<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">HZ7p4HvMdWprvWkFG66gCjv</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2012000100014</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(12)09800114</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2012000100014</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigo de Revis&#227;o</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>Cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica com circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea versus sem circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea: uma metan&#225;lise</article-title>
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        <institution content-type="orgname">Escola Superior de Sa&#250;de Dr. Lopes Dias, Castelo Branco</institution>
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          <named-content content-type="city">Coimbra</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Escola Superior de Tecnologia da Sa&#250;de de Coimbra</institution>
        <country country="PT">Portugal</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>01</month>
        <year>2012</year>
      </pub-date>
      <volume>98</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>87</fpage>
      <lpage>94</lpage>
      <history>
        <date date-type="received">
          <day>25</day>
          <month>05</month>
          <year>2011</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>05</day>
          <month>09</month>
          <year>2011</year>
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          <day>22</day>
          <month>08</month>
          <year>2011</year>
        </date>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>H&#225; controv&#233;rsias quanto aos eventuais benef&#237;cios da cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica sem a t&#233;cnica de circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea (SCEC) comparativamente &#224; revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica com circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea (CEC). Para obter uma perspectiva melhor sobre essa importante quest&#227;o, foi realizada uma metan&#225;lise de ensaios cl&#237;nicos randomizados, cotejando as duas t&#233;cnicas. O objectivo do presente trabalho foi verificar qual a t&#233;cnica aplicada na Cirurgia de Revasculariza&#231;&#227;o Mioc&#225;rdica, CEC ou SCEC, que oferece melhores resultados, por metan&#225;lise de estudos randomizados publicados comparando CEC com SCEC. Realizou-se uma pesquisa bibliogr&#225;fica informatizada nos motores de busca PubMed, Embase, B-on e Science Direct, durante o per&#237;odo de mar&#231;o de 2009 a janeiro de 2010. Os estudos abrangidos foram recuperados de acordo com crit&#233;rios predeterminados. A revis&#227;o sistematizada de estudos cl&#237;nicos randomizados foi executada, de forma a avaliar as diferen&#231;as entre ambas as t&#233;cnicas de revasculariza&#231;&#227;o (SCEC versus CEC) na mortalidade e na morbidade. Os artigos selecionados n&#227;o incluem pacientes de alto risco e avalia&#231;&#227;o longitudinal a longo prazo. A metan&#225;lise incidiu em nove ensaios cl&#237;nicos randomizados, correspondendo a um total de 75.086 pacientes, e comparou a CEC &#224; SCEC. No que diz respeito &#224; mortalidade, observou-se redu&#231;&#227;o de 18% no risco de mortalidade cardiovascular (OR - 0,82; IC95 - 0,70 - 0,98; p = 0,03) e de 27% no risco de ocorr&#234;ncia de AVC no p&#243;s-operat&#243;rio (OR - 0,73; IC95 - 0,63 - 0,85; p = 0,0001), ambos a favor da t&#233;cnica cir&#250;rgica SCEC. Em rela&#231;&#227;o &#224; ocorr&#234;ncia de complica&#231;&#245;es associadas ao procedimento, n&#227;o foram encontradas diferen&#231;as significativas entre ambas as t&#233;cnicas cir&#250;rgicas, particularmente no que se refere &#224; ocorr&#234;ncia de complica&#231;&#245;es renais (OR - 0,97; IC95 - 0,84 - 1,14; p = 0,74) e de septicemia (OR - 0,98; IC95 - 0.64 - 1.51, p = 0,93, respectivamente). A revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica SCEC reduz significativamente a ocorr&#234;ncia de eventos cardiovasculares maiores (mortalidade e AVC), comparativamente &#224; revasculariza&#231;&#227;o com CEC.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Ponte de art&#233;ria coron&#225;ria sem circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea</kwd>
        <kwd>revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica</kwd>
        <kwd>complica&#231;&#245;es intra-operat&#243;rias</kwd>
        <kwd>metan&#225;lise</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>08</day>
        <month>02</month>
        <year>2012</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO DE REVIS&#195;O</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica com circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea <italic>versus</italic> sem circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea: uma metan&#225;lise</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Ana Sofia Godinho<sup>I</sup>; Ana Sofia Alves<sup>I</sup>; Alexandre Jos&#233; Pereira<sup>I</sup>; Telmo Santos Pereira<sup>II</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Escola Superior de Sa&#250;de Dr. Lopes Dias, Castelo Branco</p>
    <p><sup>II</sup>Escola Superior de Tecnologia da Sa&#250;de de Coimbra, Coimbra, Portugal</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>H&#225; controv&#233;rsias quanto aos eventuais benef&#237;cios da cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica sem a t&#233;cnica de circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea (SCEC) comparativamente &#224; revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica com circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea (CEC). Para obter uma perspectiva melhor sobre essa importante quest&#227;o, foi realizada uma metan&#225;lise de ensaios cl&#237;nicos randomizados, cotejando as duas t&#233;cnicas.</p>
    <p> O objectivo do presente trabalho foi verificar qual a t&#233;cnica aplicada na Cirurgia de Revasculariza&#231;&#227;o Mioc&#225;rdica, CEC ou SCEC, que oferece melhores resultados, por metan&#225;lise de estudos randomizados publicados comparando CEC com SCEC.</p>
    <p> Realizou-se uma pesquisa bibliogr&#225;fica informatizada nos motores de busca PubMed, Embase, B-on e Science Direct, durante o per&#237;odo de mar&#231;o de 2009 a janeiro de 2010. Os estudos abrangidos foram recuperados de acordo com crit&#233;rios predeterminados. A revis&#227;o sistematizada de estudos cl&#237;nicos randomizados foi executada, de forma a avaliar as diferen&#231;as entre ambas as t&#233;cnicas de revasculariza&#231;&#227;o (SCEC <italic>versus</italic> CEC) na mortalidade e na morbidade. Os artigos selecionados n&#227;o incluem pacientes de alto risco e avalia&#231;&#227;o longitudinal a longo prazo.</p>
    <p> A metan&#225;lise incidiu em nove ensaios cl&#237;nicos randomizados, correspondendo a um total de 75.086 pacientes, e comparou a CEC &#224; SCEC. No que diz respeito &#224; mortalidade, observou-se redu&#231;&#227;o de 18% no risco de mortalidade cardiovascular (OR - 0,82; IC95 - 0,70 - 0,98; p = 0,03) e de 27% no risco de ocorr&#234;ncia de AVC no p&#243;s-operat&#243;rio (OR - 0,73; IC95 - 0,63 - 0,85; p = 0,0001), ambos a favor da t&#233;cnica cir&#250;rgica SCEC. Em rela&#231;&#227;o &#224; ocorr&#234;ncia de complica&#231;&#245;es associadas ao procedimento, n&#227;o foram encontradas diferen&#231;as significativas entre ambas as t&#233;cnicas cir&#250;rgicas, particularmente no que se refere &#224; ocorr&#234;ncia de complica&#231;&#245;es renais (OR - 0,97; IC95 - 0,84 - 1,14; p = 0,74) e de septicemia (OR - 0,98; IC95 - 0.64 - 1.51, p = 0,93, respectivamente).</p>
    <p> A revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica SCEC reduz significativamente a ocorr&#234;ncia de eventos cardiovasculares maiores (mortalidade e AVC), comparativamente &#224; revasculariza&#231;&#227;o com CEC.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Ponte de art&#233;ria coron&#225;ria sem circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea, revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica, complica&#231;&#245;es intra-operat&#243;rias, metan&#225;lise.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea (CEC) como m&#233;todo de suporte em cirurgia card&#237;aca &#233;, sob o ponto de vista hist&#243;rico, relativamente nova. Entre os v&#225;rios procedimentos de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica (RM), apenas o m&#233;todo de Vineberg<sup>1</sup> demonstrou resultados promissores, tendo sido realizado sem o conhecimento da anatomia das art&#233;rias coron&#225;rias<sup>1</sup>. Mais tarde, Rene Favaloro foi pioneiro na cirurgia de RM com o uso da veia safena, utilizando a CEC e a parada card&#237;aca<sup>2</sup>. A familiaridade dos cirurgi&#245;es com os circuitos da CEC e o desenvolvimento das estrat&#233;gias de prote&#231;&#227;o mioc&#225;rdica levou &#224; realiza&#231;&#227;o dos procedimentos de RM com essa t&#233;cnica<sup>3</sup>.</p>
    <p>Uma das mais importantes tend&#234;ncias dos anos 1990 foi a procura de m&#233;todos capazes de permitir a redu&#231;&#227;o do trauma que acompanha os procedimentos da RM com a CEC. A primeira iniciativa nesse sentido foi a redescoberta dos procedimentos de RM sem o uso da CEC, inicialmente descritos por Kolesov<sup>4-6</sup>, em 1967, mas popularizados apenas na pen&#250;ltima d&#233;cada por Benetti<sup>4,7</sup>, na Argentina, e por Buffolo<sup>4,8</sup>, no Brasil.</p>
    <p>Atualmente, a RM sem CEC adquiriu identidade pr&#243;pria, contudo, apesar das evid&#234;ncias da viabilidade e da seguran&#231;a dessa t&#233;cnica, a RM convencional continua a ser utilizada pela maioria dos cirurgi&#245;es<sup>4</sup>.</p>
    <p>As doen&#231;as cardiovasculares constituem a principal causa de mortalidade<sup>9</sup>, sendo a doen&#231;a coron&#225;ria (DC) a quarta causa de anos de vida perdidos, raz&#227;o pela qual constitui um importante problema de sa&#250;de p&#250;blica<sup>10</sup>.</p>
