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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
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        <article-title>Anomalia de Ebstein</article-title>
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    <p>
      <bold>EDITORIAL</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Anomalia de Ebstein</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Edmar Atik</bold>
    </p>
    <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da FMUSP, S&#227;o Paulo, Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Anomalia de Ebstein, cardiopatias cong&#234;nitas, valva tric&#250;spide/cirurgia.</p>
    <p>A Cardiologia Pedi&#225;trica tem experimentado altera&#231;&#245;es nos marcos clinicocir&#250;rgicos e de interven&#231;&#245;es por cateterismo percut&#226;neo, a ponto de haver verdadeira revolu&#231;&#227;o no manejo atual.</p>
    <p>Nessa transforma&#231;&#227;o, as perspectivas da especialidade melhoraram, de maneira que muitas anomalias passaram a ser consideradas at&#233; como "curadas" ap&#243;s corre&#231;&#227;o operat&#243;ria em tempo oportuno.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; anomalia de Ebstein, &#233; conhecida sua gravidade quanto &#224; idade de sua apresenta&#231;&#227;o, especialmente no per&#237;odo neonatal, com mortalidade aproximada de 50% dos casos seguindo a hist&#243;ria natural, e de cerca de 30% dos pacientes operados nessa faixa et&#225;ria.</p>
    <p>Na evolu&#231;&#227;o posterior, apesar de ser considerada a anomalia cianog&#234;nica de evolu&#231;&#227;o natural mais longa de todas, ultrapassando muitas vezes at&#233; a terceira ou quarta d&#233;cada de vida, fen&#244;menos adquiridos com sobrecarga de volume e disfun&#231;&#227;o ventricular direitas afetam essa trajet&#243;ria a ponto de aumentarem o risco operat&#243;rio e a morbidade p&#243;s-operat&#243;ria com advento de arritmias de dif&#237;cil controle, al&#233;m da maior deteriora&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o ventricular.</p>
    <p>Dessa maneira, o advento de uma t&#233;cnica idealizada por da Silva e cols.<sup>1</sup> para a corre&#231;&#227;o dessa cardiopatia desafiadora, pela t&#233;cnica do cone como &#233; denominada, se torna de imediato um avan&#231;o t&#233;cnico de grande magnitude e de alento no manejo geral da anomalia de Ebstein.</p>
    <p>A t&#233;cnica do cone vem sendo desenvolvida desde 1989 por da Silva e cols.<sup>1</sup>, e se soma &#224;s demais pl&#225;sticas da valva tric&#250;spide para a corre&#231;&#227;o da anomalia de Ebstein de maneira mais favor&#225;vel em vista da menor mortalidade (3,8%) em rela&#231;&#227;o &#224; de Danielson (5,8%), de Carpentier (9%), e de 13 institui&#231;&#245;es da European Congenital Heart Surgery (13,3%) sob v&#225;rias t&#233;cnicas<sup>2</sup>, e ainda de melhores resultados, incluindo em longo prazo no que respeita &#224; necessidade de reinterven&#231;&#227;o, al&#233;m da manuten&#231;&#227;o de boa funcionalidade da valva tric&#250;spide e do ventr&#237;culo direito<sup>1</sup>.</p>
    <p>Sobre a t&#233;cnica em si, limito-me a referir a que as v&#225;lvulas da valva tric&#250;spide s&#227;o posicionadas no verdadeiro anel e a plicatura longitudinal do ventr&#237;culo direito atrializado mant&#233;m tamanho e morfologia adequados do ventr&#237;culo direito. Complica&#231;&#245;es como bloqueio atrioventricular n&#227;o ocorreram e les&#245;es residuais de insufici&#234;ncia tric&#250;spide mais significativas foram encontradas em sete (17,5%) pacientes dentre 40 analisados em longo prazo, em rela&#231;&#227;o a 30% na t&#233;cnica de Carpentier<sup>1</sup>. Ressalta de import&#226;ncia que a t&#233;cnica do cone pode ser executada em todos os pacientes, independentemente da anatomia valvar encontrada, ao contr&#225;rio da de Danielson, na qual foi poss&#237;vel a pl&#225;stica em apenas 27% dos 186 pacientes operados<sup>1</sup>.</p>
