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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Microalbumin&#250;ria &#233; um marcador progn&#243;stico independente em pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca cr&#244;nica</article-title>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal Fluminense</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Curso de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Ci&#234;ncias Cardiovasculares </institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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        <month>01</month>
        <year>2012</year>
      </pub-date>
      <volume>98</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>62</fpage>
      <lpage>69</lpage>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A microalbumin&#250;ria tem sido descrita como um fator de risco para doen&#231;as cardiovasculares e renais progressivas. Pouco se sabe sobre seu valor progn&#243;stico em pacientes (pts) com Insufici&#234;ncia Card&#237;aca (IC) estabelecida. OBJETIVO: Avaliar o papel da microalbumin&#250;ria como um marcador de progn&#243;stico em pacientes com IC cr&#244;nica recebendo medica&#231;&#227;o padr&#227;o. M&#201;TODOS: De janeiro de 2008 at&#233; setembro de 2009, 92 pacientes com IC cr&#244;nica foram prospectivamente inclu&#237;dos. A idade m&#233;dia foi de 63,7 &#177; 12,2 e 37 (40,7%) eram do sexo masculino. A m&#233;dia de fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo (FEVE) foi de 52,5 &#177; 17,5%. Pacientes em di&#225;lise foram exclu&#237;dos. A Concentra&#231;&#227;o de Albumina Urin&#225;ria (CAU) foi determinada em primeira amostra de urina da manh&#227;. O tempo decorrido at&#233; o primeiro evento (interna&#231;&#227;o por IC, consulta no departamento de emerg&#234;ncia por IC ou morte cardiovascular) foi definido como endpoint. O seguimento m&#233;dio foi de 11 &#177; 6,1 meses. RESULTADOS: No momento da inclus&#227;o no estudo, 38 (41,3%) pacientes tinham microalbumin&#250;ria e nenhum paciente teve albumin&#250;ria evidente. Pacientes com microalbumin&#250;ria apresentaram menor fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o ventricular esquerda do que o restante dos indiv&#237;duos (47,9 &#177; 18,5 vs. 54,5 &#177; 17,7%, p = 0,08). A CAU apresentou-se maior em pacientes com eventos (mediana 59,8 vs. 18 mg/L, p = 0,0005). Sobrevida livre de eventos foi menor nos pacientes com microalbumin&#250;ria quando comparados com albumin&#250;ria normal (p &lt; 0,0001). As vari&#225;veis independentes relacionadas a eventos card&#237;acos foram CAU (taxa de risco p &lt; 0,0001 = 1,02, 95% CI = 1,01-1,03 por 1-U aumento da CAU), e hist&#243;rico de infarto do mioc&#225;rdio (p = 0,025, IC = 3,11, 95% IC = 1,15-8,41). CONCLUS&#195;O: A microalbumin&#250;ria &#233; um marcador progn&#243;stico independente em pacientes com IC cr&#244;nica. Pacientes com microalbumin&#250;ria tinham tend&#234;ncia para FEVE inferior.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Albumin&#250;ria</kwd>
        <kwd>insufici&#234;ncia card&#237;aca</kwd>
        <kwd>doen&#231;as renais</kwd>
        <kwd>progn&#243;stico</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>13</day>
        <month>12</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>Microalbumin&#250;ria &#233; um marcador progn&#243;stico independente em pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca cr&#244;nica</p>
    <p>
      <bold>Humberto Villacorta; Paula de Vilhena Ferradaes; Evandro Tinoco Mesquita; Ant&#244;nio Cl&#225;udio Lucas da N&#243;brega</bold>
    </p>
    <p> Universidade Federal Fluminense - Curso de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Ci&#234;ncias Cardiovasculares, Niter&#243;i, RJ, Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> A microalbumin&#250;ria tem sido descrita como um fator de risco para doen&#231;as cardiovasculares e renais progressivas. Pouco se sabe sobre seu valor progn&#243;stico em pacientes (pts) com Insufici&#234;ncia Card&#237;aca (IC) estabelecida.</p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Avaliar o papel da microalbumin&#250;ria como um marcador de progn&#243;stico em pacientes com IC cr&#244;nica recebendo medica&#231;&#227;o padr&#227;o.</p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> De janeiro de 2008 at&#233; setembro de 2009, 92 pacientes com IC cr&#244;nica foram prospectivamente inclu&#237;dos. A idade m&#233;dia foi de 63,7 &#177; 12,2 e 37 (40,7%) eram do sexo masculino. A m&#233;dia de fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo (FEVE) foi de 52,5 &#177; 17,5%. Pacientes em di&#225;lise foram exclu&#237;dos. A Concentra&#231;&#227;o de Albumina Urin&#225;ria (CAU) foi determinada em primeira amostra de urina da manh&#227;. O tempo decorrido at&#233; o primeiro evento (interna&#231;&#227;o por IC, consulta no departamento de emerg&#234;ncia por IC ou morte cardiovascular) foi definido como endpoint. O seguimento m&#233;dio foi de 11 &#177; 6,1 meses.</p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> No momento da inclus&#227;o no estudo, 38 (41,3%) pacientes tinham microalbumin&#250;ria e nenhum paciente teve albumin&#250;ria evidente. Pacientes com microalbumin&#250;ria apresentaram menor fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o ventricular esquerda do que o restante dos indiv&#237;duos (47,9 &#177; 18,5 vs. 54,5 &#177; 17,7%, p = 0,08). A CAU apresentou-se maior em pacientes com eventos (mediana 59,8 vs. 18 mg/L, p = 0,0005). Sobrevida livre de eventos foi menor nos pacientes com microalbumin&#250;ria quando comparados com albumin&#250;ria normal (p &lt; 0,0001). As vari&#225;veis independentes relacionadas a eventos card&#237;acos foram CAU (taxa de risco p &lt; 0,0001 = 1,02, 95% CI = 1,01-1,03 por 1-U aumento da CAU), e hist&#243;rico de infarto do mioc&#225;rdio (p = 0,025, IC = 3,11, 95% IC = 1,15-8,41).</p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> A microalbumin&#250;ria &#233; um marcador progn&#243;stico independente em pacientes com IC cr&#244;nica. Pacientes com microalbumin&#250;ria tinham tend&#234;ncia para FEVE inferior.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Albumin&#250;ria, insufici&#234;ncia card&#237;aca, doen&#231;as renais, progn&#243;stico.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A Concentra&#231;&#227;o de Albumina Urin&#225;ria (CAU) tem sido descrita como um fator de risco para doen&#231;as cardiovasculares e renais progressivas<sup>1-4</sup>. A preval&#234;ncia de microalbumin&#250;ria em pacientes com hipertens&#227;o e diabetes &#233; de 10% a 15%, e 15% para 20%, respectivamente, sendo maior do que a preval&#234;ncia em indiv&#237;duos da popula&#231;&#227;o geral para os quais os valores de 6% a 8% foram descritos<sup>1,2</sup>. N&#237;veis superiores de excre&#231;&#227;o de albumina podem ser um marcador de les&#227;o vascular difusa, inflama&#231;&#227;o sist&#234;mica, ativa&#231;&#227;o do sistema renina-angiotensina, ou insufici&#234;ncia renal precoce. Muitas dessas anomalias tamb&#233;m ocorrem na Insufici&#234;ncia Card&#237;aca (IC). A CAU tem estado associada ao aumento da mortalidade, n&#227;o s&#243; em pacientes com diabetes e hipertens&#227;o<sup>5-9</sup>, mas tamb&#233;m na popula&#231;&#227;o em geral<sup>3,4</sup>. No entanto, pouco se sabe sobre o valor progn&#243;stico da microalbumin&#250;ria em pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca estabelecida. Portanto, neste estudo, avaliamos a preval&#234;ncia e o valor progn&#243;stico da microalbumin&#250;ria em pacientes com IC cr&#244;nica est&#225;vel.