<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">pNnFZbXqkZycMswhRVZDH3k</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00011</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2011001500011</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(11)09700611</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2011005000100</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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      <title-group>
        <article-title>Terapia com inibidor da ECA com dosagens relativamente altas e risco de agravamento renal na insufici&#234;ncia card&#237;aca cr&#244;nica</article-title>
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        <institution content-type="orgname">Casa di Cura S.Maria del Pozzo</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Neurorehabilitation Unit </institution>
        <country country="IT">Italy</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>12</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
      <volume>97</volume>
      <issue>6</issue>
      <fpage>507</fpage>
      <lpage>516</lpage>
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          <day>07</day>
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          <year>2011</year>
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          <day>09</day>
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          <month>01</month>
          <year>2011</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: O efeito renoprotetor dos inibidores da ECA vem sendo questionado no caso de diminui&#231;&#227;o do volume circulante efetivo, como na insufici&#234;ncia card&#237;aca cr&#244;nica direita ou biventricular. Objetivo: Detectar os preditores cl&#237;nicos de agravamento renal na popula&#231;&#227;o de pacientes com ICC, caracterizado por dois tipos de regime de dosagem de inibidores da ECA. M&#201;TODOS: De acordo com um desenho de coorte retrospectiva, seguimos dois grupos de pacientes com ICC - tanto direita quanto biventricular -, todos na classe III da NYHA, tratados com inibidores da ECA (enalapril ou lisinopril), e com fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo (FEVE) &lt; 50%, por meio de distin&#231;&#227;o em sua dosagem de inibidor da ECA: m&#233;dia-baixa (&lt; 10 mg por dia) ou dosagem "alta" (&gt; 10 mg por dia) de enalapril ou lisinopril. A disfun&#231;&#227;o renal agravada (ARD) foi definida pelo aumento de Cr &gt; 30% com rela&#231;&#227;o ao segmento basal. O modelo de risco proporcional de Cox foi utilizado para identificar os preditores da ARD entre as seguintes vari&#225;veis: os inibidores da ECA com "alta" dosagem, idade, FEVE basal, hist&#243;rico de repetidas terapias intensivas com diur&#233;ticos de al&#231;a por via intravenosa (diur&#233;tico intravenoso), diabete, Cr basal, hist&#243;rico de hipertens&#227;o, press&#227;o arterial sist&#243;lica &lt; 100 mmHg. RESULTADOS: Cinquenta e sete pacientes foram recrutados, dos quais 15 foram tratados com inibidor da ECA com dosagem "alta". Durante um seguimento m&#233;dio de 718 dias, a ARD ocorreu em 17 pacientes (29,8%). Apenas o inibidor da ECA com "alta" dosagem (RR: 12,4681 IC: 2,1614 - 71,9239 p = 0,0050) e Cr basal (RR:1,2344 IC: 1,0414 - 1,4632 p = 0,0157) foi demonstrado ser preditor da ARD. Al&#233;m disso, demonstrou-se que o inibidor da ECA com dosagens "altas" n&#227;o previu ARD em ICC sem diur&#233;tico intravenoso e ICC com diabete. CONCLUS&#195;O: Na ICC de classe III da NYHA, o inibidor da ECA com "altas" dosagens e um maior Cr basal foi preditor da ARD. A nefrotoxicidade relacionada com inibidores da ECA em "altas" dosagens foi aumentada com o diur&#233;tico intravenoso, ao passo que, em pacientes com ICC com diabete, aquela n&#227;o foi detectada.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Insufici&#234;ncia card&#237;aca</kwd>
        <kwd>inibidores enzim&#225;ticos</kwd>
        <kwd>peptidil dipeptidase a</kwd>
        <kwd>diur&#233;ticos</kwd>
        <kwd>diabete melito</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>14</day>
        <month>10</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>
      <bold>Terapia com inibidor da ECA com dosagens relativamente altas e risco de agravamento renal na insufici&#234;ncia card&#237;aca cr&#244;nica</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Renato De Vecchis<sup>I</sup>; Giuseppina Di Biase<sup>II</sup>; Carmelina Ariano<sup>I</sup>; Carmela Cioppa<sup>I</sup>; Anna Giasi<sup>I</sup>; Antonio Ciccarelli<sup>II</sup>; Armando Pucciarelli<sup>I</sup>; Salvatore Cantatrione<sup>I</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Cardiology Unit, Presidio Sanitario Interm&#233;dio "Elena d&#180;Aosta" </p>
    <p><sup>II</sup>Naples, Italy; Neurorehabilitation Unit, Casa di Cura "S.Maria del Pozzo", Somma Vesuviana (Naples), Italy</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> O efeito renoprotetor dos inibidores da ECA vem sendo questionado no caso de diminui&#231;&#227;o do volume circulante efetivo, como na insufici&#234;ncia card&#237;aca cr&#244;nica direita ou biventricular. </p>
    <p> Objetivo: Detectar os preditores cl&#237;nicos de agravamento renal na popula&#231;&#227;o de pacientes com ICC, caracterizado por dois tipos de regime de dosagem de inibidores da ECA. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> De acordo com um desenho de coorte retrospectiva, seguimos dois grupos de pacientes com ICC - tanto direita quanto biventricular -, todos na classe III da NYHA, tratados com inibidores da ECA (enalapril ou lisinopril), e com fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo (FEVE) &lt; 50%, por meio de distin&#231;&#227;o em sua dosagem de inibidor da ECA: m&#233;dia-baixa (<underline>&lt;</underline> 10 mg por dia) ou dosagem "alta" (&gt; 10 mg por dia) de enalapril ou lisinopril. A disfun&#231;&#227;o renal agravada (ARD) foi definida pelo aumento de Cr &gt; 30% com rela&#231;&#227;o ao segmento basal. O modelo de risco proporcional de Cox foi utilizado para identificar os preditores da ARD entre as seguintes vari&#225;veis: os inibidores da ECA com "alta" dosagem, idade, FEVE basal, hist&#243;rico de repetidas terapias intensivas com diur&#233;ticos de al&#231;a por via intravenosa (diur&#233;tico intravenoso), diabete, Cr basal, hist&#243;rico de hipertens&#227;o, press&#227;o arterial sist&#243;lica <underline>&lt;</underline> 100 mmHg. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Cinquenta e sete pacientes foram recrutados, dos quais 15 foram tratados com inibidor da ECA com dosagem "alta". Durante um seguimento m&#233;dio de 718 dias, a ARD ocorreu em 17 pacientes (29,8%). Apenas o inibidor da ECA com "alta" dosagem (RR: 12,4681 IC: 2,1614 - 71,9239 p = 0,0050) e Cr basal (RR:1,2344 IC: 1,0414 - 1,4632 p = 0,0157) foi demonstrado ser preditor da ARD. Al&#233;m disso, demonstrou-se que o inibidor da ECA com dosagens "altas" n&#227;o previu ARD em ICC sem diur&#233;tico intravenoso e ICC com diabete. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Na ICC de classe III da NYHA, o inibidor da ECA com "altas" dosagens e um maior Cr basal foi preditor da ARD. A nefrotoxicidade relacionada com inibidores da ECA em "altas" dosagens foi aumentada com o diur&#233;tico intravenoso, ao passo que, em pacientes com ICC com diabete, aquela n&#227;o foi detectada.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Insufici&#234;ncia card&#237;aca, inibidores enzim&#225;ticos, peptidil dipeptidase a, diur&#233;ticos, diabete melito.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O risco de toxicidade renal relacionado com inibidores da ECA constitu&#237;a uma das preocupa&#231;&#245;es mais comuns quando esses compostos eram introduzidos como agentes terap&#234;uticos para a hipertens&#227;o e a insufici&#234;ncia card&#237;aca cr&#244;nica (ICC)<sup>1-4</sup>. Essas preocupa&#231;&#245;es foram posteriormente refutadas e/ou relativizadas por muitos estudos e meta-an&#225;lises<sup>5-7</sup>, que destacaram o efeito renoprotetor dos inibidores da ECA, que &#233; o resultado da sua propriedade indutora de redu&#231;&#227;o na press&#227;o capilar intraglomerular elevada patologicamente, conforme encontrado no diabete ou na hipertens&#227;o prim&#225;ria.</p>
