<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">hxkSBMQPFZNs3XPn66QzCnw</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2012000300010</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(12)09800310</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2012005000011</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
        </subj-group>
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      <title-group>
        <article-title>Angiotomografia coronariana multislice na avalia&#231;&#227;o da origem an&#244;mala das art&#233;rias coronarianas</article-title>
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            <given-names>Daniel Rocha</given-names>
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            <given-names>Maria do Carmo Pereira</given-names>
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            <given-names>Cristiane Carneiro C.</given-names>
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            <given-names>Maria Helena Albernaz</given-names>
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          <named-content content-type="city">Belo Horizonte</named-content>
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        </addr-line>
        <institution content-type="orgname">Hospital Mater Dei</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>03</month>
        <year>2012</year>
      </pub-date>
      <volume>98</volume>
      <issue>3</issue>
      <fpage>266</fpage>
      <lpage>272</lpage>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>Fundamento: A origem an&#244;mala das art&#233;rias coronarianas &#233; uma entidade relativamente rara, podendo se apresentar de v&#225;rias formas cl&#237;nicas e evoluir de forma adversa. A angiotomografia multislice das art&#233;rias coronarianas vem ganhando espa&#231;o na pr&#225;tica cl&#237;nica di&#225;ria, representando importante m&#233;todo proped&#234;utico, com grande potencial na avalia&#231;&#227;o anat&#244;mica dessas art&#233;rias. Objetivo: O objetivo deste estudo &#233; descrever os achados angiotomogr&#225;ficos e a evolu&#231;&#227;o de pacientes com origem an&#244;mala das art&#233;rias coronarianas. M&#233;todos: Durante o per&#237;odo de janeiro de 2008 a mar&#231;o de 2011, foram avaliados consecutivamente 404 pacientes encaminhados para realiza&#231;&#227;o de angiotomografia das coron&#225;rias por diversos motivos, com tempo m&#233;dio de seguimento de 21 meses. Resultados: Nove pacientes (2,2%) apresentaram origem an&#244;mala das art&#233;rias coron&#225;rias, sendo quatro com origem an&#244;mala da art&#233;ria circunflexa (Cx) em Coron&#225;ria Direita (CD), dois com origem an&#244;mala da CD (um com origem de CD em Cx, e um com origem de CD em seio coronariano esquerdo), um paciente com tronco coronariano &#250;nico (descendente anterior e Cx saindo do seio coronariano esquerdo), um com trajeto an&#244;malo do tronco da coron&#225;ria esquerda entre aorta e art&#233;ria pulmonar e um paciente apresentando tronco coronariano esquerdo originando-se do seio coronariano direito. Dos pacientes avaliados, um paciente recebeu um cardiodesfibrilador implant&#225;vel; um paciente evoluiu com morte s&#250;bita durante interna&#231;&#227;o hospitalar; e os outros n&#227;o tiveram intercorr&#234;ncias. Conclus&#227;o: A angiotomografia multislice das coron&#225;rias representa m&#233;todo proped&#234;utico minimamente invasivo que possibilita detectar a origem, o curso e termina&#231;&#227;o das anomalias de origem das art&#233;rias coronarianas com excelente acur&#225;cia, possibilitando o correto diagn&#243;stico e auxiliando no planejamento terap&#234;utico.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Cardiopatias cong&#234;nitas</kwd>
        <kwd>doen&#231;a das coron&#225;rias</kwd>
        <kwd>angiografia coron&#225;ria</kwd>
        <kwd>vasos coron&#225;rios</kwd>
        <kwd>angiotomografia</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>31</day>
        <month>01</month>
        <year>2012</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>Angiotomografia coronariana multislice na avalia&#231;&#227;o da origem an&#244;mala das art&#233;rias coronarianas</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Daniel Rocha Rabelo; M&#225;rcio Vinicius Lins Barros; Maria do Carmo Pereira Nunes; Cristiane Carneiro C. Oliveira; Maria Helena Albernaz Siqueira </bold>
    </p>
    <p> Hospital Mater Dei - Belo Horizonte, MG, Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>Fundamento</bold>: A origem an&#244;mala das art&#233;rias coronarianas &#233; uma entidade relativamente rara, podendo se apresentar de v&#225;rias formas cl&#237;nicas e evoluir de forma adversa. A angiotomografia multislice das art&#233;rias coronarianas vem ganhando espa&#231;o na pr&#225;tica cl&#237;nica di&#225;ria, representando importante m&#233;todo proped&#234;utico, com grande potencial na avalia&#231;&#227;o anat&#244;mica dessas art&#233;rias.</p>
    <p><bold>Objetivo:</bold> O objetivo deste estudo &#233; descrever os achados angiotomogr&#225;ficos e a evolu&#231;&#227;o de pacientes com origem an&#244;mala das art&#233;rias coronarianas.</p>
    <p><bold>M&#233;todos:</bold> Durante o per&#237;odo de janeiro de 2008 a mar&#231;o de 2011, foram avaliados consecutivamente 404 pacientes encaminhados para realiza&#231;&#227;o de angiotomografia das coron&#225;rias por diversos motivos, com tempo m&#233;dio de seguimento de 21 meses.</p>
    <p><bold>Resultados:</bold> Nove pacientes (2,2%) apresentaram origem an&#244;mala das art&#233;rias coron&#225;rias, sendo quatro com origem an&#244;mala da art&#233;ria circunflexa (Cx) em Coron&#225;ria Direita (CD), dois com origem an&#244;mala da CD (um com origem de CD em Cx, e um com origem de CD em seio coronariano esquerdo), um paciente com tronco coronariano &#250;nico (descendente anterior e Cx saindo do seio coronariano esquerdo), um com trajeto an&#244;malo do tronco da coron&#225;ria esquerda entre aorta e art&#233;ria pulmonar e um paciente apresentando tronco coronariano esquerdo originando-se do seio coronariano direito. Dos pacientes avaliados, um paciente recebeu um cardiodesfibrilador implant&#225;vel; um paciente evoluiu com morte s&#250;bita durante interna&#231;&#227;o hospitalar; e os outros n&#227;o tiveram intercorr&#234;ncias.</p>
    <p><bold>Conclus&#227;o:</bold> A angiotomografia multislice das coron&#225;rias representa m&#233;todo proped&#234;utico minimamente invasivo que possibilita detectar a origem, o curso e termina&#231;&#227;o das anomalias de origem das art&#233;rias coronarianas com excelente acur&#225;cia, possibilitando o correto diagn&#243;stico e auxiliando no planejamento terap&#234;utico.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Cardiopatias cong&#234;nitas, doen&#231;a das coron&#225;rias, angiografia coron&#225;ria, vasos coron&#225;rios, angiotomografia.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A anatomia normal das art&#233;rias coronarianas pode ser resumida como a descrita por James em 1961, como a presen&#231;a de dois orif&#237;cios arteriais localizados em posi&#231;&#227;o central nos seios de Valsalva esquerdo e direito da aorta, pr&#243;ximos &#224; borda livre das c&#250;spides coronarianas.</p>
    <p>A Origem An&#244;mala de Art&#233;ria coronariana (OAAC) &#233; uma entidade relativamente rara, e a sua incid&#234;ncia est&#225; estimada em cerca de 1,5% da popula&#231;&#227;o geral<sup>1-6</sup>. A evolu&#231;&#227;o da OAAC &#233; muito vari&#225;vel, podendo ser benigna ou apresentar quadros potencialmente graves, como infarto e morte s&#250;bita. Dentre os m&#233;todos proped&#234;uticos dispon&#237;veis, a angiotomografia multislice das art&#233;rias coronarianas apresenta grande potencial na avalia&#231;&#227;o anat&#244;mica dessas art&#233;rias<sup>7</sup> (<xref ref-type="fig" rid="a06fig01_02_">fig. 1</xref> e <xref ref-type="fig" rid="a06fig01_02_">2</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a06fig01_02_">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0266-00011-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>O objetivo deste estudo &#233; descrever os achados anat&#244;micos e a evolu&#231;&#227;o de pacientes com origem an&#244;mala das art&#233;rias coronarianas detectados pela angiotomografia multislice das art&#233;rias coronarianas.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Durante o per&#237;odo de janeiro de 2008 a mar&#231;o de 2011, todos os pacientes encaminhados a angiotomografia coronariana foram catalogados e acompanhados (ap&#243;s informa&#231;&#227;o e assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido para participa&#231;&#227;o no estudo), totalizando-se 404 pacientes. Foi utilizado tom&#243;grafo de 64 canais (Aquilion, Toshiba Medical Company, Japan), e as imagens de todo o cora&#231;&#227;o foram adquiridas em apneia de 6 a 8 segundos, infus&#227;o venosa de 85 a 90 mL de contraste iodado (Iopamiron 350) em bomba de infus&#227;o a vaz&#227;o de 5 mL/s. ROI de detec&#231;&#227;o autom&#225;tica do contraste foi posicionado em aorta descendente (150 HU), iniciando a aquisi&#231;&#227;o de imagens. Pacientes com FC maior que 70 bpm e sem contraindica&#231;&#245;es receberam 5 mg de metoprolol intravenoso. As imagens foram reconstru&#237;das com cortes de espessura de 0,3 mm a intervalos de 0,4 mm, com <italic>gating</italic> retrospectivo. Todos os dados foram analisados por m&#233;dicos experientes no m&#233;todo, usando reformata&#231;&#227;o multiplanar e reconstru&#231;&#227;o 3-D pela t&#233;cnica de "<italic>volume rendering</italic>".</p>