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>De janeiro de 2008 at&#233; setembro de 2009, 92 pacientes com IC cr&#244;nica, classe funcional II a IV da New York Heart Association (NYHA), foram prospectivamente inclu&#237;dos. Os pacientes foram recrutados na Cl&#237;nica de Insufici&#234;ncia Card&#237;aca do nosso Hospital Universit&#225;rio. O diagn&#243;stico de IC foi feito com base no hist&#243;rico m&#233;dico, sintomas em curso, e anamnese. Nos casos em que o diagn&#243;stico cl&#237;nico de IC era incerto, pept&#237;deo natriur&#233;tico do tipo B (PNB) foi medido (Triage, Biosite Inc., San Diego, EUA). Os pacientes haviam permanecido clinicamente est&#225;veis por pelo menos tr&#234;s meses antes do estudo e encontravam-se sob dose est&#225;vel de inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (ECA) e Bloqueadores dos Receptores da Angiotensina (BRA), e um betabloqueador, a n&#227;o ser em casos de contraindica&#231;&#227;o. Em todos os pacientes, a Fra&#231;&#227;o de Eje&#231;&#227;o do Ventr&#237;culo Esquerdo (FEVE) foi avaliada por ecocardiografia pelo m&#233;todo de Sympson. A FEVE m&#233;dia de toda a popula&#231;&#227;o foi de 52,5 &#177; 17,5%. Pacientes com FEVE <underline>&lt;</underline> 50% foram considerados como tendo IC com fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o reduzida (ICFER), enquanto os pacientes com FEVE &gt; 50% foram classificados como IC com fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o normal (ICFEN). Pacientes em di&#225;lise foram exclu&#237;dos. O Comit&#234; de &#201;tica do hospital aprovou o projeto, e consentimento livre e esclarecido escrito foi obtido de todos os pacientes.</p>
    <p>Foram colhidas amostras de sangue venoso e analisadas no laborat&#243;rio local. A creatinina s&#233;rica foi medida usando t&#233;cnicas padr&#227;o. Creatinina s&#233;rica, idade, ra&#231;a e g&#234;nero foram usados para calcular a Taxa de Filtra&#231;&#227;o Glomerular (TFG) utilizando a equa&#231;&#227;o do estudo de Modifica&#231;&#227;o da Dieta em Doen&#231;a Renal (Modification of Diet in Renal Disease (MDRD)). A primeira amostra de urina matinal foi coletada com o paciente em posi&#231;&#227;o vertical e imediatamente transportada para o laborat&#243;rio. A CAU foi determinada por meio de um ensaio turbidim&#233;trico (Bioclin, Quibasa Qu&#237;mica B&#225;sica, Belo Horizonte, Brasil) e a microalbumin&#250;ria foi definida como CAU 25-200 mg/L, de acordo com as instru&#231;&#245;es do fabricante. A CAU foi determinada no momento basal e ap&#243;s seis meses.</p>
    <p>Os pacientes foram acompanhados em nosso ambulat&#243;rio de IC, com visitas a cada tr&#234;s meses. O seguimento m&#233;dio foi de 11 &#177; 6,1 meses. O <italic>endpoint</italic> prim&#225;rio do estudo foi um desfecho composto de &#243;bito por causa cardiovascular, interna&#231;&#227;o por IC, consulta no departamento de emerg&#234;ncia devido a IC exigindo diur&#233;ticos intravenosos. Todos os <italic>endpoints</italic> foram julgados independentemente.</p>
    <p>Os valores s&#227;o expressos como valores m&#233;dios &#177; DP ou n&#250;mero absoluto e percentual. As diferen&#231;as entre os grupos foram avaliadas com a utiliza&#231;&#227;o do teste <italic>t</italic> n&#227;o pareado para amostras independentes ou o teste do Qui-quadrado, quando apropriado. Vari&#225;veis sem distribui&#231;&#227;o gaussiana s&#227;o expressas como mediana e intervalo interquartil e foram analisadas utilizando o teste de Mann-Whitney. Curvas de sobrevida livre de eventos Kaplan-Meyer foram constru&#237;das e comparadas pelo teste de log-rank. Modelos de riscos proporcionais de Cox foram utilizados para investigar a associa&#231;&#227;o prospectiva entre CAU e eventos durante o per&#237;odo de seguimento.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>A idade m&#233;dia da popula&#231;&#227;o era de 63,6 &#177; 12,2 anos e 36 (39,1%) dos pacientes eram do sexo masculino. Cinquenta e oito (63%) pacientes estavam na classe funcional II da NYHA, 26 (28,3%) na classe III, e oito (8,7%) na classe IV. A CAU mediana foi de 21 mg/dL (faixa interquartil 9,72-50,95). Trinta e oito (41,3%) pacientes apresentavam microalbumin&#250;ria e nenhum paciente apresentava macroalbumin&#250;ria. As caracter&#237;sticas basais dos pacientes com e sem microalbumin&#250;ria s&#227;o apresentadas na <xref ref-type="table" rid="a110tab01">tabela 1</xref>. N&#227;o houve diferen&#231;as em rela&#231;&#227;o &#224;s caracter&#237;sticas basais entre os grupos, exceto que os pacientes com microalbumin&#250;ria apresentavam uma tend&#234;ncia para menor FEVE. No entanto, os valores m&#233;dios de CAU n&#227;o foram diferentes em pacientes com FEVE <underline>&lt;</underline> 50% em compara&#231;&#227;o com FEVE &gt; 50%, como mostrado na <xref ref-type="fig" rid="a110fig01">figura 1</xref>. N&#227;o houve correla&#231;&#227;o entre a CAU e a creatinina s&#233;rica (r = 0,06, p = 0,82). Da mesma forma, nenhuma correla&#231;&#227;o foi encontrada entre a CAU e TFG (r = -0,04, p = 0,84).</p>
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      <table-wrap id="a110tab01">
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    </p>
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      <fig id="a110fig01">
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    </p>
    <p>Vinte e sete (29,3%) pacientes apresentaram um evento durante o seguimento. A CAU basal foi maior nesses pacientes, como mostrado na <xref ref-type="fig" rid="a110fig02">figura 2</xref>. No entanto, n&#227;o houve mudan&#231;a significativa na prorroga&#231;&#227;o da CAU em pacientes com ou sem eventos. Pacientes com eventos tamb&#233;m se mostraram mais propensos a ter uma FEVE reduzida. A compara&#231;&#227;o univariada de pacientes com e sem eventos &#233; mostrada na <xref ref-type="table" rid="a110tab02">tabela 2</xref>. A sobrevida livre de eventos foi menor nos pacientes com microalbumin&#250;ria quando comparados com albumin&#250;ria normal, como mostrado na <xref ref-type="fig" rid="a110fig03">figura 3</xref>. Usando modelos de riscos proporcionais de Cox, apenas microalbumin&#250;ria (vari&#225;vel cont&#237;nua) e hist&#243;rico de infarto do mioc&#225;rdio foram preditores independentes de eventos (<xref ref-type="table" rid="a110tab03">tabela 3</xref>).</p>
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      <fig id="a110fig02">
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    </p>
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    </p>
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    </p>
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    </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Neste estudo, observamos que os pacientes com IC que evoluem com microalbumin&#250;ria t&#234;m pior progn&#243;stico, apesar de tratamento otimizado. Esse &#233; um achado importante, visto que 40% dos pacientes com IC cr&#244;nica no nosso estudo apresentavam microalbumin&#250;ria. Curiosamente, nenhuma diferen&#231;a em rela&#231;&#227;o &#224;s caracter&#237;sticas basais foi observada entre pacientes com e sem microalbumin&#250;ria, sugerindo que CAU elevada estava relacionada &#224; IC propriamente dita e n&#227;o &#224; presen&#231;a de comorbidades. &#201; interessante destacar que a CAU n&#227;o se alterou significativamente ao longo do tempo em grupos com ou sem eventos.</p>
    <p>Neste estudo, a microalbumin&#250;ria prevaleceu mesmo em pacientes sem hipertens&#227;o ou diabetes, sugerindo que essas altera&#231;&#245;es n&#227;o s&#227;o a causa de aumento da excre&#231;&#227;o de albumina.</p>