    <p>&#201; tamb&#233;m verdade, no entanto, que a terapia combinada utilizando altas dosagens de diur&#233;ticos de al&#231;a e inibidores da ECA pode levar a consequ&#234;ncias nocivas para a fun&#231;&#227;o da filtra&#231;&#227;o glomerular. Esse conceito &#233; bastante esclarecido nos dias de hoje<sup>2,8-11</sup>, mas foi por muito tempo negligenciado por causa da no&#231;&#227;o predominante<sup>12,13</sup> que marcou o antagonismo farmacol&#243;gico do SRAA durante a terapia diur&#233;tico intensiva, caracterizado pela prov&#225;vel influ&#234;ncia favor&#225;vel tanto na fun&#231;&#227;o renal quanto na hemodin&#226;mica geral em pacientes com ICC, por efetivamente contrabalan&#231;ar o acionamento do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA), que se constatou derivar consistentemente de qualquer administra&#231;&#227;o de diur&#233;tico com alta dosagem<sup>14</sup>. No entanto, v&#225;rios estudos v&#234;m apontando que a hipotens&#227;o, com desenvolvimento durante tratamento de descarga com diur&#233;ticos de al&#231;a intravenosos mantidos por diversos dias, pode produzir um efeito mais prejudicial na hemodin&#226;mica renal e filtra&#231;&#227;o glomerular, caso uma terapia com inibidor da ECA tamb&#233;m seja administrada<sup>15-17</sup>. Esse cen&#225;rio pode ser causado por uma queda muito acentuada no acionamento t&#244;nico vasoconstritor da arter&#237;ola glomerular eferente, relacionada com o inibidor da ECA com "altas" dosagens (ou seja, &gt; 10 mg de enalapril ou dosagem equivalente de outro inibidor da ECA) e resultando em um desvio sangu&#237;neo de capilares glomerulares em dire&#231;&#227;o ao leito arteriolar eferente. Infelizmente, isso agrava as consequ&#234;ncias hemodin&#226;micas da hipoperfus&#227;o renal relacionada ao diur&#233;tico, causando e/ou agravando uma concomitante queda da taxa de filtra&#231;&#227;o glomerular. Uma vez que a terap&#234;utica diur&#233;tica intensa &#233; conhecida por sua capacidade de produzir um suprimento sangu&#237;neo renal diminu&#237;do e um agravamento renal com rela&#231;&#227;o ao n&#237;vel s&#243;dico e deple&#231;&#227;o de volume em pacientes com ICC<sup>18-20</sup>, a tentativa de detectar qualquer intera&#231;&#227;o medicamentosa entre os inibidores da ECA e os diur&#233;ticos em nossa popula&#231;&#227;o de pacientes com ICC foi exatamente um dos objetivos do nosso estudo. Tamb&#233;m se esperava que o diabete predispusesse os pacientes com ICC ao desenvolvimento de agravamento renal<sup>21</sup>. Por sua vez, uma terapia com inibidor da ECA &#233; em geral concebida como um instrumento para impedir ou retardar a progress&#227;o da nefropatia diab&#233;tica em pacientes com diabete sem ICC<sup>22,23</sup>. Portanto, nosso estudo foi concebido para fornecer dados adicionais sobre o efeito do Inibidor da ECA em pacientes com ICC e diabete.</p>
    <p>De acordo com v&#225;rios estudos anteriores<sup>24-26</sup>, uma maior incid&#234;ncia de fun&#231;&#227;o renal significativamente agravada tem prov&#225;vel ocorr&#234;ncia em pacientes mais velhos com ICC comparado a pacientes mais jovens, a despeito da terapia. Al&#233;m disso, com base em alguns estudos<sup>25,26</sup>, os pacientes mais velhos usando inibidores da ECA podem desenvolver disfun&#231;&#227;o renal mais provavelmente &#134;do que aqueles pacientes mais velhos que n&#227;o usam os inibidores. Espera-se que a gravidade da ICC expressa por uma fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo baixa (FEVE) predisponha &#224; insufici&#234;ncia renal por causa da comprometida perfus&#227;o renal e ativa&#231;&#227;o neuro-hormonal associadas. Por fim, os betabloqueadores podem apresentar efeitos ben&#233;ficos na fun&#231;&#227;o renal devido &#224; propriedade de induzir uma atenua&#231;&#227;o da libera&#231;&#227;o de renina associada a efeitos simpatol&#237;ticos<sup>27</sup>, mesmo que um risco de perfus&#227;o renal reduzida ocorra por causa de seu efeito inotr&#243;pico negativo e/ou poss&#237;vel hipotens&#227;o concomitante tamb&#233;m deva ser considerada.</p>
    <p>Dessa forma, em nossa popula&#231;&#227;o com ICC, tamb&#233;m investigamos a rela&#231;&#227;o controversa entre esses fatores (idade avan&#231;ada, fun&#231;&#227;o sist&#243;lica ventricular esquerda reduzida, terapia com betabloqueadores) e um poss&#237;vel avan&#231;o da toxicidade renal durante o uso prolongado de Inibidor da ECA com diversas dosagens.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Um estudo retrospectivo observacional da coorte foi projetado recrutando-se pacientes com ICC, todos tratados com inibidores da ECA em v&#225;rias dosagens, de dois centros (N.R. Cl S.M.dP. e C. U. E.d'A.). Um investigador em cada instituto (RDV em E.dA e AC em Cl S.M.dP.) analisou os prontu&#225;rios de todos os pacientes internados entre junho de 2006 e junho de 2008 nos respectivos ambulat&#243;rios. Qualquer aumento na creatinina s&#233;rica maior do que 30% do seu valor basal - medido antes do in&#237;cio do per&#237;odo de seguimento - foi definido como surgimento de disfun&#231;&#227;o renal (ARD) ou agravamento de disfun&#231;&#227;o renal. Usando um desenho de coorte, analisamos &#134;dois grupos de pacientes com ICC - seja ICC direita ou biventricular - todos inclu&#237;dos na classe III da Associa&#231;&#227;o Cardiol&#243;gica de Nova York (NYHA) e tratados com inibidores da ECA (enalapril ou lisinopril). A subdivis&#227;o da popula&#231;&#227;o do estudo em dois grupos foi feita com base na dosagem programada de inibidor da ECA: m&#233;dia-baixa (<underline>&lt;</underline> 10 mg por dia) ou dosagem "alta" (ou seja, &gt; 10 mg por dia), de enalapril ou lisinopril. Um paciente foi recrutado ao apresentar um hist&#243;rico de ICC com quadro cl&#237;nico est&#225;vel na inclus&#227;o na classe III da NYHA, em conjunto com uma fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo ecocardiogr&#225;fica (FEVE) &lt; 50% somada &#224; presen&#231;a documentada de inibidores da ECA em sua terapia. Os crit&#233;rios de exclus&#227;o foram o infarto do mioc&#225;rdio em 30 dias, s&#237;ncope relacionada com arritmia, cirurgia card&#237;aca de maior porte, angina inst&#225;vel, hipertens&#227;o incontrol&#225;vel, <italic>cor pulmonar</italic>, doen&#231;a neurol&#243;gica grave ou doen&#231;a cerebrovascular, suspeita de estenose da art&#233;ria renal, insufici&#234;ncia renal avan&#231;ada (ou seja, creatinina s&#233;rica &gt; 2,2 mg/dL na linha de base) e prov&#225;vel falta de ades&#227;o (por exemplo, alcoolismo, depend&#234;ncia de drogas).</p>
    <p>Visitas de acompanhamento, conforme geralmente realizadas em duas institui&#231;&#245;es envolvidas em nossa pesquisa, e verificadas por nossa an&#225;lise retrospectiva, inclu&#237;ram o hist&#243;rico do paciente, exame f&#237;sico, avalia&#231;&#227;o do uso de medicamentos, avalia&#231;&#227;o de efeitos adversos, altera&#231;&#245;es na dosagem medicamentosa, coleta de dados laboratoriais e ecocardiogr&#225;ficos. Em especial, o estudo com ecodoppler das flutua&#231;&#245;es da veia cava no final da expira&#231;&#227;o e no final da inspira&#231;&#227;o<sup>11</sup> foi periodicamente realizado em todos os pacientes seguidos com ICC de classe III da NYHA, em conformidade com a pr&#225;tica habitual, de forma a alcan&#231;ar uma avalia&#231;&#227;o aproximada &#250;til do estado hemodin&#226;mico do paciente e para monitorar o seu volume circulante efetivo. Al&#233;m disso, com rela&#231;&#227;o aos dois grupos, definimos, com base na dosagem do inibidor da ECA, que qualquer mudan&#231;a poss&#237;vel na dosagem original prescrita de um para o outro grupo n&#227;o deveria ser considerada pela an&#225;lise estat&#237;stica final (de acordo com o princ&#237;pio da an&#225;lise de "inten&#231;&#227;o de tratar").</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise estat&#237;stica</bold>
    </p>
    <p>A an&#225;lise estat&#237;stica foi realizada utilizando o software EPI INFO (vers&#227;o 3.3 para Windows, do Centro de Preven&#231;&#227;o e Controle de Doen&#231;as de Atlanta, EUA). As vari&#225;veis categ&#243;ricas foram analisadas por teste Qui-quadrado e exato de Fisher, ao passo que as vari&#225;veis cont&#237;nuas foram comparadas por meio do uso do teste ANOVA de um fator ou do teste de Mann-Whitney para distribui&#231;&#245;es assim&#233;tricas.</p>
    <p>O risco cumulativo foi estimado com a an&#225;lise de Kaplan-Meier. Foram constru&#237;das curvas do estimador de Kaplan-Meier e o teste de log-rank foi utilizado para comparar o risco relativo de ARD entre o inibidor da ECA nos grupos com dosagens alta e baixa. Um modelo de risco proporcional de Cox multivariado foi ent&#227;o ajustado, assumindo a ARD (ou seja, um aumento na creatinina s&#233;rica &gt; 30% a partir do n&#237;vel encontrado na inclus&#227;o) como desfecho (vari&#225;vel censurada). As vari&#225;veis que entraram no modelo de Cox foram: assun&#231;&#227;o de uma dosagem di&#225;ria oral de inibidores da ECA (enalapril ou lisinopril) &gt; 10 mg, idade (vari&#225;vel cont&#237;nua), idade &lt; 75 anos, hist&#243;rico de um ou mais cursos de terapia diur&#233;tica intravenosa intensiva, diabete, FEVE basal (vari&#225;vel cont&#237;nua) e valores de creatinina s&#233;rica basais (vari&#225;vel cont&#237;nua). Os resultados da an&#225;lise de regress&#227;o de riscos proporcionais de Cox produziram estimativas de riscos por meses (riscos) da ARD, com e sem a administra&#231;&#227;o de dosagens &gt; 10 mg por dia de enalapril ou lisinopril, ao longo do tempo desde a inclus&#227;o. Com base nessas estimativas, foram computados os riscos cumulativos em horizontes tratamento entre um e tr&#234;s anos, e com assun&#231;&#227;o do inibidor da ECA variando de 2,5 a 30 mg por dia ap&#243;s a inclus&#227;o.</p>
    <p>Constru&#237;mos tamb&#233;m uma s&#233;rie de tabelas de conting&#234;ncia de 2X2, que tiveram como objetivo identificar todas as intera&#231;&#245;es potenciais envolvendo um regime de inibidor da ECA com alta dosagem. Os pacientes que n&#227;o possu&#237;am os dados para qualquer uma das vari&#225;veis indicadas acima foram exclu&#237;dos da an&#225;lise.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Identificamos e analisamos retrospectivamente os prontu&#225;rios dos 112 pacientes consecutivos diagnosticados com ICC direita ou biventricular, todos estavelmente inclu&#237;dos na classe III da NYHA, bem como aqueles caracterizados por constata&#231;&#245;es ecocardiogr&#225;ficas da fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo (FEVE) &lt; 50% (medido pelo m&#233;todo de Simpson). Entre eles, aqueles tratados com inibidores da ECA e que preencheram os crit&#233;rios mencionadas acima para inclus&#227;o no estudo somaram 57 (51%), 15 dos quais eram tratados com enalapril ou lisinopril com dosagem di&#225;ria &gt; 10 mg.</p>
