<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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          <subject>Ponto de Vista</subject>
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        <article-title>Debate propositivo sobre os biossimilares de enoxaparina no Brasil</article-title>
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          <named-content content-type="city">Rio de Janeiro</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal do Rio de Janeiro</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Instituto de Bioqu&#237;mica M&#233;dica </institution>
        <institution content-type="orgdiv2">Hospital Universit&#225;rio Clementino Fraga Filho</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>01</month>
        <year>2012</year>
      </pub-date>
      <volume>98</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>e11</fpage>
      <lpage>e14</lpage>
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          <day>12</day>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>Algumas patentes das heparinas de baixo peso molecular expiraram e outras est&#227;o vencendo. Vers&#245;es biossimilares desses f&#225;rmacos est&#227;o dispon&#237;veis para o uso cl&#237;nico em v&#225;rios pa&#237;ses. Entretanto, ainda persiste ceticismo sobre a possibilidade de se obter prepara&#231;&#245;es semelhantes ao medicamento original em raz&#227;o do complexo processo para gerar heparina de baixo peso molecular. Nosso laborat&#243;rio analisou, nos &#250;ltimos anos, amostras de enoxaparina dispon&#237;veis para uso cl&#237;nico no Brasil. J&#225; analisamos 30 lotes distintos e 70 produtos acabados. Essas prepara&#231;&#245;es foram avaliadas quanto &#224; estrutura qu&#237;mica, distribui&#231;&#227;o de peso molecular, atividade anticoagulante in vitro e efeitos farmacol&#243;gicos em modelos animais de trombose e sangramento. Claramente, nossos resultados indicam que as prepara&#231;&#245;es biossimilares de enoxaparina s&#227;o semelhantes ao medicamento original. Nossos resultados indicam que essas vers&#245;es biossimilares de enoxaparina s&#227;o uma alternativa terap&#234;utica v&#225;lida, mas que requerem regulamenta&#231;&#227;o adequada para assegurar o atendimento de requisitos regulat&#243;rios apropriados.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Enoxaparina</kwd>
        <kwd>heparina</kwd>
        <kwd>heparina de baixo peso molecular</kwd>
        <kwd>fibrinol&#237;ticos</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>08</day>
        <month>02</month>
        <year>2012</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>PONTO DE VISTA</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Debate propositivo sobre os biossimilares de enoxaparina no Brasil</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Paulo A.S. Mour&#227;o; Bianca F. Glauser; Bruno C. Vairo; Mariana S. Pereira</bold>
    </p>
    <p>Laborat&#243;rio de Tecido Conjuntivo, Hospital Universit&#225;rio Clementino Fraga Filho - Instituto de Bioqu&#237;mica M&#233;dica, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil </p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>Algumas patentes das heparinas de baixo peso molecular expiraram e outras est&#227;o vencendo. Vers&#245;es biossimilares desses f&#225;rmacos est&#227;o dispon&#237;veis para o uso cl&#237;nico em v&#225;rios pa&#237;ses. Entretanto, ainda persiste ceticismo sobre a possibilidade de se obter prepara&#231;&#245;es semelhantes ao medicamento original em raz&#227;o do complexo processo para gerar heparina de baixo peso molecular. Nosso laborat&#243;rio analisou, nos &#250;ltimos anos, amostras de enoxaparina dispon&#237;veis para uso cl&#237;nico no Brasil. J&#225; analisamos 30 lotes distintos e 70 produtos acabados. Essas prepara&#231;&#245;es foram avaliadas quanto &#224; estrutura qu&#237;mica, distribui&#231;&#227;o de peso molecular, atividade anticoagulante <italic>in vitro</italic> e efeitos farmacol&#243;gicos em modelos animais de trombose e sangramento. Claramente, nossos resultados indicam que as prepara&#231;&#245;es biossimilares de enoxaparina s&#227;o semelhantes ao medicamento original. Nossos resultados indicam que essas vers&#245;es biossimilares de enoxaparina s&#227;o uma alternativa terap&#234;utica v&#225;lida, mas que requerem regulamenta&#231;&#227;o adequada para assegurar o atendimento de requisitos regulat&#243;rios apropriados.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Enoxaparina, heparina, heparina de baixo peso molecular, fibrinol&#237;ticos.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>As heparinas de baixo peso molecular (LMWHs) s&#227;o um grande avan&#231;o na preven&#231;&#227;o e no tratamento das doen&#231;as tromboemb&#243;licas e cardiovasculares. Os estudos comparativos desses f&#225;rmacos com as heparinas n&#227;o fracionadas (UFHs) revelam que as LMWHs possuem efeito inexpressivo no risco de sangramentos; t&#234;m vida m&#233;dia mais longa; apresentam efeito terap&#234;utico mais duradouro; e possibilidade de administra&#231;&#227;o por via subcut&#226;nea. Ademais, as LMWHs podem ser prescritas para uso em pacientes ambulatoriais sem as exig&#234;ncias de monitoramentos laboratoriais.</p>
    <p>Algumas patentes das LMWHs expiraram e outras est&#227;o vencendo. Vers&#245;es biossimilares desses f&#225;rmacos est&#227;o dispon&#237;veis para o uso cl&#237;nico em v&#225;rios pa&#237;ses, incluindo Brasil e Estados Unidos. Elas permitem a redu&#231;&#227;o do custo das LMWHs.</p>
    <p>A introdu&#231;&#227;o desses biossimilares de LMWHs levantou o debate sobre suas similaridades com o f&#225;rmaco original. No Brasil, ele ficou restrito a poucas discuss&#245;es p&#250;blicas e a duas publica&#231;&#245;es recentes<sup>1,2</sup>. Contudo, no exterior, o debate foi muito mais desafiador. Por exemplo, propunha que a&#231;&#250;cares c&#237;clicos estariam envolvidos no mecanismo de a&#231;&#227;o do f&#225;rmaco e estariam diminu&#237;dos nos biossimilares de enoxaparina. Por falta de publica&#231;&#245;es consistentes que confirmassem tal hip&#243;tese o debate arrefeceu.</p>
