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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">DJYg3mm6kmH9sp9RgNyMz7N</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00014</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2011001400014</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(11)09700514</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2011001400014</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Correla&#231;&#227;o Cl&#237;nico-Radiogr&#225;fica</subject>
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      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>Caso 6/2011 - mulher de 27 anos de idade com origem an&#244;mala da art&#233;ria coron&#225;ria esquerda do tronco pulmonar</article-title>
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            <surname>Atik</surname>
            <given-names>Edmar</given-names>
          </name>
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          <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
          <named-content content-type="state">SP</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Hospital S&#237;rio-Liban&#234;s</institution>
        <country country="BR">Brasil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>11</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
      <volume>97</volume>
      <issue>5</issue>
      <fpage>e102</fpage>
      <lpage>e104</lpage>
      <permissions>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>20</day>
        <month>12</month>
        <year>2011</year>
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  <body>
    <p>
      <bold>CORRELA&#199;&#195;O CL&#205;NICO-RADIOGR&#193;FICA</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Caso 6/2011 - mulher de 27 anos de idade com origem an&#244;mala da art&#233;ria coron&#225;ria esquerda do tronco pulmonar</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Edmar Atik</bold>
    </p>
    <p>Hospital S&#237;rio-Liban&#234;s, S&#227;o Paulo, SP, Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Origem an&#244;mala da art&#233;ria coron&#225;ria esquerda, cardiopatia cong&#234;nita, complica&#231;&#245;es</p>
    <p>
      <bold>Aspectos cl&#237;nicos</bold>
    </p>
    <p>Sopro card&#237;aco havia sido auscultado na inf&#226;ncia e tamb&#233;m aos 18 anos de idade. Durante anos, manteve-se com sintomas vagos de dispneia e de dor precordial irradiada para o membro superior esquerdo. Dilata&#231;&#227;o da art&#233;ria coron&#225;ria direita, visibilizada por ecocardiograma, orientou para diagn&#243;stico presuntivo inicial de doen&#231;a de Kawasaki, o qual foi recentemente descartado por estudo angiogr&#225;fico. Estava em uso de &#225;cido acetilsalic&#237;lico.</p>
    <p>Em exame f&#237;sico, apresentou-se em bom estado geral, eupneica, corada, com pulsos normais, peso de 65 Kg, altura de 156 cm, PA de 110/70 mmHg e FC de 86 bpm. A aorta n&#227;o foi palpada na f&#250;rcula. O prec&#243;rdio estava sem deformidades ou impuls&#245;es e o <italic>ictus cordis</italic> n&#227;o foi palpado. As bulhas eram normofon&#233;ticas e auscultava-se sopro sist&#243;lico, +/++ de intensidade, timbre suave, de eje&#231;&#227;o, nos 3&#186;, 2&#186; e 1&#186; espa&#231;os intercostais esquerdos na borda esternal. O f&#237;gado n&#227;o era palpado.</p>
    <p>
      <bold>Exames complementares</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Eletrocardiograma</bold>
    </p>
    <p>Mostrava ritmo sinusal e sinais de fibrose septal dada a aus&#234;ncia de potenciais do primeiro vetor card&#237;aco em V1 e em V6. N&#227;o havia sinais de sobrecarga cavit&#225;ria, mas hemibloqueio anterior esquerdo (<xref ref-type="fig" rid="a14fig01m">Figura 1</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a14fig01m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-05-e102-00014-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>
      <bold>Radiografia de t&#243;rax</bold>
    </p>
