<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">ZhSXJkDGNy7vLFQPpdZrD3D</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2012000300016</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(12)09800316</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2012000300016</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Ponto de Vista</subject>
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        <article-title>Por que publicar em peri&#243;dicos nacionais?</article-title>
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            <surname>Grinberg</surname>
            <given-names>Max</given-names>
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            <surname>Solimene</surname>
            <given-names>Maria Cec&#237;lia</given-names>
          </name>
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            <given-names>Maria do Carmo Cavarette</given-names>
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          <named-content content-type="state">S&#227;o Paulo</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade de S&#227;o Paulo</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Faculdade de Medicina </institution>
        <institution content-type="orgdiv2">Hospital das Clinicas</institution>
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        <year>2012</year>
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      <volume>98</volume>
      <issue>3</issue>
      <fpage>62</fpage>
      <lpage>63</lpage>
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          <month>05</month>
          <year>2011</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>01</day>
          <month>11</month>
          <year>2011</year>
        </date>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>31</day>
          <month>10</month>
          <year>2011</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>A relut&#226;ncia dos autores brasileiros em publicar em revistas brasileiras &#233; hist&#243;rica e n&#227;o mais se justifica. Atualmente, v&#225;rios peri&#243;dicos brasileiros est&#227;o indexados em bases internacionais, cujas vers&#245;es em ingl&#234;s permitem a divulga&#231;&#227;o de nossos estudos a pa&#237;ses estrangeiros. Os autores expressam seu ponto de vista quanto &#224; import&#226;ncia da publica&#231;&#227;o em revistas brasileiras e citam o exemplo do impacto das publica&#231;&#245;es do Instituto do Cora&#231;&#227;o - InCor- HC-FMUSP nos &#250;ltimos dois anos.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Bibliometria</kwd>
        <kwd>publica&#231;&#245;es cient&#237;ficas e t&#233;cnicas</kwd>
        <kwd>publica&#231;&#245;es peri&#243;dicas</kwd>
        <kwd>Brasil</kwd>
        <kwd>avalia&#231;&#227;o</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>23</day>
        <month>04</month>
        <year>2012</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>PONTO DE VISTA</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Por que publicar em peri&#243;dicos nacionais?</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Max Grinberg; Maria Cec&#237;lia Solimene; Maria do Carmo Cavarette Barreto</bold>
    </p>
    <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo, SP, Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="corresp">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>A relut&#226;ncia dos autores brasileiros em publicar em revistas brasileiras &#233; hist&#243;rica e n&#227;o mais se justifica. Atualmente, v&#225;rios peri&#243;dicos brasileiros est&#227;o indexados em bases internacionais, cujas vers&#245;es em ingl&#234;s permitem a divulga&#231;&#227;o de nossos estudos a pa&#237;ses estrangeiros. Os autores expressam seu ponto de vista quanto &#224; import&#226;ncia da publica&#231;&#227;o em revistas brasileiras e citam o exemplo do impacto das publica&#231;&#245;es do Instituto do Cora&#231;&#227;o - InCor- HC-FMUSP nos &#250;ltimos dois anos.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Bibliometria, publica&#231;&#245;es cient&#237;ficas e t&#233;cnicas, publica&#231;&#245;es peri&#243;dicas, Brasil, avalia&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <bold>Ponto de Vista</bold>
