<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2012000300008</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(12)09800308</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2012005000014</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
        </subj-group>
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        <article-title>Uso de fluoresc&#234;ncia em um m&#233;todo de dissector modificado para estimar o n&#250;mero de mi&#243;citos no tecido card&#237;aco</article-title>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal de Ouro Preto</institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>03</month>
        <year>2012</year>
      </pub-date>
      <volume>98</volume>
      <issue>3</issue>
      <fpage>252</fpage>
      <lpage>258</lpage>
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          <day>08</day>
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          <year>2011</year>
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        <date date-type="accepted">
          <day>26</day>
          <month>08</month>
          <year>2011</year>
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        <date date-type="rev-recd">
          <day>18</day>
          <month>08</month>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: M&#233;todos convencionais de dissector atualmente requerem consider&#225;veis custos financeiros, t&#233;cnicos e operacionais para estimar o n&#250;mero de c&#233;lulas, incluindo cardiomi&#243;citos, em uma &#225;rea de 3D. OBJETIVO: Usar a microscopia de fluoresc&#234;ncia em um m&#233;todo de dissector modificado para determinar o n&#250;mero de mi&#243;citos no tecido card&#237;aco em condi&#231;&#245;es normais e patol&#243;gicas. M&#201;TODOS: O estudo empregou camundongos Wistar machos com quatro meses de idade e peso de 366,25 &#177; 88,21 g randomizados em grupos controles (GC, n = 8) e infectados (GI, n = 8). Os animais do GI foram inoculados com cepa Y de T. cruzi (300.000 tripomastigotas/50 g). Ap&#243;s oito semanas, os animais foram pesados e sacrificados. Os Ventr&#237;culos Esquerdos (VE) foram removidos para an&#225;lise estereol&#243;gica da densidade num&#233;rica de cardiomi&#243;citos (Nv [c]) e o n&#250;mero total dessas c&#233;lulas no VE (N [c]). Esses par&#226;metros foram estimados usando um dissector fluorescente (DF) e comparados com os m&#233;todos convencionais de dissector &#243;ptico (DO) e dissector f&#237;sico (DFi). RESULTADOS: Em ambos os m&#233;todos de dissector, os animais do GI apresentaram queda significativa de Nv[c] e N[c] em compara&#231;&#227;o com os animais do GC (P &gt; 0,05). Uma correla&#231;&#227;o forte, igual ou superior a 96%, foi obtida entre DF, DO e DFi. CONCLUS&#195;O: O m&#233;todo DF parece ser igualmente confi&#225;vel para determinar Nv[c] e N[c] em condi&#231;&#245;es normais e patol&#243;gicas, apresentando algumas vantagens em rela&#231;&#227;o aos m&#233;todos convencionais de dissector: redu&#231;&#227;o de cortes histol&#243;gicos e imagens na an&#225;lise estereol&#243;gica, redu&#231;&#227;o do tempo de an&#225;lise das imagens, a constru&#231;&#227;o de DF em microsc&#243;pios simples, utilizando o modo de epifluoresc&#234;ncia, distin&#231;&#227;o de planos de dissector em amplia&#231;&#245;es inferiores.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>separa&#231;&#227;o de c&#233;lulas</kwd>
        <kwd>citometria de fluxo</kwd>
        <kwd>mi&#243;citos card&#237;acos</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>16</day>
        <month>02</month>
        <year>2012</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>Uso de fluoresc&#234;ncia em um m&#233;todo de dissector modificado para estimar o n&#250;mero de mi&#243;citos no tecido card&#237;aco</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>R&#244;mulo Dias Novaes<sup>I</sup>; Arlete Rita Penitente<sup>I</sup>; Andr&#233; Talvani<sup>II</sup>; Ant&#244;nio Jos&#233; Natali<sup>I</sup>; Cl&#243;vis Andrade Neves<sup>I</sup>; Izabel Regina Santos Costa Maldonado<sup>I</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Universidade Federal de Vi&#231;osa, Vi&#231;osa, MG, Brasil </p>
    <p><sup>II</sup>Universidade Federal de Ouro Perto, Ouro Preto, MG, Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> M&#233;todos convencionais de dissector atualmente requerem consider&#225;veis custos financeiros, t&#233;cnicos e operacionais para estimar o n&#250;mero de c&#233;lulas, incluindo cardiomi&#243;citos, em uma &#225;rea de 3D. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Usar a microscopia de fluoresc&#234;ncia em um m&#233;todo de dissector modificado para determinar o n&#250;mero de mi&#243;citos no tecido card&#237;aco em condi&#231;&#245;es normais e patol&#243;gicas. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> O estudo empregou camundongos Wistar machos com quatro meses de idade e peso de 366,25 &#177; 88,21 g randomizados em grupos controles (GC, n = 8) e infectados (GI, n = 8). Os animais do GI foram inoculados com cepa Y de <italic>T. cruzi</italic> (300.000 tripomastigotas/50 g). Ap&#243;s oito semanas, os animais foram pesados e sacrificados. Os Ventr&#237;culos Esquerdos (VE) foram removidos para an&#225;lise estereol&#243;gica da densidade num&#233;rica de cardiomi&#243;citos (Nv [c]) e o n&#250;mero total dessas c&#233;lulas no VE (N [c]). Esses par&#226;metros foram estimados usando um dissector fluorescente (DF) e comparados com os m&#233;todos convencionais de dissector &#243;ptico (DO) e dissector f&#237;sico (DFi). </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Em ambos os m&#233;todos de dissector, os animais do GI apresentaram queda significativa de Nv[c] e N[c] em compara&#231;&#227;o com os animais do GC (P &gt; 0,05). Uma correla&#231;&#227;o forte, igual ou superior a 96%, foi obtida entre DF, DO e DFi. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> O m&#233;todo DF parece ser igualmente confi&#225;vel para determinar Nv[c] e N[c] em condi&#231;&#245;es normais e patol&#243;gicas, apresentando algumas vantagens em rela&#231;&#227;o aos m&#233;todos convencionais de dissector: redu&#231;&#227;o de cortes histol&#243;gicos e imagens na an&#225;lise estereol&#243;gica, redu&#231;&#227;o do tempo de an&#225;lise das imagens, a constru&#231;&#227;o de DF em microsc&#243;pios simples, utilizando o modo de epifluoresc&#234;ncia, distin&#231;&#227;o de planos de dissector em amplia&#231;&#245;es inferiores.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> separa&#231;&#227;o de c&#233;lulas, citometria de fluxo, mi&#243;citos card&#237;acos.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Nos &#250;ltimos anos, grandes esfor&#231;os foram envidados para desenvolver um m&#233;todo confi&#225;vel e reprodut&#237;vel para estimar o n&#250;mero de part&#237;culas em &#243;rg&#227;os e tecidos, mas at&#233; 1984, todos esses m&#233;todos apresentavam vieses intr&#237;nsecos<sup>1-3</sup>. Em 1984, Sterio descreveu diversas modifica&#231;&#245;es nas abordagens utilizadas para estimar a quantidade de objetos no espa&#231;o tridimensional e introduziu o m&#233;todo de dissector<sup>4</sup>. A maioria dos autores atualmente considera o m&#233;todo de dissector imparcial e fundamentos te&#243;ricos bem estabelecidos fazem que o m&#233;todo seja amplamente aceito<sup>5-7</sup>.</p>
    <p>O dissector pode ser obtido por dois m&#233;todos diferentes com base nos mesmos princ&#237;pios te&#243;ricos e requisitos b&#225;sicos para estimar o n&#250;mero de part&#237;culas. Esses m&#233;todos s&#227;o o dissector &#243;ptico e o dissector f&#237;sico<sup>4,8-10</sup>. Embora ambos os m&#233;todos possuam vieses reduzidos quanto &#224; estimativa da quantidade de part&#237;culas, eles ainda exigiam a aquisi&#231;&#227;o de um grande n&#250;mero de imagens histol&#243;gicas e muito tempo para realizar as contagens. Particularmente, o dissector &#243;ptico tamb&#233;m requer um microsc&#243;pio de luz de alto custo adaptado com fase m&#243;vel do eixo Z<sup>11</sup>. Al&#233;m disso, o dissector f&#237;sico &#233; extremamente trabalhoso, pois requer cortes e imagens histol&#243;gicas com um perfeito alinhamento em diferentes cortes paralelos<sup>3,10</sup>.</p>
    <p>Considerando que o objetivo do projeto de amostragem para a estereologia &#233; obter a quantidade m&#225;xima de informa&#231;&#245;es estruturais quantitativas a um determinado custo ou esfor&#231;o, o objetivo deste estudo foi a utiliza&#231;&#227;o de microscopia de fluoresc&#234;ncia em um m&#233;todo de dissector modificado para determinar o n&#250;mero de mi&#243;citos no tecido card&#237;aco em condi&#231;&#245;es normais e patol&#243;gicas. Assim, um modelo murino de infec&#231;&#227;o por <italic>T. cruzi</italic>, que reconhecidamente leva &#224; ruptura de mi&#243;citos card&#237;acos e modifica o n&#250;mero dessas c&#233;lulas no mioc&#225;rdio, foi utilizado<sup>12</sup>. Nossa hip&#243;tese &#233; a de que o m&#233;todo proposto reduziria o custo operacional observado em m&#233;todos convencionais, mantendo a precis&#227;o das medi&#231;&#245;es de quantidade de c&#233;lulas.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Animais e os grupos experimentais</bold>
    </p>
    <p>Camundongos Wistar machos com quatro meses de idade com peso inicial de 366,25 &#177; 88,21 g receberam ra&#231;&#227;o para roedores e &#225;gua <italic>ad libitum</italic>, e foram mantidos em instala&#231;&#245;es animais em um ambiente controlado (temperatura a 22 &#177; 3 &#186;C, umidade a 60% - 70% e ciclos invertidos de luz/escurid&#227;o de 12 horas). Os tamanhos das amostras foram determinados considerando a probabilidade p = 1/2 de ocorrer aumento ou diminui&#231;&#227;o das vari&#225;veis de interesse. Assim, considerando o n&#237;vel de signific&#226;ncia &#945; = 0,05, o n&#250;mero m&#237;nimo significativo de animais utilizados na an&#225;lise estat&#237;stica foi: p = (02/01)<sup>eventos</sup>; portanto, se n = 5, p = (1/2)<sup>5</sup> ou p = 0,03; ent&#227;o, P &lt; 0,05<sup>10</sup>. Devido &#224; variabilidade intr&#237;nseca do parasitismo em &#243;rg&#227;os-alvo e &#224; mortalidade associada &#224; infec&#231;&#227;o por <italic>T. cruzi</italic>, um fator de corre&#231;&#227;o de 50% foi incorporado ao c&#225;lculo inicial, determinando amostras de oito animais, aleatoriamente alocados nos grupos controle (GC, n = 8) e infectados (GI, n = 8).</p>
    <p>
      <bold>Infec&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Animais do GI foram inoculados intraperitonealmente com cepa Y de <italic>T. cruzi</italic> (300.000 tripomastigotas/peso corporal de 50 g em 1 mL de sangue de camundongos infectados<sup>13</sup>. A infec&#231;&#227;o foi confirmada quatro dias p&#243;s-inocula&#231;&#227;o pela presen&#231;a de tripomastigotas no sangue perif&#233;rico coletado da cauda do camundongo, como descrito por Brener<sup>14</sup>. Todos os procedimentos experimentais foram conduzidos de acordo com o Col&#233;gio Brasileiro de Experimenta&#231;&#227;o Animal, e aprovados pela Comiss&#227;o de &#201;tica em Pesquisa de Animais do Departamento de Veterin&#225;ria da Universidade Federal de Vi&#231;osa, Brasil (protocolo n&#250;mero 30/2009).</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise biom&#233;trica</bold>
