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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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          <subject>Ponto de Vista</subject>
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        <article-title>Roteiro para resolu&#231;&#227;o de valvopatia (Resolva)</article-title>
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        <institution content-type="orgname">Instituto do Cora&#231;&#227;o</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>10</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
      <volume>97</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>e86</fpage>
      <lpage>e90</lpage>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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        <day>30</day>
        <month>11</month>
        <year>2011</year>
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  <body>
    <p>
      <bold>PONTO DE VISTA</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Roteiro para resolu&#231;&#227;o de valvopatia (Resolva)</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Max Grinberg; Flavio Tarasoutchi; Roney Orismar Sampaio</bold>
    </p>
    <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o - InCor, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="endb">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Febre reum&#225;tica, doen&#231;as das valvas card&#237;acas/terapia/diagn&#243;stico/preven&#231;&#227;o e controle.</p>
    <p>Somos cardiologistas no Brasil da febre reum&#225;tica prevalente como etiopatogenia da doen&#231;a valvar<sup>1,2</sup>, realidade diferente de pa&#237;ses que lideram publica&#231;&#245;es cient&#237;ficas internacionais. &#201; instigante!</p>
    <p>Cuidamos de valvopatias e combinamos por rotina: 1) acur&#225;cia do exame cl&#237;nico e complementar; 2) efetividade do m&#233;todo terap&#234;utico; 3) seguran&#231;a para o paciente; 4) impacto de custos; e 5) rigor com preceitos da &#233;tica. &#201; o quinteto cl&#225;ssico!</p>
    <p>Acompanhamos a hist&#243;ria natural da doen&#231;a por longo per&#237;odo de tempo ap&#243;s o diagn&#243;stico da valvopatia, pois nossa conduta costuma ser expectante enquanto o paciente mantiver-se oligossintom&#225;tico, mesmo quando a valvopatia for importante. &#201; da pr&#225;tica!</p>
    <p>Empenhamo-nos pela corre&#231;&#227;o hemodin&#226;mica da valvopatia grave quando surge a express&#227;o cl&#237;nica de desconfortos limitantes &#224; boa qualidade de vida do portador de valvopatia<sup>3-6</sup>. &#201; o estado da arte!</p>
    <p>Declaramo-nos n&#227;o aderentes a certas recomenda&#231;&#245;es de interven&#231;&#227;o "antecipada aos sintomas" e "preventiva de complica&#231;&#245;es tardias"<sup>7-9</sup>, embora n&#227;o sejamos inflex&#237;veis. &#201; do m&#233;dico!</p>
    <p>Desenvolvemos assist&#234;ncia/pesquisa/ensino sobre tratamento, conscientes de que a maioria das propostas de resolu&#231;&#227;o em valvopatia formuladas na literatura, incluindo diretrizes, &#233; fundamentada em opini&#227;o de especialista - e n&#227;o em conclus&#227;o de estudo randomizado. &#201; fato!</p>
    <p>Utilizamos t&#233;cnicas terap&#234;uticas que foram avalisadas pelo tempo de uso e interessamo-nos por inova&#231;&#245;es, especialmente as que revelam alto car&#225;ter progressista, como &#233; o implante percut&#226;neo que rec&#233;m favorece o idoso com progn&#243;stico cl&#237;nico sombrio e escore de risco cir&#250;rgico "proibitivo". Tecnologia e bio&#233;tica!</p>
    <p>E porque nos comprometemos com a harmonia entre a pluralidade da express&#227;o cl&#237;nica da valvopatia - e comorbidades - nos v&#225;rios &#243;rg&#227;os-alvo e a singularidade do paciente em atendimento, introduzimos a dimens&#227;o da bio&#233;tica ao quinteto citado<sup>10,11</sup>. &#201; da atitude humana!</p>
    <p>Enfim, ap&#243;s firmarmos os componentes valvar, extravalvar e n&#227;o cardiol&#243;gico da valvopatia grave, conduzimo-nos para a terap&#234;utica com tr&#234;s fundamentos: 1) indissociabilidade entre tecnoci&#234;ncia (saber e instrumental da Medicina) e atitude (intera&#231;&#227;o a circunst&#226;ncias); 2) for&#231;a das evid&#234;ncias da ci&#234;ncia; e 3) vigor da rela&#231;&#227;o m&#233;dico-paciente. </p>
    <p>Eles d&#227;o amparo aos 04 movimentos seguintes: 1) partimos da sele&#231;&#227;o do benef&#237;cio conceitual dado pelo conhecimento cient&#237;fico; 2) passamos pela an&#225;lise de seguran&#231;a para o paciente; 3) respeitamos a sua liberdade de consentimento, e assim completamos uma primeira fase, tendo a indica&#231;&#227;o terap&#234;utica individualizada. A partir da&#237;, ultimamos a estrat&#233;gia de resolu&#231;&#227;o numa segunda fase de ju&#237;zo cr&#237;tico: 4) transpassamos a proposi&#231;&#227;o assim constitu&#237;da pela mentaliza&#231;&#227;o de dois crivos &#233;ticos sobre o que poder&#225; vir a ser a aprecia&#231;&#227;o externa de zelo (evitar neglig&#234;ncia) e de prud&#234;ncia (evitar imprud&#234;ncia) (<xref ref-type="fig" rid="a18fig01m">Figura 1</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a18fig01m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-04-0e86-00018-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Denominamos a estrat&#233;gia de Roteiro para Resolu&#231;&#227;o de Valvopatia (RESOLVA) e os elementos essenciais da composi&#231;&#227;o est&#227;o relacionados no <xref ref-type="fig" rid="qd1">Quadro 1</xref>.</p>
    <fig id="qd1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-04-0e86-00018-gf02.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>Benef&#237;cio</bold>
    </p>
    <p>Conhecemos a dimens&#227;o do efeito e a estimativa de precis&#227;o do benef&#237;cio e do n&#227;o benef&#237;cio de antibioticoprofilaxia, drogas cardioativas, f&#225;rmacos n&#227;o cardiol&#243;gicos, indicamos reparo hemodin&#226;mico por acesso cir&#250;rgico convencional ou inovador (via apical, por exemplo) e estamos nos familiarizando com o implante de biopr&#243;tese via transcut&#226;nea (a&#243;rtica e mitral). &#201; dimens&#227;o da Medicina!</p>
    <p>Utilizamos as matrizes dispon&#237;veis moldando converg&#234;ncias e diverg&#234;ncias &#224;s orienta&#231;&#245;es coletivizadas, pois, as recomenda&#231;&#245;es pr&#233;-moldadas, como constantes em diretrizes, servem para intera&#231;&#227;o com a maioria - e n&#227;o para a totalidade - das express&#245;es do portador de valvopatia grave<sup>5</sup>. &#201; a dimens&#227;o da rela&#231;&#227;o m&#233;dico-paciente!</p>
    <p>Hierarquizamos a classe funcional III/IV e a disfun&#231;&#227;o ventricular esquerda como os fatores determinantes de interven&#231;&#227;o sobre a(s) valva(s) culpada(s). &#201; a rotina beneficente!</p>
    <p>Postamo-nos vigilantes do segmento da literatura que traz proposi&#231;&#227;o de antecipa&#231;&#227;o da corre&#231;&#227;o hemodin&#226;mica de les&#227;o valvar importante, ou seja, a de interromper a hist&#243;ria natural em momento ainda com boa qualidade de vida e fun&#231;&#227;o ventricular esquerda normal<sup>8,9</sup>. &#201; a tens&#227;o pr&#243;-benefic&#234;ncia!</p>