    </p>
    <p>Tornou-se uma pr&#225;tica "cultural" na medicina brasileira tentar exaustivamente publicar em peri&#243;dicos estrangeiros. O motivo &#233; simples: se o trabalho for assim aceito, ter&#225; o m&#233;rito reconhecido e a sua leitura e cita&#231;&#227;o dar&#227;o aos autores, em especial na p&#243;s-gradua&#231;&#227;o, "pontos" nas Institui&#231;&#245;es em que trabalham. Caso contr&#225;rio, restar&#225; ao(s) autor(es) conformar-se com o "subvalor" da publica&#231;&#227;o em peri&#243;dico brasileiro.</p>
    <p>Essa "cultura", infelizmente, &#233; fomentada nas nossas universidades e institui&#231;&#245;es de ensino e pesquisa pelos pr&#243;prios coordenadores, professores e orientadores dos cursos de gradua&#231;&#227;o e p&#243;s-gradua&#231;&#227;o; eles s&#227;o os primeiros a se vangloriar de que seus alunos publicam no "exterior" e, portanto, eles, professores, seriam mais credenciados que seus pares que publicam em territ&#243;rio nacional.</p>
    <p>A prop&#243;sito, vale lembrar que a concep&#231;&#227;o da base Qualis vem passando por processos de reorganiza&#231;&#227;o, acompanhando mudan&#231;as no processo de avalia&#231;&#227;o da p&#243;s-gradua&#231;&#227;o, o que tem suscitado controv&#233;rsias nas diferentes &#225;reas. </p>
    <p>Sobre esse assunto, Rocha-e-Silva<sup>1</sup>, em carta aberta ao presidente da Capes, enfatizou mat&#233;ria publicada no jornal <italic>O Estado de S. Paulo</italic>, mostrando que as revistas cient&#237;ficas brasileiras est&#227;o em risco de extin&#231;&#227;o. Concordamos com Rocha-e-Silva que, apesar de ainda estarmos em desvantagem quando comparados a americanos e europeus, nossa ci&#234;ncia cresce a cada dia em quantidade e qualidade<sup>1</sup>. </p>
    <p>Situa&#231;&#227;o semelhante ocorre nas cita&#231;&#245;es: em artigo recentemente publicado no Jornal da Ci&#234;ncia<sup>2</sup>, Alves enfatizou que, idealmente, a cita&#231;&#227;o bibliogr&#225;fica demonstra apenas que o autor n&#227;o ignora determinado trabalho. A mera cita&#231;&#227;o de uma obra nunca revela se est&#225; bem ou mal elaborada; mas, com o advento do sistema de cita&#231;&#245;es, qualquer cita&#231;&#227;o passou a contar como ponto positivo. Entretanto, os autores s&#227;o mais valorizados se forem citados em peri&#243;dicos de maior impacto - naturalmente, os escritos em idioma estrangeiro -, que valem mais pontos que as cita&#231;&#245;es em peri&#243;dicos de menor impacto - os brasileiros; ser citado ou n&#227;o tornou-se um ato de poder pol&#237;tico<sup>2</sup>. E o poder pol&#237;tico n&#227;o consegue enxergar que, ao desprezar o peri&#243;dico nacional, est&#225; desprezando a institui&#231;&#227;o a que pertence e a si mesmo.</p>
    <p>O mundo contempor&#226;neo mudou: n&#227;o publicar em revista brasileira porque "ningu&#233;m l&#234;, por n&#227;o ter acesso"<sup>1</sup> n&#227;o procede mais. Observa-se tend&#234;ncia &#224; edi&#231;&#227;o eletr&#244;nica de artigos cient&#237;ficos, o que facilita a publica&#231;&#227;o brasileira no idioma ingl&#234;s, que &#233; a linguagem internacional da ci&#234;ncia. O efeito negativo da compara&#231;&#227;o de dois curr&#237;culos pela distribui&#231;&#227;o em revistas brasileiras e estrangeiras precisa ser revisto. Uma raz&#227;o &#233; que trabalhos de alta qualidade em revistas brasileiras possuem vers&#245;es eletr&#244;nicas em ingl&#234;s (Revista da Associa&#231;&#227;o M&#233;dica Brasileira) ou at&#233; mesmo em ingl&#234;s e espanhol (Arquivos Brasileiros de Cardiologia).</p>
    <p>N&#227;o ser&#225; a mesma comunica&#231;&#227;o? Ou o que vale &#233; a credibilidade hist&#243;rica do peri&#243;dico? Em caso positivo, &#233; imperativo quebrar esse conceito, por meio dos esfor&#231;os intramuros de potencializa&#231;&#227;o de uma sinergia entre excel&#234;ncia cient&#237;fica, qualidade editorial e comunica&#231;&#227;o globalizada.</p>