    </p>
    <p>Oito semanas ap&#243;s a inocula&#231;&#227;o, os animais foram sacrificados sob anestesia e os cora&#231;&#245;es foram removidos. Os Ventr&#237;culos Esquerdos (VE) foram dissecados e pesados separadamente. Volume do VE foi obtido pelo m&#233;todo de imers&#227;o, onde o deslocamento l&#237;quido do volume do &#243;rg&#227;o foi pesado. Como a gravidade espec&#237;fica (&#931;) da solu&#231;&#227;o salina isot&#244;nica &#233; 1,0048, o volume &#233; obtido por: volume = peso/&#931;, ou simplesmente volume (10<sup>3</sup> mm<sup>3</sup>) &#8776; peso (g)<sup>15</sup>. O peso e volume do VE foram determinados incluindo o septo interventricular.</p>
    <p>
      <bold>Processamento de tecidos e determina&#231;&#227;o de &#225;reas histol&#243;gicas</bold>
    </p>
    <p>Os &#225;trios e ventr&#237;culos foram colocados em fixador histol&#243;gico por 48 horas (preparado na hora com 10% w/v de formalde&#237;do em 0,1 M de tamp&#227;o fosfato pH 7.2)<sup>16,17</sup>. Fragmentos do VE foram obtidos atrav&#233;s do m&#233;todo orientador para definir cortes aleat&#243;rios isotr&#243;picos e uniformes (IUR) exigidos no estudo estereol&#243;gico<sup>3</sup>. Esses fragmentos foram desidratados em etanol, diafanizadas em xilol e fixados em parafina. Os blocos foram cortados em cortes de 3 &#181;m e corados por hematoxilina-eosina (H &amp; E) ou 4',6-diamidino-2-fenilindol em 0,2% (DAPI)<sup>18</sup>.</p>
    <p>O n&#250;mero representativo de dissectores utilizados na an&#225;lise estereol&#243;gica para cada animal foi determinado considerando-se a estabiliza&#231;&#227;o do coeficiente de varia&#231;&#227;o (CV) do n&#250;mero de n&#250;cleos de mi&#243;citos amostras aleat&#243;rias crescentes de dissectores (5, 10, 15, 20 e 25). Ent&#227;o, a m&#233;dia aritm&#233;tica e os respectivos CV para cada tamanho de amostra foram calculados. Quando o aumento de n&#250;meros de dissectores resultou em nenhuma diferen&#231;a significativa de CV entre tr&#234;s amostras consecutivas, o menor tamanho de amostra foi considerado como o tamanho m&#237;nimo representativo<sup>19</sup>. Usando esse m&#233;todo, a varia&#231;&#227;o do n&#250;mero de n&#250;cleos de mi&#243;citos estabilizou-se a partir da amostra de 10 dissectores.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos de dissector &#243;pticos e f&#237;sicos</bold>
    </p>
    <p>Cortes corados com H&amp;E foram montados em l&#226;minas histol&#243;gicas utilizando o meio de montagem Entelan<sup>&#174;</sup> (Merk, Darmstadt, Alemanha) e as imagens foram capturadas usando um microsc&#243;pio de luz (Olympus BX-60<sup>&#174;</sup>, T&#243;quio, Jap&#227;o) conectado a uma c&#226;mera digital (Olympus QColor-3<sup>&#174;</sup>, T&#243;quio, Jap&#227;o). A observa&#231;&#227;o foi feita com uma objetiva planacrom&#225;tica de 100&#215; de imers&#227;o a &#243;leo (NA= 1,25) para identificar claramente as fronteiras dos n&#250;cleos de cardiomi&#243;citos (<italic>cmyn</italic>)<sup>16,17</sup>.</p>
    <p>O n&#250;mero de n&#250;cleos de cardiomi&#243;citos (<italic>cmyn</italic>) em uma sonda tridimensional foi estimado utilizando os m&#233;todos de dissector &#243;ptico (DO) e f&#237;sico (DFi)<sup>3</sup>. O dissector consiste de dois planos paralelos destinados a fazer a amostragem dos "pontos superiores" das part&#237;culas presentes entre os dois. O volume de amostragem foi criado com dois cortes paralelos separados por 3 &#181;m (<italic>h</italic>) e 2 planos de refer&#234;ncia ambos contendo um suporte de ensaio (A<sub>T</sub>). Em ambos os m&#233;todos de dissector, um par de fotomicrografias separados pela dist&#226;ncia <italic>h</italic> &#233; usado para formar os dois planos de refer&#234;ncia. No DO, as fotomicrografias paralelas s&#227;o obtidas na mesma &#225;rea histol&#243;gica ajustando o plano focal (<italic>h</italic>= 3 &#181;m), utilizando o parafuso microm&#233;trico. No DFi, dois cortes seriais s&#227;o obtidos no micr&#243;tomo (<italic>h</italic> = 3 &#181;m) e a mesma &#225;rea histol&#243;gica &#233; fotografada em ambos os cortes, fornecendo duas fotomicrografias fisicamente separadas.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todo de dissector fluorescente</bold>
    </p>
    <p>No m&#233;todo de dissector fluorescente (DF), os cortes corados com DAPI foram montados em l&#226;minas histol&#243;gicas utilizando solu&#231;&#227;o de sacarose de 50% em &#225;gua destilada (w/v). As imagens foram capturadas em um modo de epifluoresc&#234;ncia do mesmo microsc&#243;pio usando uma l&#226;mpada de merc&#250;rio HBO 100 e um filtro para excita&#231;&#227;o do pigmento a 365 nm e emiss&#227;o de luz a 460 nm. A observa&#231;&#227;o foi feita com as mesmas lentes planacrom&#225;ticas de 100&#215; descritas anteriormente. Nesse m&#233;todo, usando os cortes 3 &#181;m (<italic>h</italic>), os dois planos de refer&#234;ncia necess&#225;rios para delimitar o dissector s&#227;o obtidos em uma imagem &#250;nica e pares de fotomicrografias n&#227;o s&#227;o necess&#225;rios como no m&#233;todo convencional. Al&#233;m disso, o <italic>cmyn</italic> presente sobre a espessura do corte pode ser observado dentro ou fora do plano focal. Para evitar a contagem repetida de c&#233;lulas, os cortes foram obtidos em semiss&#233;ries utilizando 1 em cada 20 cortes. O DF foi adicionalmente obtido com uma lente objetiva de 40&#215; apenas para demonstrar a possibilidade de aplicar o m&#233;todo usando amplia&#231;&#245;es menores.</p>
    <p>
      <bold>Estimativa da densidade num&#233;rica e n&#250;mero total de cardiomi&#243;citos</bold>
    </p>
    <p>A densidade num&#233;rica do <italic>cmyn</italic> (Nv[c], <italic>cmyn</italic> por mm<sup>3</sup>) foi determinada a partir de 10 pares aleat&#243;rios de dissectores para cada animal, definidos como Nv[<italic>c</italic>] = <italic>Q<sup>-</sup></italic>[<italic>cmyn</italic>] / <italic>h</italic>&#215;AT, onde <italic>Q<sup>-</sup></italic> representa o n&#250;mero de perfis de <italic>cmyn</italic> contados na &#225;rea de teste na se&#231;&#227;o de refer&#234;ncia do dissector (plano <italic>look-up</italic>)<sup>3,17</sup>. No DF, o valor <italic>Q<sup>-</sup></italic> na f&#243;rmula Nv[c] foi multiplicado por um fator de corre&#231;&#227;o de 0,5 para evitar a superestima&#231;&#227;o das medidas. O n&#250;mero total de <italic>cmyn</italic> no VE (N[c]) foi estimado como o produto do volume Nv[c] / VE. As contagens foram realizadas em A<sub>T</sub>= 2.670 &#181;m<sup>2</sup>. Todas as an&#225;lises estereol&#243;gicas foram realizadas utilizando o software Image Pro-Plus 4.5<sup>&#174;</sup> (Media Cybernetics, Silver Spring, EUA).</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise estat&#237;stica</bold>
    </p>
    <p>Todas as an&#225;lises foram realizadas utilizando a plataforma estat&#237;stica GraphPad Prism (vers&#227;o 5.01, GraphPad Software, San Diego, CA). Os dados s&#227;o expressos como m&#233;dia e desvio padr&#227;o (m&#233;dia &#177; DP). A normalidade da distribui&#231;&#227;o dos dados foi verificada pelo teste de Kolmogorov-Smirnov. Com base nesse teste, os dados de peso e volume foram comparados com o teste <italic>t</italic>. O teste U de Mann-Whitney foi usado para comparar os dados estereol&#243;gicos entre os grupos. Os m&#233;todos de dissector foram comparados pelo teste de Kruskal-Wallis e correlacionados utilizando o m&#233;todo de Spearman. A signific&#226;ncia estat&#237;stica foi estabelecida em &#945;=0,05.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o houve diferen&#231;a estat&#237;stica na massa corporal (GC, 502,17 &#177; 57,76 g <italic>vs.</italic> GI, 494,69 &#177; 87,90 g; p &gt; 0,05) e volume do ventr&#237;culo esquerdo (GC, 456,47 &#177; 26,18 mm<sup>3</sup> versus GI, 487,69 &#177; 34,89 mm<sup>3</sup>; p &gt; 0,05) entre os grupos.</p>
    <p>A an&#225;lise histopatol&#243;gica do VE mostrou um infiltrado inflamat&#243;rio difuso acentuado no GI. Al&#233;m disso, esse grupo tinha uma desorganiza&#231;&#227;o da estrutura histol&#243;gica com um aumento da &#225;rea intersticial e maior dist&#226;ncia entre os mi&#243;citos ventriculares. Essas c&#233;lulas tamb&#233;m mostraram uma &#225;rea transversal aumentada e algumas apresentaram estreitamento da regi&#227;o citoplasm&#225;tica induzida por uma grande quantidade de formas amastigotas de <italic>T. cruzi</italic> (<xref ref-type="fig" rid="aop01312f01">fig. 1</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop01312f01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0252-00014-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>O DO convencional &#233; representado na <xref ref-type="fig" rid="aop01312f02">figura 2</xref>. Nesse m&#233;todo, o dissector foi obtido na mesma imagem microsc&#243;pica ajustando-se o eixo Z do microsc&#243;pio para criar uma separa&#231;&#227;o &#243;ptica de 3 &#181;m entre as imagens. No m&#233;todo f&#237;sico (imagem n&#227;o mostrada), o dissector foi obtido usando as imagens microsc&#243;picas de dois cortes histol&#243;gicos seriais diferentes fisicamente separados na mesma dist&#226;ncia como no DO (3 &#181;m).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop01312f02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0252-00014-gf02.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>O m&#233;todo de dissector proposto, denominado dissector fluorescente (DF), &#233; representado na <xref ref-type="fig" rid="aop01312f03">figura 3</xref>. Nesse m&#233;todo, o dissector foi obtido na mesma imagem microsc&#243;pica atrav&#233;s da emiss&#227;o de fluoresc&#234;ncia diferencial pelo <italic>cmyn</italic>. Enquanto no DO e DFi foram necess&#225;rias 160 fotomicrografias (80 pares de dissector) na an&#225;lise estereol&#243;gica, no DF, metade das imagens microsc&#243;picas (80 dissectores individuais) foi utilizadas.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop01312f03">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0252-00014-gf03.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>No DF, um fator de corre&#231;&#227;o de 50% foi incorporado &#224; f&#243;rmula utilizada para determinar Nv[c] em DO e DFi. Assim, a f&#243;rmula usada para estimar Nv[c] no DF foi Nv[<italic>c</italic>]= <italic>Q<sup>-</sup></italic>[<italic>cmyn</italic>] &#215; 0,5 / <italic>h</italic>&#215;A<sub>T</sub>; onde a constante 0,5 foi criada para evitar a superestima&#231;&#227;o da contagem de <italic>cmyn</italic> no DF.</p>