    <p>Durante um seguimento m&#233;dio de 718 dias, a ARD ocorreu em 17 (29,8%) dos pacientes. Mais especificamente, durante um seguimento m&#233;dio de 738 dias, 6 (14,3%) dos 42 pacientes no grupo com baixa dosagem de inibidor da ECA (d" 10 mg por dia de enalapril ou lisinopril) desenvolveram ARD de acordo com a defini&#231;&#227;o do estudo em compara&#231;&#227;o com 11 (73,3%) dos 15 pacientes pertencentes ao grupo com alta dosagem com inibidor da ECA (&gt; 10 mg por dia de enalapril ou lisinopril) durante um seguimento m&#233;dio de 698 dias - p (teste exato de Fisher) = 0,0001.</p>
    <p>N&#227;o ocorreram &#243;bitos na coorte de pacientes com ICC recrutada ao longo do seguimento por dois anos. Doze hospitaliza&#231;&#245;es foram observadas, nove delas envolvendo pacientes (seis no total) pertencentes ao grupo com alta dosagem de inibidor da ECA; ao passo que tr&#234;s hospitaliza&#231;&#245;es no grupo com inibidor da ECA com baixa dosagem foram distribu&#237;das entre dois pacientes. Todas as hospitaliza&#231;&#245;es foram o resultado da necessidade de revisar a terapia programada em raz&#227;o da ocorr&#234;ncia de um agravamento mal tolerado dos sinais e/ou sintomas de insufici&#234;ncia card&#237;aca, tais como o aumento do edema perif&#233;rico ou dispneia exacerbada.</p>
    <p>A transi&#231;&#227;o para o regime de dosagem baixa de inibidor da ECA ocorreu em 2/15 (13,3%) dos pacientes com ICC originalmente indicados para o grupo com alta dosagem de inibidor da ECA. A altera&#231;&#227;o oposta para o grupo com alta dosagem de Inibidor da ECA envolveu 3/42 pacientes (7% dos pacientes inicialmente tratados com uma dosagem baixa de inibidor da ECA).</p>
    <p>A distribui&#231;&#227;o de sexo e idade e as caracter&#237;sticas hematoqu&#237;micas e cl&#237;nicas basais dos dois grupos (grupos com dosagem baixa e alta de inibidor da ECA) s&#227;o apresentadas na <xref ref-type="table" rid="aop09811t01">tabela 1</xref>. O teste ANOVA de um fator foi aplicado para comparar as vari&#225;veis cont&#237;nuas e os testes &#935;2 (Qui-quadrado) ou exato de Fisher foram empregados para compara&#231;&#227;o das vari&#225;veis dicot&#244;micas.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop09811t01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-06-0507-00100-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Utilizando a an&#225;lise de regress&#227;o de riscos proporcionais de Cox, os preditores univariados significativos da fun&#231;&#227;o renal diminu&#237;da foram o tratamento com inibidor da ECA com alta dosagem, a terapia com diur&#233;tico de al&#231;a intravenosa intensiva (um ou mais cursos de infus&#227;o), idade (vari&#225;vel cont&#237;nua) e idade inferior a 75 anos (<xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref>).</p>
    <table-wrap id="t2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-06-0507-00100-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>Os resultados da an&#225;lise multivariada de riscos proporcionais de Cox, utilizando a ocorr&#234;ncia de ARD durante o seguimento como um desfecho (vari&#225;vel censurada), s&#227;o apresentados na <xref ref-type="table" rid="aop09811t03">tabela 3</xref>. Ap&#243;s o controle de todas as outras vari&#225;veis, apenas o tratamento com inibidor da ECA com alta dosagem (raz&#227;o de risco: IC de 12,4681: 2,1614 a 71,9239 p = 0,0050) e creatinina s&#233;rica basal (rela&#231;&#227;o de risco: 1,2344, IC: 1,0414 a 1,4632, p = 0,0157) foram demonstrados estar associados com um maior risco de fun&#231;&#227;o renal diminu&#237;da durante o per&#237;odo de seguimento. Com base na estimativa da curva de Kaplan-Meier, o hazard ratio (HR) para o desenvolvimento de diminui&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o renal foi 8,1803 (log rank p &lt; 0,0001) no grupo da dose inibidor da ECA elevado em compara&#231;&#227;o com inibidor da ECA grupo de dose baixa (<xref ref-type="fig" rid="aop09811f01">Fig. 1</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop09811t03">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-06-0507-00100-gt03.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop09811f01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-06-0507-00100-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Com rela&#231;&#227;o &#224; intera&#231;&#227;o dos testes por tabelas de conting&#234;ncia 2x2 para avaliar a modifica&#231;&#227;o do efeito, encontramos uma significativa intera&#231;&#227;o positiva entre a terapia com inibidor da ECA com alta dosagem e a terapia com diur&#233;ticos de al&#231;a intensiva: pacientes sendo administrados com enalapril ou lisinopril em altas dosagens (mais do que 10 mg e 30 mg por dia), somado &#224; administra&#231;&#227;o de diur&#233;tico de la&#231;o intravenosa apresentaram um risco aumentado de disfun&#231;&#227;o renal em compara&#231;&#227;o com pacientes do mesmo grupo com alta dosagem de Inibidor da ECA que n&#227;o haviam sido submetidos a esse tipo de tratamento combinado</p>
    <p>(p = 0,0862) (<xref ref-type="fig" rid="aop09811f02">Figura 2</xref>). Ademais, em pacientes com ICC sem diabete pertencente ao grupo com alta dosagem de Inibidor da ECA, uma associa&#231;&#227;o foi observada entre o uso de inibidor da ECA com altas dosagens e o aumento do risco de deteriora&#231;&#227;o renal, mas essa associa&#231;&#227;o n&#227;o era observada em pacientes com ICC do mesmo grupo com alta dosagem de Inibidor da ECA se eles sofriam de diabete (p = 0,0077) (<xref ref-type="fig" rid="aop09811f03">Figura 3</xref>). Dessa forma, tanto a terapia intravenosa intensiva com diur&#233;ticos de al&#231;a quanto o diabete foram identificados como modificadores efetivos da rela&#231;&#227;o entre o inibidor da ECA com alta dosagem e a ARD em pacientes com ICC.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop09811f02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-06-0507-00100-gf02.jpg"/></fig>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop09811f03">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-06-0507-00100-gf03.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Os resultados do nosso estudo mostraram algumas diferen&#231;as significativas quando comparados com aqueles obtidos por estudos anteriores<sup>28,29</sup> com rela&#231;&#227;o &#224; poss&#237;vel associa&#231;&#227;o entre uma terapia com inibidor da ECA e o desenvolvimento de disfun&#231;&#227;o cr&#244;nica renal. A discrep&#226;ncia encontrada ao se comparar os nossos resultados com aqueles obtidos por essas pesquisas pode ser causada por mais de um fator.</p>
    <p>Em primeiro lugar, em nosso estudo, optamos por um aumento na creatinina s&#233;rica &gt; 30% com rela&#231;&#227;o ao segmento basal como crit&#233;rio para definir o dano renal, que &#233; um corte mais sens&#237;vel comparado com aqueles adotados por outros autores em outros lugares.</p>
    <p>Em vez disso, o estudo de ELITE<sup>28</sup> e o estudo de Knight e cols.<sup>29</sup> definiram a deteriora&#231;&#227;o renal como um aumento na creatinina s&#233;rica, respectivamente, de &gt; 0,3 e <underline>&gt;</underline> 0,5 mg/dL com rela&#231;&#227;o ao valor basal. Destarte, com base no crit&#233;rio de inclus&#227;o menos restritivo que adotamos, uma maior incid&#234;ncia de disfun&#231;&#227;o renal agravada era esperada em nosso estudo. Outra quest&#227;o deve ser considerada no tocante &#224; composi&#231;&#227;o diferente de nosso relato de caso: de fato, os pacientes com ICC inclu&#237;dos em nosso estudo apresentaram um consistentemente alto envolvimento das c&#226;maras card&#237;acas direitas e, consequentemente, apresentavam um maior risco de disfun&#231;&#227;o renal, por causa da congest&#227;o venosa renal quando comparados aos pacientes inclu&#237;dos nos estudos anteriores, a maioria dos quais sofriam de insufici&#234;ncia apenas do ventr&#237;culo esquerdo, ou seja, um tipo de insufici&#234;ncia card&#237;aca menos propenso ao desenvolvimento de disfun&#231;&#227;o renal, tanto espont&#226;nea quanto iatrog&#234;nica. A quest&#227;o de saber se os inibidores da ECA tinham de ser tratados com maior cautela e se os pacientes com ICC com insufici&#234;ncia card&#237;aca direita ou biventricular descompensada tinham de receber menores dosagens quando comparados &#224;queles com insufici&#234;ncia apenas do ventr&#237;culo esquerdo n&#227;o recebeu at&#233; agora a considera&#231;&#227;o e aten&#231;&#227;o devidas. De fato, em nossa opini&#227;o, a congest&#227;o venosa renal, que est&#225; presente apenas nos pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca somente no ventr&#237;culo direito, conforme caracterizado pela hipertens&#227;o venosa sist&#234;mica, n&#227;o tem nenhum benef&#237;cio com altas dosagens de medicamentos vasodilatadores tais como o inibidor da ECA. Nesse grupo de pacientes, a descongest&#227;o farmacol&#243;gica alcan&#231;ada por meio de diur&#233;ticos de al&#231;a deve ser associada com uma pol&#237;tica terap&#234;utica voltada para preservar a filtra&#231;&#227;o glomerular utilizando agentes osm&#243;ticos<sup>30-33</sup>, de forma a manter uma taxa de enchimento adequada e recuperar o fluido do espa&#231;o extravascular sem induzir qualquer queda na filtra&#231;&#227;o glomerular relacionada &#224; deple&#231;&#227;o intravascular.</p>
