<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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          <subject>Ponto de Vista</subject>
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        <article-title>Revis&#227;o por pares: um processo cient&#237;fico em constante aprimoramento</article-title>
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            <surname>Ara&#250;jo</surname>
            <given-names>Claudio Gil Soares de</given-names>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Gama Filho</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Programa de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Ci&#234;ncias do Exerc&#237;cio e do Esporte </institution>
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        <institution content-type="orgname">Cl&#237;nica de Medicina do Exerc&#237;cio</institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>02</month>
        <year>2012</year>
      </pub-date>
      <volume>98</volume>
      <issue>2</issue>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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        <day>27</day>
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  <body>
    <p>
      <bold>PONTO DE VISTA</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Revis&#227;o por pares: um processo cient&#237;fico em constante aprimoramento</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Claudio Gil Soares de Ara&#250;jo</bold>
    </p>
    <p>Programa de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Ci&#234;ncias do Exerc&#237;cio e do Esporte - Universidade Gama Filho; CLINIMEX - Cl&#237;nica de Medicina do Exerc&#237;cio - Rio de Janeiro, Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Revis&#227;o de pesquisa por pares, bibliometria, publica&#231;&#245;es peri&#243;dicas.</p>
    <p>O presente artigo revisa alguns aspectos e contextualiza o processo de avalia&#231;&#227;o do m&#233;rito cient&#237;fico pelos pares, com destaque para a aus&#234;ncia de uma maior sistematiza&#231;&#227;o e da falta de um treinamento formal para a execu&#231;&#227;o da revis&#227;o. Em sequ&#234;ncia, com base na experi&#234;ncia cient&#237;fica do autor como parecerista de peri&#243;dicos e de ag&#234;ncias de fomento, s&#227;o apresentadas 25 sugest&#245;es pr&#225;ticas para uma atua&#231;&#227;o mais prof&#237;cua e eficiente para a revis&#227;o por pares dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia.</p>
    <p> O avan&#231;o da ci&#234;ncia &#233; fundamental para a sociedade. Para que novos conceitos, informa&#231;&#245;es e tecnologias possam ser incorporados, &#233; determinante que a ci&#234;ncia progrida em bases s&#243;lidas, consistentes e confi&#225;veis. Enquanto, outrora, o livro era a forma preliminar de divulga&#231;&#227;o para os cientistas, nos &#250;ltimos s&#233;culos, as revistas de cunho cient&#237;fico v&#234;m ocupando esse espa&#231;o. Estruturadas primariamente como &#243;rg&#227;os de divulga&#231;&#227;o das sociedades cient&#237;ficas, as revistas, que por sua natureza peri&#243;dica regular passaram a ser nomeadas de peri&#243;dicos, fizeram que as informa&#231;&#245;es, os resultados e as conclus&#245;es nelas publicados viessem a ser mais valorizados. </p>
    <p> Em paralelo, enquanto, no passado, somente poucos pesquisadores, frequentemente dissociados da pr&#225;tica profissional cotidiana, publicavam artigos e livros, ao longo dos anos, essa postura foi, gradativamente, mudando. Inicialmente, o n&#250;mero de profissionais cresceu com o envolvimento do meio universit&#225;rio, mediante a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extens&#227;o, gerando uma demanda crescente para que os docentes de ensino superior, independentemente da &#225;rea de conhecimento, se envolvessem em pesquisa. Mais recentemente, com o aumento das oportunidades de treinamento e forma&#231;&#227;o acad&#234;mica diferenciada - mestrado e doutorado -, &#233; crescente o n&#250;mero de egressos desses cursos que mant&#234;m uma atividade profissional diferenciada, cientificamente embasada, muitas vezes desvinculada da carreira universit&#225;ria, mas que continuam motivados e atuantes na produ&#231;&#227;o do conhecimento. </p>
    <p>Assim, &#233; natural que esteja havendo um aumento consider&#225;vel da produ&#231;&#227;o de conhecimento gerando uma forte press&#227;o sobre os peri&#243;dicos cient&#237;ficos. Por sua vez, as possibilidades editoriais de aumento do n&#250;mero de artigos publicados por uma dada sociedade cient&#237;fica em certo per&#237;odo de tempo, seja por raz&#245;es econ&#244;micas, seja por motivos operacionais, tendem a ser objetivamente limitadas. Dentro desse contexto, gerou-se um progressivo desequil&#237;brio na rela&#231;&#227;o demanda-oferta, obrigando os peri&#243;dicos a serem cada vez mais seletivos na escolha do que publicar. </p>
    <p>O meio acad&#234;mico-cient&#237;fico sempre teve a pr&#225;xis da avalia&#231;&#227;o do m&#233;rito em defesas de teses ou disserta&#231;&#245;es, nas pesquisas enviadas para congressos, na solicita&#231;&#227;o de suporte financeiro para financiamento de pesquisas ou na an&#225;lise cr&#237;tica de artigos submetidos para publica&#231;&#227;o em peri&#243;dicos. A esse processo, genericamente denominado revis&#227;o por pares, atribui-se uma crescente responsabilidade decis&#243;ria<sup>1,2</sup>. Enquanto, outrora, um editor com o apoio eventual de alguns membros do conselho editorial decidia aceitar ou rejeitar um artigo, mais recentemente, a revis&#227;o por pares vem se sofisticando e consolidando como uma etapa fundamental do processo cient&#237;fico<sup>3</sup>. </p>
    <p>Independentemente das discuss&#245;es acad&#234;micas sobre os m&#233;ritos e dem&#233;ritos desse processo<sup>3-10</sup>, inclusive, recentemente, em peri&#243;dicos brasileiros da &#225;rea m&#233;dica<sup>11,12</sup>, a revis&#227;o por pares &#233; atualmente universal nos peri&#243;dicos de maior qualidade. Interessantemente, esse processo &#233; raramente ensinado, discutido ou treinado durante a forma&#231;&#227;o acad&#234;mica do profissional de n&#237;vel superior<sup>13-19</sup> ou at&#233; mesmo do pesquisador ou cientista, e, em verdade, muito pouco validado cientificamente<sup>1,5,6</sup>. Similarmente, os peri&#243;dicos cient&#237;ficos pouco publicam sobre a tem&#225;tica e oferecem parcos subs&#237;dios para que os pares possam desempenhar essa fun&#231;&#227;o. Essa lacuna de informa&#231;&#227;o e de conhecimento vem sendo abordada, de modo ainda incipiente, pela literatura<sup>15,20</sup> e, mais recentemente, por um f&#243;rum espec&#237;fico de uma editora respons&#225;vel por diversos peri&#243;dicos de distintas &#225;reas do conhecimento<sup>21</sup>. Assim, parece claro que o processo de revis&#227;o por pares apresenta-se em franco desenvolvimento e evolu&#231;&#227;o.</p>
