<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">YPJJwyvTBxKvmcjM54m3PSn</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2012000100005</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(12)09800105</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2012005000003</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
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      <title-group>
        <article-title>Ponte mioc&#225;rdica associada a les&#245;es cardiovasculares em bovinos adultos da ra&#231;a Canchim</article-title>
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            <surname>Santos</surname>
            <given-names>Jos&#233; Wilson dos</given-names>
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            <surname>Wafae</surname>
            <given-names>Nader</given-names>
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            <surname>Beletti</surname>
            <given-names>Marcelo Em&#237;lio</given-names>
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          <named-content content-type="city">Uberl&#226;ndia</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal de Uberl&#226;ndia</institution>
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          <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
          <named-content content-type="state">S&#227;o Paulo</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal de S&#227;o Paulo</institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>01</month>
        <year>2012</year>
      </pub-date>
      <volume>98</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>22</fpage>
      <lpage>29</lpage>
      <history>
        <date date-type="received">
          <day>03</day>
          <month>04</month>
          <year>2011</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>08</day>
          <month>07</month>
          <year>2011</year>
        </date>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>31</day>
          <month>05</month>
          <year>2011</year>
        </date>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A influ&#234;ncia que a ponte mioc&#225;rdica exerce sobre a corrente sangu&#237;nea no curso do segmento arterial sob a ponte tem sido objeto de discuss&#227;o pela comunidade cient&#237;fica. OBJETIVO: Comparar o tecido muscular ultraestrutural da ponte mioc&#225;rdica e a parede ventricular; analisar o grau de les&#227;o da camada &#237;ntima dos segmentos arteriais e investigar poss&#237;veis mudan&#231;as que podem preceder ou iniciar o processo de les&#245;es ateroscler&#243;ticas. M&#201;TODOS: Quarenta cora&#231;&#245;es bovinos da ra&#231;a Canchim foram estudados em rela&#231;&#227;o &#224;s altera&#231;&#245;es da camada &#237;ntima das art&#233;rias coronarianas nos diferentes segmentos de ponte mioc&#225;rdica. Para o exame microsc&#243;pico, foram feitas colora&#231;&#245;es por hematoxilina-eosina e fucsina-resorcina seguindo t&#233;cnicas microsc&#243;picas convencionais. Para o exame de microscopia eletr&#244;nica, os segmentos da ponte mioc&#225;rdica de doze cora&#231;&#245;es bovinos Canchim foram coletados a partir da parede ventricular e da art&#233;ria coronariana e foram processados de acordo com t&#233;cnicas convencionais. RESULTADOS: Na microscopia de luz, foi observada maior frequ&#234;ncia de les&#245;es em segmentos pr&#233;-ponte e p&#243;s-ponte da camada &#237;ntima, em compara&#231;&#227;o ao segmento ponte. Espessamentos da camada &#237;ntima foram seguidos por um desarranjo na l&#226;mina limitante el&#225;stica interna. Essas c&#233;lulas frequentemente apresentaram seus citoplasmas ingurgitados por gotas lip&#237;dicas, compondo as chamadas c&#233;lulas de espuma. A microscopia eletr&#244;nica revelou que as fibras musculares da ponte mioc&#225;rdica geralmente se unem de forma reta e lisa apresentando ramos laterais com um n&#250;mero maior de mitoc&#244;ndrias no m&#250;sculo ventricular do que na ponte. CONCLUS&#195;O: H&#225; poucas diferen&#231;as entre os tecidos musculares estudados; les&#245;es da camada &#237;ntima s&#227;o menos frequentes em regi&#245;es da ponte em compara&#231;&#227;o com as regi&#245;es pr&#233; e p&#243;s-ponte.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Ponte mioc&#225;rdica</kwd>
        <kwd>aterosclerose</kwd>
        <kwd>bovinos</kwd>
        <kwd>experimenta&#231;&#227;o animal</kwd>
        <kwd>mitoc&#244;ndrias card&#237;acas</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>06</day>
        <month>01</month>
        <year>2012</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>Ponte mioc&#225;rdica associada a les&#245;es cardiovasculares em bovinos adultos da ra&#231;a Canchim</p>
    <p>
      <bold>Jos&#233; Wilson dos Santos<sup>I</sup>; Nader Wafae<sup>II</sup>; Marcelo Em&#237;lio Beletti<sup>I</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Universidade Federal de Uberl&#226;ndia, Uberl&#226;ndia, MG, Brasil</p>
    <p><sup>II</sup>Universidade Federal de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP, Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> A influ&#234;ncia que a ponte mioc&#225;rdica exerce sobre a corrente sangu&#237;nea no curso do segmento arterial sob a ponte tem sido objeto de discuss&#227;o pela comunidade cient&#237;fica.</p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Comparar o tecido muscular ultraestrutural da ponte mioc&#225;rdica e a parede ventricular; analisar o grau de les&#227;o da camada &#237;ntima dos segmentos arteriais e investigar poss&#237;veis mudan&#231;as que podem preceder ou iniciar o processo de les&#245;es ateroscler&#243;ticas.</p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Quarenta cora&#231;&#245;es bovinos da ra&#231;a Canchim foram estudados em rela&#231;&#227;o &#224;s altera&#231;&#245;es da camada &#237;ntima das art&#233;rias coronarianas nos diferentes segmentos de ponte mioc&#225;rdica. Para o exame microsc&#243;pico, foram feitas colora&#231;&#245;es por hematoxilina-eosina e fucsina-resorcina seguindo t&#233;cnicas microsc&#243;picas convencionais. Para o exame de microscopia eletr&#244;nica, os segmentos da ponte mioc&#225;rdica de doze cora&#231;&#245;es bovinos Canchim foram coletados a partir da parede ventricular e da art&#233;ria coronariana e foram processados de acordo com t&#233;cnicas convencionais.</p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Na microscopia de luz, foi observada maior frequ&#234;ncia de les&#245;es em segmentos pr&#233;-ponte e p&#243;s-ponte da camada &#237;ntima, em compara&#231;&#227;o ao segmento ponte. Espessamentos da camada &#237;ntima foram seguidos por um desarranjo na l&#226;mina limitante el&#225;stica interna. Essas c&#233;lulas frequentemente apresentaram seus citoplasmas ingurgitados por gotas lip&#237;dicas, compondo as chamadas c&#233;lulas de espuma. A microscopia eletr&#244;nica revelou que as fibras musculares da ponte mioc&#225;rdica geralmente se unem de forma reta e lisa apresentando ramos laterais com um n&#250;mero maior de mitoc&#244;ndrias no m&#250;sculo ventricular do que na ponte.</p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> H&#225; poucas diferen&#231;as entre os tecidos musculares estudados; les&#245;es da camada &#237;ntima s&#227;o menos frequentes em regi&#245;es da ponte em compara&#231;&#227;o com as regi&#245;es pr&#233; e p&#243;s-ponte.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Ponte mioc&#225;rdica/patologia, aterosclerose, bovinos, experimenta&#231;&#227;o animal, mitoc&#244;ndrias card&#237;acas.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>H&#225; muito tempo o mioc&#225;rdio tem despertado especial interesse por parte de pesquisadores, tornando-se um &#243;rg&#227;o importante para os diferentes tipos de abordagem. A influ&#234;ncia que a ponte mioc&#225;rdica exerce sobre a corrente sangu&#237;nea no curso do segmento arterial sob a ponte tem sido objeto de discuss&#227;o pela comunidade cient&#237;fica.</p>
    <p>Brodsky e cols.<sup>1</sup> e Kilic e cols.<sup>2</sup> sugerem que a ponte mioc&#225;rdica pode ser um fator de risco independente para o desenvolvimento de isquemia mioc&#225;rdica e fibrose intersticial. Santos e cols.<sup>3</sup> afirmam que as fibras musculares do segmento ponte forma &#226;ngulos com o eixo longitudinal dos vasos arteriais compondo uma m&#233;dia de 46&#176;, sendo predominantemente obl&#237;quo a eles, tentando seguir seu eixo longitudinal. Alguns autores<sup>4-7</sup> relatam que a presen&#231;a de ponte mioc&#225;rdica pode influenciar o tecido arterial por meio de mudan&#231;as na for&#231;a hemodin&#226;mica, causadas pela contra&#231;&#227;o muscular na ponte. Yamaguchi e cols.<sup>8</sup> prop&#245;em que o m&#250;sculo da ponte possui caracter&#237;sticas pr&#243;ximas ao m&#250;sculo esquel&#233;tico estriado, e Masuda e cols.<sup>9</sup> afirmam que a extens&#227;o da aterosclerose na camada &#237;ntima coronariana &#233; menos significativa sob a ponte do mioc&#225;rdio em compara&#231;&#227;o com os segmentos proximal e distal, e refor&#231;am a suspeita de que o comportamento da camada &#237;ntima das art&#233;rias coronarianas pode ser alterado pela presen&#231;a de ponte mioc&#225;rdica. Com base nessa suspeita, propomos investigar poss&#237;veis influ&#234;ncias da ponte mioc&#225;rdica sobre as caracter&#237;sticas da camada &#237;ntima das art&#233;rias coronarianas, bem como poss&#237;veis diferen&#231;as entre o tecido da ponte e do m&#250;sculo card&#237;aco subepic&#225;rdico.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>O material foi adquirido de abates realizados em diferentes estabelecimentos industriais, com permiss&#227;o especial do Servi&#231;o de Inspe&#231;&#227;o Federal do Minist&#233;rio da Agricultura, proveniente de animais sem processos card&#237;acos patol&#243;gicos comprovados por exame anti e <italic>post mortem</italic>, de acordo com o procedimento previsto na legisla&#231;&#227;o espec&#237;fica em vigor.</p>
    <p>
      <bold>Microscopia de luz</bold>
    </p>