    <p>Os pacientes foram acompanhados por contato via telefone ou entrevista pessoal por um tempo m&#233;dio de 21 meses.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Dos 404 pacientes, foram diagnosticados nove pacientes com OAAC (2.2%), apresentando idade m&#233;dia de 50,4 &#177; 20 anos, sendo oito (88%) do sexo masculino (<xref ref-type="table" rid="a06tab01_">tab. 1</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a06tab01_">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0266-00011-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Esses pacientes foram encaminhados para a ATCM por motivos diversos, como precordialgia (quatro pacientes), cintilografia mioc&#225;rdica alterada (tr&#234;s pacientes), s&#237;ncope (um paciente) e p&#243;s-parada cardiorrespirat&#243;ria (um paciente).</p>
    <p>No que diz respeito &#224; hist&#243;ria familiar, quatro apresentavam hist&#243;ria familiar positiva para doen&#231;a arterial coronariana. N&#227;o houve relatos de outras doen&#231;as familiares significativas.</p>
    <p>Os principais achados angiotomogr&#225;ficos foram (<xref ref-type="table" rid="a06tab01_">tab. 1</xref>):</p>
    <list list-type="bullet">
      <list-item>
        <p>Quatro com origem an&#244;mala da Cx em CD (</p>
        <p><xref ref-type="fig" rid="a06fig03_">fig. 3</xref>);</p>
      </list-item>
      <list-item>
        <p>Dois com origem an&#244;mala da CD (um com origem de CD em Cx, e um com origem de CD em seio coronariano esquerdo);</p>
      </list-item>
      <list-item>
        <p>Um pacientes com tronco coron&#225;rio &#250;nico (DA e Cx originando-se do seio esquerdo (</p>
        <p><xref ref-type="fig" rid="a06fig04_">fig. 4</xref>));</p>
      </list-item>
      <list-item>
        <p>Um paciente apresentando tronco coronariano esquerdo originando-se do seio coronariano direito (</p>
        <p><xref ref-type="fig" rid="a06fig05_">fig. 5</xref>);</p>
      </list-item>
      <list-item>
        <p>Um com trajeto an&#244;malo do TCE entre aorta e art&#233;ria pulmonar (</p>
        <p><xref ref-type="fig" rid="a06fig06_">fig. 6</xref>).</p>
      </list-item>
    </list>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a06fig03_">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0266-00011-gf02.jpg"/></fig>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a06fig04_">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0266-00011-gf03.jpg"/></fig>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a06fig05_">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0266-00011-gf04.jpg"/></fig>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a06fig06_">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0266-00011-gf05.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Na evolu&#231;&#227;o (<xref ref-type="table" rid="a06tab01_">tab. 1</xref>), uma paciente recebeu um cardiodesfibrilador implant&#225;vel, evoluindo sem complica&#231;&#245;es, e outro paciente, que realizou o exame em raz&#227;o de precordialgia at&#237;pica, evoluiu com morte s&#250;bita durante interna&#231;&#227;o hospitalar, enquanto aguardava cirurgia para corre&#231;&#227;o da anomalia coronariana.</p>
    <p>Os outros pacientes n&#227;o apresentaram intercorr&#234;ncias at&#233; o momento da conclus&#227;o deste estudo.</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A anatomia coronariana normal &#233; caracterizada por dois &#243;stios localizados de maneira central nos seios de Valsalva direito e esquerdo, cujo di&#226;metro deve ser igual ou maior do que o di&#226;metro da art&#233;ria coron&#225;ria que dele se origina, sendo universalmente definida da seguinte maneira<sup>8,9</sup>:</p>
    <p>O tronco coronariano origina-se do seio coronariano esquerdo, geralmente abaixo da jun&#231;&#227;o sinotubular e usualmente dividi-se na art&#233;ria descendente anterior e na art&#233;ria circunflexa; em 37% dos indiv&#237;duos o tronco coronariano esquerdo apresenta uma trifurca&#231;&#227;o em art&#233;ria Descendente Anterior (DA), art&#233;ria circunflexa (Cx) e um ramo mediano ou interm&#233;dio. Este &#250;ltimo usualmente supre a parede livre ao longo da face lateral do ventr&#237;culo esquerdo.</p>
    <p>A art&#233;ria descendente anterior segue posteriormente ao tronco pulmonar no sulco interventricular anterior e apresenta ramos diagonais com trajeto em dire&#231;&#227;o &#224; parede anterolateral do ventr&#237;culo esquerdo. </p>
    <p>A art&#233;ria circunflexa segue no sulco atrioventricular posterior e varia em tamanho e extens&#227;o, dependendo do grau de domin&#226;ncia coron&#225;ria. A Cx geralmente d&#225; origem a um ou tr&#234;s ramos marginais obtusos, que suprem a parede livre do ventr&#237;culo esquerdo. Em apenas 1% da popula&#231;&#227;o, as origens da DA e da Cx ocorrem separadamente no seio coronariano esquerdo<sup>10,11</sup>.</p>
    <p>A art&#233;ria Coron&#225;ria Direita (CD) origina-se do seio coronariano direito e segue pelo sulco atrioventricular direito. Seu primeiro ramo &#233; a art&#233;ria conal (ou infundibular), que cursa anteriormente suprindo a via de sa&#237;da do ventr&#237;culo direito ou regi&#227;o infundibular. Em 50% da popula&#231;&#227;o, o ramo infundibular origina-se separadamente do seio coronariano direito<sup>7</sup>.</p>
    <p>Em 90% da popula&#231;&#227;o, a CD se estende posteriormente e d&#225; origem &#224; art&#233;ria descendente posterior, caracterizando o sistema "domin&#226;ncia direita". Em 10% da popula&#231;&#227;o a art&#233;ria descendente posterior origina-se da art&#233;ria circunflexa e n&#227;o da CD, caracterizando o sistema de "domin&#226;ncia esquerda". Ocasionalmente, um sistema "balanceado" est&#225; presente quando a superf&#237;cie posterior &#233; suprida por ramifica&#231;&#245;es de ambas as art&#233;rias, direita e esquerda. Outro ramo da CD, encontrado em 59% dos indiv&#237;duos, &#233; a art&#233;ria sinoatrial nodal que cursa posteriormente ao longo da por&#231;&#227;o superior do septo atrial e da parede anterior do &#225;trio direito, suprindo o n&#243; sinusal e o &#225;trio direito. Em 38% dos indiv&#237;duos, essa art&#233;ria origina-se da coron&#225;ria esquerda, e em 3% origina-se de ambas as art&#233;rias<sup>7</sup>.</p>
    <p>Qualquer altera&#231;&#227;o nesse padr&#227;o deve ser considerada como uma anatomia coronariana anormal, ou seja, uma anomalia coronariana deve ser definida como qualquer padr&#227;o coronariano com uma caracter&#237;stica (n&#250;mero de &#243;stios, trajeto proximal, leito distal...) "raramente" encontrado na popula&#231;&#227;o geral<sup>10</sup>.</p>
    <p>Essa anomalia apresenta incid&#234;ncia baixa na popula&#231;&#227;o geral, variando de 0,3% a 6,6%. Alexander e Griffiths, em 18.950 necropsias, observaram somente 54 casos de anomalias de origem das coron&#225;rias (0,3%); Angelini e cols.<sup>10</sup> realizaram um estudo que incluiu 1.950 cateterismos card&#237;acos consecutivos para avalia&#231;&#227;o de doen&#231;a arterial coronariana, encontrando incid&#234;ncia de 5,6%, por&#233;m esses estudos foram limitados em raz&#227;o da sele&#231;&#227;o de entrada de pacientes e da aus&#234;ncia de crit&#233;rios diagn&#243;sticos claros. Shi e cols.<sup>11</sup>, utilizando-se da angiotomografia multislice coronariana, demonstraram incid&#234;ncia de 6.6%. Na s&#233;rie apresentada neste estudo, foi observada incid&#234;ncia de 2,2%. </p>