    <p>Nesse aspecto, um passo promissor &#233; o entendimento atual de que revistas brasileiras indexadas em base de dados internacionais (Medline, Scopus, Web of Science, Latindex), ou seja, que cumprem pr&#233;-requisitos qualificadores e com exposi&#231;&#227;o preferentemente em ingl&#234;s, sejam classificadas de modo an&#225;logo &#224;s demais, oriundas de outros pa&#237;ses. Por que n&#227;o admitir a divulga&#231;&#227;o globalizada de trabalhos realizados em territ&#243;rio nacional como incentivo aos pesquisadores brasileiros para considerar as revistas de nosso pa&#237;s como primeira escolha para publica&#231;&#227;o?<sup>3</sup></p>
    <p>A partir de 2008, o Servi&#231;o de Documenta&#231;&#227;o Cient&#237;fica do Instituto do Cora&#231;&#227;o - InCor-HC-FMUSP - passou a adotar a nova indexa&#231;&#227;o; no bi&#234;nio 2009-2010, foram publicados 681 trabalhos, 69 (10,1%) em base de dados nacionais, e 612 (89,9%) em base de dados internacionais, dos quais 40,5% (248/612) em revistas brasileiras e 59,5% (364/612) em revistas estrangeiras<sup>4</sup>.</p>
    <p>Mudan&#231;as conceituais urgentes no mundo acad&#234;mico se fazem necess&#225;rias e a pr&#225;tica "cultural" vigente deve ser definitivamente banida. A mudan&#231;a de postura deve partir dos mais experientes, pois s&#227;o eles, os professores, que orientam e d&#227;o exemplo aos disc&#237;pulos, jovens em forma&#231;&#227;o. As novas gera&#231;&#245;es devem ser incentivadas, desde o in&#237;cio de suas carreiras, a ter produ&#231;&#227;o cient&#237;fica de qualidade e a divulg&#225;-la em territ&#243;rio nacional; devem acostumar-se a citar autores brasileiros, desmistificando a cren&#231;a que apenas o que vem "de fora" &#233; que tem valor. Desse modo, o Brasil ser&#225; reconhecido no mundo como tamb&#233;m refer&#234;ncia em ensino e pesquisa; se insistirmos em concorrer para desvalorizar as revistas cient&#237;ficas brasileiras, estaremos trabalhando para extinguir-nos a n&#243;s mesmos.</p>
    <p>Melhor concep&#231;&#227;o de pesquisa, tratamento adequado dos resultados, reda&#231;&#227;o comunicativa, filtros editoriais brasileiros eficientes: vamos investir nessa miss&#227;o nacionalista.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="corresp" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold> Correspond&#234;ncia</bold>
        </label>
        <p> Maria Cec&#237;lia Solimene </p>
        <p> Rua Ot&#225;vio N&#233;bias, 182/71, Para&#237;so </p>
        <p> 04002-011 - S&#227;o Paulo, SP, Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="mcsolimene@cardiol.br">mcsolimene@cardiol.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="maria.solimene@incor.usp.br">maria.solimene@incor.usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 31/05/11; revisado recebido em 31/10/11; aceito em 01/11/11</p>
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        <mixed-citation>1. Rocha-e Silva M. O novo QUALIS, que nada tem a ver com a ci&#234;ncia do Brasil. Carta aberta ao Presidente da CAPES. Clinics. 2009;64(8):721-4.</mixed-citation>
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          <article-title>O novo QUALIS, que nada tem a ver com a ci&#234;ncia do Brasil: Carta aberta ao Presidente da CAPES</article-title>
          <source>Clinics</source>
          <date>
            <year>2009</year>
          </date>
          <fpage>721</fpage>
          <lpage>4</lpage>
          <issue>8</issue>
          <volume>64</volume>
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              <surname>Rocha-e Silva</surname>
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          <article-title>Impactos do fator de impacto: o darwinismo aplicado ao fomento da ci&#234;ncia</article-title>
          <source>Jornal da Ci&#234;ncia</source>
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          <article-title>Os Arquivos e a publica&#231;&#227;o de seu primeiro fator de impacto</article-title>