    <p>Similarmente aos principais peri&#243;dicos de alta qualidade da &#225;rea de sa&#250;de, os <italic>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</italic> v&#234;m consolidando uma pol&#237;tica de revis&#227;o por pares. Ao submeter um artigo, os autores podem sugerir revisores dentro de uma ampla lista de nomes de pares. Contudo, &#233; poss&#237;vel que muitos deles n&#227;o tenham tido treinamento espec&#237;fico ou care&#231;am de experi&#234;ncia para atuar como revisores. Com base em uma longa trajet&#243;ria em processos de revis&#227;o por pares - dos dois lados, como autor e com revisor -, pretendo apresentar, nesse texto, 25 considera&#231;&#245;es e sugest&#245;es pr&#225;ticas de como atuar, eficientemente, para o peri&#243;dico, para o editor e para o(s) autor(es), como revisor.</p>
    <disp-quote>
      <p>1. Ser convidado para atuar na revis&#227;o por pares &#233; um ato de reconhecimento impl&#237;cito de sua compet&#234;ncia na &#225;rea de conhecimento e de sua seriedade profissional. O editor ou editor-associado que o convidaram est&#227;o lhe delegando a responsabilidade de aconselh&#225;-los sobre o m&#233;rito em publicar ou n&#227;o publicar um dado artigo. </p>
      <p>2. Leia atentamente o <italic>abstract</italic> enviado e somente aceite revisar se tiver a devida <italic>expertise</italic> t&#233;cnico-cient&#237;fica e a certeza da disponibilidade de tempo para faz&#234;-lo, dentro do <italic>deadline</italic> proposto pelo peri&#243;dico. </p>
      <p>3. Confirme o recebimento e a aceita&#231;&#227;o do convite para revisar com a maior brevidade poss&#237;vel. </p>
      <p>4. Registre criteriosamente esse convite, seja por meio de uma marca&#231;&#227;o diferenciada do <italic>e-mail </italic>ou de sua separa&#231;&#227;o em uma pasta espec&#237;fica, e, idealmente, registre, pelo menos, os seguintes itens: nome do peri&#243;dico, t&#237;tulo do artigo, data do convite e <italic>deadline</italic> para resposta. </p>
      <p>5. Priorize suas atividades para n&#227;o exceder o <italic>deadline</italic> proposto. Se tiver de faz&#234;-lo, informe, o quanto antes, ao editor, possibilitando-lhe decidir se cancela a solicita&#231;&#227;o que lhe foi feita ou se prorroga o prazo. Como boa pr&#225;tica, uma vez aceito o convite para emitir o parecer, isso dever&#225; ser executado em, no m&#225;ximo, 15 dias. Esse prazo deve ser ainda menor, na segunda rodada de revis&#227;o, quando se leva menos tempo para conferir as respostas dos autores e a nova vers&#227;o do texto. </p>
      <p>6. Caso tenha muitos pareceres para emitir, procure reservar um hor&#225;rio formal em sua agenda para essa a&#231;&#227;o. Idealmente, inicie e conclua a tarefa de emitir um parecer em uma &#250;nica jornada e sem maiores interrup&#231;&#245;es. </p>
      <p>7. N&#227;o comente com professores, colegas ou alunos sobre o artigo que recebeu para revisar ou sobre o parecer que est&#225; emitindo, mesmo ap&#243;s o artigo ser publicado. A manuten&#231;&#227;o do sigilo do revisor e dos autores &#233; fundamental para a qualidade e lisura do processo. </p>
      <p>8. Considere sempre que o artigo deve ter sido escrito por pesquisadores s&#233;rios e competentes. VOC&#202; N&#195;O &#201; O AUTOR! Respeite assim o estilo, as ideias e concep&#231;&#245;es do autor, mesmo que n&#227;o sejam exatamente as suas prefer&#234;ncias. Seja aberto a essas saud&#225;veis discord&#226;ncias do seu <italic>status quo</italic>. </p>
      <p>9. Fa&#231;a uma leitura preliminar e completa do artigo para obter uma vis&#227;o geral como leitor e conhecedor do t&#243;pico. Forme uma opini&#227;o preliminar sobre o grau de ineditismo, qualidade geral do texto e contribui&#231;&#227;o ao corpo de conhecimento. </p>
      <p>10. Com o texto do artigo aberto em sua tela, abra uma janela do seu processador de texto e coloque dois t&#237;tulos - pontos gerais e pontos espec&#237;ficos -. Logo abaixo de pontos gerais, escreva um par&#225;grafo sucinto, descrevendo sobre o que trata o artigo. </p>
      <p>11. Prosseguindo, redija um par&#225;grafo, pontuando: adequa&#231;&#227;o do artigo ao escopo do peri&#243;dico e prov&#225;vel grau de interesse para os leitores, aspectos gerais da formata&#231;&#227;o do artigo em rela&#231;&#227;o ao estilo do peri&#243;dico - n&#250;mero de palavras, organiza&#231;&#227;o em se&#231;&#245;es, n&#250;mero de figuras e tabelas, palavras-chave etc.- e clareza da reda&#231;&#227;o. Se h&#225; problemas gramaticais e/ou de digita&#231;&#227;o, especifique apenas a necessidade de uma revis&#227;o nesse aspecto. </p>
      <p>12. Analise criteriosamente a lista das refer&#234;ncias. Seja exigente em rela&#231;&#227;o a refer&#234;ncias secund&#225;rias (&#233; necess&#225;rio citar a fonte original) ou outras pouco acess&#237;veis, como teses e resumos de congressos. &#201; conveniente fazer uma r&#225;pida busca da literatura com as palavras-chave mais apropriadas, checando se algum artigo relevante e recente foi omitido. Fa&#231;a um coment&#225;rio gen&#233;rico sobre a adequa&#231;&#227;o de n&#250;mero, grau de atualiza&#231;&#227;o e formata&#231;&#227;o das refer&#234;ncias. Confira se os artigos citados possuem, de fato, a informa&#231;&#227;o descrita no artigo em revis&#227;o. Uma vez que o tema &#233; da sua &#225;rea de atua&#231;&#227;o, provavelmente uma eventual afirma&#231;&#227;o incorreta ser&#225; mais f&#225;cil de ser observada e conferida. Essa &#233; uma das maiores contribui&#231;&#245;es poss&#237;veis do revisor. Caso identifique ou se lembre de algum artigo importante que tenha sido omitido, j&#225; fa&#231;a uma observa&#231;&#227;o abaixo do subt&#237;tulo "pontos espec&#237;ficos". N&#227;o se melindre porque os autores n&#227;o citaram aquele seu artigo "famoso e cl&#225;ssico" na lista de refer&#234;ncias deles. Se o n&#250;mero de refer&#234;ncias j&#225; for grande, voc&#234; dever&#225; indicar aquelas que lhe parecem menos pertinentes ou importantes. </p>
      <p>13. Analise o t&#237;tulo e o resumo. S&#227;o autoexplicativos? Tanto o t&#237;tulo como o resumo precisam ser bem redigidos, despertando interesse dos leitores em potencial. Para artigos originais, o resumo dever&#225; conter resultados num&#233;ricos e uma conclus&#227;o explicativa. </p>
      <p>14. Revise as diversas se&#231;&#245;es do IMRAD (Introduction, Methods, Results And Discussion), anotando quest&#245;es, identificando omiss&#245;es ou apresentando sugest&#245;es para aprimoramento do texto, sequencialmente, em pontos espec&#237;ficos. Quest&#245;es mais relevantes e potencialmente s&#233;rias devem ser colocadas ainda em pontos gerais. Esses pontos ter&#227;o de ser cuidadosa e detalhadamente respondidos e/ou atendidos pelos autores, caso o editor conceda a chance de uma nova submiss&#227;o. Seja cuidadoso e objetivo na sua reda&#231;&#227;o. Evite polemizar, desvalorizar ou usar adjetivos negativos. Redija pensando como o autor do artigo vai reagir ao seu parecer. </p>
      <p>15. Aqueles que publicam habitualmente na &#225;rea e na tem&#225;tica do artigo correm o s&#233;rio risco de se sentirem "donos" do assunto e quererem ser excessivamente detalhistas. Resista ao m&#225;ximo a essa perversa tend&#234;ncia. Lembre-se sempre, voc&#234; n&#227;o &#233; o autor do artigo! </p>
      <p>16. Emita coment&#225;rio sobre a an&#225;lise estat&#237;stica somente se possuir a devida <italic>expertise</italic>. Em caso contr&#225;rio ou de d&#250;vida, sugira a necessidade de um parecer especializado. </p>
