Conhecer a nossa realidade, o perfil dos pacientes atendidos, os resultados e planejar um programa adequado para o atendimento dessa popula&#231;&#227;o tornou-se uma obriga&#231;&#227;o &#224; qual os centros terci&#225;rios brasileiros podem oferecer solu&#231;&#227;o. </p>
    <p>O objetivo deste estudo foi descrever o perfil dos pacientes adultos com cardiopatia cong&#234;nita operados em um Servi&#231;o de grande volume cir&#250;rgico nos &#250;ltimos 24 anos. Al&#233;m disso, a sobrevida hospitalar foi analisada e correlacionada com a complexidade dos casos, o tipo de cirurgi&#227;o envolvido no procedimento, ocorr&#234;ncia de reopera&#231;&#227;o, grupo de diagn&#243;stico e de procedimentos, bem como o ano em que esses foram realizados.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Foram estudados pacientes com idade superiores a 16 anos, operados pela Divis&#227;o Cir&#250;rgica do Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da Universidade de S&#227;o Paulo, no per&#237;odo de janeiro de 1986 a dezembro de 2010. O perfil epidemiol&#243;gico dos pacientes, os procedimentos realizados, a distribui&#231;&#227;o de acordo com os diagn&#243;sticos (agrupados de acordo com a nomenclatura internacional modificada para uso institucional<sup>8</sup>, com o cirurgi&#227;o que realizou o procedimento (cirurgi&#227;o pedi&#225;trico e n&#227;o pedi&#225;trico) e os resultados obtidos constituem o perfil desta an&#225;lise. </p>
    <p>Os dados s&#227;o apresentados de maneira descritiva em propor&#231;&#245;es ou em valores m&#233;dios com o intervalo com 95% de confian&#231;a (IC 95%). Na compara&#231;&#227;o da mortalidade nos principais grupos de procedimentos realizados pelos cirurgi&#245;es pedi&#225;tricos e n&#227;o pedi&#225;tricos foi utilizado o teste exato de Fisher. A influ&#234;ncia das vari&#225;veis: ano em que a opera&#231;&#227;o foi realizada, idade do paciente, reopera&#231;&#227;o, complexidade do procedimento e cirurgi&#227;o respons&#225;vel pela realiza&#231;&#227;o, <italic>versus</italic> mortalidade observada, foi avaliada pelo modelo de regress&#227;o log&#237;stica. As vari&#225;veis foram estudadas de maneira isolada e aquelas que obtiveram n&#237;vel de signific&#226;ncia abaixo de 0,1 foram submetidas a an&#225;lise multivariada. A an&#225;lise estat&#237;stica foi realizada com software SPSS for Windows, vers&#227;o 17.0.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>No per&#237;odo estudado foram realizados 1.571 procedimentos em 1.520 pacientes com idade superior a 16 anos (idade m&#233;dia 27 &#177; 13 anos). O paciente de maior idade tinha 78 anos, com diagn&#243;stico de defeito do septo interatrial. </p>
    <p>A tend&#234;ncia de crescimento do n&#250;mero de procedimentos realizados na Institui&#231;&#227;o pode ser observada em tr&#234;s per&#237;odos distintos: fase I, de 1986 a 1989; fase II, de 1990 a 1999; e fase III, de 2000 a 2010. A tend&#234;ncia de crescimento constante do n&#250;mero total de pacientes operados por cardiopatia cong&#234;nita independentemente da idade contrasta com aquela observada no subgrupo de pacientes operados por cardiopatia cong&#234;nita com idade superior a 16 anos. O n&#250;mero m&#233;dio anual de todos os procedimentos nessas fases foi: 403 na fase I; 454 na fase II; e 685 na fase III. As m&#233;dias anuais dos procedimentos para o subgrupo acima de 16 anos foram: 52,3 na fase I; 51,3 na fase II; e 84,3 na fase III. Ou seja, ocorreu um crescimento constante no n&#250;mero de procedimentos de 12,7% entre a fase I e a II, e de 50,8% entre a fase II e a III, quando se observa todo o grupo. No subgrupo de pacientes com idade superior a 16 anos, entretanto, praticamente n&#227;o houve altera&#231;&#227;o entre as fases I e II, por&#233;m houve um crescimento de 62% entre as fases II e III (<xref ref-type="fig" rid="aop02812fig1pt">fig. 1</xref>).</p>
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      <fig id="aop02812fig1pt">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-05-0390-00030-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Nesse subgrupo de pacientes com idade superior a 16 anos a m&#233;dia global de escores pela escala de complexidade Aristotle Basic Score (ABC)<sup>9</sup> foi de 5,4, e a taxa de mortalidade geral foi de 7,68%. A maior parte dos procedimentos foi de cirurgias realizadas em pacientes sem cirurgia pr&#233;via, sendo apenas 180 reopera&#231;&#245;es (11,45%). Quanto &#224; distribui&#231;&#227;o dos principais grupos diagn&#243;sticos, observa-se que o grupo dos defeitos septais correspondeu ao maior volume de casos (n = 698 ou 45%), seguido do grupo de anomalias do cora&#231;&#227;o direito (n = 278 ou 18%) e das anomalias de retorno das veias pulmonares (n = 241 ou 16%) (<xref ref-type="fig" rid="aop02812fig2pt">fig. 2</xref>). </p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop02812fig2pt">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-05-0390-00030-gf02.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>O fechamento de comunica&#231;&#245;es interatriais isoladas (n = 530) e comunica&#231;&#245;es interatriais associadas &#224; conex&#227;o an&#244;mala parcial de veias pulmonares (n = 54) corresponderam a mais de um ter&#231;o (37%) de todos os procedimentos realizados. </p>
    <p>Nos 180 pacientes com procedimento pr&#233;vio (reopera&#231;&#227;o), realizado ou n&#227;o em nosso Servi&#231;o, foram mais comuns os diagn&#243;sticos de anomalias do cora&#231;&#227;o direito (35% dos casos), as anomalias do cora&#231;&#227;o esquerdo (16,7%) e pacientes com conex&#227;o atrioventricular univentricular (ventr&#237;culo &#250;nico) (15,5%). O procedimento mais comum entre esses casos, 23,4%, correspondeu &#224;s reopera&#231;&#245;es para reconstru&#231;&#227;o da via de sa&#237;da do ventr&#237;culo direito (troca de tubo VD-TP em 22 pacientes e implante de pr&#243;tese valvar em posi&#231;&#227;o pulmonar em 21). No grupo de anomalias do cora&#231;&#227;o esquerdo as retrocas valvares em posi&#231;&#227;o a&#243;rtica e mitral foram respons&#225;veis por 60% dos procedimentos realizados nesse grupo. Naqueles com diagn&#243;stico de ventr&#237;culo &#250;nico, 14 pacientes completaram a opera&#231;&#227;o cavopulmonar total com idade superior a 16 anos, 9 foram submetidos a opera&#231;&#227;o de Glenn bidirecional e anastomose sist&#234;mico-pulmonar foi feita em 3 pacientes. </p>