    <p>Outro aspecto introduzido foi o da impossibilidade de se demonstrar similaridade entre prepara&#231;&#245;es de heparina. As heparinas n&#227;o possuem um peso molecular preciso, pois s&#227;o misturas de produtos com v&#225;rios pesos moleculares e com estrutura heterog&#234;nea. Assim, seria poss&#237;vel assegurar similaridade entre prepara&#231;&#245;es de heparina?</p>
    <p>O questionamento levantou um tema relevante sobre a a&#231;&#227;o de f&#225;rmacos. Demonstrar a similaridade entre duas mol&#233;culas, com peso molecular reduzido, usando os atuais m&#233;todos f&#237;sico-qu&#237;micos, &#233; exequ&#237;vel e mesmo f&#225;cil de fazer. Mesmo para uma prote&#237;na &#233; fact&#237;vel, com o uso de m&#233;todos correntes de sequenciamento de amino&#225;cidos, associados &#224; determina&#231;&#227;o da conforma&#231;&#227;o por m&#233;todos f&#237;sico-qu&#237;micos e ao estabelecimento do padr&#227;o de glicosila&#231;&#227;o.</p>
    <p>Nosso laborat&#243;rio publicou recentemente relatos de similaridades entre prepara&#231;&#245;es de enoxaparina<sup>3</sup> e dissilaridades entre UFHs<sup>4</sup>. Se asseguramos que um produtor obteve lotes similares de enoxaparina, por que n&#227;o podemos, com o uso das mesmas metodologias, assegurar que uma prepara&#231;&#227;o biossimilar &#233; similar &#224; enoxaparina original? Sim, esse &#233; o princ&#237;pio b&#225;sico dos conceitos farmacopeicos. Logo, o debate sobre a dificuldade de se assegurar similaridade entre prepara&#231;&#245;es de LMWHs tamb&#233;m arrefeceu.</p>
    <p>Desanuviada essa discuss&#227;o conceitual, empreendida no exterior, a quest&#227;o essencial para n&#243;s &#233;: os biossimilares de enoxaparina dispon&#237;veis no Brasil s&#227;o semelhantes &#224; medica&#231;&#227;o original?</p>
    <p>Os dois artigos publicados recentemente<sup>1,2</sup> nesta revista apenas emitem informa&#231;&#245;es sobre as exig&#234;ncias para os ensaios cl&#237;nicos com esses f&#225;rmacos, mas n&#227;o nos apresentam dados que nos permitam responder &#224; quest&#227;o essencial da similaridade entre eles. De fato, s&#227;o artigos de opini&#227;o.</p>
    <p>O estudo de um determinado f&#225;rmaco, mol&#233;cula ou composto tem etapas bastante definidas que devem ser seguidas, como formulado em alguns manuais propostos para a an&#225;lise de vers&#245;es biossimilares de LMWHs<sup>5</sup>. A sequ&#234;ncia das etapas envolve a determina&#231;&#227;o da estrutura da mol&#233;cula; seus efeitos biol&#243;gicos <italic>in vitro</italic>; ensaios em modelos farmacol&#243;gicos (incluindo experimentos em modelos animais); farmacodin&#226;mica e/ou farmacocin&#233;tica; e, finalmente, os testes cl&#237;nicos.</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lises de biossimilares de enoxaparinas dispon&#237;veis no Brasil</bold>
    </p>
    <p>Nosso laborat&#243;rio analisou amostras biossimilares de enoxaparina dispon&#237;veis para uso cl&#237;nico no Brasil (30 lotes distintos e 70 produtos acabados)<sup>3</sup>. Esses compostos foram inicialmente analisados pelas metodologias descritas nas Farmacopeias americana e europeia<sup>6</sup>. Os resultados mostraram uma clara similaridade entre os biossimilares de enoxaparina dispon&#237;veis no Brasil e a medica&#231;&#227;o original (<xref ref-type="fig" rid="a19fig01m">fig. 1</xref>). Para os espectros de resson&#226;ncia magn&#233;tica nuclear de pr&#243;ton (<sup>1</sup>H-RMN) foi utilizado o mais moderno espectr&#244;metro dispon&#237;vel comercialmente. &#201; poss&#237;vel observar a coincid&#234;ncia entre as duas amostras (preto <italic>vs.</italic> azul, Painel A). Os valores quantitativos das integrais dos espectros de <sup>1</sup>H-RMN s&#227;o mostrados na <xref ref-type="table" rid="a19tab01m">tabela 1</xref>. Outros valores s&#227;o apresentados na refer&#234;ncia 3.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a19fig01m">
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    </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a19tab01m">
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    </p>
    <p>A an&#225;lise da distribui&#231;&#227;o de peso molecular dos oligossacar&#237;deos encontrados nas prepara&#231;&#245;es de enoxaparina tamb&#233;m mostra a similaridade entre as enoxaparinas biossimilares e a medica&#231;&#227;o original, tanto na an&#225;lise por absor&#231;&#227;o a 232 nm (A<sub>232nm</sub>) quanto pelo &#237;ndice de refra&#231;&#227;o (preto <italic>vs.</italic> azul nos Pain&#233;is B e C, respectivamente). Os valores quantitativos da distribui&#231;&#227;o de peso molecular s&#227;o apresentados na <xref ref-type="table" rid="a19tab01m">tabela 1</xref>. Finalmente, as atividades anti-Xa e anti-IIa s&#227;o semelhantes para as amostras das enoxaparinas biossimilares e a medica&#231;&#227;o original (Painel D e E; <xref ref-type="table" rid="a19tab01m">tab. 1</xref>). Tamb&#233;m analisamos 70 lotes de produtos acabados de enoxaparinas biossimilares, que mostraram 99 &#177; 4% (m&#233;dia &#177; DP) e 102 &#177; 3% do valor declarado de atividade anti-Xa e anti-IIa, respectivamente.</p>
    <p>
      <bold>Estudos farmacol&#243;gicos</bold>
    </p>
    <p>O efeito antitromb&#243;tico da enoxaparina biossimilar foi comparado com o da enoxaparina original e da UFH em modelo cl&#225;ssico de trombose venosa experimental (Painel F). Claramente, a enoxaparina requer uma dose mais elevada do que a da UFH para inibir a trombose. Por&#233;m, o mais significativo foi que a enoxaparina biossimilar e a original t&#234;m curvas dose-resposta semelhantes. Finalmente, comparamos a tend&#234;ncia hemorr&#225;gica dessas duas LMWHs usando um modelo experimental em ratos. Os resultados tamb&#233;m mostraram efeitos semelhantes, uma vez que ambas t&#234;m uma tend&#234;ncia de sangramento significativamente mais reduzida do que a UFH (Painel G).</p>
    <p>
      <bold>Estudos cl&#237;nicos</bold>
    </p>
