<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="other">00012</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2011001400012</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2011001400012</article-id>
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          <subject>Artigo de Revis&#227;o</subject>
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      <title-group>
        <article-title>Papel emergente do eixo GH/IGF-I no controle cardiometab&#243;lico</article-title>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal de Sergipe</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>11</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
      <volume>97</volume>
      <issue>5</issue>
      <fpage>434</fpage>
      <lpage>439</lpage>
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          <day>17</day>
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          <year>2011</year>
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          <day>11</day>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>O horm&#244;nio de crescimento (GH), principal regulador do crescimento p&#243;s-natal, tem importantes a&#231;&#245;es metab&#243;licas em diferentes tecidos, sin&#233;rgicas ou at&#233; antag&#244;nicas &#224;s do fator de crescimento semelhante &#224; insulina tipo I (IGF-I), produzido sobretudo no f&#237;gado ap&#243;s liga&#231;&#227;o do GH ao seu receptor. Experimentos em modelos animais indicam um papel importante do GH na resist&#234;ncia a insulina, enquanto o papel do IGF-I nessa condi&#231;&#227;o ainda n&#227;o est&#225; completamente elucidado. Em humanos, o GH promove aumento da lip&#243;lise e da oxida&#231;&#227;o lip&#237;dica, enquanto o IGF-I desencadeia o aumento da oxida&#231;&#227;o lip&#237;dica apenas cronicamente. Enquanto as a&#231;&#245;es sobre o crescimento s&#227;o tempo limitado, as a&#231;&#245;es metab&#243;licas e cardiovasculares do eixo GH/IGF-I perduram durante toda a vida. Os potenciais efeitos anab&#243;licos do GH t&#234;m sido utilizados em condi&#231;&#245;es cr&#244;nicas e hipercatab&#243;licas, embora as investiga&#231;&#245;es sobre os desfechos cl&#237;nicos ainda sejam escassas. Neste artigo, pretendemos revisar as a&#231;&#245;es metab&#243;licas do GH oriundas de modelos animais, os estudos em humanos normais e indiv&#237;duos com defici&#234;ncia de GH, diabete melito tipo 1, s&#237;ndrome metab&#243;lica, estados hipercatab&#243;licos e a rela&#231;&#227;o do eixo GH/IGF-I com as adipocinas, disfun&#231;&#227;o endotelial e aterog&#234;nese</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Lip&#243;lise</kwd>
        <kwd>grelina</kwd>
        <kwd>fator de crescimento insulin-like I</kwd>
        <kwd>metabolismo</kwd>
        <kwd>resist&#234;ncia &#224; insulina</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>20</day>
        <month>12</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO DE REVIS&#195;O</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Papel emergente do eixo GH/IGF-I no controle cardiometab&#243;lico</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Carla R.P. Oliveira; Rafael A. Meneguz-Moreno; Manuel H. Aguiar-Oliveira; Jos&#233; A. S. Barreto-Filho</bold>
    </p>
    <p>Universidade Federal de Sergipe, Aracaju, SE, Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>O horm&#244;nio de crescimento (GH), principal regulador do crescimento p&#243;s-natal, tem importantes a&#231;&#245;es metab&#243;licas em diferentes tecidos, sin&#233;rgicas ou at&#233; antag&#244;nicas &#224;s do fator de crescimento semelhante &#224; insulina tipo I (IGF-I), produzido sobretudo no f&#237;gado ap&#243;s liga&#231;&#227;o do GH ao seu receptor. Experimentos em modelos animais indicam um papel importante do GH na resist&#234;ncia a insulina, enquanto o papel do IGF-I nessa condi&#231;&#227;o ainda n&#227;o est&#225; completamente elucidado. Em humanos, o GH promove aumento da lip&#243;lise e da oxida&#231;&#227;o lip&#237;dica, enquanto o IGF-I desencadeia o aumento da oxida&#231;&#227;o lip&#237;dica apenas cronicamente. Enquanto as a&#231;&#245;es sobre o crescimento s&#227;o tempo limitado, as a&#231;&#245;es metab&#243;licas e cardiovasculares do eixo GH/IGF-I perduram durante toda a vida. Os potenciais efeitos anab&#243;licos do GH t&#234;m sido utilizados em condi&#231;&#245;es cr&#244;nicas e hipercatab&#243;licas, embora as investiga&#231;&#245;es sobre os desfechos cl&#237;nicos ainda sejam escassas. Neste artigo, pretendemos revisar as a&#231;&#245;es metab&#243;licas do GH oriundas de modelos animais, os estudos em humanos normais e indiv&#237;duos com defici&#234;ncia de GH, diabete melito tipo 1, s&#237;ndrome metab&#243;lica, estados hipercatab&#243;licos e a rela&#231;&#227;o do eixo GH/IGF-I com as adipocinas, disfun&#231;&#227;o endotelial e aterog&#234;nese.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Lip&#243;lise, grelina, fator de crescimento insulin-like I, metabolismo, resist&#234;ncia &#224; insulina.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O horm&#244;nio de crescimento (GH) &#233; o principal regulador do crescimento p&#243;s-natal, e tem importantes a&#231;&#245;es metab&#243;licas. O GH liga-se ao seu receptor (GHR) e, via ativa&#231;&#227;o do sistema JAK-STAT<sup>1</sup>, estimula especialmente no f&#237;gado a produ&#231;&#227;o do fator de crescimento semelhante &#224; insulina tipo I (IGF-I), que se liga a uma das seis prote&#237;nas transportadoras (IGFBPs1-6), especialmente a IGFBP3 e a subunidade &#225;cido-labil, formando o complexo tern&#225;rio, que funciona como um reservat&#243;rio circulante do IGF-I, impedindo o seu r&#225;pido <italic>clearance</italic>. O IGF-I liga-se ao seu receptor, que por sua vez apresenta consider&#225;vel homologia com o receptor de insulina, ambos receptores acoplados &#224; tirosina-cinase. O receptor do IGF-I liga-se com grande afinidade ao IGF-I e menor &#224; insulina. O reverso ocorre com o receptor de insulina. Enquanto o IGF-I age basicamente sobre o crescimento, desenvolvimento e diferencia&#231;&#227;o celular, a insulina &#233; primariamente envolvida na homeostase metab&#243;lica. Por&#233;m, &#233; poss&#237;vel efeito cruzado entre um ligante e o receptor do outro. As maiores diferen&#231;as funcionais entre IGF-I e insulina s&#227;o causadas por dois fatores. Primeiro, apesar de ambos os receptores serem expressos virtualmente em todos os tecidos, h&#225; uma express&#227;o diferencial desses receptores. Enquanto o receptor de insulina &#233; altamente expresso no m&#250;sculo, f&#237;gado e tecido adiposo branco em adultos, o receptor de IGF-I &#233; minimamente detectado nesses dois &#250;ltimos s&#237;tios. A express&#227;o do receptor de IGF-I &#233;, contudo, compar&#225;vel &#224; do receptor de insulina no m&#250;sculo esquel&#233;tico. Segundo, a diversidade nos dom&#237;nios intracelulares dos receptores nos diferentes tecidos leva a diferentes a&#231;&#245;es biol&#243;gicas.</p>
    <p> Os efeitos do GH sobre os adip&#243;citos podem ser mediados via receptor &#946;3-adren&#233;rgico, ao passo que no m&#250;sculo esquel&#233;tico e f&#237;gado os efeitos s&#227;o mediados via GHR e ativa&#231;&#227;o do sistema JAK-STAT. Nesses tecidos a sinaliza&#231;&#227;o do GH interage com aquela da insulina<sup>2</sup>. O GH antagoniza as a&#231;&#245;es da insulina no metabolismo dos carboidratos tanto direta, por meio dos mecanismos de bloqueio da sinaliza&#231;&#227;o celular, quanto indiretamente, pelo est&#237;mulo &#224; lip&#243;lise e produ&#231;&#227;o de &#225;cidos graxos livres (AGL) nos adip&#243;citos. No f&#237;gado, o IGF-I suprime a produ&#231;&#227;o hep&#225;tica de glicose via receptor de insulina, haja vista a escassa express&#227;o hep&#225;tica do receptor do IGF-I. O IGF-I estimula a diferencia&#231;&#227;o dos pr&#233;-adip&#243;citos mediante atua&#231;&#227;o sobre o receptor do IGF-I, amplamente expresso nessas c&#233;lulas, enquanto, nos adip&#243;citos maduros as a&#231;&#245;es do IGF-I, s&#227;o provavelmente mediadas pelo receptor de insulina, abundantemente expresso nessas c&#233;lulas. No m&#250;sculo, o IGF-I tem efeitos diretos na capta&#231;&#227;o de glicose<sup>3</sup>. Neste artigo, ser&#227;o abordados sinteticamente as a&#231;&#245;es metab&#243;licas do GH oriundas de modelos animais, os estudos em humanos normais e em indiv&#237;duos com defici&#234;ncia de GH, diabete melito tipo 1, s&#237;ndrome metab&#243;lica, estados hipercatab&#243;licos ea rela&#231;&#227;o do eixo GH/IGF-I com as adipocinas, disfun&#231;&#227;o endotelial e aterog&#234;nese.</p>
    <p>
      <bold>A&#231;&#245;es metab&#243;licas do GH em modelos animais</bold>
    </p>
    <p>Camundongos com dele&#231;&#227;o do gene do <italic>GHR</italic> s&#227;o hipersens&#237;veis a insulina em raz&#227;o do aumento do n&#250;mero dos receptores de insulina no f&#237;gado, por&#233;m com uma toler&#226;ncia diminu&#237;da &#224; glicose por causa de um menor n&#250;mero de c&#233;lulas &#946; pancre&#225;ticas e uma reduzida secre&#231;&#227;o de insulina, consequentes &#224; redu&#231;&#227;o do est&#237;mulo do GH, via IGF-I na massa de c&#233;lulas &#946; pancre&#225;ticas<sup>4</sup>. Express&#227;o g&#234;nica de IGF-I nas ilhotas pancre&#225;ticas desses animais restaura a massa de c&#233;lulas beta, normalizando a produ&#231;&#227;o de insulina e a toler&#226;ncia a glicose<sup>5</sup>. Outro modelo estudado &#233; o do camundongo com defici&#234;ncia hep&#225;tica de IGF-I<sup>6</sup>. Nesse modelo h&#225; uma redu&#231;&#227;o em 75% do IGF-I circulante, com aumento do GH e da insulina, em cerca de quarta vezes, com glicemias normais, o que sugere insulino-resist&#234;ncia, com toler&#226;ncia a glicose aparentemente normal. Com a t&#233;cnica do <italic>clamp</italic> euglic&#234;mico-hiperinsulin&#234;mico, foi verificado que esta insulino-resist&#234;ncia ocorre basicamente no m&#250;sculo e somente tardiamente no f&#237;gado e tecido adiposo.</p>
    <p>Para distinguir se a insulino-resist&#234;ncia seria decorrente da baixa concentra&#231;&#227;o de IGF-I ou dos elevados n&#237;veis de GH foram realizados estudos em animais transg&#234;nicos oriundos do cruzamento dos animais com defici&#234;ncia hep&#225;tica de IGF-I com outros que expressam um antagonista do GH<sup>7</sup>. Na progenia obtida desses animais, a sensibilidade a insulina foi restaurada em concord&#226;ncia com estudos em humanos em que o uso do antagonista do GH na acromegalia tamb&#233;m melhorou a insulino-sensibilidade. Quando cruzados camundongos com defici&#234;ncia hep&#225;tica de IGF-I com outros com dele&#231;&#227;o gene da subunidade &#225;cido-labil obtiveram-se animais com IGF-I ainda mais baixos e n&#237;veis ainda maiores de GH, cerca de dez vezes em rela&#231;&#227;o aos camundongos normais<sup>8</sup>. Esses animais mostraram melhora da capta&#231;&#227;o da glicose no m&#250;sculo e no tecido adiposo, mas nenhuma melhora da supress&#227;o da produ&#231;&#227;o hep&#225;tica de glicose durante o <italic>clamp </italic>euglic&#234;mico-hiperinsulin&#234;mico. Desde que o m&#250;sculo tamb&#233;m expressa o receptor de IGF-I, n&#227;o &#233; poss&#237;vel excluir a participa&#231;&#227;o desse receptor na melhor capta&#231;&#227;o perif&#233;rica de glicose. J&#225; a aus&#234;ncia do efeito no f&#237;gado pode ser causada pela aus&#234;ncia do receptor de IGF-I nesse &#243;rg&#227;o. Em resumo, GH parece ter um efeito cr&#237;tico na insulino resist&#234;ncia, com o IGF-I desempenhando uma poss&#237;vel fun&#231;&#227;o modulat&#243;ria. Por sua vez, para o desenvolvimento de uma massa normal de c&#233;lulas beta e produ&#231;&#227;o de insulina, o IGF-I parece ser o principal fator.</p>
    <p>
      <bold>A&#231;&#245;es metab&#243;licas do GH em humanos</bold>
    </p>