    <p>Mostra discreto aumento da &#225;rea card&#237;aca &#224; custa do arco ventricular esquerdo. O arco m&#233;dio era abaulado e a trama vascular pulmonar ligeiramente proeminente (<xref ref-type="fig" rid="a14fig01m">Figura 1</xref>).</p>
    <p>
      <bold>Ecocardiograma</bold>
    </p>
    <p>Mostrava aumento das cavidades esquerdas (AE = 37 mm, Ao = 30 mm, DDVE = 69 mm, DSVE = 47 mm), al&#233;m da dilata&#231;&#227;o da art&#233;ria coron&#225;ria direita (9 mm) em rela&#231;&#227;o &#224; esquerda (4 mm). A fun&#231;&#227;o de ventr&#237;culo esquerdo estava preservada com fra&#231;&#227;o de encurtamento da fibra mioc&#225;rdica de 32,0%.</p>
    <p>
      <bold>Angiografia e cateterismo card&#237;acos e tomografia tor&#225;cica</bold>
    </p>
    <p>Estabeleceram o diagn&#243;stico da origem an&#244;mala da art&#233;ria coron&#225;ria esquerda do tronco pulmonar. A coron&#225;ria direita era dilatada e nutria a coron&#225;ria esquerda por acentuada circula&#231;&#227;o colateral propiciando fluxo da esquerda para a direita ao n&#237;vel do tronco pulmonar (<xref ref-type="fig" rid="a14fig02m">Figura 2</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a14fig02m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-05-e102-00014-gf02.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>
      <bold>Diagn&#243;stico</bold>
    </p>
    <p>Origem an&#244;mala da art&#233;ria coron&#225;ria esquerda do tronco pulmonar, com fluxo em dire&#231;&#227;o &#224; &#225;rvore arterial pulmonar, em paciente pouco sintom&#225;tico.</p>
    <p>
      <bold>Racioc&#237;nio cl&#237;nico</bold>
    </p>
    <p>O diagn&#243;stico deste defeito &#233;, em geral, apontado quando h&#225; exterioriza&#231;&#227;o cl&#237;nica por insufici&#234;ncia card&#237;aca em face de miocardiopatia isqu&#234;mica que se instala nos primeiros meses de idade. No entanto, em presen&#231;a de circula&#231;&#227;o colateral mais acentuada entre as duas art&#233;rias coron&#225;rias (caso presente), e ainda com desvio de sangue da art&#233;ria coron&#225;ria para a &#225;rvore arterial pulmonar, instala-se ent&#227;o quadro de f&#237;stula arteriovenosa, tipo canal arterial. Por isso, identificou-se neste caso o predom&#237;nio da sobrecarga de volume de ventr&#237;culo esquerdo sobre o processo isqu&#234;mico mioc&#225;rdico (fibrose septal no ECG). Os sintomas vagos, o sopro sist&#243;lico suave na &#225;rea pulmonar, a fibrose septal no eletrocardiograma, a trama vascular pulmonar aumentada poderiam retrospectivamente ter orientado para o diagn&#243;stico de tal anomalia. A ecocardiografia poderia tamb&#233;m ter avan&#231;ado no diagn&#243;stico, caso a suspeita cl&#237;nica tivesse alertado para tal. Da&#237;, a import&#226;ncia da an&#225;lise de todos os achados em conjunto.</p>
    <p>
      <bold>Diagn&#243;stico diferencial</bold>
    </p>
    <p>Cardiopatias cong&#234;nitas acianog&#234;nicas com hiperfluxo pulmonar devem ser evocadas na diferencia&#231;&#227;o. De todas, o canal arterial, a janela aortopulmonar e as f&#237;stulas arteriovenosas em geral se aproximam mais do quadro apresentado. A comunica&#231;&#227;o interatrial se exterioriza por sobrecarga de volume das cavidades direitas, a comunica&#231;&#227;o interventricular nessa faixa et&#225;ria se apresenta por sobrecarga esquerda e com dilata&#231;&#227;o discreta do tronco pulmonar.</p>
    <p>
      <bold>Conduta</bold>
    </p>
    <p>A corre&#231;&#227;o operat&#243;ria do defeito foi considerada em vista da repercuss&#227;o das altera&#231;&#245;es decorrentes do hiperfluxo pulmonar e tamb&#233;m do processo isqu&#234;mico.</p>