    <p>Hoje, est&#227;o dispon&#237;veis diversas op&#231;&#245;es terap&#234;uticas no contexto da cardiopatia isqu&#234;mica. No que concerne &#224;s op&#231;&#245;es cir&#250;rgicas, v&#225;rias t&#233;cnicas t&#234;m sido desenvolvidas, permanecendo controv&#233;rsias no que se refere aos benef&#237;cios das diferentes modalidades dispon&#237;veis<sup>11</sup>.</p>
    <p>A revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica com CEC ainda permanece como referencial nesse contexto; por&#233;m, limita&#231;&#245;es importantes s&#227;o reconhecidas nessa t&#233;cnica. Nas &#250;ltimas duas d&#233;cadas, apesar de um dr&#225;stico aumento nos fatores de risco dos doentes, a morbidade e as complica&#231;&#245;es no p&#243;s-operat&#243;rio t&#234;m diminu&#237;do significativamente. Essas melhorias s&#227;o atribu&#237;das aos avan&#231;os sistem&#225;ticos nas t&#233;cnicas cir&#250;rgicas, nas t&#233;cnicas anest&#233;sicas e nas estrat&#233;gias de prote&#231;&#227;o mioc&#225;rdica<sup>11,12</sup>. Apesar disso, as complica&#231;&#245;es neurol&#243;gicas continuam a ser um risco para doentes submetidos &#224; CEC. Contemporaneamente, o uso desse m&#233;todo ainda &#233; reconhecido como principal causa de uma complexa resposta inflamat&#243;ria sist&#233;mica org&#226;nica (RISO), que contribui bastante para v&#225;rios efeitos adversos no p&#243;s-operat&#243;rio, a saber, complica&#231;&#245;es renais, pulmonares ou neurol&#243;gicas, hemorragias, entre outras<sup>13,14</sup>.</p>
    <p>Ao longo dos &#250;ltimos dez anos, houve grande interesse na realiza&#231;&#227;o de revasculariza&#231;&#227;o cir&#250;rgica recorrendo &#224; SCEC, impulsionado pelo reconhecimento dos efeitos prejudiciais da CEC<sup>12-18</sup>. Nesse sentido, a SCEC vem ganhando alguma aceita&#231;&#227;o e tem se tornado um procedimento amplamente realizado, em uma tentativa de reduzir a morbidade e a les&#227;o neurol&#243;gica relacionada &#224; CEC<sup>12,19-25</sup>. Em contrapartida, segundo outros autores, a SCEC envolve riscos de instabilidade hemodin&#226;mica intraoperat&#243;ria e de revasculariza&#231;&#227;o incompleta, aumentando, assim, a mortalidade e a morbidade a longo prazo<sup>26-31</sup>. No entanto, o real impacto cl&#237;nico dessa t&#233;cnica cir&#250;rgica alternativa ainda permanece limitado pela escassez de estudos que comparem os dois m&#233;todos<sup>26-31</sup>. Consoante Gerola e cols.<sup>32</sup>, n&#227;o existem diferen&#231;as estatisticamente significativas no perigo de mortalidade e de morbidade em pacientes de baixo risco. Por outro lado, alguns estudos documentaram importantes efeitos da SCEC, embora as evid&#234;ncias dispon&#237;veis ainda n&#227;o sejam suficientes para definir a eventual relev&#226;ncia dessa t&#233;cnica na pr&#225;tica cl&#237;nica, pelo que permanece a controv&#233;rsia quanto aos reais benef&#237;cios de seu uso<sup>23-37</sup>.</p>
    <p>Dessa forma, elaborou-se a metan&#225;lise de ensaios cl&#237;nicos randomizados, comparando a CEC &#224; SCEC, de forma a avaliar os benef&#237;cios relativos em termos de mortalidade, morbidade e complica&#231;&#245;es inerentes aos procedimentos.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Pesquisa</bold>
    </p>
    <p>Realizou-se uma pesquisa bibliogr&#225;fica informatizada nos motores de busca PubMed, Embase, B-on e Science Direct, localizando artigos que contivessem as combina&#231;&#245;es das express&#245;es: <italic>coronary artery bypass grafting</italic>, <italic>on-pump versus off-pump</italic>, <italic>complications</italic>, <italic>morbidity</italic>, <italic>mortality</italic>, <italic>cardiopulmonary bypass</italic>, revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica, <italic>CEC versus off-pump</italic>, complica&#231;&#245;es, morbidade, mortalidade, <italic>bypass</italic> cardiopulmonar. A pesquisa teve in&#237;cio no m&#234;s de mar&#231;o de 2009 e fim no m&#234;s de janeiro de 2010.</p>
    <p>
      <bold>Crit&#233;rios de inclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Analisaram-se os t&#237;tulos e os resumos dos artigos, sendo inclu&#237;dos na revis&#227;o todos aqueles que fizessem refer&#234;ncia &#224; cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica no contexto de CEC e de SCEC. Apenas foram considerados estudos com pacientes adultos submetidos &#224; cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica com e sem CEC. As pesquisas com animais constitu&#237;ram crit&#233;rio de exclus&#227;o desta revis&#227;o, bem como trabalhos cujo idioma n&#227;o fosse ingl&#234;s, o espanhol ou o portugu&#234;s.</p>
    <p>
      <bold>Extra&#231;&#227;o de dados</bold>
    </p>
    <p>Os crit&#233;rios de sele&#231;&#227;o dos m&#233;todos descritos foram aplicados aos 94 estudos que identificamos na pesquisa bibliogr&#225;fica nos motores de busca mencionados acima. A partir de uma an&#225;lise cr&#237;tica por dois observadores independentes, em que se ocultou a identifica&#231;&#227;o dos autores, os artigos foram admitidos ou n&#227;o. Em uma primeira fase, os t&#237;tulos e os resumos dos 94 estudos foram analisados, determinando a elegibilidade potencial para posterior avalia&#231;&#227;o. Recolheramos, assim, todos os estudos que estivessem em conformidade com os seguintes crit&#233;rios: estudo prospectivo randomizado e estudo comparativo entre cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o com ou sem CEC. Nessa primeira fase, verificou-se que 32 estudos estavam duplicados, 6 apresentavam procedimentos combinados, 11 eram estudos n&#227;o aleatorizados, 6 n&#227;o possu&#237;am grupo SCEC e 5 n&#227;o continham grupo com CEC, permanecendo apenas 34 estudos.</p>
    <p>Em uma segunda fase, os 34 estudos selecionados foram avaliados mais detalhadamente, dos quais 19 continham dados insuficientes, 4 n&#227;o cumpriram os crit&#233;rios de inclus&#227;o, e 2 ainda estavam em curso. Permaneceram, ent&#227;o, 9 estudos, que apresentaram as caracter&#237;sticas potencialmente adequadas para serem inclu&#237;dos na metan&#225;lise. Desses artigos, foram retirados os seguintes <italic>endpoints</italic>: mortalidade, acidente vascular cerebral (AVC), complica&#231;&#245;es renais e septicemia.</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise estat&#237;stica</bold>
    </p>
    <p>Os dados foram analisados pelo programa estat&#237;stico <italic>Review Manager Version 5.0</italic> (Copenhagen, The Nordic Cochrane Centre, The Cochrane Collaboration, 2008), utilizando modelos de efeitos fixos e efeitos aleat&#243;rios. A heterogeneidade foi avaliada pelo teste Q e complementada com o <italic>I<sup>2</sup></italic>, que indica a propor&#231;&#227;o da variabilidade entre os estudos, proporcionando uma medida de heterogeneidade<sup>38-40</sup>.</p>
    <p>Os resultados foram examinados como vari&#225;veis dicot&#244;micas, para as quais o <italic>odds ratio</italic> (OR) e os intervalos com 95% de confian&#231;a (IC) foram calculados<sup>41</sup>. O crit&#233;rio de signific&#226;ncia estat&#237;stica utilizado foi um valor de p inferior ou igual a 0,05, para um intervalo de confian&#231;a de 95%.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Estudos selecionados</bold>
    </p>
    <p>Os crit&#233;rios de sele&#231;&#227;o descritos foram aplicados aos 94 estudos examinados; por&#233;m, apenas nove artigos foram selecionados e avaliados de forma mais aprofundada. Foram publicadas todas as pesquisas inclu&#237;das, cujas caracter&#237;sticas cl&#237;nicas est&#227;o relatadas na <xref ref-type="table" rid="a14tab01m">Tabela 1</xref> a seguir<sup>42-50</sup>.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a14tab01m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0087-00014-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <bold>Metan&#225;lise</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Mortalidade</bold>
    </p>
    <p>A mortalidade foi relatada em sete estudos (23.163 pacientes, <xref ref-type="fig" rid="a14fig01m">Figura 1</xref>)<sup>42,44-48,50</sup> e, segundo a an&#225;lise realizada, foi significativamente menor no grupo sem CEC (OR = 0,82; IC95: 0,70 - 0,98; p = 0,03), existindo heterogeneidade quanto ao efeito global da amostra (Chi<sup>2</sup> = 24,51; p = 0,0004). O OR traduz uma redu&#231;&#227;o de 18% no risco de mortalidade, a favor da t&#233;cnica cir&#250;rgica SCEC, tendo de ser valorizado com algum cuidado no contexto de heterogenia entre os estudos j&#225; referidos anteriormente.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a14fig01m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0087-00014-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>
      <bold>Acidente vascular cerebral</bold>
    </p>
    <p>A incid&#234;ncia de AVC foi mencionada em cinco estudos (64.713 pacientes, <xref ref-type="fig" rid="a14fig02m">Figura 2</xref>)<sup>42,43,45,47,48</sup>. A an&#225;lise aplicada demonstrou que essa incid&#234;ncia foi significativamente menor no grupo sem CEC e que n&#227;o existe heterogeneidade, ou seja, os estudos s&#227;o homog&#234;neos quanto ao efeito global da amostra (Chi<sup>2</sup> = 3,86; p = 0,43). A metan&#225;lise mostrou uma importante diferen&#231;a no risco de AVC, com OR de 0,73 (IC95 - 0,63 - 0,85; p = 0,0001), indicando uma redu&#231;&#227;o de 27% no risco de ocorr&#234;ncia de AVC no p&#243;s-operat&#243;rio, a favor da SCEC.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a14fig02m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0087-00014-gf02.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>
      <bold>Complica&#231;&#245;es renais</bold>
    </p>
    <p>As complica&#231;&#245;es renais foram descritas em cinco estudos (59.410 pacientes, <xref ref-type="fig" rid="a14fig03m">Figura 3</xref>)<sup>43-45,47,50</sup>, e a an&#225;lise aplicada demonstrou que existe heterogeneidade quanto ao efeito global da amostra (Chi<sup>2</sup> = 10,01; p = 0,04). A metan&#225;lise mostrou n&#227;o haver diferen&#231;a significativa nas complica&#231;&#245;es renais, indicando um OR de 0,97 (IC95 - 0,84 - 1,14; p = 0,74).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a14fig03m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0087-00014-gf03.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>
      <bold>Septicemia</bold>
    </p>