    <p>Cabe ressaltar tamb&#233;m o nosso conceito de alta e baixa dosagem de inibidor da ECA, chamando aten&#231;&#227;o para o fato de que isso deve ser interpretado de acordo com um significado n&#227;o absoluto. Na verdade, os pacientes com ICC j&#225; tratados com medicamentos capazes de mitigar a ativa&#231;&#227;o de SRAA, tais como os betabloqueadores, antagonistas do receptor da aldosterona ou baixas dosagens de digoxina, mesmo uma dosagem de 20 mg por dia de enalapril ou lisinopril, poderia ser rotulada como "alta", especialmente no caso em que a simula&#231;&#227;o de hipertens&#227;o ou SRAA estejam faltando. Este &#233; o exato caso dos pacientes com ICC com quadro hemodin&#226;mico e cl&#237;nico, apresentando uma boa resposta &#224; terapia e mantidos em repouso. Al&#233;m disso, o tratamento habitual de pacientes com ICC classificados na classe III da NYHA, como aqueles considerados em nosso estudo, incluiu principalmente antagonistas do receptor da aldosterona, cuja capacidade de melhora da sobrevida nesse cen&#225;rio cl&#237;nico foi comprovada<sup>34</sup>. Dessa forma, para evitar a hipercalemia e a acidose e arritmias associadas, as dosagens do inibidor da ECA devem ser reduzidas quando associadas &#224; administra&#231;&#227;o de qualquer antagonista do receptor da aldosterona; assim, mesmo uma dosagem di&#225;ria de 20 mg de enalapril ou lisinopril poderia ser definida como "alta" quando considerada nesse quadro cl&#237;nico e farmacol&#243;gico em especial.</p>
    <p>Ao comparar as caracter&#237;sticas basais dos dois grupos (o com "alta" dosagem do inibidor da ECA <italic>versus</italic> o com "baixa" dosagem do inibidor da ECA) uma distribui&#231;&#227;o desigual das abordagens et&#225;rias e farmacol&#243;gicas torna-se evidente. Essas diferen&#231;as basais, referentes ao desenho observacional do estudo, influenciam os resultados da an&#225;lise univariada de regress&#227;o de riscos proporcionais de Cox. Na verdade, alguns preditores de disfun&#231;&#227;o renal agravada desenvolvidos ao longo do seguimento, conforme detectados pela an&#225;lise univariada de Cox, podem representar um simples reflexo da distribui&#231;&#227;o heterog&#234;nea dos esquemas et&#225;rios e farmacol&#243;gicos do segmento basal entre os dois grupos. Por exemplo, de acordo com a an&#225;lise univariada (<xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref>), a administra&#231;&#227;o intensiva de diur&#233;ticos de al&#231;a est&#225; associada a um risco aumentado de desenvolvimento de dano renal durante o seguimento, mas essa associa&#231;&#227;o pode ser simplesmente causada por um vi&#233;s de sele&#231;&#227;o em nosso estudo proveniente de um uso mais frequente de altas dosagens do inibidor da ECA em pacientes submetidos a regime de diur&#233;ticos de al&#231;a intravenosos (<xref ref-type="table" rid="aop09811t01">Tabela 1</xref>). Um vi&#233;s de sele&#231;&#227;o tamb&#233;m explica a constata&#231;&#227;o univariada de menor incid&#234;ncia do agravamento renal em pacientes com mais de 75 anos: na verdade, os pacientes que tomaram altas dosagens do inibidor da ECA apresentaram uma idade significativamente menor em compara&#231;&#227;o com o grupo com baixa dosagem do Inibidor da ECA (<xref ref-type="table" rid="aop09811t01">Tabela 1</xref>).</p>
    <p>Al&#233;m disso, outra quest&#227;o que deve ser discutida &#233; aquela tocante aos estudos<sup>35-37</sup> que trataram do problema da dosagem da terapia com inibidor da ECA em pacientes com ICC, tendo sido as coortes inclu&#237;das caracterizadas consistentemente pela sele&#231;&#227;o preliminar da popula&#231;&#227;o do estudo, voltadas a excluir qualquer paciente com ICC com disfun&#231;&#227;o renal observ&#225;vel no segmento basal, de acordo com crit&#233;rios de inclus&#227;o que talvez tenham sido muito fechados. Dessa forma, houve a sele&#231;&#227;o de um tipo de pacientes que mais provavelmente n&#227;o sentiriam os efeitos do inibidor da ECA com altas dosagens que, no entanto, acreditava-se ser capaz de provocar altera&#231;&#245;es renais prejudiciais apenas em pacientes com ICC que j&#225; sofriam de disfun&#231;&#227;o renal. Pelo contr&#225;rio, no nosso desenho de estudo, n&#227;o indicamos a necessidade de excluir os pacientes com ICC que sofressem de disfun&#231;&#227;o renal cr&#244;nica leve a moderada na sua inclus&#227;o - considerando que sua creatinina s&#233;rica n&#227;o era superior ao corte de 2,2 mg/dL -, o que estava em vis&#237;vel conflito com os crit&#233;rios<sup>36</sup> adotados na maioria dos estudos que tratavam da compara&#231;&#227;o entre altas e baixas dosagens do inibidor da ECA no quadro cl&#237;nico da ICC.</p>
    <p>At&#233; onde sabemos, as dosagens mais elevadas do inibidor da ECA nunca foram associadas &#224; g&#234;nese de dano renal progressivo; pelo contr&#225;rio, um potencial de toxicidade renal dos inibidores da ECA em pacientes com ICC, sem distin&#231;&#227;o de dosagens, &#233; destacado por um estudo de Knight e cols.<sup>29</sup>, no qual o inibidor da ECA enalapril &#233; associado a um aumento de 33% no risco de desenvolvimento de agravamento renal ao longo de um seguimento de dois anos, utilizando um modelo univariado de Cox.</p>
    <p>Em nosso estudo, por meio da regress&#227;o multivariada proporcional de Cox, a creatinina s&#233;rica basal tamb&#233;m foi identificada como um preditor de deteriora&#231;&#227;o renal. Ou seja, o risco no decorrer do tempo foi calculado para um aumento de 23,4% por mg/dL relativo ao aumento da creatinina s&#233;rica (<xref ref-type="table" rid="aop09811t03">Tabela 3</xref>). Esse achado nos leva a inferir que uma creatinina s&#233;rica basal elevada &#233; um marcador de risco aumentado de insufici&#234;ncia renal durante o seguimento subsequente e, talvez, que ela pr&#243;pria propicie um desfecho renal desfavor&#225;vel, de maneira independente da terapia. Al&#233;m disso, essa observa&#231;&#227;o est&#225; em acordo com outros relatos da literatura<sup>38</sup>.</p>
    <p>Em nosso estudo, utilizando-se tabelas de conting&#234;ncia 2x2, descobrimos que o inibidor da ECA com "alta" dosagem n&#227;o aumentou o risco de deteriora&#231;&#227;o renal em pacientes com ICC com diabete, conquanto aumentasse o risco de insufici&#234;ncia renal associada a diur&#233;ticos nos pacientes com ICC (<xref ref-type="fig" rid="aop09811f02">Figuras 2</xref> e <xref ref-type="fig" rid="aop09811f03">3</xref>). Em outras palavras, no grupo com "alta" dosagem de inibidor da ECA, constatou-se que o efeito da inibi&#231;&#227;o da ACE m&#225;xima como um fator de risco para o agravamento da fun&#231;&#227;o renal em pacientes com ICC era mitigado em pacientes com ICC com diabete comparado &#224;queles sem diabete (<xref ref-type="fig" rid="aop09811f03">Figura 3</xref>), provavelmente por causa do inibidor da ECA em geral exercer um efeito renoprotetor muito importante em todos os pacientes diab&#233;ticos, incluindo os pacientes diab&#233;ticos com ICC. Esse achado &#233; corroborado por muitos estudos, demonstrando o efeito protetor renal da inibi&#231;&#227;o da ECA em pacientes com diabete<sup>5,21,22</sup>. Al&#233;m disso, em nosso estudo, a terapia diur&#233;tica intravenosa intensiva foi considerada um preditor univariado, e n&#227;o um preditor multivariado, do desenvolvimento de insufici&#234;ncia renal, um efeito que se constatou mais marcante no grupo com "alta" dosagem de inibidor da ECA. A rela&#231;&#227;o entre a terapia de descarga com diur&#233;ticos de al&#231;a e a disfun&#231;&#227;o renal &#233; frequentemente reportada na literatura, mas os resultados deste estudo, baseados em um pequeno relato de caso, apenas confirmam parcialmente esse risco, uma vez que nossa an&#225;lise multivariada n&#227;o identificou que o tratamento intensivo de descarga de diur&#233;ticos era um preditor significativo de agravamento renal em nossa popula&#231;&#227;o de pacientes com ICC. Por sua vez, o efeito negativo sobre a fun&#231;&#227;o renal de diur&#233;ticos de al&#231;a administrados por via intravenosa, conforme apontado por alguns autores<sup>9,18-20</sup>, tamb&#233;m poderia ser potencialmente explicado pelo vi&#233;s de sele&#231;&#227;o<sup>14</sup>. Em outras palavras, os pacientes com ICC com quadros cl&#237;nicos mais graves por si e com um maior risco de insufici&#234;ncia card&#237;aca e renal podem ter apresentado uma probabilidade maior de receber tratamentos infusionais repetidos com diur&#233;ticos de al&#231;a intravenosos.</p>
    <p>
      <bold>Limita&#231;&#245;es do estudo</bold>
    </p>