    <p>Embora a microalbumin&#250;ria tenha sido descrita como um fator de risco para o desenvolvimento de insufici&#234;ncia card&#237;aca e de mortalidade cardiovascular em pacientes hipertensos<sup>5,9</sup> e pacientes diab&#233;ticos<sup>7</sup> e tamb&#233;m na popula&#231;&#227;o em geral<sup>3,4</sup>, s&#243; recentemente tem sido estudada em pacientes com IC estabelecida. Exames de urina para protein&#250;ria foram realizados no in&#237;cio do estudo em um subgrupo de pacientes nos Estudos de Disfun&#231;&#227;o Ventricular Esquerda (SOLVD)<sup>10</sup> e nos ensaios de Sobrevida e Amplia&#231;&#227;o Ventricular (SAVE)<sup>11</sup>. A preval&#234;ncia de protein&#250;ria nesses estudos foi de 3% e 15%, respectivamente. Por sua vez, van de Wal e cols.<sup>12</sup>, utilizando a raz&#227;o de albumina urin&#225;ria/creatinina, encontraram maior preval&#234;ncia, relatando que 32% de seus pacientes tinham microalbumin&#250;ria. N&#227;o foram observadas diferen&#231;as significativas entre os pacientes com ou sem microalbumin&#250;ria, mas um pequeno n&#250;mero de pacientes foi inclu&#237;do. Neste estudo, no entanto, n&#227;o foram relatados dados sobre os resultados.</p>
    <p>Apenas dois estudos recentes avaliaram o valor progn&#243;stico de microalbumin&#250;ria em pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca estabelecida. No estudo CHARM<sup>13</sup>, um ensaio cl&#237;nico em que a candesartana foi avaliada em pacientes com IC, a microalbumin&#250;ria foi encontrada em 30% dos pacientes, enquanto a macroalbumin&#250;ria foi observada em 11%. A albumin&#250;ria (como uma vari&#225;vel categ&#243;rica ou cont&#237;nua) foi preditor independente de mortalidade por todas as causas e interna&#231;&#227;o por IC, quando adicionada &#224; an&#225;lise de regress&#227;o de Cox com 33 caracter&#237;sticas basais como covari&#225;veis. A candesartana n&#227;o reduziu ou preveniu a excre&#231;&#227;o urin&#225;ria de albumina. Em outro ensaio cl&#237;nico, dados retrospectivos sobre a microalbumin&#250;ria tamb&#233;m foram relatados. Nos ensaios GISSI-HF, a preval&#234;ncia de micro e macroalbumin&#250;ria foi de 20% e 5,4%, respectivamente<sup>14</sup>. Houve um aumento progressivo significativo na taxa ajustada de mortalidade na popula&#231;&#227;o do estudo e no subgrupo de pacientes sem diabetes ou hipertens&#227;o (taxa de risco, 1,12; IC 95%, 1,05-1,18 por aumento de 1-U do log da raz&#227;o albumina/creatinina). Tratamentos randomizados (&#225;cidos graxos poliinsaturados n-3 ou rosuvastatina) n&#227;o tiveram grande impacto na excre&#231;&#227;o de albumina.</p>
    <p>Descobrimos que a microalbumin&#250;ria foi um preditor independente de eventos quando avaliada como uma vari&#225;vel cont&#237;nua. Esse achado sugere que mesmo um aumento da CAU dentro da faixa "normal" est&#225; associado ao aumento do risco de interna&#231;&#227;o ou &#243;bito. O mesmo achado foi observado nos ensaios CHARM e GISSI-HF. Resultados semelhantes foram descritos em pacientes com doen&#231;a arterial coronariana est&#225;vel<sup>15</sup>.</p>
    <p>Neste estudo, a microalbumin&#250;ria prevaleceu mesmo em pacientes sem hipertens&#227;o ou diabetes, sugerindo que essas altera&#231;&#245;es n&#227;o s&#227;o a causa de aumento da excre&#231;&#227;o de albumina. Da mesma forma, n&#227;o foi observada nenhuma correla&#231;&#227;o entre a CAU e a creatinina ou entre a CAU e a TFG. Al&#233;m disso, a CAU foi um preditor de eventos independentemente da fun&#231;&#227;o renal, avaliada pela creatinina ou TFG e FEVE. </p>
    <p>Os mecanismos subjacentes &#224; albumin&#250;ria em pacientes com IC n&#227;o s&#227;o conhecidos. Anormalidades renais foram observadas em pacientes com aumento de CAU<sup>16,17</sup> e a microalbumin&#250;ria tem sido sugerida como um marcador de dano renal precoce. Embora a microalbumin&#250;ria tenha sido observada na presen&#231;a de fun&#231;&#227;o renal normal, avaliada por instrumentos tradicionais, tais como creatinina e TFG estimada<sup>12</sup>, &#233; poss&#237;vel que anomalias renais sejam evidentes quando se utilizam marcadores mais sens&#237;veis da fun&#231;&#227;o renal. De fato, em um estudo em pacientes diab&#233;ticos com fun&#231;&#227;o renal normal (TFG&gt;60 ml/min/1,73 m<sup>2</sup>), a CAU esteve significativamente correlacionada com a cistatina C, um marcador sens&#237;vel de insufici&#234;ncia renal, tanto em pacientes com normoalbumin&#250;ria quanto com microalbumin&#250;ria. Por sua vez, ela n&#227;o esteve correlacionada com a creatinina s&#233;rica ou com o <italic>clearance</italic> de creatinina calculado<sup>18</sup>. Em outro estudo, a lipocalina associada a gelatinase neutrof&#237;lica (NGAL), outro marcador precoce de les&#227;o tubular, mostrou-se elevada em pacientes com IC e semelhante ao aumento da CAU<sup>19</sup>. A rela&#231;&#227;o da CAU com esses marcadores de insufici&#234;ncia renal precisa ser definida em estudos de seguimento prospectivo. </p>
    <p>Outra hip&#243;tese poss&#237;vel &#233; que a microalbumin&#250;ria pode estar relacionada &#224; congest&#227;o subcl&#237;nica. Na IC cr&#244;nica, congest&#227;o venosa pode estar ausente mesmo na presen&#231;a de altas press&#245;es de enchimento<sup>20</sup>. Pacientes com IC s&#227;o frequentemente readmitidos ao hospital depois de uma interna&#231;&#227;o &#237;ndice, tendo sido observada congest&#227;o n&#227;o reconhecida<sup>21</sup>. De fato, observa-se que a press&#227;o venosa central &#233; mais importante do que o &#237;ndice card&#237;aco como preditor de &#243;bito em uma ampla popula&#231;&#227;o de pacientes com doen&#231;a cardiovascular, incluindo a IC<sup>22</sup>. A congest&#227;o venosa tamb&#233;m tem estado relacionada &#224; insufici&#234;ncia renal em pacientes com IC<sup>22,23</sup>. Portanto, a microalbumin&#250;ria pode ser um marcador de insufici&#234;ncia renal precoce e congest&#227;o pr&#233;-cl&#237;nica.</p>
    <p>A disfun&#231;&#227;o endotelial generalizada tamb&#233;m tem sido implicada na g&#234;nese da albuminuria<sup>12,24,25</sup>. Pacientes com IC t&#234;m a fun&#231;&#227;o endotelial anormal e isso pode explicar, pelo menos em parte, a alta preval&#234;ncia de microalbumin&#250;ria em IC. </p>
    <p>Algumas limita&#231;&#245;es deste estudo devem ser abordadas. Primeiramente, este &#233; um estudo unic&#234;ntrico de pequeno porte. Portanto, nossos dados precisam ser validados em estudos prospectivos maiores. Em segundo lugar, n&#243;s n&#227;o medimos biomarcadores importantes da fun&#231;&#227;o renal, tais como a cistatina C e NGAL. O PNB foi medido em um pequeno subgrupo de pacientes, o que limitou a an&#225;lise estat&#237;stica. </p>
    <p>Apesar dessas limita&#231;&#245;es, este foi um estudo prospectivo longitudinal com informa&#231;&#245;es relevantes sobre o progn&#243;stico em pacientes com IC est&#225;vel, usando um m&#233;todo simples e barato que pode ser facilmente utilizado na pr&#225;tica cl&#237;nica di&#225;ria. Estudos em uma grande popula&#231;&#227;o abordando o curso natural de microalbumin&#250;ria na IC cr&#244;nica e do potencial de alvo de tratamento s&#227;o necess&#225;rios.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Constatamos que a microalbumin&#250;ria &#233; comum em pacientes com IC cr&#244;nica, apesar do tratamento &#243;timo, sendo independentemente relacionada ao progn&#243;stico. Pacientes com microalbumin&#250;ria tinham tend&#234;ncia para FEVE inferior.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Humberto Villacorta Junior</p>
        <p> Visconde de Silva, 154/402, Humait&#225;</p>
        <p> 22271-090 &#8211; Rio de Janeiro &#8211; RJ, Brasil</p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="hvillacorta@cardiol.br">hvillacorta@cardiol.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="huvillacorta@globo.com">huvillacorta@globo.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 15/03/11; revisado recebido em 13/06/11; aceito em 22/06/11.</p>
  </body>