    <p>Por isso, fazemos rean&#225;lises costumeiras sobre antigas e recentes evid&#234;ncias que d&#227;o sustenta&#231;&#227;o &#224; nossa prefer&#234;ncia por conduta cl&#237;nica na classe funcional II, usando como eixo cr&#237;tico condutor a no&#231;&#227;o de que ela &#233; fase de transi&#231;&#227;o para a classe funcional III. A finalidade &#233; manter sob prova cient&#237;fica o nosso entendimento habitual que o benef&#237;cio presum&#237;vel de: 1) revers&#227;o da remodela&#231;&#227;o adaptativa; 2) evitar que sobrevenha fibrila&#231;&#227;o atrial (e anticoagula&#231;&#227;o), hipertens&#227;o arterial pulmonar e tricuspidiza&#231;&#227;o, durante a classe funcional II; n&#227;o deve falar mais alto do que: 1) as realidades da boa qualidade de vida; 2) as possibilidades de morbimortalidade das t&#233;cnicas de corre&#231;&#227;o hemodin&#226;mica da valvopatia grave.</p>
    <p>&#201; da signific&#226;ncia &#233;tica da beira do leito, observamos verdades cl&#237;nicas, mas, n&#227;o necessariamente as vemos como certezas para o progn&#243;stico!</p>
    <p>Em suma, definimos a utilidade terap&#234;utica para o momento da hist&#243;ria natural da valvopatia (CONDUTA RECOMEND&#193;VEL) e a empregamos como um ponto de partida do racioc&#237;nio cl&#237;nico de elabora&#231;&#227;o da estrat&#233;gia individualizada.3</p>
    <p>
      <bold>Seguran&#231;a</bold>
    </p>
    <p>Porque h&#225; reais benef&#237;cios terap&#234;uticos para o portador de valvopatia, julgamos que Seguran&#231;a, na aplica&#231;&#227;o dos mesmos, &#233; sem&#226;ntica mais apropriada do que N&#227;o Malefic&#234;ncia (a denomina&#231;&#227;o do princ&#237;pio da Bio&#233;tica), visto que sempre haver&#225; adversidades admiss&#237;veis ao usufruto dos mesmos, que devem ser previstas e evitadas, na medida do poss&#237;vel<sup>12</sup>.</p>
    <p>Temos utilizado a concep&#231;&#227;o de Seguran&#231;a para o portador de valvopatia como o segundo passo do desenvolvimento do racioc&#237;nio cl&#237;nico. O benef&#237;cio presumido &#233; filtrado pelo olhar da morbidade relacionada, tanto a intr&#237;nseca ao m&#233;todo quanto a decorrente das circunst&#226;ncias de aplica&#231;&#227;o, e estabelece-se a CONDUTA APLIC&#193;VEL.</p>
    <p>Estamos conscientes de que as defici&#234;ncias hist&#243;ricas da seguran&#231;a da t&#233;cnica operat&#243;ria, por mais que tenham acontecido progressos, favorecem a nossa atitude de prioriza&#231;&#227;o da qualidade de vida atual, o que est&#225; intimamente ligada &#224; efici&#234;ncia dos mecanismos adaptativos &#224; valvopatia, na defini&#231;&#227;o da melhor oportunidade da resolu&#231;&#227;o da disfun&#231;&#227;o valvar. Em certo sentido, a efici&#234;ncia cl&#237;nica do "tratamento natural" (hipertrofia conc&#234;ntrica ou exc&#234;ntrica) aumenta a preocupa&#231;&#227;o com a seguran&#231;a da interven&#231;&#227;o terap&#234;utica.</p>
    <p>Outras linhas de pensamento, contudo, prop&#245;em privilegiar a qualidade de vida futura sobre a boa qualidade atual, pela confian&#231;a no bom &#234;xito da corre&#231;&#227;o hemodin&#226;mica em classe funcional II, entendendo que a consolida&#231;&#227;o da recomenda&#231;&#227;o dos m&#233;todos terap&#234;uticos aconteceu simultaneamente &#224; eleva&#231;&#227;o do grau de seguran&#231;a<sup>13,14</sup>.</p>
    <p>Reconhecemos que h&#225; uma zona cinzenta na classe funcional II pr&#243;xima &#224; manifesta&#231;&#227;o da classe funcional III, onde o ju&#237;zo cr&#237;tico sobre realidades do caso (evolu&#231;&#227;o de vari&#225;veis, como grau de dilata&#231;&#227;o ventricular e calcifica&#231;&#227;o, bem como o desejo do paciente em resolver imediatamente, por exemplo) sustentaria a pertin&#234;ncia de uma "antecipa&#231;&#227;o terap&#234;utica". Essa situa&#231;&#227;o, onde a objetividade da proped&#234;utica f&#237;sica e complementar superaria a subjetividade da anamnese, demonstra como devemos entender obrigat&#243;rio, em qualquer circunst&#226;ncia, o profundo esclarecimento da conduta ao portador de valvopatia e a sua opini&#227;o - direito &#224; participa&#231;&#227;o na tomada de decis&#227;o, de acordo com o princ&#237;pio da autonomia.</p>
    <p>
      <bold>Autonomia</bold>
    </p>
    <p>No exerc&#237;cio profissional, precisamos respeitar o que a modernidade dos c&#243;digos e leis aplic&#225;veis &#224; Sa&#250;de sinaliza: a sociedade contempor&#226;nea deseja a participa&#231;&#227;o do cidad&#227;o nas decis&#245;es sobre a pr&#243;pria sa&#250;de<sup>15</sup>. Em decorr&#234;ncia, aplicamos o princ&#237;pio da autonomia ao portador de valvopatia.</p>
    <p>Sobre a plataforma diagn&#243;stica da doen&#231;a valvar, informamos o paciente com indica&#231;&#227;o de interven&#231;&#227;o terap&#234;utica sobre benef&#237;cios e filtragens pela seguran&#231;a para si, esclarecemos a rela&#231;&#227;o risco-benef&#237;cio resultante e incentivamos o di&#225;logo sobre consentimento (ou n&#227;o) com o portador de valvopatia grave.</p>
    <p>Salvo no iminente risco de morte (conforme expl&#237;cito no C&#243;digo de &#201;tica M&#233;dica), desejamos que a CONDUTA APLIC&#193;VEL seja apreciada com autenticidade (ju&#237;zo segundo os pr&#243;prios valores), livre a&#231;&#227;o (chance de busca por opini&#245;es outras) e delibera&#231;&#227;o (escolha ap&#243;s conhecimento das op&#231;&#245;es de utilidade) por parte do portador de valvopatia grave, assim resultando - ou n&#227;o - uma CONDUTA CONSENTIDA, com ou sem ajustes em rela&#231;&#227;o &#224; CONDUTA APLIC&#193;VEL. Observamos que h&#225; heterogeneidade de efetiva inclus&#227;o do portador de valvopatia na resolu&#231;&#227;o, dependente de aspectos emocional, social e cultural.</p>
    <p>Em resumo, apoiamo-nos no princ&#237;pio da autonomia para modular as melhores evid&#234;ncias cient&#237;ficas de tratamento com particularidades pessoais do portador de valvopatia grave e estabelecemos a CONDUTA CONSENTIDA. </p>
    <p>A experi&#234;ncia tem nos ensinado que vale realizar uma dupla avalia&#231;&#227;o revisora final pelo Zelo e pela Prud&#234;ncia, os dois preceitos da &#201;tica mais julgados nos Conselhos de Medicina, para que a resolu&#231;&#227;o seja amplamente assegurada como CONDUTA LEG&#205;TIMA. O que acontece &#233; que, apenas ap&#243;s certas den&#250;ncias de insatisfa&#231;&#227;o de resultados, tomamos consci&#234;ncia da utilidade da confer&#234;ncia &#233;tica final.</p>
    <p>
      <bold>Zelo</bold>
    </p>
    <p>Destacamos o exame sequencial de conformidade de conduta zelosa como imprescind&#237;vel garantia de afastamento de pronunciamentos de neglig&#234;ncia, especialmente quando h&#225; exig&#234;ncias cl&#237;nicas de adequa&#231;&#227;o de recomenda&#231;&#227;o classe I/IIa ao caso. Na ultima&#231;&#227;o da estrat&#233;gia RESOLVA, a reafirma&#231;&#227;o &#233;tica de Zelo faz repassar a proposi&#231;&#227;o terap&#234;utica por um crivo tripartite.</p>
    <p>Reconfirmamos, inicialmente, o potencial do Benef&#237;cio consentido e o que pode representar eventual componente n&#227;o consentido. Num segundo passo, revemos o quanto o que ficou consentido representa em grau admiss&#237;vel de Seguran&#231;a para o portador de valvopatia. Em outras palavras, fazemos valer a autonomia do m&#233;dico sobre se devemos aplicar a CONDUTA CONSENTIDA, ou nos recusar a aplic&#225;-la. A terceira etapa da an&#225;lise do Zelo faz-nos reexaminar se houve de fato a participa&#231;&#227;o ativa e consciente do portador de valvopatia no processo decis&#243;rio.</p>
