<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" specific-use="sps-1.9" dtd-version="1.1" xml:lang="pt" article-type="research-article">
  <front>
    <journal-meta>
      <journal-id journal-id-type="publisher-id">abc</journal-id>
      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
    </journal-meta>
    <article-meta>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">9W7dbrNVvdPRRPdJz3KvrGk</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2012000100012</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(12)09800112</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2011005000123</article-id>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>Determinantes progn&#243;sticos de pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#244;nica secund&#225;ria &#224; hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Rolande</surname>
            <given-names>Dalva M.S.</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Fantini</surname>
            <given-names>Jo&#227;o Paulo</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Cardinalli Neto</surname>
            <given-names>Augusto</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Cordeiro</surname>
            <given-names>Jos&#233; A.</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Bestetti</surname>
            <given-names>Reinaldo B.</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <aff id="aff01">
        <addr-line>
          <named-content content-type="city">S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto</named-content>
          <named-content content-type="state">S&#227;o Paulo</named-content>
        </addr-line>
        <institution content-type="orgname">Faculdade de Medicina de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>01</month>
        <year>2012</year>
      </pub-date>
      <volume>98</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>76</fpage>
      <lpage>84</lpage>
      <history>
        <date date-type="received">
          <day>01</day>
          <month>05</month>
          <year>2011</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>01</day>
          <month>09</month>
          <year>2011</year>
        </date>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>04</day>
          <month>08</month>
          <year>2011</year>
        </date>
      </history>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A Hipertens&#227;o Arterial Sist&#234;mica (HAS) &#233; importante causa de Insufici&#234;ncia Card&#237;aca sist&#243;lica Cr&#244;nica (ICC) em pa&#237;ses em desenvolvimento. Seria necess&#225;rio conhecerem-se os fatores de predi&#231;&#227;o de mortalidade para pacientes com essa condi&#231;&#227;o cl&#237;nica para melhor tratamento cient&#237;fico. OBJETIVO: Determinar os fatores de risco de mortalidade geral em pacientes com ICC secund&#225;ria &#224; HAS na era moderna do tratamento da ICC por disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica do ventr&#237;culo esquerdo. M&#201;TODOS: Todos os pacientes rotineira e prospectivamente tratados na Cl&#237;nica de Cardiomiopatia em nossa institui&#231;&#227;o de janeiro de 2000 a abril de 2008 com o diagn&#243;stico de ICC secund&#225;ria &#224; HAS foram selecionados para o estudo. O modelo de riscos proporcionais de Cox foi utilizado para o estabelecimento de fatores de predi&#231;&#227;o independentes de mortalidade geral. RESULTADOS: Cento e trinta pacientes foram estudados; 74 (57%) eram homens. Trinta e um (24%) pacientes faleceram; cinco (4%) submeteram-se a transplante card&#237;aco; e 94 (72%) estavam vivos ao final do estudo. A probabilidade de sobreviv&#234;ncia aos 12, 24, 36, 48 e 60 meses foi de 96%, 93%, 84%, 79% e 76%, respectivamente. Idade (Raz&#227;o de Riscos = 1,05, Intervalo de Confian&#231;a 95% de 1,01 a 1,08, p = 0,01), dimens&#227;o diast&#243;lica do ventr&#237;culo esquerdo (Raz&#227;o de Riscos = 1,08; Intervalo de Confian&#231;a 95% de 1,02 a 1,09; p = 0,003) e terapia com betabloqueador (Raz&#227;o de Riscos = 0,41; Intervalo de Confian&#231;a 95% de 0,19 a 0,86; p = 0,02) foram os fatores de predi&#231;&#227;o independentes de mortalidade geral. CONCLUS&#195;O: Idade, dimens&#227;o diast&#243;lica do ventr&#237;culo esquerdo e n&#227;o uso de betabloqueador s&#227;o fatores de predi&#231;&#227;o independentes de mortalidade geral em pacientes com ICC sist&#243;lica secund&#225;ria &#224; HAS na popula&#231;&#227;o estudada.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Insufici&#234;ncia card&#237;aca sist&#243;lica</kwd>
        <kwd>hipertens&#227;o</kwd>
        <kwd>progn&#243;stico</kwd>
        <kwd>remodela&#231;&#227;o ventricular</kwd>
        <kwd>sobreviv&#234;ncia</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>15</day>
        <month>12</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>Determinantes progn&#243;sticos de pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#244;nica secund&#225;ria &#224; hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Dalva M.S. Rolande; Jo&#227;o Paulo Fantini; Augusto Cardinalli Neto; Jos&#233; A. Cordeiro; Reinaldo B. Bestetti</bold>
    </p>
    <p>Hospital de Base S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, SP, Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="corresp">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> A Hipertens&#227;o Arterial Sist&#234;mica (HAS) &#233; importante causa de Insufici&#234;ncia Card&#237;aca sist&#243;lica Cr&#244;nica (ICC) em pa&#237;ses em desenvolvimento. Seria necess&#225;rio conhecerem-se os fatores de predi&#231;&#227;o de mortalidade para pacientes com essa condi&#231;&#227;o cl&#237;nica para melhor tratamento cient&#237;fico.</p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Determinar os fatores de risco de mortalidade geral em pacientes com ICC secund&#225;ria &#224; HAS na era moderna do tratamento da ICC por disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica do ventr&#237;culo esquerdo.</p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Todos os pacientes rotineira e prospectivamente tratados na Cl&#237;nica de Cardiomiopatia em nossa institui&#231;&#227;o de janeiro de 2000 a abril de 2008 com o diagn&#243;stico de ICC secund&#225;ria &#224; HAS foram selecionados para o estudo. O modelo de riscos proporcionais de Cox foi utilizado para o estabelecimento de fatores de predi&#231;&#227;o independentes de mortalidade geral.</p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Cento e trinta pacientes foram estudados; 74 (57%) eram homens. Trinta e um (24%) pacientes faleceram; cinco (4%) submeteram-se a transplante card&#237;aco; e 94 (72%) estavam vivos ao final do estudo. A probabilidade de sobreviv&#234;ncia aos 12, 24, 36, 48 e 60 meses foi de 96%, 93%, 84%, 79% e 76%, respectivamente. Idade (Raz&#227;o de Riscos = 1,05, Intervalo de Confian&#231;a 95% de 1,01 a 1,08, p = 0,01), dimens&#227;o diast&#243;lica do ventr&#237;culo esquerdo (Raz&#227;o de Riscos = 1,08; Intervalo de Confian&#231;a 95% de 1,02 a 1,09; p = 0,003) e terapia com betabloqueador (Raz&#227;o de Riscos = 0,41; Intervalo de Confian&#231;a 95% de 0,19 a 0,86; p = 0,02) foram os fatores de predi&#231;&#227;o independentes de mortalidade geral.</p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Idade, dimens&#227;o diast&#243;lica do ventr&#237;culo esquerdo e n&#227;o uso de betabloqueador s&#227;o fatores de predi&#231;&#227;o independentes de mortalidade geral em pacientes com ICC sist&#243;lica secund&#225;ria &#224; HAS na popula&#231;&#227;o estudada.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Insufici&#234;ncia card&#237;aca sist&#243;lica, hipertens&#227;o, progn&#243;stico, remodela&#231;&#227;o ventricular, sobreviv&#234;ncia.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Tem sido reconhecido que a hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica &#233; um precursor da insufici&#234;ncia card&#237;aca cr&#244;nica em at&#233; 75% dos casos<sup>1</sup>, especialmente quando na presen&#231;a de hipertens&#227;o arterial sist&#243;lica<sup>2</sup>. Em pa&#237;ses subdesenvolvidos, a hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica &#233; a principal causa de insufici&#234;ncia card&#237;aca cr&#244;nica associada a doen&#231;a arterial coronariana<sup>3</sup>. A insufici&#234;ncia card&#237;aca cr&#244;nica associada a hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica pode se dar por disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica ventricular esquerda ou disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica ventricular esquerda<sup>4</sup>. A disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica ventricular esquerda cr&#244;nica associada &#224; hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica &#233; ainda uma das principais causas de insufici&#234;ncia card&#237;aca cr&#244;nica em pa&#237;ses subdesenvolvidos<sup>5</sup>. </p>
    <p>O mecanismo pelo qual a hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica leva &#224; insufici&#234;ncia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#244;nica &#233; multifatorial, e afirma-se que a associa&#231;&#227;o com doen&#231;a arterial coronariana subjacente desempenha um papel fundamental<sup>6</sup>. Portanto, &#233; necess&#225;rio excluir doen&#231;a arterial coronariana concomitante para se determinar o desfecho e os determinantes progn&#243;sticos para pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca cr&#244;nica secund&#225;ria &#224; hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica. </p>
    <p>O curso cl&#237;nico da insufici&#234;ncia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#244;nica foi estabelecido em diferentes tipos de cardiomiopatia, incluindo a cardiomiopatia dilatada idiop&#225;tica<sup>7,8</sup>, cardiomiopatia isqu&#234;mica<sup>9</sup> e cardiomiopatia de Chagas<sup>10</sup>. Por sua vez, pouco se sabe sobre o desfecho e preditores de mortalidade em pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#244;nica secund&#225;ria &#224; hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica, na aus&#234;ncia de doen&#231;a arterial coronariana. </p>
    <p>Tr&#234;s estudos longitudinais anteriores<sup>11-13</sup> realizados no mundo desenvolvido t&#234;m abordado essa quest&#227;o. Outro estudo realizado no Brasil tamb&#233;m analisou a evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica de pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca sist&#243;lica e hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica; no entanto, nesse estudo nenhum paciente recebeu terapia com betabloqueadores<sup>14</sup>, um componente essencial da terapia de insufici&#234;ncia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#244;nica em pacientes hipertensos<sup>15</sup>. Portanto, nenhum estudo anterior avaliou a evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica de insufici&#234;ncia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#244;nica secund&#225;ria &#224; hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica nos pa&#237;ses subdesenvolvidos na era atual de tratamento para insufici&#234;ncia card&#237;aca. </p>
    <p> Assim, este estudo teve como objetivo determinar preditores n&#227;o invasivos de mortalidade por todas as causas e desfechos de pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#244;nica secund&#225;ria &#224; hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica, na aus&#234;ncia de doen&#231;a arterial coronariana concomitante em uma coorte de um &#250;nico centro brasileiro.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Pacientes</bold>
    </p>
    <p>Todos os pacientes rotineira e prospectivamente seguidos na Cl&#237;nica de Cardiomiopatia de nossa institui&#231;&#227;o, de janeiro de 2000 a abril de 2008, com diagn&#243;stico de insufici&#234;ncia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#244;nica secund&#225;ria &#224; hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica, foram selecionados para o estudo. Para obter inclus&#227;o no estudo, os pacientes tinham que ter: 1) press&#227;o arterial sist&#243;lica &gt; 140 mmHg ou press&#227;o arterial diast&#243;lica &gt; 90 mmHg na interna&#231;&#227;o; 2) hist&#243;rico m&#233;dico comprovado de hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica arterial caso a press&#227;o arterial estivesse normal na apresenta&#231;&#227;o e os pacientes receberam medicamentos anti-hipertensivos; 3) hist&#243;ria pr&#233;via e/ou tratamento de hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica determinada no momento da apresenta&#231;&#227;o pelos investigadores com base em entrevista ao paciente quando a press&#227;o arterial sist&#234;mica encontrava-se normal ao exame f&#237;sico<sup>13</sup>; 4) fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo menor ou igual a 55% em ecocardiografia com Doppler ou % &lt; 50 na ventriculografia radioisot&#243;pica; 5) coronariopatia obstrutiva descartada por arteriografia coronariana ou cintilografia mioc&#225;rdica, caso os pacientes se recusassem ou n&#227;o pudessem se submeter ao procedimento; 6) aus&#234;ncia de qualquer outra doen&#231;a que pudesse induzir a cardiopatia por si s&#243;. </p>
