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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2012000400012</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(12)09800412</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2012000400012</article-id>
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          <subject>Carta ao Editor</subject>
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        <article-title>A prop&#243;sito do tratamento etiol&#243;gico na Doen&#231;a de Chagas</article-title>
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            <surname>Bol&#237;var-Mej&#237;a</surname>
            <given-names>Adrian</given-names>
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            <given-names>Alfonso J.</given-names>
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          <named-content content-type="city">Bucaramanga</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidad Industrial de Santander</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Facultad de Salud </institution>
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        <institution content-type="orgname">Universidad Industrial de Santander</institution>
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        <country country="CO">Colombia</country>
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          <named-content content-type="city">Pereira</named-content>
          <named-content content-type="state">Risaralda</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Cooperativa de Entidades de Salud de Risaralda</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Oficina de Investigaci&#243;n Cient&#237;fica </institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
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      </pub-date>
      <volume>98</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>371</fpage>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>21</day>
        <month>06</month>
        <year>2012</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>CARTA AO EDITOR</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>A prop&#243;sito do tratamento etiol&#243;gico na Doen&#231;a de Chagas</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Adrian Bol&#237;var-Mej&#237;a<sup>I</sup>; Alfonso J. Rodriguez-Morales<sup>II</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Facultad de Salud - Universidad Industrial de Santander, Bucaramanga, Colombia </p>
    <p><sup>II</sup>Grupo Infecci&#243;n e Inmunidad - Facultad de Ciencias de la Salud - Universidad Tecnol&#243;gica de Pereira y Oficina de Investigaci&#243;n Cient&#237;fica - Cooperativa de Entidades de Salud de Risaralda (COODESURIS), Pereira, Risaralda, Colombia</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Doen&#231;a de Chagas/epidemiologia, doen&#231;a de Chagas/terapia</p>
    <p>Lemos com interesse a diretriz publicada por Andrade e cols. sobre o diagn&#243;stico e tratamento da Doen&#231;a de Chagas<sup>1</sup>. Celebramos a iniciativa devido &#224; necessidade da cria&#231;&#227;o de orienta&#231;&#245;es que permitam uma adequada abordagem desta zoonoses que ainda segue afetando a milh&#245;es de pessoas em todo o territ&#243;rio latino-americano<sup>2</sup>.</p>
    <p>Por&#233;m, gostar&#237;amos de apontar a partir do avan&#231;o gerado recentemente sobre a fisiopatologia da Doen&#231;a de Chagas e a biologia do <italic>Trypanosoma cruzi</italic>, que diversos f&#225;rmacos tem sido propostos como alternativas para o seu manejo etiol&#243;gico. Este fen&#244;meno tem surgido como produto de evidencias que sugerem a presen&#231;a do parasita em fase cr&#244;nica, o qual justificaria o uso de f&#225;rmacos antichag&#225;sicos n&#227;o s&#243; na fase aguda. Desta forma, v&#225;rios grupos de f&#225;rmacos (por exemplo: inibidores da bioss&#237;ntese de ester&#243;is, inibidores das proteases de ciste&#237;na, inibidores do metabolismo do pirofosfato, inibidores de purinas, inibidores do metabolismo da tripanotiona) t&#234;m sido estudados, achando em alguns deles grandes potenciais como futuras ferramentas terap&#234;uticas, dada a evid&#234;ncia que ap&#243;ia sua atividade tripanocida tanto <italic>in vitro</italic> quanto <italic>in vivo</italic>, igual que a enorme vantagem de ter demonstrado poucos efeitos adversos em compara&#231;&#227;o com os medicamentos antichag&#225;sicos atualmente empregados e em muitos casos melhores propriedades farmacocin&#233;ticas e farmacodin&#226;micas<sup>2,3</sup>.</p>