    <p>Aspectos relevantes de superioridade &#224;s demais t&#233;cnicas referem-se ao aumento maior da &#225;rea do ventr&#237;culo direito, medida em cm<sup>2</sup>/m<sup>2</sup>, al&#233;m da menor &#225;rea do &#225;trio direito. Apesar da substitui&#231;&#227;o valvar por pr&#243;tese biol&#243;gica se constituir em boa t&#225;tica operat&#243;ria, a t&#233;cnica do cone a suplanta em evolu&#231;&#227;o a prazo superior de 10 anos quando a pr&#243;tese come&#231;a per&#237;odo de deteriora&#231;&#227;o progressiva<sup>3</sup>.</p>
    <p>Torna-se imperioso destacar que, ao lado do aspecto merit&#243;rio da introdu&#231;&#227;o dessa nova t&#233;cnica corretiva, somando-se ela a outras t&#233;cnicas tamb&#233;m in&#233;ditas desenvolvidas em nosso pa&#237;s para a corre&#231;&#227;o de outras anomalias, &#233; necess&#225;rio desde j&#225; maior reprodutibilidade dela em prol dos portadores da anomalia de Ebstein.</p>
    <p>A dificuldade dessa t&#233;cnica do cone est&#225; expressa ainda na sua n&#227;o reprodutibilidade e execu&#231;&#227;o em outros centros m&#233;dicos, o que se acredita que daqui em diante ela possa ser mais executada, estimulada pelos bons resultados mostrados j&#225; em per&#237;odo suficiente de evolu&#231;&#227;o em longo prazo.</p>
    <p>Ademais, surge outro aspecto que deveria ser mais bem enfatizado, de que a t&#233;cnica poderia ser executada em pacientes com menor idade do que a atualmente realizada (18,5 <italic>&#177;</italic> 13,8 anos), no sentido de se poder prevenir aspectos evolutivos adversos e desfavor&#225;veis, como a acentuada dilata&#231;&#227;o do ventr&#237;culo direito com consequente disfun&#231;&#227;o ventricular que se torna um dos elementos de piora progressiva, mesmo ap&#243;s a corre&#231;&#227;o pl&#225;stica adequada da valva tric&#250;spide, apesar de que n&#227;o houve ocorr&#234;ncia desses elementos desfavor&#225;veis que dificultaram a evolu&#231;&#227;o posterior, segundo os autores<sup>1</sup>. Nesse contexto, mesmo em presen&#231;a desses elementos de risco, a t&#233;cnica do cone pode ser realizada na literatura por Liu e cols.<sup>4</sup> em 30 desses pacientes, dos quais em 20 deles associou-se a opera&#231;&#227;o de Glenn bidirecional (corre&#231;&#227;o de ventr&#237;culo 1,5) em face de grande dilata&#231;&#227;o e disfun&#231;&#227;o do ventr&#237;culo direito, em m&#233;dia de idade de 60 meses (variando de 2 a 192 meses). O resultado obtido por esses autores<sup>4</sup> tamb&#233;m foi satisfat&#243;rio, com reaparecimento de insufici&#234;ncia tric&#250;spide de moderada a acentuada em quatro (13,3%) pacientes, com um &#243;bito (3,3%).</p>
    <p>Pelos resultados mostrados por da Silva e cols.<sup>1</sup>, a t&#233;cnica do cone &#233; prefer&#237;vel &#224;s outras t&#233;cnicas de substitui&#231;&#227;o valvar por pr&#243;teses<sup>3</sup>, referentes &#224;s t&#233;cnicas de Danielson (1979)<sup>1</sup> e Carpentier (1988)<sup>1</sup>, especialmente a de Starnes e cols.<sup>5</sup>, realizada no per&#237;odo neonatal. Da&#237; que a t&#233;cnica pode se tornar a opera&#231;&#227;o de escolha especialmente se realizada mais precocemente a se evitar os fatores adquiridos que desfavorecem a evolu&#231;&#227;o posterior.</p>
    <p>Como j&#225; se demonstrou, a opera&#231;&#227;o de Glenn bidirecional passa a ser &#250;til em associa&#231;&#227;o &#224; pl&#225;stica do cone em presen&#231;a de disfun&#231;&#227;o ventricular, e se reserva ainda a indica&#231;&#227;o do transplante card&#237;aco em raros casos extremos de disfun&#231;&#227;o ventricular associada.</p>
    <p>Apesar do advento promissor dessa nova t&#233;cnica, a anomalia de Ebstein &#233; ainda considerada cr&#237;tica no per&#237;odo neonatal para a metade dos pacientes, dos quais n&#227;o haja melhora clinica da hip&#243;xia e da insufici&#234;ncia card&#237;aca com o emprego de agentes vasodilatadores tipo prostaglandina E1. Nesse per&#237;odo, a t&#233;cnica de Starnes<sup>5</sup> (exclus&#227;o do ventr&#237;culo direito por interrup&#231;&#227;o do fluxo de sangue a partir da valva tric&#250;spide com membrana fenestrada, aliada a anastomose de Blalock-Taussig) se aplica &#224; maioria dos pacientes, o que limita a indica&#231;&#227;o da pl&#225;stica valvar a casos anatomicamente mais favor&#225;veis e fact&#237;veis.</p>