    <p>A septicemia foi relatada em tr&#234;s estudos (58.457 pacientes, <xref ref-type="fig" rid="a14fig04m">Figura 4</xref>)<sup>43,44,47</sup>, os quais, segundo a an&#225;lise realizada, s&#227;o homog&#234;neos quanto ao efeito global da amostra (Chi<sup>2</sup> = 3,09, p = 0,21). A metan&#225;lise mostrou n&#227;o haver diferen&#231;a significativa na septicemia (OR = 0,98; IC95 - 0,64 -1,51; p = 0,93).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a14fig04m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0087-00014-gf04.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A SCEC &#233; uma t&#233;cnica cir&#250;rgica com relev&#226;ncia no contexto atual, embora o uso e a difus&#227;o na pr&#225;tica cl&#237;nica ainda care&#231;am de sustenta&#231;&#227;o cient&#237;fica, n&#227;o obstante todo o aperfei&#231;oamento realizado ao longo dos &#250;ltimos anos, a fim de reduzir a mortalidade e a morbidade no p&#243;s-operat&#243;rio, atribu&#237;veis &#224; CEC<sup>51-54</sup>. No entanto, devido &#224;s dificuldades na realiza&#231;&#227;o de estudos prospectivos randomizados nessa &#225;rea e, consequentemente, ao reduzido n&#250;mero de doentes registrados, o poder estat&#237;stico dos estudos dispon&#237;veis &#233; relativamente baixo. Al&#233;m disso, a esse aspecto, assoma-se a baixa incid&#234;ncia de mortalidade e morbidade na popula&#231;&#227;o de doentes submetidos &#224; revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica<sup>55</sup>.</p>
    <p>Nos &#250;ltimos anos, publicaram-se diversos estudos, mas o n&#250;mero de ensaios cl&#237;nicos randomizados dispon&#237;veis ainda &#233; limitado<sup>56-58</sup>. Assim, no que diz respeito aos <italic>endpoints</italic> fundamentais (morte e AVC), apenas os estudos randomizados com amostras de grandes dimens&#245;es conseguem demonstrar, conclusivamente, diferen&#231;as nos resultados entre os grupos de tratamento de doentes de baixo risco<sup>54</sup>. Por outro lado, a casu&#237;stica dos estudos tende a excluir os doentes de maior risco, porventura os mais suscet&#237;veis a beneficiar-se da t&#233;cnica SCEC, subsistindo, assim, d&#250;vidas quanto &#224; seguran&#231;a dessa t&#233;cnica nesse contexto<sup>51,56-58</sup>. A isso, ainda se acresce a exist&#234;ncia de estudos que efetivamente demonstram uma redu&#231;&#227;o na mortalidade e na morbidade no operat&#243;rio e no p&#243;s-operat&#243;rio pela cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o sem CEC em compara&#231;&#227;o &#224; t&#233;cnica de CEC. Entretanto, questiona-se a generaliza&#231;&#227;o dos resultados pela delicada validade externa dos estudos<sup>26,51,57,58</sup>. Al&#233;m da controv&#233;rsia j&#225; existente, alguns estudos ainda defendem que os doentes submetidos &#224; SCEC apresentam maior risco de oclus&#227;o de <italic>bypass</italic> no p&#243;s-operat&#243;rio. Dessa forma, discute-se a durabilidade da revasculariza&#231;&#227;o apoiada por essa t&#233;cnica, n&#227;o obstante haver o reconhecimento de que o risco de obstru&#231;&#227;o no primeiro ano &#233; baixo e sobrepon&#237;vel nos dois procedimentos<sup>58,59</sup>.</p>
    <p>Com vistas a contribuir para o esclarecimento das principais quest&#245;es que t&#234;m polarizado a discuss&#227;o desse t&#243;pico, v&#225;rias metan&#225;lises t&#234;m sido conduzidas, recorrendo aos dados dispon&#237;veis na literatura cient&#237;fica, com o objetivo central de fornecer fundamentos estat&#237;sticos adicionais que esclare&#231;am o posicionamento da revasculariza&#231;&#227;o sem CEC relativamente &#224; com CEC<sup>54-57</sup>. O presente estudo &#233; uma tentativa de contribuir para esse esclarecimento. Neste sentido, os resultados obtidos indicam uma vantagem cl&#237;nica da SCEC, indicando uma redu&#231;&#227;o de 18% no risco de mortalidade (OR - 0,82; IC95 - 0,70 - 0,98; p = 0,03) e uma redu&#231;&#227;o de 27% no risco de ocorr&#234;ncia de AVC no p&#243;s-operat&#243;rio (OR - 0,73; IC95 - 0,63 - 0,85; p = 0,0001). No que concerne &#224; ocorr&#234;ncia de complica&#231;&#245;es no p&#243;s-operat&#243;rio, a saber, septicemia e complica&#231;&#245;es renais, n&#227;o se encontraram diferen&#231;as estatisticamente significativas, apesar de grande parte dos estudos inclu&#237;dos sugerir maior impacto da revasculariza&#231;&#227;o com CEC em n&#237;vel renal. Esse aspecto tem express&#227;o nos resultados obtidos na metan&#225;lise (OR - 0,97; IC95 - 0.84 - 1,14; p = 0,74), esbo&#231;ando uma tend&#234;ncia sugestiva de menor risco de complica&#231;&#245;es associada &#224; SCEC<sup>29,57,60-62</sup>.</p>
    <p>Outros ind&#237;cios relevantes para essa problem&#225;tica, previamente abordados em outros estudos, dizem respeito &#224; necessidade de transfus&#227;o, ao tempo de interna&#231;&#227;o e ao custo do procedimento cir&#250;rgico. Nesse sentido, as evid&#234;ncias dispon&#237;veis atualmente indicam que a SCEC se caracteriza pela menor necessidade de transfus&#227;o sangu&#237;nea, pelo menor tempo de interna&#231;&#227;o e, por conseguinte, pelo menor custo hospitalar<sup>45,46,48-50,55-57,63</sup>. Esses aspectos foram bem refor&#231;ados em uma recente metan&#225;lise<sup>54</sup>, na qual se demonstrou que a SCEC &#233; menos dispendiosa em compara&#231;&#227;o &#224; CEC. Ainda nessa linha, outro estudo<sup>64</sup> demonstrou que os custos dos doentes submetidos &#224; SCEC foram significativamente menores quando comparados &#224; CEC (SCEC 6.515 &#177; 926 &#8364; <italic>vs.</italic> CEC 9.872 &#177; 1.299 &#8364;; p &lt; 0,0001). Essa diferen&#231;a deve-se essencialmente &#224; diminui&#231;&#227;o das complica&#231;&#245;es operat&#243;rias e &#224; redu&#231;&#227;o da perman&#234;ncia na unidade de cuidados intensivos. No entanto, deve-se considerar que os doentes, em um contexto de cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica sem CEC que necessitem de transi&#231;&#227;o emergente para a CEC, t&#234;m maior risco de mortalidade no p&#243;s-operat&#243;rio e de fal&#234;ncia m&#250;ltipla de &#243;rg&#227;os, em compara&#231;&#227;o aos doentes submetidos, inicialmente, &#224; revasculariza&#231;&#227;o com CEC<sup>43,65</sup>. Isso refor&#231;a a necessidade de selecionar bem os doentes para a t&#233;cnica cir&#250;rgica que mais bem se adeque ao perfil cl&#237;nico individual.</p>
    <p>
      <bold>Limita&#231;&#245;es</bold>
    </p>
    <p>Os estudos inclu&#237;dos na presente metan&#225;lise foram publicados entre 2002 e 2007, pelo que poder&#227;o traduzir realidades pr&#225;ticas n&#227;o representativas das pr&#225;ticas cir&#250;rgicas e anest&#233;sicas mais contempor&#226;neas. Embora favore&#231;am, em termos globais, a SCEC, os resultados dever&#227;o ser interpretados com alguma cautela, na medida em que quatro dos nove estudos n&#227;o continham informa&#231;&#227;o quanto &#224;s caracter&#237;sticas cl&#237;nicas dos doentes inclu&#237;dos no estudo.</p>
    <p>Apesar de a presente metan&#225;lise delinear o panorama atual, tamb&#233;m serve para destacar algumas das lacunas que permanecem. O mais not&#225;vel &#233; a falta de pesquisa cl&#237;nica a longo prazo, bem como a falta de pesquisa em doentes de alto risco, pelo que se torna dif&#237;cil posicionar a t&#233;cnica de SCEC em termos de relev&#226;ncia cl&#237;nica em doentes de alto risco cir&#250;rgico<sup>57</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica com CEC, das duas t&#233;cnicas cir&#250;rgicas estudadas, &#233; a mais antiga e a mais utilizada na pr&#225;tica cl&#237;nica atual, e os avan&#231;os tecnol&#243;gicos e cir&#250;rgicos t&#234;m permitido que esse procedimento se apresente com baix&#237;ssima mortalidade e morbidade, havendo excelentes resultados. Por outro lado, a cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o sem CEC, t&#233;cnica mais recente, apresenta benef&#237;cios comparativos, na medida em que mant&#233;m excelentes resultados, mas com taxas de mortalidade, morbidade e complica&#231;&#245;es potencialmente menores, bem como com menores custos. Esses aspectos foram bem ilustrados na presente metan&#225;lise dos estudos randomizados dispon&#237;veis, demonstrando que a SCEC est&#225; associada &#224; menor taxa de mortalidade e ao menor risco de ocorr&#234;ncia de AVC. Contudo, essa aparente superioridade cl&#237;nica da SCEC em compara&#231;&#227;o &#224; CEC na cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica ainda carece de demonstra&#231;&#227;o em contextos cl&#237;nicos particulares. Ambas as t&#233;cnicas est&#227;o em evolu&#231;&#227;o e apresentam vantagens e desvantagens espec&#237;ficas em determinados subgrupos de doentes<sup>65</sup>, em que os riscos e os benef&#237;cios de ambas as abordagens precisam de ser considerados, de forma que a escolha da estrat&#233;gia para o doente permita maximizar o benef&#237;cio a longo prazo e minimizar os riscos a curto prazo<sup>55,58</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de Licenciatura de Ana Sofia Gomes Godinho pela Escola Superior de Sa&#250;de Dr. Lopes Dias.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Ana Godinho</p>
        <p> Rua dos Valinhos, n.&#186;20, Vales do Rio</p>
        <p> 6200-811 - Covilh&#227;, Portugal</p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="asofia.godinho@gmail.com">asofia.godinho@gmail.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 25/05/11; revisado recebido em 22/08/11; aceito em 05/09/11.</p>
  </body>
  <back>
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            <name>
              <surname>Caplan</surname>
              <given-names>LR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ferguson</surname>
              <given-names>TB</given-names>
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              <surname>Gardner</surname>
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              <surname>Hiratzka</surname>
              <given-names>LF</given-names>
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        </element-citation>
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      <ref id="B65">