    <p>O papel do GH na regula&#231;&#227;o metab&#243;lica tem sido por meio s&#233;culo minimizado pela not&#243;ria habilidade do GH em promover o crescimento. Recentemente, tem-se consolidado o conceito que muito do potencial do GH em promover o crescimento &#233; secund&#225;rio ao seu impacto metab&#243;lico<sup>9</sup>. Esse efeito metab&#243;lico &#233; conhecido desde os primeiros trabalhos com a administra&#231;&#227;o de GH hipofis&#225;rio em altas doses que demonstraram acentuada lip&#243;lise, resist&#234;ncia &#224; insulina e hiperglicemia<sup>10</sup>. A exposi&#231;&#227;o ao GH leva ao aumento dos n&#237;veis circulantes de &#225;cidos graxos livres, corpos cet&#244;nicos, IGF-I, insulina e glicose, todos anab&#243;licos<sup>11,12</sup>. O jejum e o estresse amplificam a secre&#231;&#227;o do GH; enquanto a alimenta&#231;&#227;o em geral a inibe<sup>13,14</sup>, sugerindo um papel predominante do GH nos estados p&#243;s-absortivos ou de jejum, condi&#231;&#245;es nas quais as concentra&#231;&#245;es de IGF-I e insulina s&#227;o baixas e as dos &#225;cidos graxos livres, elevadas. Isso pode significar que o crescimento GH mediado e a reten&#231;&#227;o de nitrog&#234;nio s&#227;o criticamente dependentes da mobiliza&#231;&#227;o lip&#237;dica. Em um organismo homeot&#233;rmico com escassa estocagem de carboidratos e sem acesso imediato &#224; comida, a oxida&#231;&#227;o lip&#237;dica dependente de GH &#233; um dos mecanismos de obten&#231;&#227;o de energia para poupar prote&#237;na. Estudos com supress&#227;o seletiva da secre&#231;&#227;o de GH em humanos, com alimenta&#231;&#227;o normal e dois dias de jejum, sugerem que o GH end&#243;geno n&#227;o tem uma a&#231;&#227;o relevante na regula&#231;&#227;o metab&#243;lica em curto prazo, como no per&#237;odo p&#243;s-absortivo (jejum noturno), mas assume um papel fundamental como um estimulador da lip&#243;lise durante jejum prolongado<sup>15</sup>, o que pode ter representado vantagem evolutiva em per&#237;odos de escassez alimentar.</p>
    <p>O pico noturno de GH precede o pico dos &#225;cidos graxos livres e dos corpos cet&#244;nicos por aproximadamente duas horas, mesmo tempo de lat&#234;ncia necess&#225;rio para eleva&#231;&#227;o dos &#225;cidos graxos livres ap&#243;s infus&#227;o de GH em humanos no estado p&#243;s-absortivo<sup>16</sup>. Em um modelo de hipersecre&#231;&#227;o de GH, como no diabete melito tipo 1 com controle glic&#234;mico prec&#225;rio, ocorre um estado de excessiva lip&#243;lise e cetog&#234;nese, em raz&#227;o da incapacidade de secre&#231;&#227;o compensat&#243;ria de insulina pelas c&#233;lulas &#946; do p&#226;ncreas<sup>17</sup>.</p>
    <p>A lip&#243;lise exagerada decorrente de GH ocorre especialmente no tronco<sup>13</sup>, envolve a estimula&#231;&#227;o da express&#227;o g&#234;nica ap&#243;s liga&#231;&#227;o do receptor do GH com a JAK2 e subsequente ativa&#231;&#227;o da adenil-ciclase e estimula&#231;&#227;o da produ&#231;&#227;o do AMP c&#237;clico, ativando a l&#237;pase horm&#244;nio sens&#237;vel<sup>18</sup>. Dessa forma, pode-se dizer que o principal efeito do GH "<italic>per se</italic>" &#233; a estimula&#231;&#227;o da lip&#243;lise e oxida&#231;&#227;o lip&#237;dica, al&#233;m da inibi&#231;&#227;o da lipase lipoproteica no tecido adiposo, enzima fundamental &#224; hidr&#243;lise dos triglic&#233;rides para que os &#225;cidos graxos livres possam ser armazenados, e da estimula&#231;&#227;o dessa enzima em n&#237;vel muscular, que permite uma maior utiliza&#231;&#227;o dos &#225;cidos graxos livres pelo m&#250;sculo esquel&#233;tico<sup>3</sup>. Isso poupa os estoques de prote&#237;nas e de carboidratos de imediatos requerimentos oxidativos garantindo a adequada conserva&#231;&#227;o de prote&#237;nas.</p>
    <p>A administra&#231;&#227;o de GH em doses elevadas a volunt&#225;rios normais provoca aumento da s&#237;ntese proteica e diminui&#231;&#227;o de excre&#231;&#227;o de ureia<sup>19</sup>, mas leva a preju&#237;zo da sensibilidade insul&#237;nica no f&#237;gado e periferia, sobretudo no m&#250;sculo esquel&#233;tico<sup>20</sup>, evidenciando sua a&#231;&#227;o antagonista &#224; insulina. Estudos demonstram que a coadministra&#231;&#227;o de derivados do &#225;cido nicot&#237;nico que bloqueiam a lip&#243;lise reduz drasticamente as a&#231;&#245;es do GH sobre a sensibilidade insul&#237;nica e s&#237;ntese proteica<sup>21</sup>. Em suma, o efeito poupador de carboidrato e prote&#237;na obtido com GH parece depender em grande parte da estimula&#231;&#227;o da lip&#243;lise, aumentando as concentra&#231;&#245;es de &#225;cidos graxos livres e corpos cet&#244;nicos na circula&#231;&#227;o.</p>
    <p>Tendo sua secre&#231;&#227;o estimulada pelo GH, o IGF-I tamb&#233;m apresenta a&#231;&#245;es metab&#243;licas. Os receptores do IGF-I est&#227;o presentes especialmente em tecido muscular esquel&#233;tico, cuja estimula&#231;&#227;o aumenta a capta&#231;&#227;o de glicose, mediante a ativa&#231;&#227;o dos transportadores de glicose tipo 4 (GLUT4)<sup>22</sup>, e provoca tamb&#233;m diminui&#231;&#227;o da gliconeog&#234;nese e glicogen&#243;lise hep&#225;tica, melhorando sensibilidade a insulina e a homeostase glic&#234;mica, a&#231;&#245;es insulino-s&#237;mile, que originaram seu nome. No metabolismo lip&#237;dico, o IGF-I parece ter pouca influ&#234;ncia, pois os receptores de IGF-I s&#227;o escassos nos adip&#243;citos; no entanto, nos pr&#233;-adip&#243;citos, esses receptores s&#227;o abundantes e o IGF-I estimula a diferencia&#231;&#227;o dessas c&#233;lulas<sup>23</sup>. Quanto ao metabolismo proteico, o IGF-I tem a&#231;&#245;es sin&#233;rgicas ao GH, e, de fato, as a&#231;&#245;es anab&#243;licas do GH imprescind&#237;veis para o crescimento, mas atuantes durante toda a vida, s&#227;o mediadas pelo IGF-I<sup>24</sup>.</p>
    <p>Conforme salientadas antes, doses suprafisiol&#243;gicas do GH s&#227;o antag&#244;nicas aos efeitos de insulina, ao passo que o IGF-I potencializa a&#231;&#245;es insulino-s&#237;mile. Pacientes acromeg&#225;licos s&#227;o predispostos &#224; intoler&#226;ncia a glicose e resist&#234;ncia a insulina. Como vimos, a lip&#243;lise GH dependente parece ser o determinante principal das a&#231;&#245;es anti-insulina do GH. Por sua vez, o IGF-I aumenta a sensibilidade a insulina parecendo n&#227;o exercer efeitos diretos na lip&#243;lise ou lipog&#234;nese. Em contraste com as doses suprafisiol&#243;gicas de GH, a administra&#231;&#227;o de doses baixas de GH em adultos com defici&#234;ncia do GH, com toler&#226;ncia diminu&#237;da &#224; glicose e com s&#237;ndrome metab&#243;lica, &#233; capaz de aumentar o IGF-I circulante, a sensibilidade a insulina e a capta&#231;&#227;o perif&#233;rica de glicose, sem induzir a lip&#243;lise. Esses dados sugerem a possibilidade que um esquema com GH em doses baixas propicie a manuten&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o das c&#233;lulas beta pancre&#225;ticas e possivelmente retardar a progress&#227;o para intoler&#226;ncia a glicose nesses indiv&#237;duos<sup>25</sup>, como ser&#225; detalhado a seguir. Apesar de pap&#233;is discordantes na homeostase glic&#237;dica, ambos GH e IGF-I t&#234;m n&#237;tidos efeitos anab&#243;licos, na defici&#234;ncia de IGF-I, GH dependente e o IGF-I na defici&#234;ncia de IGF-I por resist&#234;ncia ao GH, aumentando a massa magra e reduzindo a massa gorda, especialmente a adiposidade visceral. Tendo em vista seu efeito sensibilizador de insulina, o IGF-I parece ser um agente anab&#243;lico prefer&#237;vel quando h&#225; preju&#237;zo estabelecido ou poss&#237;vel ao metabolismo dos carboidratos.</p>
    <p>Diferente do GH, que promove aumento da lip&#243;lise e da oxida&#231;&#227;o lip&#237;dica, o IGF-I leva ao aumento da oxida&#231;&#227;o lip&#237;dica apenas quando ministrado cronicamente. Tal diferen&#231;a poderia ser explicada pela insulinopenia cr&#244;nica promovida pelo IGF-I. A <xref ref-type="table" rid="a12tab01m">tabela 1</xref> sumariza os principais efeitos metab&#243;licos do GH e IGF-I <italic>in vivo</italic>.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a12tab01m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-05-0434-00012-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <bold>Altera&#231;&#245;es metab&#243;licas decorrentes de defeitos de secre&#231;&#227;o e a&#231;&#227;o do GH</bold>
    </p>
    <p>A defici&#234;ncia de GH cursa com altera&#231;&#245;es metab&#243;licas h&#225; muito conhecidas. Quando essa defici&#234;ncia ocorre na inf&#226;ncia, h&#225; predisposi&#231;&#227;o a estados hipoglic&#234;micos persistentes e profundos, pois o GH exerce papel fundamental para a homeostase glic&#234;mica nesse per&#237;odo. Essa import&#226;ncia decresce em per&#237;odos posteriores contribuindo para que a defici&#234;ncia de GH no adulto curse com resist&#234;ncia &#224; insulina e hiperglicemia, pois na fase adulta o IGF-I passaria a ter participa&#231;&#227;o mais intensa nos mecanismos homeost&#225;ticos dos carboidratos<sup>24</sup>. Outro fator para essa resist&#234;ncia a insulina seria a altera&#231;&#227;o na composi&#231;&#227;o corporal. &#201; descrito que a defici&#234;ncia de GH est&#225; associada &#224; diminui&#231;&#227;o da massa magra e aumento do percentual de gordura, em especial da gordura visceral, provavelmente decorrente da aus&#234;ncia das a&#231;&#245;es lipol&#237;ticas e inibit&#243;rias do armazenamento lip&#237;dico do GH, al&#233;m de suas a&#231;&#245;es referentes ao anabolismo proteico. Esse dado &#233; corroborado por estudos que demonstram revers&#227;o desses par&#226;metros ap&#243;s reposi&#231;&#227;o com GH<sup>25,26</sup>.</p>
    <p>Estudos realizados com portadores de defici&#234;ncia isolada e vital&#237;cia do horm&#244;nio de crescimento, em raz&#227;o de uma muta&#231;&#227;o homozig&#243;tica no gene do receptor do horm&#244;nio liberador do GH em Itabaianinha, no Nordeste do Brasil, demonstraram, da inf&#226;ncia &#224; velhice<sup>27,28</sup>, redu&#231;&#227;o de massa magra refletindo a car&#234;ncia do efeito sin&#233;rgico do GH e do IGF-I sobre o anabolismo proteico e exagero do percentual de gordura com predom&#237;nio truncal, decorrente da menor lip&#243;lise nesse sitio. O tratamento com GH nesses indiv&#237;duos, sobretudo na fase de transi&#231;&#227;o para a idade adulta, &#233; cr&#237;tico para o estabelecimento de uma composi&#231;&#227;o corporal adequada<sup>29</sup>. Em indiv&#237;duos com baixa estatura idiop&#225;tica e hiper-resposta do GH aos testes farmacol&#243;gicos, o &#237;ndice de massa corp&#243;rea foi menor no subgrupo com poss&#237;vel resist&#234;ncia parcial ao IGF-I em rela&#231;&#227;o aos outros dois subgrupos, um com poss&#237;vel resist&#234;ncia parcial ao GH e outro com secre&#231;&#227;o normal do GH, nos quais um efeito metab&#243;lico direto do GH &#233; poss&#237;vel. Pode-se especular uma menor massa de adip&#243;citos no subgrupo com poss&#237;vel resist&#234;ncia parcial ao IGF-I, consequente a uma menor diferencia&#231;&#227;o dos pr&#233;-adipocitos, onde os receptores para IGF-I s&#227;o abundantes<sup>23</sup>. Esses dados enfatizam os efeitos do eixo GH/IGF-I sobre a composi&#231;&#227;o corporal em outros modelos que n&#227;o a defici&#234;ncia cl&#225;ssica do horm&#244;nio de crescimento<sup>30</sup>.</p>
    <p>Em concord&#226;ncia com estudos que demonstraram associa&#231;&#227;o da defici&#234;ncia do GH com dislipidemia, os indiv&#237;duos com defici&#234;ncia isolada de GH de Itabaianinha apresentam n&#237;veis s&#233;ricos elevados de colesterol LDL e de colesterol total, em compara&#231;&#227;o com os controles da mesma regi&#227;o<sup>28,31,32</sup>, efeito eventualmente associado a uma redu&#231;&#227;o da express&#227;o dos receptores hep&#225;ticos para o colesterol LDL<sup>33</sup>.</p>
    <p>Embora a defici&#234;ncia de GH de in&#237;cio na idade adulta seja associada &#224; resist&#234;ncia &#224; insulina<sup>34,35</sup>, os indiv&#237;duos com a defici&#234;ncia isolada e vital&#237;cia de GH de Itabaianinha apresentam n&#237;veis insul&#237;nicos reduzidos e valores do &#237;ndice <italic>homeostasis model assessment </italic>de resist&#234;ncia &#224; insulina (HOMA<sub>IR</sub>) menores do que aqueles dos controles normais<sup>28,32</sup>. Indiv&#237;duos heterozig&#243;ticos para essa muta&#231;&#227;o, apesar de n&#227;o terem redu&#231;&#227;o estatural e dos n&#237;veis de IGF-I, apresentam redu&#231;&#227;o do peso corp&#243;reo, da massa magra, da insulina em jejum e do HOMA<sub>IR</sub>, sugerindo um efeito direto da menor secre&#231;&#227;o de GH n&#227;o dependente de IGF-I nos heterozigotos sobre a composi&#231;&#227;o corporal<sup>36</sup>.</p>