    <p>Os pacientes foram submetidos a anamnese e exame f&#237;sico na interna&#231;&#227;o, seguido de exames laboratoriais, eletrocardiograma com 12 deriva&#231;&#245;es e ecocardiografia com Doppler. Na interna&#231;&#227;o, a gravidade da insufici&#234;ncia card&#237;aca foi classificada de acordo com a classe funcional da New York Heart Association. A press&#227;o arterial sist&#234;mica e a frequ&#234;ncia card&#237;aca foram anotadas. </p>
    <p>Todos os pacientes receberam furosemida para aliviar sintomas de congest&#227;o. Administrou-se digoxina aos pacientes na classe III ou IV da New York Heart Association e aos pacientes na classe II com fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo &lt; 30%. Administrou-se espironolactona a pacientes na classe funcional III ou IV da New York Heart Association. Inibidores da enzima conversora da angiotensina (captopril: dose alvo, 75-150 mg/dia; enalapril: dose alvo de 20 mg/dia) ou losartan (dose-alvo: 50 mg/dia) foram dados a todos os pacientes. Os pacientes tamb&#233;m receberam carvedilol (dose-alvo: 50 mg/dia) ou succinato de metoprolol (dose-alvo: 200 mg/dia). </p>
    <p>At&#233; 2005, os pacientes classificados nas classes I/II da Nova York Heart Association receberam inibidores da enzima conversora da angiotensina antes do uso de betabloqueadores. A partir de 2006, ap&#243;s a publica&#231;&#227;o do ensaio CIBIS III<sup>16</sup>, os pacientes nas classes I/II da New York Heart Association receberam terapia com betabloqueadores antes dos inibidores da enzima conversora da angiotensina/bloqueador do receptor da angiotensina. Os pacientes classificados nas classes III/IV da Nova York Heart Association receberam inibidores da enzima conversora da angiotensina/bloqueadores do receptor da angiotensina antes do uso de betabloqueadores. </p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise estat&#237;stica</bold>
    </p>
    <p>Os dados param&#233;tricos s&#227;o apresentados como m&#233;dia &#177; desvio padr&#227;o, enquanto os dados n&#227;o param&#233;tricos s&#227;o apresentados como medianas (percentil 25%, percentil 75%). </p>
    <p>O modelo de riscos proporcionais de Cox foi utilizado para estabelecer preditores independentes de mortalidade por todas as causas. Vari&#225;veis explicativas reconhecidamente de import&#226;ncia progn&#243;stica para pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#244;nica foram inseridas no modelo univariado. As vari&#225;veis inseridas nesse modelo foram as seguintes: idade, sexo, classe funcional da New York Heart Association, hospitaliza&#231;&#227;o pr&#233;via, diabete melito concomitante, frequ&#234;ncia card&#237;aca, press&#227;o arterial sist&#243;lica, press&#227;o arterial diast&#243;lica, necessidade de suporte inotr&#243;pico, fibrila&#231;&#227;o atrial, marca-passo artificial, cardioversor-desfibrilador implant&#225;vel, bloqueio do ramo esquerdo, bloqueio do ramo direito, bloco fascicular anterior esquerdo, baixa voltagem do complexo QRS, contra&#231;&#245;es ventriculares prematuras no eletrocardiograma; dimens&#227;o diast&#243;lica do ventr&#237;culo esquerdo, dimens&#227;o sist&#243;lica do ventr&#237;culo esquerdo, fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o ventricular esquerda, dimens&#227;o do ventr&#237;culo direito e anormalidades da parede segmentar na ecocardiografia; n&#237;veis s&#233;ricos de s&#243;dio, n&#237;veis s&#233;ricos de pot&#225;ssio, creatinina s&#233;rica, hemoglobina, uso de diur&#233;ticos, inibidores da enzima conversora da angiotensina/bloqueadores do receptor da angiotensina, betabloqueadores, espironolactona.</p>
    <p>Vari&#225;veis com p &lt; 0,05 na an&#225;lise univariada foram inseridas na an&#225;lise multivariada <italic>stepwise</italic> com uma abordagem avan&#231;ada. Vari&#225;veis cont&#237;nuas significativas na an&#225;lise univariada foram testadas para correla&#231;&#227;o pelo teste de Spearman. Entre as vari&#225;veis correlacionadas selecionadas para a an&#225;lise multivariada, apenas aquela com o maior coeficiente de Wald foi inclu&#237;da. A estat&#237;stica C foi utilizada para escolher o melhor ponto de corte de uma vari&#225;vel cont&#237;nua para predizer a mortalidade construindo uma curva ROC. Uma &#225;rea sob a curva &gt; 0,50 foi considerada estatisticamente significativa. </p>
    <p>A curva de sobrevida de Kaplan-Meier foi constru&#237;da para estimar a sobreviv&#234;ncia ao longo do tempo. Os pacientes foram contabilizados na ocasi&#227;o do transplante, &#243;bito ou desist&#234;ncia do estudo. O teste da soma de<italic> log-rank</italic> foi usado para comparar a sobreviv&#234;ncia de acordo com a dicotomiza&#231;&#227;o das vari&#225;veis com energia independente para predizer a mortalidade. Em todas as circunst&#226;ncias, diferen&#231;as em um valor de p &lt; 0,05 foram consideradas estatisticamente relevantes.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Cento e trinta pacientes atenderam os crit&#233;rios de inclus&#227;o e foram inseridos na investiga&#231;&#227;o. A <xref ref-type="table" rid="tab01">tabela 1</xref> mostra as caracter&#237;sticas basais da popula&#231;&#227;o estudada, enquanto a <xref ref-type="table" rid="tab02">tabela 2</xref> mostra os dados do eletrocardiograma, ecocardiograma e exames laboratoriais. Os resultados da an&#225;lise univariada e multivariada por regress&#227;o de Cox s&#227;o apresentados na <xref ref-type="table" rid="tab03">tabela 3</xref>. O seguimento m&#233;dio foi de 39 &#177; 26 meses. Trinta e um (24%) pacientes foram a &#243;bito; cinco (4%) foram submetidos a transplante card&#237;aco; e 94 (72%) estavam vivos ao final do estudo. A probabilidade de sobreviv&#234;ncia aos 12, 24, 36, 48 e 60 meses foi de 96%, 93%, 84%, 79% e 76%, respectivamente, como mostrado na <xref ref-type="fig" rid="aop11311_portfig01">figura 1</xref>. A <xref ref-type="fig" rid="aop11311_portfig02">figura 2</xref> mostra a probabilidade de sobreviv&#234;ncia de acordo com a idade. A <xref ref-type="fig" rid="aop11311_portfig03">figura 3</xref> mostra a probabilidade de sobreviv&#234;ncia de acordo com a dimens&#227;o diast&#243;lica do ventr&#237;culo esquerdo ao ecocardiograma, e a <xref ref-type="fig" rid="aop11311_portfig04">figura 4</xref> mostra probabilidade de sobreviv&#234;ncia de acordo com o uso de betabloqueadores. </p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop11311_portfig01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0076-00123-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop11311_portfig02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0076-00123-gf02.jpg"/></fig>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop11311_portfig03">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0076-00123-gf03.jpg"/></fig>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop11311_portfig04">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0076-00123-gf04.jpg"/></fig>
    </p>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0076-00123-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <table-wrap id="tab02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0076-00123-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <table-wrap id="tab03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0076-00123-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Este estudo mostra claramente que idade, dimens&#227;o diast&#243;lica do ventr&#237;culo esquerdo ao ecocardiograma e terapia com betabloqueadores s&#227;o preditores independentes de mortalidade de pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#244;nica secund&#225;ria &#224; hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica, na aus&#234;ncia de coronariopatia obstrutiva.</p>
    <p>A idade esteve associada com a mortalidade nessa investiga&#231;&#227;o. Um resultado semelhante foi observado no estudo de Carvalho Frimm e cols.<sup>14</sup>. Sabe-se que a idade tem estado associada com a hipertrofia ventricular esquerda<sup>17</sup> e fibrose do mioc&#225;rdio<sup>18</sup> em pacientes com hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica e disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica ventricular esquerda. Essa associa&#231;&#227;o leva ao processo de remodela&#231;&#227;o ventricular ao longo do tempo, que se caracteriza pela dilata&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo e afinamento das paredes ventriculares, conforme detectado no estudo ecocardiogr&#225;fico realizado em nossos pacientes. N&#227;o nos surpreende, portanto, que a idade tenha sido um fator determinante de progn&#243;stico em nosso estudo.</p>
    <p>A dimens&#227;o diast&#243;lica do ventr&#237;culo esquerdo foi mais um preditor independente de mortalidade nessa investiga&#231;&#227;o. Esse achado n&#227;o tinha sido relatado no cen&#225;rio de insufici&#234;ncia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#244;nica secund&#225;ria &#224; hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica. Acredita-se que essa anormalidade anat&#244;mica representa a via final do processo de remodela&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo e pode impactar negativamente a sobrevida dos pacientes com essa condi&#231;&#227;o. De fato, a dilata&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo, como observado em nossa investiga&#231;&#227;o, pode predispor os pacientes a morte s&#250;bita card&#237;aca (talvez por ativa&#231;&#227;o inadequada do reflexo Bezold-Jarisch), bem como falha irrevers&#237;vel na bomba do mioc&#225;rdio secund&#225;ria a taxa de aumento de consumo de oxig&#234;nio levando a isquemia e morte celular<sup>19</sup>.</p>
    <p>Outro achado interessante desse trabalho foi o reconhecimento da subutiliza&#231;&#227;o de terapia com betabloqueadores como um preditor independente de mortalidade. Estudos observacionais n&#227;o s&#227;o adequados para o estabelecimento de associa&#231;&#227;o de agentes com a mortalidade, tais como ensaios cl&#237;nicos randomizados, em raz&#227;o do aparecimento inerente de vieses de sele&#231;&#227;o e detec&#231;&#227;o e superestima&#231;&#227;o de risco. No entanto, os resultados aqui apresentados est&#227;o em conformidade com os relatados por Herlitz e cols.<sup>15</sup>, que estudaram especificamente um subgrupo de pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#244;nica secund&#225;ria &#224; hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica inscritos em um ensaio cl&#237;nico randomizado duplo-cego controlado por placebo (ensaio MERIT).</p>
    <p>&#201; necess&#225;rio salientar que os preditores independentes de mortalidade detectados em nosso estudo s&#227;o diferentes dos relatados por outros autores. Sanchez e cols.<sup>11</sup> observaram que apenas um mau controle da press&#227;o arterial foi um preditor independente de morte ou hospitaliza&#231;&#227;o por insufici&#234;ncia card&#237;aca. Nosso estudo &#233; diferente do estudo conduzido por Sanchez e cols.<sup>11</sup> em termos de <italic>end point</italic> e o fato de que nossos pacientes apresentaram valores de press&#227;o normal, em m&#233;dia, na interna&#231;&#227;o, o que pode explicar as diferen&#231;as observadas em ambos os estudos. de Carvalho Frimm e cols.<sup>14</sup> observaram que a fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo foi um preditor independente de mortalidade. No entanto, deve-se lembrar de que a fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo se correlaciona inversamente com a dimens&#227;o diast&#243;lica do ventr&#237;culo esquerdo. Na pr&#225;tica, portanto, ambas as anormalidades t&#234;m o mesmo significado progn&#243;stico.</p>
    <p>Um ponto-chave nessa investiga&#231;&#227;o &#233; a baixa taxa de mortalidade de pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#244;nica secund&#225;ria &#224; hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica. Sanchez e cols.<sup>11</sup> acompanharam 49 pacientes consecutivos com insufici&#234;ncia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#244;nica secund&#225;ria &#224; hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica com um seguimento m&#233;dio de 45 meses. Cinco (10%) pacientes morreram. A probabilidade de sobreviv&#234;ncia no seguimento de quatro anos foi de 84%. A probabilidade de sobreviv&#234;ncia em nossa investiga&#231;&#227;o foi semelhante &#224; relatada por Sanches e cols.<sup>11</sup>. &#201; conceb&#237;vel que a semelhan&#231;a do tratamento m&#233;dico adequado determinou o bom progn&#243;stico observado em ambos os estudos.</p>
    <p>Szygufa-Jurkiewicz e cols.<sup>12</sup> estudaram 132 pacientes hipertensos com insufici&#234;ncia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#244;nica durante um seguimento de tr&#234;s anos. Todos os pacientes receberam terapias modernas para insufici&#234;ncia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#244;nica. Vinte e quatro (18%) pacientes foram a &#243;bito durante o per&#237;odo do estudo. A probabilidade de sobreviv&#234;ncia foi de 50% anos no seguimento de tr&#234;s anos. Comparado com esse estudo, a probabilidade de sobreviv&#234;ncia dos nossos pacientes em tr&#234;s anos de seguimento foi muito maior (82%). Sugerimos que a alta propor&#231;&#227;o de pacientes com sintomas depressivos observados no estudo de Szygufa-Jurkiewicz e cols.<sup>12</sup> pode explicar essa disparidade.</p>