    <p>Em suma, aprendemos que conferir segundo o Zelo, ao final da sequ&#234;ncia da resolu&#231;&#227;o, ajuda-nos a: 1) conduzirmo-nos sob aceit&#225;vel justifica&#231;&#227;o - e documenta&#231;&#227;o - por eventuais atalhos ao habitual, em respeito a peculiaridades (cl&#237;nicas e/ou auton&#244;micas) do portador de valvopatia grave; ou a 2) conscientizarmo-nos de que determinada vontade do portador de valvopatia grave nos faz sentir negligentes e decididos a recusar dar prosseguimento &#224; assist&#234;ncia.</p>
    <p>
      <bold>Prud&#234;ncia</bold>
    </p>
    <p>&#192; semelhan&#231;a do Zelo, utilizamos o crivo da Prud&#234;ncia para arrematar a resolu&#231;&#227;o para o portador de valvopatia grave, a fim de reafirmar salvaguarda contra a infra&#231;&#227;o &#233;tica da imprud&#234;ncia.</p>
    <p>Enquanto o uso do fundamento do Zelo contribui para nos precavermos de um omissivo "n&#227;o praticar anti&#233;tico", a Prud&#234;ncia nos ajuda a aprofundar a reflex&#227;o sobre o car&#225;ter &#233;tico do comissivo "praticar de modo oportuno".</p>
    <p>&#201; particularmente no contexto da dimens&#227;o de efeito classe IIb, onde h&#225; a necessidade de se assegurar da pertin&#234;ncia da recomenda&#231;&#227;o, pois as estimativas de certeza n&#237;veis B e C (n&#227;o h&#225; recomenda&#231;&#227;o IIbA em diretriz de valvopatia) subentendem conflitos de evid&#234;ncias cient&#237;ficas e de opini&#227;o de especialistas. A pr&#243;pria sem&#226;ntica sugerida nas diretrizes<sup>5</sup> para a aplica&#231;&#227;o de recomenda&#231;&#227;o classe IIb- pode ser considerada razo&#225;vel, obscura e n&#227;o bem estabelecida-alerta para eventual aplica&#231;&#227;o quando a CONDUTA CONSENTIDA encaixa-se na classe IIb.</p>
    <p>Por em pr&#225;tica o RESOLVA contribui para maximizar o rigor cr&#237;tico sobre a rela&#231;&#227;o risco-benef&#237;cio na especifica&#231;&#227;o da conduta terap&#234;utica de interesse para o portador de valvopatia grave.</p>
    <p>
      <bold>Caso cl&#237;nico</bold>
    </p>
    <p>Homem de 54 anos de idade apresenta insufici&#234;ncia mitral importante associada a imagens ecocardiogr&#225;ficas sugestivas de degenera&#231;&#227;o mixomatosa e prolapso do folheto posterior da valva mitral. Ele n&#227;o manifesta nem sintomas da cardiopatia, nem dist&#250;rbios do ritmo card&#237;aco, nem sinais de disfun&#231;&#227;o ventricular esquerda e de hipertens&#227;o arterial pulmonar, &#233; fumante, tem grau moderado de enfisema pulmonar e refere nefrectomia direita causada por traumatismo.</p>
    <p>O paciente deseja se submeter &#224; corre&#231;&#227;o da valvopatia mitral de imediato, "enquanto os pulm&#245;es est&#227;o bem". Ele revela que o seu pai foi "operado tarde do cora&#231;&#227;o" quando j&#225; tinha v&#225;rios sintomas de algumas doen&#231;as e faleceu dois dias ap&#243;s a opera&#231;&#227;o.</p>
    <p><italic>Benef&#237;cio -</italic> A avalia&#231;&#227;o cl&#237;nico-ecocardiogr&#225;fica estimou em 92% a probabilidade de sucesso de tratamento cir&#250;rgico conservador da valva mitral. De acordo com a Diretriz 2006 ACC/AHA, haveria recomenda&#231;&#227;o classe IIa com n&#237;vel de evid&#234;ncia B para o tratamento cir&#250;rgico, considerada a expertise da equipe. Por outro lado, a rotina do servi&#231;o que atende ao paciente &#233; aguardar a manifesta&#231;&#227;o de sintomas da valvopatia para a indica&#231;&#227;o cir&#250;rgica.</p>
    <p><italic>Seguran&#231;a -</italic> Uma discuss&#227;o entre os membros da equipe apontou contrapontos: 1) risco operat&#243;rio baixo; 2) risco de intercorr&#234;ncias habituais perioperat&#243;rias, com &#234;nfase no potencial de complica&#231;&#245;es pulmonares e renais pelo enfisema pulmonar e pela nefrectomia; 3) impossibilidade de garantir a efetiva realiza&#231;&#227;o de uma corretiva conserva&#231;&#227;o da valva mitral, apesar da expertise existente.</p>
    <p><italic>Autonomia do paciente -</italic> Os aspectos do risco-benef&#237;cio foram informados ao paciente e uma equipe multiprofissional entendeu que ele ficou bem esclarecido sobre o aspecto imediato (risco &gt; benef&#237;cio para a qualidade de vida) e tardio (impossibilidade de precisar se haveria maior risco cir&#250;rgico e/ou mudan&#231;as na probabilidade de conserva&#231;&#227;o valvar, quando da manifesta&#231;&#227;o de sintomas). Apesar disso, o paciente manteve a disposi&#231;&#227;o de uma opera&#231;&#227;o imediata.</p>
    <p><italic>Autonomia da equipe</italic> - N&#227;o houve unanimidade em rela&#231;&#227;o ao atendimento da solicita&#231;&#227;o "antecipat&#243;ria" do paciente.</p>
    <p><italic>Autonomia da institui&#231;&#227;o -</italic> O diretor do servi&#231;o manifestou-se pelo privil&#233;gio da rotina institucional de aguardar os sintomas, justificando forte conota&#231;&#227;o de justi&#231;a social vista a continuada e enorme demanda de situa&#231;&#245;es cl&#237;nicas avan&#231;adas exigentes de tratamento cir&#250;rgico em curto prazo.</p>
    <p><italic>Neglig&#234;ncia -</italic> A n&#227;o aplica&#231;&#227;o de benef&#237;cio recomenda&#231;&#227;o classe I exige justifica&#231;&#227;o cl&#237;nica e/ou &#233;tica aprofundada para n&#227;o caracterizar ind&#237;cios de neglig&#234;ncia (omiss&#227;o de tratamento necess&#225;rio e imprescind&#237;vel) por parte da equipe. J&#225; a orienta&#231;&#227;o classe IIa - conceitualmente aplic&#225;vel ao caso - transita num n&#237;vel diferente de aprecia&#231;&#227;o &#233;tica pois &#233; menos afirmativa ("pode ser &#250;til" substitui "&#233; &#250;til").</p>
    <p><italic>Imprud&#234;ncia -</italic> Um eventual atendimento &#224; solicita&#231;&#227;o do paciente n&#227;o caracterizaria imprud&#234;ncia. H&#225; embasamento cient&#237;fico para o benef&#237;cio na circunst&#226;ncia do caso e n&#227;o h&#225; risco proibitivo, o que descaracterizaria insensatez e intempestividade.</p>
    <p><italic>Resolu&#231;&#227;o -</italic> De acordo com as reflex&#245;es guiadas pelos quesitos sequenciais do RESOLVA, o paciente foi informado e registrado em seu prontu&#225;rio que a equipe resolveu manter a conduta cl&#237;nica e seguimento peri&#243;dico para observa&#231;&#227;o da evolu&#231;&#227;o cl&#237;nico-laboratorial, tendo sido enfatizado que qualquer modifica&#231;&#227;o do quadro cl&#237;nico fosse imediatamente comunicada &#224; equipe e que aquela determinaria a rean&#225;lise de resolu&#231;&#227;o. Outrossim, a equipe comunicou ao paciente que ele tinha o direito de procurar por uma segunda opini&#227;o e eventualmente encontrar um outro servi&#231;o que aceitasse a sua posi&#231;&#227;o "antecipat&#243;ria" uma vez que n&#227;o houve unanimidade no quesito "Autonomia da Equipe".</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="endb" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia: </bold>
        </label>
        <p> Max Grinberg </p>
        <p> Rua Manoel Antonio Pinto, 04 / 21&#170; - Parais&#243;polis </p>
        <p> 05663-020 - S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="max@cardiol.br">max@cardiol.br</email>; </p>
        <p>
          <email xlink:href="grinberg@incor.usp.br">grinberg@incor.usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 02/12/10, revisado recebido em 14/01/11, aceito em 17/01/11.</p>