    <p>O estudo possui algumas limita&#231;&#245;es que devem ser consideradas. A limita&#231;&#227;o mais importante &#233; a de que esse estudo se baseia em um desenho retrospectivo ("estudo de coorte retrospectivo"), o que n&#227;o nos permite acompanhar o hist&#243;rico natural de agravamento da fun&#231;&#227;o renal ap&#243;s o seu desenvolvimento e as subsequentes altera&#231;&#245;es na dosagem do inibidor da ECA. Assim, seria necess&#225;ria uma valida&#231;&#227;o adicional por um ensaio randomizado espec&#237;fico e controlado. Tamb&#233;m n&#227;o possu&#237;mos uma avalia&#231;&#227;o direta da fun&#231;&#227;o renal, tal como a taxa de filtra&#231;&#227;o glomerular. No entanto, na maioria dos quadros cl&#237;nicos, a creatinina s&#233;rica ainda &#233; a medida indireta usual da fun&#231;&#227;o renal. Outra limita&#231;&#227;o &#233; a de que houve algumas varia&#231;&#245;es na dosagem do inibidor da ECA durante o seguimento nos grupos com alta e baixa dosagem. Essas mudan&#231;as indicaram que poucos pacientes (2/15, equivalendo a 13,3% dos pacientes originalmente dispostos no grupo com alta dosagem) estavam sendo submetidos a uma redu&#231;&#227;o na dosagem &#250;nica di&#225;ria, de modo a passar do grupo com alta para o com baixa dosagem. Embora mais raramente (3/42 pacientes, 7%), a mudan&#231;a inversa, ou seja, a transi&#231;&#227;o do grupo com baixa dosagem de inibidor da ECA para com alta dosagem tamb&#233;m foi demonstrada. A contagem dos casos de altera&#231;&#227;o na dosagem original foi realizada, ao passo que nenhuma dessas mudan&#231;as agrupamento relativo ao inibidor da ECA foi considerada pela an&#225;lise estat&#237;stica final, de acordo com o princ&#237;pio da inten&#231;&#227;o de tratar. Portanto, demonstrou-se que os pacientes com ICC que alteraram a dosagem original de inibidor da ECA foram analisados como pertencentes ao regime de Inibidor da ECA alto ou baixo, conforme atribu&#237;do na inclus&#227;o. Por fim, a medida aproximada do estado vol&#234;mico que consiste na estimativa ecogr&#225;fica das altera&#231;&#245;es respirat&#243;rias nos di&#226;metros da cava talvez possa ter influenciado o vi&#233;s de nossos resultados ao por detectar no tempo devido qualquer queda no volume circulante efetivo de sangue n&#227;o t&#227;o acentuado quanto o identificado na ultrassonografia. &#201; sabido que o retorno venoso e a pr&#233;-carga card&#237;aca, relacionados com o volume intravascular mesmo moderadamente comprometido, s&#227;o capazes de levar &#224; vasoconstri&#231;&#227;o espl&#226;ncnica reflexa<sup>39</sup>, dessa forma reduzindo o fluxo renal e a taxa de filtra&#231;&#227;o glomerular em pacientes com ICC, em especial na presen&#231;a de congest&#227;o espl&#226;ncnica e venosa renal<sup>40</sup>. Em vez disso, a avalia&#231;&#227;o direta da condi&#231;&#227;o vol&#234;mica por monitoramento de press&#227;o venosa central invasivo durante os per&#237;odos de instabilidade hemodin&#226;mica<sup>8</sup> talvez nos permitisse modular de uma melhor forma as dosagens do inibidor da ECA, reduzindo ou interrompendo-os na presen&#231;a de deple&#231;&#227;o de volume diagnosticada no devido tempo. Dessa forma, um monitoramento mal conduzido da condi&#231;&#227;o vol&#234;mica - por ecografia da veia cava - mais do que o uso de altas dosagens de inibidor da ECA deve ter levado a uma terapia com inibidor da ECA e diur&#233;ticos mensurada erroneamente a maior, dessa forma propiciando uma transi&#231;&#227;o da condi&#231;&#227;o inicial de sobrecarga card&#237;aca para um estado hipovol&#234;mico relativo, induzindo uma insidiosa les&#227;o renotubular subaguda<sup>8</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#245;es</bold>
    </p>
    <p>Apesar da de uma bem documentada redu&#231;&#227;o na taxa de mortalidade causada pelo uso do inibidor da ECA em pacientes com ICC, nosso estudo destaca que as altas dosagens de inibidor da ECA aumentam o risco de comprometimento de filtra&#231;&#227;o glomerular nesses pacientes, conforme avaliado pelo aumento do n&#237;vel de creatinina s&#233;rica. Al&#233;m disso, mesmo um n&#237;vel de creatinina s&#233;rica mais alta na admiss&#227;o foi mostrado ter associa&#231;&#227;o com um risco aumentado de agravamento renal durante o per&#237;odo de seguimento de dois anos. O risco "nefrot&#243;xico" relacionado com o inibidor da ECA com "altas" dosagens &#233; significativamente maior em pacientes com ICC de qualquer idade concomitantemente prescritos com regimes intensivos com diur&#233;ticos de al&#231;a intravenosos. Dessa forma, aos pacientes com ICC avan&#231;ada n&#227;o deve ser negado o benef&#237;cio associado aos inibidores da ECA, mas deve haver um acompanhamento cl&#237;nico atento da fun&#231;&#227;o renal, em especial no caso em que qualquer terapia intensiva com diur&#233;ticos seja planejada para aliviar os sintomas ou sinais de reten&#231;&#227;o de fluidos acentuada.</p>
    <p>Por sua vez, a terapia com inibidores da ECA, mesmo quando administrada com altas dosagens, parece reduzir o risco de insufici&#234;ncia renal relacionada ao diabete.</p>
    <p>Esses resultados podem ser utilizados para implantar as diretrizes de tratamento para o acompanhamento da terapia com inibidor da ECA em pacientes com ICC e eles tamb&#233;m podem fornecer valiosas contribui&#231;&#245;es para uma investiga&#231;&#227;o mais aprofundada sobre alguns mecanismos fisiopatol&#243;gicos e renoprotetores ainda n&#227;o bem compreendidos.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Renato De Vecchis </p>
        <p> Via P.Gaurico 21, Napoli </p>
        <p> 80125 - Napoli, Italy </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="carmelariano@tiscali.it">carmelariano@tiscali.it</email>
        </p>
        <p>
          <email xlink:href="r.de.vecchis@alice.it">r.de.vecchis@alice.it</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 20/01/11; revisado recebido em 09/05/11; aceito em 07/06/11.</p>
  </body>
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          <article-title>Cardiorenal syndrome in decompensated heart failure</article-title>
          <source>Heart</source>
          <date>
            <year>2010</year>
          </date>
          <fpage>255</fpage>
          <lpage>60</lpage>
          <issue>4</issue>
          <volume>96</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Tang</surname>
              <given-names>WH</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Mullens</surname>
              <given-names>W</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">ACE-inhibitor therapy at relatively high doses and risk of renal worsening in chronic heart failure</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Renoprotective effect of ACE-inhibitors has been questioned in case of decreased effective circulating volume, like in right or biventricular chronic heart failure. OBJECTIVE: To detect clinical predictors of renal worsening in CHF patient population characterized by two types of ACE-inhibitor dosing regimens. METHODS: According to a retrospective cohort design, we followed 2 groups of patients with CHF - whether right or biventricular -, all in III NYHA class treated with ACE-inhibitors (enalapril or lisinopril), and with left ventricular ejection fraction (LVEF) &lt; 50%, by distinguishing them by ACE-inhibitor dosing: average-low (&lt;10 mg per day) or "high" dose (&gt;10 mg per day) of enalapril or lisinopril. Worsened renal failure (ARD) was defined by Cr increase &gt;30% from baseline. Cox proportional hazards model was used to identify the predictors of ARD among the following variables: ACE-inhibitors "high" dose, age, basal LVEF, history of repeated intensive intravenous loop diuretic therapies (IV diur), diabetes, basal Cr, history of hypertension, systolic blood pressure &lt; 100 mm Hg. RESULTS: 57 patients were recruited, of whom 15 were treated with ACE-inhibitor "high" dose. During a mean follow-up of 718 days, ARD occurred in 17 (29.8%) patients. Only ACE-inhibitor "high" dose (HR: 12.4681 C.I.: 2.1614-71.9239 p=0.0050) and basal Cr (HR: 1.2344 C.I.: 1.0414-1.4632 p=0.0157) were shown to predict ARD. Moreover, ACE-inhibitor "high" doses were shown to fail to predict ARD in both CHF without IV diur and CHF with diabetes. CONCLUSION: In III NYHA class CHF, ACE-inhibitor "high" doses and a higher basal Cr predicted ARD. Nephrotoxicity related to ACE-inhibitor "high" doses was increased by IV diur, whereas it was not detected in CHF patients with diabetes.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Heart Failure</kwd>
        <kwd>Enzyme Inhibitors</kwd>
        <kwd>Peptidyl-Dipeptidase A</kwd>
        <kwd>Diuretics</kwd>
        <kwd>Diabetes Mellitus</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>ACE-inhibitor therapy at relatively high doses and risk of renal worsening in chronic heart failure</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Renato De Vecchis<sup>I</sup>; Giuseppina Di Biase<sup>II</sup>; Carmelina Ariano<sup>I</sup>; Carmela Cioppa<sup>I</sup>; Anna Giasi<sup>I</sup>; Antonio Ciccarelli<sup>II</sup>; Armando Pucciarelli<sup>I</sup>; Salvatore Cantatrione<sup>I</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Cardiology Unit, Presidio Sanitario Interm&#233;dio "Elena d'Aosta", Naples, Italy;</p>
      <p><sup>II</sup>Neurorehabilitation Unit, Casa di Cura "S.Maria del Pozzo", Somma Vesuviana (Naples), Italy</p>
      <p>Mailing Address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> Renoprotective effect of ACE-inhibitors has been questioned in case of decreased effective circulating volume, like in right or biventricular chronic heart failure.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To detect clinical predictors of renal worsening in CHF patient population characterized by two types of ACE-inhibitor dosing regimens.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> According to a retrospective cohort design, we followed 2 groups of patients with CHF - whether right or biventricular -, all in III NYHA class treated with ACE-inhibitors (enalapril or lisinopril), and with left ventricular ejection fraction (LVEF) &lt; 50%, by distinguishing them by ACE-inhibitor dosing: average-low (<underline>&lt;</underline>10 mg per day) or "high" dose (&gt;10 mg per day) of enalapril or lisinopril. Worsened renal failure (ARD) was defined by Cr increase &gt;30% from baseline. Cox proportional hazards model was used to identify the predictors of ARD among the following variables: ACE-inhibitors "high" dose, age, basal LVEF, history of repeated intensive intravenous loop diuretic therapies (IV diur), diabetes, basal Cr, history of hypertension, systolic blood pressure <underline>&lt;</underline> 100 mm Hg.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> 57 patients were recruited, of whom 15 were treated with ACE-inhibitor "high" dose. During a mean follow-up of 718 days, ARD occurred in 17 (29.8%) patients. Only ACE-inhibitor "high" dose (HR: 12.4681 C.I.: 2.1614-71.9239 p = 0.0050) and basal Cr (HR: 1.2344 C.I.: 1.0414-1.4632 p = 0.0157) were shown to predict ARD. Moreover, ACE-inhibitor "high" doses were shown to fail to predict ARD in both CHF without IV diur and CHF with diabetes.</p>