    <p>Os procedimentos realizados pelos cirurgi&#245;es pedi&#225;tricos compreendem o maior volume (973/1520 = 61,9%) e a maior propor&#231;&#227;o de casos mais complexos (complexidade m&#233;dia de 5,99 pelo Aristotle Basic Score quando comparados &#224; m&#233;dia complexidade de 4,39 observada entre os pacientes operados pelos cirurgi&#245;es card&#237;acos gerais).</p>
    <p>A <xref ref-type="fig" rid="aop02812fig3pt">figura 3</xref> mostra a distribui&#231;&#227;o relativa dos principais grupos de procedimentos realizados pelos cirurgi&#245;es pedi&#225;tricos e n&#227;o pedi&#225;tricos.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop02812fig3pt">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-05-0390-00030-gf03.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>A distribui&#231;&#227;o absoluta do tipo de cirurgi&#227;o, de acordo com os principais grupos de diagn&#243;stico e a mortalidade observada est&#225; resumida na <xref ref-type="table" rid="aop02812tab1pt">tabela 1</xref>.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop02812tab1pt">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-05-0390-00030-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Embora os casos de maior complexidade tenham sido operados majoritariamente pelo grupo de cirurgi&#245;es pedi&#225;tricos, n&#227;o se observou diferen&#231;a estatisticamente significativa na taxa de mortalidade desses casos comparada com aqueles de menor complexidade operados por cirurgi&#245;es gerais.</p>
    <p>A s&#233;rie hist&#243;rica apresentada na <xref ref-type="fig" rid="aop02812fig4pt">figura 4</xref> mostra a tend&#234;ncia de melhoria na mortalidade cir&#250;rgica nos &#250;ltimos 10 anos. Nos anos iniciais dessa experi&#234;ncia, o ano de realiza&#231;&#227;o da opera&#231;&#227;o se mostrou um fator de risco independente e associado (OR 1,03 - 95% CL:1,001-1,059) &#224; complexidade e ao tipo de cirurgi&#227;o que operou o paciente.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop02812fig4pt">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-05-0390-00030-gf04.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Na an&#225;lise multivariada, o tipo de cirurgi&#227;o, a complexidade do procedimento e a presen&#231;a de reopera&#231;&#227;o se mostraram como fatores de risco independentes para a mortalidade (<xref ref-type="table" rid="aop02812tab2pt">tab. 2</xref>). A an&#225;lise desses fatores de risco combinados, complexidade, tipo de cirurgi&#227;o e ano em que a opera&#231;&#227;o foi realizada mostra que os casos mais complexos operados por cirurgi&#245;es pedi&#225;tricos apresentaram resultados mais favor&#225;veis que quando operados pelos cirurgi&#245;es n&#227;o pedi&#225;tricos (<xref ref-type="table" rid="aop02812tab3pt">tab. 3</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop02812tab2pt">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-05-0390-00030-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop02812tab3pt">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-05-0390-00030-gt03.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Cerca de 5 a 8 casos em cada 1.000 nascidos vivos se apresentam com algum tipo de cardiopatia cong&#234;nita. Ela &#233; considerada a primeira causa n&#227;o infecciosa de morte no neonato<sup>10</sup>. Dessas crian&#231;as, 30% necessitam de tratamento cir&#250;rgico e/ou intervencionista no primeiro ano de vida<sup>11,12</sup>. Com o grande avan&#231;o da cirurgia card&#237;aca pedi&#225;trica e a melhoria dos resultados, calcula-se que hoje existam mais de 1.000.000 de sobreviventes portadores de cardiopatia cong&#234;nita nos Estados Unidos<sup>13</sup>. O tamanho exato da popula&#231;&#227;o de pacientes com cardiopatia cong&#234;nita na idade adulta &#233; estimado entre 80% e 85% dos pacientes nascidos com algum tipo de cardiopatia cong&#234;nita<sup>14</sup>. Embora o limite de idade para se considerar um indiv&#237;duo adulto seja 18 anos, como definido pela Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de (OMS), em nosso meio isso se confunde um pouco na pr&#225;tica cl&#237;nica. De acordo com o Minist&#233;rio da Sa&#250;de, os servi&#231;os de alta complexidade cardiovascular s&#243; podem atender pacientes com idade superior a 12 anos, sendo necess&#225;rio um credenciamento especial para que o servi&#231;o seja considerado cardiovascular pedi&#225;trico (Portaria 210, SAS-MS, 2004). O servi&#231;o cardiovascular pedi&#225;trico exclusivo, por sua vez, estar&#225; autorizado a atender pacientes do per&#237;odo neonatal aos 18 anos de idade. Nosso hospital &#233; especializado em doen&#231;as cardiovasculares e, embora n&#227;o seja um hospital pedi&#225;trico, possui um grupo de profissionais dedicados ao tratamento cl&#237;nico e cir&#250;rgico da crian&#231;a cardiopata. Muito embora pacientes com diagn&#243;stico de cardiopatia cong&#234;nita sejam encaminhados para a enfermaria da pediatria, alguns pacientes com idade superior a 16 anos s&#227;o internados em outros locais, em especial pacientes com dist&#250;rbios valvares ou com comunica&#231;&#227;o interatrial. Dessa forma, inclu&#237;mos arbitrariamente todos os pacientes com idade superiora 16 anos nesse estudo, o que parece ser mais representativo da pr&#225;tica cl&#237;nica brasileira do atendimento dos pacientes considerados "adultos" em nosso meio.</p>