      <p>17. Comente sobre a necessidade e adequa&#231;&#227;o de tabelas e figuras, especialmente quanto a legibilidade, duplicidade e clareza da informa&#231;&#227;o apresentada. </p>
      <p>18. Seja cr&#237;tico do uso de unidades cient&#237;ficas e de express&#245;es t&#233;cnicas ao longo do texto. Erros nesses aspectos s&#227;o muito prejudiciais para o peri&#243;dico no caso do artigo vir a ser efetivamente publicado. </p>
      <p>19. Familiarize-se, se for o caso, e tenha sempre muito claro o n&#237;vel cient&#237;fico t&#237;pico dos artigos habitualmente publicados por aquele peri&#243;dico. Essa percep&#231;&#227;o &#233; fundamental para calibrar adequadamente o seu parecer. N&#227;o h&#225; artigos 100% perfeitos ou 100% imperfeitos. Procure estratificar e ponderar o seu parecer de acordo com essa &#243;ptica. Para um mesmo artigo, seu grau de aconselhamento quanto &#224; publicabilidade deve ser diferente quando se trata de um peri&#243;dico de alt&#237;ssimo fator de impacto ou de outro ainda em fase de consolida&#231;&#227;o de um car&#225;ter mais local ou regional. </p>
      <p>20. Recomende rejei&#231;&#227;o se o artigo apresenta problemas s&#233;rios que N&#194;O podem ser resolvidos por meio da revis&#227;o do texto ou de uma rean&#225;lise dos dados, tais como: coleta incompleta ou m&#225; qualidade da informa&#231;&#227;o, amostra excessivamente pequena, aus&#234;ncia de grupo controle quando esse era imprescind&#237;vel para a an&#225;lise, hip&#243;tese cient&#237;fica inapropriada ou j&#225; devidamente estudada (falta de originalidade), delineamento experimental ou m&#233;todo inadequado para responder a pergunta formulada. Mesmo diante dessa situa&#231;&#227;o, procure sempre oferecer sugest&#245;es para o aprimoramento do texto e da an&#225;lise realizada. </p>
      <p>21. Quase sempre &#233; poss&#237;vel melhorar em alguma coisa um artigo. Sinta-se ent&#227;o &#224; vontade para sugerir, de modo construtivo, as mudan&#231;as e/ou detalhamentos que lhe parecerem mais apropriados; o(s) autor(es), o editor e os leitores lhe agradecer&#227;o. </p>
      <p>22. N&#227;o fa&#231;a qualquer men&#231;&#227;o objetiva sobre aceitar ou rejeitar o artigo no espa&#231;o destinado aos coment&#225;rios para os autores, isso deve ser reservado no espa&#231;o denominado de coment&#225;rio sigiloso para o editor. Evite o uso de adjetivos muito contundentes a favor ou contra o artigo em seu parecer. </p>
      <p>23. Caso o artigo lhe seja reenviado para parecer ap&#243;s os autores terem submetido uma nova vers&#227;o, limite-se exclusivamente a checar se suas recomenda&#231;&#245;es foram contempladas. Seja tolerante e avalie criteriosamente as situa&#231;&#245;es em que os autores discordam de sua recomenda&#231;&#227;o. Somente insista em exigir algo mais a ser revisado se for de extrema pertin&#234;ncia e relev&#226;ncia e ainda potencialmente danoso para os leitores e para o conhecimento cient&#237;fico, o que, convenhamos, &#233; muito raro de acontecer. </p>
      <p>24. Mantenha sempre claro que o seu papel como revisor &#233; de aconselhar o editor ou editor-associado, baseado na melhor das evid&#234;ncias dispon&#237;veis, e n&#227;o de tomar a decis&#227;o final, que s&#243; a eles cabe. Seu papel &#233; de perito, e n&#227;o de juiz! </p>
      <p>25. Nos coment&#225;rios finais para o editor, agrade&#231;a a oportunidade de ter revisado esse artigo e procure sintetizar seu parecer, concluindo de forma objetiva com uma recomenda&#231;&#227;o final, sinalizando, em sua opini&#227;o, o grau de prioridade e qual &#233; o potencial de citabilidade do artigo caso venha a ser publicado. </p>
    </disp-quote>
    <p>Atuar em revis&#227;o por pares significa alocar, voluntariamente, uma quantidade importante de energia e tempo e uma atribui&#231;&#227;o de muita responsabilidade, envolvendo diversas partes interessadas. Na realidade, um recente editorial aponta que para cada artigo submetido, um autor deveria se disponibilizar para revisar dois ou tr&#234;s artigos dos seus pares<sup>9</sup>. &#201; tamb&#233;m uma oportunidade &#237;mpar de conhecer com novos artigos antes que venham a ser publicados e de aprender com pares diferenciados como lidar com o processo cient&#237;fico<sup>12</sup>. Especialmente rica em aprendizado &#233; a chance de ler os coment&#225;rios dos outros revisores e editores, as respostas e as novas vers&#245;es dos artigos submetidas pelos autores ap&#243;s os pareceres e a operacionaliza&#231;&#227;o do processo pelo <italic>back-office</italic> do peri&#243;dico, conhecimento esse que certamente o ajudar&#225; na sua pr&#243;xima submiss&#227;o como autor. Esperando que este artigo contribua para um aprimoramento do sistema de revis&#227;o por pares dos <italic>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</italic>, n&#227;o se deve deixar de reconhecer que esse processo ainda precisa ser muito aperfei&#231;oado e que sua consist&#234;ncia - medida pela compara&#231;&#227;o dos pareceres de revisores para um mesmo artigo - &#233; ainda assustadoramente baixa, gerando insatisfa&#231;&#227;o dos autores, especialmente pelos longos prazos<sup>22</sup>, e que, mesmo quando h&#225; rejei&#231;&#227;o por um peri&#243;dico, a maioria dos artigos acaba sendo publicada, ainda que em peri&#243;dicos de menor impacto<sup>5,23,24</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Agradecimentos</bold>
    </p>
    <p>As atividades cient&#237;ficas do autor s&#227;o parcialmente financiadas por bolsa de produtividade em pesquisa do CNPq - n&#237;vel 1A - e pelo programa Cientista do Nosso Estado - Faperj.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Claudio Gil Soares de Ara&#250;jo </p>
        <p> Rua Siqueira Campos, 93/101, Copacabana </p>
        <p> 22031-070 - Rio de Janeiro, RJ, Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="cgil@cardiol.br">cgil@cardiol.br</email>; </p>
        <p>
          <email xlink:href="cgaraujo@iis.com.br">cgaraujo@iis.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 28/06/11, revisado recebido em 08/08/11; aceito em 09/08/11.</p>
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          <article-title>Student peer review decisions on submitted manuscripts are as stringent as faculty peer reviewers</article-title>
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          <article-title>Author perception of peer review: impact of review quality and acceptance on satisfaction</article-title>
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          <article-title>The fate of manuscripts rejected by a general medical journal</article-title>
          <source>Am J Med</source>
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          <article-title>Little evidence for effectiveness of scientific peer review</article-title>
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          <subject>Point of View</subject>
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        <article-title xml:lang="en">Peer review: a constantly-evolving scientific process</article-title>
      </title-group>
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    <body>
      <p>
        <bold>POINT OF VIEW</bold>
      </p>
      <p>
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          <label>