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        <article-title xml:lang="es">&#191;Por qu&#233; publicar en publicaciones nacionales?</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>La negativa de los autores brasile&#241;os en publicar en las revistas brasile&#241;as, es algo que ha pasado a la historia y que no tiene m&#225;s sentido. Hoy por hoy, varias publicaciones brasile&#241;as est&#225;n indexadas a las bases de datos internacionales, cuyas versiones en ingl&#233;s permiten la divulgaci&#243;n de nuestros estudios a pa&#237;ses extranjeros. Los autores expresan su punto de vista en cuanto a la importancia de la publicaci&#243;n en las revistas brasile&#241;as y citan el ejemplo del impacto de las publicaciones del Instituto do Cora&#231;&#227;o (InCor) HC-FMUSP en los &#250;ltimos dos a&#241;os.</p>
      </abstract>
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        <kwd>Bibliometr&#237;a</kwd>
        <kwd>publicaciones cient&#237;ficas y t&#233;cnicas</kwd>
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        <kwd>Brasil</kwd>
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      <p>
        <bold>PUNTO DE VISTA</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="inicio-body2">
          <label>
            <bold>&#191;Por qu&#233; publicar en publicaciones nacionales?</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Max Grinberg; Maria Cec&#237;lia Solimene; Maria do Carmo Cavarette Barreto</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo, SP, Brazil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p>La negativa de los autores brasile&#241;os en publicar en las revistas brasile&#241;as, es algo que ha pasado a la historia y que no tiene m&#225;s sentido. Hoy por hoy, varias publicaciones brasile&#241;as est&#225;n indexadas a las bases de datos internacionales, cuyas versiones en ingl&#233;s permiten la divulgaci&#243;n de nuestros estudios a pa&#237;ses extranjeros. Los autores expresan su punto de vista en cuanto a la importancia de la publicaci&#243;n en las revistas brasile&#241;as y citan el ejemplo del impacto de las publicaciones del <italic>Instituto do Cora&#231;&#227;o</italic> (InCor) HC-FMUSP en los &#250;ltimos dos a&#241;os.</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Bibliometr&#237;a, publicaciones cient&#237;ficas y t&#233;cnicas, publicaciones peri&#243;dicas, Brasil, evaluaci&#243;n</p>
      <p>
        <bold>Punto de Vista</bold>
      </p>
      <p>Se ha convertido en una pr&#225;ctica "cultural" en la medicina brasile&#241;a intentar, exhaustivamente, publicar en las publicaciones extranjeras. El motivo es sencillo: si el trabajo se acepta as&#237;, tendr&#225; su m&#233;rito reconocido y su lectura y citaci&#243;n le dar&#225;n a los autores, en especial en el postgrado, "puntos" en las Instituciones en que ellos est&#233;n trabajando. En el caso contrario, los (el) autor (es), se tendr&#225;n que conformar con el "peque&#241;o valor" de la publicaci&#243;n en la publicaci&#243;n brasile&#241;a.</p>
      <p>Esa "cultura", desdichadamente, es fomentada en nuestras universidades e instituciones de ense&#241;anza e investigaci&#243;n por los propios coordinadores, profesores y tutores de los cursos de pregrado y postgrado; ellos son los primeros que se vanaglorian de que sus alumnos publican en el "extranjero" y por lo tanto, ellos, los profesores, tendr&#237;an m&#225;s prestigio que sus colegas que solamente publican en Brasil.</p>
      <p>A prop&#243;sito, es bueno remarcar, que la concepci&#243;n de la base Qualis, ha venido pasando por procesos de reorganizaci&#243;n, secundando cambios en el proceso de evaluaci&#243;n del postgrado, lo que ha suscitado controversias en las diferentes &#225;reas.</p>
      <p>Sobre ese asunto, Rocha-e-Silva<sup>1</sup>, en una carta abierta dirigida al presidente de la Capes, hizo hincapi&#233; en un art&#237;culo publicado en el Peri&#243;dico <italic>O Estado de S. Paulo</italic>, mostrando que las revistas cient&#237;ficas brasile&#241;as est&#225;n en riesgo de extinci&#243;n. Estamos de acuerdo con Rocha-y-Silva en que, aunque a pesar de que todav&#237;a tenemos una desventaja cuando nos comparamos con los norteamericanos y los europeos, podemos decir que nuestra ciencia crece m&#225;s a cada d&#237;a en cantidad y cualidad<sup>1</sup>.</p>