    <p>Considerando-se a atual popula&#231;&#227;o dos Estados Unidos, observa-se um acr&#233;scimo de 2.500 adultos com cardiopatia cong&#234;nita anualmente<sup>2,15</sup>. No Brasil, considerando os dados p&#250;blicos do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (Datasus), observa-se que 70% dos pacientes com diagn&#243;stico de cardiopatia cong&#234;nita sobrevivem at&#233; os 18 anos. Estudos interessantes t&#234;m procurado dimensionar a perspectiva de crescimento de um ambulat&#243;rio de cardiopatia cong&#234;nita no adulto, indicando que, para cada 100 mil nascimentos vivos, 200 casos dever&#227;o atingir a idade adulta a cada ano (18). Isso representa um acr&#233;scimo anual de cerca de 5.800 casos de adultos com cardiopatia cong&#234;nita com necessidade de seguimento m&#233;dico ambulatorial em nosso pa&#237;s. Pacientes j&#225; operados podem corresponder a cerca de 53% a 55% do volume dos seguimentos como mostra experi&#234;ncia nacional publicada<sup>16,17</sup>. </p>
    <p>Quando se observam os dados referenciais citados anteriormente, ap&#243;s 18 anos de funcionamento, um Servi&#231;o com volume cir&#250;rgico m&#233;dio de 500 casos por ano deveria reoperar de 110 a 120 pacientes a mais, considerando-se apenas os seus pacientes tratados e em seguimento. Isso significaria que um Servi&#231;o de cirurgia cardiovascular, como o InCor-HC-FMUSP, nos &#250;ltimos sete anos, para atender os seus pr&#243;prios pacientes operados, deveria estar realizando um n&#250;mero linearmente maior de procedimentos em cardiopatia cong&#234;nita de no m&#237;nimo mais 100 casos a cada ano. Nesse per&#237;odo estudado, considerando a m&#233;dia de cardiopatias cong&#234;nitas operadas, esse fato n&#227;o foi observado. Considerando o n&#250;mero de pacientes adultos operados, apesar de observarmos um acr&#233;scimo no n&#250;mero de casos a partir de 2000, a m&#233;dia anual foi de apenas 78 casos ao ano nos &#250;ltimos sete anos.</p>
    <p>A popula&#231;&#227;o de adultos com cardiopatia cong&#234;nita inclui aqueles previamente operados na inf&#226;ncia, assim como aqueles que tiveram sua doen&#231;a diagnosticada somente na idade adulta. Isso acontece pela dificuldade de acesso desses pacientes aos centros terci&#225;rios especializados ou pelo diagn&#243;stico n&#227;o firmado pelo m&#233;dico que o acompanhava na rede b&#225;sica. O acesso dificultado aos centros especializados pode ser explicado pelo n&#250;mero insuficiente de centros ou ainda pela sua distribui&#231;&#227;o geogr&#225;fica. O diagn&#243;stico impreciso e a falta de conduta adequada podem ser explicados pela forma&#231;&#227;o profissional n&#227;o adequada. </p>
    <p>Dentre os diferentes tipos de procedimentos necess&#225;rios para esses pacientes, poder-se-ia agrup&#225;-los da seguinte forma<sup>18</sup>: 1) corre&#231;&#245;es prim&#225;rias de defeitos cong&#234;nitos n&#227;o tratados (cardiopatias cong&#234;nitas n&#227;o operadas antes dos 18 anos); 2) tratamento cir&#250;rgico de les&#245;es residuais em pacientes operados previamente; 3) tratamento cir&#250;rgico de novas doen&#231;as associadas &#224;s cardiopatias cong&#234;nitas; 4) tratamento cir&#250;rgico de les&#245;es valvares operadas ou n&#227;o; e 5) tratamento de doen&#231;as adquiridas em pacientes com cardiopatia cong&#234;nita operada ou n&#227;o.</p>
    <p>Cerca de 40% desses casos s&#227;o considerados de baixa complexidade e podem ser facilmente tratados na maioria dos centros de cardiologia e cirurgia cardiovascular<sup>19</sup>. Essa amostra refor&#231;a esses dados, onde se observou que 45% dos casos est&#227;o dentro do grupo de defeitos septais, sendo a corre&#231;&#227;o da comunica&#231;&#227;o interatrial o maior contingente de procedimentos realizados em toda a amostra. Por sua vez, 20% a 25% desses casos s&#227;o considerados complexos, raros e requerem cuidados extremamente especializados e multidisciplinares<sup>19</sup> , exigindo muito do centro respons&#225;vel pelo atendimento necess&#225;rio. Esses casos necessitam de cardiologistas cl&#237;nicos especializados em cardiopatia cong&#234;nita no adulto, intensivistas, eletrofisiologistas, especialistas em imagem (RNM, tomografia), cardiologia intervencionista, Servi&#231;o de gravidez de risco no local, programa de transplante ativo, com suporte familiar, enfermeiras treinadas, centro de reabilita&#231;&#227;o cardiovascular e servi&#231;o de psicologia, entre outros<sup>20</sup>. Os casos de maior complexidade geralmente s&#227;o direcionados ao cirurgi&#227;o pedi&#225;trico, como se pode observar nessa experi&#234;ncia, e muitas vezes exigem desses cirurgi&#245;es, al&#233;m do conhecimento em cardiopatia cong&#234;nita, preparo em todas as subespecialidades cir&#250;rgicas cardiovasculares. </p>
    <p>Em nosso meio, o acesso a centros especializados &#233; muitas vezes dificultado pelas dist&#226;ncias geogr&#225;ficas, pela concentra&#231;&#227;o desses centros em &#225;reas mais desenvolvidas e pelo pequeno n&#250;mero deles. Isso implica que pacientes menos sintom&#225;ticos procurem ajuda m&#233;dica tardiamente na evolu&#231;&#227;o natural da doen&#231;a, e poderia justificar o grande n&#250;mero de pacientes operados nesse Servi&#231;o pela primeira vez na idade adulta, acima dos 16 anos. J&#225; aqueles previamente operados e em acompanhamento, retornam para os procedimentos necess&#225;rios na evolu&#231;&#227;o como ocorre na tetralogia de Fallot, nos pacientes com fisiologia univentricular em tratamento cir&#250;rgico estadiado e les&#245;es valvares de causa cong&#234;nita tratadas previamente, como mostram os resultados desta an&#225;lise.</p>