    <p>No Brasil, o debate sobre o uso de vers&#245;es biossimilares de enoxaparina n&#227;o enfatiza os estudos f&#237;sico-qu&#237;micos, os testes <italic>in vitro</italic> e os ensaios farmacol&#243;gicos. No entanto, ressaltam o estudo cl&#237;nico que &#233; de alto custo, mais demorado e de realiza&#231;&#227;o muito mais complexa. A nova vers&#227;o da Farmacopeia brasileira, de dezembro/2010, n&#227;o cont&#233;m uma monografia sobre LMWHs. Os ensaios citados s&#227;o mais f&#225;ceis, de menor custo, fact&#237;veis e r&#225;pidos. Inexplicavelmente n&#227;o despertam o interesse que deveriam.</p>
    <p>Em 2009, houve um simp&#243;sio em Boston, direcionado para a discuss&#227;o sobre biossimilares de LMWHs<sup>7</sup>. Durante as discuss&#245;es foram-se elegendo as exig&#234;ncias para a aprova&#231;&#227;o de medica&#231;&#245;es biossimilares de LMWHs, inclusive para os seus estudos cl&#237;nicos. No meio do simp&#243;sio, o Prof. JI Weitz (McMaster University, Canad&#225;) fez o seguinte questionamento: "Quantos pacientes s&#227;o necess&#225;rios para um estudo cl&#237;nico de LMWHs? Cerca de 3.000 - 4.000 pacientes? Voc&#234;s acham fact&#237;vel a realiza&#231;&#227;o desses estudos pelas empresas que prop&#245;em a comercializa&#231;&#227;o dos biossimilares de LMWHs, nos v&#225;rios tipos de doen&#231;as? Os fabricantes dos f&#225;rmacos originais puderam custear esses estudos porque tiveram 10 anos de monop&#243;lio mundial; isso n&#227;o &#233; fact&#237;vel para os novos produtores. Voc&#234;s pensaram no que est&#227;o propondo?".</p>
    <p>A partir dessa interven&#231;&#227;o, o debate perdeu a for&#231;a. Acredito que avalia&#231;&#245;es como as de JI Weitz estejam relacionadas com a decis&#227;o recente do FDA-EUA em aprovar a comercializa&#231;&#227;o de uma vers&#227;o biossimilar de enoxaparina com base nos estudos f&#237;sico-qu&#237;micos e farmacol&#243;gicos, a despeito da aus&#234;ncia de avalia&#231;&#227;o cl&#237;nica.</p>
    <p>Assim, algu&#233;m acredita que seja fact&#237;vel propor &#224;s cinco empresas que comercializam enoxaparina a realiza&#231;&#227;o de estudos cl&#237;nicos com tr&#234;s mil a quatro mil pacientes no Brasil, envolvendo as v&#225;rias doen&#231;as que requerem LMWHs? Retomo as palavras de JI Weitz: "voc&#234;s pensaram no que est&#227;o propondo?".</p>
    <p>
      <bold>Proposi&#231;&#245;es</bold>
    </p>
    <p>A pol&#234;mica sobre o uso de biossimilares de LMWHs no Brasil precisa passar necessariamente para uma fase propositiva. Talvez seja a oportunidade para uma associa&#231;&#227;o mais estreita entre pesquisadores e &#243;rg&#227;os reguladores, objetivando estabelecer metodologias fact&#237;veis para assegurar aos m&#233;dicos e aos pacientes o uso de um f&#225;rmaco com elevada efic&#225;cia terap&#234;utica, embora ainda caro, e indispon&#237;vel para a maioria da popula&#231;&#227;o brasileira.</p>
    <p>Propomos as seguintes etapas:</p>
    <p>1) Incorporar uma monografia sobre LMWHs na Farmacopeia brasileira para normalizar as an&#225;lises dos lotes e produtos acabados contendo enoxaparina;</p>
    <p>2) Estabelecer um protocolo de estudos farmacol&#243;gicos a serem realizado pelas empresas que comercializam biossimilares de LMWHs;</p>
    <p>3) Criar um Comit&#234; de especialistas com comprovada experi&#234;ncia na &#225;rea, para analisar os resultados de an&#225;lises das vers&#245;es biossimilares de LMWHs dispon&#237;veis no Brasil e, eventualmente, propor estudos adicionais.</p>
    <p>Concluindo, precisamos nos lembrar de que a demonstra&#231;&#227;o da dissimilaridade &#233; uma empreitada f&#225;cil em ci&#234;ncia. Basta mostrar que duas subst&#226;ncias se distinguem num &#250;nico detalhe estrutural ou num determinado efeito biol&#243;gico para afirmarmos que s&#227;o distintas. Contrariamente, a demonstra&#231;&#227;o da similaridade/igualdade &#233; um caminho sem fim. Sempre poderemos argumentar que falta um novo aspecto a ser investigado para afirmar que n&#227;o existe diferen&#231;a entre elas. &#201; preciso ser pragm&#225;tico. &#201; preciso tamb&#233;m avaliar os dados fact&#237;veis de serem obtidos e qual o impacto da disponibilidade do f&#225;rmaco para a popula&#231;&#227;o que necessita da medica&#231;&#227;o. Obviamente, considerando a seguran&#231;a, a efic&#225;cia e o custo do produto. Esses s&#227;o os desafios que precisamos enfrentar, com cientificidade e sensatez, na an&#225;lise das prepara&#231;&#245;es de enoxaparina dispon&#237;veis para uso cl&#237;nico no Brasil.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo foi financiado pelo CNPq e FAPERJ.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de tese de Doutorado de Bianca F. Glauser pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Paulo A.S. Mour&#227;o</p>
        <p> Laborat&#243;rio de Tecido Conjuntivo, Hospital Universit&#225;rio Clementino Fraga Filho e Instituto de Bioqu&#237;mica M&#233;dica, Universidade Federal do Rio de Janeiro</p>
        <p> Caixa Postal 68041, Rio de Janeiro, RJ 21941-590, Brasil</p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="pmourao@hucff.ufrj.br">pmourao@hucff.ufrj.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 24/05/11; revisado recebido em 11/07/11; aceito em 12/07/11.</p>
  </body>
  <back>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Considera&#231;&#245;es sobre o uso de enoxaparina gen&#233;rica em s&#237;ndrome coronariana aguda</article-title>
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          <article-title>An&#225;lise cr&#237;tica dos crit&#233;rios para a avalia&#231;&#227;o de biossimilares de heparina de baixo peso molecular</article-title>
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          <article-title>Generic versions of enoxaparin available for clinical use in Brazil are similar to the original drug</article-title>
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          <article-title>Heparins from porcine and bovine intestine mucosa: are they similar drugs?</article-title>
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          <article-title>Recommendations on biosimilar low-molecular-weight-heparins</article-title>