    <p>
      <bold>S&#237;ndrome metab&#243;lica, estados hipercatab&#243;licos e o eixo GH-IGF-I</bold>
    </p>
    <p>A defici&#234;ncia de GH de in&#237;cio na idade adulta e a s&#237;ndrome metab&#243;lica compartilham muitas semelhan&#231;as, adiposidade visceral, resist&#234;ncia a insulina, hipertrigliceridemia, hipertens&#227;o arterial e redu&#231;&#227;o dos n&#237;veis s&#233;ricos de HDL. A adiposidade central e a resist&#234;ncia a insulina s&#227;o aspectos fundamentais dessas duas s&#237;ndromes e aumentam o risco de evolu&#231;&#227;o para diabete melito tipo 2<sup>37,38</sup>.</p>
    <p>Portadores de s&#237;ndrome metab&#243;lica tamb&#233;m possuem n&#237;veis s&#233;ricos de GH reduzidos, provavelmente em raz&#227;o dos n&#237;veis cronicamente elevados de &#225;cidos graxos livres e dos altos n&#237;veis de insulina observados na obesidade<sup>39</sup>. Esse dado levou a estudos que avaliassem o potencial do tratamento com GH em indiv&#237;duos portadores de s&#237;ndrome metab&#243;lica. Os primeiros estudos utilizaram doses altas de GH (5-10 mg/kg/dia) e observaram redu&#231;&#227;o da massa gorda, mas sem melhora na resist&#234;ncia a insulina, provavelmente decorrente da intensa lip&#243;lise promovida por esse horm&#244;nio, contrabalanceando os efeitos positivos do IGF-I<sup>40,41</sup>. Com isso, ensaios cl&#237;nicos est&#227;o em andamento utilizando-se de doses menores (1-2 mg/kg/dia) e objetivando unir o menor efeito lipol&#237;tico poss&#237;vel do GH &#224; melhora da resist&#234;ncia a insulina promovida pelo IGF-I<sup>25</sup>.</p>
    <p>Em raz&#227;o dos efeitos anab&#243;licos do GH, foi postulado que sua utiliza&#231;&#227;o em situa&#231;&#245;es hipercatab&#243;licas poderia ser ben&#233;fica. Estudos realizados em pacientes portadores de Aids, grandes queimados e naqueles submetidos a cirurgias de grande porte evidenciaram melhora do balan&#231;o nitrogenado ap&#243;s terapia com GH<sup>42,43</sup>. Um estudo randomizado, controlado por placebo, realizado com pacientes em terapia intensiva demonstrou que os pacientes que receberam altas doses de GH apresentaram maior mortalidade que aqueles que receberam placebo<sup>44</sup>. No entanto, o uso de GH tem se mostrado seguro em condi&#231;&#245;es cr&#244;nicas, como fibrose c&#237;stica, insufici&#234;ncia renal cr&#244;nica, Aids<sup>44-46</sup>, o que leva &#224; necessidade de mais ensaios cl&#237;nicos para avalia&#231;&#227;o de sua verdadeira efic&#225;cia e seguran&#231;a.</p>
    <p>
      <bold>Adipocinas e o eixo GH-IGF-I</bold>
    </p>
    <p>Est&#225; consolidado o conceito do tecido adiposo como um &#243;rg&#227;o end&#243;crino e n&#227;o com um reservat&#243;rio inerte de calorias por meio do estoque de gorduras. Dentro das in&#250;meras prote&#237;nas secretadas pelo tecido adiposo, as adipocinas, vamos nos ater a duas, a adiponectina e a leptina e a rela&#231;&#227;o de ambas com o GH. Adiponectina &#233; a mais abundante prote&#237;na originada do tecido adiposo, diminui com a obesidade e associa-se positivamente com a sensibilidade a insulina e inversamente com o risco de diabetes tipo 2<sup>47</sup>. Leptina, outra prote&#237;na espec&#237;fica do tecido adiposo, comumente elevada na obesidade, tem um papel aterog&#234;nico, protromb&#243;tico e angiog&#234;nico, estimulando a inflama&#231;&#227;o vascular, o estresse oxidativo e a hipertrofia das c&#233;lulas musculares lisas, contribuindo para hipertens&#227;o, aterosclerose e outras doen&#231;as cardiovasculares<sup>48,49</sup>.Dados sobre essas duas adipocinas s&#227;o controversos na defici&#234;ncia de GH: Leptina tem sido descrita como elevada<sup>50,51</sup> ou normal<sup>52,53</sup>, e adiponectina como baixa<sup>54</sup> ou normal<sup>55</sup>. Descrevemos o primeiro relato de concentra&#231;&#245;es elevadas de adiponectina, associada a concentra&#231;&#245;es normais de leptina s&#233;rica, nos indiv&#237;duos com a defici&#234;ncia isolada de GH de Itabaianinha<sup>56</sup> caracterizando um perfil de adipocinas distinto do comumente associado com obesidade (leptina elevada e baixa adiponectina). Interessante, nossos achados est&#227;o em concord&#226;ncia com dados recentes que mostram em modelos animais<sup>57</sup> e humanos<sup>58</sup> com resist&#234;ncia ao GH a adiponectina &#233; mais elevada. Esse perfil de adipocinas, junto com os n&#237;veis muito baixos de IGF-I e sensibilidade normal a insulina, provavelmente protege esses indiv&#237;duos com defici&#234;ncia isolada e gen&#233;tica de GH contra o aparecimento precoce da aterosclerose, apesar da composi&#231;&#227;o corporal adversa, do aumento da press&#227;o arterial, hipercolesterolemia e da presen&#231;a de outros fatores de risco cardiovascular.</p>
    <p>
      <bold>Disfun&#231;&#227;o endotelial, aterog&#234;nese e o eixo GH-IGF-I</bold>
    </p>
    <p>A Disfun&#231;&#227;o Endotelial (DE) &#233; entendida como o processo fisiopatol&#243;gico inicial da aterog&#234;nese. A diminui&#231;&#227;o de IGF-I parece estar associada &#224; DE, j&#225; que o IGF-I aumenta a produ&#231;&#227;o de &#243;xido n&#237;trico, melhora a sensibilidade a insulina, promove a ativa&#231;&#227;o dos canais de pot&#225;ssio dependentes de ATP, previne a dislipidemia p&#243;s-prandial e ainda tem a&#231;&#245;es anti-inflamat&#243;rias e antiapopt&#243;ticas. Na defici&#234;ncia de GH encontramos preju&#237;zo na vasodilata&#231;&#227;o dependente de endot&#233;lio, aumento da agrega&#231;&#227;o plaquet&#225;ria, aumento da Prote&#237;na C Reativa de alta sensibilidade, eleva&#231;&#227;o do PAI-1, eleva&#231;&#227;o do fibrinog&#234;nio, aumento da espessura da &#237;ntima m&#233;dia e maior preval&#234;ncia de placas ateroscler&#243;ticas, que podem ser revertidas com o tratamento com GH<sup>59,60</sup>. Por sua vez, o IGF-I e a insulina s&#227;o potentes fatores tr&#243;ficos, independentes da press&#227;o arterial, na determina&#231;&#227;o da massa ventricular esquerda e da geometria card&#237;aca<sup>61</sup>.</p>
    <p>Conforme apresentado antes, os indiv&#237;duos com defici&#234;ncia isolada de GH de Itabaianinha apresentam fatores de risco cardiovascular: obesidade central, redu&#231;&#227;o da massa magra, aumento do percentual de gordura, da press&#227;o arterial e da Prote&#237;na C Reativa de alta sensibilidade e hipercolesterolemia e como fatores de prote&#231;&#227;o, diminui&#231;&#227;o da insulina basal, do HOMA<sub>IR</sub> e adiponectina mais elevada com leptina normal. O balan&#231;o desse conjunto de fatores conduz aos achados normais de espessura m&#233;dio intimal das car&#243;tidas e excre&#231;&#227;o urin&#225;ria de albumina (marcadores precoces de DE e aterosclerose), e da aus&#234;ncia de hipertrofia ventricular esquerda (marcador de les&#227;o de &#243;rg&#227;o alvo)<sup>28,32,56</sup>.</p>
    <p>Provavelmente essa maior insulino-sensibilidade e os n&#237;veis muito baixos de GH e IGF-I durante toda a vida impe&#231;am o aparecimento precoce da aterosclerose e da HVE nesse grupo com defici&#234;ncia isolada e cong&#234;nita de GH, talvez pela menor prolifera&#231;&#227;o das c&#233;lulas musculares lisas, etapa primordial para o crescimento de placa ateroscler&#243;tica. Por sua vez, a redu&#231;&#227;o menos grave do IGF-I e com in&#237;cio na idade adulta pode levar &#224; apoptose daquelas c&#233;lulas, provocando a ruptura de placas ateroscler&#243;ticas preexistentes e os eventos cardiovasculares na defici&#234;ncia de GH adquirida ou moderada<sup>32,62,63</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Considera&#231;&#245;es finais</bold>
    </p>
    <p>A capacidade do eixo GH/IGF-I em promover o crescimento decorre de uma complexa intera&#231;&#227;o de a&#231;&#245;es metab&#243;licas desempenhadas pelo GH e pelo IGF-I. As a&#231;&#245;es do GH e IGF-I s&#227;o sin&#233;rgicas sobre o anabolismo proteico e a composi&#231;&#227;o corporal com incremento da massa magra e redu&#231;&#227;o do percentual de gordura, e s&#227;o antag&#244;nicas sobre a sensibilidade insul&#237;nica, reduzida pelo GH e aumentada pelo IGF-I, e sobre a lip&#243;lise, aumentada pelo GH e reduzida pelo IGF-I. O GH aumenta a oxida&#231;&#227;o lip&#237;dica e o efeito do IGF-I &#233; tempo dependente, agudamente diminuindo-a e cronicamente aumentando-a, via supress&#227;o insul&#237;nica. Enquanto a a&#231;&#227;o sobre o crescimento encerra-se com o estabelecimento da estatura final, as a&#231;&#245;es metab&#243;licas e cardiovasculares perduram durante toda a vida, com implica&#231;&#245;es no processo de envelhecimento fisiol&#243;gico e em v&#225;rias situa&#231;&#245;es cl&#237;nicas como a defici&#234;ncia de GH, diabete melito, s&#237;ndrome metab&#243;lica e estados hipercatab&#243;licos. A terapia com GH melhora os aspectos metab&#243;licos e a composi&#231;&#227;o corporal na defici&#234;ncia de GH de in&#237;cio na inf&#226;ncia e na idade adulta e possivelmente nas condi&#231;&#245;es citadas. Estudos adicionais s&#227;o necess&#225;rios para definir doses e seguran&#231;a nessas outras indica&#231;&#245;es.</p>
    <p>Enquanto os estudos de desfechos cl&#237;nicos n&#227;o sejam amplamente dispon&#237;veis, uma men&#231;&#227;o de cautela deve ser lembrada para que os desejados efeitos lipol&#237;ticos e anab&#243;licos da terapia com o GH sejam aplicados na pr&#225;tica cl&#237;nica.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de tese de Doutorado de Carla R. P. Oliveira pela Universidade Federal de Sergipe.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold> Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Carla R. P. Oliveira </p>
        <p> Av. Ad&#233;lia Franco, 2288, Apt. 704, Maragogi, Luzia </p>
        <p> 49048-010 - Aracaju, SE, Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="carlarpo@uol.com.br">carlarpo@uol.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 26/10/10; revis&#227;o recebido em 17/02/11; aceito em 11/03/11.</p>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="B1">
        <mixed-citation>1. Herrington J, Carter-Su C. Signaling pathways activated by the growth hormone receptor. Trends Endocrinol Metab. 2001;12(6):252-7.</mixed-citation>
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          <article-title>Signaling pathways activated by the growth hormone receptor</article-title>
          <source>Trends Endocrinol Metab</source>
          <date>
            <year>2001</year>
          </date>
          <fpage>252</fpage>
          <lpage>7</lpage>
          <issue>6</issue>
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          <article-title>Total and high molecular weight adiponectin are elevated in patients with Laron syndrome despite marked obesity</article-title>
          <source>Eur J Endocrinol</source>
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          <article-title>Increased arterial intima-media thickness in childhood-onset growth hormone deficiency</article-title>
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          <article-title>Growth hormone (GH) treatment reverses early atherosclerotic changes in GH-deficient adults</article-title>
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          <article-title>Circulating insulin and insulin growth factor-1 are independent determinants of left ventricular mass and geometry in essential hypertension</article-title>
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          <article-title>Expression, regulation, and function of IGF-I, IGF-IR, and IGF-I binding proteins in blood vessels</article-title>
          <source>Arterioscler Thromb Vasc Biol</source>