    <p>Os resultados de Nv[c] e N[c] obtidos usando os diferentes m&#233;todos de dissector s&#227;o apresentados na <xref ref-type="table" rid="aop01312t01">tabela 1</xref>. Em ambos os m&#233;todos de dissector, os animais infectados apresentaram queda significativa de ambas as vari&#225;veis em rela&#231;&#227;o aos animais controle. N&#227;o houve diferen&#231;a significativa nos valores dessas vari&#225;veis, apesar dos m&#233;todos de dissector usados.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop01312t01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0252-00014-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="aop01312t02">tabela 2</xref> mostra o resultado da an&#225;lise de correla&#231;&#227;o de Nv[c] e N[c] obtidos usando os diferentes m&#233;todos de dissector. Uma correla&#231;&#227;o forte, direta e significativa foi obtida em todas as correla&#231;&#245;es entre os m&#233;todos.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop01312t02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0252-00014-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Por muitos anos, os estudos morfol&#243;gicos de tecidos biol&#243;gicos foram baseados em descri&#231;&#245;es histopatol&#243;gicas amb&#237;guas. Os s&#237;mbolos usados para indicar o aumento ou diminui&#231;&#227;o de uma vari&#225;vel &#233; a melhor maneira de expressar os dados em um contexto semiquantitativo<sup>20</sup>. &#192; medida que essas abordagens morfol&#243;gicas foram aperfei&#231;oadas, um sistema bidimensional (2D) quantitativo foi incorporada &#224; an&#225;lise histol&#243;gica e patol&#243;gica para descrever as caracter&#237;sticas morfom&#233;tricas de &#243;rg&#227;os e tecidos<sup>1,21,22</sup>. Esses aperfei&#231;oamentos introduziram avan&#231;os significativos nos estudos histoquantitativos. No entanto, a estimativa de par&#226;metros microsc&#243;picos em um espa&#231;o tridimensional (3D) manteve-se como uma quest&#227;o ainda n&#227;o bem resolvida, e os m&#233;todos convencionais morfom&#233;tricos apresentavam vieses intr&#237;nsecos que reduziam a confiabilidade de medidas morfol&#243;gicas<sup>2,3,23</sup>.</p>
    <p>Considerando o vi&#233;s intr&#237;nseco de diversas medidas morfom&#233;tricas, os c&#225;lculos das estat&#237;sticas de probabilidade e geometria aplicadas na geologia e outras ci&#234;ncias do solo foram adaptados para o estudo de materiais biol&#243;gicos<sup>1,24</sup>, formando a base da estereologia atual<sup>3</sup>. O desenvolvimento da estereologia &#233; uma evolu&#231;&#227;o importante nos m&#233;todos histoquantitativos, permitindo o desenvolvimento de dados morfol&#243;gico mais precisos e confi&#225;veis<sup>9,10,25,26</sup>.</p>
    <p>A estimativa da quantidade de objetos no tecido biol&#243;gico tem sido uma quest&#227;o crucial em estudos morfol&#243;gicos e de patologia diagn&#243;sticos, constituindo as medidas mais refinadas na estereologia<sup>3,7</sup>. O desenvolvimento de m&#233;todos de dissector por Sterio em 1984 levou a uma forma criativa e relativamente simples de estimar o n&#250;mero de part&#237;culas em um &#243;rg&#227;o ou tecido<sup>4</sup>. No entanto, o m&#233;todo de dissector ainda exige uma s&#233;rie de requisitos t&#233;cnicos que aumentam o tempo e o custo da aquisi&#231;&#227;o de dados<sup>5,8,10</sup>. A necessidade de obter e analisar um grande n&#250;mero de imagens microsc&#243;picas &#233; uma limita&#231;&#227;o comum dos m&#233;todos DO e DFi, principalmente quando v&#225;rios grupos e amostras de tecidos s&#227;o estudados ao mesmo tempo. Al&#233;m disso, os custos para a aquisi&#231;&#227;o ou adapta&#231;&#227;o de um microsc&#243;pio com eixo Z controlado contribuem para limitar a aplica&#231;&#227;o do DO<sup>11</sup>. Por outro lado, a obten&#231;&#227;o de um DFi &#233; extremamente trabalhosa, pois envolve a qualidade da microtomia, o processamento adequado de cortes seriados e capacidade t&#233;cnica para determinar um alinhamento perfeito desses cortes<sup>4</sup>. Al&#233;m disso, um m&#237;nimo erro de alinhamento pode levar a um vi&#233;s na contagem de c&#233;lulas caracterizado por uma superestima&#231;&#227;o ou subestima&#231;&#227;o dos resultados estereol&#243;gicos. Assim, esses m&#233;todos convencionais de dissector ainda requerem consider&#225;veis custos financeiros, t&#233;cnicos e operacionais para estimar a quantidade de part&#237;culas em um &#225;rea tridimensional<sup>11</sup>.</p>
    <p>O presente estudo prop&#245;e um m&#233;todo alternativo para estimar a quantidade de mi&#243;citos no tecido card&#237;aco usando microscopia de fluoresc&#234;ncia em um m&#233;todo de dissector modificado. A constru&#231;&#227;o de um DF baseou-se nos requisitos semelhantes aos usados para a contagem de part&#237;culas descritos nos m&#233;todos de dissector convencionais. No entanto, uma adapta&#231;&#227;o da f&#243;rmula para determinar N[c] foi necess&#225;ria no DF. A introdu&#231;&#227;o de um fator de corre&#231;&#227;o foi necess&#225;rio para reduzir a superestima&#231;&#227;o das medi&#231;&#245;es. Nos m&#233;todos convencionais, os resultados da contagem de part&#237;culas excluem aquelas que atingiram o plano proibido (geralmente o plano <italic>look-down</italic>), contribuindo para reduzir o vi&#233;s de medi&#231;&#227;o<sup>27,28</sup>. Como no DF, a presen&#231;a ou aus&#234;ncia da mesma part&#237;cula n&#227;o pode ser observada em ambos os planos de dissector, como ocorre no DO e no DFi. O c&#225;lculo de probabilidade determina um fator de corre&#231;&#227;o 0,5 para a f&#243;rmula N[c], considerando 50% de chance de uma part&#237;cula ser observada ou n&#227;o em ambos os planos.</p>
    <p>A aplica&#231;&#227;o do DF com o m&#233;todo proposto forneceu resultados similares de Nv[c] e N[c] em compara&#231;&#227;o com os outros m&#233;todos de dissector, sem diferen&#231;as significativas entre os m&#233;todos. Ambos os m&#233;todos apresentaram sensibilidade suficiente para determinar a redu&#231;&#227;o do n&#250;mero dos mi&#243;citos no ventr&#237;culo esquerdo no modelo murino de infec&#231;&#227;o card&#237;aca induzida por <italic>T. cruzi</italic>. Esse modelo foi selecionado para este estudo, devido ao tropismo bem estabelecido para o tecido card&#237;aco apresentado por esse parasita e sua capacidade de reduzir o n&#250;mero de mi&#243;citos devido &#224; diferencia&#231;&#227;o, replica&#231;&#227;o e evas&#227;o de c&#233;lulas do parasita, que se propaga em um processo destrutivo cont&#237;nuo<sup>12,13</sup>. Al&#233;m disso, as correla&#231;&#245;es entre o DF com os m&#233;todos convencionais eram fortes, indicando que o m&#233;todo DF pode ser igualmente confi&#225;vel para estimar o n&#250;mero de mi&#243;citos no tecido card&#237;aco. A confiabilidade dessas medidas parece ser mantida tanto em condi&#231;&#245;es de sa&#250;de quanto em condi&#231;&#245;es patol&#243;gicas.</p>
    <p>Embora o DF tamb&#233;m seja um m&#233;todo &#243;ptico, o presente estudo demonstrou que o DF pode tamb&#233;m ser obtido utilizando lente objetiva com aumentos menores (40&#215;), em compara&#231;&#227;o com as lentes convencionais (100&#215;) necess&#225;rias no DO. No DO, amplia&#231;&#245;es menores n&#227;o s&#227;o usadas frequentemente porque determinam uma grande profundidade de campo, o que dificulta a aquisi&#231;&#227;o de diferentes planos focais de dissector (<italic>look-up</italic> e <italic>look-down</italic>), pois mant&#233;m todas as estruturas dos cortes dentro do foco a despeito do ajuste do eixo Z<sup>3</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O DF descrito neste estudo ofereceu um m&#233;todo alternativo para estimar o n&#250;mero de mi&#243;citos no tecido card&#237;aco. Esse m&#233;todo parece ser confi&#225;vel tanto em condi&#231;&#245;es normais quanto em condi&#231;&#245;es patol&#243;gicas para determinar os mesmos par&#226;metros de Nv[c] e N[c] obtidos por m&#233;todos convencionais de dissector. Embora os resultados tenham sido semelhantes entre os tr&#234;s m&#233;todos, o DF mostrou algumas vantagens em rela&#231;&#227;o ao DO e ao DFi, tais como: 1) redu&#231;&#227;o (pela metade) do n&#250;mero de cortes histol&#243;gicos e imagens necess&#225;rias na an&#225;lise estereol&#243;gica, 2) redu&#231;&#227;o do tempo de an&#225;lise das imagens necess&#225;rias, 3) constru&#231;&#227;o de DF em microsc&#243;pios simples, utilizando o modo de epifluoresc&#234;ncia, 4) distin&#231;&#227;o dos planos de dissector de <italic>look-up</italic> e <italic>look-down</italic> amplia&#231;&#245;es menores, 5) confiabilidade dos resultados estereol&#243;gicos que envolvem custos t&#233;cnicos e operacionais reduzidos em compara&#231;&#227;o com os m&#233;todos DO e DFi.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> R&#244;mulo Dias Novaes </p>
        <p> Av. PH Rolfs, S/N - Campus Universit&#225;rio - Centro </p>
        <p> 36570-000 - Vi&#231;osa, MG, Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="romuonovaes@yahoo.com.br">romuonovaes@yahoo.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 08/07/11 </p>
    <p> Revisado recebido em 18/08/11 </p>
    <p> Aceito em 26/08/11.</p>
  </body>
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          <article-title>Compara&#231;&#227;o entre os mioc&#225;rdios ventriculares direito e esquerdo durante per&#237;odo fetal humano: uma avalia&#231;&#227;o estereol&#243;gica</article-title>
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          <article-title>Characterization of 4'-6 diamidino-2 phenylindole (DAPI) as a fluorescent probe of DNA structure</article-title>
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          <article-title>Determination of the minimal representative number of microscopical fields to quantify apoptosis in canine lymph nodes</article-title>
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          <article-title>Principles, possibilities of use and limits of morphometry</article-title>
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          <article-title>Morphometry in experimental pathology: methods, baseline data and applications</article-title>
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          <article-title>Methods for quantitative morphological analysis of tissues</article-title>
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          <article-title>Stereology in diagnostic pathology</article-title>