      <p>Una situaci&#243;n parecida se da en las citaciones: en un art&#237;culo recientemente publicado en el Jornal da Ci&#234;ncia<sup>2</sup>, Alves remarc&#243; que, de hecho, lo que la citaci&#243;n bibliogr&#225;fica demuestra solamente, es que el autor no ignora la existencia de un determinado trabajo. La mera citaci&#243;n de una obra nunca revela si est&#225; bien o mal elaborada; pero, con el advenimiento del sistema de citaciones, cualquier citaci&#243;n pas&#243; a contar como un punto positivo. Sin embargo, los autores son m&#225;s valorados si sus nombres aparecen en publicaciones de mayor impacto (naturalmente, las que est&#225;n escritas en un idioma extranjero), que valen m&#225;s puntos que las citaciones en las publicaciones de menor impacto (las brasile&#241;as). Ser citado o no, se ha convertido en un acto de poder pol&#237;tico<sup>2</sup>. Y el poder pol&#237;tico no logra darse cuenta de que, al dejar de lado la publicaci&#243;n nacional, est&#225; dejando de lado tambi&#233;n a la publicaci&#243;n a que pertenece y a s&#237; mismo.</p>
      <p>El mundo contempor&#225;neo ha cambiado: no publicar en una revista brasile&#241;a porque "<italic>nadie la lee, porque no tienen acceso</italic>"<sup>1</sup> ya no tiene l&#243;gica. Observamos una tendencia a la edici&#243;n electr&#243;nica de art&#237;culos cient&#237;ficos, lo que facilita la publicaci&#243;n brasile&#241;a en ingl&#233;s, que es la legua internacional de la ciencia. El efecto negativo de la comparaci&#243;n de dos curr&#237;culos por la distribuci&#243;n en revistas brasile&#241;as y extranjeras, tiene que ser analizado de nuevo. Una raz&#243;n para eso, es que los trabajos de alta calidad en revistas brasile&#241;as, tienen versiones electr&#243;nicas en ingl&#233;s (Revista da Associa&#231;&#227;o M&#233;dica Brasileira), o incluso en ingl&#233;s y en espa&#241;ol (Arquivos Brasileiros de Cardiologia).</p>
      <p>&#191;No ser&#225; el mismo nivel de comunicaci&#243;n, o lo que vale es la credibilidad hist&#243;rica de la publicaci&#243;n? Si es as&#237;, es un imperativo entonces, romper ese concepto, esforz&#225;ndonos internamente en la potenciaci&#243;n de una sinergia entre la excelencia cient&#237;fica, la calidad editorial y la comunicaci&#243;n globalizada.</p>
      <p>En ese aspecto, un paso promisorio es el entendimiento actual de que las revistas brasile&#241;as indexadas en las bases de datos internacionales (Medline, Scopus, Web of Science, Latindex), o sea, las que cumplen con los prerequisitos calificadores y con la exposici&#243;n preferentemente en ingl&#233;s, sean clasificadas de modo an&#225;logo a las dem&#225;s, oriundas de otros pa&#237;ses. &#191;Por qu&#233; no podemos admitir la divulgaci&#243;n globalizada de trabajos realizados en el territorio nacional como un incentivo para los investigadores brasile&#241;os, considerado as&#237; nuestras revistas como una primera elecci&#243;n para publicaci&#243;n?<sup>3</sup></p>
      <p>A partir de 2008, el Servicio de Documentaci&#243;n Cient&#237;fica del Instituto del Coraz&#243;n (InCor-HC-FMUSP), adopt&#243; la nueva indexaci&#243;n; en el bienio 2009-2010, fueron publicados 681 trabajos, 69 (10,1%) en base de datos nacionales, y 612 (89,9%) en base de datos internacionales, de los cuales un 40,5% (248/612) en revistas brasile&#241;as y un 59,5% (364/612) en revistas extranjeras<sup>4</sup>.</p>
      <p>Se hacen necesarios cambios conceptuales urgentes en el mundo acad&#233;mico, y la actual pr&#225;ctica "cultural" debe ser definitivamente extinguida. El cambio de postura debe partir de los que tienen m&#225;s experiencia, porque son ellos, los profesores, los que gu&#237;an y dan el ejemplo a sus disc&#237;pulos: los j&#243;venes que se est&#225;n graduando. Las generaciones venideras deben ser incentivadas desde el comienzo de sus carreras, a tener una producci&#243;n cient&#237;fica de calidad y a divulgarla en el territorio nacional; deben acostumbrarse a citar autores brasile&#241;os, para desmitificar la creencia de que solamente lo que viene "de afuera" es lo que vale. As&#237;, Brasil ser&#225; reconocido en el mundo tambi&#233;n como un referente en la ense&#241;anza y en la investigaci&#243;n; pero si insistimos en continuar rest&#225;ndole valor a las revistas cient&#237;ficas brasile&#241;as, nos estaremos extinguiendo nosotros mismos.</p>