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          <article-title>Congenital growth hormone (GH) deficiency and atherosclerosis: effects of GH replacement in GH-naive adults</article-title>
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        <article-title xml:lang="es">Rol emergente del eje GH/IGF-I en el control cardiometab&#243;lico</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>la hormona de crecimiento (GH), principal regulador del crecimiento postnatal, tiene importantes acciones metab&#243;licas en diversos tejidos, sin&#233;rgicas o incluso antag&#243;nicas a las del factor de crecimiento, a semejanza de la insulina tipo I (IGF-I) producido, principalmente, en el h&#237;gado y despu&#233;s del v&#237;nculo del GH con su receptor. Experimentos en modelos animales indican un papel importante del GH en la resistencia a la insulina, mientras que el papel del IGF-I en esa condici&#243;n, todav&#237;a no est&#225; completamente elucidado. En los humanos, el GH genera el aumento de la lip&#243;lisis y de la oxidaci&#243;n lip&#237;dica, mientras que el IGF-I desencadena el aumento de la oxidaci&#243;n lip&#237;dica solamente desde el punto de vista cr&#243;nico. Mientras las acciones sobre el crecimiento son de tiempo limitado, las acciones metab&#243;licas y cardiovasculares del eje GH/IGF-I duran toda la vida. Los efectos potenciales anab&#243;licos del GH han sido utilizados en condiciones cr&#243;nicas e hipercatab&#243;licas, aunque las investigaciones sobre los desenlaces cl&#237;nicos todav&#237;a sean escasas. En este art&#237;culo, pretendemos revisar las acciones metab&#243;licas del GH provenientes de modelos animales, los estudios en humanos normales y en individuos con deficiencia de GH, diabetes mellitus tipo 1, s&#237;ndrome metab&#243;lico, estados hipercatab&#243;licos y la relaci&#243;n del eje GH/IGF-I con las adipocinas, disfunci&#243;n endotelial y aterog&#233;nesis</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Lip&#243;lisis</kwd>
        <kwd>grelina</kwd>
        <kwd>factor de crecimiento insulin-like I</kwd>
        <kwd>metabolismo</kwd>
        <kwd>resistencia a la insulina</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO DE REVISI&#211;N</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="enda-body2">
          <label>
            <bold>Rol emergente del eje GH/IGF-I en el control cardiometab&#243;lico</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Carla R.P. Oliveira; Rafael A. Meneguz-Moreno; Manuel H. Aguiar-Oliveira; Jos&#233; A. S. Barreto-Filho</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Universidade Federal de Sergipe, Aracaju, SE, Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p>la hormona de crecimiento (GH), principal regulador del crecimiento postnatal, tiene importantes acciones metab&#243;licas en diversos tejidos, sin&#233;rgicas o incluso antag&#243;nicas a las del factor de crecimiento, a semejanza de la insulina tipo I (IGF-I) producido, principalmente, en el h&#237;gado y despu&#233;s del v&#237;nculo del GH con su receptor. Experimentos en modelos animales indican un papel importante del GH en la resistencia a la insulina, mientras que el papel del IGF-I en esa condici&#243;n, todav&#237;a no est&#225; completamente elucidado. En los humanos, el GH genera el aumento de la lip&#243;lisis y de la oxidaci&#243;n lip&#237;dica, mientras que el IGF-I desencadena el aumento de la oxidaci&#243;n lip&#237;dica solamente desde el punto de vista cr&#243;nico. Mientras las acciones sobre el crecimiento son de tiempo limitado, las acciones metab&#243;licas y cardiovasculares del eje GH/IGF-I duran toda la vida. Los efectos potenciales anab&#243;licos del GH han sido utilizados en condiciones cr&#243;nicas e hipercatab&#243;licas, aunque las investigaciones sobre los desenlaces cl&#237;nicos todav&#237;a sean escasas. En este art&#237;culo, pretendemos revisar las acciones metab&#243;licas del GH provenientes de modelos animales, los estudios en humanos normales y en individuos con deficiencia de GH, diabetes mellitus tipo 1, s&#237;ndrome metab&#243;lico, estados hipercatab&#243;licos y la relaci&#243;n del eje GH/IGF-I con las adipocinas, disfunci&#243;n endotelial y aterog&#233;nesis.</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Lip&#243;lisis, grelina, factor de crecimiento insulin-like I, metabolismo, resistencia a la insulina.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La hormona del crecimiento (GH), es el principal regulador del crecimiento postnatal, y posee importantes acciones metab&#243;licas. El GH se vincula a su receptor (GHR) y v&#237;a activaci&#243;n del sistema JAK-STAT<sup>1</sup>, estimula especialmente el h&#237;gado la producci&#243;n del factor de crecimiento similar a la insulina tipo I (IGF-I), que se vincula a una de las seis prote&#237;nas transportadoras (IGFBPs1-6), especialmente la IGFBP3, y la subunidad &#225;cido-labil, formando el complejo ternario, que funciona como un reservorio circulante del IGF-I, impidiendo su r&#225;pido <italic>clearance</italic>. El IGF-I se vincula a su receptor, que a su vez presenta una considerable homolog&#237;a con el receptor de insulina, ambos receptores acoplados a la tirosina-cinasa. El receptor del IGF-I se conecta con una gran afinidad al IGF-I y con afinidad a la insulina. Lo contrario ocurre con el receptor de insulina. Mientras que el IGF-I act&#250;a b&#225;sicamente sobre el crecimiento, el desarrollo y la diferenciaci&#243;n celular, la insulina queda primariamente envuelta en la homeostasis metab&#243;lica. Sin embargo, puede darse un efecto cruzado entre un conector y el receptor del otro. Las mayores diferencias funcionales entre IGF-I y la insulina son causadas por dos factores. Primero, y pese a que los dos receptores est&#225;n expresados virtualmente en todos los tejidos, existe una expresi&#243;n diferencial de esos receptores. Mientras que el receptor de la insulina est&#225; altamente expresado en el m&#250;sculo, h&#237;gado y tejido adiposo blanco en los adultos, el receptor de IGF-I queda m&#237;nimamente detectado en esos dos &#250;ltimos sitios. La expresi&#243;n del receptor de IGF-I sin embargo, se compara a la del receptor de insulina en el m&#250;sculo esquel&#233;tico. Segundo, la diversidad en los dominios intracelulares de los receptores en los diferentes tejidos conlleva a diferentes acciones biol&#243;gicas.</p>
      <p>Los efectos del GH sobre los adipocitos pueden ser mediados v&#237;a receptor &#946;3-adren&#233;rgico, en cambio, en el m&#250;sculo esquel&#233;tico y el h&#237;gado, los efectos son intermediados v&#237;a GHR y activaci&#243;n del sistema JAK-STAT. En esos tejidos, la se&#241;alizaci&#243;n del GH interact&#250;a con aquella de la insulina<sup>2</sup>. El GH antagoniza las acciones de la insulina en el metabolismo de los carbohidratos tanto directamente, por medio de los mecanismos de bloqueo de la se&#241;alizaci&#243;n celular, como indirectamente, por el est&#237;mulo a la lip&#243;lisis y la producci&#243;n de &#225;cidos grasos libres (AGL) en los adipositos. En el h&#237;gado, el IGF-I suprime la producci&#243;n hep&#225;tica de glucosa v&#237;a receptor de insulina, en funci&#243;n de la escasa expresi&#243;n hep&#225;tica del receptor del IGF-I. El IGF-I estimula la diferenciaci&#243;n de los preadipositos mediante la actuaci&#243;n sobre el receptor del IGF-I, extensamente expresado en esas c&#233;lulas, mientras que en los adipositos maduros las acciones del IGF-I son tal vez intermediadas por el receptor de insulina, ampliamente expresado en esas c&#233;lulas. En el m&#250;sculo, el IGF-I posee efectos directos en la captaci&#243;n de la glucosa<sup>3</sup>. En este art&#237;culo, se abordar&#225;n sint&#233;ticamente las acciones metab&#243;licas del GH que provienen de modelos animales, los estudios en humanos normales y en individuos con una deficiencia de GH, diabetes mellitus tipo 1, s&#237;ndrome metab&#243;lico, estados hipercatab&#243;licos y la relaci&#243;n del eje GH/IGF-I con las adipocinas, disfunci&#243;n endotelial y aterog&#233;nesis.</p>
      <p>
        <bold>Acciones metab&#243;licas del GH en modelos animales</bold>
      </p>
      <p>Los ratones con deleci&#243;n del gen del <italic>GHR</italic> son hipersensibles a la insulina en raz&#243;n del aumento del n&#250;mero de los receptores de insulina en el h&#237;gado, pero con una tolerancia disminuida a la glucosa a causa de un menor n&#250;mero de c&#233;lulas &#946; pancre&#225;ticas y de una reducida secreci&#243;n de insulina, en consonancia con la reducci&#243;n del est&#237;mulo del GH, v&#237;a IGF-I en la masa de c&#233;lulas &#946; pancre&#225;ticas<sup>4</sup>. La expresi&#243;n g&#233;nica de IGF-I en los islotes pancre&#225;ticos de esos animales, restaura la masa de c&#233;lulas beta, normalizando la producci&#243;n de insulina y la tolerancia a la glucosa<sup>5</sup>. Otro modelo estudiado es el del rat&#243;n casero con una deficiencia hep&#225;tica de IGF-I<sup>6</sup>. En ese modelo, notamos una reducci&#243;n de un 75% del IGF-I circulante, con el aumento del GH y de la insulina, y cerca de cuatro veces con niveles de glicemia normales, lo que sugiere insulino-resistencia, con tolerancia a la glucosa aparentemente normal. Por medio de la t&#233;cnica del <italic>clamp</italic> euglic&#233;mico-hiperinsulin&#233;mico, se verific&#243; que esa insulino-resistencia ocurre b&#225;sicamente, en el m&#250;sculo y solamente m&#225;s tarde en el h&#237;gado y en el tejido adiposo.</p>
      <p>Para distinguir si la insulino-resistencia proviene de la baja concentraci&#243;n de IGF-I o de los elevados niveles de GH, se hicieron estudios en animales transg&#233;nicos oriundos del cruce de los animales con deficiencia hep&#225;tica de IGF-I con otros que expresan un antagonista del GH<sup>7</sup>. En la progenia obtenida en esos animales, la sensibilidad a la insulina fue restaurada de acuerdo con los estudios en humanos, en que el uso del antagonista del GH en la acromegalia tambi&#233;n mejor&#243; la insulino-sensibilidad. Cuando fueron cruzados los ratones caseros con deficiencia hep&#225;tica de IGF-I con otros que ten&#237;an deleci&#243;n de gen de la subunidad &#225;cido-labil, obtuvimos animales con niveles de IGF-I todav&#237;a m&#225;s bajos y con niveles mucho m&#225;s elevados de GH, cerca de diez veces con relaci&#243;n a los ratones caseros normales<sup>8</sup>. Esos animales mostraron una mejor&#237;a de la captaci&#243;n de la glucosa en el m&#250;sculo y en el tejido adiposo, pero ninguna mejor&#237;a de la supresi&#243;n de la producci&#243;n hep&#225;tica de glucosa durante el <italic>clamp </italic>euglic&#233;mico-hiperinsulin&#233;mico. Si el m&#250;sculo expresa tambi&#233;n el receptor de IGF-I, no se puede excluir la participaci&#243;n de ese receptor en la mejor captaci&#243;n perif&#233;rica de glucosa. Ya la falta del efecto en el h&#237;gado puede deberse a la ausencia del receptor de IGF-I en ese &#243;rgano. Resumiendo, el GH parece tener un efecto cr&#237;tico en la insulina-resistencia, con el IGF-I desempe&#241;ando una posible funci&#243;n de modulaci&#243;n. A su vez, para el desarrollo de una masa normal de c&#233;lulas beta y de la producci&#243;n de insulina, el IGF-I parece ser el principal factor.</p>
      <p>
        <bold>Acciones metab&#243;licas del GH en humanos</bold>
      </p>