      <p><bold>CONCLUSIONS:</bold> In III NYHA class CHF, ACE-inhibitor "high" doses and a higher basal Cr predicted ARD. Nephrotoxicity related to ACE-inhibitor "high" doses was increased by IV diur, whereas it was not detected in CHF patients with diabetes.</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Heart failure; enzyme inhibitors; peptidyl-dipeptidase a; diuretics; diabetes mellitus.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>The risk of renal toxicity related to ACE-inhibitors was rather feared when these compounds were introduced as therapeutic agents for hypertension and chronic heart failure (CHF)<sup>1-4</sup>. These concerns were later confuted and/or scaled down by many studies and meta-analyses<sup>5-7</sup> highlighting the renoprotective effect of ACE-inhibitors, which arises from their property to induce a reduction in pathologically high glomerular intracapillary pressure, as found in diabetes or primary hypertension.</p>
      <p>However, it is also true that combination therapy using high doses of loop diuretics and ACE-inhibitors can entail harmful consequences for glomerular filtration function. This concept is rather clear today<sup>2,8-11</sup>, but it has a long time been neglected because of the prevailing notion<sup>12,13</sup> that the marked pharmacological antagonism of RAAS during intensive diuretic therapy is likely to favorably influence both renal function and general hemodynamics in CHF patients, by effectively counterbalancing the rennin-angiotensin-aldosterone system (RAAS) activation, found to consistently stem from the administration of high doses of diuretics<sup>14</sup>. Nevertheless, several studies have pointed out that hypotension, as developing during unloading treatment with IV loop diuretics maintained for several days, can produce a more detrimental effect on renal hemodynamics and glomerular filtration, if an ACE-inhibitor therapy is also administered<sup>15-17</sup>. This may be caused by an overly marked fall in vasoconstrictor tonic drive of the glomerular efferent arteriole , related to ACE-inhibitor "high" doses (i.e.: &gt;10 mg of enalapril or equivalent dose of another ACE-inhibitor) and resulting in a noxious blood shift from glomerular capillary toward efferent arteriolar bed. Unfortunately, this worsens the hemodynamic consequences of renal hypoperfusion, diuretic-related, by causing and/or worsening a concurrent drop in glomerular filtration rate. Since intensive diuretic therapy is known to be capable of producing impaired renal blood supply and renal worsening from sodium and volume depletion in patients with CHF<sup>18-20</sup>, the attempt to detect any potential drug interaction between ACE inhibitors and diuretics in our CHF patient population has just been one of the aims of our study. Diabetes would also be expected to predispose patients with CHF to the development of renal worsening<sup>21</sup>. On the other hand, ACE-inhibitor therapy is usually thought to impede or slow down the progression of diabetic nephropathy in patients with diabetes without CHF (22-23). Thus, our study has been intended to furnish further data on the effect of ACE inhibitors in patients with CHF and diabetes.</p>
      <p>According to several previous studies<sup>24-26</sup>, a higher incidence of significantly worsened renal function is likely to occur in older patients with CHF compared to younger patients regardless of the therapy. Moreover, based on some studies<sup>25,26</sup>, older patients taking ACE-inhibitors may be more likely to develop renal impairment than older patients who do not take ACE-inhibitors. On the other hand, CHF severity expressed by a low left ventricular ejection fraction (LVEF) would be expected to predispose to renal impairment because of associated poor renal perfusion and neurohormonal activation. Finally, beta-blockers may have beneficial effects on renal function due to property to induce attenuation of renin release coupled to their sympatholytic effects<sup>27</sup>, even though the risk of reduced renal perfusion because of their negative inotropic effect and/or concurrent possible hypotension is also to be considered.</p>
      <p>Accordingly, in our CHF population, we have also investigated the controversial relation between these factors (old age, reduced left ventricular systolic function, beta-blocker therapy) and a possible renal toxicity development during ACE-inhibitor prolonged use at various doses.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>A retrospective, observational cohort study was designed by recruiting patients with CHF - all of whom treated by ACE-inhibitors at various doses - from two centers (N.R. Cl S.M.dP. and C. U. E.d'A.). One investigator in each institute( RDV at E.dA and AC at Cl S.M.dP. ) reviewed the charts of all patients admitted between June 2006 and June 2008 in the respective outpatients' clinics. Any increase in serum creatinine greater than 30% of its basal value - measured before starting the follow-up period - was defined as worsened or new-onset renal failure(ARD). Using a cohort design, we analyzed two groups of patients with CHF - whether right or biventricular CHF -, all of whom placed in the III New York Heart Association (NYHA) class and treated with ACE-inhibitors (enalapril or lisinopril). The subdivision of the study population among two groups was made on the basis of the scheduled dose of ACE-inhibitor: average-low (<underline>&lt;</underline>10 mg per day) or "high" (i.e. &gt;10 mg per day) dose of enalapril or lisinopril. Patients were recruited as long as they had a history of CHF with clinical picture at enrollment of stable III NYHA class along with echocardiographic left ventricular ejection fraction (LVEF) &lt; 50% plus documented presence of ACE-inhibitors in their therapy. Exclusion criteria were myocardial infarction within 30 days, arrhythmia-related syncope, major cardiac surgery, unstable angina, uncontrollable hypertension, cor pulmonale, major neurologic disease or cerebrovascular disease, suspected renal artery stenosis, advanced renal failure (i.e. serum creatinine &gt; 2.2 mg/dl at baseline) and likely noncompliance (e.g.: alcoholism, drug addiction).</p>
      <p>Follow-up visits, as usually accomplished at two Institutions involved in our research and checked by our retrospective analysis, included patient's history, physical examination, assessment of medication usage, assessment of adverse effects, alterations in drug dosage, laboratory and echocardiographic data collection In particular, echoDoppler study of end-expiratory and end-inspiratory venous caval fluctuations<sup>11</sup> were periodically done in all followed up CHF III NYHA class patients as customary practice in order to achieve a useful approximate measurement of the patient's hemodynamic status and to monitor his intravascular effective circulating volume. Furthermore, regarding the two groups we had defined on the basis of the ACE-inhibitor dosing, we decided that any possible switch of the original prescribed dose from one to the other group was not to be considered by final statistical analysis(according to the principle of "intention to treat" analysis).</p>
      <p>
        <bold>Statistical analysis</bold>
      </p>
      <p>Statistical analysis was performed using EPI INFO software (version 3.3 for Windows, from the Center for Disease Control and Prevention, Atlanta, US). Categorical variables were analyzed by Chi-square and Fisher exact tests, while continuous variables were compared using the ANOVA one-way test or Mann-Whitney test for skewed distributions.</p>
      <p>Cumulative risk was estimated with Kaplan-Meier analysis. Kaplan-Meier estimator curves were built, and the log-rank test was used to compare the relative risk of ARD between the ACE-inhibitor low and high dose groups. A multivariate Cox proportional hazards model was then fitted by assuming ARD (i.e. a rise in serum creatinine &gt; 30% from the level found at the enrollment) as endpoint (censored variable). The variables entered into the Cox model were: assumption of a daily oral dose of ACE-inhibitor (enalapril or lisinopril) &gt;10 mg, age(continuous variable), age &lt; 75 years, history of one or more courses of intensive intravenous diuretic therapy, diabetes, basal LVEF (continuous variable), serum creatinine basal values (continuous variable). The results of the Cox proportional hazards regression analysis yielded estimates of the risks per months (hazards) of ARD, with and without administration of doses &gt;10 mg per day of enalapril or lisinopril, over time since the enrollment. Based on these estimates, we computed the cumulative risks over treatment horizons between 1 and 3 years, and with ACE-inhibitor assumption ranging between 2.5 and 30 mg per day after the enrollment.</p>