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          <comment>Available at:<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://http://www.natfonline.org/submmit_2009.php">link</ext-link></comment>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
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      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Debate de una propuesta sobre los biosimilares de enoxaparina en Brasil</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>Algunas patentes de las heparinas de bajo peso molecular caducaron y otras van por el mismo camino. Versiones biosimilares de esos f&#225;rmacos est&#225;n disponibles para el uso cl&#237;nico en varios pa&#237;ses. Sin embargo, todav&#237;a persiste el escepticismo sobre la posibilidad de obtener preparaciones similares al medicamento original en raz&#243;n del complejo proceso para producir la heparina de bajo peso molecular. En los &#250;ltimos a&#241;os, nuestro laboratorio analiz&#243; muestras de enoxaparina disponibles para el uso cl&#237;nico en Brasil. Ya hemos analizado 30 lotes distintos y 70 productos acabados. Esas preparaciones fueron evaluadas en cuanto a la estructura qu&#237;mica, distribuci&#243;n de peso molecular, actividad anticoagulante in vitro y efectos farmacol&#243;gicos en modelos animales de trombosis y sangramiento. L&#243;gicamente que nuestros resultados indican que las preparaciones biosimilares de enoxaparina son similares al medicamento original. Nuestros resultados dan fe de que esas versiones biosimilares de enoxaparina son una alternativa terap&#233;utica v&#225;lida, pero que requieren una reglamentaci&#243;n adecuada para garantizar la atenci&#243;n de los requisitos reglamentarios pertinentes.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Enoxaparina</kwd>
        <kwd>Heparina</kwd>
        <kwd>Heparina de Bajo Peso Molecular</kwd>
        <kwd>Fibrinol&#237;ticos</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>PUNTO DE VISTA</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="inicio-body2">
          <label>
            <bold>Debate de una propuesta sobre los biosimilares de enoxaparina en Brasil</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Paulo A.S. Mour&#227;o; Bianca F. Glauser; Bruno C. Vairo; Mariana S. Pereira</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Laborat&#243;rio de Tecido Conjuntivo, Hospital Universit&#225;rio Clementino Fraga Filho - Instituto de Bioqu&#237;mica M&#233;dica, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p>Algunas patentes de las heparinas de bajo peso molecular caducaron y otras van por el mismo camino. Versiones biosimilares de esos f&#225;rmacos est&#225;n disponibles para el uso cl&#237;nico en varios pa&#237;ses. Sin embargo, todav&#237;a persiste el escepticismo sobre la posibilidad de obtener preparaciones similares al medicamento original en raz&#243;n del complejo proceso para producir la heparina de bajo peso molecular. En los &#250;ltimos a&#241;os, nuestro laboratorio analiz&#243; muestras de enoxaparina disponibles para el uso cl&#237;nico en Brasil. Ya hemos analizado 30 lotes distintos y 70 productos acabados. Esas preparaciones fueron evaluadas en cuanto a la estructura qu&#237;mica, distribuci&#243;n de peso molecular, actividad anticoagulante <italic>in vitro</italic> y efectos farmacol&#243;gicos en modelos animales de trombosis y sangramiento. L&#243;gicamente que nuestros resultados indican que las preparaciones biosimilares de enoxaparina son similares al medicamento original. Nuestros resultados dan fe de que esas versiones biosimilares de enoxaparina son una alternativa terap&#233;utica v&#225;lida, pero que requieren una reglamentaci&#243;n adecuada para garantizar la atenci&#243;n de los requisitos reglamentarios pertinentes.</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Enoxaparina, Heparina, Heparina de Bajo Peso Molecular, Fibrinol&#237;ticos.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Las heparinas de bajo peso molecular (LMWHs), son un gran avance en la prevenci&#243;n y en el tratamiento de las enfermedades tromboemb&#243;licas y cardiovasculares. Los estudios comparativos de esos f&#225;rmacos con las heparinas no fraccionadas (UFHs), revelan que las LMWHs poseen un efecto poco expresivo en el riesgo de sangramientos; tienen un vida media m&#225;s larga; presentan un efecto terap&#233;utico m&#225;s duradero; y la posibilidad de administraci&#243;n por v&#237;a subcut&#225;nea. Adem&#225;s, las LMWHs pueden ser prescritas para el uso en pacientes ambulatoriales sin las exigencias de los monitoreos de laboratorio.</p>
      <p>Algunas patentes de las LMWHs caducaron y otras van por el mismo camino. Versiones biosimilares de esos f&#225;rmacos est&#225;n a disposici&#243;n para el uso cl&#237;nico en varios pa&#237;ses, incluyendo Brasil y Estados Unidos. Ellas permiten la reducci&#243;n del coste de las LMWHs.</p>
      <p>La introducci&#243;n de esos biosimilares de LMWHs ha suscitado el debate sobre sus similitudes con el f&#225;rmaco original. En Brasil, se ha restringido a pocas discusiones p&#250;blicas y a las dos publicaciones recientes<sup>1,2</sup>. Sin embargo, en el exterior, el debate fue mucho m&#225;s desafiante. Por ejemplo, se propon&#237;a que los az&#250;cares c&#237;clicos estar&#237;an involucrados en el mecanismo de acci&#243;n del f&#225;rmaco y que estar&#237;an disminuidos en los biosimilares de enoxaparina. Por falta de publicaciones consistentes que confirmasen esa hip&#243;tesis el debate no se sostuvo.</p>
      <p>Otro aspecto introducido fue el de la imposibilidad de demostrar la similitud entre las preparaciones de heparina. Las heparinas no poseen un peso molecular preciso, porque son mezclas de productos con varios pesos moleculares y con una estructura heterog&#233;nea. &#191;Ser&#237;a entonces posible garantizar la similitud entre las preparaciones de heparina?</p>