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      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Microalbuminuria has been described as a risk factor for progressive cardiovascular and renal diseases. Little is known about its prognostic value in patients (pts) with established heart failure (HF). OBJECTIVE: To assess the role of microalbuminuria as a prognostic marker in patients with chronic HF receiving standard medication. METHODS: From January 2008 through September 2009, 92 pts with chronic HF, were prospectively included. Mean age was 63.7&#177;12.2 and 37 (40.7%) were male. Mean left ventricular ejection fraction (LVEF) was 52.5&#177;17.5%. Pts under dialysis were excluded. Urinary albumin concentration (UAC) was determined in first morning spot sample of urine. Time to first event (HF hospitalization, emergency department visit for HF or cardiovascular death) was defined as endpoint. Mean follow-up was 11&#177;6.1 months. RESULTS: At the time of inclusion in the study, 38 (41.3%) pts had microalbuminuria and no patient had overt albuminuria. Pts with microalbuminuria had lower left ventricular ejection fraction than the rest of the individuals (47.9&#177;18.5 vs 54.5&#177;17.7%, p=0.08). UAC was higher in patients with events (median 59.8 vs 18 mg/L, p=0.0005). Event-free survival was lower in pts with microalbuminuria as compared with normoalbuminuria (p&lt;0.0001). Independent variables related to cardiac events were UAC (p&lt;0.0001, hazard ratio=1.02, 95% CI=1.01 to 1.03 per 1-U increase of UAC), and previous myocardial infarction (p=0.025, HR=3.11, 95% CI=1.15 to 8.41). CONCLUSION: Microalbuminuria is an independent prognostic marker in pts with chronic HF. Pts with microalbuminuria had a trend for lower LVEF.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Albuminuria</kwd>
        <kwd>heart failure</kwd>
        <kwd>kidney diseases</kwd>
        <kwd>prognosis</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p><undefined id="tx-body2"/>Microalbuminuria is an independent prognostic marker in patients with chronic heart failure</p>
      <p>
        <bold>Humberto Villacorta; Paula de Vilhena Ferradaes; Evandro Tinoco Mesquita; Ant&#244;nio Cl&#225;udio Lucas da N&#243;brega</bold>
      </p>
      <p> Universidade Federal Fluminense - Curso de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Ci&#234;ncias Cardiovasculares, Niter&#243;i, RJ, Brazil</p>
      <p>Mailing Address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> Microalbuminuria has been described as a risk factor for progressive cardiovascular and renal diseases. Little is known about its prognostic value in patients (pts) with established heart failure (HF).</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To assess the role of microalbuminuria as a prognostic marker in patients with chronic HF receiving standard medication.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> From January 2008 through September 2009, 92 pts with chronic HF, were prospectively included. Mean age was 63.7&#177;12.2 and 37 (40.7%) were male. Mean left ventricular ejection fraction (LVEF) was 52.5&#177;17.5%. Pts under dialysis were excluded. Urinary albumin concentration (UAC) was determined in first morning spot sample of urine. Time to first event (HF hospitalization, emergency department visit for HF or cardiovascular death) was defined as endpoint. Mean follow-up was 11&#177;6.1 months.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> At the time of inclusion in the study, 38 (41.3%) pts had microalbuminuria and no patient had overt albuminuria. Pts with microalbuminuria had lower left ventricular ejection fraction than the rest of the individuals (47.9&#177;18.5 vs 54.5&#177;17.7%, p=0.08). UAC was higher in patients with events (median 59.8 vs 18 mg/L, p=0.0005). Event-free survival was lower in pts with microalbuminuria as compared with normoalbuminuria (p&lt;0.0001). Independent variables related to cardiac events were UAC (p&lt;0.0001, hazard ratio=1.02, 95% CI=1.01 to 1.03 per 1-U increase of UAC), and previous myocardial infarction (p=0.025, HR=3.11, 95% CI=1.15 to 8.41).</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> Microalbuminuria is an independent prognostic marker in pts with chronic HF. Pts with microalbuminuria had a trend for lower LVEF.</p>
      <p><bold>Keywords: </bold>Albuminuria, heart failure, kidney diseases, prognosis.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Urinary albumin concentration (UAC) has been described as a risk factor for progressive cardiovascular and renal diseases<sup>1-4</sup>. The prevalence of microalbuminuria in patients with hypertension and diabetes is 10% to 15% and 15% to 20%, respectively, which is higher than the prevalence in individuals from the general population in whom values of 6% to 8% have been described<sup>1,2</sup>. Increased albumin excretion may be a marker of diffuse vascular injury, systemic inflammation, activation of the renin-angiotensin system, or early renal failure. Many of these abnormalities also occur in heart failure (HF). UAC has been associated with increased mortality not only in patients with diabetes and hypertension<sup>5-9</sup>, but also in the general population<sup>3,4</sup>. However, little is known about the prognostic value of microalbuminuria in patients with established heart failure. Therefore, in this study, we assessed the prevalence and prognostic value of microalbuminuria in patients with stable chronic HF.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>From January 2008 through September 2009, 92 patients with chronic HF, New York Heart Association (NYHA) functional class II to IV, were prospectively included. Patients were recruited from the Heart Failure Clinic of our Medical School Hospital. The diagnosis of HF was made on the basis of medical history, ongoing symptoms, and physical examination. In cases where the clinical diagnosis of HF was uncertain, B-type natriuretic peptide (BNP) was measured (Triage, Biosite Inc., San Diego, USA). Patients had been clinically stable for at least three months before the study and were on stable dose of angiotensin-converting enzyme (ACE) inhibitors or angiotensin receptor blockers (ARB), and a betablocker, unless contraindicated. In all off the patients, left ventricular ejection fraction (LVEF) was assessed by echocardiography using the Sympson method. Mean LVEF of the entire population was 52.5&#177;17.5%. Patients with LVEF <underline>&lt;</underline>50% were considered as having HF with reduced ejection fraction (HFREF) whereas patients with LVEF &gt;50% were classified as HF with normal ejection fraction (HFNEF). Patients under dialysis were excluded. The study was approved by the ethics committee of our hospital and written informed consent was obtained from all patients.</p>
      <p>Venous blood samples were taken and analysed at the local laboratory. Serum creatinine was measured using standard techniques. Serum creatinine, age, race, and gender were used to calculate glomerular filtration rate (GFRc) using the Modification of Diet in Renal Disease (MDRD) Study equation. First morning spot sample of urine was taken with the patient in the upright position and transported immediately to the laboratory. UAC was determined using a turbidimetric assay (Bioclin, Quibasa Qu&#237;mica B&#225;sica, Belo Horizonte, Brazil) and microalbuminuria was defined as UAC 25-200 mg/L, according to the manufacturer's instructions. UAC was determined at baseline and after 6 months.</p>
      <p>Patients were followed-up at our HF clinic, with visits every three months. Mean follow-up was 11&#177;6.1 months. The primary endpoint of the study was a composite outcome of death from a cardiovascular cause, admission for HF, emergency department visit for HF requiring intravenous diuretics. All endpoints were independently adjudicated.</p>
