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        <article-title>Insufici&#234;ncia card&#237;aca: teste de caminhada versus pico de consumo de oxig&#234;nio</article-title>
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  <body>
    <p>
      <bold>CARTA AO EDITOR</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Insufici&#234;ncia card&#237;aca: teste de caminhada <italic>versus</italic> pico de consumo de oxig&#234;nio</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Guilherme Veiga Guimar&#227;es; Jean Marcelo Roque; Edimar Alcides Bocchi</bold>
    </p>
    <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o (InCor) do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo; Laborat&#243;rio de Atividade F&#237;sica e Sa&#250;de - Centro de Pr&#225;ticas Esportivas da Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP, Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Insufici&#234;ncia card&#237;aca, caminhada, exerc&#237;cio, testes de fun&#231;&#227;o respirat&#243;ria.</p>
    <p>
      <bold>Caro Editor,</bold>
    </p>
    <p>O teste de caminhada de seis minutos (TC6) &#233; uma avalia&#231;&#227;o simples da capacidade f&#237;sica em pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC) e pode ser realizado em corredor ou em esteira<sup>1</sup>. Sugere-se que o tipo de esfor&#231;o durante o TC6 se assemelha &#224; atividades habituais, possibilitando ao paciente determinar o ritmo da caminhada<sup>2</sup>.</p>
    <p>Carvalho e cols.<sup>3</sup> avaliaram a reprodutibilidade do TC6 em corredor, bem como a correla&#231;&#227;o das vari&#225;veis VO<sub>2</sub>, DP e FC no sexto minuto do TC6 com as do pico do teste cardiopulmonar em cicloerg&#244;metro (TCP) na IC. Os autores demonstraram reprodutibilidade entre os TC6 e correla&#231;&#227;o com o TCP, concluindo que o TC6 &#233; uma avalia&#231;&#227;o segura e de baixo custo para a prescri&#231;&#227;o de exerc&#237;cio na IC. Entretanto, a avalia&#231;&#227;o da capacidade funcional em cicloerg&#244;metro apresenta diferen&#231;a de 10 a 15% a menos em compara&#231;&#227;o &#224;quela obtida no teste em esteira.<sup>4</sup> Assim, a correla&#231;&#227;o encontrada neste estudo pode ser pela diferen&#231;a entre os tipos de testes. Al&#233;m disso, a intensidade da caminhada durante o TC6 na IC &#233; influenciada pelo incentivo verbal, como j&#225; demonstrado por Guimar&#227;es e cols<sup> 1</sup>.</p>
    <p>Discuss&#245;es sobre a reprodutibilidade do TC6 n&#227;o s&#227;o recentes, bem como sua seguran&#231;a na aplica&#231;&#227;o na IC<sup>2</sup> Apesar disso, em nosso meio, n&#227;o existe estudo longitudinal que envolva um n&#250;mero expressivo de pacientes com IC de etiologia n&#227;o isqu&#234;mica, isqu&#234;mica e chag&#225;sica. Al&#233;m disso, a aplica&#231;&#227;o desse teste para prescri&#231;&#227;o de exerc&#237;cio f&#237;sico &#233; meramente especulativa, tornando-se necess&#225;rios estudos maiores para elucidar sua aplicabilidade para esse fim.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold> Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Guilherme Veiga Guimar&#227;es </p>
        <p> Rua Dr. Baeta Neves, 98, Pinheiros </p>
        <p> 05444050 - S&#227;o Paulo, SP, Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="gvguima@usp.br">gvguima@usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 26/07/11; revisado recebido em 17/08/11; aceito em 17/08/11.</p>
    <p>
      <bold>Carta-resposta</bold>
    </p>