    <p>A cineangiocoronariografia &#233; atualmente o exame mais utilizado para o diagn&#243;stico de origem an&#244;mala de art&#233;ria coronariana, mas este m&#233;todo tem utiliza&#231;&#227;o limitada para esse fim em raz&#227;o de sua caracter&#237;stica invasiva e an&#225;lise de proje&#231;&#227;o.</p>
    <p>A tomografia computadorizada multislice com 64 canais disponibiliza para a pr&#225;tica cl&#237;nica um excelente m&#233;todo para detec&#231;&#227;o das anomalias das art&#233;rias coron&#225;rias, podendo detectar de maneira r&#225;pida, minimamente invasiva (utilizado apenas veia perif&#233;rica para administra&#231;&#227;o de contraste) e acurada a origem, o curso e a termina&#231;&#227;o desses vasos, e alguns autores j&#225; mostraram a superioridade da ATCM das art&#233;rias coronarianas em rela&#231;&#227;o &#224; angiografia convencional na demonstra&#231;&#227;o da origem ostial e do trajeto proximal de art&#233;rias coronarianas an&#244;malas<sup>3,12,13</sup>. </p>
    <p>Em raz&#227;o do quadro cl&#237;nico muito inespec&#237;fico, deve-se sempre ter em mente a possibilidade de OAAC, especialmente em jovens e atletas, pois trata-se de uma doen&#231;a potencialmente letal, estando implicados como causa de dor tor&#225;cica morte s&#250;bita, insufici&#234;ncia card&#237;aca, s&#237;ncope, dispneia, fibrila&#231;&#227;o ventricular e infarto do mioc&#225;rdio<sup>10</sup>.</p>
    <p>A origem e o trajeto proximal das art&#233;rias coronarianas an&#244;malas s&#227;o os principais fatores preditivos de gravidade<sup>14</sup>. Atualmente, constitui a segunda causa mais frequente de morte s&#250;bita de origem cardiovascular em atletas competitivos<sup>15</sup>, podendo tamb&#233;m ser causa de insufici&#234;ncia card&#237;aca e morte em lactentes<sup>16,17</sup>.</p>
    <p>No que diz respeito &#224; evolu&#231;&#227;o dos pacientes, devemos levar em considera&#231;&#227;o as limita&#231;&#245;es do estudo, onde houve um tempo relativamente curto de acompanhamento (m&#233;dia de 21 meses), e as poss&#237;veis varia&#231;&#245;es anat&#244;micas.</p>
    <p>Dos nove pacientes descritos neste estudo, observaram-se quatro apresentando art&#233;ria circunflexa saindo da coron&#225;ria direita, sendo compat&#237;vel com a literatura que mostra que a art&#233;ria circunflexa originando-se do seio coronariano direito ou da art&#233;ria coronariana direita, com um trajeto retroa&#243;rtico, &#233; a anomalia cong&#234;nita da art&#233;ria coronariana mais comum<sup>18,19</sup>. Essa anomalia n&#227;o tem significado cl&#237;nico importante, mas logicamente dever&#225; ser considerada antes de uma cirurgia card&#237;aca.</p>
    <p>Foi observado tamb&#233;m um paciente com coron&#225;ria &#250;nica esquerda, onde a origem da art&#233;ria coronariana direita se d&#225; a partir da art&#233;ria circunflexa, com trajeto retroa&#243;rtico, e esse paciente deu entrada no servi&#231;o ap&#243;s o quadro dram&#225;tico de parada cardiorrespirat&#243;ria em casa, ressussitada por equipe do servi&#231;o de atendimento m&#243;vel de urg&#234;ncia. Apesar de ser causa de isquemia mioc&#225;rdica, os exames indutores de isquemia podem ser normais.</p>
    <p>A origem an&#244;mala da art&#233;ria coronariana esquerda do seio coronariano direito (na s&#233;rie apresentada encontrada em um paciente que apresentava trajeto entre aorta e tronco pulmonar) pode relacionar-se a morte s&#250;bita em 59% dos casos, precedida por atividade f&#237;sica em 81% dos eventos<sup>10</sup>. Essa anomalia pode apresentar quatro trajetos: anteriormente &#224; art&#233;ria pulmonar; posteriormente &#224; aorta; intrasseptal entre a aorta e a art&#233;ria pulmonar; e interarterial entre a aorta e a pulmonar<sup>20</sup>.</p>
    <p>Todos os subtipos dessa anomalia t&#234;m sido associados a morte s&#250;bita, mas a varia&#231;&#227;o interarterial, que &#233; o padr&#227;o mais comum, tem uma rela&#231;&#227;o mais forte com sequelas catastr&#243;ficas<sup>20-22</sup>.</p>
    <p>Foi diagnosticado tamb&#233;m um paciente com origem da CD em seio coronariano esquerdo com trajeto entre aorta e tronco pulmonar, sem compress&#227;o extr&#237;nseca, paciente que realizou o exame em raz&#227;o de precordialgia, sendo observado trajeto an&#244;malo do tronco coronariano esquerdo entre aorta e art&#233;ria pulmonar. Esse paciente evoluiu com morte s&#250;bita, durante interna&#231;&#227;o hospitalar, enquanto programava cirurgia para corre&#231;&#227;o da anomalia coronariana. </p>
    <p>Foi observado tamb&#233;m um paciente com art&#233;ria &#250;nica: tronco de coron&#225;ria esquerda, onde o seio coronariano esquerdo dava origem a DA e Cx, sendo essa uma anomalia rar&#237;ssima, com incid&#234;ncia de 0,04%, podendo estar associada a defeito card&#237;aco cong&#234;nito (tetralogia de Fallot, transposi&#231;&#227;o dos grandes vasos, <italic>truncus arteriosus</italic>) em 40% dos casos. O progn&#243;stico desse tipo de anomalia varia de excelente (sem decr&#233;scimo &#224; sobrevida), a reservado conforme sua distribui&#231;&#227;o anat&#244;mica, inclusive com risco de morte s&#250;bita, uma vez que 15% dos seus portadores desenvolvem cardiopatia grave antes dos 40 anos. Quando se desenvolve doen&#231;a arterial coronariana, as consequ&#234;ncias s&#227;o significativas e o progn&#243;stico &#233; grave se a obstru&#231;&#227;o for proximal, visto que o &#243;stio &#233; &#250;nico e h&#225; m&#237;nima possibilidade de circula&#231;&#227;o colateral.</p>
    <p>A indica&#231;&#227;o de revasculariza&#231;&#227;o deve ser considerada na exist&#234;ncia de sintomas, mesmo na aus&#234;ncia de aterosclerose coronariana, em raz&#227;o da consider&#225;vel chance de infarto agudo do mioc&#225;rdio e de morte s&#250;bita.</p>
    <p>De acordo com as evid&#234;ncias atuais, os segmentos coronarianos com trajeto an&#244;malo n&#227;o s&#227;o mais suscet&#237;veis a doen&#231;a obstrutiva ateroscler&#243;tica do que os segmentos normais num mesmo indiv&#237;duo<sup>10,15</sup>. </p>
    <p>Devemos sempre ter em mente a possibilidade da origem an&#244;mala de art&#233;rias coronarianas em pacientes com quadro de precordialgia, lipot&#237;mia, s&#237;ncope ou outros sintomas inespec&#237;ficos, especialmente em se tratando de jovens e atletas, e se dispon&#237;vel, lan&#231;ar m&#227;o da angiotomografia coronariana multislice para o correto diagn&#243;stico e tratamento dessa entidade que, se n&#227;o tratada, poder&#225; evoluir de forma adversa.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A OAAC &#233; uma entidade relativamente rara, potencialmente letal se n&#227;o diagnosticada e tratada precocemente, podendo se apresentar de v&#225;rias formas cl&#237;nicas e evoluir de forma adversa.</p>
    <p>A ATCM representa m&#233;todo proped&#234;utico minimamente invasivo que possibilita detectar a origem, o curso e a termina&#231;&#227;o das anomalias de origem das art&#233;rias coronarianas possibilitando o correto diagn&#243;stico e auxiliando no planejamento terap&#234;utico.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Daniel Rocha Rabelo</p>
        <p>Rua dos Timbiras - Funcion&#225;rios &#150; 30140-060 - Belo Horizonte, MG, Brasil</p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <ext-link xlink:href="mailto:'danielrabelo@cardiol.br'" ext-link-type="email">danielrabelo@cardiol.br</ext-link>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 12/06/11; revisado recebido em 23/08/11; aceito em 05/10/11.</p>
  </body>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Anomalous course of the left main or left anterior descending coronary artery originating from the right sinus of Valsalva: identification of four common variations by electron beam tomography</article-title>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Usefulness of electron beam computed tomography for diagnosis of an anomalous origin of a coronary artery from the opposite sinus</article-title>
          <source>Am J Cardiol</source>
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          <article-title>Coronary anomalies diagnosed with transesophageal echocardiography: complementary clinical value in adults</article-title>
          <source>Int J Card Imaging</source>
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            <year>1998</year>
