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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">MXyBnkyf9hTzM55hKkYQnzD</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2012000300002</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(12)09800302</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Valor progn&#243;stico da glicemia de jejum em pacientes idosos com s&#237;ndrome coronariana aguda</article-title>
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          <named-content content-type="city">Rio Grande do Sul</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul </institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>03</month>
        <year>2012</year>
      </pub-date>
      <volume>98</volume>
      <issue>3</issue>
      <fpage>203</fpage>
      <lpage>210</lpage>
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        <date date-type="accepted">
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: O exame da glicose plasm&#225;tica de jejum (GPJ) &#233; preditor de complica&#231;&#245;es ap&#243;s S&#237;ndrome Coronariana Aguda (SCA). No entanto, seu valor progn&#243;stico ainda n&#227;o est&#225; plenamente estabelecido em diferentes faixas et&#225;rias. OBJETIVO: Avaliar o papel da glicose plasm&#225;tica de jejum (GPJ) como preditor de evolu&#231;&#227;o, 30 dias ap&#243;s a SCA, e comparar a associa&#231;&#227;o da hiperglicemia com eventos cardiovasculares maiores (ECM): &#243;bito, reinfarto e revasculariza&#231;&#227;o, em dois diferentes grupos et&#225;rios (&lt;65 anos e &gt; 65 anos de idade). M&#201;TODOS: Coorte contempor&#226;nea de pacientes hospitalizados por SCA no Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul (regi&#227;o sul do Brasil). Nas primeiras 24 horas de interna&#231;&#227;o, os pacientes responderam a um question&#225;rio com informa&#231;&#245;es cl&#237;nicas e foram coletadas amostras de sangue perif&#233;rico para a medi&#231;&#227;o da GPJ. Os pacientes foram acompanhados durante a interna&#231;&#227;o e por 30 dias para verificar a presen&#231;a de ECM. A an&#225;lise estat&#237;stica foi realizada utilizando o SPSS 15.0 com o teste do qui-quadrado ou Exato de Fisher (vari&#225;veis categ&#243;ricas) e o teste t de Student (vari&#225;veis num&#233;ricas). An&#225;lise multivari&#225;vel foi utilizada para definir preditores independentes. RESULTADOS: 580 pacientes foram inclu&#237;dos no estudo. A idade m&#233;dia foi 61,2 (&#194;&#177; 12,3) anos, com 38,6% dos pacientes (224) com &gt;65 anos de idade, sendo que 67,7% (393) eram do sexo masculino. A an&#225;lise multivariada mostrou que, ap&#243;s 30 dias de acompanhamento, apenas a GPJ (OR = 1,01, 95% CI: 1,00-1,01, P = 0,001) esteve associada &#224; ECM nas duas faixas et&#225;rias. CONCLUS&#195;O: A GPJ na interna&#231;&#227;o foi preditor independente de ECM na fase precoce da SCA.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>S&#237;ndrome coronariana aguda</kwd>
        <kwd>glicemia</kwd>
        <kwd>idade de in&#237;cio</kwd>
        <kwd>progn&#243;stico</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>23</day>
        <month>04</month>
        <year>2012</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Valor progn&#243;stico da glicemia de jejum em pacientes idosos com s&#237;ndrome coronariana aguda</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Adriane Monserrat Ramos; Lucia Campos Pellanda; Pedro Lima Vieira; Daniel Pinto Ribeiro; Eduardo Menti; Vera L&#250;cia Portal</bold>
    </p>
    <p>Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul/Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia - IC/FUC, Rio Grande do Sul, RS, Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="not">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> O exame da glicose plasm&#225;tica de jejum (GPJ) &#233; preditor de complica&#231;&#245;es ap&#243;s S&#237;ndrome Coronariana Aguda (SCA). No entanto, seu valor progn&#243;stico ainda n&#227;o est&#225; plenamente estabelecido em diferentes faixas et&#225;rias. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Avaliar o papel da glicose plasm&#225;tica de jejum (GPJ) como preditor de evolu&#231;&#227;o, 30 dias ap&#243;s a SCA, e comparar a associa&#231;&#227;o da hiperglicemia com eventos cardiovasculares maiores (ECM): &#243;bito, reinfarto e revasculariza&#231;&#227;o, em dois diferentes grupos et&#225;rios (&lt;65 anos e <underline>&gt;</underline> 65 anos de idade). </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Coorte contempor&#226;nea de pacientes hospitalizados por SCA no Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul (regi&#227;o sul do Brasil). Nas primeiras 24 horas de interna&#231;&#227;o, os pacientes responderam a um question&#225;rio com informa&#231;&#245;es cl&#237;nicas e foram coletadas amostras de sangue perif&#233;rico para a medi&#231;&#227;o da GPJ. Os pacientes foram acompanhados durante a interna&#231;&#227;o e por 30 dias para verificar a presen&#231;a de ECM. A an&#225;lise estat&#237;stica foi realizada utilizando o SPSS 15.0 com o teste do qui-quadrado ou Exato de Fisher (vari&#225;veis categ&#243;ricas) e o teste t de Student (vari&#225;veis num&#233;ricas). An&#225;lise multivari&#225;vel foi utilizada para definir preditores independentes. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> 580 pacientes foram inclu&#237;dos no estudo. A idade m&#233;dia foi 61,2 (&#177; 12,3) anos, com 38,6% dos pacientes (224) com <underline>&gt;</underline>65 anos de idade, sendo que 67,7% (393) eram do sexo masculino. A an&#225;lise multivariada mostrou que, ap&#243;s 30 dias de acompanhamento, apenas a GPJ (OR = 1,01, 95% CI: 1,00-1,01, P = 0,001) esteve associada &#224; ECM nas duas faixas et&#225;rias. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> A GPJ na interna&#231;&#227;o foi preditor independente de ECM na fase precoce da SCA.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> S&#237;ndrome coronariana aguda, glicemia, idade de in&#237;cio, progn&#243;stico.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A principal causa de morbimortalidade no Brasil e em todo o mundo s&#227;o as doen&#231;as cardiovasculares (infarto do mioc&#225;rdio, acidente vascular cerebral e doen&#231;a arterial perif&#233;rica)<sup>1,2</sup>.</p>
    <p>O envelhecimento &#233; o fator de risco mais importante para a mortalidade ap&#243;s a SCA<sup>3-5</sup>. Em 2004, 35% de todos os &#243;bitos entre indiv&#237;duos com idade <underline>&gt;</underline> 65 anos nos EUA foram devido &#224; SCA<sup>3,4</sup>. As taxas de mortalidade por SCA est&#227;o em torno de 2,1% para os indiv&#237;duos com menos de 55 anos, mas em torno de 26,3% para aqueles com mais de 85 anos<sup>3,4</sup>. Entre aqueles que sobrevivem &#224; fase aguda, o risco de mortalidade permanece alto no seguimento de longo prazo. O escore progn&#243;stico GRACE (Global Registry of Acute Coronary Events; em portugu&#234;s: Registro Global de Eventos Coronarianos Agudos) mostrou que a taxa de mortalidade entre os indiv&#237;duos entre 75 e 84 anos de idade foi de 15% durante o primeiro ano ap&#243;s a SCA, com taxas de 25% para pacientes com <underline>&gt;</underline> 85 anos de idade. A probabilidade de &#243;bito um ano ap&#243;s um epis&#243;dio agudo para pacientes com 75 anos foi de uma em cinco, e para os pacientes com <underline>&gt;</underline> 85 anos de idade, a probabilidade passou de um em cada quatro<sup>3-5</sup>.</p>
    <p>O n&#250;mero de estudos com amostras de pacientes idosos suficientes para se obter uma estimativa confi&#225;vel dos resultados ainda &#233; baixo<sup>6</sup>. Na &#250;ltima d&#233;cada, mais da metade de todos os estudos com pacientes com SCA n&#227;o inclu&#237;ram indiv&#237;duos com <underline>&gt;</underline> 75 anos de idade. Esse grupo et&#225;rio esteve presente em apenas 9% dos estudos de grande porte<sup>7</sup>. Ap&#243;s 1990, a tend&#234;ncia de exclus&#227;o dos indiv&#237;duos mais velhos de estudos de grande porte diminuiu, mas ainda persiste<sup>8</sup>.</p>
    <p>A maioria dos estudos avaliou a associa&#231;&#227;o entre os n&#237;veis de glicemia na interna&#231;&#227;o e o progn&#243;stico ap&#243;s o epis&#243;dio de SCA<sup>9-18</sup>. Publica&#231;&#245;es mais recentes t&#234;m mostrado a relev&#226;ncia cl&#237;nica da glicemia de jejum na SCA<sup>19-27</sup>. Estudos que avaliaram adequadamente os n&#237;veis de glicose plasm&#225;tica de jejum (GPJ) nos pacientes com infarto agudo do mioc&#225;rdio (IAM) mostram que esses n&#237;veis s&#227;o preditores de complica&#231;&#245;es ap&#243;s o IAM podendo ser at&#233; melhores do que os n&#237;veis de GPJ na interna&#231;&#227;o para prever a mortalidade intra-hospitalar e de curto prazo<sup>19,25,27</sup>. Outro estudo tamb&#233;m mostrou que a GPJ foi um bom preditor de mortalidade de longo prazo em pacientes n&#227;o-diab&#233;ticos com IAM<sup>19</sup>. Em alguns outros estudos, no entanto, nenhuma associa&#231;&#227;o foi observada entre a GPJ na interna&#231;&#227;o e eventos adversos ap&#243;s a SCA no seguimento de longo prazo<sup>28,29</sup>.</p>
    <p>De acordo com o nosso conhecimento, nenhum estudo avaliou o papel da GPJ como preditor de progress&#227;o para SCA entre as diferentes faixas et&#225;rias. O presente estudo tem como objetivo avaliar a associa&#231;&#227;o entre os n&#237;veis de glicemia de jejum e grandes eventos cardiovasculares (&#243;bito, reinfarto e revasculariza&#231;&#227;o cir&#250;rgica e/ou percut&#226;nea) em pacientes com SCA de acordo com a idade (&lt;65 anos e <underline>&gt;</underline> 65 anos).</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Este estudo de coorte contempor&#226;nea avaliou 580 pacientes consecutivos internados por SCA (angina inst&#225;vel ou infarto do mioc&#225;rdio com ou sem supradesnivelamento do segmento ST) no Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul. Entre esses 580 pacientes, 199 foram selecionados entre mar&#231;o de 2002 a novembro de 2002, e os outros 381 pacientes foram selecionados entre novembro de 2006 a janeiro de 2008, com a mesma metodologia. Os seguintes crit&#233;rios foram utilizados para o diagn&#243;stico de SCA: 1) angina inst&#225;vel: quadro cl&#237;nico, eletrocardiograma de repouso anormal (depress&#227;o do segmento ST maior que 1 mm em duas deriva&#231;&#245;es no m&#237;nimo, ou invers&#227;o de onda T), n&#227;o tendo havido altera&#231;&#227;o das enzimas card&#237;acas (creatinofosfoquinase ou CK total e isoenzima creatinafosfoquinase ou CK-MB); 2) IAM sem supradesnivelamento do segmento ST: quadro cl&#237;nico, aus&#234;ncia de supradesnivelamento do segmento ST no eletrocardiograma de repouso e eleva&#231;&#227;o das enzimas card&#237;acas (CK total e CK-MB); e 3) IAM com infradesnivelamento do segmento ST: quadro cl&#237;nico, altera&#231;&#245;es no eletrocardiograma de repouso (supradesnivelamento do segmento ST de pelo menos 2 mm em duas deriva&#231;&#245;es posteriores) e eleva&#231;&#227;o das enzimas card&#237;acas (CK total e CK-MB).</p>
    <p>Pacientes com qualquer tipo de doen&#231;a inflamat&#243;ria sist&#234;mica (colagenoses), neoplasia maligna, pacientes soropositivos (conforme relatado) ou com uso atual ou recente (menos de um m&#234;s) de cortic&#243;ides ou f&#225;rmacos antiinflamat&#243;rios n&#227;o-hormonais, foram exclu&#237;dos. Devido a problemas t&#233;cnicos, os n&#237;veis de glicemia n&#227;o puderam ser determinados em tr&#234;s dos 583 pacientes inicialmente avaliados, de modo que a amostra final foi composta de 580 pacientes. Este estudo foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa do IC/FUC em 01/12/06 UP 3881.</p>
    <p>Durante as primeiras 24 horas ap&#243;s a interna&#231;&#227;o, os pacientes assinaram um consentimento informado, que foi previamente aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica da institui&#231;&#227;o, e responderam a um question&#225;rio. As vari&#225;veis avaliadas foram: idade, sexo, cor da pele, peso, altura (relatados pelo paciente) e circunfer&#234;ncia abdominal. O &#237;ndice de massa corporal foi calculado pela f&#243;rmula peso/altura ao quadrado. A circunfer&#234;ncia da cintura foi medida de acordo com as diretrizes estabelecidas pela I Diretriz Brasileira de Diagn&#243;stico e Tratamento da S&#237;ndrome Metab&#243;lica, da Sociedade Brasileira de Cardiologia<sup>30</sup>.</p>