            <bold>Peer review: a constantly-evolving scientific process </bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Claudio Gil Soares de Ara&#250;jo</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Programa de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Ci&#234;ncias do Exerc&#237;cio e do Esporte - Universidade Gama Filho; CLINIMEX - Cl&#237;nica de Medicina do Exerc&#237;cio - Rio de Janeiro, Brasil</p>
      <p>Mailing Address</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Peer Review, Research; Bibliometrics; Periodicals as Topic.</p>
      <p>This article reviews some aspects and contextualizes the process of evaluating scientific merit by peer review, with emphasis on the absence of a more systematic method and lack of formal training to perform the review. Subsequently, based on the experience of the author as scientific reviewer for journals and funding agencies, 25 practical suggestions are presented for a more fruitful and efficient peer review of the Brazilian Archives of Cardiology. </p>
      <p>The advance of science is essential to society. For new concepts, information and technology to be incorporated, it is crucial that science progresses on a solid, consistent and reliable basis. While in the past the book was the primary form of dissemination of knowledge for scientists, in recent centuries, the scientific journals have been occupying this space. Structured primarily as organs of dissemination of scientific societies, the journals, which by their periodic nature were named "periodicals", made the information, results and conclusions published therein to become more valued. </p>
      <p>In parallel, whereas in the past only a few researchers, often dissociated from everyday practice, published articles and books, over the years this attitude gradually changed. Initially, the number of professionals increased with the involvement of the university due to the association between teaching, research and extension, creating a growing demand for higher-education teachers, regardless of their field of knowledge, to engage in research. More recently, with the increase in training opportunities and differentiated academic formation - Master and Doctorate degrees - the number of graduates from these courses who have a differentiated, scientifically based professional activity, often dissociated from the university career, but who remain motivated and engaged in the production of knowledge is increasing. </p>
      <p>It is therefore natural that there has been a considerable increase in production of knowledge, resulting in strong pressure on scientific journals. In turn, the editorial possibilities of increasing the number of articles published by a scientific society in a given period of time, either for economic or operational reasons, tend to be objectively limited. Within this context, there has been a progressive imbalance in the demand-supply association, forcing the journals to be more selective when choosing what to publish. </p>
      <p>The academic-scientific scenario has always had the practice of evaluating the merit in thesis or dissertation presentations, in studies sent to Congresses, when requesting financial support for research funding or when reviewing articles submitted for publication in journals. This process, generally called peer-review, has been granted an increasing decision-making responsibility<sup>1,2</sup>. While, in past, an editor with occasional support from some members of the editorial board decided to accept or reject an article, more recently, peer-review has become more sophisticated and consolidated as a fundamental step in the scientific process<sup>3</sup>. </p>
      <p>Regardless of academic discussions about merits and shortcomings of this process<sup>3-10</sup>, including those recently published in Brazilian medical journals<sup>11,12</sup>, peer-review is now universal in higher-quality journals. Interestingly, this process is rarely taught, practiced or discussed during the higher-level academic formation<sup>13-19</sup> or even by the researcher or scientist, and, it is, in fact, very little scientifically validated<sup>1,5,6</sup>. Similarly, scientific journals publish little on the subject and offer scant resources for the peers to perform this function. </p>
      <p>This lack of information and knowledge is being addressed, albeit still incipiently, by literature<sup>15,20</sup> and, more recently, by a specific forum of a publishing company responsible for several journals in different fields of knowledge<sup>21</sup>. It seems clear that the process of peer-review is presently in frank development and evolution. </p>
      <p>Similarly to the leading high-quality journals in the healthcare area, the Brazilian Archives of Cardiology have been consolidating a peer-review policy. When submitting a manuscript, authors may suggest reviewers from a long list of names of peers. However, it is possible that many of them have not had specific training or lack the experience to act as reviewers. Based on a long history in the process of peer review - on both sides, as author and reviewer - I intend to present in this text, 25 considerations and practical suggestions on how to act efficiently, for the journal, the editor and the author (s), as reviewer. </p>
      <disp-quote>
        <p>1. Being invited to work in peer-review is an act of implicit recognition of your competence in the area of knowledge and your expertise. The editor or associate editor who invited you is delegating the responsibility to advise them on the merits of publishing or not publishing a given article.</p>
        <p>2. Carefully read the submitted abstract and only accept to review it if you have the proper technical and scientific expertise and the assurance of time availability to do so within the deadline proposed by the journal. </p>
        <p>3. Confirm receipt and acceptance of the invitation to review it as soon as possible.</p>
        <p>4. Carefully record this invitation, either by using a specific marking for the e-mail or putting it in a specific folder, and, ideally, record at least the following items: journal name, article title, date of the invitation and deadline for response.</p>
        <p>5. Prioritize your activities as not to exceed the proposed deadline. If you have to do it, inform the editor as soon as possible, allowing him/her to decide whether to cancel the request made to you or to extend the deadline. As good practice, once you accepted the invitation to assess the manuscript, it should be done within a maximum of 15 days. This period should be even lower for the second review, when it takes less time to check the authors' answers and the new version of the text.</p>
        <p>6. If you have too many manuscripts to assess, try to schedule a time in your agenda for this action. Ideally, start and complete the task of assessing a manuscript on the same day and without major disruptions. </p>
        <p>7. Do not discuss with professors, students or colleagues about the article you are to review or the assessment you are to make, even after the article has been published. Maintaining the secrecy of the reviewer and the author is critical to the quality and fairness of the process. </p>