      <p>La cuesti&#243;n trajo a colaci&#243;n un tema relevante sobre la acci&#243;n de los f&#225;rmacos. Demostrar la similitud entre dos mol&#233;culas con peso molecular reducido, usando los actuales m&#233;todos f&#237;sico-qu&#237;micos, es factible e incluso f&#225;cil de hacer. Inclusive para una prote&#237;na es posible hacerlo con el uso de los m&#233;todos corrientes de secuenciaci&#243;n de amino&#225;cidos, asociados a la determinaci&#243;n de la conformaci&#243;n por m&#233;todos f&#237;sico-qu&#237;micos y al establecimiento del est&#225;ndar de glucosilaci&#243;n.</p>
      <p>Nuestro laboratorio recientemente public&#243; relatos de similitudes entre preparaciones de enoxaparina<sup>3</sup> y falta de similitudes entre UFHs<sup>4</sup>. Si nos aseguramos de que un productor obtuvo lotes similares de enoxaparina, &#191;por qu&#233; no podemos, con el uso de las mismas metodolog&#237;as, garantizar que una preparaci&#243;n biosimilar es similar a la enoxaparina original? S&#237;, &#233;se es el principio b&#225;sico de los conceptos de la farmacopea. Por tanto, el debate sobre la dificultad de garantizar una similitud entre las preparaciones de LMWHs tambi&#233;n ha quedado sin fundamento.</p>
      <p>Al clarificar esa discusi&#243;n conceptual que empez&#243; en el exterior, la cuesti&#243;n esencial para nosotros es la siguiente: &#191;los biosimilares de enoxaparina disponibles en Brasil son similares a la medicaci&#243;n original?</p>
      <p>Los dos art&#237;culos publicados recientemente<sup>1,2</sup> en esta revista, solo nos traen informaciones sobre las exigencias para los ensayos cl&#237;nicos con esos f&#225;rmacos, pero no nos traen datos que nos permitan responder a la cuesti&#243;n esencial de la similitud entre ellos. De hecho, son art&#237;culos de opini&#243;n.</p>
      <p>El estudio de un determinado f&#225;rmaco, mol&#233;cula o compuesto tiene etapas bastante definidas que deben ser secundadas, como ha sido formulado en algunos manuales propuestos para el an&#225;lisis de las versiones biosimilares de LMWHs<sup>5</sup>. La secuencia de las etapas involucra la determinaci&#243;n de la estructura de la mol&#233;cula; sus efectos biol&#243;gicos <italic>in vitro</italic>; ensayos en modelos farmacol&#243;gicos (incluyendo experimentos en modelos animales); farmacodin&#225;mica y/o farmacocin&#233;tica; y finalmente, los test cl&#237;nicos.</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis de Biosimilares de enoxaparinas disponibles en Brasil</bold>
      </p>
      <p>Nuestro laboratorio analiz&#243; las muestras de biosimilares de enoxaparina que est&#225;n disponibles para el uso cl&#237;nico en Brasil (30 lotes distintos y 70 productos acabados)<sup>3</sup>. Esos compuestos fueron inicialmente analizados por las metodolog&#237;as descritas en las farmacopeas norteamericana y europea<sup>6</sup>. Los resultados demostraron una clara similitud entre los biosimilares de enoxaparina disponibles en Brasil y la medicaci&#243;n original (<xref ref-type="fig" rid="es_a19fig01-body2">fig. 1</xref>). Para los espectros de resonancia magn&#233;tica nuclear de prot&#243;n (<sup>1</sup>H-RMN), se us&#243; el m&#225;s moderno espectr&#243;metro del que se dispone comercialmente. Es posible observar la coincidencia entre las dos muestras (negro <italic>vs.</italic> azul, Panel A). Los valores cuantitativos de las integrales de los espectros de <sup>1</sup>H-RMN aparecen en la <xref ref-type="table" rid="es_a19tab01-body2">tabla 1</xref>. Otros valores est&#225;n en la referencia 3.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a19fig01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0e11-00019-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a19tab01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0e11-00019-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>El an&#225;lisis de la distribuci&#243;n de peso molecular de los oligosac&#225;ridos encontrados en las preparaciones de enoxaparina tambi&#233;n muestra la similitud entre las enoxaparinas biosimilares y la medicaci&#243;n original, tanto en el an&#225;lisis por absorci&#243;n a 232 nm (A<sub>232nm</sub>), como por el &#237;ndice de refracci&#243;n (negro <italic>vs.</italic> azul en los Paneles B y C, respectivamente). Los valores cuantitativos de la distribuci&#243;n de peso molecular aparecen en la <xref ref-type="table" rid="es_a19tab01-body2">tabla 1</xref>. Finalmente, las actividades anti-Xa y anti-IIa son parecidas para las muestras de las enoxaparinas biosimilares y la medicaci&#243;n original (Panel D y E; <xref ref-type="table" rid="es_a19tab01-body2">tab. 1</xref>). Tambi&#233;n analizamos 70 lotes de productos acabados de enoxaparinas biosimilares que mostraron 99 &#177; 4% (promedio &#177; DE) y 102 &#177; 3% del valor declarado de actividad anti-Xa y anti-IIa, respectivamente.</p>
      <p>
        <bold>Estudios farmacol&#243;gicos</bold>
      </p>
      <p>El efecto antitromb&#243;tico de la enoxaparina biosimilar se compar&#243; con el de la enoxaparina original y de la UFH en un modelo cl&#225;sico de trombosis venosa experimental (Panel F). Vimos con claridad, que la enoxaparina necesita una dosis m&#225;s elevada que la de la UFH para inhibir la trombosis. Sin embargo, el hecho m&#225;s significativo fue que la enoxaparina biosimilar y la original poseen curvas dosis-respuesta parecidas. Finalmente comparamos la tendencia hemorr&#225;gica de esas dos LMWHs usando un modelo experimental en ratones. Los resultados tambi&#233;n demostraron efectos parecidos, una vez que ambas poseen una tendencia de sangramiento significativamente m&#225;s reducida que la UFH (Panel G).</p>
      <p>
        <bold>Estudios cl&#237;nicos</bold>
      </p>
      <p>En Brasil, el debate sobre el uso de versiones biosimilares de enoxaparina no enfatiza los estudios f&#237;sico-qu&#237;micos, los test <italic>in vitro</italic> y los ensayos farmacol&#243;gicos. Sin embargo, destacan el estudio cl&#237;nico que es de alto coste, m&#225;s demorado y de realizaci&#243;n mucho m&#225;s compleja. La nueva versi&#243;n de la farmacopea brasile&#241;a de diciembre de 2010, no contiene una monograf&#237;a sobre LMWHs. Los ensayos citados son m&#225;s f&#225;ciles, con menor coste, factibles y r&#225;pidos. Inexplicablemente no despiertan el inter&#233;s que deber&#237;an despertar.</p>