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          <article-title>Emergency department visits caused by adverse drug events: results of a French survey</article-title>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Point of View</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Roadmap for resolution of valvular heart disease (Resolva)</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>POINT OF VIEW</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="enda-body2">
          <label>
            <bold>Roadmap for resolution of valvular heart disease (Resolva) </bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Max Grinberg; Flavio Tarasoutchi; Roney Orismar Sampaio</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o - InCor, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Mailing Address</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Rheumatic fever; heart valve diseases/therapy/diagnosis/prevention &amp; control.</p>
      <p>We are cardiologists in Brazil of rheumatic fever prevailing as the pathogenesis of valvular disease<sup>1,2</sup>, a reality that is different from countries leading international scientific journals. It is exciting!</p>
      <p>We take care of valve diseases and combined routine: 1) accuracy of clinical examination and complementary examination; 2) effectiveness of the therapeutic method; 3) patient safety; 4) impact of costs; and 5) rigor with ethical principles. It is the classical quintet!</p>
      <p>We follow the natural history of the disease for a long period of time after the diagnosis of valvular heart disease, because our conduct is often waiting while the patient continues to have few symptoms, even when the valve disease is important. It is the practice!</p>
      <p>We strive for the hemodynamic correction of severe valve disease when there is the clinical expression of discomfort that limits the quality of life of patients with valvular diseases<sup>3-6</sup>. It is the state of the art!</p>
      <p>We declare ourselves as non-compliant with certain recommendations for "early action towards symptoms" and "preventive action towards late complications<sup>7-9</sup>", although we are not inflexible. It is characteristic of physicians!</p>
      <p>We develop assistance/research/education about treatment, knowing that most of proposals for solving valve disease in the literature, including guidelines, is based on expert opinion - rather than on the findings of a randomized study. It's a fact!</p>
      <p>We use therapeutic techniques that were endorsed by the time of use and we are interested in innovations, especially those highly progressive in nature, such as percutaneous implant that benefits the elderly with blurred clinical prognosis and "prohibitive" surgical risk score. Bioethics and technology!</p>
      <p>And because we are committed to the harmony between the plurality of the clinical expression of heart valve disease - and comorbidity - in various target organs and the uniqueness of the patient being assisted, we introduce the dimension of bioethics into the quintet mentioned above<sup>10,11</sup>. It is the human attitude!</p>
      <p>Anyway, after confirming the valvular, extravalvular and non-cardiac components of severe valvulopathy, we move to the therapy with three reasons: 1) the inseparability between technoscience (medical knowledge and tools) and attitude (interaction with circumstances); 2) strength of science evidence; and 3) force of the doctor-patient relationship. </p>
      <p>They give support to the 04 movements below: 1) we start with the selection of the conceptual benefit given by the scientific knowledge; 2) we go through the analysis of patient safety; 3) we respect their freedom of consent, and then complete the first phase, with an individual therapeutic indication. Then, we complete the strategy of resolution in a second phase of critical appreciation: 4) we go through the proposition thus constituted by considering two ethical screening methods about what could be the external review of diligence (to avoid negligence) and prudence (avoiding imprudence) (<xref ref-type="fig" rid="en_a18fig01m-body2">Figure 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a18fig01m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-04-0e86-00018-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>We call the strategy of Roadmap for Resolution of Valvular Heart Disease (RESOLVA) and the essential elements of composition are given in <xref ref-type="fig" rid="qd1-body2">Box 1</xref>.</p>
      <fig id="qd1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-04-0e86-00018-gf02-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Benefit</bold>
      </p>
      <p>We know the dimension of the effect and the estimated precision of the benefit and of the non-benefit of antibiotic prophylaxis, cardioactive drugs, non-cardiac drugs, we indicate hemodynamic repair by conventional or innovative surgical access (apical, for example) and we are getting familiar with the implantation of bioprosthesis transcutaneously (aortic and mitral). It is the dimension of the Medicine!</p>
      <p>We use the matrices available by molding convergences and disagreements with collectivized guidelines, as pre-established recommendations, as those listed in guidelines, serve to interact with most - not with all - expressions of patients with severe valvular heart disease<sup>5</sup>. It is the dimension of the doctor-patient relationship! </p>
      <p>We organize class III/IV and left ventricular dysfunction into a hierarchy as determinants of intervention on the culprit valve(s). It is the beneficial routine!</p>
      <p>We are continuously reading the literature that proposes early hemodynamic correction of important valve lesions, i.e., interrupting the natural history while there is good quality of life and normal left ventricular function<sup>8,9</sup>. It is the pro-beneficence tension!</p>
      <p>Therefore, we reanalyze ancient and recent evidence that support our preference for the clinical conduct in class II, based on the idea that it is the transition phase to class III. The purpose is to maintain scientific evidence on our usual understanding that the presumed benefit of: 1) reversal of adaptive remodeling; 2) avoid atrial fibrillation (and anticoagulation), pulmonary arterial hypertension and tricuspidation during class II; should not speak louder than: 1) the realities of good quality of life; 2) the potential for morbidity and mortality of techniques for hemodynamic correction of severe valve disease.</p>
      <p>It is the ethical significance of the bedside, we observe clinical truths, but not necessarily see them as certainties for the prognosis!</p>
      <p>In short, we define the therapeutic usefulness for the moment of the natural history of the valvular heart disease (RECOMMENDED CONDUCT) and we employ it as a starting point of the clinical reasoning to devise the individualized strategy.</p>
      <p>
        <bold>Safety</bold>
      </p>
      <p>Because there are real therapeutic benefits for the patient with valvular heart disease, we believe that Safety in implementing them is more appropriate than Nonmaleficence (the name of the principle of Bioethics), since there will always be admissible adversities to make use of them, which should be anticipated and avoided wherever possible<sup>12</sup>.</p>
      <p>We have used the concept of Safety for patients with valvular heart disease as the second step in the development of clinical reasoning. The assumed benefit is filtered through the eyes of the related morbidity, both intrinsic to the method and the one resulting from the circumstances of application in order to establish the APPLICABLE CONDUCT.</p>