        <p>8. Always consider that the article must have been written by serious and competent researchers. YOU ARE NOT THE AUTHOR! Thus, respect the authors' style, ideas and conceptions, even if they are not exactly of your preference. Be open to healthy disagreements to your <italic>status quo</italic>. </p>
        <p>9. Carry out a complete and preliminary reading of the article for an overview and as a reader who knows the topic. Form a preliminary view on the degree of originality, overall quality of text and contribution to the body of knowledge. </p>
        <p>10. With the text on your computer screen, open a window of your word processor and insert two titles - general points and specific points -. Below the general points, write a brief paragraph describing what the article is about. </p>
        <p>11. Following, write a paragraph, scoring: adequacy of the article to the journal scope and probable degree of interest to readers, general aspects of the article formatting in relation to the journal style - number of words, organization into sections, number of figures and tables, keywords etc. - and clarity of writing. If there are problems with the grammar and/or typing errors, just specify the need for a revision in this regard. </p>
        <p>12. Carefully analyze the list of references. Be stringent regarding secondary references (it is necessary to cite the original source) or others that are not very accessible, such as theses and congress abstracts. It is convenient to do a quick literature search with the most appropriate keywords, checking if any recent and relevant article has been omitted. Make a general comment on the appropriateness of the number, degree of updating and formatting of references. Make sure the cited articles have, in fact, the information described in the article undergoing review. As the theme is your area of expertise, an incorrect statement will probably be easier to be observed and checked. This is one of the best possible contributions made by the reviewer. If you identify or remember some important article that has been omitted, make a note below the caption "specific points". Do not be offended if the authors did not mention you "famous and classic" article in their reference list. If the number of references is already long, you should indicate those that seem less relevant or important. </p>
        <p>13. Analyze the title and summary. Are they self-explanatory? Both the title and summary must be well written, rousing the interest of potential readers. For original articles, the abstract should contain numerical results and an explanatory conclusion. </p>
        <p>14. Review the various sections of IMRAD (Introduction, Methods, Results And Discussion), noting down questions, identifying omissions or making suggestions for text improvement, sequentially at specific points. More relevant and potentially serious questions should be still placed in general points. These points must be carefully and thoroughly answered and/or reviewed by the authors, if the editor gives the authors a chance for a new submission. Be careful and objective in your writing. Avoid arguing, devaluing or using negative adjectives. As you write, think about how the writer will react to your assessment. </p>
        <p>15. Those who regularly publish in the area and about the topic of the article are in serious danger of feeling as if they "owned" the subject and wanting to be too detailed. Resist the most to this perverse trend. Always remember, you are not the author of the article! </p>
        <p>16. Only make comments about the statistical analysis if you have the appropriate expertise. In case of doubt or otherwise, suggest the need for an expert's opinion. </p>
        <p>17. Comment on the need and appropriateness of tables and figures, especially in terms of readability, duplications and clarity of the information shown in them. </p>
        <p>18. Be critical of the use of scientific units and technical terms throughout the text. Errors in these aspects are very harmful to the journal, if the article turns out to be effectively published. </p>
        <p>19. Get acquainted with it, if necessary, and always keep in mind the typical level of scientific articles regularly published by that journal. This perception is crucial to properly adjust your opinion. There are no 100% perfect or imperfect articles. Try to stratify and weight your opinion according to this perspective. For the same article, the degree of advice on its publishability should be different when it comes to a journal of high impact factor or another still in the consolidation phase, of a more local or regional character. </p>
        <p>20. Recommend rejection if the article has serious problems that cannot be solved by text review or data reanalysis, such as incomplete collection or poor quality of information, excessively small sample size, lack of control groups when this was crucial to analysis, inappropriate scientific hypothesis or one that has already been well studied (lack of originality), inadequate experimental design or method to answer the formulated question. Even in this situation, always try to offer suggestions for improving the text and the performed analysis. </p>
        <p>21. It is almost always possible to improve an article somehow. Feel free to constructively suggest changes and/or details that seem the most appropriate and the author (s), the editor and readers will thank you for it. </p>
        <p>22. Make no objective mention about accepting or rejecting the article in the space destined for comments for the authors; this must be done in space reserved for confidential comments to the editor. Avoid using adjectives that are very direct in favor of or against the article in your assessment. </p>
        <p>23. If the article is sent to you for reassessment after the authors submitted a new version, limit yourself to check if your recommendations have been incorporated. Be tolerant and carefully evaluate the situations in which the authors disagree with your recommendations. Only insist on demanding that something else be revised if it is of utmost relevance and importance and also potentially damaging to the readers and the scientific knowledge, which, let us face it, is very rare. </p>
        <p>24. Keep in mind that your role as reviewer is to advise the editor or associate editor, based on best available evidence, and not to make the final decision, which is their sole responsibility. Your role is that of an expert, not a judge! </p>
        <p>25. In the final comments to the editor, thank for the opportunity to have reviewed the article and try to synthesize your assessment, concluding it in an objective manner with a final recommendation, signaling, in your opinion, what degree of priority and what the potential citability of the article is, in case it is published. </p>
      </disp-quote>