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          <article-title>Counting particles in tissue sections: choices of methods and importance of calibrationto minimize biases</article-title>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Use of fluorescence in a modified disector method to estimate the number of myocytes in cardiac tissue</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Conventional disector methods currently require considerable financial, technical and operational costs to estimate the number of cells, including cardyomyocytes, in a 3D area. OBJECTIVE: To use fluorescence microscopy in a modified disector method to determine the number of myocytes in cardiac tissue in normal and pathological conditions. METHODS: The study employed four-month-old male Wistar rats with weight of 366.25 &#177; 88.21g randomized in control (CG, n=8) and infected (IG, n=8) groups. IG animals were inoculated with T. cruzi Y strain (300,000 trypomastigotes/50g wt). After eight weeks, the animals were weighted and euthanized. The left ventricles (LV) were removed for stereological analysis of numerical density of cardiomyocytes (Nv[c]) and total number of these cells in the LV (N[c]). These parameters were estimated using a fluorescent disector (FD) and compared with the conventional optical (OD) and physical (PD) disector methods. RESULTS: In both disector methods, IG animals presented significant decrease of Nv[c] and N[c] compared to CG animals (P&lt; 0.05). There was no significant difference in these variables despite the disector method applied in CG and IG animals (P&gt; 0.05). A strong correlation, equal or above 96%, was obtained between FD, OD and PD. CONCLUSION: The FD method seems to be equally reliable to determine Nv[c] and N[c] in normal and pathological conditions and presents some advantages compared to conventional disector methods: reduction of histological slices and images in the stereological analysis, reduction of time to analyze the images, construction of FD in simple microscopes using the epifluorescence mode, distinction of disector planes in lower magnifications.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Cell separation</kwd>
        <kwd>flow cytometry</kwd>
        <kwd>myocytes, cardiac</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Use of fluorescence in a modified disector method to estimate the number of myocytes in cardiac tissue</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>R&#244;mulo Dias Novaes<sup>I</sup>; Arlete Rita Penitente<sup>I</sup>; Andr&#233; Talvani<sup>II</sup>; Ant&#244;nio Jos&#233; Natali<sup>I</sup>; Cl&#243;vis Andrade Neves<sup>I</sup>; Izabel Regina Santos Costa Maldonado<sup>I</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade Federal de Vi&#231;osa, Vi&#231;osa, MG, Brazil</p>
      <p><sup>II</sup>Universidade Federal de Ouro Perto, Ouro Preto, MG, Brazil</p>
      <p>Mailing Address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> Conventional disector methods currently require considerable financial, technical and operational costs to estimate the number of cells, including cardyomyocytes, in a 3D area.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To use fluorescence microscopy in a modified disector method to determine the number of myocytes in cardiac tissue in normal and pathological conditions.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> The study employed four-month-old male Wistar rats with weight of 366.25 &#177; 88.21g randomized in control (CG, n=8) and infected (IG, n=8) groups. IG animals were inoculated with T. cruzi Y strain (300,000 trypomastigotes/50g wt). After eight weeks, the animals were weighted and euthanized. The left ventricles (LV) were removed for stereological analysis of numerical density of cardiomyocytes (Nv[c]) and total number of these cells in the LV (N[c]). These parameters were estimated using a fluorescent disector (FD) and compared with the conventional optical (OD) and physical (PD) disector methods.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> In both disector methods, IG animals presented significant decrease of Nv[c] and N[c] compared to CG animals (P&lt; 0.05). There was no significant difference in these variables despite the disector method applied in CG and IG animals (P&gt; 0.05). A strong correlation, equal or above 96%, was obtained between FD, OD and PD.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> The FD method seems to be equally reliable to determine Nv[c] and N[c] in normal and pathological conditions and presents some advantages compared to conventional disector methods: reduction of histological slices and images in the stereological analysis, reduction of time to analyze the images, construction of FD in simple microscopes using the epifluorescence mode, distinction of disector planes in lower magnifications.</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Cell separation; flow cytometry; myocytes, cardiac.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Over the past years a great effort was made to develop a reliable and reproducible method to estimate the number of particles in organs and tissues, but until 1984, all these methods had intrinsic biases<sup>1-3</sup>. In 1984, Sterio described several modifications in the approaches used to estimate the quantity of objects in three-dimensional space and introduced the <italic>disector</italic> method<sup>4</sup>. Most authors currently consider the <italic>disector</italic> method unbiased and the well-established theoretical background makes the method largely acceptable<sup>5-7</sup>.</p>
      <p>The <italic>disector</italic> may be obtained through two different methods based on the same theoretical principles and basic requirements to estimate the number of particles. These methods are the optical and physical disector<sup>4,8-10</sup>. Although both methods have reduced the bias of particle quantity estimation, they still required the acquisition of a large number of histological images and a great deal of time to perform the counts. Particularly, the optical <italic>disector</italic> also requires a light microscope of high cost adapted with axis-Z mobile stage<sup>11</sup>. Moreover, the physical <italic>disector</italic> is extremely laborious because it requires serial histological sections and images with a perfect alignment in the different parallel sections<sup>3,10</sup>.</p>
      <p>Considering that the aim of the sampling design for stereology is to obtain the maximal amount of quantitative structural information at a given total cost, time or effort, the purpose of this study was to use fluorescence microscopy in a modified <italic>disector</italic> method to determine the number of myocytes in cardiac tissue in normal and pathological conditions. Thus, a murine model of <italic>T. cruzi</italic> infection that recognizably conduces to disruption of cardiac myocytes and modifies the number of these cells in the myocardium was used.<sup>12</sup> We hypothesized that the proposed method would reduce the operational cost observed in conventional methods, while maintaining the accuracy of cell quantity measurements.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Animals and experimental groups</bold>
      </p>
      <p>Four-month-old male Wistar rats with initial weight of 366.25 &#177; 88.21 g were provided with rodent chow and water <italic>ad libitum</italic> and maintained in animal facilities in a controlled environment (temperature at 22 &#177; 3 &#186;C, humidity at 60 - 70 % and 12 hour light/dark inverted cycles). Sample sizes were determined considering the probability p = 1/2 to occur increase or decrease of the variables of interest. Thus, considering the significance level &#945; = 0.05, the minimal significant number of animals used in the statistical analysis was: p = (1/2)<sup>events</sup>; therefore, if n = 5, p = (1/2)<sup>5</sup> or p = 0.03; then, p &lt; 0.05.<sup>10</sup> Due to the intrinsic variability of the parasitism in target organs and the mortality associated with <italic>T. cruzi</italic> infection, a correction factor of 50% was incorporated into the initial calculation, determining samples of 8 animals, randomly allocated into control (CG, n = 8) and infected (IG, n = 8) groups.</p>
      <p>
        <bold>Infection</bold>
      </p>
      <p>IG animals were inoculated intraperitoneally with <italic>T. cruzi</italic> Y strain (300,000 trypomastigotes/50g body weight in 1 mL of infected mice blood<sup>13</sup>. Infection was confirmed four days post-inoculation by the presence of trypomastigotes in peripheral blood collected from the rat's tail as described by Brener<sup>14</sup>. All experimental procedures were conducted in accordance with the Brazilian College of Animal Experimentation and approved by the Animal Research Ethics Commission of the Veterinary Department of the Universidade Federal de Vi&#231;osa, Brazil (protocol number 30/2009).</p>
      <p>
        <bold>Biometrical analysis</bold>
      </p>
      <p>Eight weeks after inoculation, the animals were euthanized under anesthesia and the hearts were removed. The left ventricles (LV) were dissected and weighed separately. LV volume was obtained by the submersion method, where the liquid displacement from the organ volume is weighed. As the specific gravity (&#931;) of isotonic saline is 1.0048, the volume is obtained by: volume= weight/&#931;, or simply volume (10<sup>3</sup> mm<sup>3</sup>) &#8776; weight (g)<sup>15</sup>. LV weight and volume was determined including the interventricular septum.</p>
      <p>
        <bold>Tissue processing and determination of histological areas</bold>
      </p>
      <p>The atria and ventricles were put into histological fixative for 48 hours (freshly prepared 10% w/v formaldehyde in 0.1 M phosphate buffer pH 7.2)<sup>16,17</sup>. LV fragments were obtained through the <italic>orientator</italic> method to define isotropic and uniform random sections (IUR) required in the stereological study<sup>3</sup>. These fragments were dehydrated in ethanol, cleared in xylol and waxed. Blocks were cut into 3 &#181;m sections and stained by hematoxylin-eosin (H&amp;E) or 4',6-diamidino-2-phenylindole at 0.2% (DAPI)<sup>18</sup>.</p>
      <p>The representative number of <italic>disectors</italic> used in the stereological analysis for each animal was determined considering the stabilization of the coefficient of variation (CV) of number of myocytes nuclei in ascending random samples of <italic>disectors</italic> (5, 10, 15, 20 and 25). Then, the arithmetical mean and the respective CV for each sample size were calculated. When the increase of <italic>disector</italic> numbers resulted in no significant difference of CV between 3 consecutive samples, the smallest sample size was considered as the minimal representative size<sup>19</sup>. Using this method, the variation of number of myocytes nuclei was stabilized from the sample of 10 <italic>disectors</italic>.</p>
      <p>
        <bold>Optical and physical disector methods</bold>
      </p>
      <p>Sections stained with H&amp;E were mounted on histology slides using Entelan<sup>&#174;</sup> mounting medium (Merk, Darmstadt, Germany) and the images were captured using a light microscope (Olympus BX-60<sup>&#174;</sup>, Tokyo, Japan) connected to a digital camera (Olympus QColor-3<sup>&#174;</sup>, Tokyo, Japan). Observation was made with a 100&#215; planachromatic oil immersion objective (NA= 1.25) to clearly identify cardiomyocyte (<italic>cmy</italic>) nuclei boundaries<sup>16,17</sup>.</p>
