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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Atualiza&#231;&#227;o Cl&#237;nica</subject>
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        <article-title>Avan&#231;os no suporte circulat&#243;rio mec&#226;nico no tratamento da insufici&#234;ncia card&#237;aca</article-title>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal de Minas Gerais</institution>
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        <institution content-type="orgdiv1">Miller School of Medicine </institution>
        <institution content-type="orgdiv2">Jackson Memorial Hospital</institution>
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        <year>2012</year>
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      <volume>98</volume>
      <issue>2</issue>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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        <day>27</day>
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  <body>
    <p>
      <bold>ATUALIZA&#199;&#195;O CL&#205;NICA</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Avan&#231;os no suporte circulat&#243;rio mec&#226;nico no tratamento da insufici&#234;ncia card&#237;aca</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Claudio Leo Gelape<sup>I</sup>; Si M. Pham<sup>II</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Universidade Federal de Minas Gerais - Hospital das Clinicas, Belo Horizonte, MG, Brasil </p>
    <p><sup>II</sup>University of Miami (Miller School of Medicine) - Jackson Memorial Hospital, Miami, USA</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Insufici&#234;ncia card&#237;aca/mortalidade, suporte vital card&#237;aco avan&#231;ado/tend&#234;ncias, insufici&#234;ncia card&#237;aca/terapia, cora&#231;&#227;o auxiliar.</p>
    <p>A Insufici&#234;ncia Card&#237;aca (IC) &#233; uma doen&#231;a cr&#244;nica e debilitante. Nos Estados Unidos, 250-500 mil pacientes se encontram em fase terminal de IC refrat&#225;ria ao tratamento cl&#237;nico. O progn&#243;stico desses pacientes &#233; ruim, com m&#233;dia de sobrevida de 3 a 4 meses e de 6% em um ano para aqueles doentes inotr&#243;pico-dependentes. Por causa da alta mortalidade observada na presen&#231;a de IC, o uso de suporte circulat&#243;rio mec&#226;nico &#233;, em muitos casos, a &#250;nica chance de sobrevida enquanto se espera por um doador. Nos &#250;ltimos anos, o implante dos Dispositivos de Assist&#234;ncia Ventricular (DAV) como Terapia Definitiva (TD) surgiu como terapia promissora em substitui&#231;&#227;o ao transplante card&#237;aco. H&#225; um hiato entre a demanda de pacientes para TD e o real n&#250;mero de procedimentos realizados, o que reflete o desconhecimento em rela&#231;&#227;o &#224; nova tecnologia, bem como a relut&#226;ncia em referir os pacientes mais precocemente. Trabalhos revelaram superior sobrevida entre os DAV e o tratamento cl&#237;nico, e significativa melhora na qualidade de vida dos pacientes mantidos com DAV. A sobrevida em um ano de 75% com DAV de fluxo cont&#237;nuo proporcionou uma marca a ser atingida pela terapia de assist&#234;ncia ventricular. No Brasil, a falta de suporte financeiro pelas ag&#234;ncias de sa&#250;de ainda n&#227;o permitiu o acesso dos pacientes ao uso de suporte mec&#226;nico card&#237;aco no tratamento da IC. </p>
    <p>A Insufici&#234;ncia Card&#237;aca (IC) &#233; uma doen&#231;a epid&#234;mica. Estima-se que 5,7 milh&#245;es de pessoas t&#234;m IC nos Estados Unidos, e 300 mil mortes/ano ocorrem por alguma complica&#231;&#227;o da doen&#231;a. A IC afeta 1 em cada 100 adultos acima de 65 anos e &#233; respons&#225;vel por 1,1 milh&#227;o de hospitaliza&#231;&#245;es nos Estados Unidos, levando a gastos na ordem de 37,2 bilh&#245;es de d&#243;lares anualmente<sup>1,2</sup>. Apesar de todo o tratamento dispon&#237;vel, o progn&#243;stico da IC se mant&#233;m sombrio<sup>3-5</sup>. A mortalidade em 1 e 5 anos com a terap&#234;utica cl&#237;nica &#233; de 30% e 60%, respectivamente<sup>6</sup>. O n&#250;mero de pacientes refrat&#225;rios a essa terapia varia de 0,5% a 5%, com relatos de aumento significativo desses n&#250;meros nos &#250;ltimos anos<sup>7</sup>. Al&#233;m disso, a mortalidade na primeira interna&#231;&#227;o pode chegar a 33%<sup>8</sup>. Frequentes re-hospitaliza&#231;&#245;es (20% dos pacientes retornam ao hospital em 1 m&#234;s e 50% em 6 meses) contribuem para a queda na qualidade de vida<sup>8,9</sup>.</p>
    <p>Agentes orais (inibidores da enzima conversora de angiotensina, bloqueadores dos receptores de agiotensina, inibidores da aldosterona e betabloqueadores) s&#227;o o pilar do tratamento cl&#237;nico da IC cr&#244;nica; por&#233;m, relata-se melhora de apenas 3% a 9% na sobrevida<sup>4</sup>. A capacidade funcional experimentada pelos doentes com o tratamento medicamentoso &#233; muito baixa. Agentes venosos como dobutamina e milrinona, frequentemente utilizados para estabiliza&#231;&#227;o hemodin&#226;mica, aumentam a mortalidade em 50% em 6 meses, e 80% em 1 ano<sup>5,10</sup>. Esse cen&#225;rio sugere claramente que a terapia cl&#237;nica &#233; sub&#243;tima e que o bloqueio farmacol&#243;gico neuro-hormonal parece n&#227;o ser seguro e eficaz<sup>11</sup>. </p>
    <p>O Suporte Circulat&#243;rio Mec&#226;nico (SCM) de curta dura&#231;&#227;o pode ser utilizado na IC aguda especialmente no infarto agudo do mioc&#225;rdio e no choque cardiog&#234;nico<sup>12</sup>. No tratamento da IC cr&#244;nica considera-se que a &#250;nica terapia definitiva &#233; o tx card&#237;aco (TX) que pode oferecer capacidade funcional, qualidade de vida e melhor expectativa de sobrevida em longo prazo<sup>13</sup>. Entretanto, ante o descompasso entre potenciais candidatos e doa&#231;&#245;es, o TX &#233; uma op&#231;&#227;o muitas vezes inadequada. Nesse contexto, o SCM com os Dispositivos de Assist&#234;ncia Ventricular (DAV) tornou-se op&#231;&#227;o atrativa. Esses dispositivos oferecem assist&#234;ncia ao cora&#231;&#227;o doente, que &#233; geralmente mantido para servir ou como bomba de suporte ou como conduto para encher o dispositivo<sup>14</sup>. Os DAV podem agir como terapia de ponte para futuro transplante (PT), ponte para uma poss&#237;vel recupera&#231;&#227;o do cora&#231;&#227;o ou como Terapia Definitiva (TD). </p>
    <p>O progresso tecnol&#243;gico contribuiu para o desenvolvimento de bombas de fluxo sangu&#237;neo puls&#225;til e cont&#237;nuo<sup>15</sup>. O implante precoce dos dispositivos e a diminui&#231;&#227;o da taxa de complica&#231;&#245;es melhoraram a sobrevida ap&#243;s a utiliza&#231;&#227;o dos DAV, que pode se aproximar &#224; do TX em alguns relatos<sup>16</sup>. Por esse motivo, atualmente os DAV s&#227;o considerados op&#231;&#227;o segura quando empregados em pacientes classe funcional III e IV da NYHA<sup>17</sup>. Entretanto, a utiliza&#231;&#227;o mais frequente dos DAV tem sido limitada pelo tamanho dos dispositivos e por diversos eventos adversos a eles relacionados, como infec&#231;&#227;o, sangramento, emboliza&#231;&#227;o e problemas mec&#226;nicos. </p>
    <p>
      <bold>Avan&#231;os dos DAV</bold>
    </p>
    <p>Em 1963, DeBakey implantou o primeiro DAV em um paciente no p&#243;s-operat&#243;rio de troca valvar a&#243;rtica<sup>18</sup>. Desde 1964, o National Heart, Lung, and Blood Institute (NHBLI) patrocina o desenvolvimento de dispositivos para suporte circulat&#243;rio de curto e longo prazos, incluindo o cora&#231;&#227;o artificial total<sup>19</sup>. Desde ent&#227;o, os DAV t&#234;m sido utilizados nos Estados Unidos para diferentes propostas terap&#234;uticas. O HeartMate XVE (Thoratec, Pleasanton, CA) foi aprovado como PT em 1994<sup>20</sup> ap&#243;s avalia&#231;&#227;o cl&#237;nica multic&#234;ntrica, quando se demonstraram 65% de sobrevida com DAV como PT <italic>vs</italic>. 50% com o tratamento cl&#237;nico<sup>21</sup>.</p>
    <p>O estudo REMATCH (Randomized Evaluation of Mechanical Assistance in Treatment of Chronic Heart Failure) avaliou o benef&#237;cio do DAV como TD em pacientes n&#227;o candidatos a TX<sup>4</sup>. De 1998 a 2001, de 129 pacientes randomizados, 68 receberam DAV puls&#225;til e 61 foram mantidos em tratamento cl&#237;nico. Houve redu&#231;&#227;o na mortalidade em 48% dos pacientes que receberam o dispositivo. A sobrevida em um ano foi de 52% para o grupo DAV <italic>vs.</italic> 25% do grupo cl&#237;nico, e em dois anos 23% para o grupo DAV <italic>vs.</italic> 8% do grupo cl&#237;nico, p = 0,009. A diferen&#231;a de sobrevida (408 dias grupo DAV e 150 grupo cl&#237;nico) marcou a aprova&#231;&#227;o pelo FDA desse dispositivo como TD<sup>22</sup>. De 1.000 pacientes com IC, podem-se prevenir 270 mortes/ano, enquanto com o tratamento cl&#237;nico previnem-se apenas 70<sup>23,24</sup>. O estudo INTRePID (Investigation of Nontransplant-Eligible Patients Who Are Inotrope Dependent) trabalho randomizado prospectivo de 2000 a 2003 comparou a sobrevida de 55 pacientes com IC em uso de inotr&#243;picos com os pacientes implantados com DAV (NOVACOR) puls&#225;til como TD. Pacientes com DAV apresentaram melhor sobrevida em seis meses (46%<italic> vs</italic>. 22%, p = 0,03) e em um ano (27% <italic>vs.</italic> 11%, p = 0,02)<sup>10</sup>. Esses resultados se somaram aos do estudo REMATCH demonstrando o benef&#237;cio dos DAV como TD em pacientes com IC classe funcional avan&#231;ada. Os autores conclu&#237;ram que n&#227;o seria &#233;tico uma randomiza&#231;&#227;o entre DAV e terap&#234;utica cl&#237;nica com inotr&#243;picos, j&#225; que o benef&#237;cio com os dispositivos era evidente. Stevenson e cols. analisaram 91 pacientes do REMATCH em uso de inotr&#243;picos e demonstraram que o benef&#237;cio dos DAV era realmente significativo. Esses autores relataram 60% de sobrevida do grupo DAV <italic>vs.</italic> 39% do grupo clinico em seis meses, e 49% do grupo DAV <italic>vs. </italic>24% do grupo cl&#237;nico em um ano, p = 0,0014<sup>25</sup>. </p>
    <p>A primeira gera&#231;&#227;o de DAV foi desenvolvida com fluxo puls&#225;til atrav&#233;s de propuls&#227;o pneum&#225;tica. Essas m&#225;quinas apresentavam como inconveniente o barulho que produziam, o desconforto local devido ao seu grande tamanho e a problemas mec&#226;nicos frequentes<sup>16</sup>. A segunda gera&#231;&#227;o foram os DAV de fluxo cont&#237;nuo que impulsionam o sangue atrav&#233;s de um pequeno <italic>impeller</italic> (sistema de alta rota&#231;&#227;o) que oferece um fluxo de 8 a 10 L/min<sup>26</sup>. Com esse desenho as m&#225;quinas n&#227;o requerem v&#225;lvulas, por isso s&#227;o mais leves e menores e, al&#233;m disso, silenciosas<sup>27</sup>. Os dispositivos de terceira gera&#231;&#227;o utilizam um sistema de levita&#231;&#227;o magn&#233;tica em que o <italic>impeller</italic> n&#227;o tem contato mec&#226;nico para se mover. Teoricamente, esse sistema poder&#225; ser mais duradouro com menor efeito mec&#226;nico sobre os componentes sangu&#237;neos<sup>18</sup>. Fisiologicamente, ap&#243;s o implante do DAV h&#225; diminui&#231;&#227;o das press&#245;es de enchimento, aumento do d&#233;bito card&#237;aco e aumento da perfus&#227;o perif&#233;rica. Consequentemente, observa-se melhora da fun&#231;&#227;o do ventr&#237;culo direito e renal<sup>28</sup>. </p>
    <p>H&#225; v&#225;rios dispositivos dispon&#237;veis. Os mais utilizados s&#227;o DeBakey VAD (MicroMed, Houston, TX), HeartMate II (Thoratec, Pleasanton, CA), DuraHeart (Terumo, Ann Arbor, MI), Incor (Berlin Heart) e o HeartWare (HeartWare, Framingham, MA). Mais de 4.000 dispositivos da primeira gera&#231;&#227;o das bombas puls&#225;teis foram implantados<sup>29</sup>. A miniaturiza&#231;&#227;o dos sistemas propiciou o implante intraperic&#225;rdico e a assist&#234;ncia biventricular<sup>30</sup>. </p>
    <p>Em 2007, Miller e cols.<sup>31</sup> realizaram um estudo observacional das bombas centr&#237;fugas utilizadas como PT. Cento e trinta e tr&#234;s pacientes em 26 centros americanos participaram do estudo entre 2005 e 2006. Todos os pacientes estavam em uso de inotr&#243;picos no momento do implante dos DAV e 41% dos pacientes utilizavam bal&#227;o intra-a&#243;rtico. Os pacientes foram seguidos at&#233; o TX, recupera&#231;&#227;o ou sobrevida at&#233; tr&#234;s meses, que foi de 75%. Os resultados demonstraram seguran&#231;a das bombas centr&#237;fugas e menor taxa de infec&#231;&#227;o comparada a relatos publicados com as bombas puls&#225;teis. Posteriormente, segue-se o trabalho de Pagani e cols. em 2009<sup>32</sup> com 281 pacientes com DAV mantidos at&#233; 18 meses. A sobrevida foi de 72%. &#211;bitos ocorreram nos primeiros tr&#234;s meses do implante por acidente vascular cerebral, infec&#231;&#227;o e insufici&#234;ncia de m&#250;ltiplos &#243;rg&#227;os. </p>
    <p>Com um estudo conduzido em 38 centros americanos, Slaughter e cols.<sup>17</sup>, em 2009, compararam os DAV puls&#225;teis e cont&#237;nuos como TD. Os dispositivos utilizados foram HeartMate XVE (puls&#225;til) e o HeartMate II (cont&#237;nuo). Cento e trinta e quatro pacientes receberam DAV cont&#237;nuo e 59, o puls&#225;til. A sobrevida em um e dois anos para o grupo cont&#237;nuo foi de 68% e 58%, respectivamente; enquanto para o grupo puls&#225;til foi de 55% e 24%, p = 0,008<sup>17</sup>. Com o uso de DAV cont&#237;nuo houve uma redu&#231;&#227;o das re-hospitaliza&#231;&#245;es na ordem de 38%. Os autores conclu&#237;ram que com os DAV cont&#237;nuos houve melhora da sobrevida e qualidade de vida em rela&#231;&#227;o aos dispositivos puls&#225;teis que apresentaram maior &#237;ndice de infec&#231;&#227;o e fal&#234;ncia mec&#226;nica. </p>