    <p>Quarenta cora&#231;&#245;es bovinos Canchim de 25 machos e 15 f&#234;meas com uma idade aproximada de 30 a 48 meses foram utilizados nesta pesquisa. Fragmentos de pontes mioc&#225;rdicas foram posicionados sobre as ramifica&#231;&#245;es interventriculares paraconais da art&#233;ria coronariana esquerda. Esses fragmentos eram constitu&#237;dos por segmentos de vasos pr&#233;-ponte, ponte e p&#243;s-ponte, e pelo tecido muscular card&#237;aco adjacente, tendo sido fixados em solu&#231;&#227;o aquosa de formalde&#237;do a 10% por um per&#237;odo de 72 horas, posteriormente reduzida a blocos de 1 cm<sup>3</sup> a fim de individualizar os referidos segmentos. O material foi submetido a desidrata&#231;&#227;o em s&#233;rie progressiva de gradua&#231;&#227;o alco&#243;lica, clarificado em xileno e parafina, onde cortes de 7 &#181;m de espessura foram realizados imediatamente. Os cortes foram reidratados para serem corados pelos m&#233;todos Hematoxilina-Eosina (HE) e fucsina-resorcina. Depois que as l&#226;minas foram preparadas e coradas, as superf&#237;cies da camada &#237;ntima normal e da camada &#237;ntima danificada foram medidas em todos os ramos arteriais dos segmentos pr&#233;-ponte, ponte e p&#243;s-ponte, a fim de obter a porcentagem da &#225;rea danificada em diversas regi&#245;es do cada vaso. Para essas medidas, foram utilizadas imagens digitalizadas analisadas pelo software HL image 97. </p>
    <p>
      <bold>Microscopia eletr&#244;nica</bold>
    </p>
    <p>Doze cora&#231;&#245;es bovinos de f&#234;meas da ra&#231;a Canchim com 30 a 48 meses de idade foram utilizados para esta pesquisa. Para o microsc&#243;pio t&#233;cnico eletr&#244;nico, foram coletados segmentos do ramo interventricular paraconal da art&#233;ria coronariana esquerda. Os segmentos eram compostos pelos vasos pr&#233;-ponte, ponte e p&#243;s-ponte, juntamente com o m&#250;sculo formando a ponte mioc&#225;rdica e os segmentos do m&#250;sculo ventricular subepic&#225;rdico da parede ventricular. Ap&#243;s serem desconectados, eles foram fixados em solu&#231;&#227;o tamp&#227;o de glutaralde&#237;do 2,5% em solu&#231;&#227;o de cacodilato de s&#243;dio de 0,1 M (pH-7.2) por 48 horas. Em seguida, o material foi lavado em uma solu&#231;&#227;o tamp&#227;o de cacodilato de s&#243;dio (pH-7.2) tr&#234;s vezes por quinze minutos cada, sendo depois p&#243;s-fixado em tetr&#243;xido de &#243;smio a 0,1% al&#233;m de uma solu&#231;&#227;o de ferrocianeto de pot&#225;ssio a 1,25% por 90 minutos. Posteriormente, o material foi submetido a desidrata&#231;&#227;o em n&#237;veis crescentes de &#225;lcoois e &#243;xido de propileno, fixado em resina Epon e, posteriormente, foram feitos cortes ultrafinos a laser. Os cortes foram contrastados com acetato de uranila e citrato de chumbo, e depois analisados e documentados fotograficamente por microsc&#243;pio eletr&#244;nico EM-109 Zeiss.</p>
    <p>Os resultados dessas duas metodologias foram estatisticamente tratados. De acordo com os resultados da an&#225;lise de vari&#226;ncia, houve compara&#231;&#227;o de m&#233;dias pelo teste de Tukey (a = 5%), permitindo a compara&#231;&#227;o dos tratamentos. A porcentagem de ambos os testes estat&#237;sticos foi transformada em arco seno, dada a predisposi&#231;&#227;o da an&#225;lise de vari&#226;ncia.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Achados microsc&#243;picos</bold>
    </p>
    <p>As altera&#231;&#245;es na camada &#237;ntima das ramifica&#231;&#245;es interventriculares paraconais da art&#233;ria coronariana esquerda foram vistas como espessamentos dessa camada onde foram observadas c&#233;lulas com citoplasma luz e desarranjo e/ou duplica&#231;&#227;o na l&#226;mina limitante el&#225;stica interna (<xref ref-type="fig" rid="fig01">fig. 1</xref>). </p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="fig01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0022-00003-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>As porcentagens da &#225;rea danificada nos segmentos pr&#233;-ponte, ponte e p&#243;s-ponte das ramifica&#231;&#245;es interventriculares paraconais da art&#233;ria coronariana esquerda foram analisadas estatisticamente, onde se observaram as vari&#225;veis posi&#231;&#227;o e sexo. O teste F (<xref ref-type="table" rid="tab01">tab. 1</xref>) foi significativo para a posi&#231;&#227;o, enfatizando que h&#225; uma varia&#231;&#227;o na frequ&#234;ncia e no grau de les&#227;o entre os segmentos arteriais estudados. O mesmo teste n&#227;o foi significativo para a vari&#225;vel sexo; em outras palavras, a presen&#231;a de les&#245;es n&#227;o depende dessa vari&#225;vel. </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="tab01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0022-00003-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Considerou-se o teste de Tukey (<xref ref-type="table" rid="tab02">tab. 2</xref> e <xref ref-type="table" rid="tab03">3</xref>) como significativo para a vari&#225;vel posi&#231;&#227;o, assegurando-se de que h&#225; maior frequ&#234;ncia de les&#245;es nos segmentos pr&#233;-ponte e p&#243;s-ponte da camada &#237;ntima da art&#233;ria coronariana esquerda em compara&#231;&#227;o com o segmento ponte. No entanto, quando comparados os segmentos pr&#233;-ponte e p&#243;s-ponte, n&#227;o houve diferen&#231;a significativa no grau de les&#227;o. </p>
    <table-wrap id="tab02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0022-00003-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <table-wrap id="tab03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0022-00003-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>T&#233;cnica de microscopia eletr&#244;nica</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Aspectos ultraeestruturais das fibras musculares</bold>
    </p>
    <p>Em cortes longitudinais, foi poss&#237;vel observar que as fibras musculares da ponte mioc&#225;rdica s&#227;o geralmente unidas de forma reta e lisa. Essas fibras ficam predominantemente presas umas &#224;s outras por meio de um disco intercalar. Esses cortes longitudinais revelaram tamb&#233;m o sistema dos tubos do ret&#237;culo sarcoplasm&#225;tico formando tr&#237;ades, tanto no m&#250;sculo ponte e no m&#250;sculo da parede ventricular, mas formas d&#237;ade foram as mais comuns (<xref ref-type="fig" rid="fig02">fig. 2</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="fig02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0022-00003-gf02.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>As fibras mioc&#225;rdicas da parede ventricular subepic&#225;rdica mostraram, longitudinalmente, um curso elipsoide, apresentando ramos laterais. Por meio dos dados morfom&#233;tricos, foi poss&#237;vel avaliar a m&#233;dia e o desvio padr&#227;o relativas &#224; &#225;rea ocupada por mitoc&#244;ndrias, tubo T e ret&#237;culo sarcoplasm&#225;tico encontrados no m&#250;sculo ponte, bem como no m&#250;sculo da parede ventricular subepic&#225;rdica (<xref ref-type="table" rid="tab04">tab. 4</xref>). A &#225;rea de mitoc&#244;ndrias foi comparada medindo-se ambos os tecidos e a an&#225;lise estat&#237;stica mostrou uma diferen&#231;a significativa, demonstrando que ela &#233; menor no tecido ponte do que no tecido card&#237;aco comum. No entanto, a an&#225;lise estat&#237;stica n&#227;o apresentou diferen&#231;as significativas quando o tubo T e a &#225;rea do ret&#237;culo sarcoplasm&#225;tico foram comparados nos dois tecidos (<xref ref-type="table" rid="tab04">tab. 4</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="tab04">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0022-00003-gt04.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <bold>Aspectos ultraestruturais da camada &#237;ntima da art&#233;ria coronariana esquerda</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o foi poss&#237;vel observar diferen&#231;as ultraestruturais nos tr&#234;s segmentos arteriais analisados. As les&#245;es observadas na t&#250;nica &#237;ntima do ramo interventricular paraconal da art&#233;ria coronariana esquerda, independentemente do tipo de segmento avaliado, foram descritas como o espessamento da camada &#237;ntima, com ou sem les&#245;es claras do endot&#233;lio. Na regi&#227;o de espessamento, fibrilas de col&#225;geno, c&#233;lulas musculares lisas e algumas gotas lip&#237;dicas extracelulares foram encontradas (<xref ref-type="fig" rid="fig03">fig. 3</xref>). Os espessamentos mais intensos geralmente eram acompanhados por um desarranjo da l&#226;mina limitante el&#225;stica interna, que se encontrava fragmentada ou muitas vezes duplicada (<xref ref-type="fig" rid="fig03">fig. 3</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="fig03">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0022-00003-gf03.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Em regi&#245;es de les&#227;o, o endot&#233;lio encontrava-se ocasionalmente fragmentado. Mas quando era inteiramente composto de c&#233;lulas em formas poligonais ou com prolongamento, apresentava alto n&#237;vel de micropinocitose, mesmo em &#225;reas n&#227;o comprometidas. Gotas lip&#237;dicas citoplasm&#225;ticas foram frequentemente observadas nas c&#233;lulas do endot&#233;lio das regi&#245;es lesionadas, por&#233;m encontravam-se aparentemente normais e com menor frequ&#234;ncia. C&#233;lulas musculares lisas encontradas no espessamento da camada &#237;ntima eram, em sua maioria, arredondadas e tendendo para a forma poligonal com uma maior quantidade de organelas em compara&#231;&#227;o com as c&#233;lulas musculares da camada m&#233;dia, muitas vezes apresentando gotas lip&#237;dicas citoplasm&#225;ticas (<xref ref-type="fig" rid="fig03">fig. 3</xref>).</p>
    <p>Algumas c&#233;lulas musculares lisas foram ocasionalmente observadas na &#237;ntima e at&#233; mesmo na t&#250;nica m&#233;dia com seu citoplasma ingurgitado por gotas lip&#237;dicas, compondo as chamadas c&#233;lulas de espuma (<xref ref-type="fig" rid="fig04">fig. 4</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="fig04">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0022-00003-gf04.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Apesar do fasc&#237;nio causado pelo estudo do mioc&#225;rdio por parte de pesquisadores, estamos muito longe de afirmar que &#233; uma estrutura totalmente conhecida. No contexto da Anatomia Animal, &#233; poss&#237;vel confirmar que relat&#243;rios sistem&#225;ticos s&#227;o ainda incipientes, especialmente quando o assunto em quest&#227;o s&#227;o pontes mioc&#225;rdicas ou as poss&#237;veis influ&#234;ncias que essas pontes podem exercer sobre o fluxo coronariano.</p>