    <p>&#192; opera&#231;&#227;o, ambas art&#233;rias coron&#225;rias eram muito dilatadas (10 mm de di&#226;metro), assim como o tronco pulmonar. A coron&#225;ria esquerda emergia da parede posterior do tronco pulmonar em visibiliza&#231;&#227;o direta ap&#243;s incis&#227;o nesta estrutura. A partir de ent&#227;o, reconstruiu-se um tubo com retalho do pr&#243;prio tronco pulmonar que, contendo o &#243;stio coron&#225;rio, foi anastomosado com a parede lateral da aorta ascendente. O p&#243;s-operat&#243;rio, complicado por arritmia (taquicardia parox&#237;stica supraventricular) e por anemia decorrente de sangramento perioperat&#243;rio na zona da via de sa&#237;da do ventr&#237;culo esquerdo, exigiu cuidados que estenderam a alta at&#233; o 12&#186; dia depois da opera&#231;&#227;o. No eletrocardiograma, n&#227;o houve altera&#231;&#245;es e a fun&#231;&#227;o ventricular continuava preservada.</p>
    <p>
      <bold>Considera&#231;&#245;es</bold>
    </p>
    <p>A origem an&#244;mala da art&#233;ria coron&#225;ria esquerda, geralmente do tronco pulmonar, tem se beneficiado ultimamente pela realiza&#231;&#227;o de diagn&#243;stico mais precoce, quando, em t&#237;pico quadro de miocardiopatia dilatada, h&#225; altera&#231;&#227;o caracter&#237;stica de isquemia mioc&#225;rdica no eletrocardiograma. Tal exterioriza&#231;&#227;o manifesta-se precocemente nos primeiros meses de vida, antevista por irritabilidade persistente, choro incoerc&#237;vel, sudorese e cansa&#231;o, pren&#250;ncios de processo isqu&#234;mico mioc&#225;rdico. Sem d&#250;vida, esse quadro inicial deve ser mais valorizado para a realiza&#231;&#227;o do diagn&#243;stico mais precoce ainda de tal anomalia, a fim de que a interven&#231;&#227;o operat&#243;ria possa ser feita idealmente at&#233; antes da instala&#231;&#227;o da deteriora&#231;&#227;o card&#237;aca mais acentuada.</p>
    <p>No entanto, em presen&#231;a de circula&#231;&#227;o colateral mais exuberante entre as duas art&#233;rias coron&#225;rias, o quadro se afigura mais brando e na evolu&#231;&#227;o a isquemia se mostra discreta, assim como o hiperfluxo pulmonar. Mesmo assim, esses pacientes devem ser corrigidos anatomicamente, antes que se instalem altera&#231;&#245;es mais significativas.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold> Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Edmar Atik </p>
        <p> Rua Dona Adma Jafet, 74 conj. 73 - Bela Vista </p>
        <p> 01308-050 - S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="eatik@cardiol.br">eatik@cardiol.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="conatik@incor.usp.br">conatik@incor.usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 29/07/10; revisado recebido em 13/01/11, aceito em 13/01/11.</p>
  </body>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Clinical-Radiographic Correlation</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Case 6/2011 - 27-year-old woman with anomalous origin of left coronary artery from the pulmonary trunk</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CLINICORADIOLOGICAL SESSION</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Case 6/2011 - 27-year-old woman with anomalous origin of left coronary artery from the pulmonary trunk</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Edmar Atik</bold>
      </p>
      <p>Hospital S&#237;rio-Liban&#234;s, S&#227;o Paulo, SP, Brasil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body2">Mailing address</xref>
      </p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Anomalous origin of left coronary artery, congenital heart defect, complications</p>
      <p>
        <bold>Clinical aspects</bold>
      </p>
      <p>A heart murmur had been auscultated in childhood and also at 18 years of age. For years, the patient remained with vague symptoms of dyspnea and chest pain irradiating to the left upper limb. Dilation of the right coronary artery, viewed by echocardiography, led to the initial presumptive diagnosis of Kawasaki disease, which was recently dismissed by angiography. The patient was taking acetylsalicylic acid.</p>
      <p>On physical examination, the patient presented good general condition, was eupneic, with normal color, normal pulses, weighing 65 kg and height of 1.56 m. BP was at 110/70 mmHg and HR at 86 bpm. The aorta could not be felt at suprasternal notch. In the precordium, there were no deformities or impulsions and apical impulse was not palpated. Heart sounds were faint, and systolic murmur was auscultated, +/++ of intensity, soft timbre, of ejection, in the third, second and first left intercostal spaces at the sternal border. Liver could not be felt.</p>