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      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Multislice coronary angiotomography in the assessment of coronary artery anomalous origin</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>Background: Anomalous origin of coronary arteries is a relatively rare entity, which may show different clinical forms and develop an adverse outcome. Multislice coronary angiotomography has gained importance in daily clinical practice, representing an important patient assessment method with great potential in the anatomical evaluation of these arteries. Objective: This study aimed to describe angiotomographic findings and evolution of patients with anomalous origin of coronary arteries. Methods: From January 2008 to March 2011 404 patients were evaluated consecutively, who had been referred for coronary angiotomography for several reasons, with a mean follow-up of 21 months. Results: Nine patients (2.2%) had anomalous origin of coronary arteries, of which four had an anomalous origin of the Circumflex (Cx) artery in the Right Coronary Artery (RCA), two had anomalous origin of the RCA (one originating from the Cx and one in the left coronary sinus), a patient with single coronary trunk (anterior descending and Cx out of the left coronary sinus), one had anomalous left main coronary artery trajectory between the aorta and pulmonary artery and one patient with left coronary trunk originating from the right coronary sinus. Of the evaluated patients, one received an implantable cardiodefibrillator; one died due to sudden death during hospitalization; and the others showed no complications. Conclusion: The multislice coronary angiotomography represents minimally invasive assessment method that allows detecting the origin, course and termination of anomalous coronary arteries with excellent accuracy, allowing the correct diagnosis and aiding therapeutic planning.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Heart defects</kwd>
        <kwd>coronary disease</kwd>
        <kwd>coronary angiography</kwd>
        <kwd>coronary vessels</kwd>
        <kwd>angiotomography</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>Multislice coronary angiotomography in the assessment of coronary artery anomalous origin</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Daniel Rocha Rabelo; M&#225;rcio Vinicius Lins Barros; Maria do Carmo Pereira Nunes; Cristiane Carneiro C. Oliveira; Maria Helena Albernaz Siqueira </bold>
      </p>
      <p> Hospital Mater Dei - Belo Horizonte, MG, Brasil</p>
      <p>Mailing Address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>Background</bold>: Anomalous origin of coronary arteries is a relatively rare entity, which may show different clinical forms and develop an adverse outcome. Multislice coronary angiotomography has gained importance in daily clinical practice, representing an important patient assessment method with great potential in the anatomical evaluation of these arteries.</p>
      <p><bold>Objective</bold>: This study aimed to describe angiotomographic findings and evolution of patients with anomalous origin of coronary arteries.</p>
      <p><bold>Methods</bold>: From January 2008 to March 2011 404 patients were evaluated consecutively, who had been referred for coronary angiotomography for several reasons, with a mean follow-up of 21 months.</p>
      <p><bold>Results</bold>: Nine patients (2.2%) had anomalous origin of coronary arteries, of which four had an anomalous origin of the Circumflex (Cx) artery in the Right Coronary Artery (RCA), two had anomalous origin of the RCA (one originating from the Cx and one in the left coronary sinus), a patient with single coronary trunk (anterior descending and Cx out of the left coronary sinus), one had anomalous left main coronary artery trajectory between the aorta and pulmonary artery and one patient with left coronary trunk originating from the right coronary sinus. Of the evaluated patients, one received an implantable cardiodefibrillator; one died due to sudden death during hospitalization; and the others showed no complications. </p>
      <p><bold>Conclusion</bold>: The multislice coronary angiotomography represents minimally invasive assessment method that allows detecting the origin, course and termination of anomalous coronary arteries with excellent accuracy, allowing the correct diagnosis and aiding therapeutic planning.</p>
      <p><bold>Keywords</bold>: Heart defects, congenital; coronary disease; coronary angiography; coronary vessels; angiotomography.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>The normal anatomy of coronary arteries can be summarized as described by James in 1961, as the presence of two arterial orifices located in a central position in the left and right aortic sinus of Valsalva, close to the free border of the coronary cusps. </p>
      <p>The anomalous origin of coronary arteries (AOCA) is a relatively rare entity, and its incidence is estimated at about 1.5% of the general population<sup>1-6</sup>. The evolution of AOCA is highly variable and may be benign or have potentially severe outcomes, such as myocardial infarction and sudden death. Among the available diagnostic methods, multislice CT angiography of the coronary arteries has great potential in the anatomical evaluation of these arteries<sup>7</sup> (<xref ref-type="fig" rid="ea06fig01_02_-body2">Figs. 1</xref> and <xref ref-type="fig" rid="ea06fig01_02_-body2">2</xref>). </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="ea06fig01_02_-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0266-00011-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>This study aims to describe the anatomic findings and evolution of patients with anomalous origin of coronary arteries detected by multislice CT angiography of the coronary arteries. </p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>From January 2008 to March 2011, all patients referred for coronary angiotomography were registered and followed (after receiving information and signing the informed consent form for study participation), totaling 404 patients. A 64-channel CT scanner was used (Aquilion, Toshiba Medical Company, Japan), and the images of the entire heart were acquired during apnea of 6 to 8 seconds, with intravenous infusion of 85 to 90 mL of iodinated contrast material (Iopamiron 350) in infusion pump flow of 5 mL/s. Contrast auto-detecting ROI was positioned in the descending aorta (150 HU) starting the image acquisition. </p>
      <p>Patients with HR &gt; 70 bpm and no contraindications received 5 mg intravenous metoprolol. Images were reconstructed with 0.4 mm slice interval and 0.3 mm slice thickness, with retrospective gating. All data were analyzed by physicians experienced in the method, using multiplanar reformatting and volume rendering technique for 3-D reconstruction. </p>
      <p>The patients were followed by telephone or personal interview for a median of 21 months.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>Of the 404 patients, nine (2.2%) were diagnosed with AOCA, with a mean age of 50.4 &#177; 20 years, of which eight (88%) being males (<xref ref-type="table" rid="ea06tab01_-body2">Table 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="ea06tab01_-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0266-00011-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>These patients were referred to the angiot-TC for various reasons, such as chest pain (four patients), altered myocardial scintigraphy (three patients), syncope (one patient) and post-cardiorespiratory arrest (one patient). </p>
      <p>Of the 404 patients, nine (2.2%) were diagnosed with AOCA, with a mean age of 50.4 &#177; 20 years, of which eight (88%) were males (<xref ref-type="table" rid="ea06tab01_-body2">Table 1</xref>).</p>
      <p>These patients were referred to the angio-CT for various reasons, such as chest pain (four patients), altered myocardial scintigraphy (three patients), syncope (one patient) and post-cardiorespiratory arrest (one patient). </p>
      <p>Regarding the family history, four had a positive family history for coronary artery disease. There were no reports of other significant familial diseases.</p>
      <p>The main angiotomographic findings were (<xref ref-type="table" rid="ea06tab01_-body2">Table 1</xref>):</p>
      <list list-type="bullet">
        <list-item>
          <p>Four patients with anomalous origin of Cx in RCA (</p>