      <p>El papel del GH en la regulaci&#243;n metab&#243;lica ha sido durante medio siglo minimizado por la notoria habilidad del GH en promover el crecimiento. Recientemente, se ha consolidado el concepto de que gran parte del potencial del GH en promover el crecimiento es algo secundario a su impacto metab&#243;lico<sup>9</sup>. Ese efecto metab&#243;lico se conoce desde los primeros trabajos con la administraci&#243;n de GH hipofisario en altas dosis que demostraron una acentuada lip&#243;lisis, resistencia a la insulina e hiperglicemia<sup>10</sup>. La exposici&#243;n al GH conlleva al aumento de los niveles circulantes de &#225;cidos grasos libres, cuerpos cet&#243;nicos, IGF-I, insulina y glucosa, todos anab&#243;licos<sup>11,12</sup>. El ayuno y el estr&#233;s ampl&#237;an la secreci&#243;n del GH; mientras que la alimentaci&#243;n en general la inhibe<sup>13,14</sup>, sugiriendo un papel predominante del GH en los estados de pos absorci&#243;n o de ayuno, condiciones en las cuales las concentraciones de IGF-I e insulina son bajas y las de los &#225;cidos grasos libres y elevadas. Eso puede significar que el crecimiento GH mediado y la retenci&#243;n de nitr&#243;geno sean cr&#237;ticamente dependientes de la movilizaci&#243;n lip&#237;dica. En un organismo homeot&#233;rmico con escaso estocaje de carbohidratos y sin acceso inmediato a la comida, la oxidaci&#243;n lip&#237;dica dependiente de GH es uno de los mecanismos de obtenci&#243;n de energ&#237;a para ahorrar prote&#237;na. Estudios con supresi&#243;n selectiva de la secreci&#243;n de GH en humanos con alimentaci&#243;n normal, y dos d&#237;as de ayuno, sugieren que el GH end&#243;geno no tiene una acci&#243;n relevante en la regulaci&#243;n metab&#243;lica a corto plazo, como en el per&#237;odo de pos absorci&#243;n (ayuno nocturno), pero s&#237; que posee un rol fundamental como estimulador de la lip&#243;lisis durante el ayuno prolongado<sup>15</sup>, lo que puede haber representado una ventaja evolutiva en per&#237;odos de escasez alimentaria.</p>
      <p>El pico nocturno de GH precede al pico de los &#225;cidos grasos libres y de los cuerpos cet&#243;nicos durante aproximadamente dos horas, el mismo tiempo de latencia necesario para la elevaci&#243;n de los &#225;cidos grasos libres despu&#233;s de la infusi&#243;n de GH en humanos en estado de pos absorci&#243;n<sup>16</sup>. En un modelo de hipersecreci&#243;n de GH, como en la diabetes mellitus tipo 1 con control de glucemia precario, ocurre un estado de excesiva lip&#243;lisis y cetog&#233;nesis, en raz&#243;n de la incapacidad de secreci&#243;n compensatoria de insulina por las c&#233;lulas &#946; del p&#225;ncreas<sup>17</sup>.</p>
      <p>La lip&#243;lisis exagerada proveniente de GH ocurre especialmente en el tronco<sup>13</sup>, envuelve la estimulaci&#243;n de la expresi&#243;n g&#233;nica despu&#233;s de la uni&#243;n del receptor del GH con la JAK2 y la posterior activaci&#243;n de la adenil-ciclasa y estimulaci&#243;n de la producci&#243;n del AMP c&#237;clico, activando la lipasa hormona sensible<sup>18</sup>. Por lo tanto, podemos decir que el principal efecto del GH de por s&#237;, es la estimulaci&#243;n de la lip&#243;lisis y la oxidaci&#243;n lip&#237;dica, adem&#225;s de la inhibici&#243;n de la lipasa lipoproteica en el tejido adiposo, enzima fundamental para la hidr&#243;lisis de los triglic&#233;ridos para que los &#225;cidos grasos libres puedan ser almacenados, y de la estimulaci&#243;n de esa enzima a nivel muscular, lo que permite una mayor utilizaci&#243;n de los &#225;cidos grasos libres por el m&#250;sculo esquel&#233;tico<sup>3</sup>. Eso ahorra las reservas de prote&#237;nas y de carbohidratos de inmediatas oxidaciones garantizando una adecuada conservaci&#243;n de las prote&#237;nas.</p>
      <p>La administraci&#243;n de GH en dosis elevadas en voluntarios normales, provoca un aumento de la s&#237;ntesis proteica y la disminuci&#243;n de la excreci&#243;n de urea<sup>19</sup>, pero perjudica la sensibilidad insul&#237;nica del h&#237;gado y sus adyacencias, sobre todo en el m&#250;sculo esquel&#233;tico<sup>20</sup>, evidenciando su acci&#243;n antagonista a la insulina. Algunos estudios verificaron que la coadministraci&#243;n de derivados del &#225;cido nicot&#237;nico que bloquean la lip&#243;lisis reduce dr&#225;sticamente las acciones del GH sobre la sensibilidad insul&#237;nica y la s&#237;ntesis proteica<sup>21</sup>. Resumiendo, podemos decir que el efecto ahorrativo de carbohidrato y prote&#237;na obtenido con GH, parece depender, en gran parte, de la estimulaci&#243;n de la lip&#243;lisis, aumentando las concentraciones de &#225;cidos grasos libres y de los cuerpos cet&#243;nicos en la circulaci&#243;n.</p>
      <p>Con su secreci&#243;n estimulada por el GH, el IGF-I tambi&#233;n tiene acciones metab&#243;licas. Los receptores del IGF-I est&#225;n presentes especialmente en un tejido muscular esquel&#233;tico, cuya estimulaci&#243;n aumenta la captaci&#243;n de la glucosa mediante la activaci&#243;n de los transportadores de glucosa tipo 4 (GLUT4)<sup>22</sup>, generando tambi&#233;n una disminuci&#243;n de la gliconeog&#233;nesis y glicogen&#243;lisis hep&#225;tica, y mejorando as&#237; la sensibilidad a la insulina y a la homeostasis gluc&#233;mica, acciones insulino-s&#237;mil que originaron su nombre. En el metabolismo lip&#237;dico, el IGF-I parece tener poca influencia, porque los receptores de IGF-I son escasos en los adipositos; sin embargo, en los preadipositos, esos receptores son abundantes y el IGF-I estimula la diferenciaci&#243;n de esas c&#233;lulas<sup>23</sup>. Sobre el metabolismo proteico, el IGF-I tiene acciones sin&#233;rgicas al GH, y de hecho, las acciones anab&#243;licas del GH imprescindibles para el crecimiento y que act&#250;an durante toda la vida, son intermediadas por el IGF-I<sup>24</sup>.</p>
      <p>Como ya fue mencionado anteriormente, las dosis suprafisiol&#243;gicas del GH son antag&#243;nicas a los efectos de la insulina, en cambio, el IGF-I potencia las acciones insulino-s&#237;mil. Los pacientes acromeg&#225;licos tienen una predisposici&#243;n de intolerancia a la glucosa y resistencia a la insulina. Como ya vimos, la lip&#243;lisis GH dependiente, parece ser el determinante principal de las acciones anti-insulina del GH. A su vez, el IGF-I aumenta la sensibilidad de la insulina pareciendo no exceder los efectos directos en la lip&#243;lisis o lipog&#233;nesis. En contraposici&#243;n con las dosis suprafisiol&#243;gicas de GH, la administraci&#243;n de bajas dosis de GH en los adultos con deficiencia del GH, y con tolerancia disminuida a la glucosa, y que tienen s&#237;ndrome metab&#243;lico, es capaz de aumentar el IGF-I circulante, la sensibilidad a la insulina y la captaci&#243;n perif&#233;rica de glucosa, sin inducir a la lip&#243;lisis. Esos datos nos sugieren la posibilidad de que un esquema con GH en bajas dosis propicie el mantenimiento de la funci&#243;n de las c&#233;lulas beta pancre&#225;ticas y posiblemente retarde la progresi&#243;n para la intolerancia a la glucosa en esos indiv&#237;duos<sup>25</sup>, como ser&#225; descrito a continuaci&#243;n. A pesar de los roles discordantes en la homeostasis glucos&#237;dica, ambos GH y IGF-I, poseen n&#237;tidos efectos anab&#243;licos en la deficiencia de IGF-I, GH dependiente y el IGF-I en la deficiencia de IGF-I por resistencia al GH, aumentando la masa corporal libre de grasa y reduciendo el porcentaje de grasa corporal, especialmente la adiposidad visceral. Teniendo en cuenta su efecto sensibilizador de insulina, el IGF-I parece ser un agente anab&#243;lico de preferencia cuando existe riesgo posible de alg&#250;n da&#241;o al metabolismo de los carbohidratos.</p>
      <p>A diferencia del GH, que genera el aumento de la lip&#243;lisis y de la oxidaci&#243;n lip&#237;dica, el IGF-I conlleva al aumento de la oxidaci&#243;n lip&#237;dica solamente cuando se administra cr&#243;nicamente. Esa diferencia podr&#237;a ser explicada por la insulinopenia cr&#243;nica promovida por el IGF-I. La <xref ref-type="table" rid="es_a12tab01m-body2">tabla 1</xref> resume los principales efectos metab&#243;licos del GH y IGF-I <italic>in vivo</italic>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a12tab01m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-05-0434-00012-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Alteraciones metab&#243;licas provenientes de defectos de secreci&#243;n y acci&#243;n del GH</bold>
      </p>
      <p>Hace mucho tiempo que ya sabemos que la deficiencia de GH cursa con alteraciones metab&#243;licas. Cuando esa deficiencia ocurre en la infancia, hay una predisposici&#243;n a los estados hipogluc&#233;micos persistentes y profundos, porque el GH ejerce un papel fundamental en la homeostasis gluc&#233;mica en ese per&#237;odo. Esa importancia se reduce en los per&#237;odos posteriores contribuyendo para que la deficiencia de GH en el adulto curse con resistencia a la insulina e hiperglucemia, pues en la fase adulta el IGF-I tendr&#237;a una participaci&#243;n m&#225;s intensa en los mecanismos homeost&#225;ticos de los carbohidratos<sup>24</sup>. Otro factor para esa resistencia a la insulina ser&#237;a la alteraci&#243;n en la composici&#243;n corporal. Ya se ha descrito que la deficiencia de GH est&#225; asociada a la disminuci&#243;n de la masa corporal libre de grasa y al aumento del porcentaje de grasa, en especial de la grasa visceral, probablemente como consecuencia de la ausencia de las acciones lipol&#237;ticas e inhibitorias del almacenaje lip&#237;dico del GH, adem&#225;s de sus acciones referentes al anabolismo proteico. Ese dato se puede comprobar por medio de los estudios que demuestran la reversi&#243;n de esos par&#225;metros despu&#233;s de la reposici&#243;n con GH<sup>25,26</sup>.</p>
      <p>Estudios realizados con portadores de deficiencia aislada y vitalicia de la hormona del crecimiento, en raz&#243;n de una mutaci&#243;n homozig&#243;tica en el gen del receptor de la hormona liberadora del GH en la regi&#243;n de Itabaianinha, al Nordeste de Brasil, han demostrado que desde la infancia a la vejez<sup>27,28</sup>, se produce una reducci&#243;n en la masa corporal libre de grasa, lo que se refleja en la falta del efecto sin&#233;rgico del GH y del IGF-I sobre el anabolismo proteico y una exageraci&#243;n en el porcentaje de grasa con predominio troncal, proveniente de la menor lip&#243;lisis en ese sitio. El tratamiento con GH en esos individuos, sobre todo en la fase de transici&#243;n hacia la edad adulta, es un cr&#237;tico para establecer una composici&#243;n corporal adecuada<sup>29</sup>. En individuos con una baja estatura idiop&#225;tica e hiper-respuesta del GH a los test farmacol&#243;gicos, el &#237;ndice de masa corporal fue menor en el subgrupo con una posible resistencia parcial al IGF-I con relaci&#243;n a los otros dos subgrupos, uno con una posible resistencia parcial al GH y el otro con una secreci&#243;n normal del GH, en que un efecto metab&#243;lico directo del GH puede ocurrir. Podemos especular sobre una menor masa de adipositos en el subgrupo con una posible resistencia parcial al IGF-I, de acuerdo con una menor diferenciaci&#243;n de los preadipocitos, donde los receptores para IGF-I son abundantes<sup>23</sup>. Esos datos remarcan los efectos del eje GH/IGF-I sobre la composici&#243;n corporal en otros modelos y no la cl&#225;sica deficiencia de la hormona del crecimiento<sup>30</sup>.</p>
      <p>A tono con los estudios que demostraron una asociaci&#243;n de la deficiencia del GH con dislipidemia, los individuos con deficiencia aislada de GH de Itabaianinha, tienen niveles s&#233;ricos elevados de colesterol LDL y de colesterol total, en comparaci&#243;n con los controles hechos en la misma regi&#243;n<sup>28,31,32</sup>, efecto eventualmente asociado a una reducci&#243;n de la expresi&#243;n de los receptores hep&#225;ticos para el colesterol LDL<sup>33</sup>.</p>
      <p>Aunque la deficiencia de GH se inicie en la edad adulta y se asocie a la resistencia a la insulina<sup>34,35</sup>, los individuos con deficiencia aislada y vitalicia de GH de Itabaianinha tienen niveles de insulina reducidos y valores del &#237;ndice <italic>homeostasis model assessment </italic>de resistencia a la insulina (HOMA<sub>IR</sub>) menores que los de los controles normales<sup>28,32</sup>. Los individuos heterocig&#243;ticos para esa mutaci&#243;n, a pesar de no tener una reducci&#243;n estatural y de los niveles de IGF-I, presentan una reducci&#243;n del peso corporal, de la masa corporal libre de grasa, de la insulina en ayuno y del HOMA<sub>IR</sub>, lo que sugiere un efecto directo de la menor secreci&#243;n de GH no dependiente de IGF-I en los heterocigotos sobre la composici&#243;n corporal<sup>36</sup>.</p>