    <p>Assim, observamos que autores cl&#225;ssicos<sup>10</sup> estudaram a topografia das art&#233;rias coronarianas s&#243; no que diz respeito &#224; caracteriza&#231;&#227;o do seu curso e ramifica&#231;&#245;es, sem abordar o tema que propusemos. Neste estudo, a an&#225;lise estat&#237;stica nos permite assegurar que h&#225; varia&#231;&#245;es na frequ&#234;ncia de les&#245;es presentes na camada &#237;ntima das ramifica&#231;&#245;es das art&#233;rias coronarianas esquerdas, quando os segmentos pr&#233;-ponte e p&#243;s-ponte s&#227;o comparados ao segmento ponte, bem como a n&#227;o ocorr&#234;ncia de varia&#231;&#245;es significativas no aparecimento dessas les&#245;es entre os machos e f&#234;meas estudadas. Esses resultados est&#227;o de acordo com os resultados de outros autores<sup>9,11-19</sup>, uma vez que todos os resultados asseguram que a les&#227;o presente na t&#250;nica &#237;ntima dessas art&#233;rias ao longo do segmento ponte &#233; menor do que as les&#245;es observadas nos outros dois segmentos. Tamb&#233;m foi poss&#237;vel observar que quando comparados os segmentos pr&#233;-ponte e p&#243;s-ponte, n&#227;o houve diferen&#231;a significativa no grau de les&#227;o. Zoghi e cols.<sup>20</sup> acrescentam que a fun&#231;&#227;o endotelial &#233; prejudicada em pacientes com MB e que h&#225; maior tend&#234;ncia para aterosclerose proximal &#224; ponte em pacientes com MB. A disfun&#231;&#227;o endotelial &#233; mais grave em pacientes com aterosclerose proximal &#224; ponte. </p>
    <p>Em um estudo anterior, Santos e cols.<sup>3</sup> observaram o &#226;ngulo gerado entre a fibra muscular e o eixo longitudinal dos respectivos vasos arteriais, que variava de 11&#176; a 168&#176; com valor m&#233;dio de 46&#176;; esse fato estabeleceu uma posi&#231;&#227;o obl&#237;qua para essas fibras, tendendo a ser longitudinal em rela&#231;&#227;o ao eixo desses vasos. Esses resultados est&#227;o de acordo com outros que relatam que o alinhamento da ponte mioc&#225;rdica gera uma for&#231;a longitudinal ao longo do eixo da fibra com constri&#231;&#227;o m&#237;nima da art&#233;ria coronariana<sup>21</sup>, e com resultados que relatam que a presen&#231;a da ponte mioc&#225;rdica pode influenciar o tecido arterial por meio de altera&#231;&#245;es hemodin&#226;micas por meio de suas contra&#231;&#245;es<sup>5</sup>. Portanto, a maior obliquidade das fibras<sup>3</sup>, bem como o ambiente em que essa art&#233;ria est&#225; envolvida<sup>21-23</sup> podem ser um mecanismo de disposi&#231;&#227;o compensat&#243;ria a fim de evitar poss&#237;veis les&#245;es causadas por altera&#231;&#245;es hemodin&#226;micas nos vasos.</p>
    <p>Apesar dos v&#225;rios autores que descrevem h&#225; algum tempo a macroscopia da ponte de mioc&#225;rdio, aspectos microsc&#243;picos e ultraestruturais dessas ainda s&#227;o escassos<sup>24-32</sup>.</p>
    <p>A an&#225;lise ultraestrutural da ponte mioc&#225;rdica do tecido muscular subepic&#225;rdico revela que as fibras musculares s&#227;o unidas de forma reta e lisa, como descrito por Yamaguchi e cols.<sup>8</sup>. No entanto, esta pesquisa relatou uma quantidade similar de ramos laterais na ponte e na musculatura parietal, indo de encontro a observa&#231;&#245;es apresentadas pelos mesmos autores. </p>
    <p>Como relatado por Yamaguchi e cols.<sup>8</sup>, a uni&#227;o entre as fibras musculares da ponte foi realizada pelo disco intercalar e a conex&#227;o conclus&#227;o-terminal utilizando fibras de col&#225;geno, que os autores chamaram de juntas articuladas. &#201; importante considerar que esta pesquisa n&#227;o encontrou juntas articuladas na parede ventricular do m&#250;sculo card&#237;aco bovino da ra&#231;a Canchim, e as c&#233;lulas musculares encontradas na ponte mioc&#225;rdica n&#227;o formam juntas celulares lado a lado como descrito pelo referido autor. Esses autores tamb&#233;m afirmam que o sistema do tubo ret&#237;culo sarcoplasm&#225;tico das fibras musculares da ponte geralmente apresentava forma de tr&#237;ade e essas fibras, em se&#231;&#227;o transversal, encontravam-se individualmente desconectadas pelo tecido conjuntivo<sup>8</sup>. </p>
    <p>Nossos resultados est&#227;o parcialmente de acordo com os dele, pois tal sistema tamb&#233;m se apresentava na forma de uma tr&#237;ade; no entanto, n&#227;o era anatomicamente semelhante aos encontrados no m&#250;sculo esquel&#233;tico, j&#225; que, al&#233;m do fato de o ret&#237;culo sarcoplasm&#225;tico n&#227;o formar expans&#245;es em torno do t&#250;bulo T, que por sua vez ficava gravemente dilatado, essas estruturas tamb&#233;m se pareciam no m&#250;sculo card&#237;aco da parede ventricular. As fibras musculares da ponte que observamos tamb&#233;m encontravam-se pessoalmente desconectadas pelo tecido conjuntivo de acordo com esses autores<sup>8</sup>, mas &#233; importante ressaltar que igualmente foram encontradas na musculatura card&#237;aca parietal. No entanto, os resultados encontrados est&#227;o de acordo com os resultados relatados por esses autores quando afirmam que alguns aspectos estruturais do tecido da ponte mioc&#225;rdica se destacaram da estrutura comum card&#237;aca<sup>8</sup>, porque a an&#225;lise estat&#237;stica revelou que existe um maior n&#250;mero de mitoc&#244;ndrias presentes no tecido card&#237;aco parietal do que no tecido da ponte card&#237;aca. Al&#233;m disso, n&#227;o houve diferen&#231;a significativa quando a ocorr&#234;ncia do tubo T e do ret&#237;culo sarcoplasm&#225;tico &#233; comparada entre os tecidos observados.</p>
    <p>Sejam quais forem os aspectos ultraestruturais da an&#225;lise da camada &#237;ntima da art&#233;ria coronariana esquerda, n&#227;o encontramos nenhuma altera&#231;&#227;o na anatomia das c&#233;lulas do endot&#233;lio, tais como as mudan&#231;as apontadas por Ishikawa e cols.<sup>13</sup>, que descreveram as formas poligonais dessas c&#233;lulas nos segmentos pr&#233;-ponte e p&#243;s-ponte, enquanto no segmento ponte essas c&#233;lulas apresentaram uma forma alongada.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224;s mudan&#231;as na camada &#237;ntima, os resultados desta pesquisa est&#227;o de acordo com os resultados apresentados por Cheville<sup>33</sup> e Stary e cols.<sup>34</sup>, que descreveram diversos tipos de les&#245;es que precederiam ou iniciariam o processo de aterosclerose. Segundo eles, o mais intenso espessamento dessa camada causou desarranjos da l&#226;mina el&#225;stica interna fragmentada e/ou duplicadas, geralmente seguidos por comprometimentos do endot&#233;lio. Tamb&#233;m foi poss&#237;vel observar a invas&#227;o de &#225;reas de les&#227;o por c&#233;lulas de col&#225;geno e c&#233;lulas musculares que se reproduziam e apresentavam gotas lip&#237;dicas.</p>
    <p>A forma e a enorme quantidade de organelas observadas nas c&#233;lulas musculares lisas das regi&#245;es de les&#227;o da camada &#237;ntima e a aus&#234;ncia de fibroblastos sugerem que essas c&#233;lulas est&#227;o envolvidas no aumento da matriz extracelular (fibras de col&#225;geno e glicoprote&#237;na). Uma pequena quantidade de c&#233;lulas de espuma foi observada tanto na camada &#237;ntima como na camada m&#233;dia, como descrito por outros autores<sup>33-35</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#245;es</bold>
    </p>
    <p>As les&#245;es da camada &#237;ntima vis&#237;veis &#224; microscopia de luz s&#227;o menos frequentes sobre as ramifica&#231;&#245;es interventriculares paraconais da art&#233;ria coronariana esquerda em regi&#245;es abrangidas pelas pontes mioc&#225;rdicas em compara&#231;&#227;o com as regi&#245;es pr&#233;-ponte e p&#243;s-ponte. </p>
    <p>Existem algumas diferen&#231;as entre a ultraestrutura do tecido muscular da ponte card&#237;aca e do tecido muscular parietal subepic&#225;rdico. </p>
    <p>As les&#245;es encontradas na camada &#237;ntima do ramo interventricular paraconal da art&#233;ria coronariana esquerda, independentemente da posi&#231;&#227;o avaliada, s&#227;o semelhantes &#224;s les&#245;es que precedem a forma&#231;&#227;o da placa ateroscler&#243;tica.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Jos&#233; Wilson dos Santos</p>
        <p> Av. Par&#225;, 1720, Bloco &#150; 2A, Umuarama</p>
        <p> 38400-902 &#150; Uberl&#226;ndia, MG, Brasil</p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="jw.santos@uol.com.br">jw.santos@uol.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 03/04/11; revisado recebido em 31/05/11; aceito em 08/07/11.</p>
  </body>
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          <article-title>Bridges of myocardium over branches of the coronary arteries in Camelus dromedarius</article-title>
          <source>Arch Ital Anat Embriol</source>
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          <article-title>Pontes de mioc&#225;rdio</article-title>
          <source>An anat norm</source>
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          <article-title>Comparative anatomical investigations on coronary arteries in wild and domestic animals</article-title>
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          <article-title>Myocardial bridges on the coronary arteries in animals</article-title>
          <source>Acta Anat (Basel)</source>
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          <article-title>Pontes de mioc&#225;rdio em bovinos azebuados</article-title>
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          <article-title>A definition of initial, fatty streak, and intermediate lesions of atherosclerosis: a report from the Committee on Vascular Lesions of the Council on Arteriosclerosis, American Heart Association</article-title>
          <source>Atheroscler Thromb</source>