    <p>Felker e cols.13 relataram os resultados de 49 pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#244;nica por cardiopatia hipertensiva entre 1.230 pacientes com diferentes tipos de cardiomiopatia ao longo de um seguimento de 15 anos. A probabilidade de sobreviv&#234;ncia em cinco anos de seguimento foi de cerca de 75%, similar &#224; encontrada no nosso estudo. As raz&#245;es para a semelhan&#231;a observada nos resultados de dois estudos s&#227;o incertas.</p>
    <p>Carvalho Frimm e cols.<sup>14</sup> inscreveram 90 pacientes consecutivos em um seguimento m&#233;dio de 4,3 &#177; 1,6 anos. Vinte e quatro (27%) pacientes foram a &#243;bito durante o per&#237;odo do estudo. Em compara&#231;&#227;o com o nosso estudo, os pacientes de Carvalho Frimm e cols.<sup>14</sup> tiveram maior taxa de mortalidade. &#201; conceb&#237;vel que o determinante de pior progn&#243;stico observado no estudo de Carvalho Frimm e cols.<sup>14</sup> tenha sido a falta de terapia com betabloqueador em qualquer paciente daquele estudo.</p>
    <p>&#201; interessante notar que a diabete melito n&#227;o teve impacto no desfecho dos pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#244;nica secund&#225;ria &#224; hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica. Constatou-se a diabete melito como fator de risco para insufici&#234;ncia card&#237;aca cr&#244;nica em pacientes com hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica. De fato, Levy e cols.<sup>17</sup> estudaram uma coorte de 5.143 pacientes em um cen&#225;rio de base populacional durante um seguimento m&#233;dio de 14 anos que mostrou que a presen&#231;a de diabete melito aumenta o risco de aparecimento de insufici&#234;ncia card&#237;aca em homens (raz&#227;o de risco = 1,78, intervalo de confian&#231;a de 95% 1,23-2,59) e mulheres (raz&#227;o de risco = 3,57, 95% de confian&#231;a 2,59-4,94) com hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica. Nosso estudo sugere que, ap&#243;s o aparecimento de insufici&#234;ncia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#244;nica, diabete melito n&#227;o tem impacto sobre o desfecho de pacientes com essa condi&#231;&#227;o.</p>
    <p>Diversos mecanismos t&#234;m sido propostos para explicar a transi&#231;&#227;o da hipertrofia, um sinal t&#237;pico morfol&#243;gico de hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica, para a disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica cr&#244;nica hipertensiva. A microangiopatia20, desequil&#237;brio na raz&#227;o entre massa e volume<sup>21</sup>, altera&#231;&#227;o na reserva de vasodilatador coron&#225;rio<sup>22</sup> e estresse oxidativo<sup>23</sup> foram implicados. No nosso estudo, no entanto, o mecanismo subjacente que leva &#224; disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica cr&#244;nica associada com insufici&#234;ncia card&#237;aca cr&#244;nica nos nossos pacientes ainda n&#227;o est&#225; claro porque nem bi&#243;psias endomioc&#225;rdicas nem exame post mortem t&#234;m sido realizados rotineiramente.</p>
    <p>Os dados obtidos nesta investiga&#231;&#227;o devem ser recebidos com cautela, porque &#233; um estudo de coorte prospectivo longitudinal inadequado destinado a avaliar o impacto do tratamento sobre o resultado. No entanto, deve-se ressaltar que os dados foram obtidos a partir de uma coorte de pacientes hipertensos com insufici&#234;ncia card&#237;aca cr&#244;nica sem coronariopatia obstrutiva do mesmo tamanho do maior dos estudos relatados anteriormente.</p>
    <p>Em conclus&#227;o, a idade, a dimens&#227;o ventricular esquerda diast&#243;lica e a subutiliza&#231;&#227;o de terapia com betabloqueadores s&#227;o preditores independentes de mortalidade para pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#244;nica secund&#225;ria &#224; hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento </bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="corresp" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Reinaldo B. Bestetti</p>
        <p> Rua Jeronimo Panazollo, 434, Ribeir&#226;nia</p>
        <p> 14036-900 - Ribeir&#227;o Preto, SP, Brasil</p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="rbestetti@netsite.com.br">rbestetti@netsite.com.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="rbestetti@netsite.com.br">rbestetti@netsite.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 01/05/11; revisado recebido em 04/08/11; aceito em 01/09/11.</p>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="B1">
        <mixed-citation>1. McKee PA, Castelli WP, McNamara PM, Kannel WB. The natural history of congestive heart failure: the Framingham study. N Engl J Med. 1971;285(26):1441-6.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>The natural history of congestive heart failure: the Framingham study</article-title>
          <source>N Engl J Med</source>
          <date>
            <year>1971</year>
          </date>
          <fpage>1441</fpage>
          <lpage>6</lpage>
          <issue>26</issue>
          <volume>285</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>McKee</surname>
              <given-names>PA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Castelli</surname>
              <given-names>WP</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>McNamara</surname>
              <given-names>PM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kannel</surname>
              <given-names>WB</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B2">
        <mixed-citation>2. Kannel WB, Castelli WP, McNamara PM, McKee PA, Feinleib M. Role of blood pressure in the development of congestive heart failure. The Framingham Study. N Engl J Med. 1972;287(16):781-7.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Role of blood pressure in the development of congestive heart failure: The Framingham Study</article-title>
          <source>N Engl J Med</source>
          <date>
            <year>1972</year>
          </date>
          <fpage>781</fpage>
          <lpage>7</lpage>
          <issue>16</issue>
          <volume>287</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Kannel</surname>
              <given-names>WB</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Castelli</surname>
              <given-names>WP</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>McNamara</surname>
              <given-names>PM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>McKee</surname>
              <given-names>PA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Feinleib</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B3">
        <mixed-citation>3. Bocchi EA, Marcondes-Braga FG, Ayub-Ferreira SM, Rohde LE, Oliveira WA, Almeida DR et al. III Brazilian Guidelines of Chronic Heart Failure. Arq Bras Cardiol. 2009;93(2 Suppl. I):1-70.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>III Brazilian Guidelines of Chronic Heart Failure</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2009</year>
          </date>
          <fpage>1</fpage>
          <lpage>70</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>93</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Bocchi</surname>
              <given-names>EA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Marcondes-Braga</surname>
              <given-names>FG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ayub-Ferreira</surname>
              <given-names>SM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Rohde</surname>
              <given-names>LE</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Oliveira</surname>
              <given-names>WA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Almeida</surname>
              <given-names>DR</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B4">
        <mixed-citation>4. Iriarte MM, Perez Olea J, Sagastgoitia D, Molinera E, Murga N. Congestive heart failure due to hypertensive ventricular diastolic dysfunction. Am J Cardiol. 1995;76(13):43D-47D.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Congestive heart failure due to hypertensive ventricular diastolic dysfunction</article-title>
          <source>Am J Cardiol</source>
          <date>
            <year>1995</year>
          </date>
          <fpage>43D</fpage>
          <lpage>47D</lpage>
          <issue>13</issue>
          <volume>76</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Iriarte</surname>
              <given-names>MM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Perez Olea</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Sagastgoitia</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Molinera</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Murga</surname>
              <given-names>N</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B5">
        <mixed-citation>5. Bestetti RB, Muccillo G. Clinical course of Chagas' heart disease: a comparison with dilated cardiomyopathy. Int J Cardiol. 1997;60(2):187-93.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Clinical course of Chagas' heart disease: a comparison with dilated cardiomyopathy</article-title>
          <source>Int J Cardiol</source>
          <date>
            <year>1997</year>
          </date>
          <fpage>187</fpage>
          <lpage>93</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>60</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Bestetti</surname>
              <given-names>RB</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Muccillo</surname>
              <given-names>G</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B6">
        <mixed-citation>6. Cleland JG. Progression from hypertension to heart failure: mechanisms and management. Cardiology. 1999;92(Suppl 1): 10-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Progression from hypertension to heart failure: mechanisms and management</article-title>
          <source>Cardiology</source>
          <date>
            <year>1999</year>
          </date>
          <fpage>10</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <volume>92</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Cleland</surname>
              <given-names>JG</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B7">
        <mixed-citation>7. Romeo F, Pelliccia F, Cianfrocca C, Gallo P, Barilla F, Cristofani R, et al. Determinants of end-stage idiopathic dilated cardiomyopathy: a multivariate analysis of 104 patients. Clin Cardiol. 1989;12(7):387-92.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Determinants of end-stage idiopathic dilated cardiomyopathy: a multivariate analysis of 104 patients</article-title>
          <source>Clin Cardiol</source>
          <date>
            <year>1989</year>
          </date>
          <fpage>387</fpage>
          <lpage>92</lpage>
          <issue>7</issue>
          <volume>12</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Romeo</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Pelliccia</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Cianfrocca</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gallo</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Barilla</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Cristofani</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B8">
        <mixed-citation>8. Sugrue DD, Rodecheffer RJ, Codd MB, Ballard DJ, Fuster V, Gersch BJ. The clinical course of idiopathic dilated cardiomyopathy: a population-based study. Ann Int Med. 1992;117(2):117-23.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>The clinical course of idiopathic dilated cardiomyopathy: a population-based study</article-title>
          <source>Ann Int Med</source>
          <date>
            <year>1992</year>
          </date>
          <fpage>117</fpage>
          <lpage>23</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>117</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Sugrue</surname>
              <given-names>DD</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Rodecheffer</surname>
              <given-names>RJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Codd</surname>
              <given-names>MB</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ballard</surname>
              <given-names>DJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Fuster</surname>
              <given-names>V</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gersch</surname>
              <given-names>BJ</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B9">
        <mixed-citation>9. Rockman HA, Juneau C, Chatterjee K, Rouleau JL. Long-term predictotrs of sudden and low output death in chronic congestive heart failure secondary to coronary artery disease. Am J Cardiol. 1989;64(19):1344-8.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Long-term predictotrs of sudden and low output death in chronic congestive heart failure secondary to coronary artery disease</article-title>
          <source>Am J Cardiol</source>
          <date>
            <year>1989</year>
          </date>
          <fpage>1344</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <issue>19</issue>