      <p>En 2009, se realiz&#243; un simposio en Boston con el fin de discutir los biosimilares de LMWHs<sup>7</sup>. Durante las discusiones, se fueron eligiendo las exigencias para la aprobaci&#243;n de las medicaciones biosimilares de LMWHs, inclusive para sus estudios cl&#237;nicos. En un determinado momento del simposio, el Prof. JI Weitz (McMaster University, Canad&#225;), hizo el siguiente cuestionamiento: <italic>"&#191;Cu&#225;ntos pacientes son necesarios para un estudio cl&#237;nico de LMWHs? &#191;Cerca de 3000 a 4000 pacientes? &#191;Ustedes creen que es posible la realizaci&#243;n de esos estudios por parte de las empresas que proponen la comercializaci&#243;n de los Biosimilares de LMWHs para los diversos tipos de enfermedades que existen? Los fabricantes de los f&#225;rmacos originales pudieron pagar esos estudios porque tuvieron 10 a&#241;os de monopolio mundial; eso no es factible para los nuevos productores. &#191;Han pensado ustedes en lo que est&#225;n proponiendo?".</italic></p>
      <p>A partir de esa intervenci&#243;n, el debate perdi&#243; fuerza. Creo yo que las evaluaciones como las de JI Weitz est&#233;n relacionadas con la decisi&#243;n reciente del FDA de los Estados Unidos, de aprobar la comercializaci&#243;n de una versi&#243;n biosimilar de enoxaparina bas&#225;ndose en los estudios f&#237;sico-qu&#237;micos y farmacol&#243;gicos, pese a la ausencia de una evaluaci&#243;n cl&#237;nica.</p>
      <p>Por tanto, &#191;alguien cree que pueda ser posible proponerle a las cinco empresas que comercian la enoxaparina la realizaci&#243;n de estudios cl&#237;nicos con tres mil a cuatro mil pacientes en Brasil, involucrando las diversas enfermedades que requieren LMWHs? Retomo las palabras de JI Weitz: <italic>&#191;Han pensado ustedes en lo que est&#225;n proponiendo?".</italic></p>
      <p>
        <bold>Proposiciones</bold>
      </p>
      <p>La pol&#233;mica sobre el uso de Biosimilares de LMWHs en Brasil necesita pasar necesariamente hacia una fase de propuesta. Tal vez sea esta la oportunidad para una asociaci&#243;n m&#225;s estrecha entre los investigadores y los &#243;rganos reguladores, para establecer metodolog&#237;as m&#225;s factibles que garanticen a los m&#233;dicos y a los pacientes el uso de un f&#225;rmaco con una elevada eficacia terap&#233;utica aunque todav&#237;a sea cara, y no est&#233; disponible para la mayor&#237;a de la poblaci&#243;n brasile&#241;a.</p>
      <p>Proponemos las siguientes etapas:</p>
      <p>1) Incorporar una monograf&#237;a sobre LMWHs en la Farmacopea Brasile&#241;a para normalizar los an&#225;lisis de los lotes y de los productos acabados conteniendo enoxaparina;</p>
      <p>2) Establecer un protocolo de estudios farmacol&#243;gicos que ser&#225; realizado por las empresas que comercian biosimilares de LMWHs;</p>
      <p>3) Crear un Comit&#233; de expertos con una comprobada experiencia en el &#225;rea, para analizar los resultados de los an&#225;lisis de las versiones biosimilares de LMWHs que est&#225;n disponibles en Brasil y eventualmente, proponer estudios adicionales.</p>
      <p>Concluyendo, necesitamos recordar que la demostraci&#243;n de la falta de semejanza es un reto f&#225;cil en la ciencia. Basta mostrar que dos sustancias se distinguen en un solo detalle estructural o en un determinado efecto biol&#243;gico para afirmar que son distintas. Al contrario, la demostraci&#243;n de la similitud/igualdad es un camino sin fin. Siempre podremos argumentar que falta un nuevo aspecto a ser investigado para afirmar que no existen diferencias entre ellas. Es necesario ser pragm&#225;tico. Tambi&#233;n necesitamos evaluar los datos factibles que tienen que ser obtenidos, y cu&#225;l es el impacto de la disponibilidad del f&#225;rmaco en la poblaci&#243;n que necesita la medicaci&#243;n. Es evidente que para eso, hay que tener en cuenta la seguridad, la eficiencia y el coste del producto. Son esos los retos que necesitamos enfrentar, con cientificismo y sensatez, en el transcurso de las preparaciones de enoxaparina disponibles para el uso cl&#237;nico en Brasil.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>CNPQ y FAPERJ financiar&#243;n el presente estudio.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de tesis de Doctorado de Bianca F. Glauser, por Universidade Federal do Rio de Janeiro.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Point of View</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Propositional debate on biosimilar enoxaparin in Brazil</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>Some patents of low-molecular-weight heparins (LMWHs) have expired and others are about to expire. Biosimilar versions of those drugs are available for clinical use in several countries. However, skepticism persists about the possibility of obtaining preparations similar to the original drug, because of the complexity of the process to generate LMWHs. In recent years, our laboratory has analyzed biosimilar samples of enoxaparin available for clinical use in Brazil (30 different batches and 70 finished products). Those preparations were assessed regarding their chemical structure, molecular weight distribution, in vitro anticoagulant activity, and pharmacological effects in animal models of thrombosis and bleeding. Our results have clearly shown that biosimilar preparations of enoxaparin are similar to the original drug. Our results have shown that those biosimilar versions of enoxaparin are a valid therapeutic alternative, which are, however, in need of appropriate regulation to ensure compliance with regulatory requirements.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Enoxaparin</kwd>
        <kwd>heparin</kwd>
        <kwd>heparin, low-molecular weight</kwd>
        <kwd>fibrinolytic agents</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>POINT OF VIEW</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="inicio-body3">
          <label>