        <mixed-citation>66. Shekar PS. Cardiology patient page: on-pump and off-pump coronary artery bypass grafting. Circulation. 2006;113(4):e51-2.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Cardiology patient page: on-pump and off-pump coronary artery bypass grafting</article-title>
          <source>Circulation</source>
          <date>
            <year>2006</year>
          </date>
          <fpage>e51</fpage>
          <lpage>2</lpage>
          <issue>4</issue>
          <volume>113</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Shekar</surname>
              <given-names>PS</given-names>
            </name>
          </person-group>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
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      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica con circulaci&#243;n xtracorp&#243;rea versus sin circulaci&#243;n extracorp&#243;rea: un metan&#225;lisis</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>Hay controversias en cuanto a los eventuales beneficios de la cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica sin la t&#233;cnica de circulaci&#243;n extracorp&#243;rea (SCEC) comparativamente a la revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica con circulaci&#243;n extracorp&#243;rea (CEC). Para obtener una perspectiva mejor sobre esa importante cuesti&#243;n, fue realizada un metan&#225;lisis de ensayos cl&#237;nicos randomizados, cotejando las dos t&#233;cnicas. El objetivo de este estudio fue verificar cual es la t&#233;cnica aplicada en la Cirug&#237;a de Revascularizaci&#243;n Mioc&#225;rdica, CEC o SCEC, que ofrece mejores resultados, por metan&#225;lisis de estudios randomizados publicados comparando CEC con SCEC. Se realiz&#243; una investigaci&#243;n bibliogr&#225;fica informatizada en los motores de b&#250;squeda PubMed, Embase, B-on y Science Direct, durante el per&#237;odo de marzo de 2009 a enero de 2010. Los estudios abarcados fueron recuperados de acuerdo con criterios predeterminados. La revisi&#243;n sistematizada de estudios cl&#237;nicos randomizados fue ejecutada, de forma de evaluar las diferencias entre ambas t&#233;cnicas de revascularizaci&#243;n (SCEC versus CEC) en la mortalidad y en la morbilidad. Los art&#237;culos seleccionados no incluyen pacientes de alto riesgo y evaluaci&#243;n longitudinal a largo plazo. El metan&#225;lisis incidi&#243; en nueve ensayos cl&#237;nicos randomizados, correspondiendo a un total de 75.086 pacientes, y compar&#243; la CEC a la SCEC. En lo que se refiere a la mortalidad, se observ&#243; reducci&#243;n de 18% en el riesgo de mortalidad cardiovascular (OR - 0,82; IC95 - 0,70 - 0,98; p = 0,03) y de 27% en el riesgo de ocurrencia de ACV en el postoperatorio (OR - 0,73; IC95 - 0,63 - 0,85; p = 0,0001), ambos a favor de la t&#233;cnica quir&#250;rgica SCEC. En relaci&#243;n a la ocurrencia de complicaciones asociadas al procedimiento, no fueron encontradas diferencias significativas entre ambas t&#233;cnicas quir&#250;rgicas, particularmente en lo que se refiere a la ocurrencia de complicaciones renales (OR - 0,97; IC95 - 0,84 - 1,14; p = 0,74) y de septicemia (OR - 0,98; IC95 - 0.64 - 1.51, p = 0,93, respectivamente). La revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica SCEC reduce significativamente la ocurrencia de eventos cardiovasculares mayores (mortalidad y ACV), comparativamente a la revascularizaci&#243;n con CEC. Puente de Arteria Coronaria sin Circulaci&#243;n Extracorp&#243;rea, Revascularizaci&#243;n Mioc&#225;rdica, Complicaciones Intraoperatorias, Metan&#225;lisis.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Puente de arteria coronaria sin circulaci&#243;n extracorp&#243;rea</kwd>
        <kwd>revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica</kwd>
        <kwd>complicaciones intraoperatorias</kwd>
        <kwd>metan&#225;lisis</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO DE REVISI&#211;N</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="inicio-body2">
          <label>
            <bold>Cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica con circulaci&#243;n xtracorp&#243;rea versus sin circulaci&#243;n extracorp&#243;rea: un metan&#225;lisis</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Ana Sofia Godinho<sup>I</sup>; Ana Sofia Alves<sup>I</sup>; Alexandre Jos&#233; Pereira<sup>I</sup>; Telmo Santos Pereira<sup>II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Escola Superior de Sa&#250;de Dr. Lopes Dias, Castelo Branco</p>
      <p><sup>II</sup>Escola Superior de Tecnologia da Sa&#250;de de Coimbra, Coimbra, Portugal</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p>Hay controversias en cuanto a los eventuales beneficios de la cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica sin la t&#233;cnica de circulaci&#243;n extracorp&#243;rea (SCEC) comparativamente a la revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica con circulaci&#243;n extracorp&#243;rea (CEC). Para obtener una perspectiva mejor sobre esa importante cuesti&#243;n, fue realizada un metan&#225;lisis de ensayos cl&#237;nicos randomizados, cotejando las dos t&#233;cnicas.</p>
      <p> El objetivo de este estudio fue verificar cual es la t&#233;cnica aplicada en la Cirug&#237;a de Revascularizaci&#243;n Mioc&#225;rdica, CEC o SCEC, que ofrece mejores resultados, por metan&#225;lisis de estudios randomizados publicados comparando CEC con SCEC.</p>
      <p> Se realiz&#243; una investigaci&#243;n bibliogr&#225;fica informatizada en los motores de b&#250;squeda PubMed, Embase, B-on y Science Direct, durante el per&#237;odo de marzo de 2009 a enero de 2010. Los estudios abarcados fueron recuperados de acuerdo con criterios predeterminados. La revisi&#243;n sistematizada de estudios cl&#237;nicos randomizados fue ejecutada, de forma de evaluar las diferencias entre ambas t&#233;cnicas de revascularizaci&#243;n (SCEC <italic>versus</italic> CEC) en la mortalidad y en la morbilidad. Los art&#237;culos seleccionados no incluyen pacientes de alto riesgo y evaluaci&#243;n longitudinal a largo plazo.</p>
      <p> El metan&#225;lisis incidi&#243; en nueve ensayos cl&#237;nicos randomizados, correspondiendo a un total de 75.086 pacientes, y compar&#243; la CEC a la SCEC. En lo que se refiere a la mortalidad, se observ&#243; reducci&#243;n de 18% en el riesgo de mortalidad cardiovascular (OR - 0,82; IC95 - 0,70 - 0,98; p = 0,03) y de 27% en el riesgo de ocurrencia de ACV en el postoperatorio (OR - 0,73; IC95 - 0,63 - 0,85; p = 0,0001), ambos a favor de la t&#233;cnica quir&#250;rgica SCEC. En relaci&#243;n a la ocurrencia de complicaciones asociadas al procedimiento, no fueron encontradas diferencias significativas entre ambas t&#233;cnicas quir&#250;rgicas, particularmente en lo que se refiere a la ocurrencia de complicaciones renales (OR - 0,97; IC95 - 0,84 - 1,14; p = 0,74) y de septicemia (OR - 0,98; IC95 - 0.64 - 1.51, p = 0,93, respectivamente).</p>
      <p> La revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica SCEC reduce significativamente la ocurrencia de eventos cardiovasculares mayores (mortalidad y ACV), comparativamente a la revascularizaci&#243;n con CEC.</p>
      <p> Puente de Arteria Coronaria sin Circulaci&#243;n Extracorp&#243;rea, Revascularizaci&#243;n Mioc&#225;rdica, Complicaciones Intraoperatorias, Metan&#225;lisis.</p>
      <p><bold>Palabras Clave:</bold> Puente de arteria coronaria sin circulaci&#243;n extracorp&#243;rea, revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica, complicaciones intraoperatorias, metan&#225;lisis.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La circulaci&#243;n extracorp&#243;rea (CEC) como m&#233;todo de soporte en cirug&#237;a card&#237;aca es, bajo el punto de vista hist&#243;rico, relativamente nueva. Entre los varios procedimientos de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica (RM), apenas el m&#233;todo de Vineberg<sup>1</sup> demostr&#243; resultados promisorios, habiendo sido realizado sin el conocimiento de la anatom&#237;a de las arterias coronarias<sup>1</sup>. M&#225;s tarde, Ren&#233; Favaloro fue pionero en la cirug&#237;a de RM con el uso de la vena safena, utilizando la CEC y la parada card&#237;aca<sup>2</sup>. La familiaridad de los cirujanos con los circuitos de la CEC y el desarrollo de las estrategias de protecci&#243;n mioc&#225;rdica llev&#243; a la realizaci&#243;n de los procedimientos de RM con esa t&#233;cnica<sup>3</sup>.</p>
      <p>Una de las m&#225;s importantes tendencias de los a&#241;os 1990 fue la b&#250;squeda de m&#233;todos capaces de permitir la reducci&#243;n del trauma que acompa&#241;a a los procedimientos de la RM con la CEC. La primera iniciativa en ese sentido fue el redescubrimiento de los procedimientos de RM sin el uso de la CEC, inicialmente descritos por Kolesov<sup>4-6</sup>, en 1967, pero popularizados apenas en la pen&#250;ltima d&#233;cada por Benetti<sup>4,7</sup>, en la Argentina, y por Buffolo<sup>4,8</sup>, en el Brasil.</p>
      <p>Actualmente, la RM sin CEC adquiri&#243; identidad propia, con todo, a pesar de las evidencias de la viabilidad y de la seguridad de esa t&#233;cnica, a RM convencional contin&#250;a a ser utilizada por la mayor&#237;a de los cirujanos<sup>4</sup>. </p>
      <p>Las enfermedades cardiovasculares constituyen la principal causa de mortalidad<sup>9</sup>, siendo la enfermedad coronaria (EC) la cuarta causa de a&#241;os de vida perdidos, raz&#243;n por la cual constituye un importante problema de salud p&#250;blica<sup>10</sup>.</p>
      <p>Hoy, est&#225;n disponibles diversas opciones terap&#233;uticas en el contexto de la cardiopat&#237;a isqu&#233;mica. En lo que concierne a las opciones quir&#250;rgicas, varias t&#233;cnicas han sido desarrolladas, permaneciendo controversias en lo que se refiere a los beneficios de las diferentes modalidades disponibles<sup>11</sup>.</p>