          <volume>64</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Rockman</surname>
              <given-names>HA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Juneau</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Chatterjee</surname>
              <given-names>K</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Rouleau</surname>
              <given-names>JL</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B10">
        <mixed-citation>10. Bestetti RB, Dalb&#243; CM, Freitas OC, Teno LA, Castilho OT, Oliveira JS. Noninvasive predictors of mortality for patients with Chagas' heart disease: a multivariate stepwise logistic regression study. Cardiology. 1994;84(4-5):261-7.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Noninvasive predictors of mortality for patients with Chagas' heart disease: a multivariate stepwise logistic regression study</article-title>
          <source>Cardiology</source>
          <date>
            <year>1994</year>
          </date>
          <fpage>261</fpage>
          <lpage>7</lpage>
          <issue>4-5</issue>
          <volume>84</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Bestetti</surname>
              <given-names>RB</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Dalb&#243;</surname>
              <given-names>CM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Freitas</surname>
              <given-names>OC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Teno</surname>
              <given-names>LA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Castilho</surname>
              <given-names>OT</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Oliveira</surname>
              <given-names>JS</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B11">
        <mixed-citation>11. Anquila S&#225;nchez M, Rodr&#237;guez Esteban M, Ojeda Pineda S, Ruiz Ortiz M, Romo Pe&#241;a E, Mesa Rubio D, et al. [Clinical outcome and reversibility of systolic dysfunction in patients with dilated cardiomyopathy due to hypertension and chronic heart failure]. Rev Esp Cardiol. 2004;57(9):834-41.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Clinical outcome and reversibility of systolic dysfunction in patients with dilated cardiomyopathy due to hypertension and chronic heart failure</article-title>
          <source>Rev Esp Cardiol</source>
          <date>
            <year>2004</year>
          </date>
          <fpage>834</fpage>
          <lpage>41</lpage>
          <issue>9</issue>
          <volume>57</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Anquila S&#225;nchez</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Rodr&#237;guez Esteban</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ojeda Pineda</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ruiz Ortiz</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Romo Pe&#241;a</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Mesa Rubio</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B12">
        <mixed-citation>12. Szygufa-Jurkiewicz B, Owczarek A, Duszanska A, Sikora J, Lekston A, Pudlo R, et al. Long-term prognosis and risk factors for cardiac adverse events in patients with chronic systolic heart failure due to hypertension. Pol Arch Med Wewn. 2008;118(5):280-8.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Long-term prognosis and risk factors for cardiac adverse events in patients with chronic systolic heart failure due to hypertension</article-title>
          <source>Pol Arch Med Wewn</source>
          <date>
            <year>2008</year>
          </date>
          <fpage>280</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <issue>5</issue>
          <volume>118</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Szygufa-Jurkiewicz</surname>
              <given-names>B</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Owczarek</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Duszanska</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Sikora</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Lekston</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Pudlo</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B13">
        <mixed-citation>13. Felker GM, Thompson RE, Hare JM, Hruban RH, Clemetson DE, Howard DL, et al. Underlying causes and long-term survival in patients initially unexplained cardiomyopathy. N Engl J Med. 2000;342(15):1077-84.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Underlying causes and long-term survival in patients initially unexplained cardiomyopathy</article-title>
          <source>N Engl J Med</source>
          <date>
            <year>2000</year>
          </date>
          <fpage>1077</fpage>
          <lpage>84</lpage>
          <issue>15</issue>
          <volume>342</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Felker</surname>
              <given-names>GM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Thompson</surname>
              <given-names>RE</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hare</surname>
              <given-names>JM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hruban</surname>
              <given-names>RH</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Clemetson</surname>
              <given-names>DE</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Howard</surname>
              <given-names>DL</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B14">
        <mixed-citation>14. de Carvalho Frimm C, Soufen HN, Koike MK, Pereira VF, Curi M. The long-term outcome of patients with hypertensive cardiomyopathy. J Hum Hypertens. 2005;19(5):393-400.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>The long-term outcome of patients with hypertensive cardiomyopathy</article-title>
          <source>J Hum Hypertens</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>393</fpage>
          <lpage>400</lpage>
          <issue>5</issue>
          <volume>19</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>de Carvalho Frimm</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Soufen</surname>
              <given-names>HN</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Koike</surname>
              <given-names>MK</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Pereira</surname>
              <given-names>VF</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Curi</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B15">
        <mixed-citation>15. Herlitz J, Wikstrand J, Denny M, Fenster P, Heywood T, Masszi G, et al. Effects of metoprolol CR/XL on mortality and hospitalizations in patients with heart failure and history of hypertension. J Card Fail. 2002;8(1):8-14.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Effects of metoprolol CR/XL on mortality and hospitalizations in patients with heart failure and history of hypertension</article-title>
          <source>J Card Fail</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <fpage>8</fpage>
          <lpage>14</lpage>
          <issue>1</issue>
          <volume>8</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Herlitz</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Wikstrand</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Denny</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Fenster</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Heywood</surname>
              <given-names>T</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Masszi</surname>
              <given-names>G</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B16">
        <mixed-citation>16. Willenheimer R, van Heldhuisen DJ, Silke B, Erdmann E, Follath F, Krum H, et al. Effect on survival and hospitalization of initiating treatment for chronic heart failure with bisoprolol followed by enalapril as compared with the opposite sequence: results of the randomized Cardiac Insufficiency Bisoprolol Study (CIBIS) III. Circulation. 2005;112(16):2426-35.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Effect on survival and hospitalization of initiating treatment for chronic heart failure with bisoprolol followed by enalapril as compared with the opposite sequence: results of the randomized Cardiac Insufficiency Bisoprolol Study (CIBIS) III</article-title>
          <source>Circulation</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>2426</fpage>
          <lpage>35</lpage>
          <issue>16</issue>
          <volume>112</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Willenheimer</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>van Heldhuisen</surname>
              <given-names>DJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Silke</surname>
              <given-names>B</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Erdmann</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Follath</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Krum</surname>
              <given-names>H</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B17">
        <mixed-citation>17. Levy D, Larson MG, Varsan RS, Kannel WB, Ho KK. The progression from hypertension to congestive heart failure. JAMA. 1996;275(20):1557-62.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>The progression from hypertension to congestive heart failure</article-title>
          <source>JAMA</source>
          <date>
            <year>1996</year>
          </date>
          <fpage>1557</fpage>
          <lpage>62</lpage>
          <issue>20</issue>
          <volume>275</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Levy</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Larson</surname>
              <given-names>MG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Varsan</surname>
              <given-names>RS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kannel</surname>
              <given-names>WB</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ho</surname>
              <given-names>KK</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B18">
        <mixed-citation>18. Barasch E, Gottdiener JS, Aurigemma G, Kitzman DW, Han J, Kop WJ, et al. Association between elevated fibrosis markers and heart failure in the elderly: the cardiovascular health study. Circ Heart Fail. 2009;2(4):303-10.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Association between elevated fibrosis markers and heart failure in the elderly: the cardiovascular health study</article-title>
          <source>Circ Heart Fail</source>
          <date>
            <year>2009</year>
          </date>
          <fpage>303</fpage>
          <lpage>10</lpage>
          <issue>4</issue>
          <volume>2</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Barasch</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gottdiener</surname>
              <given-names>JS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Aurigemma</surname>
              <given-names>G</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kitzman</surname>
              <given-names>DW</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Han</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kop</surname>
              <given-names>WJ</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B19">
        <mixed-citation>19. Lee TH, Hamilton MA, Stevenson LW, Moriguchi JD, Fonarow GC, Child JS, et al. Impact of left ventricular cavity size on survival in advanced heart failure. Am J Cardiol. 1993;72(9):672-6.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Impact of left ventricular cavity size on survival in advanced heart failure</article-title>
          <source>Am J Cardiol</source>
          <date>
            <year>1993</year>
          </date>
          <fpage>672</fpage>
          <lpage>6</lpage>
          <issue>9</issue>
          <volume>72</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Lee</surname>
              <given-names>TH</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hamilton</surname>
              <given-names>MA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Stevenson</surname>
              <given-names>LW</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Moriguchi</surname>
              <given-names>JD</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Fonarow</surname>
              <given-names>GC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Child</surname>
              <given-names>JS</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B20">
        <mixed-citation>20. Vogt M, Strauer BE. Systolic ventricular dysfunction and heart failure due to coronary microangiopathy in hypertensive heart disease. Am J Cardiol. 1993;76(13):48D-53D.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Systolic ventricular dysfunction and heart failure due to coronary microangiopathy in hypertensive heart disease</article-title>
          <source>Am J Cardiol</source>
          <date>
            <year>1993</year>
          </date>
          <fpage>48D</fpage>
          <lpage>53D</lpage>
          <issue>13</issue>
          <volume>76</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Vogt</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Strauer</surname>
              <given-names>BE</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B21">