    <p>Portanto, frente &#224; necessidade de novos f&#225;rmacos eficazes, seguros e facilmente acess&#237;veis para o manuseio etiol&#243;gico da Doen&#231;a de Chagas, surge um listado de possibilidades, que &#224; luz da evid&#234;ncia atual promete novas alternativas terap&#234;uticas frente a este problema de sa&#250;de p&#250;blica. Teria sido ent&#227;o, interessante que ditas potencialidades fossem comentadas, incluindo a evid&#234;ncia que tem aparecido at&#233; agora com estas novas drogas, especialmente porque tem se publicado e h&#225; em curso estudos em diferentes pa&#237;ses da Am&#233;rica Latina empregando estes medicamentos no tratamento etiol&#243;gico da Doen&#231;a de Chagas<sup>2</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Carta-resposta</bold>
    </p>
    <p>A Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de e a Organiza&#231;&#227;o Pan-Americana de Sa&#250;de recomendaram o tratamento etiol&#243;gico em pa&#237;ses com alta preval&#234;ncia de Doen&#231;a de Chagas, sendo pol&#237;tica de sa&#250;de p&#250;blica em alguns pa&#237;ses sul-americanos o tratamento de pacientes com a forma indeterminada da doen&#231;a em sua fase cr&#244;nica, especialmente crian&#231;as e jovens. O tratamento na fase cr&#244;nica tardia pretende reduzir a parasitemia, evitar a progress&#227;o de les&#245;es viscerais e interromper a cadeia de transmiss&#227;o.</p>
    <p>Os resultados de estudos observacionais e randomizados em crian&#231;as sugerem benef&#237;cio na preven&#231;&#227;o do aparecimento da cardiopatia chag&#225;sica, ainda que n&#227;o existam estudos randomizados que demonstrem redu&#231;&#227;o de desfechos nos pacientes adultos portadores da forma indeterminada ou na forma card&#237;aca cr&#244;nica. Al&#233;m desses dados cl&#237;nicos, outros argumentos favor&#225;veis ao tratamento s&#227;o as evid&#234;ncias experimentais que demonstraram redu&#231;&#227;o na progress&#227;o da cardiopatia chag&#225;sica, ;o mesmo ocorrendo com estudos observacionais em humanos, e a ocorr&#234;ncia apenas de efeitos colaterais de pequena monta.</p>
    <p>Agradecemos pela &#234;nfase na necessidade de se contemplar o tratamento etiol&#243;gico, embora as alternativas terap&#234;uticas dispon&#237;veis para uso cl&#237;nico sejam ainda bastante insatisfat&#243;rias. Reconhecemos o potencial dos f&#225;rmacos sugeridos pelos missivistas e aguardamos os resultados de estudo BENEFIT, multic&#234;ntrico, randomizado, duplo-cego e controlado, que avaliar&#225; durante seis anos mais de 2850 portadores de cardiopatia chag&#225;sica cr&#244;nica tratados com benznidazol ou placebo por cerca de dois meses.</p>
    <p>Atenciosamente,</p>
    <p>
      <bold>Jadelson Pinheiro de Andrade</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Jos&#233; Ant&#244;nio Marin-Neto</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Gl&#225;ucia Maria Moraes de Oliveira</bold>
    </p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Alfonso J. Rodriguez-Morales </p>
        <p> Bosques de Santa Helena I, Apto 206 - Av. Sur (Las Americas 54-10), Zona Postal 1 </p>
        <p> 660001 - Pereira - Risaralda - Colombia </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="ajrodriguezmmd@gmail.com">ajrodriguezmmd@gmail.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 15/11/11; revisado recebido em 15/11/11; aceito em 23/02/12.</p>
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        <mixed-citation>1. Andrade JA, Marin-Neto JA, Paola AA, Vilas-Boas F, Oliveira GM, Bacal F, et al. [I Latin American guidelines for the diagnosis and treatment of Chagas cardiomyopathy]. Arq Bras Cardiol. 2011;97(2 Suppl. 3):1-48.</mixed-citation>
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          <article-title>I Latin American guidelines for the diagnosis and treatment of Chagas cardiomyopathy</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
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          <article-title>Nuevas perspectivas en el manejo terap&#233;utico de la enfermedad de Chagas</article-title>
          <source>Rev Peru Med Exp Salud P&#250;blica</source>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Cardiac involvement with parasitic infections</article-title>