    <p>Do ponto de vista cir&#250;rgico, os pacientes com cardiopatia cong&#234;nita no adulto se apresentam com grande n&#250;mero de associa&#231;&#245;es de diversas doen&#231;as card&#237;acas e n&#227;o card&#237;acas, exigindo do cirurgi&#227;o conhecimento n&#227;o s&#243; da cardiopatia cong&#234;nita, como tamb&#233;m do manejo em opera&#231;&#245;es valvares, das doen&#231;as da aorta, das arritmias e demais subespecialidades<sup>1</sup>. A possibilidade de aplica&#231;&#227;o de todo o conhecimento de forma integrada talvez possa garantir um melhor resultado nesse grupo de pacientes. Muito embora o resultado possa ser mais bem sucedido quando o paciente &#233; tratado por um cirurgi&#227;o pedi&#225;trico como mostrado na literatura<sup>3-7</sup>, o real impacto de um cirurgi&#227;o pedi&#225;trico especializado em adultos nesses resultados n&#227;o havia sido analisado sistematicamente. Neste presente trabalho, o fato de o paciente de maior complexidade ter sido tratado pelo cirurgi&#227;o pedi&#225;trico teve impacto no resultado observado quando se analisou o evento mortalidade. Esses dados, entretanto, ainda n&#227;o permitem uma an&#225;lise mais aprofundada dos resultados quanto &#224;s complica&#231;&#245;es e efetividade da corre&#231;&#227;o cir&#250;rgica realizada<sup>21</sup>. Utilizou-se nesta an&#225;lise o escore de complexidade descrito para cardiopatias cong&#234;nitas em geral, o Aristotle Basic Score (ABC). O ABC parece ter um poder preditor abaixo do ideal no adulto<sup>22</sup>. Por&#233;m, como ainda n&#227;o se disp&#245;e de nenhum escore espec&#237;fico e validado para esse grupo de pacientes, o ABC &#233; uma forma poss&#237;vel de estratificar a complexidade dos pacientes operados. </p>
    <p>Entre os desafios estruturais atuais pode-se citar a dificuldade em identificar o melhor centro para realizar o atendimento, que pode ser um hospital pedi&#225;trico, um hospital de adultos ou um centro especializado em cardiologia e cirurgia cardiovascular<sup>5-7</sup>. Prover um ambulat&#243;rio pr&#233;-natal para atendimento das mulheres gr&#225;vidas com feto cardiopata e cuidados no per&#237;odo puerperal e toda a infraestrutura e pessoal especializado nas &#225;reas n&#227;o cardiol&#243;gicas, como nefrologia, hepatologia, pneumologia e hematologia, entre outros, &#233; o grande desafio no atendimento dessa popula&#231;&#227;o.</p>
    <p>Prover de forma integral os cuidados com os pacientes com cardiopatia cong&#234;nita, operados ou n&#227;o, que necessitam de tratamento cir&#250;rgico, como resultado da evolu&#231;&#227;o da doen&#231;a operada ou diagnosticada na vida adulta, passa a ser o desafio do futuro. Organizar um grupo de trabalho especializado em cardiopatias cong&#234;nitas do adulto, alinhado com o grupo da cardiologia pedi&#225;trica e demais especialidades dentro da cardiologia, &#233; mandat&#243;rio para garantir melhores resultados e atendimento mais adequado para esses pacientes. Al&#233;m disso, &#233; importante o suporte &#224;s necessidades espec&#237;ficas desse grupo de pacientes (como arritmia, por exemplo), estabelecendo protocolos de atendimento e acompanhamento. </p>
    <p>Muito embora este estudo seja uma an&#225;lise retrospectiva de prontu&#225;rios de pacientes atendidos na Institui&#231;&#227;o, os dados obtidos refor&#231;am os achados encontrados na literatura. Salienta-se, assim, a necessidade de cirurgi&#245;es especializados no tratamento desse importante grupo de pacientes adultos com cardiopatia cong&#234;nita, bem como de centros dedicados e modificados para atend&#234;-los de forma especializada e integrada, sob a perspectiva de suas necessidades e particularidades.</p>
    <p>Observamos neste estudo um n&#250;mero crescente de pacientes com idade superior a 16 anos nos &#250;ltimos 10 anos, e que, apesar de grande parte desses procedimentos serem de baixa complexidade, os mais complexos foram encaminhados para os cirurgi&#245;es pedi&#225;tricos. Isoladamente, a complexidade reopera&#231;&#227;o e o fato de ser ou n&#227;o cirurgi&#227;o pedi&#225;trico influenciaram na mortalidade.</p>
    <p>Os resultados encontrados refor&#231;am que os casos mais complexos de cardiopatia cong&#234;nita devam ser encaminhados para os cirurgi&#245;es pedi&#225;tricos e que uma curva de aprendizado &#233; esperada no manuseio desses pacientes, uma vez que observamos uma mortalidade menor nos anos mais recentes.</p>
    <p>
      <bold>Agradecimentos </bold>
    </p>
    <p>Nossos agradecimentos ao Prof. Dr. Rodolfo A. Neirotti pela revis&#227;o detalhada do conte&#250;do e coment&#225;rios sempre enriquecedores.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia</p>
      </fn>
    </p>
    <p> Luiz Fernando Caneo </p>
    <p> Rua Monte Alegre, 791, apto. 34 </p>
    <p> Perdizes, 05014-000, S&#227;o Paulo, SP, Brasil </p>
    <p> E-mail: <email xlink:href="caneo@mac.com">caneo@mac.com</email></p>
    <p>Artigo recebido em 08/09/11; </p>
    <p> revisado recebido em 08/09/11; </p>
    <p> aceito em 03/01/12</p>
  </body>
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          <article-title>Cardiopatias cong&#234;nitas na idade adulta: considera&#231;&#245;es acerca da evolu&#231;&#227;o natural e da evolu&#231;&#227;o de pacientes operados</article-title>
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          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Evaluation of surgical treatment of congenital heart disease in patients aged above 16 years</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: The increasing number of children with evolving congenital heart diseases demands greater preparation of professionals and institutions that handle them. OBJECTIVE: To describe the profile of patients aged over 16 years with congenital heart disease, who have undergone surgery, and analyze the risk factors that predict hospital mortality. METHOD: One thousand five hundred twenty patients (mean age 27 &#177; 13 years) were operated between January 1986 and December 2010. We performed a descriptive analysis of the epidemiological profile of the study population and analyzed risk factors for hospital mortality, considering the complexity score, the year in which surgery was performed, the procedure performed or not performed by the pediatric surgeon and reoperation. RESULTS: There was a significant increase in the number of cases from the year 2000. The average complexity score was 5.4 and the septal defects represented 45% of cases. Overall mortality was 7.7% and most procedures (973 or 61.9%) with greater complexity were performed by pediatric surgeons. Complexity (OR 1.5), reoperation (OR 2.17) and pediatric surgeon (OR 0.28) were independent risk factors influencing mortality. Multivariate analysis showed that the year in which the surgery was performed (OR 1.03), the complexity (OR 1.44) and the pediatric surgeon (OR 0.28) influenced the result. CONCLUSION: There is an increasing number of patients aged 16 years which, despite the large number of simple cases, the most complex ones were referred to pediatric surgeons, who had lower mortality, especially in recent years. (Arq Bras Cardiol. 2012; [online].ahead print, PP.0-0)</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Heart defects</kwd>