      <p>Values are expressed as mean values &#177; SD or absolute number and percentage. Differences between group were investigated using unpaired <italic>t</italic>-test for independent samples or the chi-square test, when appropriate. Variables without Gaussian distribution are expressed as median and interquartil range and were analysed using Mann-Whitney test. Kaplan-Meyer event-free survival curves were constructed and compared using the log-rank test. Cox proportional hazards models were used to investigate the prospective association between UAC and events during follow-up.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>Mean age of the entire population was 63.6&#177;12.2 years and 36 (39.1%) were male. Fifty eight (63%) patients were in NYHA functional class II, 26 (28.3%) in class III, and 8 (8.7%) in class IV. Median UAC was 21 mg/dL (interquartil range 9.72-50.95). Thirty eight (41.3%) patients had microalbuminuria and no patient had macroalbuminuria. Baseline characteristics of patients with and without microalbuminuria are shown in <xref ref-type="table" rid="en_a110tab01-body2">table 1</xref>. There were no differences regarding baseline characteristics between groups, except that patients with microalbuminuria had a trend for lower LVEF. However, median values of UAC were not different in patients with LVEF <underline>&lt;</underline>50% as compared with LVEF &gt;50%, as shown in <xref ref-type="fig" rid="en_a110fig01-body2">figure 1</xref>. There was no correlation between UAC and serum creatinine (r = 0.06; p = 0.82). Likewise, no correlation was found between UAC and GFRc (r = -0.04; p = 0.84).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a110tab01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0062-00120-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a110fig01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0062-00120-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Twenty seven (29.3%) patients experienced an event during follow-up. Baseline UAC was higher in these patients, as shown in <xref ref-type="fig" rid="en_a110fig02-body2">figure 2</xref>. However, no significant change in UAC overtime was observed in patients with or without events. Patients with events were also more likely to have a reduced LVEF. Univariate comparison of patients with and without events is shown in <xref ref-type="table" rid="en_a110tab02-body2">table 2</xref>. Event-free survival was lower in patients with microalbuminuria as compared with normoalbuminuria, as shown in <xref ref-type="fig" rid="en_a110fig03-body2">figure 3</xref>. Using Cox proportional hazards models, only microalbuminuria (continuous variable) and previous myocardial infarction were independent predictors of events (<xref ref-type="table" rid="en_a110tab03-body2">table 3</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a110fig02-body2">
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      </p>
      <p content-type="asset">
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      </p>
      <p content-type="asset">
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      </p>
      <p content-type="asset">
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      </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>In this study, we found that patients with HF who evolve with microalbuminuria have a worse prognosis, in spite of optimized treatment. This is an important finding, since 40% of the patients with chronic HF in our study were shown to have microalbuminuria. Interestingly, no differences regarding baseline characteristics were observed between patients with and without microalbuminuria suggesting that increased UAC was related to HF itself and not to comorbidities. Of note, UAC did not change significantly over time in either event or non event groups.</p>
      <p>In this study, microalbuminuria was prevalent even in patients without hypertension or diabetes, suggesting that these abnormalities are not the cause of increased albumin excretion.</p>
      <p>Although microalbuminuria has been for a long time described as a risk factor for developing HF and for cardiovascular mortality in hypertensive<sup>5,9</sup> and diabetic patients<sup>7</sup>, and also in the general population<sup>3,4</sup>, only recently it has been studied in patients with established HF. Dipstick urine testing for proteinuria was performed at baseline in a subset of patients in the Studies of Left Ventricular Dysfunction (SOLVD)<sup>10</sup> and in the Survival and Ventricular Enlargement (SAVE)<sup>11</sup> trials. The prevalence of proteinuria in these studies was 3% and 15%, respectively. By contrast, van de Wal et al<sup>12</sup>, using urinary albumin to creatinine ratio, found higher prevalence, reporting that 32% of their patients had microalbuminuria. No significant differences were observed between patients with or without microalbuminuria, but a small number of patients were included. In this study, however, no data on outcomes were reported.</p>
      <p>Only two recent studies assessed the prognostic value of microalbuminuria in patients with established HF. In the CHARM Study<sup>13</sup>, a clinical trial where candesartan was assessed in patients with HF, microalbuminuria was found in 30% of the patients whereas macroalbuminuria was observed in 11%. Albuminuria (either as a categorical or continuous variable) was an independent predictor of all-cause mortality and admission for HF when added to the Cox regression analysis with 33 baseline characteristics as covariates. Candesartan did not reduce or prevent urinary albumin excretion. In another clinical trial, retrospective data on microalbuminuria was also reported. In the GISSI-HF, the prevalence of micro and macroalbuminuria was 20% and 5.4%, respectively<sup>14</sup>. There was a progressive, significant increase in the adjusted rate of mortality in the study population and in the subgroup of patients without diabetes or hypertension (hazard ratio, 1.12; 95% CI, 1.05 to 1.18 per 1-U increase of log urinary albumin-to-creatinine ratio). Randomized treatments (n-3 polyunsaturated fatty acids or rosuvastatin) had no major impact on albumin excretion.</p>
      <p>We found that microalbuminuria was an independent predictor of events when assessed as a continuous variable. This finding suggests that even an increasing UAC within the "normal" range is associated with increased risk of hospitalisation or death. The same finding was observed in the CHARM and in the GISSI-HF trials. Similar results have been described in patients with stable coronary artery disease<sup>15</sup>.</p>
      <p>In this study, microalbuminuria was prevalent even in patients without hypertension or diabetes, suggesting that these abnormalities are not the cause of increased albumin excretion. Likewise, no correlation was observed between UAC and creatinine or between UAC and GFRc. Additionally, UAC was a predictor of events regardless of renal function, as assessed by creatinine or GFRc, and LVEF. </p>
      <p>The mechanisms underlying albuminuria in HF patients are not known. Renal abnormalities have been observed in patients with increased UAC<sup>16,17 </sup>and microalbuminuria has been suggested as a marker of early renal damage. Although microalbuminuria has been observed in the presence of normal renal function as assessed by traditional tools, such as creatinine and estimated GFR<sup>12</sup>, it is possible that renal abnormalities may be evident when using more sensitive markers of renal function. As a matter of fact, in one study, in diabetic patients with normal renal function (GFR&gt;60 mL/min/1.73 m<sup>2</sup>) UAC was significantly correlated with cystatin C, a sensitive marker of renal failure, both in patients with normoalbuminuria or microalbuminuria. On the other hand, it was not correlated either with serum creatinine or calculated creatinine clearance<sup>18</sup>. In another study, urinary neuthrophile gelatinase-associated lipocalin (NGAL), another early marker of tubular damage, was shown to be high in patients with HF and paralleled the increases in UAC<sup>19</sup>. The relationship of UAC with these markers of renal failure needs to be defined in prospective follow-up studies.</p>