        <mixed-citation>21. Strauer BE. Ventricular function and coronary hemodynamics in hypertensive heart disease. Am J Cardiol. 1979;44(5):999-1006.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Ventricular function and coronary hemodynamics in hypertensive heart disease</article-title>
          <source>Am J Cardiol</source>
          <date>
            <year>1979</year>
          </date>
          <fpage>999</fpage>
          <lpage>1006</lpage>
          <issue>5</issue>
          <volume>44</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Strauer</surname>
              <given-names>BE</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B22">
        <mixed-citation>22. Schwartzkopff B, Motz W, Strauer BE. Heart failure on the basis of hypertension. Circulation. 1993;87(5 Suppl):IV66-72.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Heart failure on the basis of hypertension</article-title>
          <source>Circulation</source>
          <date>
            <year>1993</year>
          </date>
          <fpage>IV66</fpage>
          <lpage>72</lpage>
          <volume>87</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Schwartzkopff</surname>
              <given-names>B</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Motz</surname>
              <given-names>W</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Strauer</surname>
              <given-names>BE</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B23">
        <mixed-citation>23. Dhalla AK, Hill MF, Singal PK. Role of oxidative stress in transition to hypertrophy to heart failure. J Am Coll Cardiol. 1996;28(2):506-14.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Role of oxidative stress in transition to hypertrophy to heart failure</article-title>
          <source>J Am Coll Cardiol</source>
          <date>
            <year>1996</year>
          </date>
          <fpage>506</fpage>
          <lpage>14</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>28</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Dhalla</surname>
              <given-names>AK</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hill</surname>
              <given-names>MF</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Singal</surname>
              <given-names>PK</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Determinantes pron&#243;sticos de pacientes con insuficiencia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#243;nica secundaria a la hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>BUNDAMENTO: La Hipertensi&#243;n Arterial Sist&#233;mica (HAS) es importante causa de Insuficiencia Card&#237;aca sist&#243;lica Cr&#243;nica (ICC) en pa&#237;ses en desarrollo. Ser&#237;a necesario conocer los factores de predicci&#243;n de mortalidad para pacientes con esa condici&#243;n cl&#237;nica para mejor tratamiento cient&#237;fico. OBJETIVO: Determinar los factores de riesgo de mortalidad general en pacientes con ICC secundaria a la HAS en la era moderna del tratamiento de la ICC por disfunci&#243;n sist&#243;lica del ventr&#237;culo izquierdo M&#201;TODOS: Todos los pacientes rutinaria y prospectivamente tratados en la Cl&#237;nica de Cardiomiopat&#237;a en nuestra instituci&#243;n de enero de 2000 a abril de 2008 con diagn&#243;stico de ICC secundaria a la HAS fueron seleccionados para el estudio. El modelo de riesgos proporcionales de Cox fue utilizado para el establecimiento de factores de predicci&#243;n independientes de mortalidad general. RESULTADOS: Ciento treinta pacientes fueron estudiados; 74 (57%) eran hombres. Treinta y un (24%) pacientes fallecieron; cinco (4%) se sometieron a transplante card&#237;aco; y 94 (72%) estaban vivos al final del estudio. La probabilidad de supervivencia a los 12, 24, 36, 48 y 60 meses fue de 96%, 93%, 84%, 79% y 76%, respectivamente. Edad (Raz&#243;n de Riesgos = 1,05, Intervalo de Confianza 95% de 1,01 a 1,08, p = 0,01), dimensi&#243;n diast&#243;lica del ventr&#237;culo izquierdo (Raz&#243;n de Riesgos = 1,08; Intervalo de Confianza 95% de 1,02 a 1,09; p = 0,003) y terapia con betabloqueante (Raz&#243;n de Riesgos = 0,41; Intervalo de Confianza 95% de 0,19 a 0,86; p = 0,02) fueron los factores de predicci&#243;n independientes de mortalidad general. CONCLUSI&#211;N: Edad, dimensi&#243;n diast&#243;lica del ventr&#237;culo izquierdo y no uso de betabloqueante son factores de predicci&#243;n independientes de mortalidad general en pacientes con ICC sist&#243;lica secundaria a la HAS en la poblaci&#243;n estudiada.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Insuficiencia card&#237;aca sist&#243;lica</kwd>
        <kwd>hipertensi&#243;n</kwd>
        <kwd>pron&#243;stico</kwd>
        <kwd>remodelaci&#243;n ventricular</kwd>
        <kwd>supervivencia</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="enda-body2">
          <label>
            <bold>Determinantes pron&#243;sticos de pacientes con insuficiencia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#243;nica secundaria a la hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Dalva M.S. Rolande; Jo&#227;o Paulo Fantini; Augusto Cardinalli Neto; Jos&#233; A. Cordeiro; Reinaldo B. Bestetti</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Hospital de Base S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, SP, Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> La Hipertensi&#243;n Arterial Sist&#233;mica (HAS) es importante causa de Insuficiencia Card&#237;aca sist&#243;lica Cr&#243;nica (ICC) en pa&#237;ses en desarrollo. Ser&#237;a necesario conocer los factores de predicci&#243;n de mortalidad para pacientes con esa condici&#243;n cl&#237;nica para mejor tratamiento cient&#237;fico.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Determinar los factores de riesgo de mortalidad general en pacientes con ICC secundaria a la HAS en la era moderna del tratamiento de la ICC por disfunci&#243;n sist&#243;lica del ventr&#237;culo izquierdo</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Todos los pacientes rutinaria y prospectivamente tratados en la Cl&#237;nica de Cardiomiopat&#237;a en nuestra instituci&#243;n de enero de 2000 a abril de 2008 con diagn&#243;stico de ICC secundaria a la HAS fueron seleccionados para el estudio. El modelo de riesgos proporcionales de Cox fue utilizado para el establecimiento de factores de predicci&#243;n independientes de mortalidad general.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> Ciento treinta pacientes fueron estudiados; 74 (57%) eran hombres. Treinta y un (24%) pacientes fallecieron; cinco (4%) se sometieron a transplante card&#237;aco; y 94 (72%) estaban vivos al final del estudio. La probabilidad de supervivencia a los 12, 24, 36, 48 y 60 meses fue de 96%, 93%, 84%, 79% y 76%, respectivamente. Edad (Raz&#243;n de Riesgos = 1,05, Intervalo de Confianza 95% de 1,01 a 1,08, p = 0,01), dimensi&#243;n diast&#243;lica del ventr&#237;culo izquierdo (Raz&#243;n de Riesgos = 1,08; Intervalo de Confianza 95% de 1,02 a 1,09; p = 0,003) y terapia con betabloqueante (Raz&#243;n de Riesgos = 0,41; Intervalo de Confianza 95% de 0,19 a 0,86; p = 0,02) fueron los factores de predicci&#243;n independientes de mortalidad general.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> Edad, dimensi&#243;n diast&#243;lica del ventr&#237;culo izquierdo y no uso de betabloqueante son factores de predicci&#243;n independientes de mortalidad general en pacientes con ICC sist&#243;lica secundaria a la HAS en la poblaci&#243;n estudiada.</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Insuficiencia card&#237;aca sist&#243;lica, hipertensi&#243;n, pron&#243;stico, remodelaci&#243;n ventricular, supervivencia.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n </bold>
      </p>
      <p>Ha sido reconocido que la hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica es un precursor de la insuficiencia card&#237;aca cr&#243;nica en hasta 75% de los casos<sup>1</sup>, especialmente en presencia de hipertensi&#243;n arterial sist&#243;lica<sup>2</sup>. En pa&#237;ses subdesarrollados, la hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica es la principal causa de insuficiencia card&#237;aca cr&#243;nica asociada a enfermedad arterial coronaria<sup>3</sup>. La insuficiencia card&#237;aca cr&#243;nica asociada a hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica puede darse por disfunci&#243;n sist&#243;lica ventricular izquierda o disfunci&#243;n diast&#243;lica ventricular izquierda<sup>4</sup>. La disfunci&#243;n sist&#243;lica ventricular izquierda cr&#243;nica asociada a la hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica es aun una de las principales causas de insuficiencia card&#237;aca cr&#243;nica en pa&#237;ses subdesarrollados<sup>5</sup>.</p>
      <p>El mecanismo por el cual la hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica lleva a la insuficiencia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#243;nica es multifactorial, y se afirma que la asociaci&#243;n con enfermedad arterial coronaria subyacente desempe&#241;a un papel fundamental<sup>6</sup>. Por lo tanto, es necesario excluir enfermedad arterial coronaria concomitante para determinar el desenlace y los determinantes pron&#243;sticos para pacientes con insuficiencia card&#237;aca cr&#243;nica secundaria a la hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica.</p>
      <p>El curso cl&#237;nico de la insuficiencia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#243;nica fue establecido en diferentes tipos de cardiomiopat&#237;a, incluyendo la cardiomiopat&#237;a dilatada idiop&#225;tica<sup>7,8</sup>, cardiomiopat&#237;a isqu&#233;mica<sup>9</sup> y cardiomiopat&#237;a de Chagas<sup>10</sup>. A su vez, poco se sabe sobre el desenlace y predictores de mortalidad en pacientes con insuficiencia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#243;nica secundaria a la hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica, en ausencia de enfermedad arterial coronaria.</p>
      <p>Tres estudios longitudinales anteriores<sup>11-13</sup> realizados en el mundo desarrollado han abordado esa cuesti&#243;n. Otro estudio realizado en el Brasil tambi&#233;n analiz&#243; la evoluci&#243;n cl&#237;nica de pacientes con insuficiencia card&#237;aca sist&#243;lica e hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica; mientras tanto, en ese estudio ning&#250;n paciente recibi&#243; terapia con betabloqueantes<sup>14</sup>, un componente esencial de la terapia de insuficiencia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#243;nica en pacientes hipertensos<sup>15</sup>. Por lo tanto, ning&#250;n estudio anterior evalu&#243; la evoluci&#243;n cl&#237;nica de insuficiencia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#243;nica secundaria a la hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica en los pa&#237;ses subdesarrollados en la era actual de tratamiento para insuficiencia card&#237;aca.</p>
      <p>As&#237;, este estudio tuvo como objetivo determinar predictores no invasivos de mortalidad por todas las causas y desenlaces de pacientes con insuficiencia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#243;nica secundaria a la hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica, en ausencia de enfermedad arterial coronaria concomitante en una cohorte de un &#250;nico centro brasileiro.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Pacientes</bold>
      </p>
      <p> Todos los pacientes rutinaria y prospectivamente seguidos en la Cl&#237;nica de Cardiomiopat&#237;a de nuestra instituci&#243;n, de enero de 2000 a abril de 2008, con diagn&#243;stico de insuficiencia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#243;nica secundaria a la hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica, fueron seleccionados para el estudio. Para obtener inclusi&#243;n en el estudio, los pacientes ten&#237;an que tener: 1) presi&#243;n arterial sist&#243;lica &gt; 140 mmHg el presi&#243;n arterial diast&#243;lica &gt; 90 mmHg en la internaci&#243;n; 2) historia cl&#237;nica comprobada de hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica arterial en caso de que la presi&#243;n arterial estuviese normal en la presentaci&#243;n y los pacientes recibieran medicamentos antihipertensivos; 3) historia previa y/o tratamiento de hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica determinada en el momento de la presentaci&#243;n por los investigadores con base en entrevista al paciente cuando la presi&#243;n arterial sist&#233;mica se encontraba normal al examen f&#237;sico<sup>13</sup>; 4) fracci&#243;n de eyecci&#243;n del ventr&#237;culo izquierdo menor o igual a 55% en ecocardiografia con Doppler el % &lt; 50 en la ventriculografia radioisot&#243;pica; 5) coronariopat&#237;a obstructiva descartada por arteriograf&#237;a coronaria o c&#225;mara gamma mioc&#225;rdica, en el caso de que los pacientes rehusasen o no pudiesen someterse al procedimiento; 6) ausencia de cualquier otra enfermedad que pudiese inducir la cardiopat&#237;a por s&#237; sola.</p>
      <p>Los pacientes fueron sometidos a anamnesis y examen f&#237;sico en la internaci&#243;n, seguido de ex&#225;menes de laboratorio, electrocardiograma con 12 derivaciones y ecocardiograf&#237;a con Doppler. En la internaci&#243;n, la gravedad de la insuficiencia card&#237;aca fue clasificada de acuerdo con la clase funcional de la New York Heart Association. La presi&#243;n arterial sist&#233;mica y la frecuencia card&#237;aca fueron anotadas.</p>