    <p>Em carta enviada ao editor dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, o leitor do artigo publicado nesse peri&#243;dico formula indaga&#231;&#245;es e coment&#225;rios sobre nossos resultados recentemente publicados, mencionando que o TC6 pode ser realizado tanto em corredor quanto em esteira. Tendo isso em vista, conv&#233;m ressaltar que a aplica&#231;&#227;o do TC6 em nosso estudo seguiu as orienta&#231;&#245;es da <italic>American Thoracic Society Statement: Guidelines for the Six-Minute Walk</italic>.<sup>1</sup> Essas diretrizes n&#227;o recomendam o uso de esteira para a realiza&#231;&#227;o do referido teste, apesar da economia de espa&#231;o, pois os pacientes s&#227;o incapazes de escolher adequadamente os par&#226;metros do erg&#244;metro durante a execu&#231;&#227;o do teste (velocidade da marcha e suas varia&#231;&#245;es, dura&#231;&#227;o de uma ou mais interrup&#231;&#245;es do movimento etc.), como ocorre no teste em corredor. Al&#233;m disso, estudos mostram que a dist&#226;ncia percorrida no TC6, em um mesmo grupo de pacientes, &#233; significativamente maior em compara&#231;&#227;o &#224; realizada na esteira<sup>2,3</sup></p>
    <p>Al&#233;m disso, no manuscrito original, n&#227;o comparamos os valores m&#225;ximos absolutos de cada vari&#225;vel no TC6 aos obtidos no TCP, pois acreditamos, assim como o leitor sugere, que o TC6 seja representativo do desempenho do paciente em cargas subm&#225;ximas de esfor&#231;o f&#237;sico, enquanto o TCP foi concebido e programado, no presente trabalho, para ser um teste de esfor&#231;o de intensidade m&#225;xima. Esse aspecto ficou bem explicitado na apresenta&#231;&#227;o dos resultados e da discuss&#227;o do manuscrito. Ao contr&#225;rio de buscar compara&#231;&#245;es entre os valores absolutos, o objetivo b&#225;sico do estudo foi testar o grau de correla&#231;&#227;o entre a magnitude da aptid&#227;o f&#237;sica no TCP e do desempenho no TC6. Por outro lado, investiga&#231;&#245;es referentes &#224; compara&#231;&#227;o do desempenho dos pacientes submetidos ao TC6 em corredor e ao TCP em cicloerg&#244;metro j&#225; foram relatadas por outros autores<sup>1,3--5</sup></p>
    <p>Na discuss&#227;o do artigo original, destacou-se que a diferen&#231;a encontrada no valor m&#233;dio do VO<sub>2</sub>pico do TC6, em compara&#231;&#227;o ao obtido no TCP, decorreu da f&#243;rmula utilizada para o c&#225;lculo do VO<sub>2</sub> no TC6, a qual superestima o valor real do VO<sub>2</sub>pico. Dessa forma, ao contr&#225;rio do que sugere a carta do leitor, n&#227;o &#233; necess&#225;rio levar em considera&#231;&#227;o a especificidade do exerc&#237;cio, em rela&#231;&#227;o ao tipo de erg&#244;metro utilizado, para explicar as diferen&#231;as encontradas. Por outro lado, durante a realiza&#231;&#227;o de ambos os testes, todos os pacientes receberam frases de incentivo para que voluntariamente atingissem o melhor desempenho compat&#237;vel com a reserva funcional existente, seguindo as orienta&#231;&#245;es das mencionadas diretrizes<sup>1,,6</sup> Posto isso, temos a convic&#231;&#227;o de que os resultados documentados n&#227;o foram influenciados pela aus&#234;ncia desse tipo de incentivo.</p>
    <p>Os resultados de nosso artigo levam &#224; conclus&#227;o de que o TC6 pode ser uma alternativa, e n&#227;o um substituto, ao TCP e que se mostra seguro e eficaz na quantifica&#231;&#227;o da reserva funcional do sistema cardiovascular de pacientes com IC. Finalmente, devemos mencionar que, apesar das evid&#234;ncias favor&#225;veis ao uso do TC6 publicadas por n&#243;s, elas s&#227;o preliminares e que estudos com maior n&#250;mero de pacientes s&#227;o necess&#225;rios para comprovar definitivamente a efetividade do TC6 na prescri&#231;&#227;o do treinamento f&#237;sico em pacientes com IC.</p>
    <p>Atenciosamente,</p>
    <p>Eduardo Elias Vieira de Carvalho </p>
    <p> Marcus Vin&#237;cius Sim&#245;es </p>
    <p> Louren&#231;o Gallo Junior</p>
    <p>
      <bold>Refer&#234;ncias</bold>
    </p>
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        <article-title xml:lang="es">Insuficiencia card&#237;aca: prueba de esfuerzo sobre cinta sin fin versus pico de consumo de ox&#237;geno</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CARTA AL EDITOR</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Insuficiencia card&#237;aca: prueba de esfuerzo sobre cinta sin fin <italic>versus</italic> pico de consumo de ox&#237;geno</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Guilherme Veiga Guimar&#227;es; Jean Marcelo Roque; Edimar Alcides Bocchi</bold>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o (InCor) do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo; Laborat&#243;rio de Atividade F&#237;sica e Sa&#250;de - Centro de Pr&#225;ticas Esportivas da Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP, Brasil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body2">Correspondencia</xref>