      <p>We are aware that the historical deficiencies in the safety of the surgical technique, however much progress has happened, benefit our approach to prioritize quality of life, which is closely linked to the efficiency of adaptive mechanisms to valvular heart disease, in defining the best opportunity to solve the valvular dysfunction. In a sense, the clinical effectiveness of the "natural treatment" (concentric or eccentric hypertrophy) raises concerns about the safety of therapeutic intervention.</p>
      <p>Other lines of thought, however, propose to focus on the future quality of life to the detriment of the current quality of life, for believing in the success of hemodynamic correction in Class II, meaning that the consolidation of the recommendation of the therapeutic methods occurred simultaneously with the increase of the safety degree<sup>13,14</sup>.</p>
      <p>We recognize that there is a gray area in class II next to the expression of class III, where the critical judgment about the realities of the case (evolution of variables such as degree of ventricular dilatation and calcification, as well as the patient's wish to settle immediately, by example) would support the need for an "early treatment". This situation, where the objectivity of physical and complementary workup would outweigh the subjectivity of history, demonstrates that we must deem mandatory, in any circumstance, the profound enlightenment of the conduct adopted with patients with valve disease and their opinion - right to participate in decision making, according to the principle of autonomy.</p>
      <p>
        <bold>Autonomy</bold>
      </p>
      <p>In professional practice, we should respect what the modern codes and laws applicable to Health signals: contemporary society wishes citizen participation in decisions about their own health<sup>15</sup>. As a result, we apply the principle of autonomy to patients with valvular heart disease.</p>
      <p>On the diagnostic platform of valvular disease, we inform the patient with an indication of therapeutic intervention on the benefits and filters for their own safety, we clarify the resulting risk-benefit and encourage dialogue on consent (or not) of patients with severe valve disease.</p>
      <p>Except in the imminent risk of death (as explicit in the Code of Medical Ethics), we wish that the APPROPRIATE CONDUCT be dealt with authenticity (judgment according one's own values), free action (chance to search for other opinions) and deliberation (choice after knowledge of usability options) by the patient with severe valve disease, thus resulting - or not - in a CONSENTED CONDUCT, with or without adjustments with respect to APPLICABLE CONDUCT. We observe that there is heterogeneity of effective inclusion of patients with valvular heart disease in the resolution, depending on emotional, social and cultural aspects.</p>
      <p>In short, we rely on the principle of autonomy to modulate the best scientific evidence of treatment with personal particulars of the patient with severe valve disease and establish the CONSENTED CONDUCT. </p>
      <p>Experience has taught us that it is worth conducting a final reviewing evaluation for Diligence and Prudence purposes, the two precepts of Ethics mostly judged in Medical Councils, so that the resolution be largely ensured as a LEGITIMATE CONDUCT. What happens is that only after certain complaints of dissatisfaction with the results, we realize the usefulness of the final ethics check.</p>
      <p>
        <bold>Diligence</bold>
      </p>
      <p>We stress the sequential examination of conformity of cautious conduct as an indispensable guarantee to stave off any pronouncements of neglect, especially when there are clinical demands for adjustment to the recommendation class I/IIa in the case. In finalizing the RESOLVA strategy, the ethical reaffirmation of Diligence makes the therapy proposal to pass through a tripartite screening method.</p>
      <p>At first, we reconfirm the potential of the consented Benefit and which can represent a possibly non-consented component. Secondly, we review the extent to which what was consented represents a permissible degree of Safety for the patient with valvular heart disease. In other words, we assert the doctor's autonomy about whether we should apply the CONSENTED CONDUCT or refuse to apply it. The third stage of analysis of Diligence makes us reconsider whether there was in fact an active and conscious participation of the patient with valvular heart disease in the decision making process.</p>
      <p>In short, we learn that checking according to Diligence, by the end of the resolution sequence, helps us to: 1) conduct ourselves under an acceptable justification - and documentation - for any shortcuts to the usual, with respect to characteristics (clinical and/or autonomic) of the patient with severe valvular heart disease; or 2) we become aware that a certain will of the patient with severe valvular heart disease makes us feel negligent and decided to refuse to continue the assistance.</p>
      <p>
        <bold>Prudence</bold>
      </p>
      <p>Just like Diligence, we use the screening method of Prudence to finish off the resolution to the patient with severe valvular heart disease, in order to reaffirm a safeguard against a breach of ethics of recklessness.</p>
      <p>While the use of the foundation of Diligence helps us protect ourselves from a neglecting "unethical non-practice", Prudence helps us to further reflect on the ethical nature of the commitment with "practicing in a timely manner".</p>
      <p>It is particularly in the context of the class IIb effect dimension, where there is a need to ensure the relevance of the recommendation, because the estimates of certainty levels B and C (there is no IIbA recommendation in valvular heart disease guidelines) imply conflicting scientific evidence and expert opinion. The very semantics suggested in the guidelines<sup>5</sup> for the implementation of recommendation class IIb can be considered reasonable, obscure and not well-established for a possible application when the CONSENTED CONDUCT fits into class IIb.</p>
      <p>Implementing the RESOLVA helps to maximize critical accuracy on the risk-benefit ratio in the specification of the therapeutic conduct of interest for patients with severe valvular heart disease.</p>
      <p>
        <bold>Case report</bold>
      </p>
      <p>A 54-year-old man has severe mitral regurgitation associated with echocardiographic images suggestive of myxomatous degeneration and posterior mitral leaflet prolapse. He does neither manifest any symptoms of heart disease nor heart rhythm disorders, or signs of left ventricular dysfunction and pulmonary arterial hypertension; he is a smoker, has a moderate degree of pulmonary emphysema and reports right nephrectomy caused by trauma.</p>
      <p>The patient wants to undergo mitral valve disease repair immediately, "while the lungs are good". He reveals that his father had "a late heart surgery" when he had several symptoms of some diseases and died two days after the surgery.</p>