      <p>Todos los pacientes recibieron furosemida para aliviar s&#237;ntomas de congesti&#243;n. Se administr&#243; digoxina a los pacientes en la clase III o IV de la New York Heart Association y a los pacientes en la clase II con fracci&#243;n de eyecci&#243;n del ventr&#237;culo izquierdo &lt; 30%. Se administr&#243; espironolactona a pacientes en la clase funcional III o IV de la New York Heart Association. Inhibidores de la enzima conversora de la angiotensina (captopril: dosis blanco, 75-150 mg/d&#237;a; enalapril: dosis blanco de 20 mg/d&#237;a) o losartan (dosis-blanco: 50 mg/d&#237;a) fueron dados a todos los pacientes. Los pacientes tambi&#233;n recibieron carvedilol (dosis-blanco: 50 mg/d&#237;a) o succinato de metoprolol (dosis-blanco: 200 mg/d&#237;a).</p>
      <p>Hasta 2005, los pacientes clasificados en las clases I/II de la New York Heart Association recibieron inhibidores de la enzima conversora de la angiotensina antes del uso de betabloqueantes. A partir de 2006, despu&#233;s de la publicaci&#243;n del ensayo CIBIS III<sup>16</sup>, los pacientes en las clases I/II de la New York Heart Association recibieron terapia con betabloqueantes antes de los inhibidores de la enzima conversora de la angiotensina/bloqueador del receptor de la angiotensina. Los pacientes clasificados en las clases III/IV de la New York Heart Association recibieron inibidores de la enzima conversora de la angiotensina/bloqueadores del receptor de la angiotensina antes del uso de betabloqueantes.</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis estad&#237;stico</bold>
      </p>
      <p>Los datos param&#233;tricos son presentados como media &#177; desv&#237;o est&#225;ndar, mientras los datos no param&#233;tricos son presentados como medianas (percentil 25%, percentil 75%).</p>
      <p>El modelo de riesgos proporcionales de Cox fue utilizado para establecer predictores independientes de mortalidad por todas las causas. Variables explicativas reconocidamente de importancia pron&#243;stica para pacientes con insuficiencia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#243;nica fueron inseridas en el modelo univariado. Las variables inseridas en ese modelo fueron las siguientes: edad, sexo, clase funcional de la New York Heart Association, hospitalizaci&#243;n previa, diabetes mellitus concomitante, frecuencia card&#237;aca, presi&#243;n arterial sist&#243;lica, presi&#243;n arterial diast&#243;lica, necesidades de soporte inotr&#243;pico, fibrilaci&#243;n atrial, marcapasos artificial, cardioversor-desfibrilador implantable, bloqueo de rama izquierda, bloqueo de rama derecha, bloque fascicular anterior izquierdo, bajo voltaje del complejo QRS, contracciones ventriculares prematuras en el electrocardiograma; dimensi&#243;n diast&#243;lica del ventr&#237;culo izquierdo, dimensi&#243;n sist&#243;lica del ventr&#237;culo izquierdo, fracci&#243;n de eyecci&#243;n ventricular izquierda, dimensi&#243;n del ventr&#237;culo derecho y anormalidades de la pared segmentaria en la ecocardiograf&#237;a; niveles s&#233;ricos de sodio, niveles s&#233;ricos de potasio, creatinina s&#233;rica, hemoglobina, uso de diur&#233;ticos, inhibidores de la enzima conversora de la angiotensina/bloqueadores del receptor de la angiotensina, betabloqueantes, espironolactona.</p>
      <p>Variables con p &lt; 0,05 en el an&#225;lisis univariado fueron inseridas en el an&#225;lisis multivariado <italic>stepwise</italic> con un abordaje avanzado. Variables continuas significativas en el an&#225;lisis univariado fueron testeadas para correlaci&#243;n por el test de Spearman. Entre las variables correlacionadas seleccionadas para el an&#225;lisis multivariado, apenas aquella con el mayor coeficiente de Wald fue incluida. La estad&#237;stica C fue utilizada para escoger el mejor punto de corte de una variable continua para predecir la mortalidad construyendo una curva ROC. Un &#225;rea bajo la curva &gt; 0,50 fue considerada estad&#237;sticamente significativa. </p>
      <p>La curva de sobrevida de Kaplan-Meier fue construida para estimar la supervivencia a lo largo del tempo. Los pacientes fueron contabilizados en ocasi&#243;n del transplante, &#243;bito o desistencia del estudio. El test de la suma de<italic> log-rank</italic> fue usado para comparar la supervivencia de acuerdo con la dicotomizaci&#243;n de las variables con energ&#237;a independiente para predecir la mortalidad. En todas las circunstancias, diferencias en un valor de p &lt; 0,05 fueron consideradas estad&#237;sticamente relevantes.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>Ciento treinta pacientes atendieron los criterios de inclusi&#243;n y fueron inseridos en la investigaci&#243;n. La <xref ref-type="table" rid="tab1-body2">tabla 1</xref> muestra las caracter&#237;sticas basales de la poblaci&#243;n estudiada, mientras la <xref ref-type="table" rid="tab2-body2">tabla 2</xref> muestra los datos del electrocardiograma, ecocardiograma y ex&#225;menes de laboratorio. Los resultados del an&#225;lisis univariado y multivariado por regresi&#243;n de Cox son presentados en la <xref ref-type="table" rid="tab3-body2">tabla 3</xref>. El seguimiento medio fue de 39 &#177; 26 meses. Treinta y un (24%) pacientes fueron a &#243;bito; cinco (4%) fueron sometidos a transplante card&#237;aco; y 94 (72%) estaban vivos al final del estudio. La probabilidad de supervivencia a los 12, 24, 36, 48 y 60 meses fue de 96%, 93%, 84%, 79% y 76%, respectivamente, como es mostrado en la <xref ref-type="fig" rid="es_a12fig01m-body2">figura 1</xref>. La <xref ref-type="fig" rid="es_a12fig02m-body2">figura 2</xref> muestra la probabilidad de supervivencia de acuerdo con la edad. La <xref ref-type="fig" rid="es_a12fig03m-body2">figura 3</xref> muestra la probabilidad de supervivencia de acuerdo con la dimensi&#243;n diast&#243;lica del ventr&#237;culo izquierdo al ecocardiograma, y la <xref ref-type="fig" rid="es_a12fig04m-body2">figura 4</xref> muestra probabilidad de supervivencia de acuerdo con el uso de betabloqueantes. </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a12fig01m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0076-00123-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a12fig02m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0076-00123-gf02-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a12fig03m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0076-00123-gf03-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a12fig04m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0076-00123-gf04-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <table-wrap id="tab1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0076-00123-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="tab2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0076-00123-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="tab3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0076-00123-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Este estudio muestra claramente que edad, dimensi&#243;n diast&#243;lica del ventr&#237;culo izquierdo al ecocardiograma y terapia con betabloqueantes son predictores independientes de mortalidad de pacientes con insuficiencia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#243;nica secundaria a la hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica, en la ausencia de coronariopat&#237;a obstructiva.</p>
      <p>La edad estuvo asociada con la mortalidad en esta investigaci&#243;n. Un resultado semejante fue observado en el estudio de Carvalho Frimm et al<sup>14</sup>. Se sabe que la edad ha estado asociada con la hipertrofia ventricular izquierda<sup>17</sup> y fibrosis del miocardio<sup>18</sup> en pacientes con hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica y disfunci&#243;n sist&#243;lica ventricular izquierda. Esa asociaci&#243;n lleva al proceso de remodelado ventricular a lo largo del tiempo, que se caracteriza por la dilataci&#243;n del ventr&#237;culo izquierdo y afinamiento de las paredes ventriculares, seg&#250;n es detectado en el estudio ecocardiogr&#225;fico realizado en nuestros pacientes. No nos sorprende, por lo tanto, que la edad haya sido un factor determinante de pron&#243;stico en nuestro estudio.</p>
      <p>La dimensi&#243;n diast&#243;lica del ventr&#237;culo izquierdo fue un predictor independiente m&#225;s de mortalidad en esa investigaci&#243;n. Ese hallazgo no hab&#237;a sido relatado en el escenario de insuficiencia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#243;nica secundaria a la hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica. Se cree que esa anormalidad anat&#243;mica representa la v&#237;a final del proceso de remodelado del ventr&#237;culo izquierdo y puede impactar negativamente en la sobrevida de los pacientes con esa condici&#243;n. De hecho, la dilataci&#243;n del ventr&#237;culo izquierdo, como fue observado en nuestra investigaci&#243;n, puede predisponer a los pacientes a muerte s&#250;bita card&#237;aca (tal vez por activaci&#243;n inadecuada del reflejo Bezold-Jarisch), as&#237; como falla irreversible en la bomba del miocardio secundariala tasa de aumento de consumo de ox&#237;geno llevando a isquemia y muerte celular<sup>19</sup>.</p>
      <p>Otro hallazgo interesante de este trabajo fue el reconocimiento de la subutilizaci&#243;n de terapia con betabloqueantes como un predictor independiente de mortalidad. Estudios observacionales no son adecuados para el establecimiento de asociaci&#243;n de agentes con la mortalidad, tales como ensayos cl&#237;nicos randomizados, en raz&#243;n de la aparici&#243;n inherente de sesgos de selecci&#243;n y detecci&#243;n y superestimaci&#243;n de riesgo. Mientras tanto, los resultados aqu&#237; presentados est&#225;n en conformidad con los relatados por Herlitz et al<sup>15</sup>, que estudiaron espec&#237;ficamente un subgrupo de pacientes con insuficiencia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#243;nica secundaria a la hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica inscriptos en un ensayo cl&#237;nico randomizado doble ciego controlado por placebo (ensayo MERIT).</p>
      <p>Es necesario destacar que los predictores independientes de mortalidad detectados en nuestro estudio son diferentes de los relatados por otros autores. Sanchez et al<sup>11</sup> observaron que apenas un mal control de la presi&#243;n arterial fue un predictor independiente de muerte u hospitalizaci&#243;n por insuficiencia card&#237;aca. Nuestro estudio es diferente del estudio conducido por Sanchez et al.<sup>11</sup> en t&#233;rminos de <italic>end point</italic> y el hecho de que nuestros pacientes presentaron valores de presi&#243;n normal, en media, en la internaci&#243;n, lo que puede explicar las diferencias observadas en ambos estudios, de Carvalho Frimm et al<sup>14</sup> observaron que la fracci&#243;n de eyecci&#243;n del ventr&#237;culo izquierdo fue un predictor independiente de mortalidad. Mientras tanto, se debe recordar que la fracci&#243;n de eyecci&#243;n del ventr&#237;culo izquierdo se correlaciona inversamente con la dimensi&#243;n diast&#243;lica del ventr&#237;culo izquierdo. En la pr&#225;ctica, por lo tanto, ambas anormalidades tienen el mismo significado pron&#243;stico.</p>
      <p>Un punto clave en esa investigaci&#243;n es la baja tasa de mortalidad de pacientes con insuficiencia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#243;nica secundaria a la hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica. Sanchez et al<sup>11</sup> controlaron 49 pacientes consecutivos con insuficiencia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#243;nica secundaria a la hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica con un seguimiento medio de 45 meses. Cinco (10%) pacientes murieron. La probabilidad de supervivencia en el seguimiento de cuatro a&#241;os fue de 84%. La probabilidad de supervivencia en nuestra investigaci&#243;n fue semejante a la relatada por Sanches et al<sup>11</sup>. Es concebible que la semejanza del tratamiento m&#233;dico adecuado determin&#243; el buen pron&#243;stico observado en ambos estudios.</p>
      <p>Szygufa-Jurkiewicz et al<sup>12</sup> estudiaron 132 pacientes hipertensos con insuficiencia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#243;nica durante un seguimiento de tres a&#241;os. Todos los pacientes recibieron terapias modernas para insuficiencia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#243;nica. Veinticuatro (18%) pacientes fueron a &#243;bito durante el per&#237;odo del estudio. La probabilidad de supervivencia fue de 50% a&#241;os en el seguimiento de tres a&#241;os. Comparado con ese estudio, la probabilidad de supervivencia de nuestros pacientes en tres a&#241;os de seguimiento fue mucho mayor (82%). Sugerimos que la alta proporci&#243;n de pacientes con s&#237;ntomas depresivos observados en el estudio de Szygufa-Jurkiewicz et al<sup>12</sup> puede explicar esa disparidad.</p>