      <p> Vayamos a por una mejor concepci&#243;n de la investigaci&#243;n, por un tratamiento adecuado de los resultados, una redacci&#243;n comunicativa y filtros editoriales brasile&#241;os eficientes: &#161;vamos a invertir en esa misi&#243;n nacional!</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuve fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Point of View</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Why publish in national journals?</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>The reluctance of Brazilian authors to publish in Brazilian journals is historical and no longer justified. Currently, several Brazilian journals are indexed in international databases, of which English versions allow disclosure of our studies to foreign countries. The authors express their views on the importance of publishing in national journals and cite the example of the impact of publications from Instituto do Cora&#231;&#227;o - InCor-HCFMUSP in the past two years.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Bibliometrics</kwd>
        <kwd>periodicals</kwd>
        <kwd>scientific and technical publications</kwd>
        <kwd>Brazil</kwd>
        <kwd>evaluation</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>POINT OF VIEW</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="inicio-body3">
          <label>
            <bold>Why publish in national journals?</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Max Grinberg; Maria Cec&#237;lia Solimene; Maria do Carmo Cavarette Barreto</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo, SP, Brazil</p>
      <p>Mailing Address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p>The reluctance of Brazilian authors to publish in Brazilian journals is historical and no longer justified. Currently, several Brazilian journals are indexed in international databases, of which English versions allow disclosure of our studies to foreign countries. The authors express their views on the importance of publishing in national journals and cite the example of the impact of publications from Instituto do Cora&#231;&#227;o - InCor-HC-FMUSP in the past two years.</p>
      <p><bold>Palavras-chave:</bold> Bibliometrics; periodicals; scientific and technical publications; Brazil; evaluation.</p>
      <p>
        <bold>Point of View</bold>
      </p>
      <p>It has become a "cultural" practice in Brazilian Medicine to persistently try to publish articles in international journals. The reason is simple: if the study is thus accepted for publication, its merit will be recognized and its citation will earn the authors, especially those in graduate school, "points" at the institutions where they work. Otherwise, the author (s) will have to settle for the undervalued publication in a national journal.</p>
      <p>This "culture", unfortunately, is fostered in our universities and educational and research institutions by their own coordinators, teachers and advisers of undergraduate and graduate students; they are the first to boast that their students publish in "international" journals and therefore, they, the teachers, would be more credentialed than their peers who publish in the national journals.</p>
      <p>Incidentally, it is worth remembering that the design of the Qualis database has been undergoing a reorganization process, following changes in the evaluation process of post-graduation, which has resulted in controversies in different areas.</p>