    <p>Resultados de estudos ap&#243;s a aprova&#231;&#227;o do DAV pelo FDA demonstram cont&#237;nuo aumento da sobrevida e menores taxas de complica&#231;&#245;es. A sobrevida em um ano melhorou expressivamente de 68%<sup>31</sup> atingindo patamares de 85% nos &#250;ltimos relatos<sup>33</sup>. Ganho de experi&#234;ncia com o manejo cl&#237;nico e cir&#250;rgico, sele&#231;&#227;o apropriada dos pacientes e cont&#237;nuo treinamento da equipe t&#233;cnica envolvida com o cuidado pr&#233; e p&#243;s-operat&#243;rio contribu&#237;ram para a melhoria dos resultados<sup>34,35</sup>. </p>
    <p>Com o objetivo de organizar os dados gerados pelas institui&#231;&#245;es americanas que implantam os DAV criou-se, desde 2006, o INTERMACS, base de dados patrocinada pelo NHLBI<sup>36</sup>. Dados gerados pelo INTERMACS proporcionaram melhoramentos t&#233;cnicos e padroniza&#231;&#227;o do manejo cl&#237;nico e cir&#250;rgico<sup>16</sup>. A coleta de dados ocorre de forma prospectiva e obrigat&#243;ria, o que permite an&#225;lise detalhada de eventos relacionados, confiabilidade dos dispositivos aprovados pelo FDA, morbidade e mortalidade dos pacientes. O objetivo do registro &#233; investiga&#231;&#227;o, facilita&#231;&#227;o e melhoria da utiliza&#231;&#227;o dos DAV como SCM no longo prazo em pacientes com IC avan&#231;ada<sup>37</sup>. Com o mesmo objetivo a Europa criou o EUROMAC (European registry for patients in mechanical circulatory support) e passou a tabular seus dados que devem ser futuramente publicados. Em rela&#231;&#227;o ao primeiro registro INTERMACS havia 89 hospitais cadastrados at&#233; dezembro de 2007, com 511 pacientes incluidos<sup>37</sup>. Quarenta e quatro por cento dos pacientes estavam em choque cardiog&#234;nico no momento do implante do DAV puls&#225;til, &#250;nico aprovado pelo FDA naquele momento. A sobrevida em um ano foi de 67%. No segundo registro INTERMACS havia mais de mil pacientes operados<sup>34</sup>. Esse relato demonstra a mudan&#231;a do implante do DAV puls&#225;til para os de fluxo cont&#237;nuo (52% dos casos)<sup>34</sup> aprovado em 2008 como PT. Observaram-se tamb&#233;m indica&#231;&#245;es de implante dos dispositivos mais precoces. Entre 2006 e 2009, 1.420 pacientes de 88 institui&#231;&#245;es estavam cadastrados. A sobrevida em um ano foi 74% e em dois anos, 55%. O terceiro registro foi publicado em 2011 e mostra 2.868 pacientes com DAV, originados de 79 institui&#231;&#245;es. Nos primeiros seis meses de 2010, 98% dos DAV utilizados eram de fluxo cont&#237;nuo com preponder&#226;ncia do suporte isolado do VE. A sobrevida em um e dois anos foi de 79% e 66%, respectivamente<sup>36</sup>. Uma mudan&#231;a na estrat&#233;gia dos implantes &#233; evidente nos &#250;ltimos cinco anos, favorecendo o implante de DAV como TD<sup>36</sup>. Em 2010, Lahpor e cols.<sup>38</sup> demonstraram os resultados com o implante de DAV Heartmate II na Europa. Sessenta e quatro centros participaram da pesquisa que demonstrou resultado semelhante aos centros americanos (sobrevida de 69% at&#233; o TX, recupera&#231;&#227;o ou suporte em seis meses). </p>
    <p>Com os relatos de melhoria da sobrevida com os DAV cont&#237;nuos a comunidade m&#233;dica parece estar se movendo na expans&#227;o das indica&#231;&#245;es dos SCM em pacientes com IC grave. &#201; fundamental a integra&#231;&#227;o desses resultados na pr&#225;tica di&#225;ria. Os pacientes e m&#233;dicos precisam saber que essa tecnologia est&#225; dispon&#237;vel, &#233; eficaz e segura<sup>14</sup> al&#233;m de proporcionar boa capacidade funcional e recupera&#231;&#227;o hemodin&#226;mica<sup>39</sup>. </p>
    <p>
      <bold>Intera&#231;&#227;o dos DAV emlongo prazo</bold>
    </p>
    <p>Ap&#243;s o implante dos DAV intracorp&#243;reos os pacientes experimentam a maior parte do seu futuro tratamento em regime ambulatorial, frequentemente retornando ao trabalho e conv&#237;vio familiar<sup>16,40</sup>. Esses dados s&#227;o relevantes, j&#225; que h&#225; no Brasil e no mundo pequeno n&#250;mero de &#243;rg&#227;os dispon&#237;veis para o TX. Al&#233;m disso, a taxa de aproveitamento de &#243;rg&#227;os doados &#233; pequena (20% no Brasil <italic>vs</italic>. 50% nos Estados Unidos)<sup>41</sup> o que pode favorecer o aumento do implante dos DAV. </p>
    <p>Os crit&#233;rios para indica&#231;&#245;es do DAV foram baseados nos dados gerados pelo INTERMACS<sup>7</sup>. Indica-se o DAV como TD se o paciente apresenta CF IV da NYHA por pelo menos 90 dias e uma expectativa de vida menor que dois anos, n&#227;o &#233; candidato a TX, tem tratamento cl&#237;nico otimizado, apresenta fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o menor que 25% e quadro clinico com limitada capacidade funcional<sup>35</sup>. Sendo assim, recomenda-se que, na depend&#234;ncia de inotr&#243;picos venosos - que se associa a alta mortalidade em curto prazo -, terapias como o DAV e o TX devem ser consideradas. </p>
    <p>DAV recebe indica&#231;&#227;o classe IIa n&#237;vel C para PT e classe IIb, n&#237;vel C para TD da ESC (European Society of Cardiology)<sup>42</sup> e classe IIa n&#237;vel B para TD da ACC/AHA (American College of Cardiology/American Heart Association)<sup>43</sup>. A II Diretriz Brasileira de IC Cr&#244;nica indica o DAV no tratamento da IC est&#225;gio D em casos selecionados<sup>44</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Complica&#231;&#245;es</bold>
    </p>
    <p>Muitas complica&#231;&#245;es v&#234;m sendo relatadas ap&#243;s a cirurgia para implante de DAV. As mais frequentes s&#227;o insufici&#234;ncia de m&#250;ltiplos &#243;rg&#227;os, eventos neurol&#243;gicos, sangramento, sepses e insufici&#234;ncia do Ventr&#237;culo Direito (VD). No longo prazo, eventos neurol&#243;gicos emb&#243;licos ou hemorr&#225;gicos, sensibiliza&#231;&#227;o HLA, insufici&#234;ncia renal, infec&#231;&#245;es, disfun&#231;&#227;o mec&#226;nica, sangramento gastrointestinal e altera&#231;&#245;es psicol&#243;gicas podem dominar o cen&#225;rio do cuidado cl&#237;nico<sup>45</sup>. </p>
    <p>O sangramento &#233; uma das complica&#231;&#245;es mais frequentes e limitadoras. No estudo conduzido por Miller e cols.<sup>31</sup>, o sangramento foi o evento adverso mais comum. 53% dos pacientes requereram pelo menos duas unidades de hemotransfus&#227;o<sup>31</sup>. H&#225; um somat&#243;rio de fatores que contribuem para esse fato, como desordens da coagula&#231;&#227;o, disfun&#231;&#227;o hep&#225;tica e o pr&#243;prio vulto cir&#250;rgico<sup>6</sup>. No segundo relato do INTERMACS essa complica&#231;&#227;o foi o segundo evento adverso mais frequente ap&#243;s infec&#231;&#227;o. A despeito disso, o sangramento foi causa prim&#225;ria de apenas 6,7% dos &#243;bitos<sup>34</sup> o que traduz o bom controle cl&#237;nico dos pacientes no p&#243;s-operat&#243;rio. </p>
    <p>Durante o SCM, a valva a&#243;rtica pode se abrir e fechar menos frequentemente ou pode se manter fechada. Durante o suporte circulat&#243;rio ocorre uma condi&#231;&#227;o subfisiol&#243;gica dentro da cavidade do VE com poss&#237;vel desenvolvimento de insufici&#234;ncia a&#243;rtica significativa nos anos subsequentes. O fluxo regurgitante produz um ciclo vicioso, que leva, como consequ&#234;ncia, a um aumento do volume ejetado para a aorta pelo DAV e dilata&#231;&#227;o progressiva do VE, o que favorece o desenvolvimento de insufici&#234;ncia mitral. Por esse motivo, algumas institui&#231;&#245;es recomendam a substitui&#231;&#227;o valvar a&#243;rtica ou o fechamento valvar no momento do implante para evitar futuras complica&#231;&#245;es<sup>26,46</sup>. </p>
    <p>Recomenda-se o uso profil&#225;tico com anticoagulantes e terapia antiagregante plaquet&#225;ria no seguimento dos pacientes com DAV com o objetivo de evitar os eventos tromboemb&#243;licos que ocorrem entre 30% e 50% no p&#243;s-operat&#243;rio. Esses eventos associam-se a graves sequelas e podem limitar o sucesso em longo prazo do DAV. Relata-se alta hiporresponsividade &#224; aspirina comumente observada nesse grupo de pacientes, o que explica parcialmente a frequ&#234;ncia dessas complica&#231;&#245;es<sup>47</sup>. </p>
    <p>O uso do DAV pode associar-se tamb&#233;m a complica&#231;&#245;es neurol&#243;gicas (acidente vascular cerebral, ataque isqu&#234;mico transit&#243;rio, disfun&#231;&#245;es cognitivas), que s&#227;o respons&#225;veis por 34% de todos os &#243;bitos em pacientes p&#243;s-DAV<sup>48</sup>. Tempo de suporte, tipo de dispositivo, presen&#231;a de infec&#231;&#227;o e idade s&#227;o fatores de risco relacionados com complica&#231;&#245;es neurol&#243;gicas. A aquisi&#231;&#227;o de defici&#234;ncia do fator de Won Willebrand ocorre n&#227;o raramente em pacientes com Heartmate II e parece contribuir para epis&#243;dios de sangramento espont&#226;neo no p&#243;s-operat&#243;rio<sup>49</sup>. O SCM com fluxo cont&#237;nuo aumenta a press&#227;o diast&#243;lica no capilar e na arter&#237;ola dos &#243;rg&#227;os terminais principalmente c&#233;rebro, rins e trato gastrointestinal. Esse fato pode explicar o aparecimento de mal forma&#231;&#245;es arteriovenosas causadoras de sangramentos no tubo digestivo<sup>22,48</sup>. </p>
    <p>Infec&#231;&#245;es graves e sepses est&#227;o entre as complica&#231;&#245;es mais comuns ap&#243;s implante de DAV com incid&#234;ncia de 18% a 59%<sup>50,51</sup>. No estudo REMATCH<sup>4</sup>, a infec&#231;&#227;o foi causa de &#243;bito em 16,2% dos pacientes. H&#225; aumento dos custos hospitalares, maior morbidade e mortalidade<sup>52</sup> embora relatos recentes n&#227;o demonstrem essa associa&#231;&#227;o<sup>53,54</sup>. Apesar de haver falta de uniformidade nas defini&#231;&#245;es de infec&#231;&#227;o nos pacientes com DAV, o consenso atual &#233; de que essa complica&#231;&#227;o &#233; um processo comum no cen&#225;rio do tratamento com DAV e que Staphylococcus e Pseudomonas, Enterococcus e Candida s&#227;o os agentes mais usuais<sup>55</sup>. A <xref ref-type="table" rid="a18tab01m">tabela 1</xref> demonstra a incid&#234;ncia de infec&#231;&#227;o e hemorragia ap&#243;s implante de DAV observada nos principais trabalhos. </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a18tab01m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-02-0e36-00018-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Uma das infec&#231;&#245;es mais comuns relaciona-se com o cabo de transfer&#234;ncia de energia para o funcionamento dos DAV. Esses cabos s&#227;o trazidos ao exterior por via subcut&#226;nea e s&#227;o fixados &#224; pele. Habitualmente os processos infecciosos se estabelecem no p&#243;s-operat&#243;rio imediato ou mediato e exigem tratamento agressivo e r&#225;pido<sup>56</sup>. Procedimentos como uso de meticulosa t&#233;cnica cir&#250;rgica, desenho de pr&#243;teses menores e com linhas de transmiss&#227;o mais finas, o uso de DAV de fluxo cont&#237;nuo e dispositivos totalmente implant&#225;veis podem diminuir a incid&#234;ncia de infec&#231;&#245;es<sup>57,58</sup>. Entretanto, a despeito desses cuidados, n&#227;o raramente a infec&#231;&#227;o pode estender-se para a regi&#227;o onde o dispositivo est&#225; implantado (bolsa), sendo necess&#225;rio o explante da pr&#243;tese. Confi&#225;vel transfer&#234;ncia de energia transcut&#226;nea est&#225; em desenvolvimento, o que poder&#225; diminuir significativamente a incid&#234;ncia de infec&#231;&#245;es<sup>59</sup>. </p>
    <p>A fal&#234;ncia do VD n&#227;o &#233; infrequente ap&#243;s o implante de DAV. Estima-se que 20% a 35% dos pacientes candidatos a DAV esquerda apresentem fal&#234;ncia tamb&#233;m do VD no p&#243;s-operat&#243;rio imediato. Com a fal&#234;ncia do VD pode haver disfun&#231;&#227;o renal e hep&#225;tica no p&#243;s-operat&#243;rio, que se associa a alta mortalidade. No registro INTERMACS, entre os pacientes implantados para TD que requereram suporte tamb&#233;m do VD, houve mortalidade de 50% em tr&#234;s meses. A avalia&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o do VD previamente ao implante de DAV &#233; fundamental e pode evitar s&#233;rias complica&#231;&#245;es no p&#243;s-operat&#243;rio. </p>
    <p>A incapacidade do dispositivo em manter o SCM &#233; definida como malfuncionamento. Muitas dessas complica&#231;&#245;es ou falhas podem ser amea&#231;adoras &#224; vida. A substitui&#231;&#227;o do dispositivo pode ser necess&#225;ria em muitos casos. No estudo REMATCH, 11 (16%) dos 68 pacientes que receberam o DAV morreram por causa de falha no dispositivo<sup>60</sup>. </p>
    <p>A mortalidade cir&#250;rgica continua sendo a maior preocupa&#231;&#227;o da TD. O risco de &#243;bito para TD &#233; maior do que para PT nos diferentes trabalhos<sup>61</sup>. As principais causas de &#243;bitos foram infec&#231;&#227;o com sepses, fal&#234;ncia do VD e insufici&#234;ncia de m&#250;ltiplos &#243;rg&#227;os<sup>48</sup>. An&#225;lises do estudo p&#243;s-REMATCH revelaram que 75% dos &#243;bitos durante o primeiro ano de SCM ocorreram antes da alta hospitalar<sup>62</sup>. Os benef&#237;cios do suporte em longo prazo s&#227;o evidentes quando se observam 78% de sobrevida em um ano nos pacientes que receberam alta hospitalar<sup>62</sup>. </p>
    <p>
      <bold>Qualidade de vida</bold>
    </p>