    <p>Nesse per&#237;odo et&#225;rio, no entanto, a opera&#231;&#227;o de Blalock-Taussig ainda apresenta a melhor evolu&#231;&#227;o em casos com hipoxemia de dif&#237;cil controle. Assim, segundo Shinkawa e cols.<sup>6</sup>, a sobrevida em longo prazo de nove neonatos submetidos a essa t&#233;cnica foi de 88,9% e de 76,2% ap&#243;s um e 10 anos, respectivamente, enquanto em 11 neonatos submetidos &#224; opera&#231;&#227;o de Starnes<sup>5</sup> a sobrevida correspondeu a 63,6% e a 47,7%, respectivamente, ap&#243;s 10 e 15 anos de evolu&#231;&#227;o p&#243;s-operat&#243;ria. A evolu&#231;&#227;o de quatro neonatos submetidos a pl&#225;stica valvar foi a mais desfavor&#225;vel segundo esses mesmos autores<sup>6</sup>, desde que a sobrevida dos neonatos correspondeu a 25% com 1,5 e 10 anos p&#243;s-operat&#243;rio.</p>
    <p>Congratulamo-nos com os autores da t&#233;cnica do cone e esperamos que ela alcance reprodutibilidade suficiente a poder inserir a anomalia de Ebstein no contexto das que podem ser consideradas at&#233; como "curadas", desde que n&#227;o haja les&#227;o residual e com preserva&#231;&#227;o de fun&#231;&#227;o ventricular normal.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold> Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Edmar Atik </p>
        <p> Rua Dona Adma Jafet, 74 conj. 73, Bela Vista </p>
        <p> 01308-050 - S&#227;o Paulo, SP, Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
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        <p>
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        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 14/10/11; revisado recebido em 18/10/11; aceito em 18/10/11.</p>
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          <article-title>A t&#233;nica do cone para corre&#231;&#227;o da anomalia de Ebstein: Resultados imediatos e em longo prazo</article-title>
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          <article-title>Cone reconstruction of the tricuspid valve in Ebstein anomaly with or without one and a half ventricle repair</article-title>
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          <article-title>Ebstein's anomaly appearing in the neonate: A new surgical approach</article-title>
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          <article-title>Management and long-term outcome of neonatal Ebstein anomaly</article-title>
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          <subject>Editorial</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Ebstein's Anomaly</article-title>
      </title-group>
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    <body>
      <p>
        <bold>EDITORIAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="enda-body2">
          <label>
            <bold>Ebstein's Anomaly</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Edmar Atik</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da FMUSP, S&#227;o Paulo, Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Ebstein anomaly, heart defects, congenital, tricuspid valve/surgery.</p>
      <p>Pediatric Cardiology has experienced changes in frameworks of clinical-surgery and catheterization percutaneous interventions, to the extent that there is a true revolution in current handling.</p>
      <p>In this transformation, the prospects of this specialty have improved. Therefore, many anomalies are now considered even "cured" after surgical correction in a timely manner.</p>
      <p>Concerning Ebstein's anomaly, its gravity is known as to the age of appearance, especially in the neonatal period, with a mortality of approximately 50% of cases following the natural history, and about 30% of patients operated in this age group.</p>