      <p>Working with peer review means voluntarily allocating a significant amount of time and energy into an assignment of great responsibility, which involves different interested parts. In fact, a recent editorial pointed out that for every article submitted, an author should be available to review two or three articles of their peers<sup>9</sup>. It is also a unique opportunity to know new articles before they are published to learn with different peers how to deal with the scientific process<sup>12</sup>. Especially rich in learning is the chance to read the comments of other reviewers and editors, answers and new versions of the articles submitted by authors after assessments and the process operationalization by the journal back-office, which will certainly help you in your next submission as an author. </p>
      <p>I hope this article contributes to the improvement of peer review of the Brazilian Archives of Cardiology; one must not fail to recognize that the process of peer review still needs to be much improved and that its consistency - measured by comparing the opinions of different reviewers for the same article - is still alarmingly low, causing dissatisfaction among the authors, especially due to the long waiting periods<sup>22</sup>, and the fact that, even when there is rejection by a journal, most articles end up being published, even if in journals with lower impact factors<sup>5,23,24</sup> . </p>
      <p>
        <bold>Acknowledgments</bold>
      </p>
      <p>The author's scientific activities are partially financed by research productivity grant from CNPq - Level 1A - and the Scientist of Our State - FAPERJ program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Revisi&#243;n por pares: un proceso cient&#237;fico en constante perfeccionamiento</article-title>
      </title-group>
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    <body>
      <p>
        <bold>PUNTO DE VISTA</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="enda-body3">
          <label>
            <bold>Revisi&#243;n por pares: un proceso cient&#237;fico en constante perfeccionamiento</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Claudio Gil Soares de Ara&#250;jo</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Programa de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Ci&#234;ncias do Exerc&#237;cio e do Esporte - Universidade Gama Filho; CLINIMEX - Cl&#237;nica de Medicina do Exerc&#237;cio - Rio de Janeiro, Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Revisi&#243;n de investigaci&#243;n por pares, bibliometr&#237;a, publicaciones peri&#243;dicas.</p>
      <p>El presente art&#237;culo es una revisi&#243;n de algunos aspectos, y contextualiza el proceso de evaluaci&#243;n del m&#233;rito cient&#237;fico por los pares, haciendo hincapi&#233; en la ausencia de una mayor sistematizaci&#243;n y en la falta de una capacitaci&#243;n formal para la ejecuci&#243;n de la revisi&#243;n. A continuaci&#243;n, y con base en la experiencia cient&#237;fica del autor como observador de los peri&#243;dicos y de las agencias de fomento, presentamos 25 sugerencias pr&#225;cticas para una actuaci&#243;n m&#225;s ventajosa y eficiente para la revisi&#243;n por pares de los Archivos Brasile&#241;os de Cardiolog&#237;a.</p>
      <p>El avance de la ciencia es fundamental para la sociedad. Para que nuevos conceptos, informaciones y tecnolog&#237;as puedan ser incorporados, es un imperativo que la ciencia progrese bajo bases s&#243;lidas, consistentes y confiables. Mientras que antiguamente el libro era la forma preliminar de divulgaci&#243;n para los cient&#237;ficos, en los &#250;ltimos siglos, las revistas de cu&#241;o cient&#237;fico han venido ocupando ese espacio. Estructuradas en un primer momento como &#243;rganos de divulgaci&#243;n de las sociedades cient&#237;ficas, las revistas, que por su naturaleza peri&#243;dica regular pasaron a ser nombradas de peri&#243;dicos, hicieron que las informaciones, los resultados y las conclusiones en ellas publicados, se valorasen m&#225;s. </p>
      <p>Al mismo tiempo, y mientras en el pasado solamente pocos investigadores a menudo disociados de la pr&#225;ctica profesional cotidiana, publicaban art&#237;culos y libros, a lo largo de los a&#241;os, esa postura fue cambiando gradualmente. En un principio, el n&#250;mero de profesionales creci&#243; con la participaci&#243;n del medio universitario, mediante la indisolubilidad entre la ense&#241;anza, la investigaci&#243;n y la extensi&#243;n, generando una demanda creciente para que los docentes de la ense&#241;anza superior, independientemente del &#225;rea de conocimiento, se involucrasen en la investigaci&#243;n. Recientemente, con el aumento de las oportunidades de capacitaci&#243;n y formaci&#243;n acad&#233;mica diferenciada (maestr&#237;a y doctorado), ha aumentado el n&#250;mero de egresos de esos cursos que mantienen una actividad profesional diferenciada, cient&#237;ficamente fundamentada, y en muchas ocasiones desvinculada de la carrera universitaria, pero que siguen motivados y actuando en la producci&#243;n del conocimiento. </p>
      <p>Por tanto, es natural que est&#233; ocurriendo un ostensible aumento de la producci&#243;n de conocimiento, generando una fuerte presi&#243;n sobre los peri&#243;dicos cient&#237;ficos. A su vez, las posibilidades editoriales de aumento del n&#250;mero de art&#237;culos publicados por una determinada sociedad cient&#237;fica, en cierto per&#237;odo de tiempo, ya sea por razones econ&#243;micas, o por motivos operacionales, tienden a ser objetivamente limitadas. Dentro de ese contexto, se ha generado un progresivo desequilibrio en la relaci&#243;n oferta y demanda, obligando a los peri&#243;dicos a ser cada vez m&#225;s selectivos en la elecci&#243;n de lo que publican. </p>
      <p>El medio acad&#233;mico-cient&#237;fico siempre tuvo la praxis de la evaluaci&#243;n del m&#233;rito en las defensas de las tesis o disertaciones, en las investigaciones enviadas a los congresos, en la solicitaci&#243;n de ayuda financiera para la financiaci&#243;n de las investigaciones, o en el an&#225;lisis cr&#237;tico de los art&#237;culos que son sometidos para publicaci&#243;n en los peri&#243;dicos. A ese proceso, generalmente denominado revisi&#243;n por pares, se le atribuye una creciente responsabilidad de decisi&#243;n<sup>1,2</sup>. Mientras antiguamente un editor, con el eventual apoyo de algunos miembros del consejo editorial, decid&#237;a aceptar o denegar un art&#237;culo, recientemente, la revisi&#243;n por pares ha venido perfeccion&#225;ndose y consolid&#225;ndose como una etapa fundamental del proceso cient&#237;fico<sup>3</sup>. </p>
      <p>Independientemente de las discusiones acad&#233;micas sobre los m&#233;ritos y dem&#233;ritos de ese proceso<sup>3-10</sup>, incluso recientemente, en peri&#243;dicos brasile&#241;os del &#225;rea m&#233;dica<sup>11,12</sup>, la revisi&#243;n por pares es actualmente universal en los peri&#243;dicos de mayor calidad. Como un dato interesante para dar a conocer, ese proceso raramente se ense&#241;a, se discute o incluso ni siquiera se ofrece una capacitaci&#243;n sobre &#233;l durante la formaci&#243;n acad&#233;mica del profesional de nivel superior<sup>13-19</sup>, ni tampoco del investigador o del cient&#237;fico, y en realidad est&#225; muy poco validado cient&#237;ficamente<sup>1,5,6</sup>. Igualmente, los peri&#243;dicos cient&#237;ficos publican muy poco sobre la tem&#225;tica y ofrecen pocos subsidios para que los pares puedan desempe&#241;ar esa funci&#243;n. Ese vac&#237;o en la informaci&#243;n y en el conocimiento, se ha venido abordando de modo bastante incipiente todav&#237;a, por parte de la literatura<sup>15,20</sup> y m&#225;s recientemente, por un foro espec&#237;fico de una editorial responsable de diversos peri&#243;dicos de distintas &#225;reas del conocimiento<sup>21</sup>. As&#237;, nos queda claro que el proceso de revisi&#243;n por pares se presenta como un proceso en pleno desarrollo y evoluci&#243;n.</p>