      <p>La revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica con CEC aun permanece como referencia en ese contexto; sin embargo, limitaciones importantes son reconocidas en esa t&#233;cnica. En las &#250;ltimas dos d&#233;cadas, a pesar de un dr&#225;stico aumento en los factores de riesgo de los pacientes, la morbilidad y las complicaciones en el postoperatorio han disminuido significativamente. Esas mejoras son atribuidas a los avances sistem&#225;ticos en las t&#233;cnicas quir&#250;rgicas, en las t&#233;cnicas anest&#233;sicas y en las estrategias de protecci&#243;n mioc&#225;rdica<sup>11,12</sup>. A pesar de eso, las complicaciones neurol&#243;gicas contin&#250;an siendo un riesgo para enfermos sometidos a la CEC. Contempor&#225;neamente, el uso de ese m&#233;todo aun es reconocido como principal causa de una compleja respuesta inflamatoria sist&#233;mica org&#225;nica (RISO), que contribuye bastante para varios efectos adversos en el postoperatorio, a saber, complicaciones renales, pulmonares o neurol&#243;gicas, hemorragias, entre otras<sup>13,14</sup>.</p>
      <p>A lo largo de los &#250;ltimos diez a&#241;os, hubo gran inter&#233;s en la realizaci&#243;n de revascularizaci&#243;n quir&#250;rgica recurriendo a la SCEC, impulsado por el reconocimiento de los efectos perjudiciales de la CEC<sup>12-18</sup>. En ese sentido, la SCEC viene ganando alguna aceptaci&#243;n y se ha vuelto un procedimiento ampliamente realizado, en una tentativa de reducir la morbilidad y la lesi&#243;n neurol&#243;gica relacionada a la CEC<sup>12,19-25</sup>. En contrapartida, seg&#250;n otros autores, a SCEC envuelve riesgos de inestabilidad hemodin&#225;mica intraoperatoria y de revascularizaci&#243;n incompleta, aumentando, as&#237;, la mortalidad y la morbilidad a largo prazo<sup>26-31</sup>. Mientras tanto, el real impacto cl&#237;nico de esa t&#233;cnica quir&#250;rgica alternativa aun permanece limitado por la escasez de estudios que comparen los dos m&#233;todos<sup>26-31</sup>. Seg&#250;n Gerola et al<sup>32</sup>, no existen diferencias estad&#237;sticamente significativas en el peligro de mortalidad y de morbilidad en pacientes de bajo riesgo. Por otro lado, algunos estudios documentaron importantes efectos de la SCEC, aunque las evidencias disponibles aun no sean suficientes para definir la eventual relevancia de esa t&#233;cnica en la pr&#225;ctica cl&#237;nica, por lo que permanece la controversia en cuanto a los reales beneficios de su uso<sup>23-37</sup>.</p>
      <p>De esa forma, se elabor&#243; el met&#225;nalisis de ensayos cl&#237;nicos randomizados, comparando la CEC a la SCEC, de forma de evaluar los beneficios relativos en t&#233;rminos de mortalidad, morbilidad y complicaciones inherentes a los procedimientos.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Investigaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Se realiz&#243; una investigaci&#243;n bibliogr&#225;fica informatizada en los motores de b&#250;squeda PubMed, Embase, B-on y Science Direct, localizando art&#237;culos que contuviesen las combinaciones de las expresiones: <italic>coronary artery bypass grafting, on-pump versus off-pump, complications, morbidity, mortality, cardiopulmonary bypass</italic>, revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica, <italic>CEC versus off-pump</italic>, complicaciones, morbilidad, mortalidad, <italic>bypass</italic> cardiopulmonar. La investigaci&#243;n tuvo inicio en el mes de marzo de 2009 y final el mes de enero de 2010.</p>
      <p>
        <bold>Criterios de inclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Se analizaron los t&#237;tulos y los res&#250;menes de los art&#237;culos, siendo incluidos en la revisi&#243;n todos aquellos que hiciesen referencia a la cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica en el contexto de CEC y de SCEC. Apenas fueron considerados estudios con pacientes adultos sometidos a cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica con y sin CEC. Las investigaciones con animales constituyeron criterio de exclusi&#243;n de esta revisi&#243;n, as&#237; como trabajos cuyo idioma no fuese ingl&#233;s, espa&#241;ol o portugu&#233;s.</p>
      <p>
        <bold>Extracci&#243;n de datos</bold>
      </p>
      <p>Los criterios de selecci&#243;n de los m&#233;todos descritos fueron aplicados a los 94 estudios que identificamos en la investigaci&#243;n bibliogr&#225;fica en los motores de b&#250;squeda mencionados encima. A partir de un an&#225;lisis cr&#237;tico por dos observadores independientes, en que se ocult&#243; la identificaci&#243;n de los autores, los art&#237;culos fueron admitidos o no. En una primera fase, los t&#237;tulos y los res&#250;menes de los 94 estudios fueron analizados, determinando la elegibilidad potencial para posterior evaluaci&#243;n. Recogimos, as&#237;, todos los estudios que estuviesen en conformidad con los siguientes criterios: estudio prospectivo randomizado y estudio comparativo entre cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n con o sin CEC. En esa primera fase, se verific&#243; que 32 estudios estaban duplicados, 6 presentaban procedimientos combinados, 11 eran estudios no aleatorios, 6 no pose&#237;an grupo SCEC y 5 no conten&#237;an grupo con CEC, permaneciendo apenas 34 estudios.</p>
      <p>En una segunda fase, los 34 estudios seleccionados fueron evaluados m&#225;s detalladamente, de los cuales 19 conten&#237;an datos insuficientes, 4 no cumplieron los criterios de inclusi&#243;n, y 2 aun estaban en curso. Permanecieron, entonces, 9 estudios, que presentaron las caracter&#237;sticas potencialmente adecuadas para ser incluidos en el metan&#225;lisis. De esos art&#237;culos, fueron retirados los siguientes <italic>endpoints</italic>: mortalidad, accidente cerebro vascular (ACV), complicaciones renales y septicemia.</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis estad&#237;stico</bold>
      </p>
      <p>Los datos fueron analizados por el programa estad&#237;stico <italic>Review Manager Version 5.0</italic> (Copenhagen, The Nordic Cochrane Centre, The Cochrane Collaboration, 2008), utilizando modelos de efectos fijos y efectos aleatorios. La heterogeneidad fue evaluada por el test Q y complementada con el <italic>I<sup>2</sup></italic>, que indica la proporci&#243;n de la variabilidad entre los estudios, proporcionando una medida de heterogeneidad<sup>38-40</sup>.</p>
      <p>Los resultados fueron examinados como variables dicot&#243;micas, para las cuales el <italic>odds ratio</italic> (OR) y los intervalos con 95% de confianza (IC) fueron calculados<sup>41</sup>. El criterio de significaci&#243;n estad&#237;stica utilizado fue un valor de p inferior o igual a 0,05, para un intervalo de confianza de 95%.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Estudios seleccionados</bold>
      </p>
      <p>Los criterios de selecci&#243;n descritos fueron aplicados a los 94 estudios examinados; sin embargo, apenas nueve art&#237;culos fueron seleccionados y evaluados de forma m&#225;s profunda. Fueron publicadas todas las investigaciones incluidas, cuyas caracter&#237;sticas cl&#237;nicas est&#225;n relatadas en la <xref ref-type="table" rid="es_a14tab01-body2">Tabla 1</xref> a continuaci&#243;n<sup>42-50</sup>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a14tab01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0087-00014-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Metan&#225;lisis</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Mortalidad</bold>
      </p>
      <p>La mortalidad fue relatada en siete estudios (23.163 pacientes, <xref ref-type="fig" rid="es_a14fig01-body2">Figura 1</xref>)<sup>42,44-48,50</sup> y, seg&#250;n el an&#225;lisis realizado, fue significativamente menor en el grupo sin CEC (OR = 0,82; IC95: 0,70 - 0,98; p = 0,03), existiendo heterogeneidad en cuanto al efecto global de la muestra (Chi<sup>2</sup> = 24,51; p = 0,0004). El OR traduce una reducci&#243;n de 18% en el riesgo de mortalidad, a favor de la t&#233;cnica quir&#250;rgica SCEC, teniendo que ser valorizado con alg&#250;n cuidado en el contexto de heterogenia entre los estudios ya referidos anteriormente.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a14fig01-body2">
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      </p>
      <p>
        <bold>Accidente cerebro vascular</bold>
      </p>
      <p>La incidencia de ACV fue mencionada en cinco estudios (64.713 pacientes, <xref ref-type="fig" rid="es_a14fig02-body2">Figura 2</xref>)<sup>42,43,45,47,48</sup>. El an&#225;lisis aplicado demostr&#243; que esa incidencia fue significativamente menor en el grupo sin CEC y que no existe heterogeneidad, o sea, los estudios son homog&#233;neos en cuanto al efecto global de la muestra (Chi<sup>2</sup> = 3,86; p = 0,43). El metan&#225;lisis mostr&#243; una importante diferencia en el riesgo de ACV, con OR de 0,73 (IC95 - 0,63 - 0,85; p = 0,0001), indicando una reducci&#243;n de 27% en el riesgo de ocurrencia de ACV en el postoperatorio, a favor de la SCEC.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a14fig02-body2">
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      </p>
      <p>
        <bold>Complicaciones renales</bold>
      </p>
      <p>Las complicaciones renales fueron descritas en cinco estudios (59.410 pacientes, <xref ref-type="fig" rid="es_a14fig03-body2">Figura 3</xref>)<sup>43-45,47,50</sup>, y el an&#225;lisis aplicado demostr&#243; que existe heterogeneidad en cuanto al efecto global de la muestra (Chi<sup>2</sup> = 10,01; p = 0,04). El metan&#225;lisis mostr&#243; no haber diferencia significativa en las complicaciones renales, indicando un OR de 0,97 (IC95 - 0,84 - 1,14; p = 0,74).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a14fig03-body2">
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      </p>
      <p>
        <bold>Septicemia</bold>
      </p>
      <p>La septicemia fue relatada en tres estudios (58.457 pacientes, <xref ref-type="fig" rid="es_a14fig04-body2">Figura 4</xref>)<sup>43,44,47</sup>, los cuales, seg&#250;n el an&#225;lisis realizado, son homog&#233;neos en cuanto al efecto global de la muestra (Chi<sup>2</sup> = 3,09, p = 0,21). El metan&#225;lisis mostr&#243; no haber diferencia significativa en la septicemia (OR = 0,98; IC95 - 0,64 -1,51; p = 0,93).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a14fig04-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0087-00014-gf04-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La SCEC es una t&#233;cnica quir&#250;rgica con irrelevancia en el contexto actual, aunque el uso y la difusi&#243;n en la pr&#225;ctica cl&#237;nica aun carezcan de sustentaci&#243;n cient&#237;fica, no obstante todo el perfeccionamiento realizado a lo largo de los &#250;ltimos a&#241;os, a fin de reducir la mortalidad y la morbilidad en el postoperatorio, atribuibles a la CEC<sup>51-54</sup>. Mientras tanto, debido a las dificultades en la realizaci&#243;n de estudios prospectivos randomizados en esa &#225;rea y, consecuentemente, al reducido n&#250;mero de pacientes registrados, el poder estad&#237;stico de los estudios disponibles es relativamente bajo. Adem&#225;s de eso, a ese aspecto, se suma la baja incidencia de mortalidad y morbilidad en la poblaci&#243;n de enfermos sometidos a la revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica<sup>55</sup>.</p>