      <p>Felker et al<sup>13</sup> relataron los resultados de 49 pacientes con insuficiencia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#243;nica por cardiopat&#237;a hipertensiva entre 1.230 pacientes con diferentes tipos de cardiomiopat&#237;a a lo largo de un seguimiento de 15 a&#241;os. La probabilidad de supervivencia en cinco a&#241;os de seguimiento fue de cerca de 75%, similar a la encontrada en nuestro estudio. Las razones para la semejanza observada en los resultados de dos estudios son inciertas.</p>
      <p> de Carvalho Frimm et al<sup>14</sup> inscribieron 90 pacientes consecutivos en un seguimiento medio de 4,3 &#177; 1,6 a&#241;os. Veinticuatro (27%) pacientes fueron a &#243;bito durante el per&#237;odo del estudio. En comparaci&#243;n con nuestro estudio, los pacientes de Carvalho Frimm et al<sup>14</sup> tuvieron mayor tasa de mortalidad. Es concebible que el determinante de peor pron&#243;stico observado en el estudio de Carvalho Frimm et al<sup>14</sup> haya sido la falta de terapia con betabloqueante en cualquier paciente de aquel estudio.</p>
      <p>Es interesante notar que la diabetes mellitus no tuvo impacto en el desenlace de los pacientes con insuficiencia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#243;nica secundaria a la hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica. Se constat&#243; la diabetes mellitus como factor de riesgo para insuficiencia card&#237;aca cr&#243;nica en pacientes con hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica. De hecho, Levy et al<sup>17</sup> estudiaron una cohorte de 5.143 pacientes en un escenario de base poblacional durante un seguimiento medio de 14 a&#241;os que mostr&#243; que la presencia de diabetes mellitus aumenta el riesgo de aparici&#243;n de insuficiencia card&#237;aca en hombres (raz&#243;n de riesgo = 1,78, intervalo de confianza de 95% 1,23-2,59) y mujeres (raz&#243;n de riesgo = 3,57, 95% de confianza 2,59-4,94) con hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica. Nuestro estudio sugiere que, despu&#233;s de la aparici&#243;n de insuficiencia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#243;nica, la diabetes mellitus no tiene impacto sobre el desenlace de pacientes con esa condici&#243;n.</p>
      <p>Diversos mecanismos han sido propuestos para explicar la transici&#243;n de la hipertrofia, una se&#241;al t&#237;pica morfol&#243;gica de hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica, para la disfunci&#243;n sist&#243;lica cr&#243;nica hipertensiva. La microangiopat&#237;a<sup>20</sup>, desequilibrio en la raz&#243;n entre masa y volumen<sup>21</sup>, alteraci&#243;n en la reserva de vasodilatador coronario<sup>22</sup> y estr&#233;s oxidativo<sup>23</sup> fueron implicados. En nuestro estudio, mientras tanto, el mecanismo subyacente que lleva a la disfunci&#243;n sist&#243;lica cr&#243;nica asociada con insuficiencia card&#237;aca cr&#243;nica en nuestros pacientes aun no est&#225; claro porque ni biopsias endomioc&#225;rdicas ni ex&#225;menes <italic>post mortem</italic> han sido realizados rutinariamente.</p>
      <p>Los datos obtenidos en esta investigaci&#243;n deben ser recibidos con cautela, porque es un estudio de cohorte prospectivo longitudinal inadecuado destinado a evaluar el impacto del tratamiento sobre el resultado. Mientras tanto, se debe resaltar que los datos obtenidos a partir de una cohorte de pacientes hipertensos con insuficiencia card&#237;aca cr&#243;nica sin coronariopat&#237;a obstructiva del mismo tama&#241;o del mayor de los estudios relatados anteriormente.</p>
      <p>En conclusi&#243;n, la edad, la dimensi&#243;n ventricular izquierda diast&#243;lica y la subutilizaci&#243;n de terapia con betabloqueantes son predictores independientes de mortalidad para pacientes con insuficiencia card&#237;aca sist&#243;lica cr&#243;nica secundaria a la hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica.</p>
      <p>
        <bold>Agradecimientos</bold>
      </p>
      <p>Jo&#227;o Paulo Fantini recibi&#243; Beca de Iniciaci&#243;n Cient&#237;fica de la FAPESP (Proceso 2009/11310-5).</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuve fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de tesis de Doctorado de Dalva M.S. Rolande, por Faculdade de Medicina de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Prognostic determinants of patients with chronic systolic heart failure secondary to systemic arterial hypertension</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Systemic arterial hypertension (SAH) is an important cause of chronic systolic heart failure (CHF) in underdeveloped countries. It would be desirable to know predictors of mortality for patients with this condition in order to provide proper scientific treatment. OBJECTIVE: To determine risk factors for all-cause mortality in patients with CHF secondary to SAH in the current era of heart failure therapy for left ventricular systolic dysfunction. METHODS: All patients routinely and prospectively followed at the Cardiomyopathy Clinic of our Institution from January, 2000 to April, 2008 with the diagnosis of CHF secondary to SAH were screened for the study. Cox proportional hazards model was used to establish independent predictors of all-cause mortality. RESULTS: One hundred thirty patients were included; 74 (57%) were male. Thirty one (24%) patients died, 5 (4%) underwent heart transplantation, and 94 (72%) were alive at study end. Survival probability at 12, 24, 36, 48, and 60 months was 96%, 93%, 84%, 79%, and 76%, respectively. Age (Hazard Ratio=1,05, 95% Confidence Interval 95% 1,01 to 1,08, p value=0,01), left ventricular diastolic dimension (Hazard Ratio=1,08; 95% Confidence Interval 1,02 to 1,09; p value=0,003), and B-Blocker therapy (Hazard Ratio=0,41; 95% Confidence Interval 0,19 to 0,86; p value=0,02) were found to be independent predictors of mortality. CONCLUSION: Age, left ventricular diastolic dimension and underuse of Beta-Blocker therapy were independent predictors of mortality for patients with CHF secondary to SAH in the population studied.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Heart failure, systolic</kwd>
        <kwd>hypertension</kwd>
        <kwd>prognosis</kwd>
        <kwd>ventricular remodeling</kwd>
        <kwd>survival</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Prognostic determinants of patients with chronic systolic heart failure secondary to systemic arterial hypertension</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Dalva M.S. Rolande; Jo&#227;o Paulo Fantini; Augusto Cardinalli Neto; Jos&#233; A. Cordeiro; Reinaldo B. Bestetti</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Hospital de Base S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, SP, Brazil</p>
      <p>Mailing Address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> Systemic arterial hypertension (SAH) is an important cause of chronic systolic heart failure (CHF) in underdeveloped countries. It would be desirable to know predictors of mortality for patients with this condition in order to provide proper scientific treatment.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To determine risk factors for all-cause mortality in patients with CHF secondary to SAH in the current era of heart failure therapy for left ventricular systolic dysfunction.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> All patients routinely and prospectively followed at the Cardiomyopathy Clinic of our Institution from January, 2000 to April, 2008 with the diagnosis of CHF secondary to SAH were screened for the study. Cox proportional hazards model was used to establish independent predictors of all-cause mortality.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> One hundred thirty patients were included; 74 (57%) were male. Thirty one (24%) patients died, 5 (4%) underwent heart transplantation, and 94 (72%) were alive at study end. Survival probability at 12, 24, 36, 48, and 60 months was 96%, 93%, 84%, 79%, and 76%, respectively. Age (Hazard Ratio=1,05, 95% Confidence Interval 95% 1,01 to 1,08, p value=0,01), left ventricular diastolic dimension (Hazard Ratio=1,08; 95% Confidence Interval 1,02 to 1,09; p value=0,003), and B-Blocker therapy (Hazard Ratio=0,41; 95% Confidence Interval 0,19 to 0,86; p value=0,02) were found to be independent predictors of mortality.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> Age, left ventricular diastolic dimension and underuse of Beta-Blocker therapy were independent predictors of mortality for patients with CHF secondary to SAH in the population studied. </p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Heart failure, systolic, hypertension, prognosis, ventricular remodeling, survival.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>It has long been recognized that systemic arterial hypertension is a precursor of chronic heart failure in up to 75% of cases<sup>1</sup>, mainly when systolic arterial hypertension is present<sup>2</sup>. In underdeveloped countries, systemic arterial hypertension is the leading cause of chronic heart failure associated to coronary artery disease<sup>3</sup>. Chronic heart failure associated with systemic arterial hypertension may be due to left ventricular systolic dysfunction or left ventricular diastolic dysfunction<sup>4</sup>. Chronic left ventricular systolic dysfunction associated with systemic arterial hypertension is still one of the leading causes of chronic heart failure in underdeveloped countries<sup>5</sup>. </p>
      <p>The mechanism by which systemic arterial hypertension leads to chronic systolic heart failure is multifactorial, and the association with underlying coronary artery disease has been claimed to play a pivotal role<sup>6</sup>. Therefore, it is necessary to rule out concomitant coronary artery disease if one wishes to establish outcome and prognostic determinants for patients with chronic heart failure secondary to systemic arterial hypertension. </p>
      <p>The clinical course of chronic systolic heart failure has been established in different types of cardiomyopathy, including Idiopathic Dilated Cardiomyopathy<sup>7,8</sup>, Ischemic Cardiomyopathy<sup>9</sup>, and Chagas' cardiomyopathy<sup>10</sup>. By contrast, little is known about outcome and predictors of mortality in patients with chronic systolic heart failure secondary to systemic arterial hypertension in the absence of coronary artery disease. </p>
      <p>Three previous longitudinal studies<sup>11-13</sup> performed in the developed world have addressed this question. Another study carried out in Brazil also examined the clinical course of patients with systolic heart failure and systemic arterial hypertension; however, in that study no patient received B-Blocker therapy<sup>14</sup>, an essential component of chronic systolic heart failure therapy in hypertensive patients<sup>15</sup>. Therefore, no previous study has evaluated the clinical course of chronic systolic heart failure secondary to systemic arterial hypertension in underdeveloped countries in the current era of heart failure therapy. </p>
      <p>Accordingly, this study aimed at determining noninvasive predictors of all-cause mortality and outcome of patients with chronic systolic heart failure secondary to systemic arterial hypertension in the absence of concomitant coronary artery disease in a single-center Brazilian cohort.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Patients</bold>
      </p>
      <p> All patients routinely and prospectively followed at the Cardiomyopathy Clinic of our Institution from January 2000 to April 2008 diagnosed with chronic systolic heart failure secondary to systemic arterial hypertension were screened for the study. To be included in the study, patients had to have: 1) systolic blood pressure &gt; 140 mmHg or diastolic blood pressure &gt; 90 mmHg on admission; 2) documented medical history of past systemic arterial hypertension if blood pressure was normal at presentation and patients were given antihypertensive medications; 3) previous history and/or treatment of systemic arterial hypertension determined at the time of presentation by investigators on the basis of patient interview when systemic arterial pressure was normal upon physical examination<sup>13</sup>; 4) left ventricular ejection fraction smaller than or equal to 55% on Doppler-echocardiography or &lt; 50% on Radionuclide Ventriculography; 5) Obstructive Coronary Artery Disease ruled out by either coronary arteriogram or myocardial scintigraphy when patients refused or were unable to undergo the procedure; 6) absence of any other disease which could induce heart disease by itself. </p>
      <p>Patients underwent history-taking and physical examination on admission, followed by standard laboratory tests, 12-lead electrocardiogram, and Dopplerechocardiogram. On admission, the severity of Heart Failure was graded according to the New York Heart Association Functional Class, and Systemic Arterial Pressure and Heart Rate were noted. </p>