        <kwd>adolescent</kwd>
        <kwd>hospital mortality</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>Evaluation of surgical treatment of congenital heart disease in patients aged above 16 years</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Luiz Fernando Caneo; Marcelo B. Jatene; Arlindo A. Riso; Carla Tanamati; Juliano Penha; Luiz Felipe Moreira; Edmar Atik; Evelinda Trindade; Noedir A. G. Stolf</bold>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o, Hospital das Cl&#237;nicas, Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo, SP, Brazil</p>
      <p>
        <end>Mailing Address</end>
      </p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p>BACKGROUND<bold>: </bold>The increasing number of children with evolving congenital heart diseases demands greater preparation of professionals and institutions that handle them.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To describe the profile of patients aged over 16 years with congenital heart disease, who have undergone surgery, and analyze the risk factors that predict hospital mortality.</p>
      <p>METHOD<bold>:</bold> One thousand five hundred twenty patients (mean age 27 &#177; 13 years) were operated between January 1986 and December 2010. We performed a descriptive analysis of the epidemiological profile of the study population and analyzed risk factors for hospital mortality, considering the complexity score, the year in which surgery was performed, the procedure performed or not performed by the pediatric surgeon and reoperation.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> There was a significant increase in the number of cases from the year 2000. The average complexity score was 5.4 and the septal defects represented 45% of cases. Overall mortality was 7.7% and most procedures (973 or 61.9%) with greater complexity were performed by pediatric surgeons. Complexity (OR 1.5), reoperation (OR 2.17) and pediatric surgeon (OR 0.28) were independent risk factors influencing mortality. Multivariate analysis showed that the year in which the surgery was performed (OR 1.03), the complexity (OR 1.44) and the pediatric surgeon (OR 0.28) influenced the result.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> There is an increasing number of patients aged 16 years which, despite the large number of simple cases, the most complex ones were referred to pediatric surgeons, who had lower mortality, especially in recent years. (Arq Bras Cardiol. 2012; [online].ahead print, PP.0-0)</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Heart defects / surgery; adolescent; hospital mortality.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Surgical treatment of congenital heart disease has changed the natural history of the disease. Prior to this specialty, only those patients with diseases of lesser complexity managed to survive and reach maturity<sup>1</sup>. More complex diseases are rarely seen in adult patients. The dramatic success of pediatric heart surgery and, more recently, advances in interventional cardiology applied to this population have reversed this situation. Diseases with poor prognosis began to evolve into adulthood more often<sup>2,3</sup>. The knowledge required to take care of these patients is more complex and must include training in internal medicine, general cardiology, pediatric cardiology and their subspecialties. The significant increase in this population, the lack of professionals with expertise in this area and Medical Centers prepared to provide proper health care is a worrying challenge to the existing health system, especially for tertiary healthcare centers<sup>1,3</sup>.</p>
      <p>There is much discussion on the surgical treatment of adult patients with congenital heart disease. What is the best scenario to get the best results? Should these patients be operated by pediatric surgeons in general cardiac surgery services or by general heart surgeons in pediatric hospitals? Should they be operated in pediatric hospitals or general hospitals?<sup>4-7</sup> In Brazil, this question becomes a little more difficult to be answered, because there are few pediatric cardiovascular surgery services located in pediatric hospitals, and there are few specialist pediatric surgeons or others prepared for such cases. Most services are located in general hospitals and some are specialized in cardiology, such as the Heart Institutes, where pediatric cardiac surgery coexists with general cardiovascular surgery.</p>
      <p>Being acquainted with our reality, the profile of patients and the results, and planning an appropriate program for taking care of this population has become an obligation that the Brazilian tertiary institutions are able to fulfill. </p>
      <p>The purpose of this study was to describe the profile of adult patients with congenital heart disease operated at a large Health Care Service in the last 24 years. In addition, hospital survival was analyzed and correlated with the complexity of the cases, the type of surgeon involved in the procedure, the occurrence of reoperation, group of diagnosis and procedures as well as the year in which these were carried out.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>We studied patients aged over 16 years, operated by the Surgical Division of Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas of Universidade de S&#227;o Paulo from January 1986 to December 2010. The epidemiological profile of patients, the procedures performed, the distribution of according to diagnoses (grouped according to the international nomenclature modified for institutional use<sup>8</sup> with the surgeon who performed the procedure (pediatric and non-pediatric surgeon) and the results obtained make up the profile of this analysis.</p>