      <p>En los &#250;ltimos a&#241;os, se publicaron diversos estudios, pero el n&#250;mero de ensayos cl&#237;nicos randomizados disponibles aun es limitado<sup>56-58</sup>. As&#237;, en lo que se refiere a los <italic>endpoints</italic> fundamentales (muerte y ACV), apenas los estudios randomizados con muestras de grandes dimensiones consiguen demostrar, concluyentemente, diferencias en los resultados entre los grupos de tratamiento de enfermos de bajo riesgo<sup>54</sup>. Por otro lado, la casu&#237;stica de los estudios tiende a excluir los pacientes de mayor riesgo, por ventura los m&#225;s susceptibles a beneficiarse de la t&#233;cnica SCEC, subsistiendo, as&#237;, dudas en cuanto a la seguridad de esa t&#233;cnica en ese contexto<sup>51,56-58</sup>. A eso, tambi&#233;n se acrece la existencia de estudios que efectivamente demuestran una reducci&#243;n en la mortalidad y en la morbilidad en el operatorio y en el postoperatorio por la cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n sin CEC en comparaci&#243;n a la t&#233;cnica de CEC. Entre tanto, se cuestiona la generalizaci&#243;n de los resultados por la delicada validez externa de los estudios<sup>26,51,57,58</sup>. Adem&#225;s de la controversia ya existente, algunos estudios aun defienden que los enfermos sometidos a la SCEC presentan mayor riesgo de oclusi&#243;n de <italic>bypass</italic> en el postoperatorio. De esa forma, se discute la durabilidad de la revascularizaci&#243;n apoyada por esa t&#233;cnica, no obstante haber el reconocimiento de que el riesgo de obstrucci&#243;n en el primer a&#241;o es bajo y superponible en los dos procedimientos<sup>58,59</sup>.</p>
      <p>Con vistas a contribuir para el esclarecimiento de las principales cuestiones que han polarizado la discusi&#243;n de ese t&#243;pico, varios metan&#225;lisis han sido conducidos, recurriendo a los datos disponibles en la literatura cient&#237;fica, con el objetivo central de proveer fundamentos estad&#237;sticos adicionales que esclarezcan el posicionamiento de la revascularizaci&#243;n sin CEC relativamente a la con CEC<sup>54-57</sup>. El presente estudio es una tentativa de contribuir para ese esclarecimiento. En este sentido, los resultados obtenidos indican una ventaja cl&#237;nica de la SCEC, indicando una reducci&#243;n de 18% en el riesgo de mortalidad (OR - 0,82; IC95 - 0,70 - 0,98; p = 0,03) y una reducci&#243;n de 27% en el riesgo de ocurrencia de ACV en el postoperatorio (OR - 0,73; IC95 - 0,63 - 0,85; p = 0,0001). En lo que concierne a la ocurrencia de complicaciones en el postoperatorio, a saber, septicemia y complicaciones renales, no se encontraron diferencias estad&#237;sticamente significativas, a pesar de que gran parte de los estudios incluidos sugieren mayor impacto de la revascularizaci&#243;n con CEC en nivel renal. Ese aspecto tiene expresi&#243;n en los resultados obtenidos en el metan&#225;lisis (OR - 0,97; IC95 - 0.84 - 1,14; p = 0,74), esbozando una tendencia sugestiva de menor riesgo de complicaciones asociada a la SCEC<sup>29,57,60-62</sup>.</p>
      <p>Otros indicios relevantes para esa problem&#225;tica, previamente abordados en otros estudios, se refieren a la necesidad de transfusi&#243;n, al tiempo de internaci&#243;n y al costo del procedimiento quir&#250;rgico. En ese sentido, las evidencias disponibles actualmente indican que la SCEC se caracteriza por la menor necesidad de transfusi&#243;n sangu&#237;nea, por el menor tiempo de internaci&#243;n y, por consiguiente, por el menor costo hospitalario<sup>45,46,48-50,55-57,63</sup>. Esos aspectos fueron bien reforzados en un reciente met&#225;nalisis<sup>54</sup>, en la cual se demostr&#243; que la SCEC es menos dispendiosa en comparaci&#243;n a la CEC. Aun en esa l&#237;nea, otro estudio<sup>64</sup> demostr&#243; que los costos de los pacientes sometidos a la SCEC fueron significativamente menores cuando eran comparados a la CEC (SCEC 6.515 &#177; 926 &#128; <italic>vs.</italic> CEC 9.872 &#177; 1.299 &#128;; p &lt; 0,0001). Esa diferencia se debe esencialmente a la disminuci&#243;n de las complicaciones operatorias y a la reducci&#243;n de la permanencia en la unidad de cuidados intensivos. Mientras tanto, se debe considerar que los pacientes en un contexto de cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica sin CEC que necesiten transici&#243;n emergente para a CEC, tienen mayor riesgo de mortalidad en el postoperatorio y de falencia m&#250;ltiple de &#243;rganos, en comparaci&#243;n a los enfermos sometidos, inicialmente, a la revascularizaci&#243;n con CEC<sup>43,65</sup>. Eso refuerza la necesidad de seleccionar bien los pacientes para la t&#233;cnica quir&#250;rgica que mejor se adecue al perfil cl&#237;nico individual.</p>
      <p>
        <bold>Limitaciones</bold>
      </p>
      <p>Los estudios incluidos en el presente metan&#225;lisis fueron publicados entre 2002 y 2007, por lo que podr&#225;n traducir realidades pr&#225;cticas no representativas de las pr&#225;cticas quir&#250;rgicas y anest&#233;sicas m&#225;s contempor&#225;neas. Aunque favorezcan, en t&#233;rminos globales, a la SCEC, los resultados deber&#225;n ser interpretados con alguna cautela, en la medida en que cuatro de los nueve estudios no conten&#237;an informaci&#243;n en cuanto a las caracter&#237;sticas cl&#237;nicas de los pacientes incluidos en el estudio.</p>
      <p>A pesar de que el presente metan&#225;lisis delinea el panorama actual, tambi&#233;n sirve para destacar algunas de las lagunas que permanecen. Lo m&#225;s notable es la falta de investigaci&#243;n cl&#237;nica a largo plazo, as&#237; como la falta de investigaci&#243;n en pacientes de alto riesgo, por lo que se vuelve dif&#237;cil posicionar la t&#233;cnica de SCEC en t&#233;rminos de relevancia cl&#237;nica en pacientes de alto riesgo quir&#250;rgico<sup>57</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica con CEC, de las dos t&#233;cnicas quir&#250;rgicas estudiadas, es la m&#225;s antigua y la m&#225;s utilizada en la pr&#225;ctica cl&#237;nica actual, y los avances tecnol&#243;gicos y quir&#250;rgicos han permitido que ese procedimiento se presente con baj&#237;sima mortalidad y morbilidad, habiendo excelentes resultados. Por otro lado, la cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n sin CEC, t&#233;cnica m&#225;s reciente, presenta beneficios comparativos, en la medida en que mantienen excelentes resultados, pero con tasas de mortalidad, morbilidad y complicaciones potencialmente menores, as&#237; como con menores costos. Esos aspectos fueron bien ilustrados en el presente metan&#225;lisis de los estudios randomizados disponibles, demostrando que a SCEC est&#225; asociada a la menor tasa de mortalidad y al menor riesgo de ocurrencia de ACV. Con todo, esa aparente superioridad cl&#237;nica de la SCEC en comparaci&#243;n a la CEC en la cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica aun carece de demostraci&#243;n en contextos cl&#237;nicos particulares. Ambas t&#233;cnicas est&#225;n en evoluci&#243;n y presentan ventajas y desventajas espec&#237;ficas en determinados subgrupos de pacientes<sup>65</sup>, en que los riesgos y los beneficios de ambos abordajes precisan ser considerados, de forma que la elecci&#243;n de la estrategia para el paciente permita maximizar el beneficio a largo plazo y minimizar los riesgos a corto plazo<sup>55,58</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuve fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de libre docencia de Ana Sofia Gomes Godinho, por la Escola Superior de Sa&#250;de Dr. Lopes Dias.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Review Article</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">On-pump versus off-pump coronary-artery bypass surgery: a meta-analysis</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>There are controversies about the possible benefits of offpump coronary artery bypass grafting (OPCABG) compared to on-pump coronary artery bypass grafting (ONCABG). For a better perspective on this important issue, we performed a meta-analysis of randomized controlled trials, comparing the two techniques. The objective of this study was to verify which technique applied in Coronary Artery Bypass Surgery, OPCABG or ONCABG, provides better results through a meta-analysis of published randomized trials comparing the two techniques. We carried out a computer-based literature search in PubMed, Embase, B-on and Science Direct from March 2009 to January 2010. The studies covered were recovered according to predetermined criteria. A systematic review of randomized clinical trials was performed in order to evaluate the differences between the two revascularization techniques (OPCABG versus ONCABG) regarding mortality and morbidity. Selected studies did not include patients at high risk and long-term longitudinal evaluations. The meta-analysis focused on nine randomized clinical trials, corresponding to a total of 75,086 patients, and compared OPCABG to ONCABG. Regarding mortality, a reduction of 18% in the risk of cardiovascular mortality (OR: 0.82, 95%CI: 0.70 to 0.98, p = 0.03) and 27% in the risk of stroke postoperatively (OR: 0.73, 95%CI: 0.63 to 0.85, p = 0.0001) were observed, both in favor of OPCABG. Concerning the occurrence of complications associated with the procedure, no significant differences were found between the two surgical techniques, particularly with regard to the occurrence of kidney complications (OR: 0.97, 95%CI: 0.84-1.14, p = 0, 74) and sepsis (OR 0.98, 95%CI: 0.64-1.51, p = 0.93, respectively). Off-pump CABG significantly reduces the occurrence of major cardiovascular events (mortality and CVA) compared to on-pump CABG surgery.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Coronary artery bypass</kwd>