    <p>Os fatores de risco (hist&#243;rico familiar de doen&#231;a card&#237;aca isqu&#234;mica, tabagismo, diabete, dislipidemia, hipertens&#227;o, sedentarismo e uso de &#225;lcool), doen&#231;as pr&#233;vias, medica&#231;&#245;es atuais e tratamento recebido durante a hospitaliza&#231;&#227;o tamb&#233;m foram registrados. Os pacientes foram considerados como tendo hist&#243;rico familiar de doen&#231;a card&#237;aca isqu&#234;mica na apresenta&#231;&#227;o de um parente de primeiro grau com menos de 55 anos ou 65 anos (quando do sexo masculino ou feminino, respectivamente) com diagn&#243;stico de doen&#231;a arterial coronariana ou outros tipos de doen&#231;a ateroscler&#243;tica; foram definidos fumantes caso tivessem o h&#225;bito de fumar, e como ex-fumantes se tivessem parado de fumar pelo menos um ano antes. Os pacientes foram considerados como diab&#233;ticos ao apresentar um diagn&#243;stico pr&#233;vio de doen&#231;a e/ou usar medicamentos antidiab&#233;ticos. A classifica&#231;&#227;o da hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica dependia de diagn&#243;stico antes da interna&#231;&#227;o e/ou uso de medicamentos anti-hipertensivos. Os indiv&#237;duos foram considerados sedent&#225;rios em caso de n&#227;o-relato de atividade f&#237;sica regular (mais de 3 vezes por semana ou mais de 30 minutos de cada vez). Entre os pacientes dislipid&#234;micos estavam aqueles que usassem estatinas e/ou apresentavam colesterol LDL&gt; 130 mg/dL e/ou colesterol HDL &lt;40 mg/dL ou &lt;45 mg/dL (para homens ou mulheres, respectivamente) e/ou triglicer&#237;deos &gt; 150 mg/dL. Indiv&#237;duos com &#237;ndice de massa corporal <underline>&gt;</underline> 30 kg/m<sup>2</sup> foram considerados obesos. Os pacientes tamb&#233;m foram avaliados para o consumo regular de bebidas alco&#243;licas.</p>
    <p>Depois de responder ao question&#225;rio, foram coletadas amostras de sangue com o paciente em posi&#231;&#227;o supina. As amostras foram analisadas para se verificar os n&#237;veis de GPJ, CK total e CK-MB, entre outros exames, no laborat&#243;rio cl&#237;nico do Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul. Os n&#237;veis de glicemia foram medidos atrav&#233;s de kits dispon&#237;veis comercialmente (<italic>Boehringer Mannheim Diagnostics</italic>). CPK e CPK-MB foram avaliadas pelo m&#233;todo cin&#233;tico.</p>
    <p>Todos os exames laboratoriais foram realizados em uma &#250;nica amostra, coletada ap&#243;s 12 horas de jejum, dentro das primeiras 24 horas do in&#237;cio de isquemia coronariana (determinado pelo quadro cl&#237;nico associado com quadro enzim&#225;tico e/ou eletrocardiograma, como descrito anteriormente).</p>
    <p>Os pacientes foram acompanhados por 30 dias ap&#243;s a SCA, e os eventos cardiovasculares maiores, incluindo &#243;bito, reinfarto e revasculariza&#231;&#227;o cir&#250;rgica e/ou percut&#226;nea foram registrados. Reinfarto foi definido como a ocorr&#234;ncia de pelo menos dois dos seguintes epis&#243;dios: recorr&#234;ncia da dor inicial com dura&#231;&#227;o de mais de 30 minutos e/ou novo aumento do segmento ST na parede acometida e/ou novo aumento dos n&#237;veis enzim&#225;ticos para, no m&#237;nimo, o dobro do n&#237;vel anterior, caso j&#225; normalizado, ou pelo menos 50% do valor anterior, enquanto ainda n&#227;o normalizado e revasculariza&#231;&#227;o cir&#250;rgica e/ou percut&#226;nea.</p>
    <p>O tamanho da amostra foi calculado utilizando o software PEPI (<italic>Programs for Epidemiologists</italic>) vers&#227;o 4.0, com base em um estudo de Duarte e cols<sup>20</sup>. O tamanho m&#237;nimo necess&#225;rio da amostra para atingir um poder de 90%, um n&#237;vel de signific&#226;ncia de 5%, um desvio padr&#227;o m&#233;dio de glicose de 65 mg/dL em cada grupo (com e sem eventos cardiovasculares maiores) e uma diferen&#231;a de 24,9 mg/dL entre as m&#233;dias, foi determinado como no m&#237;nimo 149 pacientes em cada grupo, totalizando 298 pacientes.</p>
    <p>A an&#225;lise estat&#237;stica foi realizada com o software SPSS, vers&#227;o 15.0. As vari&#225;veis num&#233;ricas foram descritas como m&#233;dia e desvio padr&#227;o. Vari&#225;veis categ&#243;ricas foram descritas como frequ&#234;ncias absolutas e relativas. O teste do qui-quadrado ou teste exato de Fisher foram usados para vari&#225;veis categ&#243;ricas e o teste <italic>t</italic> de Student foi utilizado para as vari&#225;veis num&#233;ricas. Os n&#237;veis de glicose de jejum foram analisados como uma vari&#225;vel cont&#237;nua.</p>
    <p>Inicialmente, foram comparados os resultados obtidos durante os dois per&#237;odos de coleta diferentes (2002 e 2006-2008). Uma vez que n&#227;o foram observadas diferen&#231;as significativas entre eles, principalmente em rela&#231;&#227;o &#224; descri&#231;&#227;o da amostra, optou-se por apresentar os resultados unificados.</p>
    <p>As vari&#225;veis com valores de P &lt;0,10 na an&#225;lise bivariada foram inclu&#237;das em um modelo de regress&#227;o log&#237;stica para avaliar o papel da GPJ como um preditor independente de desfechos cl&#237;nicos. P <underline>&lt;</underline> 0,05 foi considerado estatisticamente significativo.</p>
    <p>Foram utilizados modelos de regress&#227;o log&#237;stica bivariada e multivariada para calcular a raz&#227;o de chances (OR).</p>
    <p>Avaliou-se o efeito das intera&#231;&#245;es das vari&#225;veis inclu&#237;das no modelo de regress&#227;o log&#237;stica com a faixa et&#225;ria.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>A idade m&#233;dia dos 580 pacientes avaliados foi 61,2 (&#177; 12,3) anos, com 38,6% dos pacientes (224) com <underline>&gt;</underline> 65 anos de idade, sendo que 67,7% (393) eram do sexo masculino.</p>
    <p>A an&#225;lise da distribui&#231;&#227;o dos tipos de SCA mostrou que 65,3% (379) dos pacientes foram hospitalizados devido a IAM com supradesnivelamento do segmento ST, com maior frequ&#234;ncia de IAM anterior extenso (98 pacientes, 25,9%), seguida por IAM sem supradesnivelamento do segmento ST (103 pacientes, 17,7%) e angina inst&#225;vel (98 pacientes, 16,9%).</p>
    <p>Nesta amostra, 79,6% (462) dos pacientes eram sedent&#225;rios, 68,3% (396) eram hipertensos, 46,9% (272) eram dislipid&#234;micos, 41,5% (241) apresentavam hist&#243;rico familiar de doen&#231;a card&#237;aca isqu&#234;mica, 40% (232) fumavam, 23,8% (138) eram diab&#233;ticos, 20,3% (118) ingeriam &#225;lcool regularmente e 20% (116) eram obesos. Entre os 580 pacientes, 3,1% (18) n&#227;o puderam ser acompanhados por 30 dias, e foram considerados como perdas. Esses pacientes foram posteriormente contatados por telefone ou tiveram seus registros m&#233;dicos analisados para verifica&#231;&#227;o de eventos.</p>
    <p>Durante os 30 dias de acompanhamento, 49,8% (289) dos pacientes tinham pelo menos um dos resultados (&#243;bito, reinfarto, revasculariza&#231;&#227;o, arritmia com instabilidade hemodin&#226;mica, insufici&#234;ncia card&#237;aca ou aparecimento de angina ap&#243;s a interna&#231;&#227;o) e 14,8% (86) apresentaram um dos eventos cardiovasculares maiores (morte, reinfarto ou revasculariza&#231;&#227;o). A incid&#234;ncia de reinfarto foi de 4,1% (24); revasculariza&#231;&#227;o percut&#226;nea e/ou cir&#250;rgica, 5,3% (31), insufici&#234;ncia card&#237;aca, 23,1% (134), arritmias com instabilidade hemodin&#226;mica, 16,5% (96), e a incid&#234;ncia de um novo epis&#243;dio de angina ap&#243;s a interna&#231;&#227;o foi de 25,2% (146). A mortalidade em 30 dias foi de 6,4% (37). O valor m&#233;dio do &#916; t foi de 10 horas.</p>
    <p>Sessenta e tr&#234;s por cento (368) dos pacientes foram submetidos a angioplastia prim&#225;ria com coloca&#231;&#227;o de stent e 18,6% (108) receberam apenas o tratamento m&#233;dico.</p>
    <p>As caracter&#237;sticas cl&#237;nicas dos pacientes de acordo com a faixa et&#225;ria est&#227;o descritas na <xref ref-type="table" rid="a02tab01m">Tabela 1</xref>.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a02tab01m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0203-00002-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>A frequ&#234;ncia significativamente maior de pacientes do sexo masculino (p &lt;0,001), hist&#243;rico de acidente vascular cerebral pr&#233;vio (AVC) (p &lt;0,001), insufici&#234;ncia card&#237;aca (p = 0,004), insufici&#234;ncia renal (p = 0,011), hipertens&#227;o (p = 0,002), bem como maior uso de anticoagulantes orais (p = 0,005), nitrato (p &lt;0,001), beta-bloqueadores (p = 0,037), antiagregante plaquet&#225;rio (p = 0,010) e digitais (p = 0,006) foi observada em pacientes com idade maior ou igual a 65 anos. Esse mesmo grupo mostrou frequ&#234;ncias significativamente menores de IAM com supradesnivelamento do segmento ST (p = 0,013), consumo de &#225;lcool (p &lt;0,001), obesidade (p &lt;0,001), hist&#243;rico familiar de doen&#231;a card&#237;aca isqu&#234;mica (p = 0,001) e tabagismo ( p &lt;0,001).</p>
    <p>A an&#225;lise dos resultados (<xref ref-type="table" rid="tab2">Tabela 2</xref>) mostrou que os pacientes com idade <underline>&gt;</underline> 65 anos apresentaram uma propor&#231;&#227;o significativamente maior de eventos combinados (p &lt;0,001), &#243;bito (p &lt;0,001) e insufici&#234;ncia card&#237;aca (p&lt;0,001), e frequ&#234;ncias significativamente menores de procedimentos de revasculariza&#231;&#227;o (p = 0,014).</p>
    <table-wrap id="tab2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0203-00002-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>Ap&#243;s o ajuste para as vari&#225;veis com valor de p &lt;0,10 na an&#225;lise bivariada (GPJ, tipo de SCA, idade, hipertens&#227;o pr&#233;via, acidente vascular cerebral pr&#233;vio e insufici&#234;ncia renal pr&#233;via), apenas a glicose plasm&#225;tica de jejum (OR 1,005; IC 95% 1,002-1,009; p &lt;0,001) permaneceu associada a eventos cardiovasculares maiores em 30 dias de seguimento. O risco de eventos cardiovasculares maiores foi 1% mais alto para cada unidade (mg/dL) de eleva&#231;&#227;o dos n&#237;veis de glicemia de jejum (p &lt;0,001). Esses dados s&#227;o apresentados na <xref ref-type="table" rid="tab3">Tabela 3</xref>.</p>
    <table-wrap id="tab3">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0203-00002-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>Esse mesmo tipo de an&#225;lise estat&#237;stica mostrou que, quando a amostra foi estratificada de acordo com a idade, apenas a GPJ permaneceu significativamente associada com eventos cardiovasculares maiores em 30 dias de seguimento, em ambos os grupos. O risco de eventos cardiovasculares maiores foi 1% mais alto para cada unidade (mg/dL) de eleva&#231;&#227;o dos n&#237;veis de glicemia de jejum (p &lt;0,001) para pacientes com &lt;65 anos de idade (p = 0,018), bem como aqueles com idade <underline>&gt;</underline> 65 anos (p = 0,026). Esses dados s&#227;o apresentados na <xref ref-type="table" rid="tab4">Tabela 4</xref>. Quando os n&#237;veis de GPJ foram aumentados em 10 mg/dL, o risco de eventos cardiovasculares maiores foi 5% mais alto para ambas as faixas et&#225;rias (p = 0,026).</p>
    <table-wrap id="tab4">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0203-00002-gt04.jpg"/></table-wrap>
    <p>N&#227;o foi observada qualquer intera&#231;&#227;o entre a idade e a incid&#234;ncia de GPJ (p = 0,477), AVC (p = 0,683), tipo de SCA (p = 0,090), hipertens&#227;o (p = 0,882) e insufici&#234;ncia renal (p = 0,678). Independentemente da idade, pacientes com eventos cardiovasculares maiores apresentaram maiores n&#237;veis de GPJ m&#233;dia, como mostrado na <xref ref-type="fig" rid="a02fig01m">Figura 1</xref>.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a02fig01m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0203-00002-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Quando a idade foi analisada como uma vari&#225;vel cont&#237;nua, apenas os n&#237;veis de GPJ (OR 1,005; IC 95% 1,002-1,009, p &lt;0,001) e AVC (OR=2,16; IC 95% 1,03-4,52) mantiveram-se associados a eventos cardiovasculares maiores em 30 dias de seguimento para todo o grupo de pacientes (dados n&#227;o mostrados).</p>