      <p>Data are presented descriptively in proportions or mean values &#8203;&#8203;with a confidence interval of 95% (CI 95%). In comparing the mortality in major groups of procedures performed by pediatric surgeons and non-pediatric surgeons, the Fisher exact test was used. Influence of variables: the year in which the operation was performed, patient age, reoperation, complexity of the procedure and the surgeon responsible for the surgery versus mortality was assessed by the logistic regression model. The variables were studied in isolation and those that had a significance level below 0.1 were subjected to multivariate analysis. Statistical analysis was performed using the software SPSS for Windows version 17.0.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>During the period of study, 1,571 procedures were performed in 1,520 patients aged over 16 years (mean age 27 &#177; 13 years). The oldest patient was 78 years old, diagnosed with atrial septal defect.</p>
      <p>The growth trend in the number of procedures performed at the institution may be observed in three different periods: phase I, from 1986 to 1989, phase II, from 1990 to 1999, and phase III, from 2000 to 2010. The trend of steady growth in the total number of patients operated for congenital heart disease regardless of age contrasts with that observed in the subgroup of patients operated for congenital heart disease, older than 16 years. The average annual number of all procedures in these phases was: 403 in phase I; 454 in phase II; and 6 85 in phase III. The annual averages of procedures for the subgroup older than 16 years were: 52.3 in Phase I; 51.3 in phase II; and 84.3 in phase III. That is, there was a steady increase in the number of procedures from 12.7% between phase I and II, and 50.8% between phase II and III, considering the group as a whole. However, in the subgroup of patients aged over 16 years, there was virtually no change between phases I and II, but there was a growth of 62% between phases II and III (<xref ref-type="fig" rid="aop02812fig1-body2">Figure 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="aop02812fig1-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-05-0390-00030-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>In this subgroup of patients aged over 16 years, the global average of scores for the scale of complexity Aristotle Basic Score (ABC)<sup>9</sup> was 5.4, and the overall mortality rate was 7.68%. Most procedures consisted of surgeries performed in patients without any previous surgery, and reoperations were only 180 (11.45%). As for the distribution of the leading groups of diagnosis, it is observed that the group of septal defects corresponded to the highest number of cases (n = 698 or 45%), followed by the group of right heart anomalies (n = 278 or 18%) and anomalous pulmonary venous return (n = 241 or 16%) (<xref ref-type="fig" rid="aop02812fig2-body2">Figure 2</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="aop02812fig2-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-05-0390-00030-gf02-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>The closure of isolated atrial septal defects (n = 530) and atrial septal defects associated with partial anomalous connection of pulmonary veins (n &#8203;&#8203;= 54) accounted for more than one third (37%) of all procedures performed. </p>
      <p>In 180 patients who had previously undergone surgery (reoperation), either or not performed in our department, diagnoses of right heart anomalies (35% of cases), left heart anomalies (16.7%) and patients with atrioventricular univentricular connection (single ventricle) (15.5%) were more common. The most common procedure among these cases, 23.4%, was reoperations for reconstruction of the right ventricular outflow tract (RV-PT exchange in 22 patients and prosthetic valve implantation in pulmonary position in 21). In the group of left heart anomalies, changes of valves in mitral and aortic positions accounted for 60% of procedures performed in this group. In those diagnosed with single ventricle, 14 patients completed total cavopulmonary operation over the age of 16 years, 9 underwent bidirectional Glenn surgery and shunt was performed in 3 patients.</p>
      <p>The procedures performed by pediatric surgeons comprise the largest volume (973/1520 = 61.9%) and the highest proportion of more complex cases (average complexity of 5.99 - Aristotle Basic Score - compared to the average complexity of 4.39 observed in patients operated by general cardiac surgeons).</p>
      <p><xref ref-type="fig" rid="aop02812fig3-body2">Figure 3</xref> shows the relative distribution of the main groups of procedures performed by pediatric surgeons and non-pediatric surgeons.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="aop02812fig3-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-05-0390-00030-gf03-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>The absolute distribution of the type of surgeon according to the main groups of diagnosis and observed mortality is summarized in <xref ref-type="table" rid="aop02812tab1-body2">Table 1</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="aop02812tab1-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-05-0390-00030-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Although the more complex cases were operated mainly by the group of pediatric surgeons, there was no statistically significant difference in mortality rate among such cases compared with those of smaller complexity operated by general surgeons.</p>