      <p>
        <bold>Complementary tests</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Electrocardiogram</bold>
      </p>
      <p>Showed sinus rhythm and signs of septal fibrosis in the absence of the first potential heart vector in V1 and V6. There were no signs of cavity overload, but left anterior hemiblock (<xref ref-type="fig" rid="en_a14fig01m-body2">Figure 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a14fig01m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-05-e102-00014-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Chest radiography</bold>
      </p>
      <p>Shows mild enlargement of the cardiac area at the expense of left ventricular arch. The middle arch was convex and the pulmonary vasculature was slightly prominent (<xref ref-type="fig" rid="en_a14fig01m-body2">Figure 1</xref>).</p>
      <p>
        <bold>Echocardiography</bold>
      </p>
      <p>Showed increased left cavities (AE = 37 mm, Ao = 30 mm, 69 mm = LVDD, LVSD = 47 mm) and dilatation of right coronary artery (9 mm) compared to the left (4 mm). The left ventricular function was preserved with fractional shortening of myocardial fiber of 32.0%.</p>
      <p>
        <bold>Cardiac catheterization and angiography and chest tomography</bold>
      </p>
      <p>Established the diagnosis of anomalous origin of left coronary artery from the pulmonary trunk. The right coronary artery was dilated and nurtured the left coronary artery by strong collateral circulation providing flow from the left to the right at the level of the pulmonary trunk (<xref ref-type="fig" rid="en_a14fig02m-body2">Figure 2</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a14fig02m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-05-e102-00014-gf02-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Diagnosis</bold>
      </p>
      <p>Anomalous origin of the left coronary artery from the pulmonary trunk, with flow towards the pulmonary arterial tree in patients with few symptoms.</p>
      <p>
        <bold>Clinical reasoning</bold>
      </p>
      <p>The diagnosis of this defect is usually pointed out when there are clinical manifestations of heart failure due to ischemic cardiomyopathy that develops in the first months of age. However, in the presence of collateral circulation more pronounced between the two coronary arteries (if present), and with shunting of blood from the coronary artery to the pulmonary arterial tree, arteriovenous fistula simulating patent ductus arteriosus then develops. Therefore, we identified in this case the predominance of volume overload of left ventricle on myocardial ischemia (septal fibrosis on ECG). The vague symptoms, the soft murmur in the pulmonary area, septal fibrosis on electrocardiogram, increased pulmonary vasculature in retrospect could have led to the diagnosis of this anomaly. Echocardiography could also have advanced in the diagnosis if the clinical suspicion had prompted to do so. Hence the importance of examining all findings together.</p>
      <p>
        <bold>Differential Diagnosis</bold>
      </p>
      <p>Acyanogenic congenital heart disease with increased pulmonary flow should be evoked in the differentiation. From all of these, the ductus arteriosus, aortopulmonary window and arteriovenous fistulae in general are closer to the condition presented. The atrial septal defect is externalized by volume overload of the right chambers, ventricular septal defect in this age group is presented by left overload and slight dilation of the pulmonary trunk.</p>
      <p>
        <bold>Conduct</bold>
      </p>
      <p>The surgical correction of the defect was considered in view of the impact of alterations resulting from increased pulmonary blood flow and the ischemic process.</p>