      <p><italic>Benefit -</italic> The clinical-echocardiographic evaluation estimated a 92.0% probability of success of conservative surgical treatment of the mitral valve. According to the Guideline 2006 ACC/AHA, there would be Class IIa recommendation with level of evidence B for surgical treatment, considering the team's expertise. On the other hand, the routine of the health service that assists the patient waits for the symptoms of valvular heart disease for surgery indication.</p>
      <p><italic>Safety -</italic> A discussion between the team members pointed counterpoints: 1) low operative risk; 2) risk of usual perioperative complications, emphasizing the potential of pulmonary and renal complications due to pulmonary emphysema and nephrectomy; 3) failure to ensure the effective implementation of a corrective maintenance of the mitral valve despite the existing expertise.</p>
      <p><italic>Patient autonomy -</italic> The risk-benefit aspects were informed to the the patient and a multidisciplinary team felt he was well informed about the immediate aspect (risk &gt; benefit to the quality of life) and the late aspect (impossibility of determining whether there is a higher surgical risk and/or changes in the probability of keeping the valve upon manifestation of symptoms). Nevertheless, the patient was proven able to undergo surgery immediately.</p>
      <p><italic>Autonomy of the team -</italic> There is no unanimity regarding complying with the patient's "hastening" request.</p>
      <p><italic>Autonomy of the institution -</italic> The director of the health care service expressed his concern with respecting the institutional routine of waiting for symptoms, justifying a strong connotation of social justice considering the continuing and enormous demand for advanced clinical situations demanding surgical treatment in the short term.</p>
      <p><italic>Neglect -</italic> Failure to apply the recommendation class I requires a well-grounded clinical and/or ethical justification not to characterize evidence of negligence (omission of necessary and indispensable treatment) by the team. As for the recommendation class IIa - conceptually applicable to the case - passes at a different level of ethical appreciation, as it is less assertive ("it may be useful" replaces "it is useful").</p>
      <p><italic>Recklessness -</italic> A possible compliance with the patient's request would not characterize recklessness. There is scientific basis for the benefit in the circumstance of the case and there is no prohibitive risk, which rules out insensibleness and timelessness.</p>
      <p><italic>Resolution -</italic> According to the reflections guided by RESOLVA'S sequential items, the patient was informed and had recorded in his medical files that the team decided to keep the clinical conduct and periodic follow-up for observation of outcomes, whereupon it was emphasized that any modification of the clinical picture was to be immediately reported to the team and that this team would determine the resolution. Also, the team informed the patient that he had the right to seek a second opinion and find another health care service that accepted his willingness to "hasten" the surgery because there was no unanimity on the item "Autonomy of the team".</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
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      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Itinerario para resoluci&#243;n de valvulopat&#237;a (Resolva)</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>PUNTO DE VISTA</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="enda-body3">
          <label>
            <bold>Itinerario para resoluci&#243;n de valvulopat&#237;a (Resolva)</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Max Grinberg; Flavio Tarasoutchi; Roney Orismar Sampaio</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o - InCor, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Fiebre reum&#225;tica, enfermedades de las v&#225;lvulas card&#237;acas/terapia/diagn&#243;stico/prevenci&#243;n y control.</p>
      <p>Somos cardi&#243;logos en el Brasil de la fiebre reum&#225;tica prevalente como etiopatogenia de la enfermedad valvular<sup>1,2</sup>, realidad diferente de pa&#237;ses que lideran publicaciones cient&#237;ficas internacionales. &#161;Es instigador!</p>
      <p>Cuidamos valvulopat&#237;as y combinamos por rutina: 1) precisi&#243;n del examen cl&#237;nico y complementario; 2) efectividad del m&#233;todo terap&#233;utico; 3) seguridad para el paciente; 4) impacto de costos; y 5) rigor con preceptos de la &#233;tica. &#161;Es el quinteto cl&#225;sico!</p>
      <p>Acompa&#241;amos la historia natural de la enfermedad por largo per&#237;odo de tiempo despu&#233;s del diagn&#243;stico de la valvulopat&#237;a, pues nuestra conducta suele ser expectante mientras el paciente se mantenga oligosintom&#225;tico, aun cuando la valvulopat&#237;a sea importante. &#161;Es de la pr&#225;ctica!</p>
      <p>Nos empe&#241;amos en la correcci&#243;n hemodin&#225;mica de la valvulopat&#237;a grave cuando surge la expresi&#243;n cl&#237;nica de disconfort limitante de la buena calidad de vida del portador de valvulopat&#237;a<sup>3-6</sup>. &#161;Es el estado de la arte!</p>
      <p>Nos declaramos no adherentes a ciertas recomendaciones de intervenci&#243;n "anticipada a los s&#237;ntomas" y "preventiva de complicaciones tard&#237;as"<sup>7-9</sup>, aunque no seamos inflexibles. &#161;Es del m&#233;dico!</p>
      <p>Desarrollamos asistencia/investigaci&#243;n/ense&#241;anza sobre tratamiento, conscientes de que la mayor&#237;a de las propuestas de resoluci&#243;n en valvulopat&#237;a formuladas en la literatura, incluyendo directrices, est&#225; fundamentada en opini&#243;n de especialista - y no en conclusi&#243;n de estudio randomizado. &#161;Es un hecho!</p>
      <p>Utilizamos t&#233;cnicas terap&#233;uticas que fueron avaladas por el tiempo de uso y nos interesamos por innovaciones, especialmente las que revelan alto car&#225;cter progresista, como es el implante percut&#225;neo que reci&#233;n favorece al a&#241;oso con pron&#243;stico cl&#237;nico sombr&#237;o y escore de riesgo quir&#250;rgico "prohibitivo". &#161;Tecnolog&#237;a y bio&#233;tica!</p>
      <p>Y porque nos comprometemos con la armon&#237;a entre la pluralidad de la expresi&#243;n cl&#237;nica de la valvulopat&#237;a - y comorbilidades - en los varios &#243;rganos-blanco y la singularidad del paciente en atenci&#243;n, introducimos la dimensi&#243;n de la bio&#233;tica quinteto citado<sup>10,11</sup>. &#161;Es de la actitud humana!</p>
      <p>En fin, despu&#233;s afirmamos los componentes valvular, extravalvular y no cardiol&#243;gico de la valvulopat&#237;a grave, nos conducimos en la terap&#233;utica con tres fundamentos: 1) indisociabilidad entre tecnociencia (saber e instrumental de la Medicina) y actitud (interacci&#243;n a circunstancias); 2) fuerza de las evidencias de la ciencia; y 3) vigor de la relaci&#243;n m&#233;dico-paciente. </p>