    <p>Como a pesquisa foi realizada em per&#237;odos diferentes (2002 e 2006/2008), &#233; importante observar que n&#227;o foram observadas diferen&#231;as na propor&#231;&#227;o de eventos cardiovasculares maiores nos dois per&#237;odos (&#967;<sup>2</sup> = 0,00, p = 0,999). Em 2002, 14,6% (29/199) dos pacientes tiveram eventos cardiovasculares maiores, ao passo que durante o per&#237;odo entre 2006 e 2008 esse resultado foi observado em 15% (57/381) dos pacientes.</p>
    <p>Quando os pacientes foram classificados como diab&#233;ticos e n&#227;o diab&#233;ticos (OR 1,01; IC 95% 1,00-1,01), o mesmo tipo de an&#225;lise estat&#237;stica mostrou que os n&#237;veis de GPJ associaram-se com eventos cardiovasculares maiores apenas para o grupo de n&#227;o diab&#233;ticos (OR 1,00; IC 95% 1,00-1,01). Nenhuma das outras vari&#225;veis esteve associada com eventos cardiovasculares maiores.</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Este estudo de coorte mostrou que os n&#237;veis de GPJ de pacientes que internaram por SCA foram preditores de eventos cardiovasculares maiores em 30 dias de seguimento, independente da idade.</p>
    <p>Nosso grupo de pesquisa demonstrou previamente, numa amostra menor (n=199), uma associa&#231;&#227;o estatisticamente significativa entre a prote&#237;na-C-reativa ultrassens&#237;vel (PCR-us) e altos n&#237;veis de GPJ e eventos intra-hospitalares (re-infarto angina pectoris, insufici&#234;ncia card&#237;aca, fibrila&#231;&#227;o ventricular e &#243;bito) ap&#243;s SCA<sup>20</sup>. Um estudo publicado recentemente avaliou 13.526 pacientes do Registro Global de Eventos coronarianos Agudos (GRACE) e mostrou que, ap&#243;s o ajuste para as vari&#225;veis do escore GRACE, maiores n&#237;veis de GPJ estiveram associados com maiores taxas de mortalidade durante a hospitaliza&#231;&#227;o, bem como seis meses ap&#243;s a SCA (IAM com ou sem supradesnivelamento do segmento ST e angina inst&#225;vel).</p>
    <p>Embora a maioria dos estudos investigue o papel dos n&#237;veis de glicemia na admiss&#227;o como preditor de complica&#231;&#245;es ap&#243;s IAM<sup>9-18</sup>, analisamos o papel da glicemia de jejum como preditor de desfecho ap&#243;s a SCA. Outros estudos indicam a prov&#225;vel superioridade da glicemia de jejum como um preditor de desfecho ap&#243;s a SCA. Vivas D e cols avaliaram 547 pacientes que foram internados devido a epis&#243;dios de SCA e observaram que a glicemia de jejum era mais importante do que a glicemia na interna&#231;&#227;o como preditor de &#243;bito e reinfarto durante a interna&#231;&#227;o. A superioridade de glicemia de jejum, em compara&#231;&#227;o com a glicemia na interna&#231;&#227;o na previs&#227;o de eventos adversos ap&#243;s a SCA pode ser explicada por diferentes fatores. Modifica&#231;&#245;es nos ritmos circadianos e no per&#237;odo desde a &#250;ltima refei&#231;&#227;o podem afetar os valores glic&#234;micos na interna&#231;&#227;o, mas n&#227;o os n&#237;veis de glicemia plasm&#225;tica de jejum, que podem representar de forma mais adequada o estado metab&#243;lico real do paciente. Al&#233;m disso, em pacientes que apresentam curso cl&#237;nico muito desfavor&#225;vel durante as primeiras horas ap&#243;s a SCA, um aumento crescente na GPJ poderia refletir um agravamento do estado metab&#243;lico e estaria normalmente associado a situa&#231;&#245;es mais graves<sup>27,31-33</sup>.</p>
    <p>Um fator importante a ser considerado no presente estudo &#233; que, diferente da maioria dos grandes estudos, este estudo inclui um n&#250;mero significativo de pacientes idosos (quase 40% da amostra tinha idade <underline>&gt;</underline> 65 anos). As informa&#231;&#245;es sobre os idosos s&#227;o, geralmente, inferidas a partir de dados obtidos em estudos com indiv&#237;duos mais jovens, o que pode diminuir sua import&#226;ncia. Neste estudo, a inclus&#227;o de um n&#250;mero consider&#225;vel de pacientes idosos teve como objetivo investigar uma poss&#237;vel influ&#234;ncia da idade sobre essa associa&#231;&#227;o. Em um estudo retrospectivo incluindo um grande n&#250;mero de idosos (141.680), foi investigado apenas o papel no n&#237;vel de glicemia na interna&#231;&#227;o como preditor de eventos adversos ap&#243;s IAM<sup>14</sup>. Foi observada uma associa&#231;&#227;o entre a glicemia na interna&#231;&#227;o e mortalidade p&#243;s-IAM tanto no seguimento de 30 dias quanto no seguimento de um ano, principalmente para pacientes sem hist&#243;rico de diabete melito. No entanto, de acordo com o nosso conhecimento, este &#233; o primeiro estudo a avaliar o valor progn&#243;stico da glicemia de jejum ap&#243;s SCA em uma amostra com um n&#250;mero representativo de pacientes idosos.</p>
    <p>Altera&#231;&#245;es no metabolismo da glicemia s&#227;o frequentemente observadas nos casos de SCA. Verges e cols.<sup>26</sup>, em um relat&#243;rio recente, mostraram que 25% de uma coorte de 2.353 pacientes com IAM apresentava glicemia de jejum entre 100-126 mg/dL. Al&#233;m disso, demonstraram que os n&#237;veis glic&#234;micos entre 110-126 mg/dL foram um importante preditor para o aparecimento de insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva grave ap&#243;s infarto do mioc&#225;rdio e mortalidade cardiovascular em 30 dias, mesmo com o ajuste para poss&#237;veis fatores de confus&#227;o<sup>26</sup>. Portanto, a identifica&#231;&#227;o dos fatores progn&#243;sticos para a SCA &#233; de grande import&#226;ncia, permitindo um acompanhamento mais pr&#243;ximo e tratamento de pacientes com risco elevado de eventos adversos, possivelmente, melhorando as taxas de sobrevida. Al&#233;m disso, a GPJ representa um marcador de boa aplicabilidade, uma vez que &#233; f&#225;cil de determinar e tem baixo custo.</p>
    <p>Algumas perguntas sobre a associa&#231;&#227;o entre a GPJ e a taxa de mortalidade e/ou complica&#231;&#245;es ap&#243;s a SCA ainda precisam ser respondidas. Os valores ou intervalos glic&#234;micos exatos que representam maior risco de eventos adversos n&#227;o s&#227;o conhecidos. Outra quest&#227;o &#233; se a hiperglicemia seria um mediador direto do aumento da mortalidade e das taxas de complica&#231;&#227;o ou apenas um marcador de maior gravidade da doen&#231;a. Quais seriam os m&#233;todos mais adequados para a sua determina&#231;&#227;o? Como isso deve ser monitorado? Haveria benef&#237;cios cl&#237;nicos relacionados a uma redu&#231;&#227;o dos n&#237;veis glic&#234;micos? Quais metas devem ser definidas? Uma vez que a hiperglicemia parece ter maior impacto entre os n&#227;o-diab&#233;ticos, ser&#225; que o tipo de interven&#231;&#227;o e valores glic&#234;micos que representam maior risco de complica&#231;&#245;es ap&#243;s SCA diferem entre pacientes diab&#233;ticos e n&#227;o diab&#233;ticos?<sup>31-33</sup></p>
    <p>Em recente publica&#231;&#227;o, Kosiborod<sup>32</sup> analisou os resultados de diversos estudos e sugeriu que os n&#237;veis glic&#234;micos na interna&#231;&#227;o que indicam maior risco de mortalidade de curto prazo devem ser superiores a 110-120 mg/dL para os n&#227;o-diab&#233;ticos e 200 mg/dL para os diab&#233;ticos. As diretrizes da American Heart Association (AHA) recomendam o controle glic&#234;mico intensivo para pacientes criticamente enfermos que apresentam glicemia &gt; 180 mg/dL na interna&#231;&#227;o para IAM<sup>31</sup>. Estudos recentes enfatizam a import&#226;ncia da hiperglicemia persistente, avaliada por meio de avalia&#231;&#245;es frequentes de glicemia, como preditor de complica&#231;&#245;es p&#243;s-IAM<sup>34</sup>. Essas observa&#231;&#245;es, no entanto, devem ser confirmadas em ensaios cl&#237;nicos<sup>34</sup></p>
    <p>A maioria dos estudos avaliou a mortalidade somente ap&#243;s IAM. O presente estudo incluiu a investiga&#231;&#227;o de complica&#231;&#245;es ocorridas ap&#243;s epis&#243;dios de angina inst&#225;vel. Desfechos cl&#237;nicos avaliados foram de grande relev&#226;ncia e interesse. Al&#233;m disso, n&#227;o s&#243; a mortalidade, mas tamb&#233;m outros resultados importantes, como o re-infarto e a revasculariza&#231;&#227;o, foram avaliados. Embora o per&#237;odo de seguimento tenha sido de apenas 30 dias, observou-se uma frequ&#234;ncia significativa de complica&#231;&#245;es, representada por quase metade da amostra (49,8%).</p>
    <p>Outro aspecto a se considerar no presente estudo &#233; o rigor da metodologia, com coleta de amostras ap&#243;s jejum de 12 horas para todos os pacientes e um per&#237;odo de, no m&#225;ximo, 24 horas do in&#237;cio da SCA.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo demonstrou que a glicemia de jejum, de pacientes que internaram por SCA, &#233; um preditor independente de eventos cardiovasculares maiores , em seguimento de 30 dias, nas duas faixas et&#225;rias.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de disserta&#231;&#227;o de Mestrado de Adriane Monserrat Ramos pelo Instituto de Cardiologia / Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia (IC/FUC).</p>
    <p>
      <fn id="not" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Vera L&#250;cia Portal </p>
        <p> Av. Princesa Isabel, 370 - Bairro Santana </p>
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        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 31/05/11, revisado recebido em 04/08/11; aceito em 20/09/11.</p>
  </body>
  <back>
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      <ref id="B1">
        <mixed-citation>1. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#237;stica (IBGE). Informa&#231;&#245;es estat&#237;sticas e geocient&#237;ficas. 2006. [Acesso em 2006 Jan 20]. Dispon&#237;vel em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.ibge.gov.br">http://www.ibge.gov.br</ext-link></mixed-citation>
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          <source>Informa&#231;&#245;es estat&#237;sticas e geocient&#237;ficas</source>
          <date>
            <year>2006</year>
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          <source>Lancet</source>
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            <year>1997</year>
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          <article-title>Blood glucose and its prognostic implications in patients hospitalised with acute myocardial infarction</article-title>
          <source>Diab Vasc Dis Res</source>
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            <year>2008</year>
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          <fpage>269</fpage>
          <lpage>75</lpage>
          <issue>4</issue>
          <volume>5</volume>
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              <surname>Kosiborod</surname>
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          <article-title>Cardiovascular effects of acute hyperglycaemia: pathophysiological underpinnings</article-title>
          <source>Diab Vasc Dis Res</source>
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            <year>2008</year>
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          <lpage>8</lpage>
          <issue>4</issue>
          <volume>5</volume>
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              <surname>Ceriello</surname>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Glucometrics in patients hospitalized with acute myocardial infarction: defining the optimal outcomes-based measure of risk</article-title>
          <source>Circulation</source>
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            <year>2008</year>
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          <lpage>27</lpage>
          <issue>8</issue>