      <p>The number of cardiomyocyte nuclei (<italic>cmyn</italic>) in a 3-dimensional probe was estimated using the optical (OD) and physical (PD) <italic>disector</italic> methods<sup>3</sup>. The <italic>disector</italic> consists of 2 parallel planes aimed at sampling ''top points'' of particles in between. Sampling volume was created with 2 parallel sections separated by 3 &#181;m (<italic>h</italic>) and 2 reference planes both containing a test frame (A<sub>T</sub>). In both <italic>disector</italic> methods, a pair of photomicrographs separated by <italic>h</italic> distance is used to form the two reference planes. In the OD, the parallel photomicrographs are obtained in the same histological area adjusting the focal plane (<italic>h</italic> = 3 &#181;m) using the micrometrical screw. In the PD, two serial sections are obtained in the microtome (<italic>h</italic> = 3 &#181;m) and the same histological area is photographed in both sections, supplying two photomicrographs physically separated.</p>
      <p>
        <bold>Fluorescent disector method</bold>
      </p>
      <p>In the fluorescent <italic>disector</italic> method (FD), sections stained with DAPI were mounted on histology slides using 50% sucrose solution in distillated water (w/v). Images were captured in an epifluorescence mode of the same microscope using a HBO 100 mercury lamp and a filter for dye excitation at 365 nm and a light emission at 460 nm. Observation was made with the same 100&#215; planachromatic lens previously described. In this method, using the 3 &#181;m (<italic>h</italic>) sections, the two reference planes required to delimitate the <italic>disector</italic> are obtained in a unique image and pairs of photomicrographs are not required as in the conventional methods. Furthermore, the <italic>cmyn</italic> present over the thickness of the section may be observed inside or outside the focal plane. To avoid repeat cells count, sections were obtained in semi-series, using 1 in every 20 sections. The FD was additionally obtained with a 40&#215; objective lens only to demonstrate the possibility of applying the method using smaller magnifications.</p>
      <p>
        <bold>Estimation of numerical density and total number of cardiomyocytes</bold>
      </p>
      <p>The numerical density of <italic>cmyn</italic> (Nv[c], <italic>cmyn</italic> per mm<sup>3</sup>) was determined from 10 random <italic>disector</italic> pairs for each animal, defined as Nv[<italic>c</italic>]= <italic>Q<sup>-</sup></italic>[<italic>cmyn</italic>] / <italic>h</italic>&#215;A<sub>T</sub> ; where <italic>Q<sup>-</sup></italic> represents the number of profiles of <italic>cmyn</italic> counted in the test area on the <italic>disector</italic> reference section (''look-up'' plane).<sup>3,17</sup> In the FD, the <italic>Q<sup>-</sup></italic> value in the Nv[<italic>c</italic>] formula was multiplied by a correction factor of 0.5 to avoid overestimation of measures. The total number of <italic>cmyn</italic> in the LV (N[c]) was estimated as the product of Nv[c] / LV volume. The counts were performed in an A<sub>T</sub>= 2670 &#181;m<sup>2</sup>. All stereological analyses were performed using the software Image Pro-Plus 4.5<sup>&#174;</sup> (Media Cybernetics, Silver Spring, USA).</p>
      <p>
        <bold>Statistical analysis</bold>
      </p>
      <p>All analyses were performed using the statistical platform GraphPad Prism (version 5.01, GraphPad Software, San Diego, CA). Data are expressed as mean and standard deviation (mean &#177; S.D.). The normality of data distribution was verified using the Kolmogorov-Smirnov test. Based on this test, weight and volume data were compared using the t-test. The Mann-Whitney U test was used to compare the stereological data between the groups. The disector methods were compared using the Kruskal-Wallis test and correlated using the Spearman's method. Statistical significance was established at &#945; = 0.05.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>There was no statistical difference in body mass (CG, 502.17 &#177; 57.76 g vs. IG, 494.69 &#177; 87.90 g; p &gt; 0.05) and left ventricle volume (CG, 456.47 &#177; 26.18 mm<sup>3</sup> vs. IG, 487.69 &#177; 34.89 mm<sup>3</sup>; p &gt; 0.05) between the groups.</p>
      <p>The histopathological analysis of the LV showed a marked diffuse inflammatory infiltrate in IG. Moreover, this group had a disorganization of histological structure with an increased interstitial area and a larger distance between the ventricular myocytes. These cells also showed an increased cross-sectional area and some these presented a narrowing of cytoplasm region induced by a large amount of <italic>T. cruzi</italic> amastigote forms (<xref ref-type="fig" rid="en_aop01312f01-body2">Fig. 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_aop01312f01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0252-00014-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>The conventional OD is represented in <xref ref-type="fig" rid="en_aop01312f02-body2">fig. 2</xref>. In this method, the disector was obtained in the same microscopic image adjusting the Z axis of the microscope to create an optical separation of 3 &#181;m between the images. In the physical method (image not shown), the <italic>disector</italic> was obtained using the microscopic images of two different serial histological sections physically separated at the same distance as in the OD (3 &#181;m).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_aop01312f02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0252-00014-gf02-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>The proposed <italic>disector</italic> method, named fluorescent <italic>disector</italic> (FD), is represented in <xref ref-type="fig" rid="en_aop01312f03-body2">fig. 3</xref>. In this method, the <italic>disector</italic> was obtained in the same microscopic image through the differential fluorescence emission by the <italic>cmyn</italic>. While in the OD and PD 160 photomicrographs (80 <italic>disector</italic> pairs) were required in the stereological analysis, in FD, half of the microscopic images (80 individual <italic>disectors</italic>) was used.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_aop01312f03-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0252-00014-gf03-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>In the FD, a correction factor of 50% was incorporated into the formula used to determine Nv[c] in OD and PD. Thus, the formula used to estimate Nv[c] in the FD was Nv[<italic>c</italic>]= <italic>Q<sup>-</sup></italic>[<italic>cmyn</italic>] &#215; 0.5 / <italic>h</italic>&#215;A<sub>T</sub>; where the constant 0.5 was established to avoid overestimation of <italic>cmyn</italic> count in FD.</p>
      <p>The results of Nv[c] and N[c] obtained using the different <italic>disector</italic> methods are showed in <xref ref-type="table" rid="en_aop01312t01-body2">table 1</xref>. In both <italic>disector</italic> methods, the infected animals presented significant decrease of both variables compared to control animals. There was no significant difference in the values of these variables despite the <italic>disector</italic> methods used.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_aop01312t01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0252-00014-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p><xref ref-type="table" rid="en_aop01312t02-body2">Table 2</xref> shows the result of correlation analysis of Nv[c] and N[c] obtained using the different <italic>disector</italic> methods. A strong, direct and significant correlation was obtained in all correlations between both methods.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_aop01312t02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0252-00014-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>For many years, the morphological studies of biological tissues were based on ambiguous histopathological descriptions. The symbols used to indicate the increase or decrease of a variable is the best way to express the data in a semi-quantitative context<sup>20</sup>. As these morphological approaches were further refined, a two-dimension (2D) quantitative system was incorporated into the histological and pathological analysis to describe the morphometrical characteristics of organs and tissues<sup>1,21,22</sup>. These refinements introduced significant advances in histo-quantitative studies. However, the estimation of microscopic parameters in a three-dimension (3D) space remained as an issue still not well resolved, and the conventional morphometric methods presented intrinsic biases that reduced the reliability of morphological measurements<sup>2,3,23</sup>.</p>
      <p>Considering the intrinsic bias of several morphometrical measurements, calculations of probability statistics and geometry applied in geology and other soil sciences were adapted to the study of biological materials<sup>1,24</sup>, forming the basis of current stereology<sup>3</sup>. The development of stereology is an important evolution in histo-quantitative methods, allowing the development of more accurate and reliable morphological data<sup>9,10,25,26</sup>.</p>
      <p>Estimation of quantity of objects in biological tissue has been a crucial issue in morphological studies and diagnostic pathology, constituting the more refined measures in stereology<sup>3,7</sup>. The development of <italic>disector</italic> methods by Sterio in 1984 led to a creative and relatively simple way to estimate the number of particles in an organ or tissue<sup>4</sup>. However, the <italic>disector</italic> method still requires a series of technical requirements that increase the time and cost of data acquisition<sup>5,8,10</sup>. The need to obtain and analyze a large number of microscopic images is a common limitation of both OD and PD methods, especially when several groups and tissue samples are studied at once. Moreover, the costs for acquiring or adapting a microscope with controlled Z axis contribute to limit the application of OD<sup>11</sup>. On other hand, obtaining a PD is extremely laborious because it involves the quality of the microtomy, appropriate processing of serial sections and technical ability to determine a perfect alignment of these sections<sup>4</sup>. Furthermore, minimal alignment error can lead to a bias in the cell count characterized by an overestimation or underestimation of stereological outcomes. Thus, these conventional <italic>disector</italic> methods still require considerable financial, technical and operational costs to estimate the quantity of particles in a 3D area<sup>11</sup>.</p>