      <p>In long-term outcome, although it is considered the cyanogenic anomaly whose natural evolution is the longest of all, often exceeding the third or fourth decade of life, phenomena acquired with volume overload and right ventricular dysfunction affect this trajectory to the point of increasing surgery risk and postoperative morbidity with the advent of arrhythmias that are difficult to control, and greater deterioration of ventricular function.</p>
      <p>Hence, the technique devised by da Silva et al<sup>1</sup> for the correction of this challenging heart disease, through the cone technique, as it is called, becomes a technical breakthrough of great magnitude and momentum in the overall handling of Ebstein's anomaly.</p>
      <p>The cone technique has been under development since 1989 by da Silva et al<sup>1</sup>, and adds to other tricuspid valve plastic surgeries for correction of Ebstein's anomaly in a more favorable manner due to lower mortality (3.8%) compared to Danielson's (5.8%), Carpentier's (9%), and 13 institutions of the European Congenital Heart Surgery (13.3%) under various techniques<sup>2</sup>, delivering even better results, including in the long-term with respect to the need for reintervention, and good functionality of the tricuspid valve and right ventricle<sup>1</sup>.</p>
      <p>About the technique itself, I will simply mention that the tricuspid valve is positioned in the true ring and longitudinal plication of the atrialized right ventricle maintains adequate size and morphology of the right ventricle. There were no complications such as atrioventricular block, and more significant residual lesions of tricuspid regurgitation were found in seven (17.5%) out of 40 patients analyzed in the long term, compared to 30% in Carpentier's technique<sup>1</sup>. Worthy of note is that the cone technique can be performed in all patients, regardless of valve anatomy, unlike Danielson's, in which it was possible to perform plastic surgery in only 27% of the 186 patients operated<sup>1</sup>.</p>
      <p>Relevant aspects of superiority over other techniques refer to the larger increase in the right ventricular area, which is measures in cm<sup>2</sup>/m<sup>2</sup>, and the smaller right atrium area. Although valve replacement with biological prosthesis is a good operative tactic, the cone technique outweighs it in terms of evolution with a maturity of more than 10 years, when the prosthesis enters in a period of progressive deterioration<sup>3</sup>.</p>
      <p>It is imperative to point out that, in addition to the favorable aspect of this new corrective technique, as well as other unprecedented techniques developed in our country for the correction of other abnormalities, a higher reproducibility is required for the benefit of patients with Ebstein's anomaly.</p>
      <p>The difficulty of this cone technique lies in its non-reproducibility and implementation in other medical centers. Henceforth, it is believed that it can be performed more often, stimulated by the good results shown in sufficient periods of long-term evolution.</p>
      <p>Moreover, there is another aspect that should be further emphasized: the technique could be performed on younger patients than it is currently performed (18.5 &#177; 13.8 years), in order to be able to prevent adverse and unfavorable evolutionary aspects, such as marked right ventricular dilatation with consequent ventricular dysfunction, which becomes an element of progressive deterioration, even after proper plastic correction of the tricuspid valve, although there was no occurrence of these unfavorable elements that hindered further evolution, according to the authors<sup>1</sup>. In this context, even in the presence of these risk elements, the cone technique can be applied, according to Liu et al<sup>4</sup> in 30 of these patients, of which in 20 of them Glenn's bidirectional procedure was also employed concurrently (1,5 ventricle repair) vis-&#224;-vis marked dilatation and right ventricular dysfunction, in an average age of 60 months (ranging from 2 to 192 months). The results obtained by these authors<sup>4</sup> were also satisfactory, with reappearance of moderate to severe tricuspid regurgitation in four (13.3%) patients, with one death (3.3%).</p>