      </p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Insuficiencia card&#237;aca, prueba de esfuerzo sobre cinta sin fin, ejercicio, teste de funci&#243;n respiratoria.</p>
      <p>La prueba de esfuerzo sobre cinta sin fin de seis minutos (PE6), es una evaluaci&#243;n sencilla de la capacidad f&#237;sica en los pacientes con insuficiencia card&#237;aca (IC), y puede ser realizada en un pasillo o en una cinta<sup>1</sup>. Sugerimos que el tipo de esfuerzo durante la PE6 se parece con las actividades habituales, posibilitando al paciente determinar el ritmo de la marcha o de la carrera<sup>2</sup>.</p>
      <p>Carvalho et al<sup>3</sup> evaluaron la reproductibilidad de la PE6 en un pasillo, como tambi&#233;n la correlaci&#243;n de las variables VO<sub>2</sub>, DP y FC en el sexto minuto de la PE6 con las del pico del test cardiopulmonar en cicloerg&#243;metro (TCP) en la IC. Los autores demostraron una reproductibilidad entre las PE6 y una correlaci&#243;n con el TCP, concluyendo que la PE6 es una evaluaci&#243;n segura y de bajo coste para la prescripci&#243;n de ejercicio en la IC. Sin embargo, la evaluaci&#243;n de la capacidad funcional en cicloerg&#243;metro presenta una diferencia de un 10% a un 15% menos en comparaci&#243;n con la obtenida en la prueba en la cinta sin fin (o tapiz rodante)<sup>4</sup>. As&#237;, la correlaci&#243;n encontrada en este estudio puede ser por la diferencia entre los tipos de test. Adem&#225;s de eso, la intensidad de la marcha durante la PE6 en la IC tiene la influencia del incentivo verbal, como ya se ha demostrado por Guimar&#227;es et al<sup>1</sup>.</p>
      <p>Las discusiones sobre la reproductibilidad de la PE6 no son datos recientes, como tampoco su seguridad en la aplicaci&#243;n en la IC<sup>2</sup>. A pesar de eso, en nuestro medio, no existe un estudio longitudinal que envuelva un n&#250;mero expresivo de pacientes con IC de etiolog&#237;a no isqu&#233;mica, isqu&#233;mica y chag&#225;sica. Adem&#225;s, la aplicaci&#243;n de ese test para la prescripci&#243;n del ejercicio f&#237;sico es meramente especulativa, y en realidad, se hacen necesarios estudios m&#225;s profundos para elucidar su aplicaci&#243;n con ese fin.</p>
      <p>
        <fn id="end-body2" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold> Correspondencia:</bold>
          </label>
          <p> Guilherme Veiga Guimar&#227;es </p>
          <p> Rua Dr. Baeta Neves, 98, Pinheiros </p>
          <p> 05444050 - S&#227;o Paulo, SP, Brasil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="gvguima@usp.br">gvguima@usp.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p> Art&#237;culo recibido el 26/07/11; revisado recibido el 17/08/11; aceptado el 17/08/11.</p>
      <p>
        <bold>Carta respuesta</bold>
      </p>
      <p>En una carta enviada al editor de los Archivos Brasile&#241;os de Cardiolog&#237;a, el lector del art&#237;culo publicado en ese peri&#243;dico hace indagaciones y comentarios sobre nuestros resultados recientemente publicados, mencionando que la PE6 puede ser realizada tanto en un pasillo como en una cinta. Secundando ese postulado, es conveniente resaltar que la aplicaci&#243;n de la PE6 en nuestro estudio respet&#243; las orientaciones de la <italic>American Thoracic Society Statement: Guidelines for the Six-Minute Walk</italic><sup>1</sup>. (Declaraci&#243;n de la Sociedad Tor&#225;cica Norteamericana: Directrices para la marcha de los Seis Minutos). Esas directrices no recomiendan el uso de la cinta para la realizaci&#243;n del referido test, a pesar de la econom&#237;a que se hace con el espacio, porque los pacientes no pueden escoger adecuadamente los par&#225;metros del erg&#243;metro durante la ejecuci&#243;n de la prueba (velocidad de la marcha y sus variaciones, duraci&#243;n de una o m&#225;s interrupciones del movimiento etc.), como ocurre en el test del pasillo. Adem&#225;s de eso, algunos estudios muestran que la distancia recorrida en la PE6, en un mismo grupo de pacientes, es significativamente mayor si la comparamos con la realizada en la cinta<sup>2,3</sup>.</p>