      <p>This study proposes an alternative method to estimate the quantity of myocytes in the cardiac tissue using fluorescence microscopy in a modified <italic>disector</italic> method. The construction of a FD was based on similar requirements as used for particle counts described in the conventional disector methods. However, an adaptation of the formula to determine N[c] was required in FD. The introduction of a correction factor was necessary to reduce overestimation of measurements. In conventional methods, particle count results exclude those which hit the forbidden plane (generally look-down plane), contributing to reduce the measurement bias<sup>27,28</sup>. As in the FD, the presence or absence of the same particle cannot be observed in both <italic>disector</italic> planes, as it occurs in OD and PD. The calculation of probability determines a 0.5 correction factor to the N[c] formula, considering 50% of chances of a particle be observed or not in both planes.</p>
      <p>The application of the FD using the proposed method provided similar results of Nv[c] and N[c] compared to the other <italic>disector</italic> methods, without any significant differences between the methods. Both methods presented sufficient sensibility to determine the reduction of left ventricle myocyte number in the murine model of <italic>T. cruzi</italic>-induced cardiac infection. This model was selected for this study due to the well-established tropism to cardiac tissue presented by this parasite and its ability to reduce the number of myocytes due to parasite replication, differentiation and cell evasion, which propagates in an ongoing destructive process<sup>12,13</sup>. In addition, the correlations between the FD with conventional methods were strong, indicating that the FD method may be equally reliable to estimate the number of myocytes in the cardiac tissue. The reliability of these measures seems to be maintained in both health and pathological conditions.</p>
      <p>Although the FD is also an optical method, this study demonstrated that the FD may also be obtained using objective lens with lower magnifications (40&#215;) compared with conventional lens (100&#215;) required in OD. In OD, lower magnifications are not often used because they determine a large depth-of-field, which hinders the acquisition of different <italic>disector</italic> focal planes (look-up and look-down) because it maintains all section structures inside the focus, in despite of the Z axis adjustment<sup>3</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>The FD described in this study offered an alternative method to estimate the number of myocytes in the cardiac tissue. This method seems to be equally reliable in normal and pathological conditions to determine the same parameters of Nv[c] and N[c] obtained using conventional <italic>disector</italic> methods. Although the results has been similar between the three methods, the FD showed some advantages compared to OD and PD such as: 1) reduction (by half) of the number of histological slices and images required in the stereological analysis, 2) reduction of time to analyze the required images, 3) construction of FD in simple microscopes using the epifluorescence mode, 4) distinction of <italic>disector</italic> look-up and look-down planes using lower magnifications, 5) reliability of stereological results demanding reduced technical and operational cost compared to the OD and PD methods.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Uso de fluorescencia en un m&#233;todo de disector modificado para estimar el n&#250;mero de miocitos en el tejido card&#237;aco</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: M&#233;todos convencionales de disector actualmente requieren considerables costos financieros, t&#233;cnicos y operativos para estimar el n&#250;mero de c&#233;lulas, incluyendo cardiomiocitos, en un &#225;rea de 3D. OBJETIVO: Usar la microscopia de fluorescencia en un m&#233;todo de disector modificado para determinar el n&#250;mero de miocitos en el tejido card&#237;aco en condiciones normales y patol&#243;gicas. M&#201;TODOS: El estudio emple&#243; ratones Wistar machos de cuatro meses de edad y peso de 366,25 &#177; 88,21 g randomizados en grupos controles (GC, n = 8) e infectados (GI, n = 8). Los animales del GI fueron inoculados con cepa Y de T. cruzi (300.000 tripomastigotas/50 g). Despu&#233;s de ocho semanas, los animales fueron pesados y sacrificados. Los Ventr&#237;culos Izquierdos (VI) fueron removidos para an&#225;lisis estereol&#243;gico de la densidad num&#233;rica de cardiomiocitos (Nv [c]) y el n&#250;mero total de esas c&#233;lulas en el VI (N [c]). Esos par&#225;metros fueron estimados usando un disector fluorescente (FD) y comparados con los m&#233;todos convencionales de disector &#243;ptico (OD) y disector f&#237;sico (PD). RESULTADOS: En ambos m&#233;todos de disector, los animales del GI presentaron ca&#237;da significativa de Nv[c] y N[c] en comparaci&#243;n con los animales del GC (P &gt; 0,05). Una correlaci&#243;n fuerte, igual o superior a 96%, fue obtenida entre FD, OD y PD. CONCLUSI&#211;N: El m&#233;todo FD parece ser igualmente confiable para determinar Nv[c] y N[c] en condiciones normales y patol&#243;gicas, presentando algunas ventajas en relaci&#243;n a los m&#233;todos convencionales de disector: reducci&#243;n de cortes histol&#243;gicos e im&#225;genes en el an&#225;lisis estereol&#243;gico, reducci&#243;n del tiempo de an&#225;lisis de las im&#225;genes, la construcci&#243;n de FD en microscopios simples, utilizando el modo de epifluorescencia, distinci&#243;n de planos de disector en ampliaciones inferiores.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Cardiomiocitos</kwd>
        <kwd>coraz&#243;n</kwd>
        <kwd>microscop&#237;a de fluorescencia</kwd>
        <kwd>morfolog&#237;a</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="inicio-body3">
          <label>
            <bold>Uso de fluorescencia en un m&#233;todo de disector modificado para estimar el n&#250;mero de miocitos en el tejido card&#237;aco</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>R&#244;mulo Dias Novaes<sup>I</sup>; Arlete Rita Penitente<sup>I</sup>; Andr&#233; Talvani<sup>II</sup>; Ant&#244;nio Jos&#233; Natali<sup>I</sup>; Cl&#243;vis Andrade Neves<sup>I</sup>; Izabel Regina dos Santos Costa Maldonado<sup>I</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade Federal de Vi&#231;osa, Vi&#231;osa</p>
      <p><sup>II</sup>Universidade Federal de Ouro Preto e NUPEB, Ouro Preto, MG, Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> M&#233;todos convencionales de disector actualmente requieren considerables costos financieros, t&#233;cnicos y operativos para estimar el n&#250;mero de c&#233;lulas, incluyendo cardiomiocitos, en un &#225;rea de 3D.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Usar la microscopia de fluorescencia en un m&#233;todo de disector modificado para determinar el n&#250;mero de miocitos en el tejido card&#237;aco en condiciones normales y patol&#243;gicas.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> El estudio emple&#243; ratones Wistar machos de cuatro meses de edad y peso de 366,25 &#177; 88,21 g randomizados en grupos controles (GC, n = 8) e infectados (GI, n = 8). Los animales del GI fueron inoculados con cepa Y de T. cruzi (300.000 tripomastigotas/50 g). Despu&#233;s de ocho semanas, los animales fueron pesados y sacrificados. Los Ventr&#237;culos Izquierdos (VI) fueron removidos para an&#225;lisis estereol&#243;gico de la densidad num&#233;rica de cardiomiocitos (Nv [c]) y el n&#250;mero total de esas c&#233;lulas en el VI (N [c]). Esos par&#225;metros fueron estimados usando un disector fluorescente (FD) y comparados con los m&#233;todos convencionales de disector &#243;ptico (OD) y disector f&#237;sico (PD).</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> En ambos m&#233;todos de disector, los animales del GI presentaron ca&#237;da significativa de Nv[c] y N[c] en comparaci&#243;n con los animales del GC (P &gt; 0,05). Una correlaci&#243;n fuerte, igual o superior a 96%, fue obtenida entre FD, OD y PD.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> El m&#233;todo FD parece ser igualmente confiable para determinar Nv[c] y N[c] en condiciones normales y patol&#243;gicas, presentando algunas ventajas en relaci&#243;n a los m&#233;todos convencionales de disector: reducci&#243;n de cortes histol&#243;gicos e im&#225;genes en el an&#225;lisis estereol&#243;gico, reducci&#243;n del tiempo de an&#225;lisis de las im&#225;genes, la construcci&#243;n de FD en microscopios simples, utilizando el modo de epifluorescencia, distinci&#243;n de planos de disector en ampliaciones inferiores.</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Cardiomiocitos, coraz&#243;n, microscop&#237;a de fluorescencia, morfolog&#237;a.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En los &#250;ltimos a&#241;os, grandes esfuerzos fueron hechos para desarrollar un m&#233;todo confiable y reproducible para estimar el n&#250;mero de part&#237;culas en &#243;rganos y tejidos, pero hasta 1984, todos esos m&#233;todos presentaban sesgos intr&#237;nsecos<sup>1-3</sup>. En 1984, Sterio describi&#243; diversas modificaciones en los abordajes utilizados para estimar la cantidad de objetos en el espacio tridimensional e introdujo el m&#233;todo de disector<sup>4</sup>. La mayor&#237;a de los autores actualmente considera el m&#233;todo de disector imparcial y fundamentos te&#243;ricos bien establecidos hacen que el m&#233;todo sea ampliamente aceptado<sup>5-7</sup>. </p>
      <p>El disector puede ser obtenido por dos m&#233;todos diferentes con base en los mismos principios te&#243;ricos y requisitos b&#225;sicos para estimar el n&#250;mero de part&#237;culas. Esos m&#233;todos son el disector &#243;ptico y el disector f&#237;sico<sup>4,8-10</sup>. Aunque ambos m&#233;todos posean sesgos reducidos en cuanto a la estimativa de la cantidad de part&#237;culas, ellos aun exig&#237;an la adquisici&#243;n de un gran n&#250;mero de im&#225;genes histol&#243;gicas y mucho tiempo para realizar los recuentos. Particularmente, el disector &#243;ptico tambi&#233;n requiere un microscopio de luz de alto costo adaptado con fase m&#243;vil del eje Z<sup>11</sup>. Adem&#225;s de eso, el disector f&#237;sico es extremamente trabajoso, pues requiere cortes e im&#225;genes histol&#243;gicas con un perfecto alineamiento en diferentes cortes paralelos<sup>3,10</sup>.</p>
      <p>Considerando que el objetivo del proyecto de muestreo para la estereolog&#237;a es obtener la cantidad m&#225;xima de informaciones estructurales cuantitativas a un determinado costo o esfuerzo, el objetivo de este estudio fue la utilizaci&#243;n de microscopia de fluorescencia en un m&#233;todo de disector modificado para determinar el n&#250;mero de miocitos en el tejido card&#237;aco en condiciones normales y patol&#243;gicas. As&#237;, un modelo murino de infecci&#243;n por <italic>T. cruzi</italic>, que reconocidamente lleva a la ruptura de miocitos card&#237;acos y modifica el n&#250;mero de esas c&#233;lulas en el miocardio, fue utilizado<sup>12</sup>. Nuestra hip&#243;tesis es la de que el m&#233;todo propuesto reducir&#237;a el costo operativo observado en m&#233;todos convencionales, manteniendo la precisi&#243;n de las mediciones de cantidad de c&#233;lulas.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Animales y los grupos experimentales</bold>