      <p>Another possible hypothesis is that microalbuminuria may be related to subclinical congestion. In chronic HF, venous congestion may be absent even in the presence of high filling pressures<sup>20</sup>. Patients with HF frequently are readmitted to the hospital after an index hospitalization and unrecognized congestion has been implicated<sup>21</sup>. As a matter of fact, central venous pressure was found to be more important than cardiac index as a predictor of death in a broad population of patients with cardiovascular disease, including HF<sup>22</sup>. Venous congestion has also been related to renal failure in patients with HF<sup>22,23</sup>. Therefore, microalbuminuria may be a marker of early renal failure and preclinical congestion.</p>
      <p>Generalized endothelial dysfunction has also been implicated in the genesis of albuminuria<sup>12,24,25</sup>. Patients with HF have abnormal endothelial function and this may explain, at least in part, the high prevalence of microalbuminuria in HF. </p>
      <p>Some limitations of this study must be addressed. First, this is a small, single center study. Therefore, our data need to be validated in larger prospective studies. Secondly, we did not measure important biomarkers of renal function, such as cystatin C and NGAL. BNP was measured in a small subgroup of patients, which limited statistical analysis. </p>
      <p>Despite these limitations, this was a prospective longitudinal study with relevant information regarding prognosis in stable HF patients, using a simple and cheap method that can be easily used in daily clinical practice. Studies in a large population addressing the natural course of microalbuminuria in chronic HF and the potential for treatment target are warranted.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>We found that microalbuminuria is common in pts with chronic HF despite optimal treatment and is independently related to prognosis. Pts with microalbuminuria in this setting have a trend for lower LVEF.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Microalbuminuria es un marcador pron&#243;stico independiente en pacientes con insuficiencia card&#237;aca cr&#243;nica</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: La microalbuminuria ha sido descripta como un factor de riesgo para enfermedades cardiovasculares y renales progresivas. Poco se sabe sobre su valor pron&#243;stico en pacientes (pts) con Insuficiencia Card&#237;aca (IC) establecida. OBJETIVOS: Evaluar el papel de la microalbuminuria como un marcador de pron&#243;stico en pacientes con IC cr&#243;nica recibiendo medicaci&#243;n est&#225;ndar. M&#201;TODOS: De enero de 2008 hasta setiembre de 2009, 92 pacientes con IC cr&#243;nica fueron prospectivamente incluidos. La edad media fue de 63,7 &#177; 12,2 y 37 (40,7%) eran del sexo masculino. La media de fracci&#243;n de eyecci&#243;n del ventr&#237;culo izquierdo (FEVI) fue de 52,5 &#177; 17,5%. Pacientes en di&#225;lisis fueron excluidos. La Concentraci&#243;n de Alb&#250;mina Urinaria (CAU) fue determinada en primera muestra de orina de la ma&#241;ana. El tiempo transcurrido hasta el primer evento (internaci&#243;n por IC, consulta en el departamento de emergencia por IC o muerte cardiovascular) fue definido como endpoint. El seguimiento medio fue de 11 &#177; 6,1 meses. RESULTADOS: En el momento de la inclusi&#243;n en el estudio, 38 (41,3%) pacientes ten&#237;an microalbuminuria y ning&#250;n paciente tuvo albuminuria evidente. Pacientes con microalbuminuria presentaron menor fracci&#243;n de eyecci&#243;n ventricular izquierda que el resto de los individuos (47,9 &#177; 18,5 vs. 54,5 &#177; 17,7%, p = 0,08). La CAU present&#243; mayor en pacientes con eventos (mediana 59,8 vs. 18 mg/L, p = 0,0005). La sobrevida libre de eventos fue menor en los pacientes con microalbuminuria cuando fueron comparados con albuminuria normal (p &lt; 0,0001). Las variables independientes relacionadas a eventos card&#237;acos fueron CAU (tasa de riesgo p &lt; 0,0001 = 1,02, 95% CI = 1,01-1,03 por 1-U aumento de la CAU), e historia de infarto de miocardio (p = 0,025, IC = 3,11, 95% IC = 1,15-8,41). CONCLUSI&#211;N: La microalbuminuria es un marcador pron&#243;stico independiente en pacientes con IC cr&#243;nica. Pacientes con microalbuminuria ten&#237;an tendencia a FEVI inferior.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Albuminuria</kwd>
        <kwd>insuficiencia card&#237;aca</kwd>
        <kwd>enfermedades renales</kwd>
        <kwd>pron&#243;stico</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="enda-body3">
          <label>
            <bold>Microalbuminuria es un marcador pron&#243;stico independiente en pacientes con insuficiencia card&#237;aca cr&#243;nica</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Humberto Villacorta; Paula de Vilhena Ferradaes; Evandro Tinoco Mesquita; Ant&#244;nio Cl&#225;udio Lucas da N&#243;brega </bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Universidade Federal Fluminense - Curso de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Ci&#234;ncias Cardiovasculares, Niter&#243;i, RJ, Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> La microalbuminuria ha sido descripta como un factor de riesgo para enfermedades cardiovasculares y renales progresivas. Poco se sabe sobre su valor pron&#243;stico en pacientes (pts) con Insuficiencia Card&#237;aca (IC) establecida.</p>
      <p><bold>OBJETIVOS:</bold> Evaluar el papel de la microalbuminuria como un marcador de pron&#243;stico en pacientes con IC cr&#243;nica recibiendo medicaci&#243;n est&#225;ndar.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> De enero de 2008 hasta setiembre de 2009, 92 pacientes con IC cr&#243;nica fueron prospectivamente incluidos. La edad media fue de 63,7 &#177; 12,2 y 37 (40,7%) eran del sexo masculino. La media de fracci&#243;n de eyecci&#243;n del ventr&#237;culo izquierdo (FEVI) fue de 52,5 &#177; 17,5%. Pacientes en di&#225;lisis fueron excluidos. La Concentraci&#243;n de Alb&#250;mina Urinaria (CAU) fue determinada en primera muestra de orina de la ma&#241;ana. El tiempo transcurrido hasta el primer evento (internaci&#243;n por IC, consulta en el departamento de emergencia por IC o muerte cardiovascular) fue definido como endpoint. El seguimiento medio fue de 11 &#177; 6,1 meses.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> En el momento de la inclusi&#243;n en el estudio, 38 (41,3%) pacientes ten&#237;an microalbuminuria y ning&#250;n paciente tuvo albuminuria evidente. Pacientes con microalbuminuria presentaron menor fracci&#243;n de eyecci&#243;n ventricular izquierda que el resto de los individuos (47,9 &#177; 18,5 vs. 54,5 &#177; 17,7%, p = 0,08). La CAU present&#243; mayor en pacientes con eventos (mediana 59,8 vs. 18 mg/L, p = 0,0005). La sobrevida libre de eventos fue menor en los pacientes con microalbuminuria cuando fueron comparados con albuminuria normal (p &lt; 0,0001). Las variables independientes relacionadas a eventos card&#237;acos fueron CAU (tasa de riesgo p &lt; 0,0001 = 1,02, 95% CI = 1,01-1,03 por 1-U aumento de la CAU), e historia de infarto de miocardio (p = 0,025, IC = 3,11, 95% IC = 1,15-8,41).</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> La microalbuminuria es un marcador pron&#243;stico independiente en pacientes con IC cr&#243;nica. Pacientes con microalbuminuria ten&#237;an tendencia a FEVI inferior.</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Albuminuria, insuficiencia card&#237;aca, enfermedades renales, pron&#243;stico.