          <source>Clin Microbiol Rev</source>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Letter to the Editor</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">About the etiological treatment of Chagas Disease</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>LETTER TO THE EDITOR</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>About the etiological treatment of Chagas Disease</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Adrian Bol&#237;var-Mej&#237;a<sup>I</sup>; Alfonso J. Rodriguez-Morales<sup>II</sup></bold>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Facultad de Salud - Universidad Industrial de Santander<sup>1</sup>, Bucaramanga, Colombia</p>
      <p><sup>II</sup>Grupo Infecci&#243;n e Inmunidad - Facultad de Ciencias de la Salud - Universidad Tecnol&#243;gica de Pereira y Oficina de Investigaci&#243;n Cient&#237;fica - Cooperativa de Entidades de Salud de Risaralda (COODESURIS), Pereira, Risaralda, Colombia</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body2">Mailing Address</xref>
      </p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Chagas disease/epidemiology; Chagas disease/therapy.</p>
      <p>We read with interest the guidelines published by Andrade et al. on the diagnosis and treatment of Chagas Disease<sup>1</sup>. We enjoy that initiative due to the need to develop guidelines that allow an adequate approach to this zoonosis, which still continues affecting millions of people throughout Latin America<sup>2</sup>.</p>
      <p>However, based on the recent progress on the pathophysiology of Chagas disease and the biology of Trypanosoma cruzi, we would like to point out, that several drugs that have been proposed as alternatives for its etiological management. This phenomenon has emerged as the product of evidence that suggest the presence of this parasite in the chronic phase, which justifies the use of anti-Chagas disease drugs not only in the acute phase. Thus, various groups of drugs (for example, sterol biosynthesis inhibitors, inhibitors of cysteine proteases, pyrophosphate metabolism inhibitors, inhibitors of purines, trypanothione metabolism inhibitors) have been studied. Some of them proved to be potentially future therapeutic tools, given the evidence that supports their trypanocidal activity both <italic>in vitro </italic>and <italic>in vivo</italic>. In addition to that, there is a huge advantage of having shown few side effects compared to currently used anti-Chagas disease drugs and, in many cases, better pharmacokinetic and pharmacodynamic properties<sup>2,3</sup>.</p>
      <p>Therefore, regarding the need for new effective, safe and easily accessible drugs for the etiological handling of the Chagas disease, there is a myriad of possibilities which, in the light of current evidence, promises new therapies against this public health problem. It would have been interesting that those potentialities were commented, including evidence that such new drugs has appeared so far, especially because it has been published and there are ongoing studies in different Latin American countries employing these drugs in the etiological treatment of Chagas Disease<sup>2</sup>.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>1. Andrade JA, Marin-Neto JA, Paola AA, Vilas-Boas F, Oliveira GM, Bacal F, et al. [I Latin American guidelines for the diagnosis and treatment of Chagas cardiomyopathy]. Arq Bras Cardiol. 2011;97(2 Suppl. 3):1-48.</p>
      <p>2. Rodr&#237;guez-Morales AJ. Nuevas perspectivas en el manejo terap&#233;utico de la enfermedad de Chagas. Rev Peru Med Exp Salud P&#250;blica. 2005;22(2):123-33.</p>
      <p>3. Hidron A, Vogenthaler N, Santos-Preciado JI, Rodriguez-Morales AJ, Franco-Paredes C, Rassi A Jr. Cardiac involvement with parasitic infections. Clin Microbiol Rev. 2010;23(2):324-49.</p>
      <p>
        <bold>Reply</bold>
      </p>
      <p>The World Health Organization and the Pan American Health Organization recommended the etiological treatment in countries with high prevalence of Chagas disease. A public health policy in some South American countries prescribe the treatment of patients with the indeterminate form of the disease in its chronic phase, especially for children and young patients. Treatment in the late chronic phase aims to reduce parasitemia, prevent progression of visceral lesions and interrupt the chain of transmission.</p>