      <p>
        <bold>El s&#237;ndrome metab&#243;lico, los estados hipercatab&#243;licos y el eje GH-IGF-I</bold>
      </p>
      <p>La deficiencia de GH de inicio en la edad adulta y el s&#237;ndrome metab&#243;lico comparten muchas similitudes, la adiposidad visceral, la resistencia a la insulina, hipertrigliceridemia, hipertensi&#243;n arterial y reducci&#243;n de los niveles s&#233;ricos de HDL. La adiposidad central y la resistencia a la insulina son aspectos fundamentales de esos dos s&#237;ndromes y aumentan el riesgo de evoluci&#243;n a la diabetes mellitus tipo 2<sup>37,38</sup>.</p>
      <p>Los portadores del s&#237;ndrome metab&#243;lico tambi&#233;n poseen niveles s&#233;ricos de GH reducidos, tal vez en raz&#243;n de los niveles cr&#243;nicamente elevados de &#225;cidos grasos libres y de los altos niveles de insulina observados en la obesidad<sup>39</sup>. Ese dato nos hizo estudiar el potencial del tratamiento con GH en individuos portadores del s&#237;ndrome metab&#243;lico. Los primeros estudios utilizaron altas dosis de GH (5-10 mg/kg/d&#237;a), y verificaron una reducci&#243;n del porcentaje de masa corporal, pero sin mejorar la resistencia a la insulina, tal vez proveniente de la intensa lip&#243;lisis promovida por esa hormona, contrabalanceando los efectos positivos del IGF-I<sup>40,41</sup>. Por lo tanto, algunos ensayos cl&#237;nicos que est&#225;n en marcha y que usan dosis menores (1-2 mg/kg/d&#237;a), intentan unir el menor efecto lipol&#237;tico posible del GH a la mejor&#237;a de la resistencia a la insulina promovida por el IGF-I<sup>25</sup>.</p>
      <p>A causa de los efectos anab&#243;licos del GH, se ha postulado que su utilizaci&#243;n en situaciones hipercatab&#243;licas podr&#237;a ser ben&#233;fica. Estudios realizados en pacientes portadores de SIDA, con grandes quemaduras y en aquellos sometidos a cirug&#237;a de gran porte, mostraron una mejor&#237;a en el balance nitrogenado posterior a la terapia con GH<sup>42,43</sup>. Un estudio randomizado, controlado por placebo y realizado con pacientes en Cuidados Intensivos, demostr&#243; que los pacientes que recibieron altas dosis de GH tuvieron un mayor &#237;ndice de mortalidad que los que recibieron el placebo<sup>44</sup>. Sin embargo, el uso de GH pareci&#243; seguro en condiciones cr&#243;nicas, como la fibrosis c&#237;stica, la insuficiencia renal cr&#243;nica, y el Sida<sup>44-46</sup>, y eso nos fuerza a realizar m&#225;s ensayos cl&#237;nicos para evaluar su verdadera eficacia y seguridad.</p>
      <p>
        <bold>Las Adipocinas y el eje GH-IGF-I</bold>
      </p>
      <p>El concepto del tejido adiposo como un &#243;rgano endocrino y no como un reservorio inerte de calor&#237;as por medio de la reserva de grasas, es algo ya consolidado. Dentro de las muchas prote&#237;nas segregadas por el tejido adiposo, est&#225;n las adipocinas, y nos concentraremos solamente en dos, la adiponectina y la leptina, y la relaci&#243;n de ellas dos con el GH. La adiponectina es la m&#225;s abundante prote&#237;na originada en el tejido adiposo, que se reduce con la obesidad y se asocia positivamente a la sensibilidad de la insulina, siendo inversamente proporcional al riesgo de diabetes tipo 2<sup>47</sup>. La leptina, otra prote&#237;na espec&#237;fica del tejido adiposo, a menudo elevada en la obesidad, posee un rol aterog&#233;nico, protromb&#243;tico y angiog&#233;nico, estimulando la inflamaci&#243;n vascular, el estr&#233;s oxidativo y la hipertrofia de las c&#233;lulas musculares lisas, y contribuyendo para la hipertensi&#243;n, la arterosclerosis y para otras enfermedades cardiovasculares<sup>48,49</sup>.Los datos sobre esas dos adipocinas son controvertidos en la deficiencia de GH: la leptina ha sido descrita como elevada<sup>50,51</sup> o normal<sup>52,53</sup>, y la adiponectina como baja<sup>54</sup> o normal<sup>55</sup>. Describimos el primer relato de concentraciones elevadas de adiponectina, asociada a concentraciones normales de leptina s&#233;rica, en individuos con deficiencia aislada de GH en Itabaianinha<sup>56</sup>, caracterizando un perfil de adipocinas distinto del que a menudo se asocia a la obesidad (leptina elevada y baja adiponectina). Eso es interesante porque nuestros hallazgos est&#225;n a tono con los recientes datos que muestran modelos animales<sup>57</sup> y humanos<sup>58</sup> con resistencia al GH, y la adiponectina siendo m&#225;s elevada. Ese perfil de adipocinas, junto con los niveles mucho m&#225;s bajos de IGF-I y la sensibilidad normal a la insulina, tal vez proteja a esos individuos con deficiencia aislada y gen&#233;tica de GH contra la aparici&#243;n precoz de la aterosclerosis, a pesar de la composici&#243;n corporal adversa, del aumento de la presi&#243;n arterial, hipercolesterolemia y de la presencia de otros factores de riesgo cardiovascular.</p>
      <p>
        <bold>La disfunci&#243;n endotelial, la aterog&#233;nesis y el eje GH-IGF-I</bold>
      </p>
      <p>La Disfunci&#243;n Endotelial (DE) se entiende como el proceso fisiopatol&#243;gico inicial de la aterog&#233;nesis. La reducci&#243;n de IGF-I parece estar asociada a la DE, ya que el IGF-I aumenta la producci&#243;n de &#243;xido n&#237;trico, mejora la sensibilidad a la insulina, promueve la activaci&#243;n de los canales de potasio dependientes de ATP, previene la dislipidemia posprandial e incluso posee acciones antiinflamatorias y antiapopt&#243;ticas. En la deficiencia de GH encontramos un da&#241;o en la vasodilataci&#243;n dependiente del endotelio, el aumento de la agregaci&#243;n plaquetaria, aumento de la Prote&#237;na C Reactiva de alta sensibilidad, elevaci&#243;n del PAI-1, elevaci&#243;n del fibrin&#243;geno, aumento del espesor de la &#237;ntima media y mayor prevalencia de las placas ateroscler&#243;ticas, que pueden ser revertidas con el tratamiento con GH<sup>59,60</sup>. A su vez, el IGF-I y la insulina, son potentes factores tr&#243;ficos, independientes de la presi&#243;n arterial, para la determinaci&#243;n de la masa ventricular izquierda y de la geometr&#237;a card&#237;aca<sup>61</sup>.</p>
      <p>Conforme ya fue presentado antes, los individuos con deficiencia aislada de GH de Itabaianinha presentan factores de riesgo cardiovascular: obesidad central, reducci&#243;n de la masa corporal libre de grasa, aumento del porcentaje de grasa, de la presi&#243;n arterial y de la Prote&#237;na C Reactiva de alta sensibilidad e hipercolesterolemia, y como factores de protecci&#243;n, disminuci&#243;n de la insulina basal, del HOMA<sub>IR</sub> y adiponectina m&#225;s elevada con leptina normal. El balance de ese conjunto de factores nos conduce a los hallazgos normales sobre el grosor medio intimal de las car&#243;tidas y excreci&#243;n urinaria de alb&#250;mina (marcadores precoces de DE y aterosclerosis), y de la ausencia de hipertrofia ventricular izquierda (marcador de lesi&#243;n de &#243;rgano-objetivo)<sup>28,32,56</sup>.</p>
      <p>Probablemente esa mayor insulino-sensibilidad y los niveles tan bajos de GH y IGF-I durante toda la vida, sean los que impidan la aparici&#243;n precoz de la aterosclerosis y de la HVE en ese grupo con deficiencia aislada y cong&#233;nita de GH, tal vez por una menor proliferaci&#243;n de las c&#233;lulas musculares lisas, etapa primordial para el crecimiento de la placa arterioscler&#243;tica. A su vez, la reducci&#243;n menos grave del IGF-I y con inicio en la edad adulta, podr&#237;a conllevar a la apoptosis de aqu&#233;llas c&#233;lulas, provocando la ruptura de las placas ateroscler&#243;ticas preexistentes y los eventos cardiovasculares en la deficiencia de GH adquirida o moderada<sup>32,62,63</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Consideraciones finales</bold>
      </p>
      <p>La capacidad del eje GH/IGF-I en promover el crecimiento, proviene de una compleja interacci&#243;n de las acciones metab&#243;licas desempe&#241;adas por el GH y por el IGF-I. Las acciones del GH y IGF-I son sin&#233;rgicas sobre el anabolismo proteico y la composici&#243;n corporal con el incremento de la masa corporal libre de grasa y la reducci&#243;n del porcentaje de grasa, y son antag&#243;nicas respecto de la sensibilidad insul&#237;nica, reducida a su vez por el GH y aumentada por el IGF-I, y sobre la lip&#243;lisis, aumentada por el GH y reducida por el IGF-I. El GH aumenta la oxidaci&#243;n lip&#237;dica y el efecto del IGF-I es tiempo dependiente, disminuy&#233;ndola cr&#237;ticamente y aument&#225;ndola cr&#243;nicamente, v&#237;a supresi&#243;n insul&#237;nica. Mientras la acci&#243;n sobre el crecimiento termina con el establecimiento de la estatura final, las acciones metab&#243;licas y cardiovasculares contin&#250;an durante toda la vida, con implicaciones en el proceso de envejecimiento fisiol&#243;gico y en varias situaciones cl&#237;nicas como la deficiencia de GH, la diabetes mellitus, el s&#237;ndrome metab&#243;lico y los estados hipercatab&#243;licos. La terapia con GH mejora los aspectos metab&#243;licos y la composici&#243;n corporal en la deficiencia de GH de inicio en la infancia y en la adultez, y posiblemente en las condiciones ya citadas. Estudios adicionales se hacen necesarios para definir las dosis y la seguridad en esas otras indicaciones.</p>
      <p>Mientras los estudios de desenlaces cl&#237;nicos no est&#233;n muy extendidos, es importante tener cautela para que los efectos deseados lipol&#237;ticos y anab&#243;licos de la terapia con el GH se puedan aplicar en la pr&#225;ctica cl&#237;nica.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuve fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de tesis de Doctorado de Carla R. P. Oliveira, por Universidade Federal de Sergipe.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Review Article</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Emerging role of the GH/IGF-I on cardiometabolic control</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>Growth hormone (GH), the main regulator for post-natal growth, has important metabolic actions on different tissues, similar or opposite to insulin like growth factor I (IGF-I), mainly produced by the liver after the binding of GH to its receptor. Experiments with animal models indicate an important role of GH on insulin resistance although the IGF-I role is not yet completely established. In humans, GH promotes an increase on lypolisis and lipid oxidation, while IGF-I leads to an increase on lipid oxidation only in a chronic way. While growth actions are time-limited, metabolic and cardiovascular actions of the GH/IGF-I axis are throughout life. GH anabolic effects have been used on chronic and hypercatabolic conditions, although investigations on the clinical outcomes are still scarce. In this paper, we intend to review GH metabolic actions experienced by animal models, studies with normal humans and GH deficient individuals, individuals with diabetes mellitus type 1 and metabolic syndrome individuals, hypercatabolic states and the relationship between GH and adipokines, endothelial disfunction and atherogenesis</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Lypolisis</kwd>
        <kwd>ghrelin</kwd>
        <kwd>insulin-like growth factor I</kwd>
        <kwd>metabolism</kwd>
        <kwd>insulin resistance</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>REVIEW ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="enda-body3">
          <label>