          <p><xref ref-type="fig" rid="ea06fig03_-body2">fig. 3</xref>);</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Two with anomalous origin of RCA (one with RCA origin in the Cx, and one with RCA origin in the left coronary sinus);</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>One patient with single coronary trunk (ADA and Cx originating from the left sinus (</p>
          <p><xref ref-type="fig" rid="ea06fig04_-body2">fig. 4</xref>));</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>One patient had left coronary sinus originating from the right coronary sinus (</p>
          <p><xref ref-type="fig" rid="ea06fig05_-body2">fig. 5</xref>);</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>One with anomalous trajectory of LCT between the aorta and pulmonary artery (</p>
          <p><xref ref-type="fig" rid="ea06fig06_-body2">fig. 6</xref>).</p>
        </list-item>
      </list>
      <p content-type="asset">
        <fig id="ea06fig03_-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0266-00011-gf02-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="ea06fig04_-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0266-00011-gf03-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="ea06fig05_-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0266-00011-gf04-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="ea06fig06_-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0266-00011-gf05-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>During evolution (<xref ref-type="table" rid="ea06tab01_-body2">Table 1</xref>), one patient received an implantable cardioverter defibrillator and progressed without complications, and another patient, who underwent the examination due to of atypical chest pain, died due to sudden death during hospitalization, while awaiting surgery to correct the coronary anomaly.</p>
      <p>The other patients had no complications until the conclusion of the present study. </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The normal coronary anatomy is characterized by two ostia located centrally in the right and left Valsalva sinuses, of which diameter should be equal to or greater than the diameter of the coronary artery that arises from it, being universally defined as follows<sup> 8,9</sup>:</p>
      <p>The coronary trunk originates from the left coronary sinus, usually below the sinotubular junction and is usually divided into the left anterior descending artery and circumflex artery; in 37% of individuals, the coronary trunk has a trifurcation in the left anterior descending artery (ADA), circumflex artery (Cx) and a median or intermediate branch. The latter usually supplies the free wall along the left lateral ventricular wall. </p>
      <p>The anterior descending artery advances posteriorly to the pulmonary trunk on the anterior interventricular groove and has diagonal branches with a trajectory toward the anterolateral wall of the left ventricle.</p>
      <p>The circumflex artery follows the atrioventricular groove posteriorly and varies in size and extension, depending on the degree of coronary dominance. </p>
      <p>The Cx usually gives rise to one or three obtuse marginal branches, which supply the LV free wall. In only 1% of the population, the origins of ADA and Cx occur separately in the left coronary sinus<sup>10,11</sup>. </p>
      <p>The right coronary artery (RCA) originates from the right coronary sinus and follows the right atrioventricular groove. Its first branch is the conal (or infundibular) artery, which runs anteriorly, supplying the right ventricular outflow tract or infundibular region. In 50% of the population, the infundibular branch arises separately from the right coronary sinus<sup>7</sup>. </p>
      <p>In 90% of the population, the RCA extends posteriorly and gives rise to the posterior descending artery, characterizing the "right dominance" system. In 10% of the population, the posterior descending artery arises from the circumflex artery and not from the RCA, characterizing the "left dominance" system.</p>
      <p>Occasionally, a "balanced" system is present when the posterior surface is supplied by branches of both right and left arteries. Another branch of the RCA found in 59% of the individuals is the sinoatrial nodal artery, running posteriorly along the upper portion of the atrial septum and anterior wall of the right atrium, supplying the sinus node and right atrium. In 38% of individuals, this artery originates from the left coronary artery, and in 3% it originates from both arteries<sup>7</sup>.</p>
      <p>Any alteration in this pattern must be considered as abnormal coronary anatomy, i.e., a coronary anomaly must be defined as any coronary pattern with a characteristic (number of ostia, proximal trajectory, distal bed, etc.) "rarely" found in the general population<sup>10</sup>.</p>
      <p>This anomaly has low incidence in the general population, ranging from 0.3% to 6.6%. Alexander and Griffiths in 18,950 autopsies, found only 54 cases of anomalous origin of coronary arteries (0.3%); Angelini et al<sup>10</sup> conducted a study that included 1,950 consecutive cardiac catheterizations for the evaluation of coronary artery disease, finding an incidence of 5.6%, but these studies were limited due to patient enrollment selection and the absence of clear diagnostic criteria. Shi et al<sup>11</sup>, using multislice coronary angiography, have shown an incidence of 6.6%. In the series presented in this study, we found an incidence of 2.2%.</p>
      <p>Coronary angiography is currently the most frequently used examination for the diagnosis of anomalous origin of coronary artery, but this method has limited use for this purpose due to its invasive characteristic and projection analysis.</p>
      <p>64-Channel Multislice Computed Tomography is an excellent method in clinical practice for the detection of coronary artery anomalies, and it is a fast, minimally invasive (using only peripheral vein for contrast administration) and accurate method to detect the origin, course and termination of these vessels. Some authors have shown the superiority of the angio-CT of coronary arteries compared to conventional angiography to demonstrate ostial origin and the proximal trajectory of anomalous coronary arteries<sup>3,12,13</sup>. </p>
      <p>Due to the very unspecific clinical picture, one should always bear in mind the possibility of AOCA, especially in young athletes, as it is a potentially lethal disease, being implicated as cause of chest pain, sudden death, heart failure, syncope, dyspnea, ventricular fibrillation and myocardial infarction<sup>10</sup>.</p>
      <p>The origin and proximal trajectory of anomalous coronary arteries are the major predictors of severity<sup>14</sup>. Currently, it constitutes the second most common cause of sudden cardiovascular death in competitive athletes<sup>15</sup> and can also be the cause of heart failure and death in infants<sup>16,17</sup>. </p>
      <p>Regarding patient evolution, we must take into account the limitations of the study, where there was a relatively short follow-up (mean of 21 months), and the possible anatomical variations.</p>
      <p>Of the nine patients described in this study, four had the Cx artery originating from the RCA, being compatible with the literature that shows that the circumflex artery originating from the right coronary sinus or right coronary artery with a retroaortic trajectory, is the most common congenital anomaly of the coronary artery<sup>18,19</sup>.</p>
      <p>This anomaly does not have important clinical significance, but it should certainly be considered before cardiac surgery.</p>
      <p>We also observed a patient with single left coronary artery, where the origin of the RCA arises from the circumflex artery with retroaortic trajectory, and this patient was admitted to the service after a dramatic picture of cardiac arrest at home, having been resuscitated by the paramedic team. Even though they are the cause of myocardial ischemia, ischemia-inducing tests may be normal. </p>
      <p>The anomalous origin of the left coronary artery from the right coronary sinus (in this series found in a patient with trajectory between the aorta and pulmonary trunk) can be associated with sudden death in 59% of cases, preceded by physical activity in 81% of the events<sup>10</sup>. This anomaly may present four trajectories: anterior to the pulmonary artery; posterior to the aorta; intraseptal between the aorta and pulmonary artery, and interarterial between the aorta and pulmonary artery<sup>20</sup>.</p>