      <p>During surgery, both coronary arteries were extremely dilated (10 mm diameter) as well as the pulmonary trunk. The left coronary artery emerging from the posterior wall of the pulmonary trunk in direct visualization of this structure after incision. Since then, a tube was reconstructed with a patch from the pulmonary trunk which, containing the coronary ostium, was anastomosed with the lateral wall of the ascending aorta. The postoperative course, complicated by arrhythmia (supraventricular paroxysmal tachycardia) and anemia due to perioperative bleeding in the left ventricle outflow tract, required some cautions which postponed the discharge until the 12<sup>th</sup> day after the operation. On the electrocardiogram, there were no alterations and the ventricular function was still preserved.</p>
      <p>
        <bold>Considerations</bold>
      </p>
      <p>The anomalous origin of the left coronary artery, usually from the pulmonary trunk, has recently benefited by the completion of an earlier diagnosis when, in a typical picture of dilated cardiomyopathy, there are alterations characteristic of myocardial ischemia on electrocardiogram. Such conditions manifests itself early in the first months of life predicted by persistent irritability, uncontrollable crying, sweating and fatigue, which are early signs of myocardial ischemia. Undoubtedly, this initial condition should be paid closer attention for the completion of earlier diagnosis of this anomaly, so that surgical intervention can be done ideally before a stronger cardiac failure.</p>
      <p>However, in the presence of a stronger collateral circulation between the two coronary arteries, this condition is milder and in the evolution, ischemia is discreet, as well as increased pulmonary flow. Even so, these patients must be corrected anatomically before more significant abnormalities appear.</p>
      <p>
        <fn id="end-body2" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold> Mailing Address:</bold>
          </label>
          <p> Edmar Atik </p>
          <p> Rua Dona Adma Jafet, 74 conj. 73 - Bela Vista </p>
          <p> 01308-050 - S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p><email xlink:href="eatik@cardiol.br">eatik@cardiol.br</email>, </p>
          <p>
            <email xlink:href="conatik@incor.usp.br">conatik@incor.usp.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Manuscript received July 29, 2010; revised manuscript received January 13, 2011; accepted on January 13, 2011.</p>
    </body>
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        <article-title xml:lang="es">Caso 6/2011 - mujer de 27 a&#241;os de edad, con origen an&#243;malo de la arteria coronaria izquierda del tronco pulmonar</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CORRELACI&#211;N CL&#205;NICO-RADIOGR&#193;FICA</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Caso 6/2011 - mujer de 27 a&#241;os de edad, con origen an&#243;malo de la arteria coronaria izquierda del tronco pulmonar</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Edmar Atik</bold>
      </p>
      <p>Hospital S&#237;rio-Liban&#234;s, S&#227;o Paulo, SP, Brasil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body3">Correspondencia</xref>
      </p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Origen an&#243;malo de la arteria coronaria izquierda, cardiopatia congenita, complicaciones</p>
      <p>
        <bold>Aspectos cl&#237;nicos</bold>
      </p>
      <p>Soplo card&#237;aco que hab&#237;a sido auscultado en la infancia y tambi&#233;n a los 18 a&#241;os de edad. Durante a&#241;os, se mantuvo con los s&#237;ntomas vagos de disnea y dolor precordial irradiado hacia el miembro superior izquierdo. Dilataci&#243;n de la arteria coronaria derecha, visualizada por ecocardiograma, que indic&#243; el diagn&#243;stico de sospecha inicial de la enfermedad de Kawasaki, y que fue recientemente descartado por un estudio angiogr&#225;fico. El paciente usaba &#225;cido acetilsalic&#237;lico.</p>