          <volume>117</volume>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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          <subject>Original Articles</subject>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Prognostic value of fasting glucose levels in elderly patients with acute coronary syndrome</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: The fasting plasma glucose (FPG) test is a predictor of complications after Acute Coronary Syndrome (ACS). However, its prognostic value is not yet fully established in different age groups. OBJECTIVE: To evaluate the role of admission fasting plasma glucose (FPG) as a predictor of 30 days after ACS, and the association of hyperglycemia with major cardiovascular events (MACE): death, reinfarction and coronary artery bypass grafting, in two different age groups (&lt;65 year and &gt;65 year-old patients). METHODS: Contemporary cohort of patients hospitalized for ACS in the Institute of Cardiology of Rio Grande do Sul (Southern Brazil). In the first 24 hours of admission, patients answered a questionnaire with clinical information and had peripheral blood collected for measurement of FPG. Patients were followed up during hospitalization and for 30 days for the presence of MACE. Statistical analyses were performed using the SPSS 15.0 with the chi-square or Fisher Exact test (categorical variables) and the Student t test (numerical variables). Multivariate analysis was performed. RESULTS: 580 patients were included in the study. Mean age was 61.2 (&#194;&#177;12.3) years, with 38.6% of the patients (224) &gt;65 years old, and 67.7% (393) were male. Multivariable analysis showed that, after 30 days of follow-up, only FPG (OR= 1.01, 95% CI:1.00-1.01, P= 0.001) was associated with MACE in both age groups. CONCLUSION: Admission FPG was an independent predictor for MACE in the early phase of ACS.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Acute coronary syndrome</kwd>
        <kwd>blood glucose</kwd>
        <kwd>age of onset</kwd>
        <kwd>prognosis</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="nota-body2">
          <label>
            <bold>Prognostic value of fasting glucose levels in elderly patients with acute coronary syndrome</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Adriane Monserrat Ramos; Lucia Campos Pellanda; Pedro Lima Vieira; Daniel Pinto Ribeiro; Eduardo Menti; Vera L&#250;cia Portal</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul/ Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia - IC/FUC, Rio Grande do Sul, RS, Brazil</p>
      <p>Mailing Address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> The fasting plasma glucose (FPG) test is a predictor of complications after Acute Coronary Syndrome (ACS). However, its prognostic value is not yet fully established in different age groups. </p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To evaluate the role of admission fasting plasma glucose (FPG) as a predictor of 30 days after ACS, and the association of hyperglycemia with major cardiovascular events (MACE): death, reinfarction and coronary artery bypass grafting, in two different age groups (&lt;65 year and <underline>&gt;</underline>65 year-old patients). </p>
      <p><bold>METHODS:</bold> Contemporary cohort of patients hospitalized for ACS in the Institute of Cardiology of Rio Grande do Sul (Southern Brazil). In the first 24 hours of admission, patients answered a questionnaire with clinical information and had peripheral blood collected for measurement of FPG. Patients were followed up during hospitalization and for 30 days for the presence of MACE. Statistical analyses were performed using the SPSS 15.0 with the chi-square or Fisher Exact test (categorical variables) and the Student t test (numerical variables). Multivariate analysis was performed. </p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> 580 patients were included in the study. Mean age was 61.2 (&#177;12.3) years, with 38.6% of the patients (224) <underline>&gt;</underline>65 years old, and 67.7% (393) were male. Multivariable analysis showed that, after 30 days of follow-up, only FPG (OR= 1.01, 95% CI:1.00-1.01, P= 0.001) was associated with MACE in both age groups. </p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> Admission FPG was an independent predictor for MACE in the early phase of ACS.</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Acute coronary syndrome; blood glucose; age of onset; prognosis.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>The leading cause of morbidity and mortality in Brazil and worldwide are cardiovascular diseases (myocardial infarction, stroke and peripheral arterial disease)<sup>1,2</sup>. </p>
      <p>Aging is the most important risk factor for mortality after ACS<sup>3-5</sup>. In 2004, 35% of all deaths among individuals aged <underline>&gt;</underline> 65 years in the U.S. were due to ACS<sup>3,4</sup>. ACS mortality rates are around 2.1% for individuals under 55 years old, but around 26.3% for those older than 85 years<sup>3,4</sup>. Among those who survive the acute stage, the risk of mortality remains high in long-term follow-up. The prognostic score GRACE (Global Registry of Acute Coronary Events) showed that the mortality rate among individuals between 75 and 84 years old was 15% during the first year after ACS, with rates of 25% for patients <underline>&gt;</underline> 85 years old. The probability of death one year after an acute episode for 75-year-old patients was one in five, and for <underline>&gt;</underline> 85-year-old individuals it exceeded one in four<sup>3-5</sup>.</p>
      <p>The number of studies with samples of elderly patients large enough for reliable estimation of results is still low<sup>6</sup>. In the last decade, more than half of all studies with ACS patients failed to include <underline>&gt;</underline> 75-year-old individuals. This age group was present in only around 9% of large studies<sup>7</sup>. After 1990, the tendency to exclude older individuals from large studies decreased, but it still persists<sup>8</sup>.</p>
      <p>Most studies have evaluated the association between admission blood glucose levels and prognosis following ACS<sup>9-18</sup>. More recent publications have shown the clinical relevance of fasting glucose level in ACS<sup>19-27</sup>. Studies that assessed adequately fasting plasma glucose (FPG) levels in acute myocardial infarction (AMI) patients show that it is a predictor for complications after AMI, and may even be better than admission FPG to predict in-hospital and short-term mortality<sup>19,25,27</sup>. Another study has also shown that FPG was a good predictor of long-term mortality in non-diabetic AMI patients<sup>19</sup>. In some other studies, however, no association between admission FPG and adverse events after ACS was observed in long-term follow-up<sup>28,29</sup>.</p>
      <p>To our knowledge, no study has evaluated the role of FPG as a predictor of progression to ACS among different age groups. This study aims to assess the association between fasting glucose levels and major cardiovascular events (death, reinfarction and surgical and/or percutaneous coronary artery bypass grafting) in patients with ACS according to age (&lt;65 years and <underline>&gt;</underline> 65 years).</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>This contemporary cohort study evaluated 580 consecutive patients who were hospitalized for ACS (unstable angina or myocardial infarction with or without ST segment elevation) at the Institute of Cardiology of Rio Grande do Sul. Among these 580 patients, 199 were selected from March 2002 to November 2002, and the other 381 patients were selected from November 2006 to January 2008, with the same methodology. The following criteria were used for diagnosis of ACS: 1) unstable angina: clinical picture, abnormal resting electrocardiogram (ST segment depression greater than 1 mm in at least two leads, or inversion of T wave) and no alteration of cardiac enzymes (creatine phosphokinase or total CK and creatine phosphokinase isoenzyme or CK-MB); 2) AMI without ST segment elevation: clinical picture, absence of ST segment elevation in resting electrocardiogram and elevated cardiac enzymes (total CK and CK-MB); and 3) AMI with ST segment depression: clinical picture, changes in resting electrocardiogram (ST segment elevation of at least 2 mm in two subsequent derivations) and elevated cardiac enzymes (total CK and CK-MB).</p>
      <p>Patients with any type of systemic inflammatory disease (collagenosis), malignancy, HIV+ patients (as reported) or with current or recent use (less than one month) of corticosteroids or non-hormonal anti-inflammatory drugs were excluded. Due to technical problems, blood glucose levels could not be determined in three of the 583 patients initially evaluated, so the final sample was composed of 580 patients. This study was approved by the IC/FUC Committee of Ethics in Research on 01/12/06 (UP 3881).</p>
      <p>During the first 24 hours after admission, patients signed an informed consent, which was previously approved by the Ethics Committee of the institution, and answered a questionnaire. The variables evaluated were: age, gender, skin color, weight, height (referred to by the patient) and waist circumference. The body mass index was calculated using the formula weight/height squared. Waist circumference was measured according to the guidelines established by the I Brazilian Guideline for Diagnosis and Treatment of Metabolic Syndrome, of the Brazilian Society of Cardiology<sup>30</sup>.</p>
      <p>Risk factors (family history of ischemic heart disease, smoking, diabetes, dyslipidemia, hypertension, physical inactivity and alcohol use), previous diseases, current medication and treatment received during hospitalization were also recorded. Patients were considered to have family history of ischemic heart disease when they had a first-degree relative younger than 55 years or 65 years (when male or female, respectively) diagnosed with coronary artery disease or other atherosclerotic disease; were defined as smokers if they had the habit of smoking, and ex-smokers if they had quit smoking at least one year earlier. Patients were considered as diabetics when they presented previous diagnosis of the disease and/or using antidiabetic drugs. The classification of systemic arterial hypertension depended on diagnosis prior to admission and/or use of antihypertensive drugs. Individuals were considered sedentary when regular physical activity (more than 3 times per week or more than 30 minutes at a time) was not reported. Dyslipidemic patients included those who had used statins and/or had LDL cholesterol &gt;130 mg/dL and/or HDL cholesterol &lt;40 mg/dL or &lt;45 mg/dL (for males or females, respectively) and/or triglycerides &gt;150 mg/dL. Individuals with body mass index <underline>&gt;</underline>30 kg/m<sup>2</sup> were considered obese. Patients were also evaluated for regular consumption of alcoholic beverages.</p>
      <p>After answering the questionnaire, blood samples were collected with patients in the supine position. The samples were analyzed for FPG levels, total CK and CK-MB, among other tests, at the clinical laboratory of Institute of Cardiology of Rio Grande do Sul. Blood glucose levels were measured using commercially available kits (<italic>Boehringer Mannheim Diagnostics</italic>). CPK and CPK-MB were also evaluated by the kinetic method.</p>
      <p>All laboratory tests were conducted in a single sample, collected after 12 hours of fasting, within the first 24 hours of onset of coronary ischemia (determined by the clinical picture associated with enzymatic and/or electrocardiogram, as previously described).</p>