      <p>En el manuscrito original, no comparamos los valores m&#225;ximos absolutos de cada variable en la PE6 con los obtenidos en el TCP porque creemos, de la misma forma en que el lector lo sugiere, que la PE6 sea representativa en el desempe&#241;o del paciente en las cargas subm&#225;ximas de esfuerzo f&#237;sico, mientras el TCP fue concebido y programado en el presente trabajo, para ser una prueba de esfuerzo de intensidad m&#225;xima. Ese aspecto qued&#243; bien explicado en la presentaci&#243;n de los resultados y en la discusi&#243;n del manuscrito. En vez de hacer comparaciones entre los valores absolutos, el objetivo b&#225;sico del estudio fue comprobar el grado de correlaci&#243;n entre la magnitud de la aptitud f&#237;sica en el TCP y el desempe&#241;o en la PE6. Por otro lado, las investigaciones referentes a la comparaci&#243;n del desempe&#241;o de los pacientes sometidos a la PE6 en un pasillo y al TCP en el cicloerg&#243;metro, ya fueron relatadas por otros autores<sup>1,3-5</sup>.</p>
      <p>En la discusi&#243;n del art&#237;culo original, destacamos que la diferencia encontrada en el valor promedio del VO<sub>2</sub>pico de la PE6, en comparaci&#243;n con el obtenido en el TCP, provino de la f&#243;rmula utilizada para el c&#225;lculo del VO<sub>2</sub> en la PE6, la cual supervalora el valor real del VO<sub>2</sub>pico. As&#237;, y al contrario de lo que sugiere la carta del lector, no es necesario tener en cuenta la especificidad del ejercicio con relaci&#243;n al tipo de erg&#243;metro utilizado para explicar las diferencias encontradas. Por otro lado, durante la realizaci&#243;n de los dos test, todos los pacientes tuvieron frases de incentivo para que voluntariamente alcanzasen el mejor desempe&#241;o compatible con la reserva funcional existente, secundando las orientaciones de las mencionadas directrices<sup>1,6</sup>. Dicho eso, tenemos la convicci&#243;n de que los resultados documentados no se vieron afectados por la ausencia de ese tipo de incentivo.</p>
      <p>Los resultados de nuestro art&#237;culo nos llevan a la conclusi&#243;n de que la PE6 puede ser una alternativa y no un sustituto al TCP, y que es segura y eficaz en la cuantificaci&#243;n de la reserva funcional del sistema cardiovascular de los pacientes con IC. Finalmente, debemos mencionar que, a pesar de las evidencias favorables al uso de la PE6 publicadas por nosotros, ellas son preliminares y que estudios con un mayor n&#250;mero de pacientes son necesarios para comprobar definitivamente la efectividad de la PE6 en la prescripci&#243;n del entrenamiento f&#237;sico en los pacientes con IC.</p>
      <p>Atentamente,</p>
      <p>Eduardo Elias Vieira de Carvalho</p>
      <p> Marcus Vin&#237;cius Sim&#245;es</p>
      <p> Louren&#231;o Gallo Junior</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
      <p>
        <bold> Correspond&#234;ncia:</bold>
      </p>
      <p> Guilherme Veiga Guimar&#227;es </p>
      <p> Rua Dr. Baeta Neves, 98, Pinheiros </p>
      <p> 05444050 - S&#227;o Paulo, SP, Brasil </p>
      <p> E-mail: <email xlink:href="gvguima@usp.br">gvguima@usp.br</email></p>
      <p> Artigo recebido em 26/07/11; revisado recebido em 17/08/11; aceito em 17/08/11.</p>
      <p>
        <bold>Carta-resposta</bold>
      </p>