      <p>The historical series presented in <xref ref-type="fig" rid="aop02812fig4-body2">Figure 4</xref> shows the significant improvement in the mortality rate in the last 10 years. In the early years of this experience, the year of the surgery proved to be an independent risk factor associated (OR = 1.03 - 95% CI: 1.001-1.059) to the complexity and type of surgeon who operated the patient.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="aop02812fig4-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-05-0390-00030-gf04-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>In the multivariate analysis, the type of surgeon, the complexity of the procedure and the presence of reoperation were independent risk factors for mortality (<xref ref-type="table" rid="aop02812tab2-body2">Table 2</xref>). The analysis of these risk factors combined, complexity, type of surgeon and year in which the operation was carried out shows that the more complex cases operated by pediatric surgeons showed better results than when operated by non-pediatric surgeons (<xref ref-type="table" rid="aop02812tab3-body2">Table 3</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="aop02812tab2-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-05-0390-00030-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="aop02812tab3-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-05-0390-00030-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>About 5 to 8 cases per 1,000 live births present some type of congenital heart disease. It is considered the first non-infectious cause of death in newborns<sup>10</sup>. Of these children, 30% require surgical treatment and/or intervention in the first year of life<sup>11,12</sup>. With the huge advance in pediatric cardiac surgery and improvement of results, it is estimated that today there are more than 1 million survivors with congenital heart disease in the United States<sup>13</sup>. The exact size of the population of patients with congenital heart disease in adulthood is estimated between 80% and 85% of patients born with some type of congenital heart disease<sup>14</sup>. Although the age limit to be considered an adult is 18 years, as defined by the World Health Organization (WHO), in our country it is a bit confusing in clinical practice. According to the Ministry of Health, the services of high cardiovascular complexity can only serve patients aged 12 or more, requiring a special accreditation for the service to be considered a pediatric cardiovascular service (Ordinance 210, SAS-MS, 2004). The exclusive pediatric cardiovascular service, in turn, will be authorized to serve patients in the neonatal period up to 18 years of age. Our hospital specializes in cardiovascular diseases and, although it is not a pediatric hospital, it has a group of professionals dedicated to medical and surgical treatment of children with heart disease. Although patients with congenital heart disease are referred to the pediatric ward, some patients older than 16 years are admitted in other places, especially patients with valvular disorders or atrial septal defect. Thus, we have arbitrarily included all patients aged 16 years or older in this study, which appears to be more representative of the Brazilian clinical practice in the care of patients considered "adults" in our country.</p>
      <p>Considering the current U.S. population, we observe an annual increase of 2,500 adults with congenital heart disease<sup>2,15</sup>. In Brazil, the database of our Public Healthcare System (DATASUS) shows that 70% of patients diagnosed with congenital heart disease survive to the age of 18. Some interesting studies have attempted to scale the growth prospect of a clinic for congenital heart disease in adults, indicating that for every 100,000 live births, 200 cases will reach adulthood each year (18). This represents an annual increase of about 5,800 cases of adults with congenital heart disease requiring medical follow-up at the outpatient care in our country. Patients operated may account for about 53% to 55% of the volume of follow-ups as shown by all published national experiences<sup>16,17</sup>.</p>
      <p>Considering the referential data mentioned above, after 18 years of operation, a healthcare service with surgical volume averaging 500 cases per year should reoperate 110 to 120 patients more, considering only their patients being followed up. That would mean that a cardiovascular surgery service like the InCor-HCFMUSP, in the past seven years, in order to assist their own surgical patients, should have been performing a linearly higher number of congenital heart disease procedures of at least 100 more cases per year. In the period studied, taking the average of operated congenital heart diseases, this was not observed. Considering the number of adult patients operated, although we have observed an increase in the number of cases since 2000, the annual average was only 78 cases per year in the last seven years.</p>
      <p>The population of adults with congenital heart disease includes those previously operated in childhood, as well as those who had their disease diagnosed in adulthood. This is due to the difficulty faced by these patients in accessing specialized tertiary centers or due to the diagnosis not established by the doctor who followed them up in the primary healthcare service. The difficult access to specialized centers can be explained by the insufficient number of centers or by their geographical distribution. Imprecise diagnosis and lack of proper behavior can be explained by inadequate training.</p>
      <p>Among the different types of procedures required for these patients, we could group them as follows<sup>18</sup>: 1) primary corrections of untreated congenital defects (congenital heart diseases not operated before age 18); 2) surgical treatment of residual lesions in patients previously operated; 3) surgical treatment of new diseases associated with congenital heart diseases; 4) surgical treatment of valve injuries operated or not; and 5) treatment of acquired diseases in patients with congenital heart disease operated or not.</p>