      <p>Patients were followed up for 30 days after ACS, and major cardiovascular events, including death, reinfarction and surgical and/or percutaneous coronary artery bypass grafting were recorded. Reinfarction was defined as occurrence of at least two of the following: recurrence of initial pain lasting more than 30 minutes and/or new increase of the ST segment in the affected wall and/or new increase of enzyme levels to at least twice the previous level, if already normalized, or at least 50% the previous value while still not normalized, and surgical and/or percutaneous coronary artery bypass grafting.</p>
      <p>The sample size was calculated using the PEPI software (Programs for Epidemiologists) version 4.0, based on a study of Duarte et al<sup>20</sup>. The minimum sample size required to achieve a power of 90%, a significance level of 5%, an average standard deviation of 65 mg/dL glucose in each group (with and without major cardiovascular events) and a difference of 24.9 mg/dL between the means, was determined as a minimum of 149 patients in each group, totaling 298 patients.</p>
      <p>The statistical analysis was performed with the SPSS software, version 15.0. Numerical variables were described as mean and standard deviation. Categorical variables were described as absolute and relative frequencies. Chi-square or Fisher Exact test was used for categorical variables and the Student <italic>t</italic> test was used for numerical variables. Fasting plasma glucose levels were analyzed as a continuous variable.</p>
      <p>Initially, results obtained during the two different collection periods (2002 and 2006-2008) were compared. Since no significant differences were observed between them, especially in relation to the description of the sample, we chose to present the unified results.</p>
      <p>The variables with p values &lt;0.10 in the bivariate analysis were included in a logistic regression model to assess the role of FPG as an independent predictor of clinical outcomes. p <underline>&lt;</underline> 0.05 was considered to be statistically significant.</p>
      <p>Models for bivariate and multivariate logistic regression were used to calculate the odds ratio (OR).</p>
      <p>The effect of the interactions of the variables included in the logistic regression model with age was evaluated.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>The mean age of the 580 patients evaluated was 61.2 (&#177; 12.3) years, 38.6% (224) were aged <underline>&gt;</underline> 65 years, and 67.7% (393) were male.</p>
      <p>The analysis of the distribution of ACS types showed that 65.3% (379) of the patients were hospitalized for AMI with ST segment elevation, with the highest frequency for extensive anterior AMI (98 patients, 25.9%), followed by AMI without ST segment elevation (103 patients, 17.7%) and unstable angina (98 patients, 16.9%).</p>
      <p>In this sample, 79.6% (462) of the patients were sedentary, 68.3% (396) were hypertensive, 46.9% (272) were dyslipidemic, 41.5% (241) had a family history for ischemic heart disease, 40% (232) smoked, 23.8% (138) were diabetic, 20.3% (118) drank alcohol regularly and 20% (116) were obese. Among the 580 patients, 3.1% (18) could not be followed-up for 30 days, and were considered as losses. These patients were later contacted by telephone, or had their medical records reviewed, for verification of events.</p>
      <p>During the 30 days of follow-up, 49.8% (289) of the patients had at least one of the outcomes (death, reinfarction, coronary artery bypass grafting, arrhythmia with hemodynamic instability, heart failure or new onset of angina after admission) and 14.8% (86) experienced one of the major cardiovascular events (death, reinfarction or coronary artery bypass grafting). The incidence of reinfarction was 4.1% (24), of percutaneous and/or surgical coronary artery bypass grafting was 5.3% (31), of heart failure 23.1% (134), of arrhythmias with hemodynamic instability was 16.5 % (96), and the incidence of a new episode of angina after admission was 25.2% (146). The 30-day mortality was 6.4% (37). The average &#916;t value was 10 hours.</p>
      <p>Sixty-three percent (368) of the patients underwent primary angioplasty with stent placement, and 18.6% (108) received medical treatment alone.</p>
      <p>The clinical characteristics of patients according to age groups are described in <xref ref-type="table" rid="en_a02tab01m-body2">Table 1</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a02tab01m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0203-00002-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>A significantly higher frequency of females (p&lt;0.001), history of prior cerebrovascular accident (CVA) (p&lt;0.001), heart failure (p=0.004), renal failure (p=0.011), hypertension (p=0.002), as well as greater use of oral anticoagulants (p=0.005), nitrate (p&lt;0.001), beta-blockers (p=0.037), antiplatelet aggregant (p=0.010) and digital ( p=0.006) was observed aged 65 years and over. This same group showed significantly lower frequencies of AMI with ST segment elevation (p=0.013), alcohol consumption (p&lt;0.001), obesity (p&lt;0.001), family history of ischemic heart disease (p=0.001) and smoking (p&lt;0.001).</p>
      <p>Analysis of outcomes (<xref ref-type="table" rid="tab2-body2">Table 2</xref>) showed that patients aged <underline>&gt;</underline> 65 years had a significantly higher proportion of combined events (p&lt;0.001), death (p&lt;0.001) and heart failure (p&lt;0,001), and significantly lower frequencies of coronary artery bypass grafting procedures (p=0.014).</p>
      <table-wrap id="tab2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0203-00002-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>After adjusting for variables with P value &lt;0.10 in the bivariate analysis (FPG, type of ACS, age, prior hypertension, previous stroke and previous renal failure), only fasting plasma glucose OR 1.005 (IC 95% 1.002-1.009; p&lt;0.001) remained associated with major cardiovascular events in 30-day follow-up. The risk of major cardiovascular events was 1% higher for every unit (mg/dL) of elevation of fasting blood glucose levels (p&lt;0.001). These data are presented in <xref ref-type="table" rid="tab3-body2">Table 3</xref>.</p>
      <table-wrap id="tab3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0203-00002-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>This same type of statistical analysis showed that, when the sample was stratified according to age, only FPG remained significantly associated with major cardiovascular events in 30-day follow-up, in both groups. The risk of major cardiovascular events was 1% higher for every unit (mg/dL) of elevation of fasting blood glucose levels (p=0.001), for patients &lt;65 years (p=0.018) as well as for those aged <underline>&gt;</underline> 65 years (P=0.026). These data are presented in <xref ref-type="table" rid="tab4-body2">Table 4</xref>. When the FPG levels were increased in 10 mg/dL, the risk of major cardiovascular events was 5% higher for both age groups (p=0.026).</p>
      <table-wrap id="tab4-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0203-00002-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>No interaction was observed between age and incidence of FPG (p=0.477), CVA (p=0.683), ACS type (p=0.090), hypertension (p=0.882), and renal failure (p=0.678). Regardless of age, patients with major cardiovascular events had higher average FPG levels, as shown in <xref ref-type="fig" rid="en_a02fig01m-body2">Figure 1</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a02fig01m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0203-00002-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>When age was analyzed as a continuous variable, only FPG levels (OR 1,005; CI 95% 1,002-1,009; p&lt;0.001) and (OR=2.16; CI 95% 1.03-4.52) remained associated with major cardiovascular events in 30-day follow-up, for the entire group of patients (data not shown).</p>
      <p>As the research was conducted in different periods (2002 and 2006/2008), it is important to observe that no differences were observed in the proportion of major cardiovascular events in the two periods (&#967;<sup>2</sup>=0.00, p=0.999). In 2002, 14.6% (29/199) of the patients had major cardiovascular events, whereas during the period between 2006 and 2008 this outcome was seen in 15% (57/381) of the patients.</p>
      <p>When patients were categorized as diabetic and non-diabetic, the same type of statistical analysis showed that, FPG levels associated with major cardiovascular events only for the non-diabetic group non-diabetic group (OR 1,01; CI 95% 1,00-1,01). None of the other variables were associated with major cardiovascular events.</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>This cohort study showed that admission FPG levels of patients who were hospitalized for ACS was a predictor for major cardiovascular events in 30-day follow-up, regardless of age.</p>
      <p>Investigating a smaller sample of patients (n=199), we have previously reported a statistically significant association between high-sensitivity C-reactive protein (hs-CRP) and high FPG levels and in-hospital events (re-infarction, angina pectoris, heart failure, ventricular fibrillation and death) after ACS<sup>20</sup>. A recently published study evaluated 13,526 patients from the Global Registry of Acute Coronary Events (GRACE) and showed that, after adjusting for the variables of the GRACE score, higher levels of FPG levels were associated with higher mortality rates during hospitalization as well as six months after ACS (AMI with or without ST segment elevation and unstable angina).</p>
      <p>Whereas most studies investigate the role of admission blood glucose levels as a predictor for complications after AMI<sup>9-18</sup>, we have analyzed the role of FPG as a predictor of outcome after ACS. Other reports indicate the probable superiority of fasting glucose level as a predictor of outcome after ACS. Vivas D et al assessed 547 patients who were hospitalized for ACS, and observed that fasting glucose level was more important than admission glucose level as a predictor of death and reinfarction during hospitalization. The superiority of fasting glucose level as compared to admission glucose level in predicting adverse events after ACS may be explained by different factors. Modifications in circadian rhythms and in the period since the last meal could affect admission blood glucose values, but not fasting plasma glucose levels, which may thus represent in a more appropriate way the actual metabolic state of the patient. Moreover, in patients presenting a very unfavorable clinical course during the first hours after ACS, a growing increase in FPG could reflect a worsening of the metabolic state and would usually be associated with more severe situations<sup>27, 31-33</sup>.</p>
      <p>One important factor to consider in the present study is that, different from most of the large studies, it includes a significant number of elderly patients (almost 40% of the sample were aged <underline>&gt;</underline>65 years). Information on elderly individuals is generally inferred from data obtained in studies with younger individuals, which may lessen their significance. The inclusion in this study of a considerable number of elderly patients aimed at investigating a possible influence of age on this association. In a retrospective study including a large number of elderly people (141,680), only the role of admission blood glucose level as a predictor of adverse events after AMI was investigated<sup>14</sup>. An association was observed between admission glucose level and mortality after AMI in both 30-day and one year follow-up, especially for patients with no history of diabetes mellitus. However, to our knowledge this is the first study to assess the prognostic value of fasting glucose levels after ACS in a sample with a representative number of elderly patients.</p>