            <bold>Propositional debate on biosimilar enoxaparin in Brazil</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Paulo A.S. Mour&#227;o; Bianca F. Glauser; Bruno C. Vairo; Mariana S. Pereira</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Laborat&#243;rio de Tecido Conjuntivo, Hospital Universit&#225;rio Clementino Fraga Filho - Instituto de Bioqu&#237;mica M&#233;dica, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brazil </p>
      <p>Mailing Address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p>Some patents of low-molecular-weight heparins (LMWHs) have expired and others are about to expire. Biosimilar versions of those drugs are available for clinical use in several countries. However, skepticism persists about the possibility of obtaining preparations similar to the original drug, because of the complexity of the process to generate LMWHs. In recent years, our laboratory has analyzed biosimilar samples of enoxaparin available for clinical use in Brazil (30 different batches and 70 finished products). Those preparations were assessed regarding their chemical structure, molecular weight distribution, <italic>in vitro</italic> anticoagulant activity, and pharmacological effects in animal models of thrombosis and bleeding. Our results have clearly shown that biosimilar preparations of enoxaparin are similar to the original drug. Our results have shown that those biosimilar versions of enoxaparin are a valid therapeutic alternative, which are, however, in need of appropriate regulation to ensure compliance with regulatory requirements.</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Enoxaparin, heparin, heparin, low-molecular weight, fibrinolytic agents.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>As LMWHs are a significant advance in the prevention and treatment of thromboembolic and cardiovascular diseases. Studies comparing those drugs with unfractionated heparins (UFHs) have revealed that LMWHs have the following characteristics: an inexpressive effect on the risk of bleeding; a longer half-life; a longer-lasting therapeutic effect; and subcutaneous administration. In addition, LMWHs can be prescribed in the outpatient context with no laboratory monitoring need.</p>
      <p>Some patents of LMWHs have expired and others are about to expire. Biosimilar versions of those drugs are available for clinical use in several countries, such as Brazil and the United States. They allow for cost reduction in the treatment with LMWHs.</p>
      <p>The introduction of those biosimilar LMWH products has raised the debate about their similarities with the original drug. In Brazil, that debate has been limited to a few public discussions and recent publications<sup>1,2</sup>. The international debate, however, has been much more challenging. For example, the involvement of cyclic sugars in the mechanism of action of the drug and their reduction in biosimilar enoxaparin have been proposed. Because of the lack of consistent publications confirming that hypothesis, the debate has cooled down.</p>
      <p>Another aspect introduced was the impossibility of demonstrating similarity between preparations of heparin. Heparins do not have a precise molecular weight, because they are mixtures of products with several molecular weights and heterogeneous structures. Thus, would it be possible to ensure similarity between the heparin preparations?</p>
      <p>That discussion has raised a relevant issue about the action of drugs. To demonstrate the similarity between two molecules of reduced molecular weight by using the current physicochemical methods is feasible and even easy. It is feasible even for a protein by using the current methods of amino acid sequencing in addition to determining the conformation through physicochemical methods and establishing the pattern of glycosylation.</p>
      <p>Our laboratory has recently reported similarities between enoxaparin preparations<sup>3</sup> and dissimilarities between UFHs<sup>4</sup>. If we are able to ensure that a manufacturer obtains similar batches of enoxaparin, then why can we not ensure that, by using the same methodologies, a biosimilar preparation is similar to the original enoxaparin? Yes, this is the basic principle of the pharmacopeial concepts. Thus, the debate about the difficulty in ensuring similarity between the preparations of LMWHs has also cooled down.</p>
      <p>Once that conceptual discussion carried out abroad has been overcome, the essential question is as follows: are the biosimilar enoxaparin products available in Brazil similar to the original drug?</p>
      <p>The two articles recently published<sup>1,2</sup> in this journal have only provided information about the requirements for clinical trials with those drugs, but they have not provided data to answer the essential question of similarity between them. In fact, they are opinion articles.</p>
      <p>A study about a certain drug, molecule or compound has very well defined steps that should be followed as formulated in some manuals aimed at analyzing biosimilar versions of LMWHs<sup>5</sup>. The sequence of steps involves the following: determination of the structure of the molecule; its biological effects <italic>in vitro</italic>; assays on pharmacological models (including experiments in animal models); pharmacodynamics and/or pharmacokinetics; and, finally, clinical tests.</p>
      <p>
        <bold>Analyses of biosimilar enoxaparin products available in Brazil</bold>
      </p>