    <p>O racional &#233; que a terapia com o DAV proporcione uma melhora na qualidade de vida dos pacientes com IC terminal. Qualidade de vida deve ser avaliada em diferentes aspectos, tais como f&#237;sico, psicol&#243;gico, social e bem-estar geral. Os trabalhos demonstram melhora da qualidade de vida dos pacientes que receberam os dispositivos quando comparados com os pacientes mantidos em terapia cl&#237;nica. Entretanto, os pacientes com DAV t&#234;m limita&#231;&#245;es f&#237;sicas e sociais que alteram o bem-estar geral. O potencial de complica&#231;&#245;es relacionado com os dispositivos obriga os pacientes a manterem controle m&#233;dico rigoroso, sempre pr&#243;ximos &#224;s institui&#231;&#245;es respons&#225;veis pela opera&#231;&#227;o. At&#233; o momento, os familiares ou os cuidadores de pacientes p&#243;s-DAV n&#227;o foram estudados a respeito de poss&#237;veis dist&#250;rbios psicol&#243;gicos, ansiedade ou depress&#227;o no cuidado desses pacientes<sup>48</sup>. Embora as readmiss&#245;es sejam frequentes ap&#243;s o implante dos DAV e as complica&#231;&#245;es amea&#231;adoras &#224; vida, os pacientes apresentam uma boa qualidade de vida e est&#227;o fora do ambiente hospitalar na maior parte do tempo, sem limita&#231;&#245;es do ponto de vista de sintomas da IC<sup>40</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Custos da tecnologia</bold>
    </p>
    <p>O TX &#233; o tratamento mais efetivo para IC cr&#244;nica. Seus custos s&#227;o aceit&#225;veis dado o pequeno n&#250;mero desses procedimentos que s&#227;o realizados no mundo. Entretanto, seu impacto epidemiol&#243;gico ainda &#233; limitado. Em m&#233;dia s&#227;o realizados no mundo por volta de 3 mil TX anualmente<sup>63</sup>. Os DAV t&#234;m se tornado mais populares na Europa e nos Estados Unidos, por seus bons resultados e diminui&#231;&#227;o das complica&#231;&#245;es com as m&#225;quinas de fluxo cont&#237;nuo. Entretanto, os custos dessa tecnologia ainda s&#227;o elevados. Digiorgi e cols.<sup>63</sup> demonstraram que o tempo de interna&#231;&#227;o ap&#243;s o implante do DAV (36,8 dias) &#233; maior do que os pacientes submetidos a TX (18,2 dias)<sup>63</sup>. Os custos hospitalares para o implante de DAV foram de 197.957 d&#243;lares <italic>vs</italic>. 151.646 d&#243;lares nos pacientes submetidos a TX. Os custos est&#227;o relacionados com o per&#237;odo de interna&#231;&#227;o pr&#233;vio ao implante dos DAV (21,3 dias) <italic>vs</italic>. (1,6 dias) para o TX.</p>
    <p>Quest&#245;es relacionadas a custos-benef&#237;cios quando se analisam os idosos e a TD ainda n&#227;o s&#227;o claras. Em 2003, o Medicare americano expandiu o pagamento e incluiu os DAV como TD. Hernandez e cols.<sup>64</sup> em 2008 analisaram pacientes que receberam o tratamento com DAV entre 2000 e 2006 examinando o desfecho em curto e longo prazos, incluindo &#243;bito, re-hospitaliza&#231;&#245;es e custos intra-hospitalares (335 hospitais analisados). Cinquenta e cinco v&#237;rgula seis por centodos pacientes foram readmitidos em um per&#237;odo de seis meses ap&#243;s a opera&#231;&#227;o. Em rela&#231;&#227;o ao pagamento, no primeiro ano o Medicare desembolsou, para pacientes hospitalizados, 178.714 d&#243;lares, custos semelhantes a um transplante de f&#237;gado. A utiliza&#231;&#227;o do DAV &#233; uma terapia de alto custo e espera-se alta taxa de readmiss&#227;o hospitalar principalmente nos primeiros seis meses ap&#243;s o implante. O NHLBI estabeleceu em 2004 um objetivo de 50% de sobrevida em dois anos e o m&#237;nimo tempo de interna&#231;&#227;o como pr&#233;-requisito para um aumento substancial do implante de DAV como TD<sup>65</sup>. Hernandez e cols.<sup>64</sup> observaram sobrevida de 65% em dois anos nos pacientes que receberam alta hospitalar, o que mobilizou o NHLBI a recomendar estudo randomizado para comparar DAV precoce e tratamento cl&#237;nico<sup>64</sup>. Em 2011, o estudo prospectivo e randomizado (REVIVE-IT) come&#231;a a registrar pacientes DAV em classe funcional III <italic>vs.</italic> tratamento cl&#237;nico<sup>35,66</sup>. </p>
    <p>Durante o tratamento cl&#237;nico da IC nos Estados Unidos, o Medicare paga 6.000 d&#243;lares por interna&#231;&#227;o mesmo que o paciente volte ao regime hospitalar no prazo de 30 dias, fato que ocorre em 25% dos casos<sup>67</sup>. Setenta e cinco por centodos gastos do Medicare no cuidado da IC &#233; para pacientes hospitalizados<sup>68</sup>. </p>
    <p>
      <bold>DAV no mundo</bold>
    </p>
    <p>Dos 5,3 milh&#245;es de pacientes com IC, aproximadamente 150 mils&#227;o potenciais candidatos a SCM<sup>69</sup>. Devido &#224; gravidade da condi&#231;&#227;o cl&#237;nica desses pacientes e &#224; dificuldade do seu tratamento, h&#225; na literatura uma documenta&#231;&#227;o limitada de estudos cl&#237;nicos randomizados. Talvez por isso, em 2009, menos de 3 mil pacientes se beneficiaram desse tratamento no mundo a despeito da queda dos custos e da melhoria dos resultados em curto prazo<sup>70</sup>. </p>
    <p>Sendo assim, para atingir o objetivo de tratar maior n&#250;mero de pacientes al&#233;m da melhora dos resultadosem longo prazo, deve-se expandir o acesso dos pacientes ao tratamento com o DAV. Observa-se que, a despeito do impactante resultado demonstrado pelos seguidos trabalhos j&#225; publicados, os pacientes continuam sendo referidos tardiamente ou n&#227;o s&#227;o referidos<sup>59</sup>. </p>
    <p>No continente europeu, o movimento da utiliza&#231;&#227;o do DAV tem um caminho diferente. Nota-se um aumento progressivo e r&#225;pido na utiliza&#231;&#227;o do SCM para tratamento da IC aguda e cr&#244;nica, suplantando recentemente o n&#250;mero de TX. Nos Estados Unidos h&#225; subutiliza&#231;&#227;o dos DAV; entretanto, observa-se o aumento progressivo do n&#250;mero de implantes<sup>35</sup>. Hoje, a porcentagem de pacientes que s&#227;o transplantados com DAV &#233; de 40% nacionalmente<sup>71</sup>. Segundo Miller e cols., cl&#237;nicos e cardiologistas devem ser estimulados a referir pacientes com IC em est&#225;gios menos avan&#231;ados para avalia&#231;&#227;o para DAV ou TX<sup>35</sup>. </p>
    <p>
      <bold>DAV no Brasil</bold>
    </p>
    <p>O in&#237;cio da utiliza&#231;&#227;o do SCM no Brasil ocorreu com o DAV-InCor, que teve seu desenvolvimento no come&#231;o da d&#233;cada de 1990. Esse prot&#243;tipo &#233; um dispositivo de assist&#234;ncia ventricular de acionamento pneum&#225;tico, com membrana livre, superf&#237;cie interna lisa, v&#225;lvulas de peric&#225;rdio bovino e de instala&#231;&#227;o paracorp&#243;rea. A sua primeira aplica&#231;&#227;o cl&#237;nica ocorreu em 1993, em um paciente que apresentou choque cardiog&#234;nico refrat&#225;rio a terapia medicamentosa<sup>72</sup>. Ap&#243;s quatro dias de assist&#234;ncia mec&#226;nica, o paciente foi submetido a TX e recebeu alta hospitalar em boas condi&#231;&#245;es<sup>73</sup>. Esse foi um marco pioneiro no Brasil e na Am&#233;rica Latina. Ap&#243;s o sucesso desse primeiro implante os autores conclu&#237;ram que se abria o caminho para uso mais frequente dessa tecnologia, oferecendo uma nova oportunidade para pacientes em espera de TX, quando a ponte farmacol&#243;gica n&#227;o &#233; mais efetiva.</p>
    <p>Em 2007, Moreira e cols. implantaram DAV paracorp&#243;reo em seis pacientes chag&#225;sicos e demonstraram pela primeira vez que essa tecnologia poderia ser utilizada com seguran&#231;a nesses pacientes, a despeito da disfun&#231;&#227;o do ventr&#237;culo direito e das arritmias que apresentavam<sup>74</sup>. </p>
    <p>O primeiro dispositivo intracorp&#243;reo (Heartmate XVE) foi implantado no Brasil em 1999 na cidade de Porto Alegre. Recentemente observa-se por v&#225;rias publica&#231;&#245;es que os dispositivos intracorp&#243;reos nacionais est&#227;o sendo pesquisados em projetos que envolvem a cria&#231;&#227;o de circuito suspenso em campo magn&#233;tico produzindo uma bomba eficaz e com baixa possibilidade de falha mec&#226;nica<sup>75</sup>.</p>
    <p>O n&#250;mero de implantes de dispositivos no Brasil tem ocorrido de forma espor&#225;dica e pontual. Os programas de desenvolvimento de prot&#243;tipos n&#227;o se traduziram at&#233; o momento em implantes cl&#237;nicos rotineiros. A despeito do n&#250;mero de pesquisas realizadas em institui&#231;&#245;es nacionais, nenhum DAV brasileiro &#233; oferecido aos pacientes em fase avan&#231;ada de IC<sup>76</sup>. O manejo de pacientes com IC cr&#244;nica e irrevers&#237;vel continua sendo feito na grande maioria das vezes apenas com o aux&#237;lio de agentes venosos e como &#250;ltima op&#231;&#227;o o TX<sup>22</sup>. Ainda n&#227;o h&#225; no Brasil disponibilidade de DAV cont&#237;nuos intracorp&#243;reos. A experi&#234;ncia brasileira com o SCM para uso cl&#237;nico ainda se limita a poucos casos publicados<sup>77,78</sup>. Os motivos para esse fato s&#227;o diversos, mas certamente a explica&#231;&#227;o apoia-se no elevado custo da tecnologia e na falta de financiamento pelo sistema p&#250;blico de sa&#250;de brasileiro, que n&#227;o oferece o tratamento para a popula&#231;&#227;o. Deve-se destacar que v&#225;rios pesquisadores brasileiros v&#234;m trabalhando no desenvolvimento de dispositivos nacionais h&#225; v&#225;rios anos<sup>79</sup> com o objetivo de oferecer &#224; popula&#231;&#227;o um ventr&#237;culo artificial com menor custo proporcionando maior acesso da popula&#231;&#227;o a essa modalidade terap&#234;utica. Como consequ&#234;ncia desse trabalho, novos materiais e novas formas de propens&#227;o sangu&#237;nea foram desenvolvidas e est&#227;o em franco aperfei&#231;oamento<sup>75,80</sup>. </p>
    <p>A despeito da clara vantagem na qualidade de vida e do prolongamento da sobrevida de pacientes com IC cr&#244;nica, discuss&#245;es a respeito do impacto econ&#244;mico que a utiliza&#231;&#227;o dos DAV geraria no sistema de sa&#250;de brasileiro dever&#227;o ser feitas o mais brevemente poss&#237;vel. Faltam dados na literatura que possam definir precisamente custo-efetividade do tratamento dos pacientes com IC utilizando DAV como PT ou como TD<sup>70</sup>. Muitos pacientes com quadros graves de IC ainda n&#227;o s&#227;o referidos pelos cl&#237;nicos ou cardiologistas para esse tratamento ou por falta de informa&#231;&#227;o ou por hesita&#231;&#227;o relacionada &#224; efic&#225;cia dos DAV. Com boa sele&#231;&#227;o dos pacientes e aumento da experi&#234;ncia no manejo dos implantes dos dispositivos, os custos do cuidado dos pacientes diminuir&#227;o e permitir&#227;o que os m&#233;dicos brasileiros possam oferecer essa tecnologia inovadora e de comprovada efic&#225;cia. Essa &#233; uma discuss&#227;o que dever&#225; ocorrer com a sociedade brasileira e n&#227;o apenas com a comunidade m&#233;dica. Certamente, como demonstrado por diversos trabalhos na literatura m&#233;dica, temos raz&#245;es suficientes para incorporarmos essa tecnologia no Brasil com vistas a oferecer aos pacientes mais uma possibilidade de tratamento mesmo que seja como PT. </p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Claudio Leo Gelape </p>
        <p> Rua Bernardo Guimar&#227;es, 640 / 504 - Funcion&#225;rios </p>
        <p> 30140-660 - Belo Horizonte, MG, Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="clgelape@uol.com.br">clgelape@uol.com.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="clgelape@uai.com.br">clgelape@uai.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 20/09/11; revisado recebido em 07/11/11; aceito em 10/11/11.</p>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="B1">
        <mixed-citation>1. Thompson KA, Philip KJ, Barbagelata A, Schwarz ER. Review article: the new concept of interventional heart failure therapy--part 1: electrical therapy, treatment of CAD, fluid removal, and ventricular support. J Cardiovasc Pharmacol Ther. 2010;15(2):102-11.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Review article: the new concept of interventional heart failure therapy--part 1: electrical therapy, treatment of CAD, fluid removal, and ventricular support</article-title>
          <source>J Cardiovasc Pharmacol Ther</source>
          <date>
            <year>2010</year>
          </date>
          <fpage>102</fpage>
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          <article-title>Hemodynamic performance and inflammatory response during the use of VAD-InCor as a bridge to transplant</article-title>
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          <article-title>Mechanical behavior and stability of the internal membrane of the InCor ventricular assist device</article-title>
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          <article-title>Magnetic suspension of the rotor of a ventricular assist device of mixed flow type</article-title>
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        <article-title xml:lang="es">Avances en el soporte circulatorio mec&#225;nico en el tratamiento de la insuficiencia card&#237;aca</article-title>
      </title-group>
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    <body>
      <p>
        <bold>ATUALIZACI&#211;N CL&#205;NICA</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="enda-body2">
          <label>
            <bold>Avances en el soporte circulatorio mec&#225;nico en el tratamiento de la insuficiencia card&#237;aca</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Claudio Leo Gelape<sup>I</sup>; Si M. Pham<sup>II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade Federal de Minas Gerais - Hospital das Clinicas, Belo Horizonte, MG, Brasil</p>