      <p>All subtypes of this anomaly have been associated with sudden death, but the interarterial variation, which is the most common pattern, has a stronger association with disastrous sequelae<sup>20-22</sup>. </p>
      <p>We also diagnosed a patient with RCA origin in the left coronary sinus with a trajectory between the aorta and pulmonary trunk, without extrinsic compression. This patient was submitted to the examination due to chest pain, and an abnormal trajectory of the left coronary trunk was observed between the aorta and pulmonary artery. This patient died due to sudden death during hospitalization, while awaiting scheduled surgery for the correction of the coronary anomaly.</p>
      <p>We also observed a patient with a single artery: left main coronary artery, where the left coronary sinus gave rise to the ADA and Cx; this is a rare anomaly with an incidence of 0.04% and may be associated with congenital heart defect (tetralogy of Fallot, transposition of great vessels, truncus arteriosus) in 40% of cases. The prognosis of this anomaly ranges from excellent (no decrease in survival), to guarded, according to their anatomical distribution, including the risk of sudden death, as 15% of patients develop severe heart disease before age 40. When coronary artery disease develops, the consequences are significant and the prognosis is severe if the obstruction is proximal, as the ostium is single and there is no possibility of collateral circulation.</p>
      <p>The indication for revascularization should be considered in the presence of symptoms, even in the absence of coronary atherosclerosis, due to the considerable chance of acute myocardial infarction and sudden death.</p>
      <p>According to current evidence, coronary segments with abnormal trajectory are more susceptible to atherosclerotic obstructive disease than normal segments in the same individual<sup>10,15</sup>. </p>
      <p>The possibility of anomalous origin of coronary arteries must always be kept in mind in patients with chest pain, pre-syncope, syncope, or other nonspecific symptoms, especially when observed in young and athletic individuals, and if available, use multislice coronary angiography to attain a correct diagnosis and treatment of this entity which, if left untreated, may develop into an adverse event. </p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>AOCA is a relatively rare, potentially lethal entity if not diagnosed and treated early and can show different clinical forms and develop into adverse outcomes. </p>
      <p>The angio-CT is minimally invasive diagnostic method that allows the detection of the origin, course and termination of anomalous coronary artery origin, allowing the correct diagnosis and aiding in treatment planning. </p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Angiotomograf&#237;a coronaria multislice en la evaluaci&#243;n del origen an&#243;malo de las arterias coronarias</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>RESUMEN FUNDAMENTO: El origen an&#243;malo de las arterias coronarias es una entidad relativamente rara, pudiendo presentarse de varias formas cl&#237;nicas y evolucionar de forma adversa. La angiotomograf&#237;a multislice de las arterias coronarias viene ganando espacio en la pr&#225;ctica cl&#237;nica diaria, representando importante m&#233;todo proped&#233;utico, con gran potencial en la evaluaci&#243;n anat&#243;mica de esas arterias. OBJETIVO: El objetivo de este estudio es describir los hallazgos angiotomogr&#225;ficos y la evoluci&#243;n de pacientes con origen an&#243;malo de las arterias coronarias. M&#201;TODOS: Durante el per&#237;odo de enero de 2008 a marzo de 2011, fueron evaluados consecutivamente 404 pacientes encaminados para realizaci&#243;n de angiotomograf&#237;a de las coronarias por diversos motivos, con tiempo medio de seguimiento de 21 meses. RESULTADOS: Nueve pacientes (2,2%) presentaron origen an&#243;malo de las arterias coronarias, siendo cuatro con origen an&#243;malo de la arteria circunfleja (Cj) en Coronaria Derecha (CD), dos con origen an&#243;malo de la CD (uno con origen de CD en Cj, y uno con origen de CD en seno coronario izquierdo), un paciente con tronco coronario &#250;nico (descendente anterior y Cj saliendo del seno coronario izquierdo), uno con trayecto an&#243;malo del tronco de la coronaria izquierda entre aorta y arteria pulmonar y un paciente presentando tronco coronario izquierdo origin&#225;ndose del seno coronario derecho. De los pacientes evaluados, un paciente recibi&#243; un cardiodesfibrilador implantable; un paciente evolucion&#243; con muerte s&#250;bita durante internaci&#243;n hospitalaria; y los otros no tuvieron intercurrencias. CONCLUS&#195;O: La angiotomograf&#237;a multislice de las coronarias representa m&#233;todo proped&#233;utico m&#237;nimamente invasivo que posibilita detectar el origen, el curso y terminaci&#243;n de las anomal&#237;as de origen de las arterias coronarias con excelente precisi&#243;n, posibilitando el correcto diagn&#243;stico y auxiliando al planeamiento terap&#233;utico.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Cardiopat&#237;as cong&#233;nitas</kwd>
        <kwd>enfermedad de las coronarias</kwd>
        <kwd>angiograf&#237;a coronaria</kwd>
        <kwd>vasos coronarios</kwd>
        <kwd>angiotomograf&#237;a</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="inicio-body3">
          <label>
            <bold>Angiotomograf&#237;a coronaria multislice en la evaluaci&#243;n del origen an&#243;malo de las arterias coronarias</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Daniel Rocha Rabelo; M&#225;rcio Vinicius Lins Barros; Maria do Carmo Pereira Nunes; Cristiane Carneiro C. Oliveira; Maria Helena Albernaz Siqueira</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Hospital Mater Dei - Belo Horizonte, MG, Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMO</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> El origen an&#243;malo de las arterias coronarias es una entidad relativamente rara, pudiendo presentarse de varias formas cl&#237;nicas y evolucionar de forma adversa. La angiotomograf&#237;a multislice de las arterias coronarias viene ganando espacio en la pr&#225;ctica cl&#237;nica diaria, representando importante m&#233;todo proped&#233;utico, con gran potencial en la evaluaci&#243;n anat&#243;mica de esas arterias.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> El objetivo de este estudio es describir los hallazgos angiotomogr&#225;ficos y la evoluci&#243;n de pacientes con origen an&#243;malo de las arterias coronarias.</p>
      <p><bold> M&#201;TODOS:</bold> Durante el per&#237;odo de enero de 2008 a marzo de 2011, fueron evaluados consecutivamente 404 pacientes encaminados para realizaci&#243;n de angiotomograf&#237;a de las coronarias por diversos motivos, con tiempo medio de seguimiento de 21 meses.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> Nueve pacientes (2,2%) presentaron origen an&#243;malo de las arterias coronarias, siendo cuatro con origen an&#243;malo de la arteria circunfleja (Cj) en Coronaria Derecha (CD), dos con origen an&#243;malo de la CD (uno con origen de CD en Cj, y uno con origen de CD en seno coronario izquierdo), un paciente con tronco coronario &#250;nico (descendente anterior y Cj saliendo del seno coronario izquierdo), uno con trayecto an&#243;malo del tronco de la coronaria izquierda entre aorta y arteria pulmonar y un paciente presentando tronco coronario izquierdo origin&#225;ndose del seno coronario derecho. De los pacientes evaluados, un paciente recibi&#243; un cardiodesfibrilador implantable; un paciente evolucion&#243; con muerte s&#250;bita durante internaci&#243;n hospitalaria; y los otros no tuvieron intercurrencias.</p>
      <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> La angiotomograf&#237;a multislice de las coronarias representa m&#233;todo proped&#233;utico m&#237;nimamente invasivo que posibilita detectar el origen, el curso y terminaci&#243;n de las anomal&#237;as de origen de las arterias coronarias con excelente precisi&#243;n, posibilitando el correcto diagn&#243;stico y auxiliando al planeamiento terap&#233;utico. </p>
      <p><bold>Palavras-chave:</bold> Cardiopat&#237;as cong&#233;nitas, enfermedad de las coronarias, angiograf&#237;a coronaria, vasos coronarios, angiotomograf&#237;a.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La anatom&#237;a normal de las arterias coronarias puede ser resumida como la descripta por James en 1961, como la presencia de dos orificios arteriales ubicados en posici&#243;n central en los senos de Valsalva izquierdo y derecho de la aorta, pr&#243;ximos al borde libre de las c&#250;spides coronarias.</p>