      </p>
      <p>Ratones Wistar machos con cuatro meses de edad con peso inicial de 366,25 &#177; 88,21 g recibieron raci&#243;n para roedores y agua <italic>ad libitum</italic>, y fueron mantenidos en instalaciones animales en un ambiente controlado (temperatura a 22 &#177; 3 &#186;C, humedad a 60% - 70% y ciclos invertidos de luz/oscuridad de 12 horas). Los tama&#241;os de las muestras fueron determinados considerando la probabilidad p = 1/2 de que ocurriese aumento o disminuci&#243;n de las variables de inter&#233;s. As&#237;, considerando el nivel de significaci&#243;n &#945; = 0,05, el n&#250;mero m&#237;nimo significativo de animales utilizados en el an&#225;lisis estad&#237;stico fue: p = (02/01)<sup>eventos</sup>; por tanto, si n = 5, p = (1/2)<sup>5</sup> o p = 0,03; entonces, p &lt; 0,05<sup>10</sup>. Debido a la variabilidad intr&#237;nseca del parasitismo en &#243;rganos-blanco y a la mortalidad asociada a la infecci&#243;n por <italic>T. cruzi</italic>, un factor de correcci&#243;n de 50% fue incorporado al c&#225;lculo inicial, determinando muestras de ocho animales, aleatoriamente ubicados en los grupos control (GC, n = 8) e infectados (GI, n = 8).</p>
      <p>
        <bold>Infecci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Animales del GI fueron inoculados intraperitonealmente con cepa Y de <italic>T. cruzi</italic> (300.000 tripomastigotas/peso corporal de 50 g en 1 ml de sangre de ratones infectados<sup>13</sup>. La infecci&#243;n fue confirmada cuatro d&#237;as post inoculaci&#243;n por la presencia de tripomastigotas en la sangre perif&#233;rica recolectada de la cola del rat&#243;n, como fue descripto por Brener<sup>14</sup>. Todos los procedimientos experimentales fueron conducidos de acuerdo con el Col&#233;gio Brasileiro de Experimenta&#231;&#227;o Animal, y aprobados por la Comisi&#243;n de &#201;tica en Investigaci&#243;n de Animales del Departamento de Veterinaria de la Universidad Federal de Vi&#231;osa, Brasil (protocolo n&#250;mero 30/2009).</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis biom&#233;trico</bold>
      </p>
      <p>Ocho semanas despu&#233;s de la inoculaci&#243;n, los animales fueron sacrificados bajo anestesia y los corazones fueron removidos. Los Ventr&#237;culos Izquierdos (VI) fueron disecados y pesados separadamente. Volumen del VI fue obtenido por el m&#233;todo de inmersi&#243;n, donde el desplazamiento l&#237;quido del volumen del &#243;rgano fue pesado. Como la gravedad espec&#237;fica (&#963;) de la soluci&#243;n salina isot&#243;nica es 1,0048, el volumen es obtenido por: volumen = peso/&#963;, o simplemente volumen (10<sup>3</sup> mm<sup>3</sup>) &#8776; peso (g)<sup>15</sup>. El peso y volumen del VI fueron determinados incluyendo el septo interventricular.</p>
      <p>
        <bold>Procesamiento de tejidos y determinaci&#243;n de &#225;reas histol&#243;gicas</bold>
      </p>
      <p>Los atrios y ventr&#237;culos fueron colocados en fijador histol&#243;gico por 48 horas (preparado en la hora con 10% w/v de formaldeh&#237;do en 0,1 M de tap&#243;n fosfato pH 7.2)<sup>16,17</sup>. Fragmentos del VI fueron obtenidos a trav&#233;s del m&#233;todo orientador para definir cortes aleatorios isotr&#243;picos y uniformes (IUR) exigidos en el estudio estereol&#243;gico<sup>3</sup>. Esos fragmentos fueron deshidratados en etanol, diafanizadas en xilol y fijados en parafina. Los bloques fueron cortados en cortes de 3 &#181;m y coloreados por hematoxilina-eosina (H &amp; E) o 4',6-diamidino-2-fenilindol en 0,2% (DAPI)<sup>18</sup>.</p>
      <p>El n&#250;mero representativo de disectores utilizados en el an&#225;lisis estereol&#243;gico para cada animal fue determinado considerando la estabilizaci&#243;n del coeficiente de variaci&#243;n (CV) del n&#250;mero de n&#250;cleos de miocitos muestras aleatorias crecientes de disectores (5, 10, 15, 20 y 25). Entonces, la media aritm&#233;tica y los respectivos CV para cada tama&#241;o de muestra fueron calculados. Cuando el aumento de n&#250;meros de disectores no result&#243; en ninguna diferencia significativa de CV entre tres muestras consecutivas, el menor tama&#241;o de muestra fue considerado como el tama&#241;o m&#237;nimo representativo<sup>19</sup>. Usando ese m&#233;todo, la variaci&#243;n del n&#250;mero de n&#250;cleos de miocitos se estabiliz&#243; a partir de la muestra de 10 disectores.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos de disector &#243;pticos y f&#237;sicos</bold>
      </p>
      <p>Cortes coloreados con H&amp;E fueron montados en l&#225;minas histol&#243;gicas utilizando el medio de montaje Entelan<sup>&#174;</sup> (Merk, Darmstadt, Alemania) y las im&#225;genes fueron capturadas usando un microscopio de luz (Olympus BX-60<sup>&#174;</sup>, Tokio, Jap&#243;n) conectado a una c&#225;mara digital (Olympus QColor-3<sup>&#174;</sup>, Tokio, Jap&#243;n). La observaci&#243;n fue hecha con un objetivo planacrom&#225;tico de 100&#215; de inmersi&#243;n a aceite (NA= 1,25) para identificar claramente las fronteras de los n&#250;cleos de cardiomiocitos (<italic>cmyn</italic>)<sup>16,17</sup>.</p>
      <p>El n&#250;mero de n&#250;cleos de cardiomiocitos (<italic>cmyn</italic>) en una sonda tridimensional fue estimado utilizando los m&#233;todos de disector &#243;ptico (DO) y f&#237;sico (PD)<sup>3</sup>. El disector consiste de dos planos paralelos destinados a hacer el muestreo de los "puntos superiores" de las part&#237;culas presentes entre los dos. El volumen de muestreo fue creado con dos cortes paralelos separados por 3 &#181;m (<italic>h</italic>) y 2 planos de referencia ambos conteniendo un soporte de ensayo (A<sub>T</sub>). En ambos m&#233;todos de disector, un par de fotomicrograf&#237;as separados por la distancia <italic>h</italic> es usado para formar los dos planos de referencia. En el OD, las fotomicrograf&#237;as paralelas son obtenidas en la misma &#225;rea histol&#243;gica ajustando el plano focal (<italic>h</italic>= 3 &#181;m), utilizando el tornillo microm&#233;trico. En el PD, dos cortes seriales son obtenidos en el micr&#243;tomo (<italic>h</italic> = 3 &#181;m) y la misma &#225;rea histol&#243;gica es fotografiada en ambos cortes, proveyendo dos fotomicrograf&#237;as f&#237;sicamente separadas.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todo de disector fluorescente</bold>
      </p>
      <p>En el m&#233;todo de disector fluorescente (FD), los cortes coloreados con DAPI fueron montados en l&#225;minas histol&#243;gicas utilizando soluci&#243;n de sacarosa de 50% en agua destilada (w/v). Las im&#225;genes fueron capturadas en un modo de epifluorescencia del mismo microscopio usando una l&#225;mpara de mercurio HBO 100 y un filtro para excitaci&#243;n del pigmento a 365 nm y emisi&#243;n de luz a 460 nm. La observaci&#243;n fue hecha con las mismas lentes planacrom&#225;ticas de 100&#215; descriptos anteriormente. En ese m&#233;todo, usando los cortes 3 &#181;m (<italic>h</italic>), los dos planos de referencia necesarios para delimitar el disector son obtenidos en una imagen &#250;nica y pares de fotomicrograf&#237;as no son necesarios como en el m&#233;todo convencional. Adem&#225;s de eso, el <italic>cmyn</italic> presente sobre el espesor del corte puede ser observado dentro o fuera del plano focal. Para evitar el recuento repetido de c&#233;lulas, los cortes fueron obtenidos en semiseries utilizando 1 en cada 20 cortes. El FD fue adicionalmente obtenido con una lente objetiva de 40&#215; apenas para demostrar la posibilidad de aplicar el m&#233;todo usando ampliaciones menores.</p>
      <p>
        <bold>Estimativa de la densidad num&#233;rica y n&#250;mero total de cardiomiocitos</bold>
      </p>
      <p>La densidad num&#233;rica del <italic>cmyn</italic> (Nv[c], <italic>cmyn</italic> por mm<sup>3</sup>) fue determinada a partir de 10 pares aleatorios de disectores para cada animal, definidos como Nv[<italic>c</italic>] = <italic>Q</italic><sup>-</sup>[<italic>cmyn</italic>]/<italic>h</italic>&#215;AT, donde <italic>Q</italic><sup>-</sup> representa el n&#250;mero de perfiles de <italic>cmyn</italic> contados en el &#225;rea de test en la secci&#243;n de referencia del disector (plano <italic>look-up</italic>)<sup>3,17</sup>. En el FD, el valor <italic>Q</italic><sup>-</sup>en la f&#243;rmula Nv[c] fue multiplicado por un factor de correcci&#243;n de 0,5 para evitar la superestimaci&#243;n de las medidas. El n&#250;mero total de <italic>cmyn</italic> en el VI (N[c]) fue estimado como el producto del volumen Nv[c]/VI. Los recuentos fueron realizados en A<sub>T</sub>= 2.670 &#181;m<sup>2</sup>. Todos los an&#225;lisis estereol&#243;gicos fueron realizados utilizando el software Image Pro-Plus 4.5<sup>&#174;</sup> (Media Cybernetics, Silver Spring, EUA).</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis estad&#237;stico</bold>
      </p>
      <p>Todos los an&#225;lisis fueron realizados utilizando la plataforma estad&#237;stica GraphPad Prism (versi&#243;n 5.01, GraphPad Software, San Diego, CA). Los datos son expresados como media y desv&#237;o est&#225;ndar (media &#177; DE). La normalidad de la distribuci&#243;n de los datos fue verificada por el test de Kolmogorov-Smirnov. Con base en ese test, los datos de peso y volumen fueron comparados con el test <italic>t</italic>. El test U de Mann-Whitney fue usado para comparar los datos estereol&#243;gicos entre los grupos. Los m&#233;todos de disector fueron comparados por el test de Kruskal-Wallis y correlacionados utilizando el m&#233;todo de Spearman. La significaci&#243;n estad&#237;stica fue establecida en &#945; = 0,05.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>No hubo diferencia estad&#237;stica en la masa corporal (GC, 502,17 &#177; 57,76 g <italic>vs. </italic>GI, 494,69 &#177; 87,90 g; p &gt; 0,05) y volumen del ventr&#237;culo izquierdo (GC, 456,47 &#177; 26,18 mm<sup>3</sup> versus GI, 487,69 &#177; 34,89 mm<sup>3</sup>; p &gt; 0,05) entre los grupos.</p>