      <p>Em carta enviada ao editor dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, o leitor do artigo publicado nesse peri&#243;dico formula indaga&#231;&#245;es e coment&#225;rios sobre nossos resultados recentemente publicados, mencionando que o TC6 pode ser realizado tanto em corredor quanto em esteira. Tendo isso em vista, conv&#233;m ressaltar que a aplica&#231;&#227;o do TC6 em nosso estudo seguiu as orienta&#231;&#245;es da <italic>American Thoracic Society Statement: Guidelines for the Six-Minute Walk</italic>.<sup>1</sup> Essas diretrizes n&#227;o recomendam o uso de esteira para a realiza&#231;&#227;o do referido teste, apesar da economia de espa&#231;o, pois os pacientes s&#227;o incapazes de escolher adequadamente os par&#226;metros do erg&#244;metro durante a execu&#231;&#227;o do teste (velocidade da marcha e suas varia&#231;&#245;es, dura&#231;&#227;o de uma ou mais interrup&#231;&#245;es do movimento etc.), como ocorre no teste em corredor. Al&#233;m disso, estudos mostram que a dist&#226;ncia percorrida no TC6, em um mesmo grupo de pacientes, &#233; significativamente maior em compara&#231;&#227;o &#224; realizada na esteira<sup>2,3</sup></p>
      <p>Al&#233;m disso, no manuscrito original, n&#227;o comparamos os valores m&#225;ximos absolutos de cada vari&#225;vel no TC6 aos obtidos no TCP, pois acreditamos, assim como o leitor sugere, que o TC6 seja representativo do desempenho do paciente em cargas subm&#225;ximas de esfor&#231;o f&#237;sico, enquanto o TCP foi concebido e programado, no presente trabalho, para ser um teste de esfor&#231;o de intensidade m&#225;xima. Esse aspecto ficou bem explicitado na apresenta&#231;&#227;o dos resultados e da discuss&#227;o do manuscrito. Ao contr&#225;rio de buscar compara&#231;&#245;es entre os valores absolutos, o objetivo b&#225;sico do estudo foi testar o grau de correla&#231;&#227;o entre a magnitude da aptid&#227;o f&#237;sica no TCP e do desempenho no TC6. Por outro lado, investiga&#231;&#245;es referentes &#224; compara&#231;&#227;o do desempenho dos pacientes submetidos ao TC6 em corredor e ao TCP em cicloerg&#244;metro j&#225; foram relatadas por outros autores<sup>1,3--5</sup></p>
      <p>Na discuss&#227;o do artigo original, destacou-se que a diferen&#231;a encontrada no valor m&#233;dio do VO<sub>2</sub>pico do TC6, em compara&#231;&#227;o ao obtido no TCP, decorreu da f&#243;rmula utilizada para o c&#225;lculo do VO<sub>2</sub> no TC6, a qual superestima o valor real do VO<sub>2</sub>pico. Dessa forma, ao contr&#225;rio do que sugere a carta do leitor, n&#227;o &#233; necess&#225;rio levar em considera&#231;&#227;o a especificidade do exerc&#237;cio, em rela&#231;&#227;o ao tipo de erg&#244;metro utilizado, para explicar as diferen&#231;as encontradas. Por outro lado, durante a realiza&#231;&#227;o de ambos os testes, todos os pacientes receberam frases de incentivo para que voluntariamente atingissem o melhor desempenho compat&#237;vel com a reserva funcional existente, seguindo as orienta&#231;&#245;es das mencionadas diretrizes<sup>1,,6</sup> Posto isso, temos a convic&#231;&#227;o de que os resultados documentados n&#227;o foram influenciados pela aus&#234;ncia desse tipo de incentivo.</p>
      <p>Os resultados de nosso artigo levam &#224; conclus&#227;o de que o TC6 pode ser uma alternativa, e n&#227;o um substituto, ao TCP e que se mostra seguro e eficaz na quantifica&#231;&#227;o da reserva funcional do sistema cardiovascular de pacientes com IC. Finalmente, devemos mencionar que, apesar das evid&#234;ncias favor&#225;veis ao uso do TC6 publicadas por n&#243;s, elas s&#227;o preliminares e que estudos com maior n&#250;mero de pacientes s&#227;o necess&#225;rios para comprovar definitivamente a efetividade do TC6 na prescri&#231;&#227;o do treinamento f&#237;sico em pacientes com IC.</p>
      <p>Atenciosamente,</p>
      <p>Eduardo Elias Vieira de Carvalho </p>
      <p> Marcus Vin&#237;cius Sim&#245;es </p>
      <p> Louren&#231;o Gallo Junior</p>
      <p>