      <p>About 40% of these cases are considered of low complexity and can be easily treated in most centers of cardiology and cardiovascular surgery<sup>19</sup>. This sample corroborates these data, where it was observed that 45% of cases are within the group of septal defects, and correction of atrial septal defect is among the leading procedures in the whole sample. In turn, 20% to 25% of these cases are considered complex, rare and require extremely specialized and multidisciplinary care<sup>19</sup>, requiring huge efforts from the center responsible for the care they need. These cases require clinical cardiologists specializing in adult congenital heart disease, intensive care experts, electrophysiologists, imaging specialists (MRI, computed tomography), interventional cardiology, onsite pregnancy risk service, active transplant program with family support, trained nurses, cardiovascular rehabilitation services and psychology, among others<sup>20</sup>. The more complex cases are usually directed to the pediatric surgeon, as seen in this experiment, and these surgeons often required, in addition to knowledge in congenital heart disease, preparation of all cardiovascular surgical subspecialties.</p>
      <p>In our environment, access to specialized centers is often hampered by geographical distances, the concentration of these centers in more developed areas and the small number of centers available. This implies that less symptomatic patients seek medical help late in the natural evolution of the disease and that could explain the large number of patients operated in this service for the first time in adulthood, over 16 years. Those previously operated and under follow-up return to the procedures necessary in evolution, such as tetralogy of Fallot, in patients with univentricular physiology under staged surgical treatment and congenital valvular lesions previously treated, as shown in the results of this analysis.</p>
      <p>From the surgical point of view, patients with congenital heart disease in adults present a large number of associations of various cardiac and non-cardiac diseases, requiring the surgeon's knowledge not only of congenital heart disease, but also of how to handle valvular operations, diseases of the aorta, arrhythmia and other subspecialties<sup>1</sup>. The possibility of applying all this knowledge in an integrated manner can perhaps provide a better outcome in this group of patients. Although the result may be more successful when the patient is treated by a pediatric surgeon as shown in the literature<sup>3-7</sup>, the real impact of a pediatric surgeon specializing in adults in these results had not been analyzed systematically. In this study, the fact that the patient of higher complexity has been treated by a pediatric surgeon had an impact on the result observed when we analyzed mortality. These data, however, do not allow a deeper analysis of the results regarding complications and the surgical effectiveness<sup>21</sup>. In this analysis, we used the score of complexity described for congenital heart diseases in general, the Aristotle Basic Score (ABC). The ABC seems to have a suboptimal predictive power in adults<sup>22</sup>. However, as one does not have any specific score validated for this group of patients, the ABC is a possible way to stratify the complexity of patients operated.</p>
      <p>Among the current structural challenges, we can cite the difficulty in identifying the best center to perform the service, which can be a pediatric hospital, a hospital for adults or a center specializing in cardiology and cardiovascular surgery<sup>5-7</sup>. Providing outpatient prenatal care for women pregnant with fetuses with cardiac disease and care in the postpartum period, as well as proper infrastructure and personnel specializing in non-cardiac fields like nephrology, hepatology, pulmonology, hematology, among others, is the great challenge to serve this population.</p>
      <p>Providing full care of patients with congenital heart disease, either operated or not, requiring surgical treatment as a result of progression of the disease operated or diagnosed in adulthood, becomes a challenge for the future. Organizing a working group specializing in adult congenital heart disease, in line with the group of pediatric cardiology and other specialties within cardiology is mandatory to ensure best results and most appropriate care for these patients. Moreover, it is important to support the specific needs of this group of patients (such as arrhythmia, for example), establishing protocols for care and follow-up.</p>
      <p>Although this study is a retrospective analysis of medical records of patients treated at the institution, the data supports the findings in the literature. Hence, there is a need for surgeons specializing in the treatment of this important group of adult patients with congenital heart disease, as well as centers dedicated and modified to treat them in a specialized and integrated manner, from the perspective of their needs and particularities.</p>
      <p>We have observed in this study an increasing number of patients aged over 16 years in the last 10 years. Although most of these procedures are of low complexity, the more complex ones were referred to pediatric surgeons. Separately, the complexity of reoperation and whether it was performed by a pediatric surgeon or a non-pediatric surgeon have influenced mortality.</p>
      <p>The results found emphasize that the most complex cases of congenital heart disease should be referred to the pediatric surgeons and a learning curve is expected in the management of these patients, since we observed a lower mortality in recent years.</p>
      <p>
        <bold>Acknowledgement </bold>
      </p>
      <p>Our thanks to Prof. Dr. Rodolfo A. Neirotti for his detailed review of the content and helpful comments.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study. </p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