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La Concentraci&#243;n de Alb&#250;mina Urinaria (CAU) ha sido descripta como un factor de riesgo para enfermedades cardiovasculares y renales progressivas<sup>1-4</sup>. La prevalencia de microalbuminuria en pacientes con hipertensi&#243;n y diabetes es de 10% a 15%, y 15% para 20%, respectivamente, siendo mayor que la prevalencia en individuos de la poblaci&#243;n general para los cuales los valores de 6% a 8% fueron descriptos<sup>1,2</sup>. Niveles superiores de excreci&#243;n de alb&#250;mina pueden ser un marcador de lesi&#243;n vascular difusa, inflamaci&#243;n sist&#233;mica, activaci&#243;n del sistema renina-angiotensina, o insuficiencia renal precoz. Muchas de esas anomal&#237;as tambi&#233;n ocurren en la Insuficiencia Card&#237;aca (IC). La CAU ha estado asociada al aumento de la mortalidad, no s&#243;lo en pacientes con diabetes e hipertensi&#243;n<sup>5-9</sup>, sino tambi&#233;n en la poblaci&#243;n en general<sup>3,4</sup>. Mientras tanto, poco se sabe sobre el valor pron&#243;stico de la microalbuminuria en pacientes con insuficiencia card&#237;aca establecida. Por lo tanto, en este estudio, evaluamos la prevalencia y el valor pron&#243;stico de la microalbuminuria en pacientes con IC cr&#243;nica estable.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>De enero de 2008 hasta setiembre de 2009, 92 pacientes con IC cr&#243;nica, clase funcional II a IV de la New York Heart Association (NYHA), fueron prospectivamente incluidos. Los pacientes fueron reclutados en la Cl&#237;nica de Insuficiencia Card&#237;aca de nuestro Hospital Universitario. El diagn&#243;stico de IC fue hecho con base en la historia cl&#237;nica, s&#237;ntomas en curso, y anamnesis. En los casos en que el diagn&#243;stico cl&#237;nico de IC era incierto, p&#233;ptido natriur&#233;tico del tipo B (PNB) fue medido (Triage, Biosite Inc., San Diego, EUA). Los pacientes hab&#237;an permanecido cl&#237;nicamente estables por al menos tres meses antes del estudio y se encontraban bajo dosis estable de inhibidores de la Enzima Conversora de Angiotensina (ECA) y Bloqueadores de los Receptores de la Angiotensina (BRA), y un betabloqueante, a no ser en casos de contraindicaci&#243;n. En todos los pacientes, la Fracci&#243;n de Eyecci&#243;n del Ventr&#237;culo Izquierdo (FEVI) fue evaluada por ecocardiograf&#237;a por el m&#233;todo de Sympson. La FEVI media de toda la poblaci&#243;n fue de 52,5 &#177; 17,5%. Pacientes con FEVI <underline>&lt;</underline> 50% fueron considerados como teniendo IC con fracci&#243;n de eyecci&#243;n reducida (ICFER), en cuanto los pacientes con FEVI &gt; 50% fueron clasificados como IC con fracci&#243;n de eyecci&#243;n normal (ICFEN). Pacientes en di&#225;lisis fueron excluidos. El Comit&#233; de &#201;tica del hospital aprob&#243; el proyecto, y consentimiento libre y aclarado escrito fue obtenido de todos los pacientes.</p>
      <p>Fueron colectadas muestras de sangre venosa y analizadas en el laboratorio local. La creatinina s&#233;rica fue medida usando t&#233;cnicas est&#225;ndar. Creatinina s&#233;rica, edad, raza y g&#233;nero fueron usados para calcular la Tasa de Filtraci&#243;n Glomerular (TFG) utilizando la ecuaci&#243;n del estudio de Modificaci&#243;n de la Dieta en Enfermedad Renal (Modification of Diet in Renal Disease (MDRD)). La primera muestra de orina matinal fue colectada con el paciente en posici&#243;n vertical e inmediatamente transportada al laboratorio. La CAU fue determinada por medio de un ensayo turbidim&#233;trico (Bioclin, Quibasa Qu&#237;mica B&#225;sica, Belo Horizonte, Brasil) y la microalbuminuria fue definida como CAU 25-200 mg/L, de acuerdo con las instruciones del fabricante. La CAU fue determinada en el momento basal y despu&#233;s seis meses.</p>
      <p>Los pacientes fueron controlados en nuestro ambulatorio de IC, con visitas cada tres meses. El seguimiento medio fue de 11 &#177; 6,1 meses. El <italic>endpoint</italic> primario del estudio fue un desenlace compuesto de &#243;bito por causa cardiovascular, internaci&#243;n por IC, consulta en el departamento de emergencia debido a IC exigiendo diur&#233;ticos intravenosos. Todos los <italic>endpoints</italic> fueron juzgados independientemente.</p>
      <p>Los valores son expresados como valores medios &#177; DE o n&#250;mero absoluto y porcentual. Las diferencias entre los grupos fueron evaluadas con la utilizaci&#243;n del test <italic>t</italic> no pareado para muestras independientes o el test del Chi-cuadrado, cuando era apropiado. Variables sin distribuci&#243;n gaussiana son expresadas como mediana y intervalo intercuartil y fueron analizadas utilizando el test de Mann-Whitney. Curvas de sobrevida libre de eventos Kaplan-Meyer fueron construidas y comparadas por el test de log-rank. Modelos de riesgos proporcionales de Cox fueron utilizados para investigar la asociaci&#243;n prospectiva entre CAU y eventos durante el per&#237;odo de seguimiento.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>La edad media de la poblaci&#243;n era de 63,6 &#177; 12,2 anos y 36 (39,1%) de los pacientes eran del sexo masculino. Cincuenta y ocho (63%) pacientes estaban en la clase funcional II de la NYHA, 26 (28,3%) en la clase III, y ocho (8,7%) en la clase IV. La CAU mediana fue de 21 mg/dL (faixa intercuartil 9,72-50,95). Treinta y ocho (41,3%) pacientes presentaban microalbuminuria y ning&#250;n paciente presentaba macroalbuminuria. Las caracter&#237;sticas basales de los pacientes con y sin microalbuminuria son presentadas en la <xref ref-type="table" rid="es_a10tab01m-body3">tabla 1</xref>. No hubo diferencias en relaci&#243;n a las caracter&#237;sticas basales entre los grupos, excepto que los pacientes con microalbuminuria presentaban una tendencia a menor FEVI. Mientras tanto, los valores medios de CAU no fueron diferentes en pacientes con FEVI <underline>&lt;</underline> 50% en comparaci&#243;n con FEVI &gt; 50%, como mostrado en la <xref ref-type="fig" rid="es_a10fig01m-body3">figura 1</xref>. No hubo correlaci&#243;n entre la CAU y la creatinina s&#233;rica (r = 0,06, p = 0,82). De la misma forma, ninguna correlaci&#243;n fue encontrada entre la CAU y TFG (r = -0,04, p = 0,84).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a10tab01m-body3">
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      </p>
      <p content-type="asset">
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      </p>
      <p>Veintisiete (29,3%) pacientes presentaron un evento durante el seguimiento. La CAU basal fue mayor en esos pacientes, como es mostrado en <xref ref-type="undefined" rid="es_a10fig02m-body3">la figura 2</xref>. Mientras tanto, no hubo cambio significativo en la pr&#243;rroga de la CAU en pacientes con o sin eventos. Pacientes con eventos tambi&#233;n se mostraron m&#225;s propensos a tener una FEVI reducida. La comparaci&#243;n univariada de pacientes con y sin eventos es mostrada en la <xref ref-type="table" rid="es_a10tab02m-body3">tabla 2</xref>. La sobrevida libre de eventos fue menor en los pacientes con microalbuminuria cuando fueron comparados con albuminuria normal, como es mostrado en la <xref ref-type="fig" rid="es_a10fig03m-body3">figura 3</xref>. Usando modelos de riesgos proporcionales de Cox, apenas microalbuminuria (variable continua) e historia de infarto de miocardio fueron predictores independientes de eventos (<xref ref-type="table" rid="es_a10tab03m-body3">tabla 3</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
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      </p>
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      </p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En este estudio, observamos que los pacientes con IC que evolucionan con microalbuminuria tienen peor pron&#243;stico, a pesar de tratamiento optimizado. Ese es un hallazgo importante, visto que 40% de los pacientes con IC cr&#243;nica en nuestro estudio presentaba microalbuminuria. Curiosamente, ninguna diferencia en relaci&#243;n a las caracter&#237;sticas basales fue observada entre pacientes con y sin microalbuminuria, sugiriendo que CAU elevada estaba relacionada a la IC propiamente dicha y no a la presencia de comorbilidades. Es interesante destacar que la CAU no se alter&#243; significativamente a lo largo del tiempo en grupos con o sin eventos.</p>