      <p>El Origen An&#243;malo de Arteria coronaria (OAAC) es una entidad relativamente rara, y su incidencia est&#225; estimada en cerca de 1,5% de la poblaci&#243;n general<sup>1-6</sup>. La evoluci&#243;n de la OAAC es muy variable, pudiendo ser benigna o presentar cuadros potencialmente graves, como infarto y muerte s&#250;bita. Entre los m&#233;todos proped&#233;uticos disponibles, la angiotomograf&#237;a multislice de las arterias coronarias presenta gran potencial en la evaluaci&#243;n anat&#243;mica de esas arterias<sup>7</sup> (<xref ref-type="fig" rid="es_a10fig01_02-body3">Fig. 1</xref> y <xref ref-type="fig" rid="es_a10fig01_02-body3">2</xref>).</p>
      <p content-type="html"><fig id="es_a10fig01_02-body3"><graphic xlink:href="https://minio.scielo.br/documentstore/1678-4170/hxkSBMQPFZNs3XPn66QzCnw/8b5dfa204ccd8b41f2602c5cac31e389392892d0.jpg"/>&#13;
<graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0266-00011-gf01-es.jpg"/></fig>&#13;
&#160;&#13;
</p>
      <p>El objetivo de este estudio es describir los hallazgos anat&#243;micos y la evoluci&#243;n de pacientes con origen an&#243;malo de las arterias coronarias detectados por la angiotomograf&#237;a multislice de las arterias coronarias.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Durante el per&#237;odo de enero de 2008 a marzo de 2011, todos los pacientes encaminados a angiotomograf&#237;a coronaria fueron catalogados y controlados (despu&#233;s de informaci&#243;n y firma del t&#233;rmino de consentimiento libre y aclarado para participaci&#243;n en el estudio), totalizando 404 pacientes. Fue utilizado tom&#243;grafo de 64 canales (Aquilion, Toshiba Medical Company, Japan), y las im&#225;genes de todo el coraz&#243;n fueron adquiridas en apnea de 6 a 8 segundos, infusi&#243;n venosa de 85 a 90 mL de contraste yodado (Iopamiron 350) en bomba de infusi&#243;n volum&#233;trica de 5 mL/s. ROI de detecci&#243;n autom&#225;tica del contraste fue posicionado en aorta descendente (150 HU), iniciando a adquisici&#243;n de im&#225;genes. Pacientes con FC mayor que 70 lpm y sin contraindicaciones recibieron 5 mg de metoprolol intravenoso. Las im&#225;genes fueron reconstruidas con cortes de espesor de 0,3 mm a intervalos de 0,4 mm, con <italic>gating</italic> retrospectivo. Todos los datos fueron analizados por m&#233;dicos experimentados en el m&#233;todo, usando reformataci&#243;n multiplanar y reconstrucci&#243;n 3-D por la t&#233;cnica de "<italic>volumen rendering</italic>".</p>
      <p>Los pacientes fueron controlados por contacto telef&#243;nico o entrevista personal por un tiempo medio de 21 meses.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>De los 404 pacientes, fueron diagnosticados nueve pacientes con OAAC (2,2%), presentando edad media de 50,4 &#177; 20 a&#241;os, siendo ocho (88%) del sexo masculino (<xref ref-type="table" rid="es_a10tab01-body3">Tab. 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a10tab01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0266-00011-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Esos pacientes fueron encaminados para ATCM por motivos diversos, como precordialgia (cuatro pacientes), c&#225;mara gamma mioc&#225;rdica alterada (tres pacientes), s&#237;ncope (un paciente) y post parada cardiorrespiratoria (un paciente).</p>
      <p>En lo que se refiere a la historia familiar, cuatro presentaban historia familiar positiva para enfermedad arterial coronaria. No hubo relatos de otras enfermedades familiares significativas.</p>
      <p>Los principales hallazgos angiotomogr&#225;ficos fueron (<xref ref-type="table" rid="es_a10tab01-body3">tab. 1</xref>):</p>
      <disp-quote>
        <p>&#149; Cuatro con origen an&#243;malo de la Cj en CD (<xref ref-type="fig" rid="es_a10fig03-body3">Fig., 3</xref>);</p>
        <p>&#149; Dos con origen an&#243;malo de la CD (uno con origen de CD en Cj, y uno con origen de CD en seno coronario izquierdo);</p>
        <p>&#149; Un paciente con tronco coronario &#250;nico (DA y Cj origin&#225;ndose del seno izquierdo (<xref ref-type="fig" rid="es_a10fig04-body3">Fig. 4</xref>));</p>
        <p>&#149; Un paciente presentando tronco coronario izquierdo origin&#225;ndose del seno coronario derecho (<xref ref-type="fig" rid="es_a10fig05-body3">Fig. 5</xref>);</p>
        <p>&#149; Uno con trayecto an&#243;malo del TCE entre aorta y arteria pulmonar (<xref ref-type="fig" rid="es_a10fig06-body3">Fig. 6</xref>).</p>
      </disp-quote>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a10fig03-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0266-00011-gf02-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a10fig04-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0266-00011-gf03-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a10fig05-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0266-00011-gf04-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a10fig06-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0266-00011-gf05-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>En la evoluci&#243;n (<xref ref-type="table" rid="es_a10tab01-body3">Tab. 1</xref>), una paciente recibi&#243; un cardiodesfibrilador implantable, evolucionando sin complicaciones, y otro paciente, que realiz&#243; el examen en raz&#243;n de precordialgia at&#237;pica, evolucion&#243; con muerte s&#250;bita durante internaci&#243;n hospitalaria, en cuanto aguardaba cirug&#237;a para correcci&#243;n de la anomal&#237;a coronaria.</p>
      <p>Los otros pacientes no presentaron intercurrencias hasta el momento de la conclusi&#243;n de este estudio.</p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La anatom&#237;a coronaria normal es caracterizada por dos ostiums ubicados de manera central en los senos de Valsalva derecho y izquierdo, cuyo di&#225;metro debe ser igual o mayor que el di&#225;metro de la arteria coronaria que de &#233;l se origina, siendo universalmente definida de la siguiente manera<sup>8,9</sup>:</p>
      <p>El tronco coronario se origina del seno coronario izquierdo, generalmente abajo de la junci&#243;n sinotubular y usualmente se divide en la arteria descendente anterior y en la arteria circunfleja; en 37% de los individuos el tronco coronario izquierdo presenta una trifurcaci&#243;n en arteria Descendente Anterior (DA), arteria circunfleja (Cj) y una rama mediana o intermedia. Esta &#250;ltima usualmente irriga la pared libre a lo largo de la cara lateral del ventr&#237;culo izquierdo.</p>
      <p>La arteria descendente anterior sigue posteriormente al tronco pulmonar en el surco interventricular anterior y presenta ramas diagonales con trayecto en direcci&#243;n a la pared anterolateral del ventr&#237;culo izquierdo.</p>
      <p>La arteria circunfleja sigue en el surco atrioventricular posterior y var&#237;a en tama&#241;o y extensi&#243;n, dependiendo del grado de dominancia coronaria. La Cj generalmente da origen a una o tres ramas marginales obtusas, que irrigan la pared libre del ventr&#237;culo izquierdo. En apenas 1% de la poblaci&#243;n, los or&#237;genes de la DA y de la Cj ocurren separadamente en el seno coronario izquierdo<sup>10,11</sup>.</p>
      <p>La arteria Coronaria Derecha (CD) se origina del seno coronario derecho y sigue por el surco atrioventricular derecho. Su primera rama es la arteria conal (el infundibular), que cursa anteriormente irrigando la v&#237;a de salida del ventr&#237;culo derecho o regi&#243;n infundibular. En 50% de la poblaci&#243;n, la rama infundibular se origina separadamente del seno coronario derecho<sup>7</sup>.</p>
      <p>En 90% de la poblaci&#243;n, la CD se extiende posteriormente y da origen a la arteria descendente posterior, caracterizando el sistema "dominancia derecha". En 10% de la poblaci&#243;n la arteria descendente posterior se origina de la arteria circunfleja y no de la CD, caracterizando el sistema de "dominancia izquierda". Ocasionalmente, un sistema "balanceado" est&#225; presente cuando la superficie posterior es irrigada por ramificaciones de ambas arterias, derecha e izquierda. Otra rama de la CD, encontrada en 59% de los individuos, es la arteria sinoatrial nodal que cursa posteriormente a lo largo de la porci&#243;n superior del septo atrial y de la pared anterior del atrio derecho, irrigando el n&#243;dulo sinusal y el atrio derecho. En 38% de los individuos, esa arteria se origina de la coronaria izquierda, y en 3% se origina de ambas arterias<sup>7</sup>.</p>