      <p>Por otro lado, de la misma forma que los principales peri&#243;dicos de alta calidad del &#225;rea de la salud lo hacen, los Archivos Brasile&#241;os de Cardiolog&#237;a, tambi&#233;n han venido consolidando una pol&#237;tica de revisi&#243;n por pares. Al enviar un art&#237;culo, los autores pueden sugerir revisores dentro de una amplia lista de nombres de pares. Sin embargo, es posible que muchos de ellos no hayan tenido una capacitaci&#243;n espec&#237;fica o que carezcan de experiencia para actuar como revisores. Bas&#225;ndonos en una larga trayectoria en los procesos de revisi&#243;n por pares (de los dos lados, como autor y como revisor), pretendo presentar en este texto, 25 consideraciones y sugerencias pr&#225;cticas sobre c&#243;mo actuar con eficiencia para el peri&#243;dico, para el editor y para el (los) autor (es), como revisor.</p>
      <disp-quote>
        <p>1. Ser invitado para actuar en la revisi&#243;n por pares es un acto de reconocimiento impl&#237;cito de su competencia en el &#225;rea de conocimiento, y de su seriedad profesional. Al editor o editor-asociado, que invitaron, le est&#225;n delegando la responsabilidad de aconsejarlos sobre el m&#233;rito que es publicar o no publicar un determinado art&#237;culo. </p>
        <p>2. Lea con detenimiento el <italic>abstract</italic> enviado y solo acepte revisarlo si posee la suficiente experiencia cient&#237;fico-t&#233;cnica, y la seguridad de la disponibilidad de tiempo para hacerlo dentro de la fecha tope propuesta por el peri&#243;dico.</p>
        <p>3. Confirme la recepci&#243;n y la aceptaci&#243;n de la invitaci&#243;n para revisar a la mayor brevedad posible.</p>
        <p>4. Registre juiciosamente esa invitaci&#243;n, ya sea con una marca diferenciada del <italic>e-mail </italic>o separ&#225;ndola en una carpeta espec&#237;fica y si puede, ser&#237;a ideal que registrase por lo menos, los siguientes datos: nombre del peri&#243;dico, t&#237;tulo del art&#237;culo, fecha de la invitaci&#243;n y fecha tope para la entrega de la respuesta. </p>
        <p>5. Priorice sus actividades para no rebasar la fecha tope propuesta. Pero si lo tiene que hacer, inf&#243;rmeselo cuanto antes al editor, para facilitarle su decisi&#243;n sobre si cancela la solicitaci&#243;n que le fue hecha o si posterga el plazo. Como una buena pr&#225;ctica, una vez aceptada la invitaci&#243;n para emitir el parecer, eso deber&#225; ser ejecutado como m&#225;ximo en 15 d&#237;as. Ese plazo debe ser todav&#237;a menor, en la segunda rueda o sesi&#243;n de revisi&#243;n, cuando se lleva menos tiempo para comprobar las respuestas de los autores y la nueva versi&#243;n del texto. </p>
        <p>6. En el caso de que tenga muchos pareceres para emitir, intente reservar un horario formal en su agenda para esa funci&#243;n. Ser&#237;a ideal que empiece y que termine la tarea de emitir un parecer en una sola jornada y sin muchas interrupciones. </p>
        <p>7. No comente nada con los profesores, colegas o alumnos, sobre el art&#237;culo que recibi&#243; para revisar, o sobre el parecer que est&#225; emitiendo, incluso despu&#233;s de que el art&#237;culo haya sido publicado. Mantener el sigilo del revisor y de los autores es fundamental para garantizar la calidad y la honradez del proceso.</p>
        <p>8. Tenga en cuenta siempre que el art&#237;culo debe de ser escrito por investigadores serios y competentes. &#161;USTED NO ES EL AUTOR! Por tanto, respete el estilo, las ideas y las concepciones del autor, incluso cuando ellas no sean exactamente las preferidas por usted. Est&#233; siempre preparado para aceptar esas sanas discordancias de su <italic>status quo</italic>.</p>
        <p>9. Haga una lectura preliminar y completa del art&#237;culo, para obtener una visi&#243;n general como lector y como conocedor del t&#243;pico. Forme una opini&#243;n preliminar en torno a lo in&#233;dito del art&#237;culo, calidad general del texto y contribuci&#243;n al cuerpo de conocimiento. </p>
        <p>10. Con el texto del art&#237;culo abierto en su pantalla, abra una ventana de su procesador de texto y ponga dos t&#237;tulos (puntos generales y puntos espec&#237;ficos). A continuaci&#243;n, y debajo de los puntos generales, escriba un par&#225;grafo sencillo, donde describa sobre lo que trata el art&#237;culo. </p>
        <p>11. Continuando, redacte un par&#225;grafo donde estipule: la adecuaci&#243;n del art&#237;culo al objetivo del peri&#243;dico y probable grado de inter&#233;s para los lectores, aspectos generales del formateo del art&#237;culo con relaci&#243;n al estilo del peri&#243;dico (n&#250;mero de palabras, organizaci&#243;n en secciones, n&#250;mero de figuras y tablas, palabras-clave, etc.) y claridad de la redacci&#243;n. Si hay problemas gramaticales y/o de tecleo, especifique solamente la necesidad de una revisi&#243;n en ese aspecto. </p>
        <p>12. Analice con mucho juicio la lista de las Referencias. Sea exigente con relaci&#243;n a las referencias secundarias (es necesario citar la fuente original), u otras poco accesibles, como tesis y res&#250;menes de congresos. Es conveniente hacer una r&#225;pida b&#250;squeda de la literatura con las palabras-clave m&#225;s apropiadas, chequeando si alg&#250;n art&#237;culo relevante y reciente fue omitido. Haga un comentario gen&#233;rico sobre la adecuaci&#243;n del n&#250;mero, grado de actualizaci&#243;n y formateo de las referencias. Compruebe si los art&#237;culos citados poseen de hecho, la informaci&#243;n descrita en el art&#237;culo en la revisi&#243;n. Una vez que el tema es de su &#225;rea de actuaci&#243;n, probablemente una eventual afirmaci&#243;n incorrecta ser&#225; m&#225;s f&#225;cil de ser observada y constatada. &#201;se es uno de los mayores aportes que el revisor puede dar. En el caso de que identifique o se acuerde de alg&#250;n art&#237;culo importante que haya sido omitido, ponga una observaci&#243;n debajo del subt&#237;tulo "puntos espec&#237;ficos". No se preocupe si los autores no citaron aquel art&#237;culo suyo "famoso y cl&#225;sico" en su lista de referencias. Si el n&#250;mero de referencias ya es grande, usted deber&#225; indicar las que le parezcan menos pertinentes o importantes. </p>
        <p>13. Analice el t&#237;tulo y el resumen. &#191;Son ellos autoexplicativos? Tanto el t&#237;tulo como el resumen, necesitan estar bien redactados, para despertar el inter&#233;s de los lectores en potencial. En los art&#237;culos originales, el resumen deber&#225; contener los resultados num&#233;ricos y una conclusi&#243;n explicativa.</p>