        <kwd>off pump</kwd>
        <kwd>myocardial revascularization</kwd>
        <kwd>intraoperative complications</kwd>
        <kwd>meta-analysis</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>REVIEW ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="inicio-body3">
          <label>
            <bold>On-pump versus off-pump coronary-artery bypass surgery: a meta-analysis</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Ana Sofia Godinho<sup>I</sup>; Ana Sofia Alves<sup>I</sup>; Alexandre Jos&#233; Pereira<sup>I</sup>; Telmo Santos Pereira<sup>II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Escola Superior de Sa&#250;de Dr. Lopes Dias, Castelo Branco</p>
      <p><sup>II</sup>Escola Superior de Tecnologia da Sa&#250;de de Coimbra, Coimbra, Portugal</p>
      <p>Mailing Address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p>There are controversies about the possible benefits of off-pump coronary artery bypass grafting (OPCABG) compared to on-pump coronary artery bypass grafting (ONCABG). For a better perspective on this important issue, we performed a meta-analysis of randomized controlled trials, comparing the two techniques.</p>
      <p> The objective of this study was to verify which technique applied in Coronary Artery Bypass Surgery, OPCABG or ONCABG, provides better results through a meta-analysis of published randomized trials comparing the two techniques.</p>
      <p> We carried out a computer-based literature search in PubMed, Embase, B-on and Science Direct from March 2009 to January 2010. The studies covered were recovered according to predetermined criteria. A systematic review of randomized clinical trials was performed in order to evaluate the differences between the two revascularization techniques (OPCABG versus ONCABG) regarding mortality and morbidity. Selected studies did not include patients at high risk and long-term longitudinal evaluations.</p>
      <p> The meta-analysis focused on nine randomized clinical trials, corresponding to a total of 75,086 patients, and compared OPCABG to ONCABG. Regarding mortality, a reduction of 18% in the risk of cardiovascular mortality (OR: 0.82, 95%CI: 0.70 to 0.98, p = 0.03) and 27% in the risk of stroke postoperatively (OR: 0.73, 95%CI: 0.63 to 0.85, p = 0.0001) were observed, both in favor of OPCABG. Concerning the occurrence of complications associated with the procedure, no significant differences were found between the two surgical techniques, particularly with regard to the occurrence of kidney complications (OR: 0.97, 95%CI: 0.84-1.14, p = 0, 74) and sepsis (OR 0.98, 95%CI: 0.64-1.51, p = 0.93, respectively).</p>
      <p> Off-pump CABG significantly reduces the occurrence of major cardiovascular events (mortality and CVA) compared to on-pump CABG surgery.</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Coronary artery bypass; off pump; myocardial revascularization; intraoperative complications; meta-analysis.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Cardiopulmonary bypass (CPB) as a support method in cardiac surgery is, from the historical point of view, relatively new. Among the several procedures of myocardial revascularization surgery (CABG), only the method of Vineberg<sup>1</sup> showed promising results, and it was performed without knowledge of the anatomy of coronary arteries<sup>1</sup>. Later, Rene Favaloro was the pioneer of the CABG surgery using the saphenous vein, using CPB and cardiac arrest<sup>2</sup>. The familiarity of surgeons with the CPB circuit and the development of strategies for myocardial protection has led to the carrying out of CABG procedures using this technique<sup>3</sup>.</p>
      <p>One of the most important trends of the 90s was the search for methods that would allow a reduction of the trauma that accompanies the CABG procedures with CPB. The first such initiative was the rediscovery of the CABG procedures without CPB, initially described by Kolesov<sup>4-6</sup> in 1967, but made popular only in the second to last decade by Benetti<sup>4,7 </sup>in Argentina and Buffolo in Brazil<sup>4,8</sup>.</p>
      <p>Currently, off-pump (OPCABG) CABG has acquired its own identity; however, despite evidence of the feasibility and safety of this technique, conventional on-pump CABG (ONCABG) is still used by most surgeons<sup>4</sup>.</p>
      <p>Cardiovascular diseases are the ninth leading cause of mortality<sup>9</sup>, and coronary heart disease (CHD) the fourth leading cause of years of life lost, making it an important public health problem<sup>10</sup>.</p>
      <p>Today, several therapeutic options are available in the context of ischemic heart disease. Regarding surgical options, several techniques have been developed, but controversies remain regarding the benefits of the different available types<sup>11</sup>.</p>
      <p>ONCABG surgery remains a reference in this context; however, important limitations are acknowledged in this technique. In the last two decades, in spite of a dramatic increase in patient risk factors, morbidity and postoperative complications have decreased significantly. These improvements are attributed to systematic advances in surgical techniques, anesthetic techniques and myocardial protection strategies<sup>11,12</sup>. Nevertheless, neurologic complications remain a risk for patients undergoing CPB. Currently, the use of this method is still recognized as a leading cause of complex organic systemic inflammatory response (OSIR), which greatly contributes to several adverse effects in the postoperative period, namely, kidney, pulmonary or neurological complications and bleeding episodes, among other<sup>13,14</sup>.</p>
      <p>Over the last ten years there has been an increasing interest in performing CABG without CPB, or off-pump CABG (OPCABG), stimulated by the recognition of the harmful effects of CPB<sup>12-18</sup>. In this sense, the OPCABG has gained some acceptance and has become a widely performed procedure in an attempt to reduce morbidity and neurological injury related to ONCABG from<sup>12,19-25</sup>.</p>
      <p>In contrast, according to some authors, the OPCABG involves risk of intraoperative hemodynamic instability and incomplete revascularization, thereby increasing mortality and morbidity in the long term<sup>26-31</sup>. However, the real clinical impact of this alternative surgical technique remains limited by the scarcity of studies comparing the two methods<sup>26-31</sup>. According to Gerola et al<sup>32</sup>, there are no statistically significant differences in mortality and morbidity rates in low-risk patients.</p>
      <p>On the other hand, some studies have documented important effects of OPCABG, although the available evidence is not sufficient to define the possible relevance of this technique in clinical practice; thereby, the controversy remains on the real benefits of its use<sup>23-37</sup>.</p>
      <p>Thus, we carried out a meta-analysis of randomized controlled trials comparing the ONCABG to OPCABG, to assess the relative benefits in terms of mortality, morbidity and complications inherent in the procedures.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Research</bold>
      </p>
      <p>We carried out a literature search using the search engines PubMed, Embase, B-on and Science Direct, looking for articles that contained the combinations of the words: coronary artery bypass grafting, on-pump versus off-pump, Complications, morbidity, mortality, cardiopulmonary bypass, myocardial revascularization, CPB versus off-pump, complications, morbidity, mortality, cardiopulmonary bypass. The research began in March 2009 and ended in January 2010.</p>
      <p>
        <bold>Inclusion Criteria</bold>
      </p>
      <p>We analyzed the titles and abstracts of the articles and included in the review all those that reported CABG in the context of on-pump and off-pump surgeries. We only considered studies with adult patients undergoing CABG with and without CPB. Research with animals were excluded from this review, as well as studies written in other languages rather than English, Spanish or Portuguese.</p>
      <p>
        <bold>Data extraction</bold>
      </p>
      <p>The selection criteria of the methods described were applied to 94 studies identified in literature search in the aforementioned search engines. Based on a review by two independent observers, which concealed the identity of the authors, the articles were accepted or not.</p>
      <p>In a first phase, the titles and abstracts of 94 studies were analyzed to determine potential eligibility for further evaluation. Thus, all studies that met the following criteria were selected: prospective randomized study comparing on-pump and off-pump CABG. In this first phase, it was observed that 32 studies were duplicates, 6 had combined procedures, 11 studies were not randomized, 6 had no OPCABG group and did not conta n ONCABG group, leaving only 34 studies.</p>
      <p>In a second phase, the 34 selected studies were evaluated in more details, showing that 19 contained insufficient data, 4 did not meet the inclusion criteria, and two were still ongoing. Thus, nine studies remained, which showed characteristics potentially suitable for inclusion in the meta-analysis. The following endpoints were obtained from these articles: mortality, cerebrovascular accident (CVA), kidney complications and septicemia.</p>
      <p>
        <bold>Statistical Analysis</bold>
      </p>
      <p>The data were analyzed using the Statistical Review Manager Version 5.0 (Copenhagen, The Nordic Cochrane Centre, The Cochrane Collaboration, 2008) using fixed effect and random effect models. Heterogeneity was assessed by Q test and complemented with <italic>I<sup>2</sup></italic>, which indicates the proportion of variability between studies, providing a measure of heterogeneity<sup>38-40</sup>.</p>