      <p><sup>II</sup>University of Miami (Miller School of Medicine) - Jackson Memorial Hospital, Miami, USA</p>
      <p>Correspond&#234;ncia</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Insuficiencia card&#237;aca/mortalidad, soporte vital card&#237;aco avanzado/tendencias, insuficiencia card&#237;aca/terapia, coraz&#243;n auxiliar.</p>
      <p>La Insuficiencia Card&#237;aca (IC) es una enfermedad cr&#243;nica y debilitante. En los Estados Unidos, 250-500 mil pacientes se encuentran en fase terminal de IC refractaria al tratamiento cl&#237;nico. El pron&#243;stico de esos pacientes es malo, con media de sobrevida de 3 a 4 meses y de 6% en un a&#241;o para aquellos inotr&#243;pico-dependientes. Debido a la alta mortalidad observada en la presencia de IC, el uso de soporte circulatorio mec&#225;nico es, en muchos casos, la &#250;nica posibilidad de sobrevida mientras se espera un donante. En los &#250;ltimos a&#241;os, el implante de los Dispositivos de Asistencia Ventricular (DAV) como Terapia Definitiva (TD) surgi&#243; como terapia promisoria en substituci&#243;n del transplante card&#237;aco. Hay un hiato entre la demanda de pacientes para TD y el real n&#250;mero de procedimientos realizados, lo que refleja el desconocimiento en relaci&#243;n a la nueva tecnolog&#237;a, as&#237; como la reluctancia en encaminar los pacientes m&#225;s precozmente. Trabajos revelaron superior sobrevida entre los DAV y el tratamiento cl&#237;nico, y significativa mejor&#237;a en la calidad de vida de los pacientes mantenidos con DAV. La sobrevida en un a&#241;o de 75% con DAV de flujo continuo proporcion&#243; una marca a ser alcanzada por la terapia de asistencia ventricular. En el Brasil, la falta de soporte financiero por parte de las agencias de salud aun no permiti&#243; el acceso de los pacientes al uso de soporte mec&#225;nico card&#237;aco en el tratamiento de la IC. </p>
      <p>La Insuficiencia Card&#237;aca (IC) es una enfermedad epid&#233;mica. Se estima que 5,7 millones de personas tengan IC en los Estados Unidos, y 300 mil muertes/a&#241;o ocurren por alguna complicaci&#243;n de la enfermedad. La IC afecta 1 de cada 100 adultos encima de 65 a&#241;os y es responsable por 1,1 mill&#243;n de hospitalizaciones en los Estados Unidos, llevando a gastos del orden de 37,2 mil millones de d&#243;lares anualmente<sup>1,2</sup>. A pesar de todo el tratamiento disponible, el pron&#243;stico de la IC se mantiene sombr&#237;o<sup>3-5</sup>. La mortalidad en 1 y 5 a&#241;os con la terap&#233;utica cl&#237;nica es de 30% y 60%, respectivamente<sup>6</sup>. El n&#250;mero de pacientes refractarios a esa terapia var&#237;a de 0,5% a 5%, con relatos de aumento significativo de esos n&#250;meros en los &#250;ltimos a&#241;os<sup>7</sup>. Adem&#225;s de eso, la mortalidad en la primera internaci&#243;n puede llegar a 33%<sup>8</sup>. Frecuentes re-hospitalizaciones (20% de los pacientes retornan al hospital en 1 mes y 50% en 6 meses) contribuyen a la ca&#237;da en la calidad de vida<sup>8,9</sup>.</p>
      <p>Agentes orales (inhibidores de la enzima conversora de angiotensina, bloqueadores de los receptores de agiotensina, inhibidores de la aldosterona y betabloqueantes) son el pilar del tratamiento cl&#237;nico de la IC cr&#243;nica; sin embargo, se relata mejor&#237;a de apenas 3% a 9% en la sobrevida<sup>4</sup>. La capacidad funcional experimentada por los pacientes con el tratamiento medicamentoso es muy baja. Agentes venosos como dobutamina y milrinona, frecuentemente utilizados para estabilizaci&#243;n hemodin&#225;mica, aumentan la mortalidad en 50% en 6 meses, y 80% en 1 a&#241;o<sup>5,10</sup>. Ese escenario sugiere claramente que la terapia cl&#237;nica es sub&#243;ptima y que el bloqueo farmacol&#243;gico neuro-hormonal parece no ser seguro y eficaz<sup>11</sup>. </p>
      <p>El Soporte Circulatorio Mec&#225;nico (SCM) de corta duraci&#243;n puede ser utilizado en la IC aguda especialmente en el infarto agudo de miocardio y en el choque cardiog&#233;nico<sup>12</sup>. En el tratamiento de la IC cr&#243;nica se considera que la &#250;nica terapia definitiva es el tx card&#237;aco (TX) que puede ofrecer capacidad funcional, calidad de vida y mejor expectativa de sobrevida a largo plazo<sup>13</sup>. Entre tanto, ante el desacuerdo entre potenciales candidatos y donaciones, el TX es una opci&#243;n muchas veces inadecuada. En ese contexto, el SCM con los Dispositivos de Asistencia Ventricular (DAV) se volvi&#243; una opci&#243;n atractiva. Esos dispositivos ofrecen asistencia al coraz&#243;n enfermo, que es generalmente mantenido para servir o como bomba de soporte o como conducto para llenar el dispositivo<sup>14</sup>. Los DAV pueden actuar como terapia de puente para futuro transplante (PT), puente para una posible recuperaci&#243;n del coraz&#243;n o como Terapia Definitiva (TD). </p>
      <p>El progreso tecnol&#243;gico contribuy&#243; al desarrollo de bombas de flujo sangu&#237;neo puls&#225;til y continuo<sup>15</sup>. El implante precoz de los dispositivos y la disminuci&#243;n de la tasa de complicaciones mejoraron la sobrevida despu&#233;s de la utilizaci&#243;n de los DAV, que se puede aproximar a la del TX en algunos relatos<sup>16</sup>. Por ese motivo, actualmente los DAV son considerados opci&#243;n segura cuando son empleados en pacientes clase funcional III y IV de la NYHA<sup>17</sup>. Entre tanto, la utilizaci&#243;n m&#225;s frecuente de los DAV ha sido limitada por el tama&#241;o de los dispositivos y por diversos eventos adversos a ellos relacionados, como infecci&#243;n, sangrado, embolizaci&#243;n y problemas mec&#225;nicos. </p>
      <p>
        <bold>Avances de los DAV</bold>
      </p>
      <p>En 1963, DeBakey implant&#243; el primer DAV en un paciente en el post-operatorio de reemplazo valvular a&#243;rtico<sup>18</sup>. Desde 1964, el National Heart, Lung, and Blood Institute (NHBLI) patrocina el desarrollo de dispositivos para soporte circulatorio de corto y largo plazo, incluyendo el coraz&#243;n artificial total<sup>19</sup>. Desde entonces, los DAV han sido utilizados en los Estados Unidos para diferentes propuestas terap&#233;uticas. El HeartMate XVE (Thoratec, Pleasanton, CA) fue aprobado como PT en 1994<sup>20</sup> despu&#233;s de evaluaci&#243;n cl&#237;nica multic&#233;ntrica, cuando se demostr&#243; 65% de sobrevida con DAV como PT <italic>vs</italic>. 50% con el tratamiento cl&#237;nico<sup>21</sup>.</p>
      <p>El estudio REMATCH (Randomized Evaluation of Mechanical Assistance in Treatment of Chronic Heart Failure) evalu&#243; el beneficio del DAV como TD en pacientes no candidatos a TX<sup>4</sup>. De 1998 a 2001, de 129 pacientes randomizados, 68 recibieron DAV puls&#225;til y 61 fueron mantenidos en tratamiento cl&#237;nico. Hubo reducci&#243;n en la mortalidad en 48% de los pacientes que recibieron el dispositivo. La sobrevida en un a&#241;o fue de 52% para el grupo DAV <italic>vs.</italic> 25% del grupo cl&#237;nico, y en dos a&#241;os 23% para el grupo DAV <italic>vs.</italic> 8% del grupo cl&#237;nico, p = 0,009. La diferencia de sobrevida (408 d&#237;as grupo DAV y 150 grupo cl&#237;nico) marc&#243; la aprobaci&#243;n por el FDA de ese dispositivo como TD<sup>22</sup>. De 1.000 pacientes con IC, se pueden prevenir 270 muertes/a&#241;o, mientras con el tratamiento cl&#237;nico se previenen apenas 70<sup>23,24</sup>. El estudio INTRePID (Investigation of Nontransplant-Eligible Patients Who Are Inotrope Dependent) trabajo randomizado prospectivo de 2000 a 2003 compar&#243; la sobrevida de 55 pacientes con IC en uso de inotr&#243;picos con los pacientes implantados con DAV (NOVACOR) puls&#225;til como TD. Pacientes con DAV presentaron mejor sobrevida en seis meses (46%<italic> vs</italic>. 22%, p = 0,03) y en un a&#241;o (27% <italic>vs.</italic> 11%, p = 0,02)<sup>10</sup>. Esos resultados se sumaron a los del estudio REMATCH demostrando el beneficio de los DAV como TD en pacientes con IC clase funcional avanzada. Los autores concluyeron que no seria &#233;tico una randomizaci&#243;n entre DAV y terap&#233;utica cl&#237;nica con inotr&#243;picos, y que el beneficio con los dispositivos era evidente. Stevenson et al. analizaron 91 pacientes del REMATCH en uso de inotr&#243;picos y demostraron que el beneficio de los DAV era realmente significativo. Esos autores relataron 60% de sobrevida del grupo DAV <italic>vs.</italic> 39% del grupo cl&#237;nico en seis meses, y 49% del grupo DAV <italic>vs. </italic>24% del grupo cl&#237;nico en un a&#241;o, p = 0,0014<sup>25</sup>. </p>
      <p>La primera generaci&#243;n de DAV fue desarrollada con flujo puls&#225;til a trav&#233;s de propulsi&#243;n neum&#225;tica. Esas m&#225;quinas presentaban como inconveniente el ruido que produc&#237;an, el disconfort local debido a su gran tama&#241;o y a problemas mec&#225;nicos frecuentes<sup>16</sup>. La segunda generaci&#243;n fueron los DAV de flujo continuo que impulsan la sangre a trav&#233;s de un peque&#241;o <italic>impeller</italic> (sistema de alta rotaci&#243;n) que ofrece un flujo de 8 a 10 L/min<sup>26</sup>. Con ese dise&#241;o las m&#225;quinas no requieren v&#225;lvulas, por eso son m&#225;s livianas y menores y, adem&#225;s de eso, silenciosas<sup>27</sup>. Los dispositivos de tercera generaci&#243;n utilizan un sistema de levitaci&#243;n magn&#233;tica en que el <italic>impeller</italic> no tiene contacto mec&#225;nico para moverse. Te&#243;ricamente, ese sistema podr&#225; ser m&#225;s duradero con menor efecto mec&#225;nico sobre los componentes sangu&#237;neos<sup>18</sup>. Fisiol&#243;gicamente, despu&#233;s del implante del DAV hay disminuci&#243;n de las presiones de llenado, aumento del d&#233;bito card&#237;aco y aumento de la perfusi&#243;n perif&#233;rica. Consecuentemente, se observa mejora de la funci&#243;n del ventr&#237;culo derecho y renal<sup>28</sup>. </p>
      <p>Hay varios dispositivos disponibles. Los m&#225;s utilizados son DeBakey VAD (MicroMed, Houston, TX), HeartMate II (Thoratec, Pleasanton, CA), DuraHeart (Terumo, Ann Arbor, MI), Incor (Berlin Heart) y el HeartWare (HeartWare, Framingham, MA). M&#225;s de 4.000 dispositivos de la primera generaci&#243;n de las bombas puls&#225;tiles fueron implantados<sup>29</sup>. La miniaturizaci&#243;n de los sistemas propici&#243; el implante intraperic&#225;rdico y la asistencia biventricular<sup>30</sup>. </p>
      <p>En 2007, Miller et al<sup>31</sup> realizaron un estudio observacional de las bombas centr&#237;fugas utilizadas como PT. Ciento treinta y tres pacientes en 26 centros americanos participaron del estudio entre 2005 y 2006. Todos los pacientes estaban en uso de inotr&#243;picos en el momento del implante de los DAV y 41% de los pacientes utilizaban bal&#243;n intra-a&#243;rtico. Los pacientes fueron seguidos hasta el TX, recuperaci&#243;n o sobrevida hasta tres meses, que fue de 75%. Los resultados demostraron seguridad de las bombas centr&#237;fugas y menor tasa de infecci&#243;n comparada a relatos publicados con las bombas puls&#225;tiles. Posteriormente, sigue el trabajo de Pagani et al. en 2009<sup>32</sup> con 281 pacientes con DAV mantenidos hasta 18 meses. La sobrevida fue de 72%. &#211;bitos ocurrieron en los primeros tres meses del implante por accidente cerebro vascular, infecci&#243;n e insuficiencia m&#250;ltiple de &#243;rganos. </p>
      <p>Con un estudio conducido en 38 centros americanos, Slaughter et al<sup>17</sup>, en 2009, compararan los DAV puls&#225;tiles y continuos como TD. Los dispositivos utilizados fueron HeartMate XVE (puls&#225;til) y el HeartMate II (continuo). Ciento treinta y cuatro pacientes recibieron DAV continuo y 59, el puls&#225;til. La sobrevida en uno y dos a&#241;os para el grupo continuo fue de 68% y 58%, respectivamente; mientras para el grupo puls&#225;til fue de 55% y 24%, p = 0,008<sup>17</sup>. Con el uso de DAV continuo hubo una reducci&#243;n de las rehospitalizaciones del orden de 38%. Los autores concluyeron que con los DAV continuos hubo mejora de la sobrevida y calidad de vida en relaci&#243;n a los dispositivos puls&#225;tiles que presentaron mayor &#237;ndice de infecci&#243;n y falencia mec&#225;nica. </p>
      <p>Resultados de estudios despu&#233;s de la aprobaci&#243;n del DAV por el FDA demuestran continuo aumento de la sobrevida y menores tasas de complicaciones. La sobrevida en un a&#241;o mejor&#243; significativamente de 68%<sup>31</sup> alcanzando niveles de 85% en los &#250;ltimos relatos<sup>33</sup>. Aumento de experiencia en el manejo cl&#237;nico y quir&#250;rgico, selecci&#243;n apropiada de los pacientes y continuo entrenamiento del equipo t&#233;cnico envuelta en el cuidado pre y post-operatorio contribuyeron a la mejora de los resultados<sup>34,35</sup>. </p>