      <p>Alterations in the glucose metabolism are frequently observed in cases of ACS. Verges et al<sup>26</sup>, in a recent report, showed that 25% of a cohort of 2,353 AMI patients had impaired fasting glucose, between 100-126 mg/dL. Furthermore, they demonstrated that glucose levels between 110-126 mg/dL were an important predictor for the onset of severe congestive heart failure after myocardial infarction and cardiovascular mortality in 30 days, even with adjustment for possible confounding factors<sup>26</sup>. Therefore, the identification of prognostic factors for the ACS is of great importance, allowing closer monitoring and treatment of patients with increased risk of adverse events, possibly improving survival rates. Furthermore, FPG represents a marker of good applicability, since it is easy to determine and has low cost.</p>
      <p>Some questions about the association between FPG and mortality rate and/or complications after ACS remain to be answered. The exact values or ranges of blood glucose values that represent a higher risk for adverse events are not known. Another question is whether hyperglycemia would be a direct mediator of increased mortality and complication rates or just a marker of greater disease severity. What would be the most suitable methods for its determination? How should it be monitored? Would there be clinical benefits related to a reduction of blood glucose levels? Which targets should be set? Since hyperglycemia seems to have greater impact on non-diabetics, would the type of intervention and glucose values representing greater risk for complications after ACS differ between diabetic and non-diabetic patients? <sup>31-33</sup>. </p>
      <p>In a recent publication, Kosiborod<sup>32</sup> reviewed the results of several studies and suggested that admission glucose levels indicating a higher risk of short-term mortality should be higher than 110-120 mg/dL for non-diabetics and 200 mg/dL for diabetics. The American Heart Association (AHA) guidelines recommend intensive glycemic control for critically ill patients presenting blood glucose &gt;180 mg/dL at admission for AMI<sup>31</sup>. Recent studies are highlighting the importance of persistent hyperglycemia, as assessed through frequent evaluations of blood glucose, as a predictor of complications after AMI<sup>34</sup>. These observations, however, should be confirmed in clinical trials<sup>34</sup>.</p>
      <p>Most studies have assessed only mortality after AMI. This study included the investigation of complications occurred after episodes of unstable angina. Clinical outcomes assessed were of great relevance and interest. Moreover, not only mortality, but also other important outcomes such as re-infarction and coronary artery bypass grafting, were evaluated. Although the follow-up period was only 30 days, we observed a significant frequency of complications, represented by almost half of the sample (49.8%).</p>
      <p>Another aspect to consider in the present study is the rigor of the methodology, with sample collection after a 12-hour fast for all patients and a period of at most 24 hours of onset of ACS.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>This study demonstrated that admission fasting blood glucose levels of patients who were hospitalized for ACS is an independent predictor of major cardiovascular events in 30-day follow-up, in both age groups.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Adriane Monserrat Ramos, from Instituto de Cardiologia / unda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia (IC/FUC).</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Valor pron&#243;stico de la glucemia de ayuno en ancianos con s&#237;ndrome coronario agudo</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: El examen de la glucosa plasm&#225;tica de ayuno (GPA) es predictor de complicaciones despu&#233;s de S&#237;ndrome Coronario Agudo (SCA). Mientras tanto, su valor pron&#243;stico aun no est&#225; plenamente establecido en diferentes franjas et&#225;reas. OBJETIVO: Evaluar el papel de la glucosa plasm&#225;tica en ayuno (GPA) en la internaci&#243;n como predictor de 30 d&#237;as despu&#233;s de la SCA, y la asociaci&#243;n de la hiperglicemia con eventos cardiovasculares mayores (ECM): &#243;bito, reinfarto y revascularizaci&#243;n, en dos diferentes grupos et&#225;reos (&lt;65 a&#241;os y &gt; 65 a&#241;os de edad). M&#201;TODOS: cohorte contempor&#225;nea de pacientes hospitalizados por SCA en el Instituto de Cardiolog&#237;a de Rio Grande do Sul (regi&#243;n sur de Brasil). En las primeras 24 horas de internaci&#243;n, los pacientes respondieron un cuestionario con informaciones cl&#237;nicas y fueron recolectadas muestras de sangre perif&#233;rica para la medici&#243;n de la GPA. Los pacientes fueron controlados durante la internaci&#243;n y por 30 d&#237;as para verificar la presencia de ECM. Los an&#225;lisis estad&#237;sticos fueron realizados utilizando el SPSS 15.0 con el test del chi-quadrado o Exacto de Fisher (variables categ&#243;ricas) y el test t de Student (variables num&#233;ricas). Fue realizado an&#225;lisis multivariado. RESULTADOS: 580 pacientes fueron incluidos en el estudio. La edad media fue 61,2 (&#194;&#177; 12,3) a&#241;os, con 38,6% de los pacientes (224) con &gt;65 a&#241;os de edad, siendo que 67,7% (393) eran del sexo masculino. El an&#225;lisis multivariado mostr&#243; que, despu&#233;s de 30 d&#237;as de control, apenas la GPA (OR = 1,01, 95% CI: 1,00-1,01, P = 0,001) estuvo asociada a la ECM en las dos franjas et&#225;reas. CONCLUSI&#211;N: La GPA en la internaci&#243;n fue predictor independiente de ECM en la fase inicial de la SCA.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>S&#237;ndrome Coronario Agudo</kwd>
        <kwd>Glucemia</kwd>
        <kwd>Edad de Inicio</kwd>
        <kwd>Pron&#243;stico</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="nota-body3">
          <label>
            <bold>Valor pron&#243;stico de la glucemia de ayuno en ancianos con s&#237;ndrome coronario agudo </bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Adriane Monserrat Ramos; Lucia Campos Pellanda; Pedro Lima Vieira; Daniel Pinto Ribeiro; Eduardo Menti; Vera L&#250;cia Portal</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul/ Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia - IC/FUC, Rio Grande do Sul, RS, Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> El examen de la glucosa plasm&#225;tica de ayuno (GPA) es predictor de complicaciones despu&#233;s de S&#237;ndrome Coronario Agudo (SCA). Mientras tanto, su valor pron&#243;stico aun no est&#225; plenamente establecido en diferentes franjas et&#225;reas.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Evaluar el papel de la glucosa plasm&#225;tica en ayuno (GPA) en la internaci&#243;n como predictor de 30 d&#237;as despu&#233;s de la SCA, y la asociaci&#243;n de la hiperglicemia con eventos cardiovasculares mayores (ECM): &#243;bito, reinfarto y revascularizaci&#243;n, en dos diferentes grupos et&#225;reos (&lt;65 a&#241;os y <underline>&gt;</underline> 65 a&#241;os de edad).</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> cohorte contempor&#225;nea de pacientes hospitalizados por SCA en el Instituto de Cardiolog&#237;a de Rio Grande do Sul (regi&#243;n sur de Brasil). En las primeras 24 horas de internaci&#243;n, los pacientes respondieron un cuestionario con informaciones cl&#237;nicas y fueron recolectadas muestras de sangre perif&#233;rica para la medici&#243;n de la GPA. Los pacientes fueron controlados durante la internaci&#243;n y por 30 d&#237;as para verificar la presencia de ECM. Los an&#225;lisis estad&#237;sticos fueron realizados utilizando el SPSS 15.0 con el test del chi-quadrado o Exacto de Fisher (variables categ&#243;ricas) y el test t de Student (variables num&#233;ricas). Fue realizado an&#225;lisis multivariado.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> 580 pacientes fueron incluidos en el estudio. La edad media fue 61,2 (&#177; 12,3) a&#241;os, con 38,6% de los pacientes (224) con <underline>&gt;</underline>65 a&#241;os de edad, siendo que 67,7% (393) eran del sexo masculino. El an&#225;lisis multivariado mostr&#243; que, despu&#233;s de 30 d&#237;as de control, apenas la GPA (OR = 1,01, 95% CI: 1,00-1,01, P = 0,001) estuvo asociada a la ECM en las dos franjas et&#225;reas.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> La GPA en la internaci&#243;n fue predictor independiente de ECM en la fase inicial de la SCA.</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> S&#237;ndrome Coronario Agudo, Glucemia, Edad de Inicio, Pron&#243;stico. </p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La principal causa de morbimortalidad en el Brasil y en todo el mundo son las enfermedades cardiovasculares (infarto de miocardio, accidente cerebro vascular y enfermedad arterial perif&#233;rica)<sup>1,2</sup>.</p>
      <p>El envejecimiento es el factor de riesgo m&#225;s importante para la mortalidad despu&#233;s de la SCA<sup>3-5</sup>. En 2004, 35% de todos los &#243;bitos entre individuos con edad <underline>&gt;</underline> 65 a&#241;os en los EUA fueron debido a la SCA<sup>3,4</sup>. Las tasas de mortalidad por SCA est&#225;n en alrededor de 2,1% para los individuos con menos de 55 a&#241;os, pero en torno de 26,3% para aquellos con m&#225;s de 85 a&#241;os<sup>3,4</sup>. Entre aquellos que sobreviven a la fase aguda, el riesgo de mortalidad permanece alto en los seguimientos de largo plazo. El escore pron&#243;stico GRACE (Global Registry of Acute Coronary Events; en espa&#241;ol: Registro Global de Eventos Coronarios Agudos) mostr&#243; que la tasa de mortalidad entre los individuos entre 75 y 84 a&#241;os de edad fue de 15% durante el primer a&#241;o despu&#233;s de la SCA, con tasas de 25% para pacientes con <underline>&gt;</underline> 85 a&#241;os de edad. La probabilidad de &#243;bito un a&#241;o despu&#233;s de un episodio agudo para pacientes con 75 a&#241;os fue de una en cinco, y para los pacientes con <underline>&gt;</underline> 85 a&#241;os de edad, la probabilidad pas&#243; de una en cada cuatro<sup>3-5</sup>.</p>
      <p>El n&#250;mero de estudios con muestras de pacientes a&#241;osos suficientes para obtener una estimativa confiable de los resultados aun es bajo<sup>6</sup>. En la &#250;ltima d&#233;cada, m&#225;s de la mitad de todos los estudios con pacientes con SCA no incluyeron individuos con <underline>&gt;</underline> 75 a&#241;os de edad. Ese grupo et&#225;reo estuvo presente en apenas 9% de los estudios de gran tama&#241;o<sup>7</sup>. Despu&#233;s de 1990, la tendencia de exclusi&#243;n de los individuos de m&#225;s edad de estudios de gran tama&#241;o disminuy&#243;, pero aun persiste<sup>8</sup>.</p>
      <p>La mayor&#237;a de los estudios evalu&#243; la asociaci&#243;n entre los niveles de glucemia en la internaci&#243;n y el pron&#243;stico despu&#233;s del episodio de SCA<sup>9-18</sup>. Publicaciones m&#225;s recientes han mostrado la relevancia cl&#237;nica de la glucemia de ayuno en la SCA<sup>19-27</sup>. Estudios que evaluaron adecuadamente los niveles de glucosa plasm&#225;tica de ayuno (GPA) en los pacientes con infarto agudo de miocardio (IAM) muestran que esos niveles son predictores de complicaciones despu&#233;s del IAM pudiendo ser aun mejores que los niveles de GPA en la internaci&#243;n para prever la mortalidad intrahospitalaria y de corto plazo<sup>19,25,27</sup>. Otro estudio tambi&#233;n mostr&#243; que la GPA fue un buen predictor de mortalidad a largo plazo en pacientes no diab&#233;ticos con IAM<sup>19</sup>. En algunos otros estudios, mientras tanto, ninguna asociaci&#243;n fue observada entre la GPA en la internaci&#243;n y eventos adversos despu&#233;s de la SCA en los seguimientos de largo plazo<sup>28,29</sup>.</p>