      <p>Cualquier alteraci&#243;n en ese est&#225;ndar debe ser considerada como una anatom&#237;a coronaria anormal, o sea, una anomal&#237;a coronaria debe ser definida como cualquier est&#225;ndar coronario con una caracter&#237;stica (n&#250;mero de ostiums, trayecto proximal, lecho distal...) "raramente" encontrado en la poblaci&#243;n general<sup>10</sup>.</p>
      <p>Esa anomal&#237;a presenta incidencia baja en la poblaci&#243;n general, variando de 0,3% a 6,6%. Alexander y Griffiths, en 18.950 necropsias, observaron solamente 54 casos de anomal&#237;as de origen de las coronarias (0,3%); Angelini et al<sup>10</sup> realizaron un estudio que incluy&#243; 1.950 cateterismos card&#237;acos consecutivos para evaluaci&#243;n de enfermedad arterial coronaria, encontrando incidencia de 5,6%, sin embargo esos estudios fueron limitados en raz&#243;n de la selecci&#243;n de entrada de pacientes y de la ausencia de criterios diagn&#243;sticos claros. Shi et al<sup>11</sup>, utilizando la angiotomograf&#237;a multislice coronaria, demostraron incidencia de 6,6%. En la serie presentada en este estudio, fue observada incidencia de 2,2% </p>
      <p>La cineangiocoronariograf&#237;a es actualmente el examen m&#225;s utilizado para el diagn&#243;stico de origen an&#243;malo de arteria coronaria, pero este m&#233;todo tiene utilizaci&#243;n limitada para ese fin en raz&#243;n de su caracter&#237;stica invasiva y an&#225;lisis de proyecci&#243;n.</p>
      <p>La tomograf&#237;a computada multislice con 64 canales ofrece para la pr&#225;ctica cl&#237;nica un excelente m&#233;todo para detecci&#243;n de las anomal&#237;as de las arterias coronarias, pudiendo detectar de manera r&#225;pida, m&#237;nimamente invasiva (utilizado apenas vena perif&#233;rica para administraci&#243;n de contraste) y precisa, el origen, el curso y la terminaci&#243;n de esos vasos, y algunos autores ya mostraron la superioridad de la ATCM de las arterias coronarias en relaci&#243;n a la angiograf&#237;a convencional en la demostraci&#243;n del origen ostial y del trayecto proximal de arterias coronarias an&#243;malas<sup>3,12,13</sup>.</p>
      <p>En raz&#243;n del cuadro cl&#237;nico muy inespec&#237;fico, se debe siempre tener en mente la posibilidad de OAAC, especialmente en j&#243;venes y atletas, pues se trata de una enfermedad potencialmente letal, estando implicados como causa de dolor tor&#225;cico muerte s&#250;bita, insuficiencia card&#237;aca, s&#237;ncope, disnea, fibrilaci&#243;n ventricular e infarto de miocardio<sup>10</sup>.</p>
      <p>El origen y el trayecto proximal de las arterias coronarias an&#243;malas son los principales factores predictivos de gravedad<sup>14</sup>. Actualmente, constituye la segunda causa m&#225;s frecuente de muerte s&#250;bita de origen cardiovascular en atletas competitivos<sup>15</sup>, pudiendo tambi&#233;n ser causa de insuficiencia card&#237;aca y muerte en lactantes<sup>16,17</sup>.</p>
      <p>En lo que se refiere a la evoluci&#243;n de los pacientes, debemos llevar en consideraci&#243;n las limitaciones del estudio, donde hubo un tiempo relativamente corto de control (media de 21 meses), y las posibles variaciones anat&#243;micas.</p>
      <p>De los nueve pacientes descriptos en este estudio, se observaron cuatro presentando arteria circunfleja saliendo de la coronaria derecha, siendo compatible con la literatura que muestra que la arteria circunfleja origin&#225;ndose del seno coronario derecho o de la arteria coronaria derecha, con un trayecto retroa&#243;rtico, es la anomal&#237;a cong&#233;nita de la arteria coronaria m&#225;s com&#250;n<sup>18,19</sup>. Esa anomal&#237;a no tiene significado cl&#237;nico importante, pero l&#243;gicamente deber&#225; ser considerada antes de una cirug&#237;a card&#237;aca.</p>
      <p>Fue observado tambi&#233;n un paciente con coronaria &#250;nica izquierda, donde el origen de la arteria coronaria derecha se da a partir de la arteria circunfleja, con trayecto retroa&#243;rtico, y ese paciente dio entrada en el servicio despu&#233;s del cuadro dram&#225;tico de parada cardiorrespiratoria en casa, resucitada por equipo del servicio de atenci&#243;n m&#243;vil de urgencia. A pesar de ser causa de isquemia mioc&#225;rdica, los ex&#225;menes inductores de isquemia pueden ser normales.</p>
      <p>El origen an&#243;malo de la arteria coronaria izquierda del seno coronario derecho (en la serie presentada encontrada en un paciente que presentaba trayecto entre aorta y tronco pulmonar) puede relacionarse a muerte s&#250;bita en 59% de los casos, precedida por actividad f&#237;sica en 81% de los eventos<sup>10</sup>. Esa anomal&#237;a puede presentar cuatro trayectos: anteriormente a la arteria pulmonar; posteriormente a la aorta; intraseptal entre la aorta y la arteria pulmonar; y interarterial entre la aorta y la pulmonar<sup>20</sup>.</p>
      <p>Todos los subtipos de esa anomal&#237;a han sido asociados a muerte s&#250;bita, pero la variaci&#243;n interarterial, que es el est&#225;ndar m&#225;s com&#250;n, tiene una relaci&#243;n m&#225;s fuerte con secuelas catastr&#243;ficas<sup>20-22</sup>.</p>
      <p>Fue diagnosticado tambi&#233;n un paciente con origen de la CD en seno coronario izquierdo con trayecto entre aorta y tronco pulmonar, sin compresi&#243;n extr&#237;nseca, paciente que realiz&#243; el examen en raz&#243;n de precordialgia, siendo observado trayecto an&#243;malo del tronco coronario izquierdo entre aorta y arteria pulmonar. Ese paciente evolucion&#243; con muerte s&#250;bita, durante internaci&#243;n hospitalaria, en cuanto programaba cirug&#237;a para correcci&#243;n de la anomal&#237;a coronaria. </p>
      <p>Fue observado tambi&#233;n un paciente con arteria &#250;nica: tronco de coronaria izquierda, donde el seno coronario izquierdo daba origen a DA y Cj, siendo esa una anomal&#237;a rar&#237;sima, con incidencia de 0,04%, pudiendo estar asociada a defecto card&#237;aco cong&#233;nito (tetralog&#237;a de Fallot, transposici&#243;n de los grandes vasos, <italic>truncus arteriosus</italic>) en 40% de los casos. El pron&#243;stico de ese tipo de anomal&#237;a varia de excelente (sin disminuci&#243;n de la sobrevida), a reservado seg&#250;n su distribuci&#243;n anat&#243;mica, inclusive con riesgo de muerte s&#250;bita, una vez que 15% de sus portadores desarrollan cardiopat&#237;a grave antes de los 40 a&#241;os. Cuando se desarrolla enfermedad arterial coronaria, las consecuencias son significativas y el pron&#243;stico es grave si la obstrucci&#243;n es proximal, visto que el ostium es &#250;nico y hay m&#237;nima posibilidad de circulaci&#243;n colateral.</p>
      <p>La indicaci&#243;n de revascularizaci&#243;n debe ser considerada en la existencia de s&#237;ntomas, aun en la ausencia de aterosclerosis coronaria, en raz&#243;n de la considerable posibilidad de infarto agudo de miocardio y de muerte s&#250;bita.</p>
      <p>De acuerdo con las evidencias actuales, los segmentos coronarios con trayecto an&#243;malo no son m&#225;s susceptibles a enfermedad obstructiva ateroscler&#243;tica que los segmentos normales en un mismo individuo<sup>10,15</sup>. </p>
      <p>Debemos siempre tener en mente la posibilidad del origen an&#243;malo de arterias coronarias en pacientes con cuadro de precordialgia, lipotimia, s&#237;ncope u otros s&#237;ntomas inespec&#237;ficos, especialmente trat&#225;ndose de j&#243;venes y atletas, y si est&#225; disponible, usar la angiotomograf&#237;a coronaria multislice para el correcto diagn&#243;stico y tratamiento de esa entidad que, si no es tratada, podr&#225; evolucionar de forma adversa.</p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La OAAC es una entidad relativamente rara, potencialmente letal si no es diagnosticada y tratada precozmente, pudiendo presentarse de varias formas cl&#237;nicas y evolucionar de forma adversa.</p>
      <p>La ATCM representa m&#233;todo proped&#233;utico m&#237;nimamente invasivo que posibilita detectar el origen, el curso y la terminaci&#243;n de las anomal&#237;as de origen de las arterias coronarias posibilitando el correcto diagn&#243;stico y auxiliando en el planeamiento terap&#233;utico.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuve fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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