      <p>Con el objetivo de organizar los datos generados por las instituciones americanas que implantan los DAV se cre&#243;, desde 2006, el INTERMACS, base de datos patrocinada por el NHLBI<sup>36</sup>. Datos generados por el INTERMACS proporcionaron mejoras t&#233;cnicas y estandarizaci&#243;n del manejo cl&#237;nico y quir&#250;rgico<sup>16</sup>. La colecta de datos ocurre de forma prospectiva y obligatoria, lo que permite an&#225;lisis detallado de eventos relacionados, confiabilidad de los dispositivos aprobados por el FDA, morbilidad y mortalidad de los pacientes. El objetivo del registro es investigaci&#243;n, facilitaci&#243;n y mejora de la utilizaci&#243;n de los DAV como SCM a largo plazo en pacientes con IC avanzada<sup>37</sup>. Con el mismo objetivo Europa cre&#243; el EUROMAC (European registry for patients in mechanical circulatory support) y comenz&#243; a tabular sus datos que deben ser futuramente publicados. En relaci&#243;n al primer registro INTERMACS hab&#237;a 89 hospitales registrados hasta diciembre de 2007, con 511 pacientes incluidos<sup>37</sup>. Cuarenta y cuatro por ciento de los pacientes estaban en choque cardiog&#233;nico en el momento del implante del DAV puls&#225;til, &#250;nico aprobado por el FDA en aquel momento. La sobrevida en un a&#241;o fue de 67%. En el segundo registro INTERMACS hab&#237;a m&#225;s de mil pacientes operados<sup>34</sup>. Ese relato demuestra el cambio del implante del DAV puls&#225;til para los de flujo continuo (52% de los casos)<sup>34</sup> aprobado en 2008 como PT. Se observaron tambi&#233;n indicaciones m&#225;s precoces de implante de los dispositivos. Entre 2006 y 2009, 1.420 pacientes de 88 instituciones estaban registrados. La sobrevida en un a&#241;o fue 74% y en dos a&#241;os, 55%. El tercer registro fue publicado en 2011 y muestra 2.868 pacientes con DAV, originados de 79 instituciones. En los primeros seis meses de 2010, 98% de los DAV utilizados eran de flujo continuo con preponderancia del soporte aislado del VI. La sobrevida en uno y dos a&#241;os fue de 79% y 66%, respectivamente<sup>36</sup>. Un cambio en la estrategia de los implantes es evidente en los &#250;ltimos cinco a&#241;os, favoreciendo el implante de DAV como TD<sup>36</sup>. En 2010, Lahpor et al<sup>38</sup> demostraron los resultados con el implante de DAV Heartmate II en la Europa. Sesenta y cuatro centros participaron en la investigaci&#243;n que demostr&#243; resultado semejante a los centros americanos (sobrevida de 69% hasta el TX, recuperaci&#243;n o soporte en seis meses). </p>
      <p>Con los relatos de mejora de la sobrevida con los DAV continuos la comunidad m&#233;dica parece estar movi&#233;ndose en la expansi&#243;n de las indicaciones de los SCM en pacientes con IC grave. Es fundamental la integraci&#243;n de esos resultados en la pr&#225;ctica diaria. Los pacientes y m&#233;dicos necesitan saber que esa tecnolog&#237;a est&#225; disponible, es eficaz y segura<sup>14</sup> adem&#225;s de proporcionar buena capacidad funcional y recuperaci&#243;n hemodin&#225;mica<sup>39</sup>. </p>
      <p>
        <bold>Interacci&#243;n de los DAV a largo plazo</bold>
      </p>
      <p>Despu&#233;s del implante de los DAV intracorp&#243;reos los pacientes experimentan la mayor parte de su futuro tratamiento en r&#233;gimen ambulatorio, frecuentemente retornando al trabajo y convivencia familiar<sup>16,40</sup>. Esos datos son relevantes, ya que hay en el Brasil y en el mundo un peque&#241;o n&#250;mero de &#243;rganos disponibles para el TX. Adem&#225;s de eso, la tasa de aprovechamiento de &#243;rganos donados es peque&#241;a (20% en el Brasil <italic>vs</italic>. 50% en los Estados Unidos)<sup>41</sup> lo que puede favorecer el aumento del implante de los DAV. </p>
      <p>Los criterios para indicaciones del DAV fueron basados en los datos generados por el INTERMACS<sup>7</sup>. Se indica el DAV como TD si el paciente presenta CF IV de la NYHA por al menos 90 d&#237;as y una expectativa de vida menor que dos a&#241;os, no es candidato a TX, tiene tratamiento cl&#237;nico optimizado, presenta fracci&#243;n de eyecci&#243;n menor que 25% y cuadro cl&#237;nico con limitada capacidad funcional<sup>35</sup>. Siendo as&#237;, se recomienda que, en la dependencia de inotr&#243;picos venosos - que se asocia a alta mortalidad a corto plazo -, terapias como el DAV y el TX deben ser consideradas. </p>
      <p>DAV recibe indicaci&#243;n clase IIa nivel C para PT y clase IIb, n&#237;vel C para TD de la ESC (European Society of Cardiology)<sup>42</sup> y clase IIa nivel B para TD de la ACC/AHA (American College of Cardiology/American Heart Association)<sup>43</sup>. La II Directriz Brasile&#241;a de IC Cr&#243;nica indica el DAV en el tratamiento de la IC nivel D en casos seleccionados<sup>44</sup>. </p>
      <p>
        <bold>Complicaciones</bold>
      </p>
      <p>Muchas complicaciones vienen siendo relatadas despu&#233;s de la cirug&#237;a para implante de DAV. Las m&#225;s frecuentes son insuficiencia de m&#250;ltiples &#243;rganos, eventos neurol&#243;gicos, sangrado, sepsis e insuficiencia del Ventr&#237;culo Derecho (VD). A largo plazo, eventos neurol&#243;gicos emb&#243;licos o hemorr&#225;gicos, sensibilizaci&#243;n HLA, insuficiencia renal, infecciones, disfunci&#243;n mec&#225;nica, sangrado gastrointestinal y alteraciones psicol&#243;gicas pueden dominar el escenario del cuidado cl&#237;nico<sup>45</sup>. </p>
      <p>El sangrado es una de las complicaciones m&#225;s frecuentes y limitantes. En el estudio conducido por Miller et al<sup>31</sup>, el sangrado fue el evento adverso m&#225;s com&#250;n. 53% de los pacientes requirieron por lo menos dos unidades de hemotransfusi&#243;n<sup>31</sup>. Hay una suma de factores que contribuyen para ese hecho, como des&#243;rdenes de la coagulaci&#243;n, disfunci&#243;n hep&#225;tica y el propio tema quir&#250;rgico<sup>6</sup>. En el segundo relato del INTERMACS esa complicaci&#243;n fue el segundo evento adverso m&#225;s frecuente despu&#233;s de infecci&#243;n. Aun as&#237;, el sangrado fue causa primaria de apenas 6,7% de los &#243;bitos<sup>34</sup> lo que traduce el buen control cl&#237;nico de los pacientes en el post-operatorio. </p>
      <p>Durante el SCM, la v&#225;lvula a&#243;rtica puede abrirse y cerrarse menos frecuentemente o puede mantenerse cerrada. Durante el soporte circulatorio ocurre una condici&#243;n subfisiol&#243;gica dentro de la cavidad del VI con posible desarrollo de insuficiencia a&#243;rtica significativa en los a&#241;os subsecuentes. El flujo regurgitante produce un ciclo vicioso, que lleva, como consecuencia, a un aumento del volumen eyectado para la aorta por el DAV y dilataci&#243;n progresiva del VI, lo que favorece el desarrollo de insuficiencia mitral. Por ese motivo, algunas instituciones recomiendan la substituci&#243;n valvular a&#243;rtica o el cierre valvular en el momento del implante para evitar futuras complicaciones<sup>26,46</sup>. </p>
      <p>Se recomienda el uso profil&#225;ctico con anticoagulantes y terapia antiagregante plaquetaria en el seguimiento de los pacientes con DAV con el objetivo de evitar los eventos tromboemb&#243;licos que ocurren entre 30% y 50% en el post-operatorio. Esos eventos se asocian a graves secuelas y pueden limitar el &#233;xito a largo plazo del DAV. Se relata alta hiporresponsividad a la aspirina com&#250;nmente observada en ese grupo de pacientes, lo que explica parcialmente la frecuencia de esas complicaciones<sup>47</sup>.</p>
      <p> El uso del DAV puede asociarse tambi&#233;n a complicaciones neurol&#243;gicas (accidente cerebro vascular, ataque isqu&#233;mico transitorio, disfunciones cognitivas), que son responsables por 34% de todos los &#243;bitos en pacientes post-DAV<sup>48</sup>. Tiempo de soporte, tipo de dispositivo, presencia de infecci&#243;n y edad son factores de riesgo relacionados con complicaciones neurol&#243;gicas. La adquisici&#243;n de deficiencia del factor de Won Willebrand ocurre no raramente en pacientes con Heartmate II y parece contribuir para episodios de sangrado espont&#225;neo en el post-operatorio<sup>49</sup>. El SCM con flujo continuo aumenta la presi&#243;n diast&#243;lica en el capilar y en la arteriola de los &#243;rganos terminales principalmente cerebro, ri&#241;ones y tracto gastrointestinal. Ese hecho puede explicar la aparici&#243;n de malformaciones arteriovenosas causantes de sangrados en el tubo digestivo<sup>22,48</sup>.</p>
      <p> Infecciones graves y sepsis est&#225;n entre las complicaciones m&#225;s comunes despu&#233;s de implante de DAV con incidencia de 18% a 59%<sup>50,51</sup>. En el estudio REMATCH<sup>4</sup>, la infecci&#243;n fue causa de &#243;bito en 16,2% de los pacientes. Hay aumento de los costos hospitalarios, mayor morbilidad y mortalidad<sup>52</sup> aunque relatos recientes no demuestren esa asociaci&#243;n<sup>53,54</sup>. A pesar de haber falta de uniformidad en las definiciones de infecci&#243;n en los pacientes con DAV, el consenso actual es que esa complicaci&#243;n es un proceso com&#250;n en el escenario del tratamiento con DAV y que Staphylococcus y Pseudomonas, Enterococcus y Candida son los agentes m&#225;s usuales<sup>55</sup>. La <xref ref-type="table" rid="es_a18tab01m-body2">tabla 1</xref> demuestra la incidencia de infecci&#243;n y hemorragia despu&#233;s de implante de DAV observada en los principales trabajos.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a18tab01m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-02-0e36-00018-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p> Una de las infecciones m&#225;s comunes se relaciona con el cable de transferencia de energ&#237;a para el funcionamiento de los DAV. Esos cables son tra&#237;dos al exterior por v&#237;a subcut&#225;nea y son fijados a la piel. Habitualmente los procesos infecciosos se establecen en el post-operatorio inmediato o mediato y exigen tratamiento agresivo y r&#225;pido<sup>56</sup>. Procedimientos como uso de meticulosa t&#233;cnica quir&#250;rgica, dise&#241;o de pr&#243;tesis menores y con l&#237;neas de transmisi&#243;n m&#225;s finas, el uso de DAV de flujo continuo y dispositivos totalmente implantables pueden disminuir la incidencia de infecciones<sup>57,58</sup>. Entre tanto, a pesar de esos cuidados, no raramente la infecci&#243;n puede extenderse a la regi&#243;n donde el dispositivo est&#225; implantado (bolsa), siendo necesario el explante de la pr&#243;tesis. Una confiable transferencia de energ&#237;a transcut&#225;nea est&#225; en desarrollo, lo que podr&#225; disminuir significativamente la incidencia de infecciones<sup>59</sup>.</p>
      <p> La falencia del VD no es infrecuente despu&#233;s del implante de DAV. Se estima que 20% a 35% de los pacientes candidatos a DAV izquierda presenten falencia tambi&#233;n del VD en el post-operatorio inmediato. Con la falencia del VD puede haber disfunci&#243;n renal y hep&#225;tica en el postoperatorio, que se asocia a alta mortalidad. En el registro INTERMACS, entre los pacientes implantados para TD que requirieron soporte tambi&#233;n del VD, hubo mortalidad de 50% en tres meses. La evaluaci&#243;n de la funci&#243;n del VD previamente al implante de DAV es fundamental y puede evitar serias complicaciones en el post-operatorio.</p>
      <p> La incapacidad del dispositivo de mantener el SCM es definida como mal funcionamiento. Muchas de esas complicaciones o fallas pueden ser amenazadoras para la vida. La substituci&#243;n del dispositivo puede ser necesaria en muchos casos. En el estudio REMATCH, 11 (16%) de los 68 pacientes que recibieron el DAV murieron debido a falla en el dispositivo<sup>60</sup>.</p>
      <p> La mortalidad quir&#250;rgica contin&#250;a siendo la mayor preocupaci&#243;n de la TD. El riesgo de &#243;bito para TD es mayor que para PT en los diferentes trabajos61. Las principales causas de &#243;bitos fueron infecci&#243;n con sepsis, falencia del VD y insuficiencia de m&#250;ltiples &#243;rganos<sup>48</sup>. An&#225;lisis del estudio post-REMATCH revelaron que 75% de los &#243;bitos durante el primer a&#241;o de SCM ocurrieron antes del alta hospitalaria62. Los beneficios del soporte a largo plazo son evidentes cuando se observan 78% de sobrevida en un a&#241;o en los pacientes que recibieron alta hospitalaria<sup>62</sup>. </p>
      <p>
        <bold>Calidad de vida</bold>
      </p>
      <p> Lo racional es que la terapia con el DAV proporcione una mejora en la calidad de vida de los pacientes con IC terminal. Calidad de vida debe ser evaluada en diferentes aspectos, tales como f&#237;sico, psicol&#243;gico, social y bienestar general. Los trabajos demuestran mejora de la calidad de vida de los pacientes que recibieron los dispositivos cuando son comparados a los pacientes mantenidos en terapia cl&#237;nica. Entre tanto, los pacientes con DAV tienen limitaciones f&#237;sicas y sociales que alteran el bienestar general. El potencial de complicaciones relacionado con los dispositivos obliga los pacientes a mantener control m&#233;dico riguroso, siempre pr&#243;ximos a las instituciones responsables por la operaci&#243;n. Hasta el momento, los familiares o los cuidadores de pacientes post-DAV no fueron estudiados respecto de posibles trastornos psicol&#243;gicos, ansiedad o depresi&#243;n en el cuidado de esos pacientes48. Aunque las readmisiones sean frecuentes despu&#233;s del implante de los DAV y las complicaciones amenazadoras de la vida, los pacientes presentan una buena calidad de vida y est&#225;n fuera del ambiente hospitalario la mayor parte del tiempo, sin limitaciones del punto de vista de s&#237;ntomas de la IC<sup>40</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Costos de la tecnolog&#237;a</bold>
      </p>