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          <article-title>Macrophages, macrophage foam cells, and eccentric intimae thickening in the coronary arteries of young children</article-title>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Puente mioc&#225;rdico asociado a lesiones cardiovasculares en bovinos adultos de la raza canchim</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: La influencia que el puente mioc&#225;rdico ejerce sobre la corriente sangu&#237;nea en el transcurso del segmento arterial bajo el puente, ha sido objeto de discusi&#243;n por parte de la comunidad cient&#237;fica. OBJECTIVO: Comparar el tejido muscular ultra estructural del puente mioc&#225;rdico y la pared ventricular; analizar el grado de lesi&#243;n de la capa &#237;ntima de los segmentos arteriales e investigar posibles cambios que pueden preceder o iniciar el proceso de lesiones ateroscler&#243;ticas. M&#201;TODO: Cuarenta corazones bovinos de la raza Canchim fueron estudiados con respecto a las alteraciones de la capa &#237;ntima de las arterias coronarias en los diferentes segmentos del puente mioc&#225;rdico. Para el examen microsc&#243;pico, se hicieron coloraciones por hematoxilina-eosina y fucsina-resorcina secundando las t&#233;cnicas microsc&#243;picas convencionales. Para el examen de microscop&#237;a electr&#243;nica, los segmentos del puente mioc&#225;rdico de doce corazones de bovinos de la raza Canchim, fueron recolectados as&#237; como de la pared ventricular y de la arteria coronaria y fueron procesados de acuerdo con las t&#233;cnicas convencionales. RESULTADOS: En la microscop&#237;a de luz, observamos una mayor frecuencia de lesiones en segmentos de pre puente y pos-puente de la capa &#237;ntima, en comparaci&#243;n con el segmento puente. Los espesamientos de la capa &#237;ntima vinieron acompa&#241;ados por un desarreglo en la l&#225;mina limitante el&#225;stica interna. Esas c&#233;lulas a menudo presentan sus citoplasmas ingurgitados por gotas lip&#237;dicas, lo que compone las llamadas c&#233;lulas de espuma. La microscop&#237;a electr&#243;nica revel&#243; que las fibras musculares del puente mioc&#225;rdico generalmente se unen de forma recta y lisa, presentando ramas laterales con un n&#250;mero mayor de mitocondrias en el m&#250;sculo ventricular que en el puente. CONCLUSIONES: Existen pocas diferencias entre los tejidos musculares estudiados. Las lesiones de la capa &#237;ntima son menos frecuentes en las regiones del puente en comparaci&#243;n con las regiones pre y pos puente.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Puente mioc&#225;rdico</kwd>
        <kwd>arterosclerosis</kwd>
        <kwd>bovinos</kwd>
        <kwd>experimentaci&#243;n animal</kwd>
        <kwd>mitocondrias card&#237;acas</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="enda-body2">
          <label>
            <bold>Puente mioc&#225;rdico asociado a lesiones cardiovasculares en bovinos adultos de la raza canchim</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Jos&#233; Wilson dos Santos<sup>I</sup>; Nader Wafae;<sup>II</sup> Marcelo Em&#237;lio Beletti<sup>I</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade Federal de Uberl&#226;ndia, Uberl&#226;ndia, MG</p>
      <p><sup>II</sup>Universidade Federal de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP, Brasil </p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> La influencia que el puente mioc&#225;rdico ejerce sobre la corriente sangu&#237;nea en el transcurso del segmento arterial bajo el puente, ha sido objeto de discusi&#243;n por parte de la comunidad cient&#237;fica.</p>
      <p><bold>OBJECTIVO:</bold> Comparar el tejido muscular ultra estructural del puente mioc&#225;rdico y la pared ventricular; analizar el grado de lesi&#243;n de la capa &#237;ntima de los segmentos arteriales e investigar posibles cambios que pueden preceder o iniciar el proceso de lesiones ateroscler&#243;ticas.</p>
      <p><bold>M&#201;TODO:</bold> Cuarenta corazones bovinos de la raza Canchim fueron estudiados con respecto a las alteraciones de la capa &#237;ntima de las arterias coronarias en los diferentes segmentos del puente mioc&#225;rdico. Para el examen microsc&#243;pico, se hicieron coloraciones por hematoxilina-eosina y fucsina-resorcina secundando las t&#233;cnicas microsc&#243;picas convencionales. Para el examen de microscop&#237;a electr&#243;nica, los segmentos del puente mioc&#225;rdico de doce corazones de bovinos de la raza Canchim, fueron recolectados as&#237; como de la pared ventricular y de la arteria coronaria y fueron procesados de acuerdo con las t&#233;cnicas convencionales.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> En la microscop&#237;a de luz, observamos una mayor frecuencia de lesiones en segmentos de pre puente y pos-puente de la capa &#237;ntima, en comparaci&#243;n con el segmento puente. Los espesamientos de la capa &#237;ntima vinieron acompa&#241;ados por un desarreglo en la l&#225;mina limitante el&#225;stica interna. Esas c&#233;lulas a menudo presentan sus citoplasmas ingurgitados por gotas lip&#237;dicas, lo que compone las llamadas c&#233;lulas de espuma. La microscop&#237;a electr&#243;nica revel&#243; que las fibras musculares del puente mioc&#225;rdico generalmente se unen de forma recta y lisa, presentando ramas laterales con un n&#250;mero mayor de mitocondrias en el m&#250;sculo ventricular que en el puente.</p>
      <p><bold>CONCLUSIONES:</bold> Existen pocas diferencias entre los tejidos musculares estudiados. Las lesiones de la capa &#237;ntima son menos frecuentes en las regiones del puente en comparaci&#243;n con las regiones pre y pos puente.</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Puente mioc&#225;rdico/patolog&#237;a, arterosclerosis, bovinos, experimentaci&#243;n animal, mitocondrias card&#237;acas.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Hace ya mucho tiempo que el miocardio est&#225; despertando un especial inter&#233;s por parte de los investigadores, convirti&#233;ndose en un &#243;rgano importante para los diferentes tipos de abordaje. La influencia que el puente mioc&#225;rdico ejerce sobre la corriente sangu&#237;nea en el transcurso del segmento arterial bajo el puente, ha sido objeto de discusi&#243;n por parte de la comunidad cient&#237;fica.</p>
      <p>Brodsky et al<sup>1</sup> como tambi&#233;n Kilic et al<sup>2</sup> sugieren que el puente mioc&#225;rdico puede ser un factor de riesgo independiente para el desarrollo de la isquemia mioc&#225;rdica y de la fibrosis intersticial. Santos et al<sup>3</sup> afirman que las fibras musculares del segmento puente forman &#225;ngulos con el eje longitudinal de los vasos arteriales, componiendo un promedio de 46&#186;, siendo predominantemente oblicuo a ellos, e intentando seguir su eje longitudinal. Algunos autores<sup>4-7</sup> relatan que la presencia del puente mioc&#225;rdico puede influir en el tejido arterial por medio de cambios en la fuerza hemodin&#225;mica, causadas por la contracci&#243;n muscular en el puente. Yamaguchi et al<sup>8</sup> proponen que el m&#250;sculo del puente posee caracter&#237;sticas pr&#243;ximas al m&#250;sculo esquel&#233;tico estriado, y Masuda et al<sup>9</sup>, afirman que la extensi&#243;n de la arterosclerosis en la capa &#237;ntima coronaria es menos significativa bajo el puente del miocardio en comparaci&#243;n con los segmentos proximal y distal, y refuerzan la sospecha de que el comportamiento de la capa &#237;ntima de las arterias coronarias puede ser alterado por la presencia del puente mioc&#225;rdico. Bas&#225;ndonos en esa sospecha, nos propusimos investigar las posibles influencias del puente mioc&#225;rdico sobre las caracter&#237;sticas de la capa &#237;ntima de las arterias coronarias, como tambi&#233;n las posibles diferencias entre el tejido del puente y del m&#250;sculo card&#237;aco sub-epic&#225;rdico.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>El material fue adquirido por los sacrificios realizados con los animales en diferentes establecimientos industriales, y contando con la autorizaci&#243;n especial del Servicio de Inspecci&#243;n Federal del Ministerio de la Agricultura, originalmente de animales exentos de procesos card&#237;acos patol&#243;gicos comprobados por examen anti y <italic>post mortem</italic>, de acuerdo con el procedimiento previsto en la legislaci&#243;n espec&#237;fica vigente.</p>
      <p>
        <bold>Microscop&#237;a de luz</bold>
      </p>
      <p>Cuarenta corazones bovinos Canchim de 25 machos y 15 hembras con edades aproximadas entre los 30 y los 48 meses, fueron utilizados en esta investigaci&#243;n. Fragmentos de puentes mioc&#225;rdicos fueron posicionados sobre las ramificaciones interventriculares paraconales de la arteria coronaria izquierda. Esos fragmentos estaban constituidos por segmentos de vasos pre puente, puente y pos puente, y por el tejido muscular card&#237;aco adyacente, habiendo sido colocados en una soluci&#243;n acuosa de formaldeh&#237;do al 10% por un per&#237;odo de 72 horas, y posteriormente reducida a bloques de 1 cm<sup>3</sup> para aislar los referidos segmentos. El material fue sometido a la deshidrataci&#243;n en una serie progresiva de graduaci&#243;n alcoh&#243;lica, clarificado en xileno y parafina, con cortes de 7 &#181;m de espesor que fueron realizados inmediatamente. Los cortes fueron nuevamente hidratados para ser enrojecidos por los m&#233;todos Hematoxilina-Eosina (HE) y fucsina-resorcina. Despu&#233;s de que las l&#225;minas se prepararon y se enrojecieron, las superficies de la capa &#237;ntima normal y de la capa &#237;ntima damnificada se midieron en todas las ramas arteriales de los segmentos pre puente, puente y pos puente para poder obtener el porcentaje del &#225;rea danificada en diversas regiones de cada vaso. Para esas medidas, se usaron im&#225;genes digitalizadas analizadas por el software <italic>HL image 97</italic>.</p>
      <p>
        <bold>Microscop&#237;a electr&#243;nica</bold>
      </p>