      <p>The results of observational studies and randomized studies in children suggest benefit in preventing the emergence of Chagas heart disease, although there are no randomized studies that demonstrate reduction of outcomes in adult patients with the indeterminate or chronic form of the disease. In addition to these clinical data, other arguments in favor of the treatment consist of experimental evidence that demonstrated a reduction in the progression of Chagas heart disease, the same occurring with observational studies in humans, and the occurrence of minor side effects only.</p>
      <p>Thank you for emphasizing the need to describe the etiological treatment, although the therapeutic alternatives available for clinical use are still quite unsatisfactory. We recognize the potential of the drugs suggested by the correspondents and await the results of the BENEFIT study, a multicenter, randomized, double-blind, controlled study that will evaluate, for six years, more than 2,850 patients with chronic Chagas disease treated with benznidazole or placebo for about two months.</p>
      <p>Sincerely,</p>
      <p>Jadelson Pinheiro de Andrade</p>
      <p> Jos&#233; Ant&#244;nio Marin-Neto</p>
      <p> Gl&#225;ucia Maria Moraes de Oliveira</p>
      <p>
        <fn id="end-body2" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Mailing Address:</bold>
          </label>
          <p> Alfonso J. Rodriguez-Morales</p>
          <p> Bosques de Santa Helena I, Apto 206 - Av. Sur (Las Americas 54-10), Zona Postal 1</p>
          <p> 660001 - Pereira - Risaralda - Colombia</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="ajrodriguezmmd@gmail.com">ajrodriguezmmd@gmail.com</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p> Manuscript received November 15, 2011; revised manuscript received November 15, 2011; accepted February 23, 2012. </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
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      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">A prop&#243;sito del tratamiento etiol&#243;gico en la enfermedad de Chagas</article-title>
      </title-group>
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    <body>
      <p>
        <bold>CARTA AL EDITOR</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>A prop&#243;sito del tratamiento etiol&#243;gico en la enfermedad de Chagas</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Adrian Bol&#237;var-Mej&#237;a<sup>I</sup>; Alfonso J. Rodriguez-Morales<sup>II</sup></bold>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Facultad de Salud - Universidad Industrial de Santander, Bucaramanga, Colombia;</p>
      <p><sup>II</sup>Grupo Infecci&#243;n e Inmunidad - Facultad de Ciencias de la Salud - Universidad Tecnol&#243;gica de Pereira y Oficina de Investigaci&#243;n Cient&#237;fica - Cooperativa de Entidades de Salud de Risaralda (COODESURIS), Pereira, Risaralda, Colombia</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body3">Correspondencia</xref>
      </p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> enfermedad de chagas/epidemiolog&#237;a, enfermedad de Chagas/terapia.</p>
      <p>Hemos le&#237;do con inter&#233;s la directriz publicada por Andrade et al. sobre el diagn&#243;stico y tratamiento de la enfermedad de Chagas<sup>1</sup>. Celebramos la iniciativa debido a la necesidad de la creaci&#243;n de lineamientos que permitan un adecuado abordaje de esta zoonosis que aun sigue afectando a millones de personas en todo el territorio latinoamericano<sup>2</sup>.</p>
      <p>Sin embargo, quisi&#233;ramos se&#241;alar que a partir del avance generado recientemente sobre la fisiopatolog&#237;a de la enfermedad de Chagas y la biolog&#237;a de <italic>Trypanosoma cruzi</italic>, diversos f&#225;rmacos han sido propuestos como alternativas para su manejo etiol&#243;gico. Este fen&#243;meno ha surgido como producto de evidencias que sugieren la presencia del par&#225;sito en fase cr&#243;nica, lo cual justificar&#237;a el uso de f&#225;rmacos antichag&#225;sicos no solo en la fase aguda. As&#237;, varios grupos de f&#225;rmacos (por ejemplo: inhibidores de la bios&#237;ntesis de esteroles, inhibidores de las ciste&#237;n-proteasas, inhibidores del metabolismo del pirofosfato, inhibidores de purinas, inhibidores del metabolismo del tripanoti&#243;n), han sido estudiados, hall&#225;ndose en algunos grandes potenciales como futuras herramientas terap&#233;uticas, dada la evidencia que respalda su actividad tripanocida tanto <italic>in vitro</italic> como <italic>in vivo</italic>, al igual que la enorme ventaja de haber demostrado tener pocos efectos adversos en comparaci&#243;n con los medicamentos antichag&#225;sicos actualmente empleados y en muchos casos, mejores propiedades farmacocin&#233;ticas y farmacodin&#225;micas<sup>2,3</sup>.</p>