      <p>All patients were given furosemide to alleviate congestive symptoms. Digoxin was given to patients in the New York Heart Association class III or IV and to patients on New York Heart Association Class II with left ventricular ejection fraction &lt; 30%. Spironolactone was given to patients in the New York Heart Association Functional Class III or IV. Angiotensin Converting Enzyme Inhibitors (Captopril: target dose, 75-150 mg/day; Enalapril: target dose: 20 mg/day) or Losartan (target dose: 50 mg/day) were given to all patients. Patients were also given carvedilol (target dose: 50 mg/day) or metoprolol succinate (target dose: 200 mg/day). </p>
      <p>Until 2005, patients classified in New York Heart Association Class I/II received angiotensin converting enzyme inhibitors before Beta-Blocker therapy. From 2006 onwards, following the publication of CIBIS III trial<sup>16</sup>, patients in New York Heart Association Class I/II were given Beta-Blocker therapy before angiotensin converting enzyme inhibitors/angiotensin receptor blocker. Patients in New York Heart Association class III/IV always received angiotensin converting enzyme inhibitors/angiotensin receptor blockers before B-Blockers. </p>
      <p>
        <bold>Statistical Analysis </bold>
      </p>
      <p>Parametric data are shown as mean &#177; standard deviation, whereas nonparametric data are presented as median (25% percentile, 75% percentile). </p>
      <p>The Cox proportional hazards model was used to establish independent predictors of all-cause mortality. Explanatory variables known to be of prognostic importance for patients with chronic systolic heart failure were entered into the univariate model. The variables entered in this model were as follows: age, sex, New York Heart Association Functional Class, previous hospitalization, concomitant diabetes mellitus, heart rate, systolic blood pressure, diastolic blood pressure, need of inotropic support; atrial fibrillation, artificial pacemaker, Implantable Cardioverter-Defibrillator, left bundle branch block, right bundle branch block, left anterior fascicular block, low QRS complex, ventricular premature contractions on electrocardiography; left ventricular diastolic dimension, left ventricular systolic dimension, left ventricular ejection fraction, right ventricular dimension, and segmental wall motion abnormalities on echocardiography; sodium serum levels, potassium serum levels, creatinine serum levels, hemoglobin; use of diuretics, angiotensin converting enzyme inhibitors/angiotensin receptor block, Beta-Blockers, spironolactone.</p>
      <p>Variables with p value &lt;0.05 on univariate analysis were entered into the multivariate stepwise analysis with a forward approach. Continuous variables significant in the univariate analysis were tested for correlation by the Spearman test. Among the correlated variables selected for the multivariate analysis, only that one with the highest Wald coefficient was included. C statistic was used to select the best cut-off point of a continuous variable to predict mortality by constructing a ROC curve. An area under the curve &gt;0.50 was considered statistically significant. </p>
      <p>The Kaplan-Meier survival curve was constructed to estimate survival over time. Patients were censored at time of transplantation, death or spontaneous withdrawal from the study. The log-rank sum test was used to compare survival according to dichotomization of variables with independent power to predict mortality. In all circumstances, differences at a p value &lt; 0.05 were considered of statistical significance. </p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>One hundred thirty patients fulfilled the inclusion criteria and were entered in the investigation. <xref ref-type="table" rid="tab01-body3">Table 1</xref> shows baseline characteristics of the study population, whereas <xref ref-type="table" rid="tab02-body3">Table 2</xref> shows electrocardiographic, echocardiographic and laboratory tests data. Results of univariate and multivariate analysis by Cox regression model are given in <xref ref-type="table" rid="tab03-body3">Table 3</xref>. Mean follow-up was 39&#177;26 months. Thirty one (24%) patients died, 5 (4%) underwent heart transplantation, and 94 (72%) were alive at study end. Survival probability at 12, 24, 36, 48, and 60 months was 96%, 93%, 84%, 79%, and 76%, respectively, as shown in <xref ref-type="fig" rid="aop11311_ingfig01-body3">Figure 1</xref>. <xref ref-type="fig" rid="aop11311_ingfig02-body3">Figure 2</xref> shows survival probability according to age. <xref ref-type="fig" rid="aop11311_ingfig03-body3">Figure 3</xref> shows survival probability according to left ventricular diastolic dimension on echocardiography, and <xref ref-type="fig" rid="aop11311_ingfig04-body3">Figure 4</xref> shows survival probability according to Beta-Blocker therapy.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="aop11311_ingfig01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0076-00123-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="aop11311_ingfig02-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0076-00123-gf02-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="aop11311_ingfig03-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0076-00123-gf03-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="aop11311_ingfig04-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0076-00123-gf04-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <table-wrap id="tab01-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0076-00123-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="tab02-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0076-00123-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="tab03-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0076-00123-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discussion </bold>
      </p>
      <p>This study clearly shows that age, left ventricular diastolic dimension on echocardiography, and B-Blocker therapy are independent predictors of mortality of patients with chronic systolic heart failure secondary to systemic arterial hypertension in the absence of obstructive coronary artery disease. </p>
      <p>Age was associated with mortality in this investigation. A similar result was observed in the study by Carvalho Frimm et al<sup>14</sup>. It is well known that age has been associated with left ventricular hypertrophy<sup>17</sup> and myocardial fibrosis<sup>18</sup> in patients with systemic arterial hypertension and left ventricular systolic dysfunction. This association leads to ventricular remodeling process over time, which is characterized by left ventricular dilatation and thinning of ventricular walls, as detected in the echocardiographic study performed in our patients. Not surprisingly, therefore, age was a prognostic determinant in our study.</p>
      <p>Left ventricular diastolic dimension was another independent predictor of mortality in this investigation. This finding has not previously been reported in the setting of chronic systolic heart failure secondary to systemic arterial hypertension. This anatomic abnormality is thought to represent the final pathway of the left ventricular remodeling process and can negatively impact the survival of patients with this condition. In fact, left ventricular dilatation, as observed in our investigation, may predispose patients to both sudden cardiac death (perhaps due to inadequate activation of the Bezold-Jarisch reflex), as well as irreversible myocardial pump failure secondary to increased oxygen consumption rate leading to ischemia and cell death<sup>19</sup>. </p>
      <p>Another interesting finding of this work was the recognition of underuse of Beta-Blocker therapy as an independent predictor of mortality. Observational studies are not adequate for establishing association of drugs with mortality, such as randomized trials, due to the inherent appearance of selection and detection biases and risk overestimation. However, the results reported here are in accordance with those reported by Herlitz et al<sup>15</sup>, who specifically studied a subgroup of patients with chronic systolic heart failure secondary to systemic arterial hypertension enrolled in a randomized, double-blinded, placebo-controlled clinical trial (MERIT trial).</p>
      <p>It is necessary to point out that the independent predictors of mortality detected in our study are different from those reported by others. Sanchez et al<sup>11</sup> observed that only poor control of blood pressure was an independent predictor of death or hospitalization for heart failure. Our study is different from that of Sanchez et al<sup>11</sup> in terms of end-point and the fact that our patients had normal pressure values on average at admission, which may explain the differences observed in both studies. Carvalho Frimm et al<sup>14</sup> observed that left ventricular ejection fraction was an independent predictor of mortality. However, it must be remembered that left ventricular ejection fraction correlates inversely with left ventricular diastolic dimension. In practice, therefore, both abnormalities have the same prognostic significance.</p>
      <p>A key point in this investigation is the low mortality rate of patients with chronic systolic heart failure secondary to systemic arterial hypertension. Sanchez et al<sup>11</sup> followed 49 consecutive patients with chronic systolic heart failure secondary to systemic arterial hypertension with a median follow-up of 45 months. Five (10%) patients died. Survival probability at 4-year follow-up was 84%. Survival probability in our investigation was similar to that reported by Sanches et al<sup>11</sup>. It is conceivable that the similarity of the proper medical treatment has determined the good prognosis observed in both studies. </p>
      <p>Szygufa-Jurkiewicz et al<sup>12</sup> studied 132 hypertensive patients with chronic systolic heart failure during a 3-year follow-up. All patients received modern therapy for chronic systolic heart failure. Twenty four (18%) patients died during the study period. Survival probability was about 50% at a 3-year follow-up. Compared with that study, our patients' survival probability at 3-year follow-up was much higher (82%). We suggest that the high proportion of patients with depressive symptoms observed in the study by Szygufa-Jurkiewicz et al<sup>12</sup> may explain this disparity. </p>
      <p>Felker et al<sup>13</sup> reported the results of 49 patients with chronic systolic heart failure due to hypertensive cardiomyopathy among 1230 patients with different types of cardiomyopathy over a follow-up of 15 years. Survival probability at 5-year follow-up was about 75%, similar to that found in our study. The reasons for the similarity observed in the results of two studies are uncertain. </p>
      <p>Carvalho Frimm et al<sup>14</sup> enrolled 90 consecutive patients in a mean follow up of 4.3&#177;1.6 years. Twenty four patients (27%) died during the study period. Compared to our study, Carvalho Frimm et al14 patients had a higher mortality rate. It is conceivable that the determinant of worse prognosis observed in the study by Carvalho Frimm et al<sup>14</sup> was the lack of B-blocker therapy in any patient in that study. </p>
      <p>It is interesting to note that diabetes mellitus had no impact on outcome of patients with chronic systolic heart failure secondary to systemic arterial hypertension. Diabetes mellitus has been found to be a risk factor for chronic heart failure in patients with systemic arterial hypertension. In fact, Levy et al<sup>17</sup> studied a cohort of 5143 patients in a population-based setting during a mean follow-up of 14 years and showed that the presence of diabetes mellitus increased the risk of heart failure appearance in men (hazard ratio=1.78, 95% confidence interval 1.23 to 2.59) and women (hazard ratio=3.57, 95% confidence 2.59 to 4.94) with systemic arterial hypertension. Our study suggests that, following the appearance of chronic systolic heart failure, diabetes mellitus has no impact on outcome of patients with this condition.</p>
      <p>Several mechanisms have been proposed to explain the transition of hypertrophy, a hallmark morphological sign of systemic arterial hypertension, to chronic hypertensive systolic dysfunction. Microangiopathy<sup>20</sup>, imbalanced mass to volume ratio and stress<sup>21</sup>, impairment in the coronary vasodilator reserve<sup>22</sup> and oxidative stress<sup>23</sup> have all been implicated. In our study, however, the underlying mechanism leading to chronic systolic dysfunction associated with chronic heart failure in our patients remains unclear because neither endomyocardial biopsies nor post-mortem examination have routinely been performed. </p>
      <p>The data obtained in this investigation should be received with caution because it is a prospective longitudinal cohort study improper to evaluate the impact of treatment on outcome. However, it must be pointed out that data were obtained from a cohort of hypertensives with chronic heart failure with no obstructive coronary artery disease as large as the largest previously reported. </p>
      <p>In conclusion, age, left ventricular diastolic dimension and underuse of Beta-Blocker therapy are independent predictors of mortality for patients with chronic systolic heart failure secondary to systemic arterial hypertension. </p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