      <p>De acuerdo con nuestro conocimiento, ning&#250;n estudio evalu&#243; el papel de la GPA como predictor de progresi&#243;n para SCA entre las diferentes franjas et&#225;reas. El presente estudio tiene como objetivo evaluar la asociaci&#243;n entre los niveles de glucemia de ayuno y grandes eventos cardiovasculares (&#243;bito, reinfarto y revascularizaci&#243;n quir&#250;rgica y/o percut&#225;nea) en pacientes con SCA de acuerdo con la edad (&lt;65 a&#241;os y <underline>&gt;</underline> 65 a&#241;os).</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Este estudio de cohorte contempor&#225;nea evalu&#243; 580 pacientes consecutivos internados por SCA (angina inestable o infarto de miocardio con o sin supradesnivel del segmento ST) en el Instituto de Cardiolog&#237;a de Rio Grande do Sul. Entre esos 580 pacientes, 199 fueron seleccionados entre marzo de 2002 y noviembre de 2002, y los otros 381 pacientes fueron seleccionados entre noviembre de 2006 y enero de 2008, con la misma metodolog&#237;a. Los siguientes criterios fueron utilizados para el diagn&#243;stico de SCA: 1) angina inestable: cuadro cl&#237;nico, electrocardiograma de reposo anormal (depresi&#243;n del segmento ST mayor que 1 mm en dos derivaciones por lo menos, o inversi&#243;n de onda T), no habiendo habido alteraci&#243;n de las enzimas card&#237;acas (creatinofosfoquinasa o CK total y isoenzima creatinafosfoquinasa o CK-MB); 2) IAM sin supradesnivel del segmento ST: cuadro cl&#237;nico, ausencia de supradesnivel del segmento ST en el electrocardiograma de reposo y elevaci&#243;n de las enzimas card&#237;acas (CK total y CK-MB); y 3) IAM con infradesnivel del segmento ST: cuadro cl&#237;nico, alteraciones en el electrocardiograma de reposo (supradesnivel del segmento ST de por lo menos 2 mm en dos derivaciones posteriores) y elevaci&#243;n de las enzimas card&#237;acas (CK total y CK-MB).</p>
      <p>Pacientes con cualquier tipo de enfermedad inflamatoria sist&#233;mica (colagenosis), neoplasia maligna, pacientes seropositivos (seg&#250;n relatado) o con uso actual o reciente (menos de un mes) de corticoides o f&#225;rmacos antiinflamatorios no hormonales se excluyeron. Debido a problemas t&#233;cnicos, los niveles de glucemia no pudieron ser determinados en tres de los 583 pacientes inicialmente evaluados, de modo que la muestra final fue compuesta de 580 pacientes. Este estudio fue aprobado por el Comit&#233; de &#201;tica en Investigaci&#243;n del IC/FUC el 1/12/06 UP 3881.</p>
      <p>Durante las primeras 24 horas despu&#233;s de la internaci&#243;n, los pacientes firmaron un consentimiento informado, que fue previamente aprobado por el Comit&#233; de &#201;tica de la instituci&#243;n, y respondieron un cuestionario. Las variables evaluadas fueron: edad, sexo, color de la piel, peso, altura (relatados por el paciente) y circunferencia abdominal. El &#237;ndice de masa corporal fue calculado por la f&#243;rmula peso/altura al cuadrado. La circunferencia de la cintura fue medida de acuerdo con las directrices establecidas por la I Directriz Brasile&#241;a de Diagn&#243;stico y Tratamiento del S&#237;ndrome Metab&#243;lico, de la Sociedade Brasileira de Cardiologia<sup>30</sup>.</p>
      <p>Los factores de riesgo (historia familiar de enfermedad card&#237;aca isqu&#233;mica, tabaquismo, diabetes, dislipidemia, hipertensi&#243;n, sedentarismo y uso de alcohol), enfermedades previas, medicaciones actuales y tratamiento recibido durante la hospitalizaci&#243;n tambi&#233;n fueron registrados. Los pacientes fueron considerados como teniendo historia familiar de enfermedad card&#237;aca isqu&#233;mica en la presentaci&#243;n de un pariente de primer grado con menos de 55 a&#241;os o 65 a&#241;os (cuando era del sexo masculino o femenino, respectivamente) con diagn&#243;stico de enfermedad arterial coronario o otros tipos de enfermedad ateroscler&#243;tica; fueron definidos fumantes en el caso de que tuviesen el h&#225;bito de fumar, y como ex-fumantes se hubiesen dejado de fumar por lo menos un a&#241;o antes. Los pacientes fueron considerados como diab&#233;ticos al presentar un diagn&#243;stico previo de enfermedad y/o usar medicamentos antidiab&#233;ticos. La clasificaci&#243;n de la hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica depend&#237;a de diagn&#243;stico antes de la internaci&#243;n y/o uso de medicamentos antihipertensivos. Los individuos fueron considerados sedentarios en caso de no relato de actividad f&#237;sica regular (m&#225;s de 3 veces por semana o m&#225;s de 30 minutos de cada vez). Entre los pacientes dislipid&#233;micos estaban aquellos que usaban estatinas y/o presentaban colesterol LDL&gt; 130 mg/dL y/o colesterol HDL &lt;40 mg/dL o &lt;45 mg/dL (para hombres o mujeres, respectivamente) y/o triglic&#233;ridos &gt; 150 mg/dL. Individuos con &#237;ndice de masa corporal <underline>&gt;</underline> 30 kg/m<sup>2</sup> fueron considerados obesos. Los pacientes tambi&#233;n fueron evaluados para el consumo regular de bebidas alcoh&#243;licas.</p>
      <p>Despu&#233;s de responder al cuestionario, fueron recolectadas muestras de sangre con el paciente en posici&#243;n supina. Las muestras fueron analizadas para verificar los niveles de GPA, CK total y CK-MB, entre otros ex&#225;menes, en el laboratorio cl&#237;nico del Instituto de Cardiolog&#237;a de Rio Grande do Sul. Los niveles de glucemia fueron medidos a trav&#233;s de kits disponibles comercialmente (<italic>Boehringer Mannheim Diagnostics</italic>). CPK y CPK-MB tambi&#233;n fueron evaluadas por el m&#233;todo cin&#233;tico.</p>
      <p>Todos los ex&#225;menes de laboratorio fueron realizados en una &#250;nica muestra, colectada despu&#233;s de 12 horas de ayuno, dentro de las primeras 24 horas del inicio de isquemia coronaria (determinado por el cuadro cl&#237;nico asociado con cuadro enzim&#225;tico y/o electrocardiograma, como fue descripto anteriormente).</p>
      <p>Los pacientes fueron controlados por 30 d&#237;as despu&#233;s de la SCA, y los eventos cardiovasculares mayores, incluyendo &#243;bito, reinfarto y revascularizaci&#243;n quir&#250;rgica y/o percut&#225;nea fueron registrados. Reinfarto fue definido como la ocurrencia de por lo menos dos de los siguientes episodios: recurrencia del dolor inicial con duraci&#243;n de m&#225;s de 30 minutos y/o nuevo aumento del segmento ST en la pared afectada y/o nuevo aumento de los niveles enzim&#225;ticos para, al menos, el doble del nivel anterior, en caso de estar ya normalizado, o por lo menos 50% del valor anterior, mientras aun no estuviere normalizado y revascularizaci&#243;n quir&#250;rgica y/o percut&#225;nea.</p>
      <p>El tama&#241;o de la muestra fue calculado utilizando el software PEPI (Programs for Epidemiologists) versi&#243;n 4.0, con base en un estudio de Duarte et al<sup>20</sup>. El tama&#241;o m&#237;nimo necesario de la muestra para alcanzar una potencia de 90%, un nivel de significaci&#243;n de 5%, un desv&#237;o est&#225;ndar medio de glucosa de 65 mg/dL en cada grupo (con y sin eventos cardiovasculares mayores) y una diferencia de 24,9 mg/dL entre las medias, fue determinado como un m&#237;nimo de 149 pacientes en cada grupo, totalizando 298 pacientes.</p>
      <p>El an&#225;lisis estad&#237;stico fue realizado con el software SPSS, versi&#243;n 15.0. Las variables num&#233;ricas fueron descriptas como media y desv&#237;o est&#225;ndar. Variables categ&#243;ricas fueron descriptas como frecuencias absolutas y relativas. El test del chi-cuadrado o test exacto de Fisher fueron usados para variables categ&#243;ricas y el test <italic>t</italic> de Student fue utilizado para las variables num&#233;ricas. Los niveles de glucosa en ayuno fueron analizados como una variable continua.</p>
      <p>Inicialmente, fueron comparados los resultados obtenidos durante los dos per&#237;odos de colecta diferentes (2002 y 2006-2008). Una vez que no fueron observadas diferencias significativas entre ellos, principalmente en relaci&#243;n a la descripci&#243;n de la muestra, se opt&#243; por presentar los resultados unificados.</p>
      <p>Las variables con valores de p &lt;0,10 en el an&#225;lisis bivariado fueron incluidas en un modelo de regresi&#243;n log&#237;stica para evaluar el papel de la GPA como un predictor independiente de desenlaces cl&#237;nicos. p <underline>&lt;</underline> 0,05 fue considerado estad&#237;sticamente significativo.</p>
      <p>Fueron utilizados modelos de regresi&#243;n log&#237;stica bivariada y multivariada para calcular la raz&#243;n de posibilidades (OR).</p>
      <p>Se evalu&#243; el efecto de las interacciones de las variables incluidas en los modelos de regresi&#243;n log&#237;stica.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>La edad media de los 580 pacientes evaluados fue 61,2 (&#177; 12,3) a&#241;os, con 38,6% de los pacientes (224) con <underline>&gt;</underline> 65 a&#241;os de edad, siendo que 67,7% (393) eran del sexo masculino.</p>
      <p>El an&#225;lisis de la distribuci&#243;n de los tipos de SCA mostr&#243; que 65,3% (379) de los pacientes fueron hospitalizados debido a IAM con supradesnivel del segmento ST, con mayor frecuencia de IAM anterior extenso (98 pacientes, 25,9%), seguida por IAM sin supradesnivel del segmento ST (103 pacientes, 17,7%) y angina inestable (98 pacientes, 16,9%).</p>
      <p>En esta muestra, 79,6% (462) de los pacientes eran sedentarios, 68,3% (396) eran hipertensos, 46,9% (272) eran dislipid&#233;micos, 41,5% (241) presentaban historia familiar de enfermedad card&#237;aca isqu&#233;mica, 40% (232) fumaban, 23,8% (138) eran diab&#233;ticos, 20,3% (118) inger&#237;an alcohol regularmente y 20% (116) eran obesos. Entre los 580 pacientes, 3,1% (18) no pudieron ser controlados por 30 d&#237;as, y fueron considerados como p&#233;rdidas. Esos pacientes fueron posteriormente contactados por tel&#233;fono o tuvieron sus registros m&#233;dicos analizados para verificaci&#243;n de eventos.</p>
      <p>Durante los 30 d&#237;as de control, 49,8% (289) de los pacientes ten&#237;an por lo menos uno de los resultados (&#243;bito, reinfarto, revascularizaci&#243;n, arritmia con inestabilidad hemodin&#225;mica, insuficiencia card&#237;aca o aparici&#243;n de angina despu&#233;s de la internaci&#243;n) y 14,8% (86) hab&#237;an pasado por uno de los eventos cardiovasculares mayores (muerte, reinfarto o revascularizaci&#243;n). La incidencia de reinfarto fue de 4,1% (24); revascularizaci&#243;n percut&#225;nea y/o quir&#250;rgica, 5,3% (31), insuficiencia card&#237;aca, 23,1% (134), arritmias con inestabilidad hemodin&#225;mica, 16,5% (96), y la incidencia de un nuevo episodio de angina despu&#233;s de la internaci&#243;n fue de 25,2% (146). La mortalidad en 30 d&#237;as fue de 6,4% (37). El valor medio &#916;t fue de 10 horas.</p>
      <p>Sesenta y tres por ciento (368) de los pacientes fueron sometidos a angioplastia primaria con colocaci&#243;n de stent y 18,6% (108) recibieron apenas el tratamiento m&#233;dico.</p>
      <p>Las caracter&#237;sticas cl&#237;nicas de los pacientes de acuerdo con la franja et&#225;rea est&#225;n descriptas en la <xref ref-type="table" rid="es_a02tab01m-body3">Tabla 1</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a02tab01m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0203-00002-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>La frecuencia significativamente mayor de pacientes del sexo femenino (p &lt;0,001), historia de accidente cerebro vascular previo (ACV) (p &lt;0,001), insuficiencia card&#237;aca (p = 0,004), insuficiencia renal (p = 0,011), hipertensi&#243;n (p = 0,002), as&#237; como mayor uso de anticoagulantes orales (p = 0,005), nitrato (p &lt;0,001), betabloqueantes (p = 0,037), antiagregantes plaquetarios (p = 0,010) y digitales (p = 0,006) fueron observados en pacientes con edad a partir de 65 a&#241;os. Ese mismo grupo mostr&#243; frecuencias significativamente menores de IAM con supradesnivel del segmento ST (p = 0,013), consumo de alcohol (p &lt;0,001), obesidad (p &lt;0,001), historia familiar de enfermedad card&#237;aca isqu&#233;mica (p = 0,001) y tabaquismo (p &lt;0,001).</p>
      <p>El an&#225;lisis de los resultados (<xref ref-type="table" rid="tab2-body3">Tabla 2</xref>) mostr&#243; que los pacientes con edad <underline>&gt;</underline> 65 a&#241;os presentaron una proporci&#243;n significativamente mayor de eventos combinados (p &lt;0,001), &#243;bito (p &lt;0,001) e insuficiencia card&#237;aca (p &lt;0,001), y frecuencias significativamente menores de procedimientos de revascularizaci&#243;n (p = 0,014).</p>