      <p>On this issue, Rocha-e-Silva<sup>1</sup>, in an open letter to the president of Capes, emphasized an article published in the newspaper <italic>O Estado de S&#227;o Paulo</italic>, showing that the Brazilian scientific journals are at risk of extinction. We agree with Rocha-e-Silva, that, even though we are still at a disadvantage when compared to Americans and Europeans, our science grows every day in quantity and quality<sup>1</sup>.</p>
      <p>A similar situation occurs regarding citations: in an article recently published in <italic>Jornal da Ci&#234;ncia</italic><sup>2</sup>, Alves emphasized that, ideally, the bibliographic citation only demonstrates that the author does not ignore certain work. The mere citation of a study never reveals whether it is well or badly designed; but with the advent of the citation system, any citation now counts as a positive point.</p>
      <p>However, the authors are more respected if they are cited in journals with the greatest impact - naturally, the ones published in a foreign language - which are worth more points than the citations in journals with lower impact - the Brazilian ones; to be cited or not has become an act of political power<sup>2</sup>. And the political power fails to realize that to look down on the national journal is to despise the institution to which it and oneself belongs.</p>
      <p>The contemporary world has changed: not to publish in Brazilian journals because "nobody reads it, does not have access to it"<sup>1</sup> no longer applies. There is a tendency toward the electronic publication of scientific articles, which facilitates the Brazilian publication in English, which is the international language of science. The negative effect of the comparison of two curricula by the distribution in Brazilian and international journals needs to be revised. One reason is that high-quality work in Brazilian journals have electronic versions in English (Journal of the Brazilian Medical Association) or even in English and Spanish (Brazilian Archives of Cardiology).</p>
      <p>Is this not the same type of communication? Or what counts is the historical credibility of the journal? If so, it is imperative to break this concept, through an intramural effort to potentiate the synergy between scientific excellence, editorial quality and globalized content.</p>
      <p>In this respect, a promising step is the current understanding that Brazilian journals indexed in international databases (Medline, Scopus, Web of Science, Latindex), i.e., that meet pre-qualifying requirements and are exposed preferably in English, be classified similarly to the others, from other countries. Why not admit the global dissemination of studies carried out in the country as an incentive for Brazilian researchers to consider the journals of our country as the first choice for publication?<sup>3</sup></p>
      <p>From 2008 on, the Scientific Documentation Service of Instituto do Cora&#231;&#227;o - InCor-HCFMUSP - began to adopt the new index; in the 2009-2010 period, 681 studies were published, 69 (10.1%) in national databases, and 612 (89.9%) in international databases, of which 40.5% (248/612) were published in Brazilian journals and 59.5% (364/612) in international journals<sup>4</sup>.</p>
      <p>Urgent conceptual changes are necessary in the academic environment and the current "cultural" practice should be permanently banned. The change in attitude must come from the most experienced professionals, the teachers, as they are the ones who guide and serve as an example to their disciples, the young apprentices. The new generations should be encouraged from the beginning of their careers, to aim at high-quality scientific production and publish it in national journals; they also must get used to citing Brazilian authors, eliminating the belief that "foreign" studies alone have merit. Thus, Brazil will also be recognized as a world reference in teaching and research; if we insist on undervaluing Brazilian scientific journals, we are working toward self-extinction.</p>
      <p>Better research design, appropriate treatment of the results, communicative writing, efficient Brazilian editorial filters: let us aim at this nationalistic mission.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