      <p>Al examen f&#237;sico, ten&#237;a un buen estado general, eupneico, enrojecido, con pulsos normales y con peso de 65 Kgs, altura de 156 cm, PA de 110/70 mmHg y FC de 86 lpm. La aorta no fue palpada en la f&#250;rcula. El precordio estaba sin deformidades o impulsos y el <italic>ictus cordis</italic> no fue palpado. Los ruidos eran normofon&#233;ticos y se auscult&#243; un soplo sist&#243;lico, +/++ de intensidad timbre suave, de eyecci&#243;n en los 3&#186;, 2&#186; y 1&#186; espacios intercostales izquierdos en el borde esternal. El h&#237;gado no fue palpado.</p>
      <p>
        <bold>Ex&#225;menes complementarios</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Electrocardiograma</bold>
      </p>
      <p>Mostraba un ritmo sinusal y se&#241;ales de fibrosis septal dada la ausencia de potenciales del primer vector card&#237;aco en V1 y en V6. No hab&#237;a se&#241;ales de sobrecarga cavitaria, pero s&#237; un hemibloqueo anterior izquierdo (<xref ref-type="fig" rid="es_a14fig01m-body3">Figura 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a14fig01m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-05-e102-00014-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Radiograf&#237;a de t&#243;rax</bold>
      </p>
      <p>Mostraba un discreto aumento del &#225;rea card&#237;aca sobre el arco ventricular izquierdo. El arco medio era convexo y la trama vascular pulmonar ligeramente prominente (<xref ref-type="fig" rid="es_a14fig01m-body3">Figura 1</xref>).</p>
      <p>
        <bold>Ecocardiograma</bold>
      </p>
      <p>Mostraba un aumento de las cavidades izquierdas (AE = 37 mm, Ao = 30 mm, DDVE = 69 mm, DSVE = 47 mm), adem&#225;s de la dilataci&#243;n de la arteria coronaria derecha (9 mm) con relaci&#243;n a la izquierda (4 mm). La funci&#243;n del ventr&#237;culo izquierdo estaba preservada con una fracci&#243;n de acortamiento de la fibra mioc&#225;rdica de un 32,0%.</p>
      <p>
        <bold>Angiograf&#237;a y cateterismo card&#237;acos y tomograf&#237;a tor&#225;cica:</bold>
      </p>
      <p>Fueron establecidos el diagn&#243;stico del origen an&#243;malo de la arteria coronaria izquierda del tronco pulmonar. La coronaria derecha estaba dilatada y nutr&#237;a a la coronaria izquierda por una grave circulaci&#243;n colateral, propiciando el flujo de la izquierda hacia la derecha al nivel del tronco pulmonar (<xref ref-type="fig" rid="es_a14fig02m-body3">Figura 2</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a14fig02m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-05-e102-00014-gf02-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Diagn&#243;stico</bold>
      </p>
      <p>Origen an&#243;malo de la arteria coronaria izquierda del tronco pulmonar, con flujo en direcci&#243;n al &#225;rbol arterial pulmonar, en paciente poco sintom&#225;tico.</p>
      <p>
        <bold>Razonamiento cl&#237;nico</bold>
      </p>
      <p>El diagn&#243;stico de este desenlace se observa en general cuando existe una exteriorizaci&#243;n cl&#237;nica por insuficiencia card&#237;aca con miocardiopat&#237;a isqu&#233;mica, y que se instala en los primeros meses de edad. Sin embargo, en presencia de una circulaci&#243;n colateral m&#225;s acentuada entre las dos arterias coronarias (caso aqu&#237; tratado), e incluso con la desviaci&#243;n de la sangre de la arteria coronaria hacia el &#225;rbol arterial pulmonar, se instala entonces el cuadro de f&#237;stula arteriovenosa, tipo canal arterial. Por eso fue identificado en este caso el predominio de la sobrecarga de volumen del ventr&#237;culo izquierdo sobre el proceso isqu&#233;mico mioc&#225;rdico (fibrosis septal en el ECG). Los s&#237;ntomas vagos, el soplo sist&#243;lico suave en el &#225;rea pulmonar, la fibrosis septal en el electrocardiograma, la trama vascular pulmonar aumentada podr&#237;an retrospectivamente haber orientado el diagn&#243;stico de la mencionada anomal&#237;a. La ecocardiograf&#237;a podr&#237;a tambi&#233;n haber avanzado en el diagn&#243;stico, en el caso de que la sospecha cl&#237;nica nos hubiese avisado sobre ese hecho. Por eso es importante analizar todos los hallazgos en su conjunto.</p>