            <bold>Emerging role of the GH/IGF-I on cardiometabolic control</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Carla R.P. Oliveira; Rafael A. Meneguz-Moreno; Manuel H. Aguiar-Oliveira; Jos&#233; A. S. Barreto-Filho</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Universidade Federal de Sergipe, Aracaju, SE, Brasil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p>Growth hormone (GH), the main regulator for post-natal growth, has important metabolic actions on different tissues, similar or opposite to insulin like growth factor I (IGF-I), mainly produced by the liver after the binding of GH to its receptor. Experiments with animal models indicate an important role of GH on insulin resistance although the IGF-I role is not yet completely established. In humans, GH promotes an increase on lypolisis and lipid oxidation, while IGF-I leads to an increase on lipid oxidation only in a chronic way. While growth actions are time-limited, metabolic and cardiovascular actions of the GH/IGF-I axis are throughout life. GH anabolic effects have been used on chronic and hypercatabolic conditions, although investigations on the clinical outcomes are still scarce. In this paper, we intend to review GH metabolic actions experienced by animal models, studies with normal humans and GH deficient individuals, individuals with diabetes mellitus type 1 and metabolic syndrome individuals, hypercatabolic states and the relationship between GH and adipokines, endothelial disfunction and atherogenesis.</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Lypolisis; ghrelin; insulin-like growth factor I; metabolism; insulin resistance.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Growth hormone (GH) is the main regulator of postnatal growth, and has important metabolic actions. GH binds to its receptor (GHR) and, via activation of the JAK-STAT<sup>1</sup> system, especially in the liver stimulates production of insulin-like growth factor type I (IGF-I), which binds to one of the six proteins carriers (IGFBPs<sup>1-6</sup>), especially IGFBP3 and acid-labile subunit, forming the ternary complex, which acts as a circulating reservoir of IGF-I, preventing its rapid clearance. IGF-I binds to its receptor, which in turn has considerable homology with the insulin receptor, both receptors coupled to tyrosine kinase. The IGF-I receptor binds with high affinity to IGF-I and lower affinity to insulin. The reverse occurs with the insulin receptor. While the IGF-I acts primarily on growth, development and cellular differentiation, insulin is primarily involved in metabolic homeostasis. However, it is possible to have a crossed effect between one ligand and the other's receptor. The major functional differences between IGF-I and insulin levels are caused by two factors. First, although both receptors are expressed in virtually all tissues, there is a differential expression of these receptors. While the insulin receptor is highly expressed in the muscle, liver and white adipose tissue in adults, the IGF-I receptor is minimally detected in these last two sites. Receptor expression of IGF-I is, however, comparable to the insulin receptor in the skeletal muscle. Secondly, the diversity in the intracellular domains of receptors in different tissues leads to different biological actions.</p>
      <p> The effects of GH on adipocytes may be mediated via &#946; 3-adrenergic receptor, whereas in the skeletal muscle and liver, the effects are mediated via GHR and activation of the JAK-STAT system. In these tissues, GH signaling interacts with that of insulin<sup>2</sup>. GH antagonizes the actions of insulin in carbohydrate metabolism both directly, through blocking mechanisms of cell signaling, or indirectly, by stimulating lipolysis and production of free fatty acids (FFA) in adipocytes. In the liver, IGF-I suppresses the hepatic production of glucose via insulin receptor, given the low hepatic expression of IGF-I receptor. IGF-I stimulates differentiation of preadipocytes by acting on the IGF-I receptor, widely expressed in these cells, whereas mature adipocytes in the actions of IGF-I, are probably mediated by insulin receptor, abundantly expressed in these cells. In the muscle, IGF-I has direct effects on glucose uptake<sup>3</sup>. In this paper, we will address synthetically the GH metabolic actions experienced by animal models, studies with normal humans and GH deficient individuals, individuals with diabetes mellitus type 1, metabolic syndrome, hypercatabolic states and the relationship between GH and adipokines, endothelial disfunction and atherogenesis.</p>
      <p>
        <bold>Metabolic actions of GH in animal models</bold>
      </p>
      <p>Mice with GHR gene deletion are hypersensitive to insulin due to the increased number of insulin receptors in the liver, but with an impaired glucose tolerance due to a lower number of pancreatic &#946; cells and reduced insulin secretion, consequent to reduction in the stimulation of GH, via IGF-I in pancreatic &#946; cell mass<sup>4</sup>. Gene expression of IGF-I in pancreatic islets of these animals restores beta cell mass, normalizing insulin production and tolerance to glucose<sup>5</sup>. Another model studied is of mice with hepatic deficiency of IGF-I<sup>6</sup>. In this model, there is a 75% reduction of circulating IGF-I, an increase of GH and insulin levels by about fourfold, with normal glucose levels, suggesting insulin resistance, with apparently normal glucose tolerance. With the technique of euglycemic-hyperinsulinemic clamp, we saw that this insulin resistance occurs primarily in the muscle and only later in the liver and adipose tissue.</p>
      <p>To distinguish whether insulin resistance is due to the low concentration of IGF-I or high levels of GH, It was studied transgenic animals from the crossing of animals with severe hepatic deficiency of IGF-I with others who express an antagonist of GH<sup>7</sup>. In the progeny obtained from these animals, insulin sensitivity was restored in keeping with human studies where the use of GH receptor antagonist in acromegaly also improved insulin sensitivity. When IGF-I liver deficient mice are crossed with others with gene deletion of acid-labile subunit, this crossing produced animals with IGF-I even lower and even higher levels of GH, about ten times compared to normal mice<sup>8</sup>. These animals showed improved glucose uptake in muscle and adipose tissue, but no improvement in the suppression of hepatic glucose production during hyperinsulinemic-euglycemic clamp. Since muscle also expresses the receptor for IGF-I, it was not possible to exclude the participation of this receptor in improved peripheral glucose uptake. The absence of this effect in the liver may be caused by the absence of IGF-I receptor in this organ. In summary, GH appears to have a critical effect on insulin resistance with IGF-I playing a potential modulatory function. In turn, for the development of a normal beta cell mass and insulin production, IGF-I appears to be the main factor.</p>
      <p>
        <bold>Metabolic actions of GH in humans</bold>
      </p>
      <p>The role of GH in the metabolic regulation has been minimized, for a half-century, by the notorious ability of GH to promote growth. There has been a consolidated concept that much of the GH potential in promoting growth is secondary to its metabolic impact<sup>9</sup>. This metabolic effect is known from early works with the administration of pituitary GH in high doses showing marked lipolysis, insulin resistance and hyperglycemia<sup>10</sup>. Exposure to GH leads to increased levels of circulating free fatty acids, ketone bodies, IGF-I, insulin and glucose, all anabolic<sup>11,12</sup>. Fasting and stress amplifies the secretion of GH; while food in general inhibits<sup>13,14</sup>, suggesting a predominant role of GH in the post-absorptive or fasting states, conditions where the concentrations of IGF-I and insulin are low and free fatty acids, high. This may mean that the GH-mediated growth and nitrogen retention are critically dependent on lipid mobilization. In a homeotherm organism with low carbohydrate stores and without immediate access to food, GH-dependent lipid oxidation is one of the mechanisms to obtain energy to spare protein. Studies with selective suppression of GH secretion in humans, with normal feeding and two-day fasting, suggest that the endogenous GH has an important action in the metabolic regulation in the short term, and in the post-absorptive period (overnight fasting) but it assumes a key role as a stimulator of lipolysis during prolonged fasting<sup>15</sup>, which may have represented an evolutionary advantage in times of food scarcity.</p>
      <p>The nocturnal peak of GH precedes the peak of free fatty acids and ketone bodies for about two hours, the same lag time required for elevation of free fatty acids after infusion of GH in humans in the post-absortive state<sup>16</sup>. In a model of GH hypersecretion, such as in type 1 diabetes mellitus with poor glycemic control, there is a state of excessive lipolysis and ketogenesis, because of the inability of insulin compensatory secretion by pancreatic &#946; cells<sup>17</sup>.</p>
      <p>Lipolysis exaggerated due to GH occurs especially in the trunk<sup>13</sup>, involves stimulation of gene expression after binding of GH receptor with JAK2 and subsequent activation of adenylate cyclase and stimulation of cyclic AMP production, activating the hormone-sensitive lipase<sup>18</sup>. Thus, one can say that the main effect of GH per se is the stimulation of lipolysis and lipid oxidation, and inhibition of lipoprotein lipase in adipose tissue, a crucial enzyme for hydrolysis of triglycerides for free fatty acids to be stored, and stimulation of this enzyme in the muscle, allowing greater use of free fatty acids by the the skeletal muscle<sup>3</sup>. This saves the stores of proteins and carbohydrates from oxidative immediate requirements ensuring proper conservation of proteins.</p>
      <p>The administration of GH in high doses for normal volunteers causes an increase in protein synthesis and decreased excretion of urea<sup>19</sup> but leads to loss of insulin sensitivity in the liver and periphery, particularly in the skeletal muscle<sup>20</sup>, showing its role antagonistic to insulin. Studies have shown that the coadministration of nicotinic acid derivatives that block lipolysis drastically reduces the actions of GH on insulin sensitivity and proteic synthesis<sup>21</sup>. In short, the sparing effect of carbohydrate and protein obtained with GH seems to depend largely on the stimulation of lipolysis, increasing concentrations of free fatty acids and ketone bodies in circulation.</p>
      <p>Having its secretion stimulated by GH, IGF-I also has metabolic actions. The IGF-I receptors are present especially in the skeletal muscle, whose stimulation increases glucose uptake by activation of glucose transporter type 4 (GLUT4)<sup>22</sup>, and also causes a decrease of gluconeogenesis and glycogenolysis, improving insulin sensitivity and glucose homeostasis, insulin-like actions, which led to its name. In lipid metabolism, IGF-I appears to have little influence, because the IGF-I receptors in adipocytes are scarce; however, in preadipocytes, these receptors are abundant and IGF-I stimulates the differentiation of these cells<sup>23</sup>. As for protein metabolism, IGF-I has synergistic actions to GH and, in fact, the anabolic actions of GH that are essential for growth, but active throughout life, are mediated by IGF-I<sup>24</sup>.</p>
      <p>As highlighted earlier, supraphysiological doses of GH are antagonistic to the effects of insulin, whereas IGF-I enhances insulin-like actions. Acromegalic patients are predisposed to glucose intolerance and insulin resistance. As seen before, GH-dependent lipolysis appears to be the major determinant of GH anti-insulin actions. In turn, IGF-I increases insulin sensitivity and seems not to exert direct effects on lipolysis or lipogenesis. In contrast to supraphysiological doses of GH, the administration of low doses of GH in adults with GH deficiency, with impaired glucose tolerance and metabolic syndrome, is able to increase circulating IGF-I, insulin sensitivity and peripheral uptake glucose without inducing lipolysis. These data suggest the possibility that a scheme with low-dose GH triggers the maintenance of pancreatic beta cell function and possibly retard the progression of glucose intolerance in these individuals<sup>25</sup>, as discussed below. Despite conflicting roles in glucose homeostasis, both GH and IGF-I have definite anabolic effects, in the deficiency of IGF-I, GH-dependent and IGF-I on deficiency of IGF-I by GH resistance, increasing lean body mass and reducing fat mass, especially visceral fat. Given its sensitizing effect of insulin, IGF-I appears to be an anabolic agent when there is established or possible injury to the metabolism of carbohydrates.</p>