      <p>Ellos le dan amparo a los 4 movimientos siguientes: 1) partimos de la selecci&#243;n del beneficio conceptual dado por el conocimiento cient&#237;fico; 2) pasamos por el an&#225;lisis de seguridad para el paciente; 3) respetamos su libertad de consentimiento, y as&#237; completamos una primera fase, teniendo la indicaci&#243;n terap&#233;utica individualizada. A partir de ah&#237;, ultimamos la estrategia de resoluci&#243;n en una segunda fase de juicio cr&#237;tico: 4) pasamos la proposici&#243;n as&#237; constituida por la mentalizaci&#243;n de dos filtros &#233;ticos sobre lo que podr&#225; venir a ser la apreciaci&#243;n externa de celo (evitar negligencia) y de prudencia (evitar imprudencia) (<xref ref-type="fig" rid="es_a18fig01m-body3">Figura1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a18fig01m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-04-0e86-00018-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Denominamos la estrategia de Itinerario para Resoluci&#243;n de Valvulopat&#237;a (RESOLVA) y los elementos esenciales de la composici&#243;n est&#225;n relatados en el <xref ref-type="fig" rid="qd1-body3">Cuadro 1</xref>.</p>
      <fig id="qd1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-04-0e86-00018-gf02-es.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Beneficio</bold>
      </p>
      <p>Conocemos la dimensi&#243;n del efecto y la estimativa de precisi&#243;n del beneficio y del no beneficio de antibi&#243;ticoprofilaxis, drogas cardioactivas, f&#225;rmacos no cardiol&#243;gicos, indicamos reparaci&#243;n hemodin&#225;mica por acceso quir&#250;rgico convencional o innovador (v&#237;a apical, por ejemplo) y estamos familiariz&#225;ndonos con el implante de biopr&#243;tesis v&#237;a transcut&#225;nea (a&#243;rtica y mitral). &#161;Es dimensi&#243;n de la Medicina!</p>
      <p>Utilizamos las matrices disponibles moldeando convergencias y divergencias a las orientaciones colectivizadas, pues, las recomendaciones premoldeadas, como constantes en directrices, sirven para interacci&#243;n con la mayor&#237;a - y no para la totalidad - de las expresiones del portador de valvulopat&#237;a grave<sup>5</sup>. &#161;Es la dimensi&#243;n de la relaci&#243;n m&#233;dico-paciente!</p>
      <p>Jerarquizamos la clase funcional III/IV y la disfunci&#243;n ventricular izquierda como los factores determinantes de intervenci&#243;n sobre la(s) v&#225;lvulas(s) culpada(s). &#161;Es la rutina ben&#233;fica!</p>
      <p>Nos colocamos vigilantes del segmento de la literatura que trae proposici&#243;n de anticipaci&#243;n de la correcci&#243;n hemodin&#225;mica de lesi&#243;n valvular importante, o sea, la de interrumpir la historia natural en momento aun con buena calidad de vida y funci&#243;n ventricular izquierda normal<sup>8,9</sup>. &#161;Es la tensi&#243;n pro-beneficencia!</p>
      <p>Por eso, hacemos rean&#225;lisis habituales sobre antiguas y recientes evidencias que dan sustentaci&#243;n a nuestra preferencia por conducta cl&#237;nica en la clase funcional II, usando como eje cr&#237;tico conductor la noci&#243;n de que ella es fase de transici&#243;n hacia la clase funcional III. La finalidad es mantener bajo prueba cient&#237;fica nuestro entendimiento habitual de que el beneficio presumible de: 1) reversi&#243;n de la remodelaci&#243;n adaptativa; 2) evitar que sobrevenga fibrilaci&#243;n atrial (y anticoagulaci&#243;n), hipertensi&#243;n arterial pulmonar y tricuspidizaci&#243;n, durante la clase funcional II; no debe hablar m&#225;s alto que: 1) las realidades de la buena calidad de vida; 2) las posibilidades de morbimortalidad de las t&#233;cnicas de correcci&#243;n hemodin&#225;mica de la valvulopat&#237;a grave.</p>
      <p>&#161;Es de la significaci&#243;n &#233;tica del lado de la cama, observamos verdades cl&#237;nicas, pero, no necesariamente las vemos como certezas para el pron&#243;stico!</p>
      <p>En suma, definimos la utilidad terap&#233;utica para el momento de la historia natural de la valvulopat&#237;a (CONDUCTA RECOMENDABLE) y la empleamos como un punto de partida del razonamiento cl&#237;nico de elaboraci&#243;n de la estrategia individualizada.</p>
      <p>
        <bold>Seguridad</bold>
      </p>
      <p>Porque hay reales beneficios terap&#233;uticos para el portador de valvulopat&#237;a, juzgamos que Seguridad, en la aplicaci&#243;n de los mismos, es sem&#225;ntica m&#225;s apropiada que No Perjuicio (la denominaci&#243;n del principio de la Bio&#233;tica), visto que siempre habr&#225; adversidades admisibles al usufructo de los mismos, que deben ser previstas y evitadas, en la medida de lo posible<sup>12</sup>.</p>
      <p>Hemos utilizado la concepci&#243;n de Seguridad para el portador de valvulopat&#237;a como el segundo paso del desarrollo del razonamiento cl&#237;nico. El beneficio presumido es filtrado por el mirar la morbilidad relacionada, tanto la intr&#237;nseca al m&#233;todo cuanto la decurrente de las circunstancias de aplicaci&#243;n, y se establece la CONDUCTA APLICABLE.</p>
      <p>Estamos concientes de que las deficiencias hist&#243;ricas de la seguridad de la t&#233;cnica operatoria, por m&#225;s que haya habido progresos, favorecen nuestra actitud de priorizaci&#243;n de la calidad de vida anual, lo que est&#225; &#237;ntimamente ligado a la eficiencia de los mecanismos adaptativos a la valvulopat&#237;a, en la definici&#243;n de la mejor oportunidad de la resoluci&#243;n de la disfunci&#243;n valvular. En cierto sentido, la eficiencia cl&#237;nica del "tratamiento natural" (hipertrofia conc&#233;ntrica o exc&#233;ntrica) aumenta la preocupaci&#243;n con la seguridad de la intervenci&#243;n terap&#233;utica.</p>
      <p>Otras l&#237;neas de pensamiento, con todo, proponen privilegiar la calidad de vida futura sobre la buena calidad actual, por la confianza en el buen &#233;xito de la correcci&#243;n hemodin&#225;mica en clase funcional II, entendiendo que la consolidaci&#243;n de la recomendaci&#243;n de los m&#233;todos terap&#233;uticos aconteci&#243; simult&#225;neamente a la elevaci&#243;n del grado de seguridad<sup>13,14</sup>.</p>
      <p>Reconocemos que hay una zona gris en la clase funcional II pr&#243;xima a la manifestaci&#243;n de la clase funcional III, donde el juicio cr&#237;tico sobre realidades del caso (evoluci&#243;n de variables, como grado de dilataci&#243;n ventricular y calcificaci&#243;n, as&#237; como el deseo del paciente de resolver inmediatamente, por ejemplo) sustentar&#237;a la pertinencia de una "anticipaci&#243;n terap&#233;utica". Esa situaci&#243;n, donde la objetividad de la proped&#233;utica f&#237;sica y complementaria superar&#237;a la subjetividad de la anamnesis, demuestra como debemos entender obligatorio, en cualquier circunstancia, el profundo esclarecimiento de la conducta al portador de valvulopat&#237;a y su opini&#243;n - derecho a la participaci&#243;n en la toma de decisi&#243;n, de acuerdo con el principio de la autonom&#237;a.</p>
      <p>
        <bold>Autonom&#237;a</bold>
      </p>
      <p>En el ejercicio profesional, precisamos respetar lo que la modernidad de los c&#243;digos y leyes aplicables a la Salud se&#241;ala: la sociedad contempor&#225;nea desea la participaci&#243;n del ciudadano en las decisiones sobre su propia salud<sup>15</sup>. En consecuencia, aplicamos el principio de la autonom&#237;a al portador de valvulopat&#237;a.</p>
      <p>Sobre la plataforma diagn&#243;stica de la enfermedad valvular, informamos al paciente con indicaci&#243;n de intervenci&#243;n terap&#233;utica sobre beneficios y filtrados por su propia seguridad, aclaramos la relaci&#243;n riesgo-beneficio resultante e incentivamos el di&#225;logo sobre consentimiento (o no) con el portador de valvulopat&#237;a grave.</p>