      <p> El TX es el tratamiento m&#225;s efectivo para IC cr&#243;nica. Sus costos son aceptables dado el peque&#241;o n&#250;mero de esos procedimientos que son realizados en el mundo. Entre tanto, su impacto epidemiol&#243;gico aun es limitado. En promedio son realizados en el mundo alrededor de 3 mil TX anualmente<sup>63</sup>. Los DAV se han vuelto m&#225;s populares en Europa y en los Estados Unidos, por sus buenos resultados y disminuci&#243;n de las complicaciones con las m&#225;quinas de flujo continuo. Entre tanto, los costos de esa tecnolog&#237;a aun son elevados. Digiorgi et al<sup>63</sup> demostraron que el tiempo de internaci&#243;n despu&#233;s del implante del DAV (36,8 d&#237;as) es mayor que los pacientes sometidos a TX (18,2 d&#237;as)<sup>63</sup>. Los costos hospitalarios para el implante de DAV fueron de 197.957 d&#243;lares vs. 151.646 d&#243;lares en los pacientes sometidos a TX. Los costos est&#225;n relacionados con el per&#237;odo de internaci&#243;n previo al implante de los DAV (21,3 d&#237;as) vs. (1,6 d&#237;as) para el TX.</p>
      <p> Las cuestiones relacionadas a costos-beneficios cuando se analizan los a&#241;osos y la TD aun no son claras. En 2003, el Medicare americano expandi&#243; el pago e incluy&#243; los DAV como TD. Hern&#225;ndez et al64 en 2008 analizaron pacientes que recibieron el tratamiento con DAV entre 2000 y 2006 examinando el desenlace a corto y largo plazos, incluyendo &#243;bito, rehospitalizaciones y costos intrahospitalarios (335 hospitales analizados). El 55,6 % de los pacientes fueron readmitidos en un per&#237;odo de seis meses despu&#233;s de la operaci&#243;n. En relaci&#243;n al pago, en el primer a&#241;o el Medicare desembols&#243;, para pacientes hospitalizados, 178.714 d&#243;lares, costos semejantes a un transplante de h&#237;gado. La utilizaci&#243;n del DAV es una terapia de alto costo y se espera alta tasa de readmisi&#243;n hospitalaria principalmente en los primeros seis meses despu&#233;s del implante. El NHLBI estableci&#243; en 2004 un objetivo de 50% de sobrevida en dos a&#241;os y el m&#237;nimo tiempo de internaci&#243;n como prerrequisito para un aumento substancial del implante de DAV como TD<sup>65</sup>. Hern&#225;ndez et al<sup>64</sup> observaron sobrevida de 65% en dos a&#241;os en los pacientes que recibieron alta hospitalaria, lo que moviliz&#243; al NHLBI a recomendar estudio randomizado para comparar DAV precoz y tratamiento cl&#237;nico<sup>64</sup>. En 2011, el estudio prospectivo y randomizado (REVIVE-IT) comienza a registrar pacientes DAV en clase funcional III vs. tratamiento cl&#237;nico<sup>35,66</sup>.</p>
      <p> Durante el tratamiento cl&#237;nico de la IC en los Estados Unidos, el Medicare paga 6.000 d&#243;lares por internaci&#243;n aunque el paciente vuelva al r&#233;gimen hospitalario en el plazo de 30 d&#237;as, hecho que ocurre en 25% de los casos<sup>67</sup>. Setenta y cinco por ciento de los gastos del Medicare en el cuidado de la IC es para pacientes hospitalizados<sup>68</sup>.</p>
      <p>
        <bold>DAV en el mundo</bold>
      </p>
      <p> De los 5,3 millones de pacientes con IC, aproximadamente 150 mil son potenciales candidatos a SCM<sup>69</sup>. Debido a la gravedad de la condici&#243;n cl&#237;nica de esos pacientes y a la dificultad del su tratamiento, hay en la literatura una documentaci&#243;n limitada de estudios cl&#237;nicos randomizados. Tal vez por eso, en 2009, menos de 3 mil pacientes se beneficiaron de ese tratamiento en el mundo a pesar de la ca&#237;da de los costos y de la mejora de los resultados a corto plazo<sup>70</sup>.</p>
      <p> Siendo as&#237;, para alcanzar el objetivo de tratar mayor n&#250;mero de pacientes adem&#225;s de la mejora de los resultados a largo plazo, se debe expandir el acceso de los pacientes al tratamiento con el DAV. Se observa que, no obstante el impactante resultado demostrado por los frecuentes trabajos ya publicados, los pacientes contin&#250;an siendo sin ser encaminados o si&#233;ndolo tard&#237;amente<sup>59</sup>.</p>
      <p> En el continente europeo, el movimiento de la utilizaci&#243;n del DAV tiene un camino diferente. Se nota un aumento progresivo y r&#225;pido en la utilizaci&#243;n del SCM para tratamiento de la IC aguda y cr&#243;nica, suplantando recientemente el n&#250;mero de TX. En los Estados Unidos hay subutilizaci&#243;n de los DAV; entre tanto, se observa el aumento progresivo del n&#250;mero de implantes<sup>35</sup>. Hoy, el porcentaje de pacientes que son transplantados con DAV es de 40% nacionalmente<sup>71</sup>. Seg&#250;n Miller et al., cl&#237;nicos y cardi&#243;logos deben ser estimulados a encaminar pacientes con IC en niveles menos avanzados para evaluaci&#243;n para DAV o TX<sup>35</sup>.</p>
      <p>
        <bold>DAV en el Brasil</bold>
      </p>
      <p> El comienzo de la utilizaci&#243;n del SCM en el Brasil ocurri&#243; con el DAV-InCor, que tuvo su desarrollo al comienzo de la d&#233;cada del 90. Ese prototipo es un dispositivo de asistencia ventricular de accionamiento neum&#225;tico, con membrana libre, superficie interna lisa, v&#225;lvulas de pericardio bovino y de instalaci&#243;n paracorp&#243;rea. Su primera aplicaci&#243;n cl&#237;nica ocurri&#243; en 1993, en un paciente que present&#243; shock cardiog&#233;nico refractario a terapia medicamentosa<sup>72</sup>. Despu&#233;s de cuatro d&#237;as de asistencia mec&#225;nica, el paciente fue sometido a TX y recibi&#243; alta hospitalaria en buenas condiciones<sup>73</sup>. Ese fue un hito pionero en el Brasil y en Am&#233;rica Latina. Despu&#233;s del &#233;xito de ese primer implante los autores concluyeron que se abr&#237;a el camino para el uso m&#225;s frecuente de esa tecnolog&#237;a, ofreciendo una nueva oportunidad para pacientes en espera de TX, cuando el puente farmacol&#243;gico ya no era efectivo.</p>
      <p> En 2007, Moreira et al. implantaron DAV paracorp&#243;reo en seis pacientes chag&#225;sicos y demostraron por primera vez que esa tecnolog&#237;a podr&#237;a ser utilizada con seguridad en esos pacientes, a pesar de la disfunci&#243;n del ventr&#237;culo derecho y de las arritmias que presentaban<sup>74</sup>.</p>
      <p> El primer dispositivo intracorp&#243;reo (Heartmate XVE) fue implantado en el Brasil en 1999 en la ciudad de Porto Alegre. Recientemente se observa por varias publicaciones que los dispositivos intracorp&#243;reos nacionales est&#225;n siendo investigados en proyectos que envuelven la creaci&#243;n de circuito suspendido en campo magn&#233;tico produciendo una bomba eficaz y con baja posibilidad de falla mec&#225;nica<sup>75</sup>.</p>
      <p> El n&#250;mero de implantes de dispositivos en el Brasil ha ocurrido de forma espor&#225;dica y puntual. Los programas de desarrollo de prototipos no se tradujeron hasta el momento en implantes cl&#237;nicos de rutina. No obstante el n&#250;mero de investigaciones realizadas en instituciones nacionales, ning&#250;n DAV brasile&#241;o es ofrecido a los pacientes en fase avanzada de IC7<sup>6</sup>. El manejo de pacientes con IC cr&#243;nica e irreversible contin&#250;a siendo hecho la mayor&#237;a de las veces apenas con el auxilio de agentes venosos y como &#250;ltima opci&#243;n el TX22. Aun no hay en el Brasil disponibilidad de DAV continuos intracorp&#243;reos. La experiencia brasile&#241;a con el SCM para uso cl&#237;nico aun se limita a pocos casos publicados<sup>77,78</sup>. Los motivos para ese hecho son diversos, pero ciertamente la explicaci&#243;n se apoya en el elevado costo de la tecnolog&#237;a y en la falta de financiamiento por el sistema p&#250;blico de salud brasile&#241;o, que no ofrece el tratamiento para la poblaci&#243;n. Se debe destacar que varios investigadores brasile&#241;os vienen trabajando en el desarrollo de dispositivos nacionales hace varios a&#241;os79 con el objetivo de ofrecer a la poblaci&#243;n un ventr&#237;culo artificial con menor costo proporcionando mayor acceso de la poblaci&#243;n a esa modalidad terap&#233;utica. Como consecuencia de ese trabajo, nuevos materiales y nuevas formas de propulsi&#243;n sangu&#237;nea fueron desarrolladas y est&#225;n en franco perfeccionamiento<sup>75,80</sup>.</p>
      <p> No obstante la clara ventaja en la calidad de vida y de la prolongaci&#243;n de la sobrevida de pacientes con IC cr&#243;nica, discusiones respecto al impacto econ&#243;mico que la utilizaci&#243;n de los DAV generar&#237;a en el sistema de salud brasile&#241;o deber&#225;n ser hechas lo m&#225;s brevemente posible. Faltan datos en la literatura que puedan definir precisamente costo-efectividad del tratamiento de los pacientes con IC utilizando DAV como PT o como TD<sup>70</sup>. Muchos pacientes con cuadros graves de IC aun no son encaminados por los cl&#237;nicos o cardi&#243;logos para ese tratamiento o por falta de informaci&#243;n o por hesitaci&#243;n relacionada a la eficacia de los DAV. Con buena selecci&#243;n de los pacientes y aumento de la experiencia en el manejo de los implantes de los dispositivos, los costos del cuidado de los pacientes disminuir&#225;n y permitir&#225;n que los m&#233;dicos brasile&#241;os puedan ofrecer esa tecnolog&#237;a innovadora y de comprobada eficacia. Esa es una discusi&#243;n que deber&#225; ocurrir con la sociedad brasile&#241;a y no apenas con la comunidad m&#233;dica. Ciertamente, como es demostrado por diversos trabajos en la literatura m&#233;dica, tenemos razones suficientes para incorporar esa tecnolog&#237;a en el Brasil con vistas a ofrecer a los pacientes una posibilidad m&#225;s de tratamiento aunque sea como PT.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p> Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p> El presente estudio no tuve fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p> No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold> Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Clinical Update</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Advances in mechanical circulatory support in the treatment of heart failure</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CLINICAL UPDATE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="enda-body3">
          <label>
            <bold>Advances in mechanical circulatory support in the treatment of heart failure</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Claudio Leo Gelape<sup>I</sup>; Si M. Pham<sup>II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade Federal de Minas Gerais - Hospital das Clinicas, Belo Horizonte, MG, Brasil</p>
      <p><sup>II</sup>University of Miami (Miller School of Medicine) - Jackson Memorial Hospital, Miami, USA</p>
      <p>Mailing Address</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Heart failure/mortality; advanced cardiac life support/trends; heart failure/therapy; heart-assist devices.</p>
      <p>Heart failure (HF) is a chronic and debilitating illness. In the United States, 250,000-500,000 patients are at the end-stage of HF refractory to medical treatment. The prognosis of these patients is poor, with median survival of 3 to 4 months and 6% in one year for those inotrope-dependent patients. Because of the high mortality observed in the presence of HF, the use of mechanical circulatory support is in many cases the only chance of survival while waiting for a donor. In recent years, the implantation of Ventricular Assist Devices (VAD) as definitive therapy (DT) has emerged as a promising replacement therapy for heart transplantation. There is a gap between the demand of patients for DT and the actual number of procedures performed, which reflects ignorance about the new technology as well as reluctance to refer patients earlier. Studies have shown superior survival between the VAD and clinical treatment, and significant improvement in the quality of life of patients maintained on VAD. The one-year survival of 75% with continuous flow VAD provided a target to be hit by ventricular assist therapy. In Brazil, the lack of financial support by the health agencies has not yet allowed patients to access mechanical support in the treatment of heart failure. </p>
      <p>Heart failure (HF) is an epidemic illness. It is estimated that 5.7 million people have HF in the United States and 300,000 deaths/year occur for some complication of the disease. Heart failure affects 1 in every 100 adults older than 65 years and is responsible for 1.1 million hospitalizations in the United States, leading to expenditures of 37.2 billion dollars annually<sup>1,2</sup>. Despite all therapies available, the prognosis of HF remains dismal<sup>3-5</sup>. Mortality at 1 and 5 years with clinical treatment is 30% and 60%, respectively<sup>6</sup>. The number of patients refractory to this therapy varies from 0.5% to 5%, with reports of significant increase in these numbers in the last years<sup>7</sup>. In addition, the mortality of first hospitalization can reach 33%<sup>8</sup>. Frequent re-hospitalizations (20% of patients return to hospital at 1 month and 50% in 6 months) contribute to the reduction in quality of life<sup>8,9</sup>.</p>
      <p>Oral agents (angiotensin-converting enzyme inhibitors, angiotensin receptor blockers, aldosterone inhibitors and beta blockers) are the mainstay of clinical treatment of chronic heart failure, but an improvement of only 3% to 9% survival is reported<sup>4</sup>. The functional capacity experienced by patients with drug treatment is very low. Intravenous agents such as dobutamine and milrinone, often used to stabilize hemodynamics, increase mortality by 50% in 6 months, and 80% at 1 year<sup>5,10</sup>. This scenario clearly suggests that medical therapy is suboptimal and that the pharmacological neurohormonal blockade appears to be safe and effective<sup>11</sup>. </p>