      <p>Doce corazones bovinos de hembras de la raza Canchim entre 30 a 48 meses de edad, fueron utilizados para esta investigaci&#243;n. Para el microscopio t&#233;cnico electr&#243;nico, se recolectaron segmentos de la rama interventricular paraconal de la arteria coronaria izquierda. Los segmentos estaban compuestos por los vasos pre puente, puente y pos puente, conjuntamente con el m&#250;sculo formando el puente mioc&#225;rdico y los segmentos del m&#250;sculo ventricular sub-epic&#225;rdico de la pared ventricular. Despu&#233;s de ser desconectados, se les coloc&#243; en una soluci&#243;n tamp&#243;n de glutaraldehido al 2,5% en soluci&#243;n de cacodilato de sodio de 0,1 M (pH-7.2) durante 48 horas. Enseguida, el material se lav&#243; en una soluci&#243;n tap&#243;n de cacodilato de sodio (pH-7.2) tres veces por quince minutos cada una, y despu&#233;s fue colocado en tetr&#243;xido de osmio al 0,1% adem&#225;s de una soluci&#243;n de ferrocianuro de potasio al 1,25% por 90 minutos. Posteriormente, el material se someti&#243; a la deshidrataci&#243;n a niveles en crescendo de alcoholes y &#243;xido de propileno, en una resina Epon y posteriormente, se hicieron los cortes ultrafinos a l&#225;ser. Los cortes se contrastaron con el acetato de uranila y citrato de plomo, y despu&#233;s fueron analizados y documentados fotogr&#225;ficamente por el microscopio electr&#243;nico EM-109 Zeiss.</p>
      <p>Los resultados de esas dos metodolog&#237;as se analizaron estad&#237;sticamente. De acuerdo con los resultados del an&#225;lisis de variancia, se compararon los promedios por el test de Tukey (a =5%), permitiendo la comparaci&#243;n de los tratamientos. El porcentaje de ambos test estad&#237;sticos se transform&#243; en un arco seno, dada la predisposici&#243;n del an&#225;lisis de variancia.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Hallazgos microsc&#243;picos</bold>
      </p>
      <p>Las alteraciones en la capa &#237;ntima de las ramificaciones interventriculares paraconales de la arteria coronaria izquierda, fueron vistas como espesamientos de esa capa donde se observaron c&#233;lulas con citoplasma claro y desarreglo y/o duplicaci&#243;n en la l&#225;mina limitante el&#225;stica interna (<xref ref-type="fig" rid="es_a05fig01m-body2">fig. 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a05fig01m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0022-00003-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Los porcentajes del &#225;rea damnificada en los segmentos pre puente, puente y pos puente de las ramificaciones interventriculares paraconales de la arteria coronaria izquierda, se analizaron estad&#237;sticamente, donde se observaron las variables posici&#243;n y sexo. El test F (<xref ref-type="table" rid="es_a05tab01m-body2">tab. 1</xref>) fue significativo para la posici&#243;n, enfatizando que existe una variaci&#243;n en la frecuencia y en el grado de lesi&#243;n entre los segmentos arteriales estudiados. El mismo tipo de test no fue significativo para la variable sexo. En otras palabras, la presencia de lesiones, no depende de esa variable.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a05tab01m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0022-00003-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Se consider&#243; el test de Tukey (<xref ref-type="table" rid="tab02-body2">tab. 2</xref> y <xref ref-type="table" rid="tab03-body2">3</xref>) como significativo para la variable posici&#243;n, con la seguridad de que existe una mayor frecuencia de lesiones en los segmentos pre puente y pos-puente de la capa &#237;ntima de la arteria coronaria izquierda en comparaci&#243;n con el segmento puente. Sin embargo, cuando se compararon los segmentos pre puente y pos puente, no hubo una diferencia significativa en el grado de lesi&#243;n.</p>
      <table-wrap id="tab02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0022-00003-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="tab03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0022-00003-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>T&#233;cnica de microscop&#237;a electr&#243;nica</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Aspectos ultra estructurales de las fibras musculares</bold>
      </p>
      <p>En los cortes longitudinales, se pudo observar que las fibras musculares del puente mioc&#225;rdico est&#225;n generalmente unidas de forma recta y plana. Esas fibras quedan predominantemente unidas unas a las otras por medio de un disco intercalar. Los cortes longitudinales revelaron tambi&#233;n el sistema de los tubos del ret&#237;culo sarcoplasm&#225;tico formando triades, tanto en el m&#250;sculo puente como en el m&#250;sculo de la pared ventricular, pero las formas d&#237;ada fueron las m&#225;s frecuentes (<xref ref-type="fig" rid="es_a05fig02m-body2">fig. 2</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a05fig02m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0022-00003-gf02-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Las fibras mioc&#225;rdicas de la pared ventricular sub-epic&#225;rdica mostraron, longitudinalmente, un curso elipsoide, presentando ramas laterales. Por medio de los datos morfom&#233;tricos, se pudo evaluar el promedio y la desviaci&#243;n est&#225;ndar relativas al &#225;rea ocupada por las mitocondrias, tubo T y ret&#237;culo sarcoplasm&#225;tico encontrados en el m&#250;sculo puente, como tambi&#233;n en el m&#250;sculo de la pared ventricular sub-epic&#225;rdica <xref ref-type="table" rid="es_a05tab04m-body2">(tab. 4</xref>). El &#225;rea de mitocondrias fue comparada mensurando ambos tejidos y el an&#225;lisis estad&#237;stico arroj&#243; una diferencia significativa, demostrando que ella es menor en el tejido puente que en el tejido card&#237;aco com&#250;n. Sin embargo, el an&#225;lisis estad&#237;stico no present&#243; diferencias significativas cuando el tubo T y el &#225;rea del ret&#237;culo sarcoplasm&#225;tico se compararon en los dos tejidos (<xref ref-type="table" rid="es_a05tab04m-body2">tab. 4</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a05tab04m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0022-00003-gt04-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Aspectos ultra estructurales de la capa &#237;ntima de la arteria coronaria izquierda</bold>
      </p>
      <p>No se pudo observar diferencias ultra estructurales en los tres segmentos arteriales analizados. Las lesiones observadas en la t&#250;nica &#237;ntima de la rama interventricular paraconal de la arteria coronaria izquierda, independientemente del tipo de segmento analizado, se describieron como el espesamiento de la capa &#237;ntima, con o sin lesiones claras del endotelio. En la regi&#243;n de espesamiento, fibrilas de col&#225;geno, c&#233;lulas musculares lisas y algunas gotas lip&#237;dicas extracelulares se encontraron (<xref ref-type="fig" rid="es_a05fig03m-body2">fig. 3</xref>). Los espesamientos m&#225;s intensos generalmente ven&#237;an acompa&#241;ados por un desajuste de la l&#225;mina limitante el&#225;stica interna, que se encontraba fragmentada o, en muchas ocasiones, duplicada (<xref ref-type="fig" rid="es_a05fig03m-body2">fig. 3</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a05fig03m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0022-00003-gf03-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>En las regiones lesionadas, el endotelio estaba ocasionalmente fragmentado. Pero cuando estaba completamente compuesto por las c&#233;lulas en formas poligonales o con prolongamiento, presentaba un alto nivel de micropinocitosis, incluso en las &#225;reas no comprometidas. Las gotas lip&#237;dicas citoplasm&#225;ticas fueron frecuentemente observadas en las c&#233;lulas del endotelio de las regiones lesionadas, pero aparentemente eran normales y aparec&#237;an con menor frecuencia. Las c&#233;lulas musculares lisas encontradas en el espesamiento de la capa &#237;ntima eran, en su gran mayor&#237;a, redondeadas y con una tendencia al pol&#237;gono, con una mayor cantidad de organelas en comparaci&#243;n con las c&#233;lulas musculares de la capa media, muchas veces presentando gotas lip&#237;dicas citoplasm&#225;ticas (<xref ref-type="fig" rid="es_a05fig03m-body2">fig. 3</xref>).</p>
      <p>Algunas c&#233;lulas musculares lisas fueron ocasionalmente observadas en la &#237;ntima e incluso en la t&#250;nica media con su citoplasma ingurgitado por gotas lip&#237;dicas, componiendo as&#237; las llamadas c&#233;lulas espumosas (<xref ref-type="fig" rid="es_a05fig04m-body2">fig. 4</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a05fig04m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0022-00003-gf04-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>A pesar de la fascinaci&#243;n causada por el estudio del miocardio por parte de los investigadores, estamos muy lejos de afirmar que es una estructura totalmente conocida. Dentro del contexto de la Anatom&#237;a Animal, podemos confirmar que los informes sistem&#225;ticos todav&#237;a son incipientes, especialmente cuando el asunto de que se trata son los puentes mioc&#225;rdicos o las posibles influencias que ellos pueden ejercer sobre el flujo coronario.</p>
      <p>Observamos que los autores cl&#225;sicos<sup>10</sup> estudiaron la topograf&#237;a de las arterias coronarias solamente en lo concerniente a la caracterizaci&#243;n de su curso y ramificaciones, sin abordar el tema que propusimos aqu&#237;. En este estudio, el an&#225;lisis estad&#237;stico nos permite asegurar que existen variaciones en la frecuencia de lesiones presentes en la capa &#237;ntima de las ramificaciones de las arterias coronarias izquierdas, cuando los segmentos pre puente y pos puente son comparados con el segmento puente, como tambi&#233;n la no aparici&#243;n de variaciones significativas en el surgimiento de esas lesiones entre los machos y las hembras estudiadas. Esos resultados est&#225;n a tono con los resultados de otros autores<sup>9,11-19</sup>, una vez que todos los resultados garantizan que la lesi&#243;n presente en la t&#250;nica &#237;ntima de esas arterias a lo largo del segmento puente es menor que las lesiones observadas en los otros dos segmentos. Tambi&#233;n fue posible observar que cuando se compararon los segmentos pre puente y pos puente, no hubo diferencia significativa en el grado de la lesi&#243;n. Zoghi et al<sup>20</sup> dicen que la funci&#243;n endotelial queda perjudicada en los pacientes con MB y que existe una mayor tendencia para la arterosclerosis proximal al puente en los pacientes con MB. La disfunci&#243;n endotelial es m&#225;s grave en los pacientes con arterosclerosis proximal al puente.</p>