      <p>According to the results shown by da Silva et al<sup>1</sup>, the cone technique is preferable to other techniques of valve replacement for prosthesis<sup>3</sup>, and Danielson's (1979)<sup>1</sup> and Carpentier's (1988)<sup>1</sup> techniques, especially that of Starnes et al<sup>5</sup> performed in the neonatal period. Hence, the technique may become the operation of choice especially if it is done earlier to avoid the factors that jeopardize subsequent developments.</p>
      <p>As already shown, Glenn's bidirectional operation is useful in combination with the cone plastic surgery in the presence of ventricular dysfunction, and cardiac transplantation is employed in rare extreme cases of ventricular dysfunction associated.</p>
      <p>Despite the promising advent of this new technique, Ebstein's anomaly is still considered critical in the neonatal period for half of the patients, who present no clinical improvement of hypoxia and heart failure with the use of vasodilators like prostaglandin E1. During this period, the Starnes' technique<sup>5</sup> (exclusion of the right ventricle due to interruption of blood flow from the tricuspid valve with slotted membrane, combined with the Blalock-Taussig anastomosis) applies to most patients, limiting the indication of valve repair to anatomically more favorable and feasible cases.</p>
      <p>In this age group, however, the Blalock-Taussig operation still has the best outcome in patients with hypoxemia that is difficult to control. Thus, according to Shinkawa et al<sup>6</sup>, the long-term survival of nine neonates who underwent this technique was 88.9% and 76.2% after one and 10 years respectively, while in 11 neonates undergoing the Starnes' operation<sup>5</sup>, survival amounted to 63.6% and 47.7%, respectively, 10 and 15 years after the operation. The evolution of four neonates undergoing valve repair was the worst according to these authors<sup>6</sup>, since the survival of the neonates corresponded to 25% with 1.5 and 10 years postoperatively.</p>
      <p>We congratulate the authors of the cone technique and expect it to be able to achieve sufficient reproducibility to the point of including the Ebstein's anomaly in the group of conditions that can even be considered "cured", provided there is no residual lesion and preservation of normal ventricular function.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
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      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Anomal&#237;a de Ebstein</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>EDITORIAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="enda-body3">
          <label>
            <bold>Anomal&#237;a de Ebstein</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Edmar Atik</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da FMUSP, S&#227;o Paulo, Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Anomal&#237;a de Ebstein, cardiopat&#237;as cong&#233;nitas, v&#225;lvula tric&#250;spide/cirug&#237;a.</p>
      <p>La Cardiolog&#237;a Pedi&#225;trica ha experimentado alteraciones en los marcos cl&#237;nico-quir&#250;rgicos y de intervenciones por cateterismo percut&#225;neo, al punto de haber una verdadera revoluci&#243;n en el manejo actual.</p>
      <p>En esa transformaci&#243;n, las perspectivas de la especialidad mejoraron, de manera que muchas anomal&#237;as pasaron a ser consideradas hasta como "curadas" despu&#233;s de correcci&#243;n operatoria en tiempo oportuno.</p>
      <p>En relaci&#243;n a la anomal&#237;a de Ebstein, es conocida su gravedad en cuanto a la edad de su presentaci&#243;n, especialmente en el per&#237;odo neonatal, con mortalidad aproximada de 50% de los casos siguiendo la historia natural, y de cerca de 30% de los pacientes operados en esa franja et&#225;rea.</p>