      <p>Mechanical Circulatory Support (MCS) of short duration can be used in acute HF especially in acute myocardial infarction and cardiogenic shock<sup>12</sup>. In the treatment of chronic HF the only definitive therapy is heart tx (TX) that can offer functional capacity, quality of life and better long-term survival expectancy<sup>13</sup>. However, considering the gap between potential candidates and donations, the TX is often an improper option. In this context, the MCS with Ventricular Assist Devices (VAD) has become an attractive option. These devices offer assistance to ill hearts, which is usually maintained to serve as a pump or support or as a conduit to fill the device<sup>14</sup>. The VAD therapy can act as a bridge to the future transplant (TB), a possible bridge to recovery of the heart or as definitive therapy (DT). </p>
      <p>Technological progress has contributed to the development of continuous pulsatile blood flow pumps<sup>15</sup>. The early implantation of devices and the lower rate of complications improved survival after use of VAD, which can get closer to that of the TX in some reports<sup>16</sup>. Therefore, VAD are currently considered a safe option when used in patients of NYHA functional class III and IV<sup>17</sup>. However, the more frequent use of VAD has been limited by the size of devices and various adverse events related to them, such as infection, bleeding, embolization and mechanical problems. </p>
      <p>
        <bold>Advances of VAD</bold>
      </p>
      <p>In 1963, DeBakey implanted the first VAD in a patient after surgery for aortic valve replacement<sup>18</sup>. Since 1964, the National Heart, Lung, and Blood Institute (NHBLI) has sponsored the development of devices for short and long term circulatory support, including the total artificial heart<sup>19</sup>. Since then, the VAD has been used in the USA for different therapeutic approaches. The HeartMate XVE (Thoratec, Pleasanton, CA) was approved as PT in 1994<sup>20</sup> after a multicenter clinical evaluation, when a 65% survival rate with VAD as TB vs. 50% with medical treatment was revealed<sup>21</sup>.</p>
      <p>The study REMATCH (Randomized Evaluation of Mechanical Assistance in Treatment of Chronic Heart Failure) evaluated the benefit of the VAD as a DT in patients not candidates for TX.<sup>4</sup> From 1998 to 2001, out of 129 patients randomized, 68 received pulsatile VAD and 61 were kept under clinical treatment. There was a reduction in mortality in 48% of patients receiving the device. The one-year survival was 52% for VAD group vs. 25% of the medical group, and two-year survival as 23% for the VAD group vs. 8% for the clinical group, p = 0.009. The difference in survival (408 days for the VAD group and 150 for the clinical group) marked the FDA approval of this device as DT<sup>22</sup>. From 1,000 patients with HF, 270 deaths/year can be prevented, while with clinical treatment only 70 are prevented<sup>23,24</sup>. The study INTRePID (Investigation of Nontransplant-Eligible Patients Who Are Inotrope Dependents), a prospective randomized trial from 2000 to 2003, compared survival in 55 patients with HF on use of inotropic agents to patients implanted with pulsatile VAD (NOVACOR) as a DT. Patients with VAD showed better survival at six months (46% vs. 22%, p = 0.03) and in one year (27% vs. 11%, p = 0.02)<sup>10</sup>. These results were added to the REMATCH study demonstrating the benefit of the VAD as a DT in patients with HF at an advanced functional class. The authors concluded that it would not be ethical to perform randomization between VAD and medical therapy with inotropic agents, since the benefit with the devices was evident. Stevenson et al. analyzed 91 REMATCH patients on use of inotropic agents and demonstrated that the benefit of VAD was really significant. These authors reported 60% survival of the VAD group vs. 39% of the clinical group in six months, and 49% of the VAD group vs. 24% of the clinical group in one year, p = 0.0014<sup>25</sup>. </p>
      <p>The first generation of VAD was developed with pulsatile flow through pneumatic propulsion. These machines had an inconvenient noise, local discomfort due to their large size and frequent mechanical problems<sup>16</sup>. The second generation were the continuous flow VADs that drive the blood through a small impeller (high speed system) that provides a flow of 8 to 10 L/min<sup>26</sup>. With this design the machines do not require valves, so they are lighter and smaller, and silent<sup>27</sup>. The third-generation devices use a magnetic levitation system in which the impeller has no mechanical contact to move. Theoretically, this system may be more durable with less mechanical effect on blood components.<sup>18</sup> Physiologically, after implantation of the VAD, there are reduced filling pressures, increased cardiac output and increased peripheral perfusion. Consequently, there is an improvement of right ventricular and renal function<sup>28</sup>. </p>
      <p>There are several devices available. The most used ones are DeBakey VAD (MicroMed, Houston, TX), HeartMate II (Thoratec, Pleasanton, CA), DuraHeart (Terumo, Ann Arbor, MI), Incor (Berlin Heart) and HeartWare (HeartWare, Framingham, MA). More than 4,000 devices equipped with first-generation pulsatile pumps were implanted<sup>29</sup>. The miniaturization of the systems provided intrapericardial implant and biventricular assist<sup>30</sup>. </p>
      <p>In 2007, Miller et al<sup>31</sup> conducted an observational study of centrifugal pumps used as TB. One hundred and thirty-three patients at 26 U.S. centers participated in the study between 2005 and 2006. All patients were on inotropic use at the time of VAD implantation and 41% of patients used intra-aortic balloon. Patients were followed until the TX, recovery or survival up to three months, which was 75%. The results demonstrated the safety of centrifugal pumps and lower infection rate compared to published reports on pulsatile pumps. Later, a study by Pagani et al. in 2009<sup>32</sup> presented 281 patients with VAD kept in up to 18 months. Survival was 72%. Deaths occurred in the first three months of the implant by stroke, infection and multiple organ failure. </p>
      <p>In a study conducted in 38 U.S. centers, Slaughter et al<sup>17</sup> in 2009, compared pulsed continuous VAD as DT. The devices used were HeartMate XVE (pulsatile) and HeartMate II (continuous). One hundred and thirty-four patients received continuous VAD and 59 received the pulsatile VAD. Survival at one and two years for the continuous group was 68% and 58% respectively; while for the pulsatile group, it was 55% and 24%, p = 0.008<sup>17</sup>. Using the continuous VAD, there was a reduction of re-hospitalizations of 38%. The authors concluded that continuous VADs provided improved survival and quality of life compared to pulsatile devices that had higher rates of infection and mechanical failure. </p>
      <p>Results of studies after FDA approval of VADs demonstrate continued increased survival and lower complication rates. One-year survival improved significantly from 68%<sup>31</sup> reaching levels of 85% in the last reports<sup>33</sup>. Experience gains with clinical and surgical management, appropriate selection of patients and continuous training of the technical staff involved with pre and post-operative care have contributed to the improvement of results<sup>34,35</sup>. </p>
      <p>In order to organize data generated by U.S. institutions that implant VADs, the INTERMACS was created in 2006 to serve as a database sponsored by the NHLBI<sup>36</sup>. Data generated by INTERMACS provided technical improvements and standardization of clinical and surgical management<sup>16</sup>. Data collection occurs on a prospective and binding basis, which allows detailed analysis of related events, reliability of the devices approved by the FDA, morbidity and mortality of patients. The goal of the registration is to investigate, facilitate and improve the use of VADs as a MCS in the long term in patients with advanced HF<sup>37</sup>. With the same object, Europe created EUROMAC (European registry for patients in mechanical circulatory support) and tabulated data to be published in the future. Regarding the first registration, INTERMACS had 89 hospitals registered by December 2007, with 511 patients included<sup>37</sup>. Forty-four percent of patients were in cardiogenic shock at the time of implantation of the pulsatile VAD, the only one approved by the FDA at that time. One-year survival was 67%. In the second INTERMACS registration, more than 34,000 patients had gone through surgery<sup>34</sup>. This report shows the change in pulsatile VAD implantation for continuous flow (52% of the cases)<sup>34</sup> approved in 2008 as TB. There were also indications of earlier devices implanted. Between 2006 and 2009, 1,420 patients from 88 institutions were registered. One-year survival was 74% and in two years, 55%. The third record was released in 2011 and shows 2,868 patients with VAD from 79 institutions. In the first six months of 2010, 98% of VADs were used for continuous flow with preponderance of isolated left ventricular support. Survival at one and two years was 79% and 66%, respectively<sup>36</sup>. A change in the strategy of the implants is evident in the last five years, favoring the implantation of the VAD as DT<sup>36</sup>. In 2010, Lahpor et al<sup>38</sup> showed the results with the implantation of the VAD Heartmate II in Europe. Sixty-four centers participated in the survey, which showed results similar to those of the U.S. centers (69% survival to the TX, recovery or support in six months). </p>
      <p>With reports of improved survival with continuous VAD, the medical community seems to be moving forward in the expansion of indications of MSC in patients with severe HF. It is essential to integrate these results into daily practice. Patients and doctors need to know that this technology is available, is effective and safe<sup>14</sup>, and provides good functional capacity and hemodynamic recovery<sup>39</sup>. </p>
      <p>
        <bold>Long-term VAD interaction</bold>
      </p>
      <p>After implantation of intracorporeal VAD, patients experience the greatest part of their future treatment on an outpatient basis, often returning to work and family life<sup>16,40</sup>. These data are relevant, since in Brazil and worldwide there is a small number of organs available for the TX. Moreover, the rate of utilization of donated organs is small (20% in Brazil vs. 50% in the U.S.)<sup>41</sup>, which may favor the increase of VAD implantation. </p>
      <p>The criteria for indication of VADs were based on data generated by INTERMACS<sup>7</sup>. It indicates the VAD as DT if the patient has presented NYHA class IV for at least 90 days and a life expectancy shorter than two years, is not a candidate for TX, has optimal medical treatment, ejection fraction smaller than 25% and clinical picture with limited functional capacity<sup>35</sup>. Thus, it is recommended that, in reliance on intravenous inotropic agents - associated with high mortality in the short term - therapies such as VAD and TX should be considered. </p>
      <p>VAD receives C-level class IIa indication for TB and C-level class IIb for DT from ESC (European Society of Cardiology)<sup>42</sup> and B-level class IIa for DT from the ACC/AHA (American College of Cardiology/American Heart Association)<sup>43</sup>. The II Brazilian Guidelines on Chronic HF indicates VAD in the treatment of HF stage D in selected cases<sup>44</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Complications</bold>
      </p>
      <p>Many complications have been reported after surgery for implantation of VAD. The most frequent complications are multiple organ failure, neurological events, bleeding, sepsis and right ventricular failure (RVF). In the long term, neurological embolic or hemorrhagic events, HLA sensitization, renal failure, infection, mechanical dysfunction, gastrointestinal bleeding and psychological changes may dominate the clinical care setting<sup>45</sup>. </p>
      <p>Bleeding is one of the most common and limiting complications. In the study by Miller et al<sup>31</sup> bleeding was the most common adverse event. 53% of patients required at least two units of blood transfusion<sup>31</sup>. There is a combination of factors that contribute to this fact, such as coagulation disorders, liver dysfunction and even major surgery<sup>6</sup>. In the second report of INTERMACS, this complication was the second most frequent adverse event after infection. Nevertheless, the primary cause of bleeding was only 6.7% of deaths<sup>34</sup>, which reflects good clinical management of patients postoperatively. </p>
      <p>During the MCS, the aortic valve can open and close less frequently or may remain closed. During circulatory support, there is a subphysiological condition within the LV cavity with potential development of significant aortic regurgitation in subsequent years. Regurgitant flow produces a vicious cycle that leads, as a consequence, to an increase of the volume ejected into the aorta by the VAD and progressive LV dilation, which favors the development of mitral regurgitation. For this reason, some institutions recommend aortic valve replacement or valve closure at the time of implant to prevent future complications<sup>26,46</sup>. </p>
      <p>It is recommended to use prophylactic anticoagulants and antiplatelet therapy in the follow-up of patients with VAD in order to prevent thromboembolic events that occur between 30% and 50% postoperatively. These events are associated with serious sequelae and may limit the long-term success of VADs. High hyporesponsiveness to aspirin commonly observed in this group of patients is reported, which partially explains the frequency of complications<sup>47</sup>. </p>