      <p>En un estudio anterior, Santos et al<sup>3</sup> observaron el &#225;ngulo generado entre la fibra muscular y el eje longitudinal de los respectivos vasos arteriales, que variaba de 11&#186; a 168&#186; con un valor promedio de 46&#186;. Ese hecho estableci&#243; una posici&#243;n oblicua para esas fibras, con una tendencia a ser longitudinal con relaci&#243;n al eje de esos vasos. Esos resultados est&#225;n a tono con otros que relatan que la alineaci&#243;n del puente mioc&#225;rdico genera una fuerza longitudinal a lo largo del eje de la fibra con la constricci&#243;n m&#237;nima de la arteria coronaria<sup>21</sup>, y con resultados relatando que la presencia del puente mioc&#225;rdico puede influir en el tejido arterial por medio de alteraciones hemodin&#225;micas en funci&#243;n de sus contracciones<sup>5</sup>. Por tanto, la mayor oblicuidad de las fibras<sup>3</sup>, como tambi&#233;n el ambiente en que esa arteria est&#225; envuelta<sup>21-23</sup> pueden ser un mecanismo de disposici&#243;n compensatoria para evitar posibles lesiones causadas por alteraciones hemodin&#225;micas en los vasos.</p>
      <p>A pesar de los diversos autores que ya han descrito hace tiempo la macroscop&#237;a del puente del miocardio, algunos de sus aspectos microsc&#243;picos y ultra estructurales todav&#237;a no han visto la luz<sup>24-32</sup>.</p>
      <p>El an&#225;lisis ultra estructural del puente mioc&#225;rdico del tejido muscular sub-epic&#225;rdico, revela que las fibras musculares est&#225;n unidas de forma recta y lisa, como lo describen Yamaguchi et al<sup>8</sup>. Sin embargo, esta investigaci&#243;n relat&#243; una cantidad similar de ramas laterales en el puente y en la musculatura parietal, lo que se contradice con las observaciones presentadas por esos autores.</p>
      <p>Como ya fue relatado por Yamaguchi et al<sup>8</sup>, la junci&#243;n entre las fibras musculares del puente se hizo por el disco intercalar y la conexi&#243;n conclusi&#243;n-terminal utilizando fibras de col&#225;geno que los autores llamaron juntas articuladas. Es importante considerar que esta investigaci&#243;n no encontr&#243; juntas articuladas en la pared ventricular del m&#250;sculo card&#237;aco bovino de la raza Canchim, y que las c&#233;lulas musculares encontradas en el puente mioc&#225;rdico no forman juntas celulares lado a lado como lo describe el autor. Esos autores tambi&#233;n afirman que el sistema del tubo ret&#237;culo sarcoplasm&#225;tico de las fibras musculares del puente, generalmente ten&#237;a la forma de triade y que esas fibras, en una secci&#243;n transversal, estaban personalmente desconectadas por el tejido conjuntivo<sup>8</sup>.</p>
      <p>Nuestros resultados est&#225;n parcialmente de acuerdo con los de &#233;l, porque tal sistema tambi&#233;n est&#225; presente en la forma de una triade; sin embargo, no era anat&#243;micamente similar a los encontrados en el m&#250;sculo esquel&#233;tico, ya que, adem&#225;s del hecho de que el ret&#237;culo sarcoplasm&#225;tico no forme expansiones alrededor del t&#250;bulo T, que, a su vez quedaba gravemente dilatado, tambi&#233;n se encontr&#243; esas estructuras con las estructuras similares en el m&#250;sculo card&#237;aco de la pared ventricular. Las fibras musculares del puente que observamos tambi&#233;n estaban personalmente desconectadas por el tejido conjuntivo de acuerdo con esos autores<sup>8</sup>, pero es importante resaltar que tambi&#233;n fueron encontradas en la musculatura card&#237;aca parietal. Sin embargo, los resultados encontrados est&#225;n de acuerdo con los resultados relatados por esos autores cuando afirman que algunos aspectos estructurales del tejido del puente mioc&#225;rdico se destacaron de la estructura com&#250;n cardiaca<sup>8</sup>, porque el an&#225;lisis estad&#237;stico revel&#243; que existe un mayor n&#250;mero de mitocondrias presentes en el tejido card&#237;aco parietal que en el tejido del puente card&#237;aco. Adem&#225;s, no hubo diferencia significativa cuando apareci&#243; el tubo T y el ret&#237;culo sarcoplasm&#225;tico se compar&#243; con los tejidos observados.</p>
      <p>Sean cuales sean los aspectos ultra estructurales del an&#225;lisis de la capa &#237;ntima de la arteria coronaria izquierda, no encontramos ninguna alteraci&#243;n en la anatom&#237;a de las c&#233;lulas del endotelio, como por ejemplo, los cambios indicados por Ishikawa et al<sup>13</sup>, que describieron las formas poligonales de esas c&#233;lulas en los segmentos pre puente y pos puente, mientras que en el segmento puente esas c&#233;lulas ten&#237;an una forma alargada.</p>
      <p>Con relaci&#243;n a los cambios en la capa &#237;ntima, los resultados de esta investigaci&#243;n est&#225;n a tono con los resultados presentados por Cheville<sup>33</sup> y Stary et al<sup>34</sup>, que describieron diversos tipos de lesiones que preceder&#237;an o iniciar&#237;an el proceso de arterosclerosis. Seg&#250;n ellos, el m&#225;s intenso espesamiento de esa capa, caus&#243; desarreglos de la l&#225;mina el&#225;stica interna fragmentada y/o duplicada, generalmente seguidos por los compromisos del endotelio. Tambi&#233;n se pudo observar la invasi&#243;n de las &#225;reas de lesi&#243;n por las c&#233;lulas de col&#225;geno y c&#233;lulas musculares que se reproduc&#237;an y presentaban gotas lip&#237;dicas.</p>
      <p>La forma y la enorme cantidad de organelas observadas en las c&#233;lulas musculares lisas de las regiones de la lesi&#243;n de la capa &#237;ntima, y la ausencia de fibroblastos, sugieren que esas c&#233;lulas est&#225;n involucradas en el aumento de la matriz extracelular (fibras de col&#225;geno y glicoprote&#237;na). Y como lo describieron otros autores<sup>33-35</sup>, una peque&#241;a cantidad de c&#233;lulas de espuma fue observada tanto en la capa &#237;ntima como en la capa media.</p>
      <p>
        <bold>Conclusiones</bold>
      </p>
      <p>Las lesiones de la capa &#237;ntima, que son visibles a la microscop&#237;a de luz, son menos frecuentes sobre las ramificaciones interventriculares paraconales de la arteria coronaria izquierda en las regiones que abarcan los puentes mioc&#225;rdicos, en comparaci&#243;n con las regiones pre puente y pos puente.</p>
      <p>Existen algunas diferencias entre la ultra estructura del tejido muscular del puente card&#237;aco y del tejido muscular parietal sub-epic&#225;rdico.</p>
      <p>Las lesiones encontradas en la capa &#237;ntima de la rama interventricular paraconal de la arteria coronaria izquierda, independientemente de la posici&#243;n analizada, son parecidas a las lesiones que preceden a la formaci&#243;n de la placa arteroscler&#243;tica.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuve fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de tesis de Doctorado de Jos&#233; Wilson dos Santos, por Universidade Federal de S&#227;o Paulo.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Myocardial bridge associated with cardiovascular injuries in bovines adult of Canchim race</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: The influence that myocardial bridge exercises over blood stream in the course of arterial segment under the bridge has been discussed by the scientific community. OBJECTIVE: To compare ultrastructural muscle tissue of myocardial bridge and the ventricular wall; to analyze the degree of injury to the tunica intima of the arterial segments, and look for possible changes that may precede or initiate the process of atherosclerotic lesions. METHODS: Forty Canchim bovine hearts were studied regarding alterations of the tunica intima from coronary arteries on the different myocardial bridge segments. For the microscopic examination, hematoxylin-eosin and fuchsin-resorcin staining following conventional microscope techniques were made. For the electronic microscopic examination, myocardial Bridge segments from twelve Canchim bovine hearts were collected from the ventricle wall and coronary artery and were processed according to conventional techniques. RESULTS: In the light microscopy, a higher frequency of lesions on prepontine and postpontine segments of the tunica intima was observed, compared to the pontine segment. Tunica intima thickenings were followed by a disarrangement on the internal elastic limitant lamina. These cells often presented their cytoplasmas engorged by lipidic drops, making up the so-called foam cells. Electronic microscopy revealed that the muscular fibers of the myocardial bridge are usually joined in a straight and smooth way presenting lateral branches with a greater number of mitochondria in the ventricular muscle than in the bridge. CONCLUSION: There are few differences between the muscle tissues studied; intimae lesions are less frequent in pontine regions compared to pre and post-pontine regions.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Myocardial bridging</kwd>
        <kwd>atherosclerosis</kwd>
        <kwd>cattle</kwd>
        <kwd>animal experimentation</kwd>
        <kwd>mitochondria, heart</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p><undefined id="tx-body3"/>Myocardial bridge associated with cardiovascular injuries in bovines adult of Canchim race</p>
      <p>
        <bold>Jos&#233; Wilson dos Santos<sup>I</sup>; Nader Wafae<sup>II</sup>; Marcelo Em&#237;lio Beletti<sup>I</sup></bold>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade Federal de Uberl&#226;ndia, Uberl&#226;ndia, MG, Brazil</p>
      <p><sup>II</sup>Universidade Federal de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP, Brazil</p>