      <p>En la evoluci&#243;n posterior, a pesar de ser considerada la anomal&#237;a cianog&#233;nica de evoluci&#243;n natural m&#225;s larga de todas, llegando muchas veces hasta la tercera o cuarta d&#233;cada de vida, fen&#243;menos adquiridos con sobrecarga de volumen y disfunci&#243;n ventricular derechas afectan esa trayectoria a punto de aumentar el riesgo operatorio y la morbilidad postoperatoria con surgimiento de arritmias de dif&#237;cil control, adem&#225;s del mayor deterioro de la funci&#243;n ventricular.</p>
      <p>De esa manera, el surgimiento de una t&#233;cnica idealizada por da Silva et al<sup>1</sup> para la correcci&#243;n de esa cardiopat&#237;a desafiadora, por la t&#233;cnica del cono como es denominada, se vuelve de inmediato un avance t&#233;cnico de gran magnitud y de aliento en el manejo general de la anomal&#237;a de Ebstein.</p>
      <p>La t&#233;cnica del cono viene siendo desarrollada desde 1989 por da Silva et al<sup>1</sup>, y se suma a las dem&#225;s pl&#225;sticas de la v&#225;lvula tric&#250;spide para la correcci&#243;n de la anomal&#237;a de Ebstein de manera m&#225;s favorable en vista de la menor mortalidad (3,8%) en relaci&#243;n a la de Danielson (5,8%), de Carpentier (9%), y de 13 instituciones de la European Congenital Heart Surgery (13,3%) bajo varias t&#233;cnicas<sup>2</sup>, y aun de mejores resultados, incluyendo a largo plazo en lo que se refiere a la necesidad de reintervenci&#243;n, adem&#225;s de la manutenci&#243;n de buena funcionalidad de la v&#225;lvula tric&#250;spide y del ventr&#237;culo derecho<sup>1</sup>.</p>
      <p>Sobre la t&#233;cnica en s&#237;, me limito a referir que las v&#225;lvulas de la v&#225;lvula tric&#250;spide son posicionadas en el verdadero anillo y la plicatura longitudinal del ventr&#237;culo derecho atrializado mantiene tama&#241;o y morfolog&#237;a adecuados del ventr&#237;culo derecho. Complicaciones como bloqueo atrioventricular no ocurrieron y lesiones residuales de insuficiencia tric&#250;spide m&#225;s significativas fueron encontradas en siete (17,5%) pacientes entre 40 analizados a largo plazo, en relaci&#243;n a 30% en la t&#233;cnica de Carpentier<sup>1</sup>. Es de importancia decir que la t&#233;cnica del cono puede ser ejecutada en todos los pacientes, independientemente de la anatom&#237;a valvular encontrada, al contrario de la de Danielson, en la cual fue posible la pl&#225;stica en apenas 27% de los 186 pacientes operados<sup>1</sup>.</p>
      <p>Aspectos relevantes de superioridad a las dem&#225;s t&#233;cnicas se refieren al aumento mayor del &#225;rea del ventr&#237;culo derecho, medida en cm<sup>2</sup>/m<sup>2</sup>, adem&#225;s de la menor &#225;rea del atrio derecho. A pesar de que la substituci&#243;n valvular por pr&#243;tesis biol&#243;gica se constituye en buena t&#225;ctica operatoria, la t&#233;cnica del cono la suplanta en evoluci&#243;n en plazo superior de 10 a&#241;os cuando la pr&#243;tesis comienza un per&#237;odo de deterioro progresivo<sup>3</sup>.</p>
      <p>Se vuelve imperioso destacar que, al lado del aspecto meritorio de la introducci&#243;n de esa nueva t&#233;cnica correctiva, sum&#225;ndose a ella otras t&#233;cnicas tambi&#233;n in&#233;ditas desarrolladas en nuestro pa&#237;s para la correcci&#243;n de otras anomal&#237;as, es necesario desde ya mayor reproductibilidad de ella en pro de los portadores de la anomal&#237;a de Ebstein.</p>
      <p>La dificultad de esa t&#233;cnica del cono est&#225; expresada tambi&#233;n en su no reproductibilidad y ejecuci&#243;n en otros centros m&#233;dicos, lo que se cree es que de aqu&#237; en delante ella pueda ser m&#225;s ejecutada, estimulada por los buenos resultados mostrados ya en per&#237;odo suficiente de evoluci&#243;n a largo plazo.</p>