      <p>In humans, GH promotes an increase on lypolisis and lipid oxidation, while IGF-I leads to an increase on lipid oxidation only when administered in a chronic way. This difference could be explained by chronic insulin deficiency promoted by IGF-I. <xref ref-type="table" rid="en_a12tab01m-body3">Table 1</xref> summarizes the major metabolic effects of GH and IGF-I in vivo.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a12tab01m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-05-0434-00012-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Metabolic changes resulting from defects in secretion and GH action</bold>
      </p>
      <p>GH deficiency presents metabolic disorders that have long been known. When this deficiency occurs in childhood, there is a predisposition to deep and persistent hypoglycemic states, because the GH plays an essential role for glucose homeostasis during this period. This importance decreases in later periods contributing to GH deficiency in adults with insulin resistance and hyperglycemia, as in the adult phase, IGF-I would have a much stronger role in the homeostatic mechanisms of carbohydrates<sup>24</sup>. Another factor for insulin resistance would be a change in body composition. It is reported that GH deficiency is associated with decreased lean body mass and increased body fat percentage, especially visceral fat, probably due to the absence of lipolytic and GH lipid storage inhibition actions, and their actions relating to protein anabolism. This is corroborated by studies that show reversal of these parameters after replacement with GH<sup>25,26</sup>.</p>
      <p>Studies with individuals with isolated and lifelong deficiency of growth hormone, due to a homozygous mutation in the GH-releasing hormone receptor gene in Itabaianinha, in the Northeast of Brazil, showed, from childhood to old age<sup>27,28</sup>, a reduction of lean mass reflecting the lack of synergistic effect of GH and IGF-I on protein anabolism and exaggeration of the percentage of fat with truncal predominance, due to lower lipolysis in that site. Treatment with GH in these individuals, especially in the transition to adulthood, is critical for the establishment of a proper body composition<sup>29</sup>. In individuals with short idiopathic stature and hyper-response of GH to pharmacological tests, the body mass index was lower in the subgroup with possible partial resistance to IGF-I compared to the other two subgroups, one with a possible partial resistance to GH and another with normal GH secretion, in which a direct metabolic effect of GH is possible. One can speculate a smaller mass of adipocytes in the subgroup with possible partial resistance to IGF-I, resulting in a lower differentiation of pre-adipocytes, where the receptors for IGF-I are abundant<sup>23</sup>. These data emphasize the effects of the GH/IGF-I axis on body composition in models other than the classical growth hormone deficiency<sup>30</sup>.</p>
      <p>In keeping with studies showing an association of GH deficiency with dyslipidemia, subjects with isolated GH deficiency from Itabaianinha presented high serum levels of LDL cholesterol and total cholesterol compared with controls from the same region<sup>28,31,32</sup>, an effect that can be associated with a reduced expression of hepatic receptors for LDL cholesterol<sup>33</sup>.</p>
      <p>Although GH deficiency of adult age onset is associated with resistance to insulin<sup>34,35</sup>, individuals with isolated and lifelong deficiency of GH from Itabaianinha have reduced insulin levels and values of homeostasis model assessment index of insulin resistance (HOMA) lower than those of normal controls<sup>28,32</sup>. Although heterozygous individuals for this mutation have no reduction in height and levels of IGF-I, they have reduced body weight, lean mass, fasting insulin and HOMA<sub>IR</sub>, suggesting a direct effect of reduced secretion of GH not dependent on IGF-I in heterozygotes on the body composition<sup>36</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Metabolic syndrome, hypercatabolic states and GH-IGF-I axis</bold>
      </p>
      <p>GH deficiency of adult age onset and metabolic syndrome share many similarities, visceral adiposity, insulin resistance, hypertriglyceridemia, hypertension and reduction of HDL serum levels. The central adiposity and insulin resistance are two fundamental aspects of these syndromes and increased risk of progression to diabetes mellitus type 2<sup>37,38</sup>.</p>
      <p>Patients with metabolic syndrome also have reduced serum GH levels, probably because of chronically elevated free fatty acids and high insulin levels observed in obesity<sup>39</sup>. This finding led to studies assessing the potential of GH therapy in individuals with metabolic syndrome. The earliest studies used high doses of GH (5.10 mg/kg/day) and observed a reduction in fat mass, but without improvement in insulin resistance, probably due to intense lipolysis promoted by this hormone, counteracting the positive effects of IGF-I<sup>40,41</sup>. Thus, clinical trials are underway using lower doses (1-2 mg/kg/day) aiming to unite the lowest possible lipolytic effect of GH to improvement of insulin resistance promoted by IGF-I<sup>25</sup>.</p>
      <p>Because of the anabolic effects of GH, it was postulated that their use in hypercatabolic situations could be beneficial. Studies in patients with AIDS, large burned areas and those undergoing major surgery showed improved nitrogen balance after therapy with GH<sup>42,43</sup>. A randomized, placebo-controlled trial conducted with patients in intensive care showed that patients who received high doses of GH had higher mortality than those who received placebo<sup>44</sup>. However, the use of GH has been shown to be safe in chronic conditions such as cystic fibrosis, chronic renal failure, Aids<sup>44-46</sup>, which leads to the need for more clinical trials to evaluate its true effectiveness and safety.</p>
      <p>
        <bold>Adipokines and the GH-IGF-I axis</bold>
      </p>
      <p>The concept of adipose tissue as an endocrine organ rather than with an inert reservoir of calories through fat accumulation is well established. Among many proteins secreted by the adipose tissue, called adipokines, we will focus on two: adiponectin and leptin, and their relationship with GH. Adiponectin is the most abundant protein originated from the adipose tissue. It decreases with obesity and is positively associated with insulin sensitivity and inversely with the risk of type 2 diabetes<sup>47</sup>. Leptin, another specific protein of the adipose tissue, commonly high in obesity, has a atherogenic, prothrombotic and angiogenesic role by stimulating vascular inflammation, oxidative stress and hypertrophy of smooth muscle cells, contributing to hypertension, atherosclerosis and other cardiovascular diseases<sup>48,49</sup>. Data on these two adipokines are controversial in GH deficiency: Leptin has been described as high<sup>50,51</sup> or normal<sup>52,53</sup>, and adiponectin as low<sup>54</sup> or normal<sup>55</sup>. We describe the first report of high concentrations of adiponectin, associated with normal concentrations of serum leptin in individuals with isolated GH deficiency from Itabaianinha<sup>56</sup> characterizing a profile of adipokines other than the one commonly associated with obesity (high leptin and low adiponectin). Interestingly, our findings are consistent with recent data showing increased adiponectin in animal<sup>57</sup> and human<sup>58</sup> models with resistance to GH. This profile of adipokines, with very low levels of IGF-I and normal sensitivity to insulin, probably protects these individuals with isolated and genetic GH deficiency against the early development of atherosclerosis, despite the adverse body composition, increased blood pressure, hypercholesterolemia and presence of other cardiovascular risk factors.</p>
      <p>
        <bold>Endothelial dysfunction, atherogenesis and GH-IGF-I axis</bold>
      </p>
      <p>Endothelial dysfunction (ED) is defined as the initial pathophysiological process of atherogenesis. The decrease of IGF-I appears to be associated with ED, since IGF-I increases the production of nitric oxide, improves insulin sensitivity, promotes the activation of ATP-dependent potassium channels, prevents postprandial dyslipidemia and still has anti-inflammatory and antiapoptotic actions. In GH deficiency, we find impaired endothelium-dependent vasodilation, increased platelet aggregation, increased high sensitivity C-reactive protein, high PAI-1, high fibrinogen, increased intima media thickness and increased prevalence of atherosclerotic plaques, which can be reversed with treatment with GH<sup>59,60</sup>. In turn, IGF-I and insulin are powerful trophic factors, independent of blood pressure in determining left ventricular mass and cardiac geometry<sup>61</sup>.</p>
      <p>As discussed before, individuals with isolated GH deficiency from Itabaianinha have cardiovascular risk factors: central obesity, decreased lean mass, increased fat percentage, high blood pressure and high sensitivity C-reactive protein and hypercholesterolemia. Protection factors include: reduction of basal insulin, HOMA<sub>IR</sub> and higher adiponectin with normal leptin. The balance of these factors results in normal findings of mean intimal thickness of carotid arteries and urinary albumin excretion (early markers of atherosclerosis and ED), and absence of left ventricular hypertrophy (a marker of target organ damage)<sup>28,32,56</sup>.</p>
      <p>Probably the greater insulin sensitivity and very low levels of GH and IGF-I for life prevent the early onset of atherosclerosis and LVH in this group with isolated and congenital deficiency of GH, perhaps by reduced proliferation of smooth muscle cells, an essential step for the growth of atherosclerotic plaque. In turn, the less severe reduction of IGF-I and early adulthood can lead to apoptosis of those cells, causing the rupture of preexisting atherosclerotic plaques and cardiovascular events in acquired or moderate GH deficiency<sup>32,62,63</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Closing remarks</bold>
      </p>
      <p>The ability of the GH/IGF-I axis in promoting growth stems from a complex interaction of metabolic actions performed by GH and IGF-I. The actions of GH and IGF-I are synergistic on protein anabolism and body composition with increased lean body mass and decreased fat percentage, and are antagonistic to insulin sensitivity, reduced by GH and increased by IGF-I, and on lipolysis, increased by GH and reduced by IGF-I. GH increases lipid oxidation and the effect of IGF-I is time dependent, sharply decreasing it and chronically increasing it via insulin suppression. While the action on the growth ends with the establishment of final height, metabolic and cardiovascular actions persist throughout life, with implications for the physiological aging process and in various clinical situations such as GH deficiency, diabetes mellitus, metabolic syndrome and hypercatabolic states. GH therapy improves the metabolic aspects and body composition in GH deficiency of childhood onset and adulthood and possibly under the conditions cited. Additional studies are needed to define doses and safety in these other indications.</p>
      <p>While studies of clinical outcomes are not widely available, a note of caution must be remembered so that the desired lipolytic and anabolic effects of GH therapy be applied in clinical practice.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of Doctoral submitted by Carla R. P. Oliveira, from Universidade Federal de Sergipe.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