      <p>The results were assessed as dichotomous variables, for which the <italic>odds ratio</italic> (OR) and 95% confidence intervals (95%CI) were calculated<sup>41</sup>. The criterion for statistical significance was a p value <underline>&lt;</underline> 0.05 for a confidence interval of 95%.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Selected studies</bold>
      </p>
      <p>The inclusion criteria were applied to the 94 studies assessed, but only nine articles were selected and evaluated in details. These were all published studies, of which clinical characteristics are shown in <xref ref-type="table" rid="en_a14tab01-body3">Table 1</xref><sup>42-50</sup>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a14tab01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0087-00014-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Meta-analysis</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Mortality</bold>
      </p>
      <p>Mortality was reported in seven studies (23,163 patients, <xref ref-type="fig" rid="en_a14fig01-body3">Figure 1</xref>)<sup>42,44-48,50</sup> and according to the analysis, it was significantly lower in off-pump group (OR = 0.82, 95%CI: 0.70 - 0.98, p = 0.03), with heterogeneity regarding the overall effect in the sample (Chi<sup>2</sup> = 24.51, p = 0.0004). The OR represents a 18% reduction in the mortality risk in favor of the OPCABG surgical technique and must be considered with care in the context of the heterogeneity among the studies mentioned above.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a14fig01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0087-00014-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Cerebral-vascular Accident (CVA)</bold>
      </p>
      <p>The incidence of CVA was reported in five studies (64,713 patients, <xref ref-type="fig" rid="en_a14fig02-body3">Figure 2</xref>)<sup>42,43,45,47,48</sup>. The analysis showed that this incidence was significantly lower in the OPCABG group and that there was no heterogeneity, i.e., the studies were homogeneous with respect to the overall effect in the sample (Chi<sup>2</sup> = 3.86, p = 0.43). The meta-analysis showed a significant difference in CVA risk, with an OR of 0.73 (95%CI: 0.63 to 0.85, p = 0.0001), indicating a 27% reduction in risk of postoperative CVA in favor of OPCABG.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a14fig02-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0087-00014-gf02-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Kidney Complications</bold>
      </p>
      <p>Kidney complications were reported in five studies (59,410 patients, <xref ref-type="fig" rid="en_a14fig03-body3">Figure 3</xref>)<sup>43-45,47,50</sup> and the analysis showed there was heterogeneity regarding the overall effect in the sample (Chi<sup>2</sup> = 10.01, p = 0.04). The meta-analysis showed no significant difference in kidney complications, indicating an OR of 0.97 (95%CI: 0.84 - 1.14, p = 0.74).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a14fig03-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0087-00014-gf03-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Septicemia</bold>
      </p>
      <p>Septicemia was reported in three studies (58,457 patients, <xref ref-type="fig" rid="en_a14fig04-body3">Figure 4</xref>)<sup>43,44,47</sup>, which, according to the analysis, were homogeneous with respect to the overall effect in the sample (Chi<sup>2</sup> = 3.09, p = 0.21). The meta-analysis showed no significant difference in septicemia (OR = 0.98, 95%CI: 0.64 -1.51, p = 0.93).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a14fig04-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0087-00014-gf04-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The OPCABG is an important surgical technique in the present context, although its use and dissemination in clinical practice still lack scientific support, regardless of any improvements made over the past years in order to reduce mortality and morbidity in the postoperative period attributable to the surgery<sup>51-54</sup>. However, due to difficulties in conducting prospective randomized trials in this area and therefore the small number of recorded patients, the statistical power of available studies is relatively low. Moreover, one must consider the low incidence of mortality and morbidity in patients undergoing myocardial revascularization<sup>55</sup>.</p>
      <p>In recent years, several studies have been published, but the number of available randomized clinical trials is also limited<sup>56-58</sup>. Thus, with regard to key endpoints (death and CVA), only randomized studies with large samples can conclusively demonstrate differences in outcomes between treatment groups of low-risk patients<sup>54</sup>. On the other hand, the studies series tend to exclude higher-risk patients, perhaps the most likely to benefit from the OPCABG technique, and therefore, doubts remain about the safety of this technique in this context<sup>51,56-58</sup>.</p>
      <p>Moreover, one must consider the existence of studies that effectively show a reduction in mortality and morbidity in the operative and post-operative period of OPCABG when compared to ONCABG. However, the generalization of results can be questioned due to the subtle external validity of the studies<sup>26,51,57,58</sup>. In addition to the existing controversy, some studies also advocate that patients undergoing OPCABG have increased risk of postoperatively bypass occlusion. Thus, one discusses the durability of revascularization supported by this technique, although it has been recognized that the risk of obstruction in the first year is low and the two procedures can overlap<sup>58,59</sup>.</p>
      <p>Aiming to contribute to the clarification of key issues that have polarized the discussion of this topic, several meta-analysis have been carried out, using data available in the scientific literature, with the main objective of providing additional statistical support to clarify the status of OPCABG<sup>54-57</sup> compared to ONCABG. The present study is an attempt to provide further clarification. In this sense, the results indicate a clinical advantage toward OPCABG, indicating an 18% reduction in the mortality risk (OR 0.82, 95%CI: 0.70 - 0.98, p = 0.03) and a 27% reduction the risk of postoperative CVA (OR 0.73, 95%CI: 0.63 - 0.85, p = 0.0001). Regarding the occurrence of postoperative complications, namely, sepsis and kidney complications, no statistically significant differences were found, although most of the included studies suggested a greater impact of ONCABG on the kidney. This aspect is expressed in the results obtained in the meta-analysis (OR 0.97, 95%CI: 0.84 - 1.14, p = 0.74), outlining a trend suggestive of lower risk of complications associated with OPCABG<sup>29,57,60-62</sup>.</p>
      <p>Other evidence relevant to this problem, previously addressed in other studies, concern the need for transfusion, length of hospital stay and cost of surgery. In this sense, the currently available evidence indicates that OPCABG is characterized by reduced need for blood transfusion, shortest length of stay and therefore, lower hospital costs<sup>45,46,48-50,55-57,63</sup>.</p>
      <p>These aspects have been supported by a recent meta-analysis<sup>54</sup>, which has shown that the OPCABG is less expensive compared to ONCABG. Moreover, another study<sup>64</sup> showed that the costs of patients submitted to OPCABG were significantly lower when compared to ONCABG (OPCABG 6,515 &#177; 926 &#128; <italic>vs</italic>. ONCABG 9,872 &#177; 1,299 &#128;, p &lt;0.0001). This difference is mainly due to decreased postoperative complications and reduced stay in intensive care unit. However, one should consider that patients submitted to OPCABG requiring transition to ONCABG, have a higher risk of postoperative mortality and multiple organ failure, compared to patients submitted initially to ONCABG surgery<sup>43,65</sup>. This reinforces the need to select the right patients for the surgical technique that best suits the individual clinical profile.</p>
      <p>
        <bold>Limitations</bold>
      </p>
      <p>The studies included in this meta-analysis were published between 2002 and 2007 and therefore may not reflect practical realities that are non-representative of more current surgical and anesthetic practices. While they overall favor the OPCABG, the results should be interpreted with some caution, as four of the nine studies did not contain information concerning the clinical characteristics of patients included in the study.</p>
      <p>Although this meta-analysis outlines the current situation, it also serves to highlight some of the questions that remain to be clarified. The most notable is the lack of long-term clinical research, as well as the lack of research in high-risk patients, which makes it difficult to place the OPCABG technique in terms of clinical significance in patients at high surgical risk<sup>57</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>The ONCABG, of the two surgical techniques studied, is the oldest and most widely used in current clinical practice; technological and surgical advances have allowed this procedure to present very low mortality and morbidity, with excellent results. On the other hand, the OPCABG, which is a newer technique, has comparative advantages, as it has excellent results, but with potentially smaller rates of mortality, morbidity and complications as well as lower costs.</p>
      <p>These aspects have been well illustrated in this meta-analysis of randomized trials, showing that the OPCABG technique is associated with lower mortality rates and lower risk of CVA. However, this apparent clinical superiority of OPCABG compared to ONCABG surgery still needs to be demonstrated in particular clinical contexts. Both techniques are evolving and have advantages and disadvantages in certain subgroups of patients<sup>65</sup>, and risks and benefits of both approaches need to be considered, so that the choice of strategy for the patient will maximize the long-term benefit and minimize short-term risk<sup>55,58</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of a full professor's thesis on Ana Sofia Gomes Godinho from the Escola Superior de Sa&#250;de Dr. Lopes Dias.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