      <p>Our laboratory has analyzed biosimilar samples of enoxaparin available for clinical use in Brazil (30 different batches and 70 finished products)<sup>3</sup>. Those compounds were initially analyzed by use of the methodologies described in American and European Pharmacopeias<sup>6</sup>. The results have shown a clear similarity between biosimilar enoxaparin available in Brazil and the original drug (<xref ref-type="fig" rid="en_a19fig01-body3">fig. 1</xref>). For proton magnetic resonance spectroscopy (<sup>1</sup>H-NMR), the most modern spectrometer commercially available was used. The coincidence between both samples can be seen (black <italic>vs.</italic> blue, Panel A). The quantitative values of the integrals of the <sup>1</sup>H-NMR spectra are shown in <xref ref-type="table" rid="en_a19tab01-body3">Table 1</xref>. Other values are shown in reference 3.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a19fig01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0e11-00019-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a19tab01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0e11-00019-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>The analysis of the molecular weight distribution of the oligosaccharides found in enoxaparin preparations also evidences the similarity between biosimilar enoxaparins and the original drug, in both the 232-nm absorption assay (A<sub>232nm</sub>) and the refraction index (black <italic>vs.</italic> blue in Panels B and C, respectively). The quantitative values of the molecular weight distribution are shown in <xref ref-type="table" rid="en_a19tab01-body3">Table 1</xref>. Finally, the anti-Xa and anti-IIa activities are similar for the samples of biosimilar enoxaparins and the original drug (Panels D and E; <xref ref-type="table" rid="en_a19tab01-body3">Table 1</xref>). Seventy batches of the finished products of biosimilar enoxaparins were also assessed, and showed 99% &#177; 4% (mean &#177; SD) and 102% &#177; 3% of the declared anti-Xa and anti-IIa activities, respectively.</p>
      <p>
        <bold>Pharmacological studies</bold>
      </p>
      <p>The antithrombotic effect of biosimilar enoxaparin has been compared with that of the original enoxaparin and UFH in a classical model of experimental venous thrombosis (Panel F). Inhibition of thrombosis clearly requires a higher dose of enoxaparin than of UFH. However, most significantly, biosimilar enoxaparin and the original one have similar dose-response curves. Finally, the hemorrhagic tendency of those two LMWHs has been compared by use of an experimental model with rats. Their effects have also been similar, and both drugs have shown a significantly more reduced hemorrhagic tendency than UFH has (Panel G).</p>
      <p>
        <bold>Clinical studies</bold>
      </p>
      <p>In Brazil, the debate about the use of biosimilar versions of enoxaparin has emphasized neither physicochemical studies, nor <italic>in vitro</italic> tests, nor pharmacological assays. However, it has emphasized the clinical studies, which are expensive, longer lasting, and much more complex. The new version of the Brazilian Pharmacopeia from December 2010 lacks a monograph on LMWHs. The above-cited assays are easier, feasible, rapid and of lower cost. Inexplicably, they are not as appealing as they should be.</p>
      <p>In 2009, a symposium was held in Boston, aimed at the discussion of biosimilar LMWHs<sup>7</sup>. During the discussions, requirements for the approval of biosimilar LMWHs, including those for clinical assays, were elected. During the symposium, Prof. JI Weitz (McMaster University, Canada) asked the following: "How many patients are required for a clinical study on LMWHs? Around 3,000 - 4,000 patients? Do you think that it is feasible that the companies that propose the commercialization of biosimilar LMWHs for the several types of diseases perform those studies? The manufacturers of the original drugs could fund those studies because they had the global monopoly for ten years; this is not feasible for the new manufacturers. Have you really considered what you are proposing?".</p>
      <p>After that intervention, the debate cooled down. I believe that assessments such as that of Prof. JI Weitz are related to the recent decision of the FDA-USA to approve the commercialization of a biosimilar version of enoxaparin based on physicochemical and pharmacological studies, regardless of the lack of clinical assessment.</p>
      <p>Thus, does anyone consider it feasible to propose to the five companies that commercialize enoxaparin to carry out clinical studies with 3,000-4,000 patients in Brazil, involving the different diseases requiring LMWHs? I make mine Prof. Weitz's words: have you really considered what you are proposing?</p>
      <p>
        <bold>Propositions</bold>
      </p>
      <p>The debate about the use of biosimilar LMWHs in Brazil has to necessarily move on to a phase in which propositions are made. It might be the opportunity to a closer association between researchers and regulating agencies, aiming at establishing feasible methodologies to provide physicians and patients with a highly effective drug, although still expensive, and unavailable for most of the Brazilian population.</p>
      <p>We propose the following steps:</p>
      <p>1) To incorporate one monograph about LMWHs into the Brazilian Pharmacopeia to normalize the analyses of the batches and finished products containing enoxaparin;</p>
      <p>2) To establish a protocol of pharmacological studies to be performed by the companies that commercialize biosimilar LMWHs;</p>
      <p>3) To create a committee of experts with recognized experience in the area to assess the results of the analyses of the biosimilar versions of LMWHs available in Brazil, and to propose further studies.</p>
      <p>In conclusion, it is worth noting that demonstrating dissimilarity is easy in science. If, on the one hand, it suffices to show that two substances differ in a single structural detail or in a certain biological effect to state that they are distinct, on the other, demonstrating similarity/equality is an endless path. We can always argue that it lacks a new aspect to be investigated to state that there is no difference between them. One needs to be pragmatical. In addition, one should assess the feasibility of the data obtained and the impact of drug availability on the population in need of it, obviously considering the product's safety, efficacy, and cost. Those are the challenges we have to face with scientific rigor and prudence when analyzing the enoxaparin preparations available for clinical use in Brazil.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>This study was funded by CNPe and FAPERJ.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of doctoral submitted by Bianca F. Glauser, from Universidade Federal do Rio de Janeiro.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