      <p>El an&#225;lisis histopatol&#243;gico del VI mostr&#243; un infiltrado inflamatorio difuso acentuado en el GI. Adem&#225;s de eso, ese grupo ten&#237;a una desorganizaci&#243;n de la estructura histol&#243;gica con un aumento del &#225;rea intersticial y mayor distancia entre los miocitos ventriculares. Esas c&#233;lulas tambi&#233;n mostraron un &#225;rea transversal aumentada y algunas presentaron estrechamiento de la regi&#243;n citoplasm&#225;tica inducida por una gran cantidad de formas amastigotas de <italic>T. cruzi</italic> (<xref ref-type="fig" rid="es_a08fig01-body3">fig. 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a08fig01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0252-00014-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>El OD convencional es representado en la <xref ref-type="fig" rid="es_a08fig02-body3">figura 2</xref>. En ese m&#233;todo, el disector fue obtenido en la misma imagen microsc&#243;pica ajust&#225;ndose el eje Z del microscopio para crear una separaci&#243;n &#243;ptica de 3 &#181;m entre las im&#225;genes. En el m&#233;todo f&#237;sico (imagen no mostrada), el disector fue obtenido usando las im&#225;genes microsc&#243;picas de dos cortes histol&#243;gicos seriales diferentes f&#237;sicamente separados en la misma distancia como en el OD (3 &#181;m).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a08fig02-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0252-00014-gf02-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>El m&#233;todo de disector propuesto, denominado disector fluorescente (FD), es representado en la <xref ref-type="fig" rid="es_a08fig03-body3">figura 3</xref>. En ese m&#233;todo, el disector fue obtenido en la misma imagen microsc&#243;pica a trav&#233;s de la emisi&#243;n de fluorescencia diferencial por el <italic>cmyn</italic>. En cuanto en el OD y PD fueron necesarias 160 fotomicrograf&#237;as (80 pares de disector) en el an&#225;lisis estereol&#243;gico, en el FD, la mitad de las im&#225;genes microsc&#243;picas (80 disectores individuales) fueron utilizadas.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a08fig03-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0252-00014-gf03-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>En el FD, un factor de correcci&#243;n de 50% fue incorporado a la f&#243;rmula utilizada para determinar Nv[c] en OD y PD. As&#237;, la f&#243;rmula usada para estimar Nv[c] en el FD fue Nv[<italic>c</italic>]= <italic>Q</italic><sup>-</sup>[<italic>cmyn</italic>] &#215; 0,5/<italic>h</italic>&#215;A<sub>T</sub>; donde la constante 0,5 fue creada para evitar la superestimaci&#243;n del recuento de <italic>cmyn</italic> en el FD.</p>
      <p>Los resultados de Nv[c] y N[c] obtenidos usando los diferentes m&#233;todos de disector son presentados en la <xref ref-type="table" rid="es_a08tab01-body3">tabla 1</xref>. En ambos m&#233;todos de disector, los animales infectados presentaron ca&#237;da significativa de ambas variables en relaci&#243;n a los animales control. No hubo diferencia significativa en los valores de esas variables, a pesar de los m&#233;todos de disector usados.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a08tab01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0252-00014-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="es_a08tab02-body3">tabla 2</xref> muestra el resultado del an&#225;lisis de correlaci&#243;n de Nv[c] y N[c] obtenidos usando los diferentes m&#233;todos de disector. Una correlaci&#243;n fuerte, directa y significativa fue obtenida en todas las correlaciones entre los m&#233;todos.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a08tab02-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0252-00014-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Por muchos a&#241;os, los estudios morfol&#243;gicos de tejidos biol&#243;gicos fueron basados en descripciones histopatol&#243;gicas ambiguas. Los s&#237;mbolos usados para indicar el aumento o disminuci&#243;n de una variable es la mejor manera de expresar los datos en un contexto semicuantitativo<sup>20</sup>. A medida que esos abordajes morfol&#243;gicos fueron perfeccionados, un sistema bidimensional (2D) cuantitativo fue incorporado al an&#225;lisis histol&#243;gico y patol&#243;gica para describir las caracter&#237;sticas morfom&#233;tricas de &#243;rganos y tejidos<sup>1,21,22</sup>. Esos perfeccionamientos introdujeron avances significativos en los estudios histocuantitativos. Mientras tanto, la estimativa de par&#225;metros microsc&#243;picos en un espacio tridimensional (3D) se mantuvo como una cuesti&#243;n aun no bien resuelta, y los m&#233;todos convencionales morfom&#233;tricos presentaban sesgos intr&#237;nsecos que reduc&#237;an la confiabilidad de medidas morfol&#243;gicas<sup>2,3,23</sup>.</p>
      <p>Considerando el sesgo intr&#237;nseco de diversas medidas morfom&#233;tricas, los c&#225;lculos de las estad&#237;sticas de probabilidad y geometr&#237;a aplicadas en la geolog&#237;a y otras ciencias del suelo fueron adaptados para el estudio de materiales biol&#243;gicos<sup>1,24</sup>, formando la base de la estereolog&#237;a actual<sup>3</sup>. El desarrollo de la estereolog&#237;a es una evoluci&#243;n importante en los m&#233;todos histocuantitativos, permitiendo el desarrollo de datos morfol&#243;gico m&#225;s precisos y confiables<sup>9,10,25,26</sup>. </p>
      <p>La estimativa de la cantidad de objetos en el tejido biol&#243;gico ha sido una cuesti&#243;n crucial en estudios morfol&#243;gicos y de patolog&#237;a diagn&#243;sticos, constituyendo las medidas m&#225;s refinadas en la estereolog&#237;a<sup>3,7</sup>. El desarrollo de m&#233;todos de disector por Sterio en 1984 llev&#243; a una forma creativa y relativamente simple de estimar el n&#250;mero de part&#237;culas en un &#243;rgano o tejido<sup>4</sup>. Mientras tanto, el m&#233;todo de disector aun exige una serie de requisitos t&#233;cnicos que aumentan el tiempo y el costo de la adquisici&#243;n de datos<sup>5,8,10</sup>. La necesidad de obtener y analizar un gran n&#250;mero de im&#225;genes microsc&#243;picas es una limitaci&#243;n com&#250;n de los m&#233;todos OD y PD, principalmente cuando varios grupos y muestras de tejidos son estudiados al mismo tiempo. Adem&#225;s de eso, los costos para la adquisici&#243;n o adaptaci&#243;n de un microscopio con eje Z controlado contribuyen para limitar la aplicaci&#243;n del OD<sup>11</sup>. Por otro lado, la obtenci&#243;n de un PD es extremamente trabajosa, pues envuelve la calidad de la microtom&#237;a, el procesamiento adecuado de cortes seriados y capacidad t&#233;cnica para determinar un alineamiento perfecto de esos cortes<sup>4</sup>. Adem&#225;s de eso, un m&#237;nimo error de alineamiento puede llevar a un sesgo en el recuento de c&#233;lulas caracterizado por una superestimaci&#243;n o subestimaci&#243;n de los resultados estereol&#243;gicos. As&#237;, esos m&#233;todos convencionales de disector aun requieren considerables costos financieros, t&#233;cnicos y operativos para estimar la cantidad de part&#237;culas en un &#225;rea tridimensional<sup>11</sup>.</p>
      <p>El presente estudio propone un m&#233;todo alternativo para estimar la cantidad de miocitos en el tejido card&#237;aco usando microscop&#237;a de fluorescencia en un m&#233;todo de disector modificado. La construcci&#243;n de un FD se bas&#243; en los requisitos semejantes a los usados para el recuento de part&#237;culas descriptos en los m&#233;todos de disector convencionales. Mientras tanto, una adaptaci&#243;n de la f&#243;rmula para determinar N[c] fue necesaria en el FD. La introducci&#243;n de un factor de correcci&#243;n fue necesario para reducir la superestimaci&#243;n de las mediciones. En los m&#233;todos convencionales, los resultados del recuento de part&#237;culas excluyen aquellas que alcanzaron el plano prohibido (generalmente el plano<italic> look-down</italic>), contribuyendo para reducir el sesgo de medici&#243;n<sup>27,28</sup>. Como en el DF, la presencia o ausencia de la misma part&#237;cula no puede ser observada en ambos planos de disector, como ocurre en el OD y en el PD. El c&#225;lculo de probabilidad determina un factor de correcci&#243;n 0,5 para la f&#243;rmula N[c], considerando 50% de posibilidad de que una part&#237;cula sea observada o no en ambos planos.</p>
      <p>La aplicaci&#243;n del FD con el m&#233;todo propuesto provey&#243; resultados similares de Nv[c] y N[c] en comparaci&#243;n con los otros m&#233;todos de disector, sin diferencias significativas entre los m&#233;todos. Ambos m&#233;todos presentaron sensibilidad suficiente para determinar la reducci&#243;n del n&#250;mero de los miocitos en el ventr&#237;culo izquierdo en el modelo murino de infecci&#243;n card&#237;aca inducida por <italic>T. cruzi</italic>. Ese modelo fue seleccionado para este estudio, debido al tropismo bien establecido para el tejido card&#237;aco presentado por ese par&#225;sito y su capacidad de reducir el n&#250;mero de miocitos debido a la diferenciaci&#243;n, replicaci&#243;n y evasi&#243;n de c&#233;lulas del par&#225;sito, que se propaga en un proceso destructivo continuo<sup>12,13</sup>. Adem&#225;s de eso, las correlaciones entre el FD con los m&#233;todos convencionales eran fuertes, indicando que el m&#233;todo FD puede ser igualmente confiable para estimar el n&#250;mero de miocitos en el tejido card&#237;aco. La confiabilidad de esas medidas parece ser mantenida tanto en condiciones de salud como en condiciones patol&#243;gicas.</p>
      <p>Aunque el FD tambi&#233;n sea un m&#233;todo &#243;ptico, el presente estudio demostr&#243; que el FD puede tambi&#233;n ser obtenido utilizando lente objetiva con aumentos menores (40&#215;), en comparaci&#243;n con las lentes convencionales (100&#215;) necesarias en el OD. En el OD, ampliaciones menores no son usadas frecuentemente porque determinan una gran profundidad de campo, lo que dificulta la adquisici&#243;n de diferentes planos focales de disector (<italic>look-up</italic> y <italic>look-down</italic>), pues mantienen todas las estructuras de los cortes dentro del foco a despecho del ajuste del eje Z<sup>3</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El FD descripto en este estudio ofreci&#243; un m&#233;todo alternativo para estimar el n&#250;mero de miocitos en el tejido card&#237;aco. Ese m&#233;todo parece ser confiable tanto en condiciones normales como en condiciones patol&#243;gicas para determinar los mismos par&#225;metros de Nv[c] y N[c] obtenidos por m&#233;todos convencionales de disector. Aunque los resultados hayan sido semejantes entre los tres m&#233;todos, el FD mostr&#243; algunas ventajas en relaci&#243;n al OD y al PD, tales como: 1) reducci&#243;n (por la mitad) del n&#250;mero de cortes histol&#243;gicos y im&#225;genes necesarias en el an&#225;lisis estereol&#243;gico, 2) reducci&#243;n del tiempo de an&#225;lisis de las im&#225;genes necesarias, 3) construcci&#243;n de FD en microscopios simples, utilizando el modo de epifluorescencia, 4) distinci&#243;n de los planos de disector de <italic>look-up</italic> y <italic>look-down</italic> ampliaciones menores, 5) confiabilidad de los resultados estereol&#243;gicos que envuelven costos t&#233;cnicos y operativos reducidos en comparaci&#243;n con los m&#233;todos OD y PD.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuve fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de tesis de Doctorado de R&#244;mulo Dias Novaes, por Universidade Federal de Vi&#231;osa.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