        <bold>Refer&#234;ncias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Letter to the Editor</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Heart failure: walk test versus peak oxygen consumption</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>LETTER TO THE EDITOR</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Heart failure: walk test <italic>versus</italic> peak oxygen consumption</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Guilherme Veiga Guimar&#227;es; Jean Marcelo Roque; Edimar Alcides Bocchi</bold>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o (InCor) do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo; Laborat&#243;rio de Atividade F&#237;sica e Sa&#250;de - Centro de Pr&#225;ticas Esportivas da Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP, Brasil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body3">Mailing address</xref>
      </p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Heart failure; walking; exercise; respiratory function tests.</p>
      <p>
        <bold>Dear Editor,</bold>
      </p>
      <p>The six-minute walk test (6MWT) is a simple assessment of physical capacity in patients with heart failure (HF) and can be performed in a hallway or on the treadmill <sup>1</sup>. It is suggested that the kind of effort during the 6MWT resemble the daily activities, enabling the patient to determine the rhythm of walking <sup>2</sup>.</p>
      <p>Carvalho et al <sup>3</sup> evaluated the reproducibility of the 6MWT in the hallway, as well as the correlation of the variables VO<sub>2</sub>, WD and HR in the sixth minute of the 6MWT with those of the cycle ergometer peak cardiopulmonary exercise testing (CPET) in HF. The authors demonstrated reproducibility between the 6MWTs and correlation with the CPET, concluding that the 6MWT is a reliable and low-cost assessment tool for the prescription of exercise in HF. However, the assessment of functional capacity in cycle ergometer shows a difference of 10 to 15% less when compared to that obtained with the treadmill test <sup>4</sup>. Thus, the correlation found in this study can be the difference between the types of tests. Moreover, the intensity of walking during the 6MWT in HF is influenced by verbal encouragement, as demonstrated by Guimar&#227;es et al <sup>1</sup>.</p>
      <p>Discussions about the reproducibility of the 6MWT are not recent, as well as its safe use in HF <sup>2</sup>. Nevertheless, in our country, there has been no longitudinal study involving a significant number of patients with HF of nonischemic, ischemic and chagasic etiology. Furthermore, the use of this test for exercise prescription is purely theoretical, making larger studies necessary to clarify its applicability for this purpose.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>1. Guimar&#227;es GV, Bellotti G, Bacal F, Mocelin A, Bocchi EA. Can the cardiopulmonary 6-minute walk test reproduce the usual activities of patients with heart failure? Arq Bras Cardiol. 2002;78(6):553-60.</p>
      <p>2. Guimar&#227;es GV, Carvalho VO, Bocchi EA. Reproducibility of the self-controlled six-minute walking test in heart failure patients. Clinics. 2008;63(2):201-6.</p>
      <p>3. Carvalho EEV, Costa DC, Cresc&#234;ncio JC, De Santi GL, Papa V, Marques F, et al. Heart failure: comparison between six-minute Walk Test and Cardiopulmonary Test. Arq Bras Cardiol. 2011;97(1):59-64.</p>
      <p>4. Fletcher F, Balady GJ, Amsterdam EA, Chaitman B, Eckel R, Fleg J, et al. Exercise standards for testing and training: a statement for healthcare professionals from the American Heart Association. Circulation. 2001;104(14):1694-740.</p>
      <p>
        <fn id="end-body3" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold> Mailing Address:</bold>
          </label>
          <p> Guilherme Veiga Guimar&#227;es </p>
          <p> Rua Dr. Baeta Neves, 98, Pinheiros </p>
          <p> 05444050 - S&#227;o Paulo, SP, Brazil </p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="gvguima@usp.br">gvguima@usp.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p> Manuscript received July 26, 2011; revised manuscript received August 17, 2011; accepted August 17, 2011.</p>
      <p>
        <bold>Reply</bold>
      </p>