      <p>The use of VAD can also be associated with neurological complications (stroke, transient ischemic attack, cognitive dysfunction), which account for 34% of all deaths in patients after VAD<sup>48</sup>. Support time, device type, presence of infection and age are risk factors associated with neurological complications. The acquisition of Won Willebrand factor deficiency often occurs in patients with Heartmate II and appears to contribute to episodes of spontaneous bleeding in the postoperative period<sup>49</sup>. The MCS with continuous flow increases the diastolic pressure in the capillary and the arteriole from end organs mainly the brain, kidneys and gastrointestinal tract. This may explain the appearance of arteriovenous malformations causing bleeding in the digestive tract<sup>22,48</sup>. </p>
      <p>Serious infections and sepsis are among the most common complications after implantation of the VAD with an incidence of 18% to 59%<sup>50,51</sup>. In the REMATCH study<sup>4</sup>, infection was the cause of death in 16.2% of patients. There is an increase in hospital costs, increased morbidity and mortality<sup>52</sup> although recent reports show no such association<sup>53,54</sup>. Although there is lack of uniformity in the definitions of infection in patients with VAD, the current consensus is that this is a common complication in the setting of treatment with VAD and Staphylococcus and Pseudomonas, Enterococcus and Candida are the most usual ones<sup>55</sup>. <xref ref-type="table" rid="en_a18tab01m-body3">Table 1</xref> shows the incidence of infection and bleeding after implantation of VAD observed in the main works. </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a18tab01m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-02-0e36-00018-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>One of the most common infections relates to the power transfer cable for the VAD operation. These cables are brought out subcutaneously and are fixed to the skin. Infectious processes usually are established in the immediate or mediate postoperative period and require aggressive and quick treatment<sup>56</sup>. Procedures such as use of meticulous surgical technique, smaller prosthesis design and thinner transmission lines, the use of continuous flow VAD and totally implantable devices can decrease the incidence of infection<sup>57,58</sup>. However, despite these precautions, the infection can normally extend to the region where the device is implanted (pouch), requiring prosthesis explantation. Reliable transcutaneous energy transfer is under development, which could significantly reduce the incidence of infections<sup>59</sup>. </p>
      <p>The RV failure is not infrequent after the implantation of VAD. It is estimated that 20% to 35% of patients who are candidates to left VAD also have RV failure in the immediate postoperative period. With RV failure, there may be renal and hepatic dysfunction in the postoperative period, which is associated with high mortality. In the INTERMACS registration, among patients implanted for TD who also required RV support, mortality was 50% in three months. The assessment of RV function prior to implantation of the VAD is crucial and may prevent serious complications postoperatively. </p>
      <p>The inability of the device to maintain the MCS is defined as malfunction. Many of these failures or complications can be life threatening. The device replacement may be necessary in many cases. In the REMATCH study, 11 (16%) of 68 patients who received VAD died bacause of failure of the device<sup>60</sup>. </p>
      <p>Surgical mortality remains a major concern of DT. The risk of death is higher for DT than for TB in different works<sup>61</sup>. The main causes of death were infection with sepsis, RV failure and multiple organ failure<sup>48</sup>. Analysis of the post-REMATCH study reveals that 75% of deaths during the first year of MCS occurred before hospital discharge<sup>62</sup>. The benefits of long-term support are evident as 78% survival rate at one year is observed in patients who were discharged from hospital<sup>62.</sup></p>
      <p>
        <bold>Quality of life</bold>
      </p>
      <p>The rationale is that the therapy with VAD provides an improved quality of life of patients with terminal HF. Quality of life should be assessed in different ways, such as physical, psychological and social aspects, and general welfare. Studies have demonstrated improved quality of life of patients who received the devices compared to patients maintained on clinical therapy. However, patients with VAD have physical and social limitations that alter the general welfare. The potential for complications related to the devices requires patients to keep strict medical control, always close to the institutions responsible for the operation. So far, family members or caregivers of patients after VAD have not been studied with respect to potential psychological disorders, anxiety or depression while looking after these patients<sup>48</sup>. Although readmissions are common after VAD implantation and life threatening complications, patients have a good quality of life and are out of the hospital most of the time, without limitations in terms of HF symptoms<sup>40</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Technology costs</bold>
      </p>
      <p>The TX is the most effective treatment for chronic HF. The costs are acceptable given the small number of procedures performed in the world. However, its epidemiological impact is still limited. On average in the world around 3000 TX are annually made<sup>63</sup>. The VAD has become more popular in Europe and the United States, due to good results and decreased complications with continuous-flow machines. However, the costs of this technology are still high. Digiorgi et al<sup>63 </sup>demonstrated that the length of hospitalization after implantation of VAD (36.8 days) is greater than that of patients who underwent TX (18.2 days)<sup>63</sup>. Hospital costs for the implantation of VAD were US$ 197,957 vs. US$ 151,646 in patients undergoing TX. The costs are related to the period of hospitalization prior to VAD implantation (21.3 days) vs. (1.6 days) for the TX.</p>
      <p>Cost-benefit issues considering the elderly and DT are unclear. In 2003, the U.S. Medicare expanded payment and included VAD as a DT. In 2008, Hernandez et al<sup>64</sup> analyzed 64 patients who received treatment with VAD between 2000 and 2006 examining the outcome in the short and long term, including death, re-hospitalizations and in-hospital costs (335 hospitals surveyed). Fifty-five point six percent of patients were readmitted within a period of six months after the operation. Concerning payment, in the first year Medicare paid out to hospital patients US$ 178,714. These costs correspond to a liver transplant. The use of VAD therapy is expensive and high rate of hospital readmission is expected especially in the first six months after implantation. The NHLBI established in 2004 a goal of 50% survival rate at two years and a minimum length of stay as a prerequisite for a substantial increase in the implantation of the VAD as DT<sup>65</sup>. Hernandez et al<sup>64</sup> observed survival of 65% in two years in patients who were discharged from hospital, which prompted the NHLBI to recommend a randomized study to compare early VAD and clinical treatment<sup>64</sup>. In 2011, a prospective randomized study (REVIVE-IT) begins to enroll VAD patients in functional class III <italic>vs.</italic> clinical treatment<sup>35,66</sup>. </p>
      <p>During the clinical treatment of HF in the United States, Medicare pays US$ 6,000 per admission even if the patient returns to hospital system within 30 days, a fact that occurs in 25% of cases<sup>67</sup>. Seventy-five percent of Medicare spending in HF care is for hospitalized patients<sup>68</sup>.</p>
      <p>
        <bold>VAD in the world</bold>
      </p>
      <p>Of the 5.3 million patients with HF, about 150,000 are potential candidates for MCS<sup>69</sup>. Due to the severity of the clinical condition of these patients and the difficulty of their treatment, the literature offers limited documentation from randomized clinical trials. Maybe that is why, in 2009, less than 3,000 patients benefited from this treatment in the world despite falling costs and improved short-term outcomes<sup>70</sup>. </p>
      <p>Therefore, to achieve the goal of treating more patients, in addition to the improvement of long-term results, the access of patients to VAD treatment is expected to expand. It is observed that, despite the impressive results shown by papers published, patients continue to be referred too late or they are not even referred<sup>59</sup>. </p>
      <p>In Europe, the movement of VAD use took a different path. A rapid and progressive increase in the use of MCS for the treatment of acute and chronic HF is observed, recently surpassing the number of TX. In the U.S., there is underutilization of VADs, however, there was a progressive increase in the number of implants<sup>35</sup>. Today, the percentage of patients who are transplanted with VAD is 40% nationally<sup>71</sup>. According to Miller et al., clinicians and cardiologists should be encouraged to refer patients with less advanced HF to VAD or TX<sup>35</sup>. </p>
      <p>
        <bold>VAD in Brazil</bold>
      </p>
      <p>The early use of MSC in Brazil occurred with the VAD-InCor, development in the early 1990s. This prototype is a ventricular assist device pneumatically actuated, membrane free, with smooth internal surface, bovine pericardial valves and paracorporeal installation. Its first clinical application occurred in 1993 in a patient who had cardiogenic shock refractory to drug therapy<sup>72</sup>. After four days of mechanical assistance, the patient underwent TX and was discharged in good condition<sup>73</sup>. This was a pioneering milestone in Brazil and Latin America. After the success of the first implant, the authors concluded that it opened the way for more frequent use of this technology, offering a new opportunity for patients awaiting TX, when the drug bridge is no longer effective.</p>
      <p>In 2007, Moreira et al. implanted paracorporeal VAD in six patients with Chagas disease and demonstrated for the first time that this technology could be used safely in these patients, regardless of right ventricular dysfunction and arrhythmias<sup>74</sup>. </p>
      <p>The first intracorporeal device (Heartmate XVE) was implanted in Brazil in 1999 in the city of Porto Alegre. There are several recent publications reporting Brazilian intracorporeal devices being investigated in national projects involving the creation of suspended circuit in magnetic fields producing efficient pumping and low possibility of mechanical failure<sup>75</sup>.</p>
      <p>The number of device implants in Brazil has been sporadic and rare. Prototype development programs have not resulted in routine clinical implants yet. Despite the number of researches carried out in national institutions, no Brazilian VAD is offered to patients in advanced stages of HF<sup>76</sup>. Management of patients with chronic and irreversible heart failure is still done in most cases only with the aid of intravenous agents and TX as a last option<sup>22</sup>. In Brazil there is continuous availability of intracorporeal VAD. The Brazilian experience with MCS for clinical use is still limited to a few published cases<sup>77,78</sup>. The reasons for this fact are many, but certainly the explanation relies on the high cost of technology and lack of funding by the Brazilian public health system, which does not offers this treatment to the population. It should be noted that many Brazilian researchers have been working on developing national devices<sup>79</sup> with the goal of providing the population with an artificial ventricle at a lower cost by providing easier access to this therapy. As a consequence of this work, new materials and new forms of blood propensity were developed and are rapidly evolving<sup>75,80</sup>. </p>
      <p>Despite the clear advantage in the quality of life and prolongation of survival in patients with chronic HF, discussions about the economic impact that the use of the VAD would generate in the Brazilian health system should be made as soon as possible. The literature lack data to define precisely the cost-effectiveness of treatment of patients with HF using VAD as TB or as DT<sup>70</sup>. Many patients with severe HF are not referred by general practitioners or cardiologists for the treatment or lack of information or hesitation related to the effectiveness of the VAD. With proper patient selection and increasing experience in the management of implant devices, the costs of patient care will diminish and allow Brazilian doctors to offer this innovative technology with proven effectiveness. This is a discussion that should occur with the Brazilian society and not just the medical community. Certainly, as reported by several studies in the medical literature, we have reason enough to incorporate this technology in Brazil in order to offer patients another treatment option, even if as TB. </p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