      <p>We have also built a number of 2X2 contingency tables, aimed to identify all potential interactions involving high dose ACE-inhibitor regimen. Patients with missing data for any of the abovementioned variables were excluded from the analysis.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>We have retrospectively identified and reviewed the records of 112 consecutive patients diagnosed with right or biventricular CHF, all steadily located in III NYHA class as well as characterized by echocardiographic finding of left ventricular ejection fraction (LVEF) &lt; 50% ( measured by the Simpson method). Among them, those treated with ACE-inhibitors and fulfilling the other abovementioned criteria for inclusion in the study were 57 (51%), of whom 15 were treated with enalapril or lisinopril daily dose &gt;10 mg.</p>
      <p>During a mean follow-up of 718 days, ARD occurred in 17 (29.8%) patients. More exactly, during a mean follow-up of 738 days, 6 (14.3%) of 42 patients in the ACE-inhibitor low dose (d"10 mg per day of enalapril or lisinopril) group developed ARD according to the study definition compared with 11 (73.3%) of 15 patients in the ACE-inhibitor high dose (&gt;10 mg per day of enalapril or lisinopril) group during a mean follow-up of 698 days &#151; p (Fisher's exact test) = 0.0001.</p>
      <p>No deaths occurred in the recruited cohort of CHF patients through the 2 year follow-up. Twelve hospitalizations were recorded, 9 of which involved patients (6 on the whole) belonging to the high dose ACE-inhibitor group; whereas the 3 hospitalizations computed in low dose ACE-inhibitor group were distributed among 2 patients. All hospitalizations were caused by the need of revising the scheduled therapy due to occurrence of not well tolerated worsening of heart failure signs and/or symptoms, such as increase in peripheral edema or exacerbated breathlessness.</p>
      <p>A transition to low ACE-inhibitor dosing regimen occurred in 2/15 (13.3%) of CHF patients originally assigned to the high dose ACE-inhibitor group. The opposite switch towards the ACE-inhibitor high dose group involved 3/42 patients (7% of patients initially treated with a low dose of ACE-inhibitor).</p>
      <p>Baseline sex and age distribution and hematochemical and clinical characteristics of the two groups (ACE- inhibitor low and high dose groups) are presented in <xref ref-type="table" rid="en_aop09811t01-body2">Table 1</xref>. The ANOVA one-way test was applied to compare continuous variables and &#967;2 (chi square) or Fisher exact tests were employed for a comparison of dichotomous variables.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_aop09811t01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-06-0507-00100-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>By using the Cox proportional-hazard regression analysis, the significant univariate predictors of decreased renal function were treatment with ACE-inhibitor high dose, intensive intravenous loop diuretic therapy (one or more courses of infusions), age (continuous variable) and age below 75 years (<xref ref-type="table" rid="t2-body2">Table 2</xref>). The results of multivariate Cox proportional-hazard analysis, using the occurrence of ARD during follow-up as an endpoint (censored variable), are presented in <xref ref-type="table" rid="en_aop09811t03-body2">Table 3</xref>. After controlling for all other variables, only treatment with ACE-inhibitor high dose (hazard ratio: 12.4681, C.I.: 2.1614 to 71.9239 p = 0.0050) and basal serum creatinine (hazard ratio: 1.2344; C.I.: 1.0414 to 1.4632; p = 0.0157) were demonstrated to be associated with increased risk of decreased renal function over the follow-up period. On the basis of the Kaplan-Meier estimator curve, the hazard ratio (HR) for developing renal decreased function was 8,1803 (log rank test p &lt; 0.0001) in the ACE-inhibitor high dose group compared with ACE-inhibitor low dose group (<xref ref-type="fig" rid="f1-body2">Fig. 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_aop09811t03-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-06-0507-00100-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <table-wrap id="t2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-06-0507-00100-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <fig id="f1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-06-0507-00100-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>On testing interaction terms by 2x2 contingency tables to assess effect modification, we found a significant positive interaction between ACE-inhibitor high dose therapy and loop diuretic intensive therapy: patients taking enalapril or lisinopril at high dose (more than 10 mg and up to 30 mg per day) plus intravenous loop diuretic administration were at increased risk of renal impairment compared with patients of the same ACE-inhibitor high dose group who had not undergone this kind of combination therapy (p = 0.0862) (<xref ref-type="fig" rid="f2-body2">Figure 2</xref>). Moreover, in CHF patients without diabetes belonging to the ACE-inhibitor high dose group, an association was detected between use of ACE-inhibitor high doses and increased risk of renal deterioration, but this association was missing in CHF patients of the same ACE-inhibitor high dose group, if they were suffering from diabetes (p = 0.0077) (<xref ref-type="fig" rid="f3-body2">Figure 3</xref>). Thus, both intensive intravenous loop diuretic therapy and diabetes were identified as effect modifiers of the relation between ACE-inhibitor high dose and ARD in CHF patients.</p>
      <fig id="f2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-06-0507-00100-gf02-en.jpg"/></fig>
      <fig id="f3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-06-0507-00100-gf03-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The results of our study show some relevant differences compared to those achieved by other previous studies<sup>28,29</sup> regarding the possible association between ACE-inhibitor therapy and development of chronic renal failure. The discrepancy found by comparing our results with those reached by these research studies could be caused by more than one factor.</p>
      <p>Firstly, in our study, we chose a rise in serum creatinine &gt; 30% from baseline as a criterion for defining renal damage, which is a more sensitive cut-off compared to those adopted by other authors elsewhere. Instead, the ELITE study<sup>28</sup> and the study of Knight et al<sup>29</sup> defined renal deterioration as a rise in serum creatinine of &gt; 0.3 and <underline>&gt;</underline> 0.5 mg/dl respectively, from baseline. Thus, based on the less restrictive inclusion criterion we had adopted, a higher incidence of worsened renal failure was to be expected in our study. Another issue is to be considered, which is the different composition of our case-record: actually, the CHF patients included in our study consistently had a high grade involvement of the right cardiac chambers and consequently were at higher risk of renal failure, due to renal venous congestion, compared to patients enrolled in the previous studies, mostly suffering from left only ventricular insufficiency, i.e. a kind of heart failure less prone to renal failure development, both spontaneous and iatrogenic. The question whether ACE-inhibitors have to be handled more cautiously and administered at lower doses in CHF patients with right or biventricular decompensated heart failure compared to those with left only ventricular failure has not received the relevant consideration and attention it however would deserve. Indeed, in our opinion, renal venous congestion, which is present in right only decompensated heart failure patients, as characterized by systemic venous hypertension, does not benefit from high doses of vasodilator drugs, such ACE-inhibitors. In this setting of patients, pharmacological decongestion achieved through loop diuretics should be combined with a therapeutic policy aimed to preserve glomerular filtration using osmotic agents<sup>30-33</sup> in order to maintain a suitable refilling rate and retrieve fluid from extravascular space without inducing any fall in glomerular filtration, intravascular depletion-related.</p>
      <p>Our concept of high and low ACE-inhibitor dose should also be highlighted, by emphasizing that it should be interpreted according to a non-absolute meaning. Actually, in CHF patients already treated with drugs capable of mitigating RAAS activation, such as beta-blockers, aldosterone receptor antagonists or low doses of digoxin, even a dose of 20 mg per day of enalapril or lisinopril could be labeled "high," especially in case of lack of hypertension or RAAS stimulation. This is just the case of CHF patients with stable hemodynamic and clinical picture, exhibiting a good response to therapy and kept at rest. Moreover, usual treatment of CHF patients located in III NYHA class, as those considered by our study, mostly includes aldosterone receptor antagonists, whose capacity to improve survival in this clinical setting has been proven<sup>34</sup>. Therefore, in order to avoid hyperkalemia and its related acidosis and arrhythmias, doses of ACE-inhibitor should be reduced, when coupled to administration of any aldosterone receptor antagonist. Therefore, even a daily dose of 20 mg of enalapril or lisinopril could be defined as "high" when put in this peculiar clinical and pharmacologic scenario.</p>