      <p>In a letter sent to the editor of the Brazilian Archives of Cardiology, the reader of the article published in this journal asks questions and makes comments about our recently published results, indicating that the 6MWT can be performed either in the hallway or on the treadmill. Considering that, it should be emphasized that the use of the 6MWT in our study followed the guidelines of the American Thoracic Society Statement: Guidelines for the Six-Minute Walk Test <sup>1</sup>. These guidelines do not recommend the use of a treadmill for the performance of such a test, despite the economy of space, as patients are unable to properly choose the parameters of the ergometer during the test performance (gait speed and their variations, duration of one or more interruptions of the movement, etc.), as in the test carried out in the hallway. Furthermore, studies show that the distance walked in the 6MWT in a same group of patients is significantly longer, when compared to the one performed on the treadmill <sup>2,3</sup>.</p>
      <p>Moreover, in the original manuscript, we did not compare the absolute maximum values &#8203;&#8203;of each variable in the 6MWT to those obtained in the CPET, as we believe, as the reader suggests, that the 6MWT is representative of the patient's performance in submaximal loads of physical exertion, while the CPET was conceived and designed, in the present study, to be a stress test of maximum intensity. This aspect was well expressed in the presentation of results and discussion of the manuscript. Instead of seeking comparisons between the absolute values&#8203;&#8203;, the basic goal of the study was to test the degree of correlation between the magnitude of physical fitness at the CPET and the performance at the 6MWT. On the other hand, investigations regarding the comparison of performance in patients who underwent 6MWT and CPET in a cycle ergometer have been reported by other authors <sup>1,3-5</sup>.</p>
      <p>When discussing the original article, it was emphasized that the difference found in the average VO<sub>2</sub> peak of the 6MWT compared to that obtained in the CPET was due to the formula used to calculate the VO<sub>2</sub> during the 6MWT, which overestimates the real value of VO<sub>2</sub> peak. Thus, contrary to what the reader's letter suggests, it is not necessary to take into account the specificity of exercise in relation to the type of ergometer used to explain the observed differences. On the other hand, during the performance of both tests, all patients received verbal encouragement to voluntarily reach the best performance compatible with the existing functional reserve, following the recommendations of the aforementioned guidelines <sup>1,6</sup>. Having said that, we are convinced that the documented results were not influenced by the lack of such encouragement.</p>
      <p>The results of our study lead to the conclusion that the 6MWT may be an alternative, not a substitute to the CPET and that it has shown to be safe and effective in quantifying the functional reserve of the cardiovascular system of patients with HF. Finally we should mention that, in spite of the favorable evidence regarding the use of the 6MWT published by us, they are preliminary ones and studies with larger samples are needed to definitively demonstrate the effectiveness of the 6MWT when prescribing physical training to patients with HF.</p>
      <p>Sincerely,</p>
      <p>Eduardo Elias Vieira de Carvalho</p>
      <p> Marcus Vin&#237;cius Sim&#245;es</p>
      <p> Louren&#231;o Gallo Junior</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>
        <bold> Correspond&#234;ncia:</bold>
      </p>
      <p> Guilherme Veiga Guimar&#227;es </p>
      <p> Rua Dr. Baeta Neves, 98, Pinheiros </p>
      <p> 05444050 - S&#227;o Paulo, SP, Brasil </p>
      <p> E-mail: <email xlink:href="gvguima@usp.br">gvguima@usp.br</email></p>
      <p> Artigo recebido em 26/07/11; revisado recebido em 17/08/11; aceito em 17/08/11.</p>
      <p>
        <bold>Carta-resposta</bold>
      </p>