      <p>Mailing Address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> The influence that myocardial bridge exercises over blood stream in the course of arterial segment under the bridge has been discussed by the scientific community.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To compare ultrastructural muscle tissue of myocardial bridge and the ventricular wall; to analyze the degree of injury to the tunica intima of the arterial segments, and look for possible changes that may precede or initiate the process of atherosclerotic lesions.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> Forty Canchim bovine hearts were studied regarding alterations of the tunica intima from coronary arteries on the different myocardial bridge segments. For the microscopic examination, hematoxylin-eosin and fuchsin-resorcin staining following conventional microscope techniques were made. For the electronic microscopic examination, myocardial Bridge segments from twelve Canchim bovine hearts were collected from the ventricle wall and coronary artery and were processed according to conventional techniques.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> In the light microscopy, a higher frequency of lesions on prepontine and postpontine segments of the tunica intima was observed, compared to the pontine segment. Tunica intima thickenings were followed by a disarrangement on the internal elastic limitant lamina. These cells often presented their cytoplasmas engorged by lipidic drops, making up the so-called foam cells. Electronic microscopy revealed that the muscular fibers of the myocardial bridge are usually joined in a straight and smooth way presenting lateral branches with a greater number of mitochondria in the ventricular muscle than in the bridge.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> There are few differences between the muscle tissues studied; intimae lesions are less frequent in pontine regions compared to pre and post-pontine regions.</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Myocardial bridging/pathology, atherosclerosis, cattle, animal experimentation, mitochondria, heart.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>The heart has been awakening a special interest of researchers for a long time, making it an important organ for different kinds of approach. The influence that myocardial bridge exercises over the blood stream in the course of arterial segment under the bridge has been widely discussed by the scientific community.</p>
      <p>Brodsky et al<sup>1</sup> and Kilic et al<sup>2</sup> suggest that myocardial bridging may be an independent risk factor for the development of myocardial ischemia and interstitial fibrosis. Santos et al<sup>3</sup> affirm that the muscular fibers of the bridge segment form angles with the longitudinal axis of arterial vessels holding a 46&#176; average, being predominantly oblique to them, and trying to follow its longitudinal axis. Some authors<sup>4-7</sup> report that the presence of myocardial bridge can influence the arterial tissue through hemodynamic force changes, caused by the bridge muscle contraction. Yamaguchi et al<sup>8</sup> propose that the bridge muscle have features close to the skeletal striated muscle and Masuda et al<sup>9</sup> affirm that the atherosclerosis extension in the coronary intimae is less significant under the myocardial bridge compared with the proximal and distal segments, and reinforce a suspicion that coronary arteries intimae behavior could be changed by the presence of myocardial bridge. Based on this suspicion, we propose to investigate possible influences of myocardial bridge over the coronary arteries intimae features, as well as possible differences between the bridge tissue and the sub-epicardical cardiac muscle.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>This material was acquired from slaughters carried out in different industrial establishments, with special permission from the Federal Inspection Service of the Agriculture Ministry, coming from animals without pathological cardiac processes, proved by <italic>anti </italic>and <italic>post-mortem </italic>examination, according to the procedure provided in the specific legislation in force.</p>
      <p>
        <bold>Light Microscopy</bold>
      </p>
      <p>Forty Canchim bovine hearts from 25 males and 15 females with an approximate age of 30 to 48 months were used in this research. Fragments of myocardial bridges were located on the paraconal interventricular branches of the left coronary artery. Those fragments were constituted by prepontine, pontine and postpontine vessel segments and by the neighboring cardiac muscle tissue, which were fixed on 10% formaldehyde aqueous solution for a 72-hour period and then reduced into 1cm<sup>3</sup> blocks, in order to individualize the said segments. The material was submitted to dehydration in progressive series of alcohol degree, clarified in xilene and paraffin, where sections of 7&#181;m of thickness were immediately performed. Those sections were re-hydrated in order to be stained through the Hematoxylin-Eosin (HE) and Fuchsin-resorcin methods. After laminas had been prepared and stained, the surfaces of both the normal tunica intima and the damaged tunica intima were measured in all arterial branches from prepontine, pontine and postpontine segments, in order to obtain the percentage of the damaged area on the several regions of each vessel. For those measurements, digitalized images analyzed through the software HL image 97 were used. </p>
      <p>
        <bold>Eletronic Microscopy</bold>
      </p>
      <p>Twelve Canchim female bovine hearts, approximately thirty to forty-eight months old, were used for this research. For the electronic technical microscope, segments from the interventricular paraconal branch of the left coronary were collected. These were formed by the prepontine, pontine, and postpontine vessels, together with the muscle forming the myocardial bridge and segments from the sub-epicardical ventricle muscle from the ventricle wall. After being disconnected, they were fixed in a 2.5% glutaraldehyde solution tampon in a 0.1M (pH-7.2) sodium cacodylate solution, for forty-eight hours. After this, the material was washed in a 0.1M (pH-7.2) sodium cacodylate tampon, three times for fifteen minutes each, and was then post-fixed in a 0.1% Osmium Tetroxide plus 1.25% Potassium Ferrocyanide solution, for ninety minutes. Afterwards, the material was submitted to dehydration in crescent row levels of Alcohols and Propylene Oxide, included in epon resin, and later ultra-slim cuts were made. These cuts were contrasted using uranyl acetate and lead citrate, and afterwards analyzed and photographically documented by the Zeiss EM-109 electronic microscope.</p>
      <p>The results of these two methodologies have been statistically handled. According to the results of analysis of variance, there was comparison of means by the Tukey test (a=5%), allowing comparison of treatments. The percentage of both statistical tests was transformed into arcsine, given the predispositions of the analysis of variance.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Microscopic findings</bold>
      </p>
      <p>The alterations on the tunica intima of the paraconal interventricular branches of the left coronary artery were viewed as thickenings of this layer where cells with light cytoplasm, and disarrangement and/or duplication on the internal elastic limitant lamina, were observed (<xref ref-type="fig" rid="en_116fig01-body3">Figure 1</xref>). </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_116fig01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0022-00003-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>The percentages of the damaged area on the prepontine, pontine and postpontine segments from paraconal interventricular branches of the left coronary artery were statistically analyzed, where the variables position and sex were observed. The F test (<xref ref-type="table" rid="en_116tab01-body3">Table 1</xref>) was significant for position, emphasizing that there is a variation on frequency and lesion degree between the arterial segments studied. The same test was not significant for the variable sex; in other words, the presence of lesions does not depend on this variable. </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_116tab01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0022-00003-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>The Tukey test (<xref ref-type="table" rid="tab02-body3">Tables 2</xref> and <xref ref-type="table" rid="tab03-body3">3</xref>) was found to be significant for the position variable, assuring that there is a higher frequency of lesions on the prepontine and postpontine segments from the tunica intima in the left coronary artery, when compared to the pontine segment. However, when the prepontine and postpontine segments are compared to each other, no significant difference on the lesion degree was found. </p>
      <table-wrap id="tab02-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0022-00003-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="tab03-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0022-00003-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Electronic microscope technique</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Ultrastructural aspects of the muscular fibers</bold>
      </p>
      <p>In longitudinal cuts, it was possible to observe that muscular fibers of the myocardial bridge are usually joined in a straight and smooth way. These fibers are predominantly stuck on each other by means of an intercalated disc. These longitudinal cuts also revealed the sarcoplasm-reticulum-tube system forming triads, both in the bridge muscle and in the muscle from the ventricle wall, but dyad forms were the most common ones (<xref ref-type="fig" rid="en_116fig02-body3">Figure 2</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_116fig02-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0022-00003-gf02-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>The myocardial fibers from the sub-epicardical ventricle wall showed, lengthways, an ellipsoid course, presenting lateral branches. Through the morphometric data, it was possible to evaluate the average and standard deviation relating to the area occupied by mitochondria, T tube and sarcoplasm-reticulum found in the bridge muscle, as well as in the muscle from the sub-epicardical ventricle wall (<xref ref-type="table" rid="en_116tab04-body3">table 4</xref>). The mitochondria area was compared measuring both tissues and the statistical analysis showed a significant difference, sustaining that it is smaller in the bridge tissue than in the common cardiac tissue. However, the statistical analysis did not present significant differences when the T tube and sarcoplasm-reticulum area was compared in both tissues (<xref ref-type="table" rid="en_116tab04-body3">table 4</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_116tab04-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0022-00003-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Ultrastructural aspects of the left coronary artery tunica intima</bold>