      <p>Por tanto, frente a la necesidad de nuevos f&#225;rmacos eficaces, seguros y f&#225;cilmente accesibles para el manejo etiol&#243;gico de la enfermedad de Chagas, surge un listado de posibilidades, que a la luz de la evidencia actual, promete nuevas alternativas terap&#233;uticas frente a ese problema de la sanidad p&#250;blica. Hubiese sido por ende interesante que dichas potencialidades se comentaran, incluyendo la evidencia que se ha generado a la fecha con esos nuevos f&#225;rmacos, especialmente porque se han publicado y hay en curso estudios en diferentes pa&#237;ses de Am&#233;rica Latina empleando dichos medicamentos en el tratamiento etiol&#243;gico de la enfermedad de Chagas<sup>2</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
      <p>1. Andrade JA, Marin-Neto JA, Paola AA, Vilas-Boas F, Oliveira GM, Bacal F, et al. [I Latin American guidelines for the diagnosis and treatment of Chagas cardiomyopathy]. Arq Bras Cardiol. 2011;97(2 Suppl. 3):1-48.</p>
      <p>2. Rodr&#237;guez-Morales AJ. Nuevas perspectivas en el manejo terap&#233;utico de la enfermedad de Chagas. Rev Peru Med Exp Salud P&#250;blica. 2005;22(2):123-33.</p>
      <p>3. Hidron A, Vogenthaler N, Santos-Preciado JI, Rodriguez-Morales AJ, Franco-Paredes C, Rassi A Jr. Cardiac involvement with parasitic infections. Clin Microbiol Rev. 2010;23(2):324-49.</p>
      <p>
        <bold>Carta-respuesta</bold>
      </p>
      <p>La Organizaci&#243;n Mundial de la Salud y la Organizaci&#243;n Panamericana de la Salud han recomendado el tratamiento etiol&#243;gico en pa&#237;ses que tienen una alta prevalencia de la Enfermedad de Chagas, habi&#233;ndose convertido en una pol&#237;tica de salud p&#250;blica en algunos pa&#237;ses de Am&#233;rica del Sur el tratamiento de pacientes con la forma indefinida de la enfermedad en su fase cr&#243;nica, especialmente ni&#241;os y j&#243;venes. El tratamiento en la fase cr&#243;nica tard&#237;a pretende reducir la parasitemia, evitar el progreso de las lesiones viscerales e interrumpir la cadena de transmisi&#243;n. ;</p>
      <p>Los resultados de los estudios observacionales y randomizados en ni&#241;os sugieren un beneficio en la prevenci&#243;n del aparecimiento de la cardiopat&#237;a chag&#225;sica, aunque todav&#237;a no existan estudios randomizados que demuestren una reducci&#243;n de los resultados en los pacientes adultos portadores de la forma indefinida o en la forma card&#237;aca cr&#243;nica. Adem&#225;s de esos datos cl&#237;nicos, otros argumentos favorables al tratamiento son las evidencias experimentales que han demostrado una reducci&#243;n en el avance de la cardiopat&#237;a chag&#225;sica, ;lo que tambi&#233;n ocurre con estudios observacionales en los humanos, y la aparici&#243;n de solamente efectos colaterales de poca relevancia.</p>
      <p>Les agradecemos por el &#233;nfasis en la necesidad de contemplar el tratamiento etiol&#243;gico, aunque las alternativas terap&#233;uticas de que contamos para el uso cl&#237;nico todav&#237;a sean bastante insatisfactorias. Reconocemos el potencial de los f&#225;rmacos sugeridos por ustedes y esperamos los resultados del estudio BENEFIT, multic&#233;ntrico, randomizado, doble ciego y controlado, que evaluar&#225;, durante seis a&#241;os, a m&#225;s de 2850 portadores de cardiopat&#237;a chag&#225;sica cr&#243;nica tratados con benznidazol o con placebo aproximadamente durante dos meses.</p>
      <p>Atentamente,</p>
      <p>Jadelson Pinheiro de Andrade</p>
      <p> Jos&#233; Ant&#244;nio Marin-Neto</p>
      <p> Gl&#225;ucia Maria Moraes de Oliveira</p>
      <p>
        <fn id="end-body3" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Correspondencia:</bold>
          </label>
          <p> Alfonso J. Rodriguez-Morales</p>
          <p> Bosques de Santa Helena I, Apto 206 - Av. Sur (Las Americas 54-10), Zona Postal 1</p>
          <p> 660001 - Pereira - Risaralda - Colombia</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="ajrodriguezmmd@gmail.com">ajrodriguezmmd@gmail.com</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Art&#237;culo recibido el 15/11/11; revisado recibido el 15/11/11; aceptado el 23/02/12.</p>
    </body>
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