      <table-wrap id="tab2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0203-00002-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Despu&#233;s del ajuste para las variables con valor de P &lt;0,10 en el an&#225;lisis bivariado (GPA, tipo de SCA, edad, hipertensi&#243;n previa, derrame previo e insuficiencia renal previa), apenas la glucosa plasm&#225;tica en ayuno (OR 1,005; IC 95% 1,002-1,009; p &lt;0,001) permaneci&#243; asociada a eventos cardiovasculares mayores en 30 d&#237;as de seguimiento. El riesgo de eventos cardiovasculares mayores fue 1% m&#225;s alto para cada unidad (mg/dL) de elevaci&#243;n de los niveles de glucemia de ayuno (p &lt;0,001). Esos datos son presentados en la <xref ref-type="table" rid="tab3-body3">Tabla 3</xref>.</p>
      <table-wrap id="tab3-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0203-00002-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Ese mismo tipo de an&#225;lisis estad&#237;stico mostr&#243; que, cuando la muestra fue estratificada de acuerdo con la edad, apenas la GPA permaneci&#243; significativamente asociada con eventos cardiovasculares mayores en 30 d&#237;as de seguimiento, en ambos grupos. El riesgo de eventos cardiovasculares mayores fue 1% m&#225;s alto para cada unidad (mg/dL) de elevaci&#243;n de los niveles de glucemia de ayuno (p &lt;0,001) para pacientes con &lt;65 a&#241;os de edad (p = 0,018), as&#237; como aquellos con edad <underline>&gt;</underline> 65 a&#241;os (p = 0,026). Esos datos son presentados en la <xref ref-type="table" rid="tab4-body3">Tabla 4</xref>. Cuando los niveles de GPA fueron aumentados en 10 mg/dL, el riesgo de eventos cardiovasculares mayores fue 5% m&#225;s alto para ambas franjas et&#225;reas (p = 0,026).</p>
      <table-wrap id="tab4-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0203-00002-gt04-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>No fue observada ninguna interacci&#243;n entre la edad y la incidencia de GPA (p = 0,477), ACV (p = 0,683), tipo de SCA (p = 0,090), hipertensi&#243;n (p = 0,882) y insuficiencia renal (p = 0,678). Independientemente de la edad, pacientes con eventos cardiovasculares mayores presentaron mayores niveles de GPA media, como es mostrado en la <xref ref-type="fig" rid="es_a02fig01m-body3">Figura 1</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a02fig01m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-03-0203-00002-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Cuando la edad fue analizada como una variable continua, apenas los niveles de GPA (OR 1,005; IC 95% 1,002-1,009, p &lt;0,001) y ACV (OR=2,16; IC 95% 1,03-4,52) se mantuvieron asociados a eventos cardiovasculares mayores en 30 d&#237;as de seguimiento para todo el grupo de pacientes (datos no mostrados).</p>
      <p>Como la investigaci&#243;n fue realizada en per&#237;odos diferentes (2002 y 2006/2008), es importante observar que no fueron observadas diferencias en la proporci&#243;n de eventos cardiovasculares mayores en los dos per&#237;odos (&#967;<sup>2</sup> = 0,00, p = 0,999). En 2002, 14,6% (29/199) de los pacientes tuvieron eventos cardiovasculares mayores, al tiempo que durante el per&#237;odo entre 2006 y 2008 ese resultado fue observado en 15% (57/381) de los pacientes.</p>
      <p>Cuando los pacientes fueron clasificados como diab&#233;ticos y no diab&#233;ticos, el mismo tipo de an&#225;lisis estad&#237;stico mostr&#243; que los niveles de GPA se asociaron con eventos cardiovasculares mayores apenas para el grupo de no diab&#233;ticos (OR 1,00; IC 95% 1,00-1,01). Ninguna de las otras variables estuvo asociada con eventos cardiovasculares mayores.</p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Este estudio de cohorte mostr&#243; que los niveles de GPA en la internaci&#243;n de pacientes que fueron internados por SCA eran predictores de eventos cardiovasculares mayores en 30 d&#237;as de seguimiento, independientemente de la edad.</p>
      <p>Investigando una peque&#241;a muestra de pacientes (n = 199), que relataron anteriormente una asociaci&#243;n estad&#237;sticamente significativa entre la prote&#237;na-C-reactiva ultra-sensible (PCR-us) y altos niveles de GPA y eventos intrahospitalarios (reinfarto angina pectoris, insuficiencia card&#237;aca, fibrilaci&#243;n ventricular y &#243;bito) despu&#233;s de SCA<sup>20</sup>. Un estudio publicado recientemente evalu&#243; 13.526 pacientes del Registro Global de Eventos Coronarios Agudos (GRACE) y mostr&#243; que, despu&#233;s del ajuste para las variables del escore GRACE, mayores niveles de GPA estuvieron asociados con mayores tasas de mortalidad durante la hospitalizaci&#243;n, as&#237; como seis meses despu&#233;s de la SCA (IAM con o sin supradesnivel del segmento ST y angina inestable).</p>
      <p>Aunque la mayor&#237;a de los estudios investigue el papel de los niveles de glucemia en la internaci&#243;n como predictor de complicaciones despu&#233;s de IAM<sup>9-18</sup>, analizamos el papel de la GPA como predictor de desenlace despu&#233;s de la SCA. Otros estudios indican la probable superioridad de la glucemia de ayuno como un predictor de desenlace despu&#233;s de la SCA. Vivas D et al evaluaron 547 pacientes que fueron internados debido a episodios de SCA y observaron que la glucemia de ayuno era m&#225;s importante que la glucemia en la internaci&#243;n como predictor de &#243;bito y reinfarto durante la internaci&#243;n. La superioridad de glucemia de ayuno, en comparaci&#243;n con la glucemia en la internaci&#243;n en la previsi&#243;n de eventos adversos despu&#233;s de la SCA puede ser explicada por diferentes factores. Modificaciones en los ritmos circadianos y en el per&#237;odo desde la &#250;ltima colaci&#243;n pueden afectar los valores gluc&#233;micos en la internaci&#243;n, pero no los niveles de glucemia plasm&#225;tica de ayuno, que pueden representar de forma m&#225;s adecuada el estado metab&#243;lico real del paciente. Adem&#225;s de eso, en pacientes que presentan curso cl&#237;nico muy desfavorable durante las primeras horas despu&#233;s de la SCA, un aumento creciente en la GPA podr&#237;a reflejar un agravamiento del estado metab&#243;lico y estar&#237;a normalmente asociado a situaciones m&#225;s graves<sup>27,31-33</sup>.</p>
      <p>Un factor importante a ser considerado en el presente estudio es que, a diferencia de la mayor&#237;a de los grandes estudios, este estudio incluye un n&#250;mero significativo de pacientes a&#241;osos (casi 40% de la muestra ten&#237;a edad <underline>&gt;</underline> 65 a&#241;os). Las informaciones sobre los a&#241;osos son, generalmente, inferidas a partir de datos obtenidos en estudios con individuos m&#225;s j&#243;venes, lo que puede disminuir su importancia. En este estudio, la inclusi&#243;n de un n&#250;mero considerable de pacientes a&#241;osos tuvo como objetivo investigar una posible influencia de la edad sobre esa asociaci&#243;n. En un estudio retrospectivo incluyendo un gran n&#250;mero de a&#241;osos (141.680), fue investigado apenas el papel en el nivel de glucemia en la internaci&#243;n como predictor de eventos adversos despu&#233;s de IAM<sup>14</sup>. Fue observada una asociaci&#243;n entre la glucemia en la internaci&#243;n y mortalidad post IAM tanto en el seguimiento de 30 d&#237;as como en el seguimiento de un a&#241;o, principalmente para pacientes sin historia de diabetes mellitus. Mientras tanto, de acuerdo con nuestro conocimiento, este es el primer estudio que eval&#250;a el valor pron&#243;stico de la glucemia de ayuno despu&#233;s de SCA en una muestra con un n&#250;mero representativo de pacientes a&#241;osos.</p>
      <p>Alteraciones en el metabolismo de la glucemia son frecuentemente observadas en los casos de SCA. Verges et al<sup>26</sup>, en un informe reciente, mostraron que 25% de una cohorte de 2.353 pacientes con IAM presentaba glucemia de ayuno entre 100-126 mg/dL. Adem&#225;s de eso, demostraron que los niveles gluc&#233;micos entre 110-126 mg/dL fueron un importante predictor para la aparici&#243;n de insuficiencia card&#237;aca congestiva grave despu&#233;s de infarto de miocardio y mortalidad cardiovascular en 30 d&#237;as, aun con el ajuste para posibles factores de confusi&#243;n<sup>26</sup>. Por lo tanto, la identificaci&#243;n de los factores pron&#243;sticos para la SCA es de gran importancia, permitiendo un control m&#225;s pr&#243;ximo y tratamiento de pacientes con riesgo elevado de eventos adversos, posiblemente, mejorando las tasas de sobrevida. Adem&#225;s de eso, la GPA representa un marcador de buena aplicabilidad, una vez que es f&#225;cil de determinar y tiene bajo costo.</p>
      <p>Algunas preguntas sobre la asociaci&#243;n entre la GPA y la tasa de mortalidad y/o complicaciones despu&#233;s de la SCA aun precisan ser respondidas. Los valores o intervalos gluc&#233;micos exactos que representan mayor riesgo de eventos adversos no son conocidos. Otra cuesti&#243;n es si la hiperglicemia seria un mediador directo del aumento de la mortalidad y de las tasas de complicaci&#243;n o apenas un marcador de mayor gravedad de la enfermedad. &#191;Cuales ser&#237;an los m&#233;todos m&#225;s adecuados para su determinaci&#243;n? &#191;Como debe ser monitoreado eso? &#191;Habr&#237;a beneficios cl&#237;nicos relacionados a una reducci&#243;n de los niveles gluc&#233;micos? &#191;Cuales metas deben ser definidas? Una vez que la hiperglicemia parece tener mayor impacto entre los no diab&#233;ticos, &#191;El tipo de intervenci&#243;n y valores gluc&#233;micos que representan mayor riesgo de complicaciones despu&#233;s de SCA difieren entre pacientes diab&#233;ticos y no diab&#233;ticos?<sup>31-33</sup></p>
      <p>En reciente publicaci&#243;n, Kosiborod<sup>32</sup> analiz&#243; los resultados de diversos estudios y sugiri&#243; que los niveles gluc&#233;micos en la internaci&#243;n que indican mayor riesgo de mortalidad de corto plazo deben ser superiores a 110-120 mg/dL para los no diab&#233;ticos y 200 mg/dL para los diab&#233;ticos. Las directrices de la American Heart Association (AHA) recomiendan el control gluc&#233;mico intensivo para pacientes cr&#237;ticamente enfermos que presentan glucemia &gt; 180 mg/dL en la internaci&#243;n para IAM<sup>31</sup>. Estudios recientes enfatizan la importancia de la hiperglicemia persistente, evaluada por medio de evaluaciones frecuentes de glucemia, como predictor de complicaciones post IAM<sup>34</sup>. Esas observaciones, mientras tanto, deben ser confirmadas en ensayos cl&#237;nicos<sup>34</sup></p>
      <p>La mayor&#237;a de los estudios evalu&#243; la mortalidad solamente despu&#233;s de IAM. El presente estudio incluy&#243; la investigaci&#243;n de complicaciones ocurridas despu&#233;s de episodios de angina inestable. Desenlaces cl&#237;nicos evaluados fueron de gran relevancia e inter&#233;s. Adem&#225;s de eso, no s&#243;lo la mortalidad, sino tambi&#233;n otros resultados importantes, como el reinfarto y la revascularizaci&#243;n, fueron evaluados. Aunque el per&#237;odo de seguimiento haya sido de apenas 30 d&#237;as, se observ&#243; una frecuencia significativa de complicaciones, representada por casi la mitad de la muestra (49,8%).</p>
      <p>Otro aspecto a considerar en el presente estudio es el rigor de la metodolog&#237;a, con colecta de muestras despu&#233;s de ayuno de 12 horas para todos los pacientes y un per&#237;odo de, un m&#225;ximo de 24 horas del inicio de la SCA.</p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio demostr&#243; que los niveles de glucemia de ayuno en la internaci&#243;n de pacientes que fueron internados por SCA son un predictor independiente de eventos cardiovasculares mayores en seguimientos de 30 d&#237;as en las dos franjas et&#225;reas.</p>
      <p>Potencial Conflicto de Intereses</p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>Fuentes de Financiaci&#243;n</p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de Disertaci&#243;n de Maestr&#237;a de Adriane Monserrat Ramos, por la Instituto de Cardiologia / Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia (IC/FUC).</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