      <p>By comparing the basal features of the two groups (ACE-inhibitor "high" versus ACE-inhibitor "low" dose), an unequal distribution of age and pharmacological approaches is evident. These basal differences,pertaining to the observational design of study, influence the results of Cox proportional hazards regression univariate analysis. Actually, some predictors of worsened renal failure developed over the follow-up, as detected by Cox univariate analysis, may represent a simple reflection of this basal heterogeneous distribution of age and pharmacologic schemes between the two groups. For instance, according to univariate analysis (<xref ref-type="table" rid="t2-body2">Table 2</xref>), intensive intravenous loop diuretic administration is associated with increased risk of developing renal damage over the follow-up period, but this association may simply be caused by a selection bias in our study originating from a more frequent use of high doses of ACE- inhibitor by patients who have undergone the intravenous loop diuretic regimen (see <xref ref-type="table" rid="en_aop09811t01-body2">Table 1</xref>). A selection bias also accounts for the univariate finding of less incidence of renal worsening in patients older than 75 years: actually, the patients taking high doses of ACE-inhibitor had a significantly lower age compared to ACE-inhibitor low dose group (<xref ref-type="table" rid="en_aop09811t01-body2">Table 1</xref>).</p>
      <p>Furthermore, another issue worthy of debate is that among the studies<sup>35-37</sup> which have faced the problem of dosage of the ACE-inhibitor therapy in CHF patients, the enrolled cohorts were consistently characterized by preliminary selection of the study population, aimed to exclude any CHF patient with overt renal failure at baseline, according to an overly strict enrollment criteria. Therefore, there was the selection of a kind of patient more likely to not feel the effects of ACE-inhibitor high doses, that instead are usually believed to be capable of provoking harmful renal changes just in CHF patients already suffering from renal failure. On the contrary, in our study design, we did not state the need to exclude the CHF patients found to have mild to moderate chronic renal disease at enrollment, provided that their serum creatinine did not exceed the cut-off of 2.2 mg/dl, which overtly conflicts with the criteria<sup>36</sup> adopted in the majority of the studies investigating the comparison between high and low doses of ACE-inhibitors in CHF clinical setting.</p>
      <p>As far as we know, the highest doses of ACE-inhibitor have never been blamed for genesis of progressive renal damage; instead, a potential for renal toxicity of the ACE-inhibitors in CHF patients, without distinction of doses, is highlighted by a study of Knight et al<sup>29</sup>, in which the ACE-inhibitor enalapril is associated to a 33% increase in the risk of developing renal worsening over a two-year follow-up, by using an univariate Cox model.</p>
      <p>In our study, by means of Cox proportional hazards multivariate regression, basal serum creatinine was also identified as a predictor of renal deterioration. The risk in the course of time was calculated to rise by 23.4% per mg/deciliter of increase in serum creatinine (<xref ref-type="table" rid="en_aop09811t03-body2">Table 3</xref>). This finding prompts us to infer that a high basal serum creatinine is a marker of increased risk of renal impairment in the subsequent follow-up and may give rise to an unfavorable renal outcome, irrespective of the therapy. Besides, this observation agrees with other reports in the literature<sup>38</sup>.</p>
      <p>In our study, by using 2x2 contingency tables, we found that ACE-inhibitor "high" dose did not increase the risk of renal deterioration in CHF patients with diabetes, while increasing the risk of diuretic-associated renal impairment in CHF patients (<xref ref-type="fig" rid="f2-body2">Figures 2</xref> and <xref ref-type="fig" rid="f3-body2">3</xref>). In other words, in the ACE-inhibitor "high" dose group,the effect of maximal ACE-inhibition as a risk factor for worsening renal function in CHF patients was found to be mitigated in CHF patients with diabetes compared to those without diabetes (<xref ref-type="fig" rid="f3-body2">Figure 3</xref>), probably because ACE-inhibitors usually exert a very important renoprotective effect in all diabetic patients, including diabetic patients with CHF. This finding is supported by many studies demonstrating the renal protective effect of ACE-inhibition in patients with diabetes<sup>5,21,22</sup>. Furthermore, in our study, intensive intravenous diuretic therapy was a univariate, but not a multivariate predictor of the development of renal impairment, which is a more pronounced effect in the ACE-inhibitor "high" dose group. The relation between unloading therapy with loop diuretics and renal impairment is frequently reported in the literature, but the results from this study, based on a little case record, only partially confirm this risk, since our multivariate analysis failed to identify unloading intensive diuretic treatment as a significant predictor of renal worsening in our CHF patient population. On the other hand, the detrimental effect on renal function of intravenous loop diuretics, as pointed out by some authors<sup>9,18-20</sup>, could also be potentially explained by the selection bias<sup>14</sup>. In other words, CHF patients with more severe per se clinical picture and at increased risk for cardiac and renal impairment might have been more likely to receive repeated infusional treatments with intravenous loop diuretics.</p>
      <p>
        <bold>Study limitations</bold>
      </p>
      <p>The study has some limitations that must be considered. The most important limitation is that this study is based on a retrospective design ("retrospective cohort study"), so as to not allow us to follow the natural history of worsening renal function after its development and subsequent changes in the ACE-inhibitor dose. Thus, it would require to be further validated by a specifically targeted, controlled randomized trial. Besides this, we do not have a direct measurement of renal function such as glomerular filtration rate. However, in most clinical settings, serum creatinine is still the usual indirect measurement of renal function. Another limitation is that there were some variations of the ACE-inhibitor dosage during the follow-up in both high and low dose group. These changes entailed that few patients (2/15 equal to 13.3% of patients originally assigned to the high dose group) were getting a reduction in daily dosing so as to vary their real place from high to low dose group. Even though more rarely (3/42 pts; 7%), the opposite shift, i.e. the transition from low to high dose of ACE-inhibitor, was also demonstrated. The count of the cases of alteration in original dosing was carried out, whereas none of these changes in ACE-inhibitor dose grouping was considered by final statistical analysis according to the principle of intention to treat. Therefore, the CHF patients who were shown to vary the original dose of ACE-inhibitor, were analyzed as belonging to initial high or low ACE-inhibitor regimen, as assigned at enrollment. Finally, the rough measurement of the volemic status consisting in echographic estimate of respiratory changes in caval diameters might perhaps have biased our results by failing to timely detect any drop in blood effective circulating volume not so pronounced as to be identified by ultrasonography. It is known that a loss of venous return and cardiac preload, related to even mildly impaired intravascular volume, is able to elicit reflex splanchnic vasoconstriction<sup>39</sup>, thereby reducing renal flow and glomerular filtration rate in CHF patients, especially in the presence of splanchnic and renal venous congestion<sup>40</sup>. Instead, direct measurement of volemic status by central venous pressure invasive monitoring during hemodynamic instability periods<sup>8</sup>, perhaps would allow us to better modulate the ACE-inhibitor doses, by reducing or stopping them in the presence of timely diagnosed volume depletion. Thus poorly conducted monitoring of the volemic status -by caval echography- rather than use of ACE-inhibitor high doses might have prompted an erroneously oversized ACE-inhibitor and diuretic long lasting therapy, so propitiating transition from initial condition of cardiac overload to relative hypovolemic status inducing insidious subacute renotubular injury<sup>8</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Conclusions</bold>
      </p>
      <p>Despite the well-documented decrease in mortality rate caused by ACE inhibitor use in patients with CHF, our study highlights that high doses of ACE- inhibitor increase the risk of glomerular filtration's impairment in these patients, as measured by rise in serum creatinine level. Moreover, even a higher serum creatinine at admission has been shown to be associated with increased risk of renal worsening over a two year follow-up period. The "nephrotoxic "risk related to ACE- inhibitor "high" doses is significantly greater in CHF patients of any age concomitantly prescribed intensive intravenous loop diuretic regimens. Therefore, patients with advanced CHF should not be denied the benefit associated with ACE inhibitors but require close clinical monitoring of renal function, especially in case any intensive diuretic therapy should be planned to relieve symptoms or signs of marked fluid retention.</p>
      <p>Conversely, ACE inhibitor therapy, even administered at high doses, seems to reduce the risk of renal impairment, diabetes-related.</p>
      <p>These findings could be used to implement treatment guidelines for monitoring ACE inhibitor therapy in patients with CHF and they may also yield valuable insights for further investigation concerning some still not well understood pathophysiologic and renoprotective mechanisms.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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