      <p>En este estudio, la microalbuminuria prevaleci&#243; aun en pacientes sin hipertensi&#243;n o diabetes, sugiriendo que esas alteraciones no son la causa de aumento de la excreci&#243;n de alb&#250;mina.</p>
      <p>Aunque la microalbuminuria haya sido descripta como un factor de riesgo para el desarrollo de insuficiencia card&#237;aca y de mortalidad cardiovascular en pacientes hipertensos<sup>5,9</sup> y pacientes diab&#233;ticos<sup>7</sup> y tambi&#233;n en la poblaci&#243;n en general<sup>3,4</sup>, s&#243;lo recientemente ha sido estudiada en pacientes con IC establecida. Ex&#225;menes de orina para proteinuria fueron realizados en el inicio del estudio en un subgrupo de pacientes en los Estudios de Disfunci&#243;n Ventricular Izquierda (SOLVD)<sup>10</sup> y en los ensayos de Sobrevida y Ampliaci&#243;n Ventricular (SAVE)<sup>11</sup>. La prevalencia de proteinuria en esos estudios fue de 3% y 15%, respectivamente. A su vez, van de Wal et al<sup>12</sup>, utilizando la raz&#243;n de alb&#250;mina urinaria/creatinina, encontraron mayor prevalencia, relatando que 32% de sus pacientes ten&#237;an microalbuminuria. No fueron observadas diferencias significativas entre los pacientes con o sin microalbuminuria, pero un peque&#241;o n&#250;mero de pacientes fue incluido. En este estudio, mientras tanto, no fueron relatados datos sobre los resultados.</p>
      <p>Apenas dos estudios recientes evaluaron el valor pron&#243;stico de microalbuminuria en pacientes con insuficiencia card&#237;aca establecida. En el estudio CHARM<sup>13</sup>, un ensayo cl&#237;nico en que la candesartana fue evaluada en pacientes con IC, la microalbuminuria fue encontrada en 30% de los pacientes, en cuanto la macroalbuminuria fue observada en 11%. La albuminuria (como una variable categ&#243;rica o continua) fue predictor independiente de mortalidad por todas las causas e internaci&#243;n por IC, cuando fue adicionada al an&#225;lisis de regresi&#243;n de Cox con 33 caracter&#237;sticas basales como covariables. La candesartana no redujo o previno la excreci&#243;n urinaria de alb&#250;mina. En otro ensayo cl&#237;nico, datos retrospectivos sobre la microalbuminuria tambi&#233;n fueron relatados. En los ensayos GISSI-HF, la prevalencia de micro y macroalbuminuria fue de 20% y 5,4%, respectivamente<sup>14</sup>. Hubo un aumento progresivo significativo en la tasa ajustada de mortalidad en la poblaci&#243;n del estudio y en el subgrupo de pacientes sin diabetes o hipertensi&#243;n (tasa de riesgo, 1,12; IC 95%, 1,05-1,18 por aumento de 1-U del log de la raz&#243;n alb&#250;mina/creatinina). Tratamientos randomizados (&#225;cidos grasos poliinsaturados n-3 o rosuvastatina) no tuvieron gran impacto en la excreci&#243;n de alb&#250;mina.</p>
      <p>Descubrimos que la microalbuminuria fue un predictor independiente de eventos cuando es evaluada como una variable continua. Ese hallazgo sugiere que aun un aumento de la CAU dentro de la franja "normal" est&#225; asociado al aumento del riesgo de internaci&#243;n u &#243;bito. El mismo hallazgo fue observado en los ensayos CHARM y GISSI-HF. Resultados semejantes fueron descriptos en pacientes con enfermedad arterial coronaria estable<sup>15</sup>.</p>
      <p>En este estudio, la microalbuminuria prevaleci&#243; aun en pacientes sin hipertensi&#243;n o diabetes, sugiriendo que esas alteraciones no son la causa de aumento de la excreci&#243;n de alb&#250;mina. De la misma forma, no fue observada ninguna correlaci&#243;n entre la CAU y la creatinina o entre la CAU y la TFG. Adem&#225;s de eso, la CAU fue un predictor de eventos independientemente de la funci&#243;n renal, evaluada por la creatinina o TFG y FEVI.</p>
      <p>Los mecanismos subyacentes a la albuminuria en pacientes con IC no son conocidos. Anormalidades renales fueron observadas en pacientes con aumento de CAU<sup>16,17</sup> y la microalbuminuria ha sido sugerida como un marcador de da&#241;o renal precoz. Aunque la microalbuminuria haya sido observada en la presencia de funci&#243;n renal normal, evaluada por instrumentos tradicionales, tales como creatinina y TFG estimada<sup>12</sup>, es posible que anomal&#237;as renales sen evidentes cuando se utilizan marcadores m&#225;s sensibles de la funci&#243;n renal. De hecho, en un estudio en pacientes diab&#233;ticos con funci&#243;n renal normal (TFG&gt;60 ml/min/1,73 m<sup>2</sup>), la CAU estuvo significativamente correlacionada con la cistatina C, un marcador sensible de insuficiencia renal, tanto en pacientes con normoalbuminuria como con microalbuminuria. A su vez, ella no estuvo correlacionada con la creatinina s&#233;rica o con el <italic>clearance</italic> de creatinina calculado<sup>18</sup>. En otro estudio, la lipocalina asociada a gelatinasa neutrof&#237;lica (NGAL), otro marcador precoz de lesi&#243;n tubular, se mostr&#243; elevada en pacientes con IC y semejante al aumento de la CAU<sup>19</sup>. La relaci&#243;n de la CAU con esos marcadores de insuficiencia renal precisa ser definida en estudios de seguimiento prospectivo.</p>
      <p>Otra hip&#243;tesis posible es que la microalbuminuria puede estar relacionada a la congesti&#243;n subcl&#237;nica. En la IC cr&#243;nica, congesti&#243;n venosa puede estar ausente aun en la presencia de altas presiones de llenado<sup>20</sup>. Pacientes con IC son frecuentemente readmitidos al hospital despu&#233;s de una internaci&#243;n &#237;ndice, habiendo sido observada congesti&#243;n no reconocida<sup>21</sup>. De hecho, se observa que la presi&#243;n venosa central es m&#225;s importante que el &#237;ndice card&#237;aco como predictor de &#243;bito en una amplia poblaci&#243;n de pacientes con enfermedad cardiovascular, incluyendo la IC<sup>22</sup>. La congesti&#243;n venosa tambi&#233;n ha estado relacionada a la insuficiencia renal en pacientes con IC<sup>22,23</sup>. Por lo tanto, la microalbuminuria puede ser un marcador de insuficiencia renal precoz y congesti&#243;n precl&#237;nica.</p>
      <p>La disfunci&#243;n endotelial generalizada tambi&#233;n ha sido implicada en la g&#233;nesis de la albuminuria<sup>12,24,25</sup>. Pacientes con IC tienen la funci&#243;n endotelial anormal y eso puede explicar, por lo menos en parte, la alta prevalencia de microalbuminuria en IC.</p>
      <p>Algunas limitaciones de este estudio deben ser abordadas. Primeramente, este es un estudio unic&#233;ntrico de peque&#241;o porte. Por lo tanto, nuestros datos precisan ser validados en estudios prospectivos mayores. En segundo lugar, nosotros no medimos biomarcadores importantes de la funci&#243;n renal, tales como la cistatina C y NGAL. El PNB fue medido en un peque&#241;o subgrupo de pacientes, lo que limit&#243; el an&#225;lisis estad&#237;stico.</p>
      <p>A pesar de esas limitaciones, este fue un estudio prospectivo longitudinal con informaciones relevantes sobre el pron&#243;stico en pacientes con IC estable, usando un m&#233;todo simple y barato que puede ser f&#225;cilmente utilizado en la pr&#225;ctica cl&#237;nica diaria. Estudios en una gran poblaci&#243;n abordando el curso natural de microalbuminuria en la IC cr&#243;nica y del potencial de blanco de tratamiento son necesarios.</p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Constatamos que la microalbuminuria es com&#250;n en pacientes con IC cr&#243;nica, a pesar del tratamiento &#243;ptimo, siendo independientemente relacionada al pron&#243;stico. Pacientes con microalbuminuria ten&#237;an tendencia a FEVI inferior.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuve fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de Disertaci&#243;n de Maestr&#237;a de Paula de Vilhena Ferradaes, por la Universidade Federal Fluminense.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