      <p>Em carta enviada ao editor dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, o leitor do artigo publicado nesse peri&#243;dico formula indaga&#231;&#245;es e coment&#225;rios sobre nossos resultados recentemente publicados, mencionando que o TC6 pode ser realizado tanto em corredor quanto em esteira. Tendo isso em vista, conv&#233;m ressaltar que a aplica&#231;&#227;o do TC6 em nosso estudo seguiu as orienta&#231;&#245;es da <italic>American Thoracic Society Statement: Guidelines for the Six-Minute Walk</italic>.<sup>1</sup> Essas diretrizes n&#227;o recomendam o uso de esteira para a realiza&#231;&#227;o do referido teste, apesar da economia de espa&#231;o, pois os pacientes s&#227;o incapazes de escolher adequadamente os par&#226;metros do erg&#244;metro durante a execu&#231;&#227;o do teste (velocidade da marcha e suas varia&#231;&#245;es, dura&#231;&#227;o de uma ou mais interrup&#231;&#245;es do movimento etc.), como ocorre no teste em corredor. Al&#233;m disso, estudos mostram que a dist&#226;ncia percorrida no TC6, em um mesmo grupo de pacientes, &#233; significativamente maior em compara&#231;&#227;o &#224; realizada na esteira<sup>2,3</sup></p>
      <p>Al&#233;m disso, no manuscrito original, n&#227;o comparamos os valores m&#225;ximos absolutos de cada vari&#225;vel no TC6 aos obtidos no TCP, pois acreditamos, assim como o leitor sugere, que o TC6 seja representativo do desempenho do paciente em cargas subm&#225;ximas de esfor&#231;o f&#237;sico, enquanto o TCP foi concebido e programado, no presente trabalho, para ser um teste de esfor&#231;o de intensidade m&#225;xima. Esse aspecto ficou bem explicitado na apresenta&#231;&#227;o dos resultados e da discuss&#227;o do manuscrito. Ao contr&#225;rio de buscar compara&#231;&#245;es entre os valores absolutos, o objetivo b&#225;sico do estudo foi testar o grau de correla&#231;&#227;o entre a magnitude da aptid&#227;o f&#237;sica no TCP e do desempenho no TC6. Por outro lado, investiga&#231;&#245;es referentes &#224; compara&#231;&#227;o do desempenho dos pacientes submetidos ao TC6 em corredor e ao TCP em cicloerg&#244;metro j&#225; foram relatadas por outros autores<sup>1,3--5</sup></p>
      <p>Na discuss&#227;o do artigo original, destacou-se que a diferen&#231;a encontrada no valor m&#233;dio do VO<sub>2</sub>pico do TC6, em compara&#231;&#227;o ao obtido no TCP, decorreu da f&#243;rmula utilizada para o c&#225;lculo do VO<sub>2</sub> no TC6, a qual superestima o valor real do VO<sub>2</sub>pico. Dessa forma, ao contr&#225;rio do que sugere a carta do leitor, n&#227;o &#233; necess&#225;rio levar em considera&#231;&#227;o a especificidade do exerc&#237;cio, em rela&#231;&#227;o ao tipo de erg&#244;metro utilizado, para explicar as diferen&#231;as encontradas. Por outro lado, durante a realiza&#231;&#227;o de ambos os testes, todos os pacientes receberam frases de incentivo para que voluntariamente atingissem o melhor desempenho compat&#237;vel com a reserva funcional existente, seguindo as orienta&#231;&#245;es das mencionadas diretrizes<sup>1,,6</sup> Posto isso, temos a convic&#231;&#227;o de que os resultados documentados n&#227;o foram influenciados pela aus&#234;ncia desse tipo de incentivo.</p>
      <p>Os resultados de nosso artigo levam &#224; conclus&#227;o de que o TC6 pode ser uma alternativa, e n&#227;o um substituto, ao TCP e que se mostra seguro e eficaz na quantifica&#231;&#227;o da reserva funcional do sistema cardiovascular de pacientes com IC. Finalmente, devemos mencionar que, apesar das evid&#234;ncias favor&#225;veis ao uso do TC6 publicadas por n&#243;s, elas s&#227;o preliminares e que estudos com maior n&#250;mero de pacientes s&#227;o necess&#225;rios para comprovar definitivamente a efetividade do TC6 na prescri&#231;&#227;o do treinamento f&#237;sico em pacientes com IC.</p>
      <p>Atenciosamente,</p>
      <p>Eduardo Elias Vieira de Carvalho </p>
      <p> Marcus Vin&#237;cius Sim&#245;es </p>
      <p> Louren&#231;o Gallo Junior</p>
      <p>
        <bold>Refer&#234;ncias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