      <p>Adem&#225;s, surge otro aspecto que deber&#237;a ser mejor enfatizado, y es que la t&#233;cnica podr&#237;a ser ejecutada en pacientes con menor edad que la actualmente realizada (18,5 <italic>&#177;</italic> 13,8 a&#241;os), en el sentido de poder prevenir aspectos evolutivos adversos y desfavorables, como la acentuada dilataci&#243;n del ventr&#237;culo derecho con consecuente disfunci&#243;n ventricular que se vuelve uno de los elementos de empeoramiento progresivo, aun despu&#233;s de la correcci&#243;n pl&#225;stica adecuada de la v&#225;lvula tric&#250;spide, a pesar de que no hubo ocurrencia de esos elementos desfavorables que dificultaron la evoluci&#243;n posterior, seg&#250;n los autores<sup>1</sup>. En ese contexto, aun en presencia de esos elementos de riesgo, la t&#233;cnica del cono puede ser realizada en la literatura por Liu et al<sup>4</sup> en 30 de esos pacientes, de los cuales en 20 de ellos se asoci&#243; la operaci&#243;n de Glenn bidireccional (correcci&#243;n de ventr&#237;culo 1,5) frente a gran dilataci&#243;n y disfunci&#243;n del ventr&#237;culo derecho, en media de edad de 60 meses (variando de 2 a 192 meses). El resultado obtenido por esos autores<sup>4</sup> tambi&#233;n fue satisfactorio, con reaparici&#243;n de insuficiencia tric&#250;spide de moderada a acentuada en cuatro (13,3%) pacientes, con un &#243;bito (3,3%).</p>
      <p>Por los resultados mostrados por da Silva et al<sup>1</sup>, la t&#233;cnica del cono es preferible a las otras t&#233;cnicas de substituci&#243;n valvular por pr&#243;tesis<sup>3</sup>, a las t&#233;cnicas de Danielson (1979)<sup>1</sup> y Carpentier (1988)<sup>1</sup>, especialmente la de Starnes et al<sup>5</sup>, realizada en el per&#237;odo neonatal. De ah&#237; que la t&#233;cnica puede volverse la operaci&#243;n de elecci&#243;n especialmente si es realizada m&#225;s precozmente para evitar los factores adquiridos que desfavorecen la evoluci&#243;n posterior.</p>
      <p>Como ya se demostr&#243;, la operaci&#243;n de Glenn bidireccional pasa a ser &#250;til en asociaci&#243;n a la pl&#225;stica del cono en presencia de disfunci&#243;n ventricular, y se reserva aun la indicaci&#243;n del transplante card&#237;aco en raros casos extremos de disfunci&#243;n ventricular asociada.</p>
      <p>A pesar del surgimiento promisorio de esa nueva t&#233;cnica, la anomal&#237;a de Ebstein es aun considerada cr&#237;tica en el per&#237;odo neonatal para la mitad de los pacientes, de los cuales no haya mejora cl&#237;nica de la hipoxia y de la insuficiencia card&#237;aca con el empleo de agentes vasodilatadores tipo prostaglandina E1. En ese per&#237;odo, la t&#233;cnica de Starnes<sup>5</sup> (exclusi&#243;n del ventr&#237;culo derecho por interrupci&#243;n del flujo de sangre a partir de la v&#225;lvula tric&#250;spide con membrana fenestrada, aliada a anastomosis de Blalock-Taussig) se aplica a la mayor&#237;a de los pacientes, lo que limita la indicaci&#243;n de la pl&#225;stica valvular a casos anat&#243;micamente m&#225;s favorables y factibles.</p>
      <p>En ese per&#237;odo et&#225;reo, mientras tanto, la operaci&#243;n de Blalock-Taussig aun presenta la mejor evoluci&#243;n en casos con hipoxemia de dif&#237;cil control. As&#237;, seg&#250;n Shinkawa et al<sup>6</sup>, la sobrevida a largo plazo de nueve neonatos sometidos a esa t&#233;cnica fue de 88,9% y de 76,2% despu&#233;s de uno y 10 a&#241;os, respectivamente, en cuanto en 11 neonatos sometidos a la operaci&#243;n de Starnes<sup>5</sup> la sobrevida correspondi&#243; a 63,6% y a 47,7%, respectivamente, despu&#233;s de 10 y 15 a&#241;os de evoluci&#243;n postoperatoria. La evoluci&#243;n de cuatro neonatos sometidos a pl&#225;stica valvular fue la m&#225;s desfavorable seg&#250;n esos mismos autores<sup>6</sup>, desde que la sobrevida de los neonatos correspondi&#243; a 25% con 1,5 y 10 a&#241;os postoperatorio.</p>
      <p>Congratulamos a los autores de la t&#233;cnica del cono y esperamos que ella alcance reproductibilidad suficiente para poder inserir la anomal&#237;a de Ebstein en el contexto de las que pueden ser consideradas hasta como "curadas", desde que no haya lesi&#243;n residual y con preservaci&#243;n de funci&#243;n ventricular normal.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
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  </sub-article>
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