      <p>
        <bold>Diagn&#243;stico diferencial</bold>
      </p>
      <p>Las cardiopat&#237;as cong&#233;nitas acianog&#233;nicas con hiperflujo pulmonar deben ser evocadas en la diferenciaci&#243;n. De todas, el canal arterial, la ventana aortopulmonar y las f&#237;stulas arteriovenosas en general, se aproximan m&#225;s del cuadro presentado. La comunicaci&#243;n interatrial se exterioriza por la sobrecarga de volumen de las cavidades derechas, la comunicaci&#243;n interventricular en esa franja etaria est&#225; presente por la sobrecarga izquierda y con la dilataci&#243;n discreta del tronco pulmonar.</p>
      <p>
        <bold>Conducta</bold>
      </p>
      <p>La correcci&#243;n operatoria del defecto fue considerada en vista a la repercusi&#243;n de las alteraciones originadas por el hiperflujo pulmonar y tambi&#233;n por el proceso isqu&#233;mico.</p>
      <p>A la hora de la operaci&#243;n, las dos arterias coronarias estaban muy dilatadas (10 mm de di&#225;metro), como tambi&#233;n el tronco pulmonar. La coronaria izquierda emerg&#237;a de la pared posterior del tronco pulmonar en visualizaci&#243;n directa despu&#233;s de una incisi&#243;n en esa estructura. A partir de entonces, se reconstruy&#243; un tubo con colgajo del propio tronco pulmonar que, conteniendo el ostium coronario, fue anastomosado con la pared lateral de la aorta ascendente. El postoperatorio, complicado por arritmia (taquicardia parox&#237;stica supraventricular), y por anemia a causa del sangramiento perioperatorio en la zona de la v&#237;a de salida del ventr&#237;culo izquierdo, exigi&#243; cuidados que demoraron el alta hasta el 12&#186; d&#237;a posterior a la operaci&#243;n. En el electrocardiograma no hubo alteraciones y la funci&#243;n ventricular continu&#243; siendo preservada.</p>
      <p>
        <bold>Consideraciones</bold>
      </p>
      <p>El origen an&#243;malo de la arteria coronaria izquierda, generalmente del tronco pulmonar, ultimamente ha obtenido un beneficio en funci&#243;n de la realizaci&#243;n del diagn&#243;stico m&#225;s precoz cuando, en un t&#237;pico cuadro de miocardiopat&#237;a dilatada, se da la alteraci&#243;n caracter&#237;stica de isquemia mioc&#225;rdica en el electrocardiograma. Tal exteriorizaci&#243;n se manifiesta r&#225;pidamente en los primeros meses de vida, y empieza con irritabilidad persistente, llanto irreprimible, sudoraci&#243;n y cansancio, que son los prenuncios del proceso isqu&#233;mico mioc&#225;rdico. Sin lugar a dudas, ese cuadro inicial debe ser m&#225;s valorado para la realizaci&#243;n del diagn&#243;stico m&#225;s r&#225;pido de tal anomal&#237;a, para que la intervenci&#243;n pueda ser hecha preferentemente incluso antes de la instalaci&#243;n de una deterioraci&#243;n card&#237;aca m&#225;s grave.</p>
      <p>Sin embargo, en presencia de una circulaci&#243;n colateral m&#225;s grave entre las dos arterias coronarias, el cuadro aparece menos grave evolucionando a isquemia discretamente, como tambi&#233;n el hiperflujo pulmonar. Pero incluso as&#237;, esos pacientes deben ser corregidos anat&#243;micamente antes de que se instalen las alteraciones m&#225;s significativas.</p>
      <p>
        <fn id="end-body3" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold> Correspondencia:</bold>
          </label>
          <p> Edmar Atik </p>
          <p> Rua Dona Adma Jafet, 74 conj. 73 - Bela Vista </p>
          <p> 01308-050 - S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p><email xlink:href="eatik@cardiol.br">eatik@cardiol.br</email>, </p>
          <p>
            <email xlink:href="conatik@incor.usp.br">conatik@incor.usp.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p> Art&#237;culo recibido el 29/07/10; revisado recibido el 13/01/11; aceptado el 13/01/11.</p>
    </body>
  </sub-article>
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