      </p>
      <p>It was not possible to observe ultrastructural differences in the three arterials segments analyzed. The lesions observed in the tunica intima from the paraconal interventricular branch of the left coronary artery, irrespective of the kind of segment evaluated, were described as the tunica intima thickening with or without clear lesions of endothelium. In the thickening region, collagen fibrils, smooth muscular cells and some extracellular lipidic drops were found (<xref ref-type="fig" rid="en_116fig03-body3">Figure 3</xref>). The most intensive thickenings were usually accompanied by a disarrangement of the internal elastic limitant lamina, which were broken up or often duplicated (<xref ref-type="fig" rid="en_116fig03-body3">Figure 3</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_116fig03-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0022-00003-gf03-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>In lesion regions, the endothelium was occasionally broken up. But when it was entirely composed of cells in polygonal or prolongation shapes, it presented a high level of micropinocytosis, even in areas not damaged. Cytoplasm lipidic drops were often observed in endothelium cells of lesion regions, but these were also apparently normal with a smaller frequency. Smooth muscular cells found in the thickened tunica intima were mostly rounded shaped tending towards polygonal shape with a greater amount of organelles compared to the muscular cells of the tunica media, often presenting cytoplasm lipid drops (<xref ref-type="fig" rid="en_116fig03-body3">Figure 3</xref>).</p>
      <p>Some smooth muscular cells were occasionally observed in the tunica intima and even in the tunica media with their cytoplasm engorged by lipidic drops, making up the so-called foam cells (<xref ref-type="fig" rid="en_116fig04-body3">Figure 4</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_116fig04-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-98-01-0022-00003-gf04-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>In spite of the fascination caused by the heart study on researchers, we are too far from affirming that it is an entirely known structure. In the context of Animal Anatomy, it is possible to confirm that systematic reports are still beginning mainly when it comes to myocardial bridges or the possible influences that these bridges can exert on coronary stream.</p>
      <p>Thus, we observe that classical writers<sup>10</sup> studied the topography of coronary arteries only regarding the characterization of their course and ramifications, without addressing the subject we have proposed. In this study, the statistical analysis allows us to assure that there are variations on the frequency of lesions present on the tunica intima of the left coronary artery branches, when prepontine and postpontine segments are compared to the pontine segment, as well as the non occurrence of significant variations on the appearance of these lesions between the males and females studied. Those results are consistent with those results from other authors<sup>9,11-19</sup>, once all results assure that the lesion present at the tunica intima of these arteries along the pontine segment is smaller than those lesions observed on the other two segments. It was also possible to observe that when prepontine and postpontine segments are compared to each other, no significant difference on the lesion degree was found. Zoghi et al<sup>20</sup> add that the endothelial function is impaired in patients with MB and there is an increased tendency for atherosclerosis proximal to the bridge in patients with MB. The endothelial dysfunction is more severe in patients with atherosclerosis proximal to the bridge.</p>
      <p>In a previous study, Santos et al<sup>3</sup> observed the angle generated between the muscular fiber and the longitudinal axis of the respective arterial vessels, which ranged from 11&#176; to 168&#176;, with median value of 46&#176;; this fact established an oblique position for those fibers, tending to be longitudinal in relation to the axis of these vessels. Those results are consistent with other results reporting that the myocardial bridge alignment generates a longitudinal force along the fiber axis with minimum constriction of the coronary artery<sup>21</sup>, and with results reporting that the presence of the myocardial bridge may influence the arterial tissue through haemodynamic forces alterations through its contractions<sup>5</sup>. Therefore, the highest obliquity of fibers<sup>3</sup>, as well as the environment in which this artery is involved<sup>21-23 </sup>could be a compensatory disposition mechanism in order to avoid possible lesions caused by haemodynamic forces alterations in the vessels.</p>
      <p>Although several authors describe the myocardial bridge macroscopy, microscopic and ultra-structural aspects of these are still scarce<sup>24-32</sup>.</p>
      <p>The ultrastructural analysis of the myocardial bridge from the sub-epicardical muscular tissue reveal that muscular fibers are joined in a straight and smooth way, as described by Yamaguchi et al<sup>8</sup>. However, this research reported a similar amount of lateral branches in the bridge and in the parietal musculature, against the observations presented by the same authors. </p>
      <p>As reported by Yamaguchi et al<sup>8</sup>, the joining between the bridge muscular fibers was performed by the intercalated disc and the conclusion-terminal connection using collagen fibrils, which the authors called nipple joints. It is important to consider that this research has not found nipple joints in the ventricle wall of the Canchim bovine cardiac muscle, and the muscular cells found in the myocardial bridge did not form cellular joints side by side as were described by the said author. These authors also say that the sarcoplasm-reticulum-tube system of bridge muscular fibers was usually presented in a triad shape and these fibers, in cross-section, were personally disconnected by the conjunctive tissue<sup>8</sup>. Our results partially agree with his, because there was also such a triad-shaped system, however, these were not anatomically similar to those found in the skeletal muscle, since in addition to the fact that the sarcoplasma-reticulum does not form expansions around the T-tubule, which became severely dilated, these structures looked alike in the heart muscle of the ventricular wall. The bridge muscular fibers that we observed were also personally disconnected by the conjunctive tissue according to these authors<sup>8</sup>, but it is important to emphasize that it was also found in the parietal cardiac musculature. However, the results found are consistent with those reported by these authors when they affirm that some structural aspects of the myocardial bridge tissue went astray from the common cardiac structure<sup>8</sup>, because the statistical analysis revealed that there is a higher number of mitochondria present in the parietal cardiac tissue than in the bridge tissue. Moreover, there was not a significant difference when the occurrence of T tube and sarcoplasm-reticulum is compared between the tissues observed.</p>
      <p>Whatever the ultrastructural aspects of the tunica intima left coronary artery analysis, we did not find any changes in the endothelium cells anatomy such as the changes pointed by Ishikawa et al<sup>13</sup>, who described the polygonal shapes of these cells in the pre-bridge and post-bridge segments, while in the bridge segment these cells presented an elongated shape.</p>
      <p>Regarding the changes in the tunica intima, the results of this research are consistent with Cheville<sup>33</sup> and Stary et al<sup>34</sup>, who described several kinds of lesions which would precede or would start the atherosclerosis process. According to them, the most intensive thickenings of this layer caused disarrangements of the internal elastic lamina broken up and/or duplicated and these, were usually followed by endothelium damages. The invasion of lesion areas by collagen and muscular cells that reproduced and presented lipidic drops was also possible to observe.</p>
      <p>The shape and huge amount of organelles observed in the smooth muscular cells of tunica intima lesion regions and the absence of fibroblasts suggest that these cells are involved with the increase of extra cellular matrix (collagen fibers and glycoprotein). A small amount of foam cells was observed both in the tunica intima and in the tunica media, as described by other authors<sup>33-35</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Conclusions</bold>
      </p>
      <p>The tunica intima lesions visible to the light microscopy are less frequent on the paraconal interventricular branches of the left coronary artery on regions covered by myocardial bridges compared to prepontine and postpontine regions.</p>
      <p>There are few differences between the ultrastructure of the bridge muscular tissue and sub-epicardical parietal muscular tissue. </p>
      <p>The injuries found in the tunica intima of interventricular paraconal branch of the left coronary artery, irrespective of the position evaluated, are similar to the lesions that precede the formation of atherosclerotic plaque.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