        <p>14. Revise las diversas secciones del IMRAD (<italic>Introduction, Methods, Results And Discussion</italic>), anotando las cuestiones, identificando las omisiones o presentando sugerencias para el perfeccionamiento del texto, en secuencia y en los puntos espec&#237;ficos. Las cuestiones m&#225;s relevantes y potencialmente serias, deben ser colocadas incluso en puntos generales. Esos puntos tendr&#225;n que ser cuidadosa y detalladamente respondidos y/o atendidos por los autores, en el caso de que el editor conceda la oportunidad de una nueva remisi&#243;n o env&#237;o. Obre con cuidado y sea objetivo en su redacci&#243;n. Evite polemizar, desvalorizar o usar adjetivos negativos. Redacte siempre pensando en c&#243;mo el autor del art&#237;culo reaccionar&#237;a a su opini&#243;n. </p>
        <p>15. Aquellos que publican habitualmente en el &#225;rea y en la tem&#225;tica del art&#237;culo, corren el serio riesgo de sentirse los "due&#241;os" del asunto y de querer ser excesivamente detallistas. Res&#237;stase al m&#225;ximo a esa perversa tendencia. Y recuerde siempre que &#161;usted no es el autor del art&#237;culo! </p>
        <p>16. Emita un comentario sobre el an&#225;lisis estad&#237;stico solamente si tiene la debida experiencia. En el caso contrario, o si le surgen dudas, puede sugerir solicitar un parecer especializado.</p>
        <p>17. Comente sobre la necesidad y la adecuaci&#243;n de tablas y figuras, especialmente en cuanto a la legibilidad, duplicidad y claridad de la informaci&#243;n presentada. </p>
        <p>18. Sea cr&#237;tico sobre el uso de las unidades cient&#237;ficas y de las expresiones t&#233;cnicas a lo largo del texto. Los errores en esos aspectos son muy da&#241;inos para el peri&#243;dico en el caso de que el art&#237;culo sea publicado. </p>
        <p>19. Familiar&#237;cese si es necesario, y tenga siempre muy claro el nivel cient&#237;fico que es com&#250;n a los art&#237;culos habitualmente publicados por aquel peri&#243;dico. Esa percepci&#243;n es fundamental para sopesar adecuadamente su parecer. No hay art&#237;culos 100% perfectos o 100% imperfectos. Busque estratificar y ponderar su parecer de acuerdo con esa &#243;ptica. Para un mismo art&#237;culo, su grado de asesoramiento en cuanto al nivel de publicaci&#243;n, debe ser diferente cuando se trata de un peri&#243;dico de alt&#237;simo factor de impacto, o de otro que todav&#237;a est&#225; en la fase de consolidaci&#243;n con un car&#225;cter m&#225;s local o regional. </p>
        <p>20. Recomiende la denegaci&#243;n si el art&#237;culo presenta problemas serios que NO pueden ser resueltos por medio de la revisi&#243;n del texto, o de un nuevo an&#225;lisis de los datos, tales como: recolecci&#243;n incompleta o de mala calidad de la informaci&#243;n, una muestra excesivamente peque&#241;a, ausencia del grupo control cuando ese grupo era imprescindible para el an&#225;lisis, hip&#243;tesis cient&#237;fica inadecuada o que ya fue debidamente estudiada (falta de originalidad), delineamento experimental o m&#233;todo inadecuado para responder a una pregunta formulada. Pero incluso frente a esa situaci&#243;n, procure siempre ofrecer sugerencias para el perfeccionamiento del texto y del an&#225;lisis realizado. </p>
        <p>21. Casi siempre es posible que un art&#237;culo se pueda mejorar en alg&#250;n aspecto. Entonces, si&#233;ntase c&#243;modo para sugerir, de modo constructivo, los cambios y/o desgloses o detalles que le parezcan m&#225;s adecuados; el(s) autor(es), el editor y los lectores se lo van a agradecer.</p>
        <p>22. No haga ninguna menci&#243;n objetiva sobre aceptar o denegar el art&#237;culo en el espacio destinado a los comentarios para los autores, porque eso debe ser reservado en el espacio denominado como "comentario sigiloso para el editor". En su parecer, evite el uso de adjetivos muy contundentes a favor o en contra del art&#237;culo. </p>
        <p>23. En el caso de que el art&#237;culo le sea reenviado para entrar despu&#233;s de que los autores hayan enviado o sometido una nueva versi&#243;n, at&#233;ngase exclusivamente a chequear si sus recomendaciones fueron contempladas. Sea tolerante y eval&#250;e juiciosamente las situaciones en que los autores no est&#225;n de acuerdo con su recomendaci&#243;n. Y solo insista en exigir algo m&#225;s para revisar si es extremadamente pertinente y relevante, y si es potencialmente perjudicial para los lectores y para el conocimiento cient&#237;fico, lo que, aqu&#237; entre nosotros, es muy raro que pueda pasar. </p>
        <p>24. Mantenga siempre claro que su papel como revisor es el de aconsejar al editor o editor-asociado, bas&#225;ndose en la mejor de las evidencias disponibles, y no el de tomar la decisi&#243;n final, que solo les compete a ellos tomarla. &#161;Su papel es el de perito, y no de juez!</p>
        <p>25. En los comentarios finales para el editor, agradezca la oportunidad de haber revisado ese art&#237;culo e intente sintetizar su parecer, concluyendo de forma objetiva y con una recomendaci&#243;n final, acotando en su opini&#243;n, el grado de prioridad y cu&#225;l es el potencial de citaci&#243;n del art&#237;culo, en el caso de que sea publicado.</p>
      </disp-quote>
      <p>Actuar en revisi&#243;n por pares significa destinar voluntariamente, una cantidad importante de energ&#237;a y de tiempo y una atribuci&#243;n de mucha responsabilidad, que involucra a las diversas partes interesadas. En realidad, un reciente editorial apunta que para cada art&#237;culo sometido, un autor deber&#237;a estar disponible para revisar dos o tres art&#237;culos de sus pares<sup>9</sup>. Tambi&#233;n es una oportunidad sin parang&#243;n para conocer los nuevos art&#237;culos antes de que sean publicados, y de aprender con pares diferenciados c&#243;mo lidiar con el proceso cient&#237;fico<sup>12</sup>. Especialmente rica en aprendizaje es la oportunidad de leer los comentarios de los otros revisores y editores, las respuestas y las nuevas versiones de los art&#237;culos enviadas por los autores despu&#233;s de los pareceres, y la operacionalizaci&#243;n del proceso por el <italic>back-office</italic> del peri&#243;dico, conocimiento que con seguridad, lo ayudar&#225; en su posterior env&#237;o como autor. En la esperanza de que este art&#237;culo sea un aporte para el perfeccionamiento de la revisi&#243;n por pares de los Archivos Brasile&#241;os de Cardiolog&#237;a, hay que decir tambi&#233;n, que no debemos dejar de reconocer que el proceso de revisi&#243;n por pares todav&#237;a necesita ser bastante perfeccionado y que su consistencia (medida por la comparaci&#243;n de los pareceres de revisores para un mismo art&#237;culo), todav&#237;a es enormemente baja, generando una insatisfacci&#243;n en los autores, especialmente por los largos plazos<sup>22</sup>, y que, incluso cuando se da la denegaci&#243;n por un peri&#243;dico, la mayor&#237;a de los art&#237;culos acaba siendo publicado, aunque sea en peri&#243;dicos de menor impacto<sup>5,23,24</sup>. </p>
      <p>
        <bold>Agradecimientos</bold>
      </p>
      <p>Las actividades cient&#237;ficas del autor han sido parcialmente financiadas por una beca de productividad en investigaci&#243;n del CNPq (nivel 1&#170;), y por el programa Cient&#237;fico de Nuestro Estado - Faperj.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