      <p>Salvo en el inminente riesgo de muerte (seg&#250;n est&#225; expl&#237;cito en el C&#243;digo de &#201;tica M&#233;dica), deseamos que la CONDUCTA APLICABLE sea apreciada con autenticidad (juicio seg&#250;n los propios valores), libre acci&#243;n (posibilidad de b&#250;squeda de otras opiniones) y deliberaci&#243;n (elecci&#243;n despu&#233;s de conocimiento de las opciones de utilidad) por parte del portador de valvulopat&#237;a grave, resultando as&#237; - o no - una CONDUCTA CONSENTIDA, con o sin ajustes en relaci&#243;n a la CONDUCTA APLICABLE. Observamos que hay heterogeneidad de efectiva inclusi&#243;n del portador de valvulopat&#237;a en la resoluci&#243;n, dependiente de aspectos emocionales, sociales y culturales.</p>
      <p>En resumen, nos apoyamos en el principio de la autonom&#237;a para modular las mejores evidencias cient&#237;ficas de tratamiento con particularidades personales del portador de valvulopat&#237;a grave y establecemos la CONDUCTA CONSENTIDA. </p>
      <p>La experiencia nos ha ense&#241;ado que vale la pena realizar una doble evaluaci&#243;n revisora final por el Celo y la Prudencia, los dos preceptos de la &#201;tica m&#225;s juzgados en los Consejos de Medicina, para que la resoluci&#243;n sea ampliamente asegurada como CONDUCTA LEG&#205;TIMA. Lo que sucede es que, apenas despu&#233;s de ciertas denuncias de insatisfacci&#243;n de resultados, tomamos conciencia de la utilidad de la verificaci&#243;n &#233;tica final.</p>
      <p>
        <bold>Celo</bold>
      </p>
      <p>Destacamos el examen secuencial de conformidad de conducta celosa como imprescindible garant&#237;a de apartamiento de pronunciamientos de negligencia, especialmente cuando hay exigencias cl&#237;nicas de adecuaci&#243;n de recomendaci&#243;n clase I/IIa al caso. En la ultimaci&#243;n de la estrategia RESOLVA, la reafirmaci&#243;n &#233;tica de Celo hace pasar la proposici&#243;n terap&#233;utica por un filtro tripartito.</p>
      <p>Reconfirmamos, inicialmente, el potencial del Beneficio consentido y lo que puede representar eventual componente no consentido. En un segundo paso, revemos cuanto lo que qued&#243; consentido representa en grado admisible de Seguridad para el portador de valvulopat&#237;a. En otras palabras, hacemos valer la autonom&#237;a del m&#233;dico sobre si debemos aplicar la CONDUCTA CONSENTIDA, o negarnos a aplicarla. La tercera etapa del an&#225;lisis del Celo nos hace reexaminar si hubo de hecho la participaci&#243;n activa y conciente del portador de valvulopat&#237;a en el proceso decisorio.</p>
      <p>En suma, aprendemos que verificar seg&#250;n el Celo, al final de la secuencia de la resoluci&#243;n, nos ayuda a: 1) conducirnos bajo aceptable justificaci&#243;n - y documentaci&#243;n - por eventuales atajos a lo habitual, respecto a peculiaridades (cl&#237;nicas y/o auton&#243;micas) del portador de valvulopat&#237;a grave; o a 2) concientizarnos de que determinada voluntad del portador de valvulopat&#237;a grave nos hace sentir negligentes y decididos a rechazar dar proseguimiento a la asistencia.</p>
      <p>
        <bold>Prudencia</bold>
      </p>
      <p>A semejanza del Celo, utilizamos el filtro de la Prudencia para rematar la resoluci&#243;n para el portador de valvulopat&#237;a grave, a fin de reafirmar salvaguarda contra la infracci&#243;n &#233;tica de la imprudencia.</p>
      <p>Mientras el uso del fundamento del Celo contribuye a precavernos de un omisivo "no practicar anti&#233;tico", la Prudencia nos ayuda a profundizar la reflexi&#243;n sobre el car&#225;cter &#233;tico del comisivo "practicar de modo oportuno".</p>
      <p>Es particularmente en el contexto de la dimensi&#243;n de efecto clase IIb, donde existe la necesidad de asegurarse de la pertinencia de la recomendaci&#243;n, pues las estimativas de certeza niveles B y C (no hay recomendaci&#243;n IIbA en directriz de valvulopat&#237;a) subentienden conflictos de evidencias cient&#237;ficas y de opini&#243;n de especialistas. La propia sem&#225;ntica sugerida en las directrices<sup>5</sup> para la aplicaci&#243;n de recomendaci&#243;n clase IIb- puede ser considerada razonable, obscura y no bien establecida-alerta para eventual aplicaci&#243;n cuando la CONDUCTA CONSENTIDA se encaja en la classe IIb.</p>
      <p>Poner en pr&#225;ctica el RESOLVA contribuye a maximizar el rigor cr&#237;tico sobre la relaci&#243;n riesgo-beneficio en la especificaci&#243;n de la conducta terap&#233;utica de inter&#233;s para el portador de valvulopat&#237;a grave.</p>
      <p>
        <bold>Caso cl&#237;nico</bold>
      </p>
      <p>Hombre de 54 anos de edad presenta insuficiencia mitral importante asociada a im&#225;genes ecocardiogr&#225;ficas sugestivas de degeneraci&#243;n mixomatosa y prolapso de la valva posterior de la v&#225;lvula mitral. No manifiesta ni s&#237;ntomas de cardiopat&#237;a, ni disturbios del ritmo card&#237;aco, ni se&#241;ales de disfunci&#243;n ventricular izquierda y de hipertensi&#243;n arterial pulmonar, es fumante, tiene grado moderado de enfisema pulmonar y refiere nefrectom&#237;a derecha causada por traumatismo.</p>
      <p>El paciente desea someterse a correcci&#243;n de la valvulopat&#237;a mitral de inmediato, "mientras los pulmones est&#225;n bien". Revela que su padre fue "operado tarde del coraz&#243;n" cuando ya ten&#237;a varios s&#237;ntomas de algunas enfermedades y falleci&#243; dos d&#237;as despu&#233;s de la operaci&#243;n.</p>
      <p><italic>Beneficio - </italic>La evaluaci&#243;n cl&#237;nico-ecocardiogr&#225;fica estim&#243; en 92,0% la probabilidad de &#233;xito de tratamiento quir&#250;rgico conservador de la v&#225;lvula mitral. De acuerdo con la Directriz 2006 ACC/AHA, habr&#237;a recomendaci&#243;n clase IIa con nivel de evidencia B para el tratamiento quir&#250;rgico, considerada la experiencia del equipo. Por otro lado, la rutina del servicio que atiende al paciente es aguardar la manifestaci&#243;n de s&#237;ntomas de la valvulopat&#237;a para la indicaci&#243;n quir&#250;rgica.</p>
      <p><italic>Seguridad - </italic>Una discusi&#243;n entre los miembros del equipo se&#241;al&#243; contrapuntos: 1) riesgo operatorio bajo; 2) riesgo de intercurrencias habituales perioperatorias, con &#233;nfasis en el potencial de complicaciones pulmonares y renales por el enfisema pulmonar y por la nefrectom&#237;a; 3) imposibilidad de garantizar la efectiva realizaci&#243;n de una correctiva conservaci&#243;n de la v&#225;lvula mitral, a pesar de la experiencia existente.</p>
      <p><italic>Autonom&#237;a del paciente - </italic>Los aspectos del riesgo-beneficio fueron informados al paciente y un equipo multiprofesional entendi&#243; que &#233;l mismo qued&#243; bien esclarecido sobre el aspecto inmediato (riesgo &gt; beneficio para la calidad de vida) y tard&#237;o (imposibilidad de precisar si habr&#237;a mayor riesgo quir&#250;rgico y/o cambios en la probabilidad de conservaci&#243;n valvular, al momento de la manifestaci&#243;n de s&#237;ntomas). A pesar de eso, el paciente mantuvo la disposici&#243;n para una operaci&#243;n inmediata.</p>
      <p><italic>Autonom&#237;a del equipo - </italic>No hubo unanimidad en relaci&#243;n a la atenci&#243;n de la solicitaci&#243;n "anticipatoria" del paciente.</p>
      <p><italic>Autonom&#237;a de la instituci&#243;n - </italic>El director del servicio se manifest&#243; por el privilegio de la rutina institucional de aguardar los s&#237;ntomas, justificando fuerte connotaci&#243;n de justicia social vista la continuada y enorme demanda de situaciones cl&#237;nicas avanzadas exigentes de tratamiento quir&#250;rgico a corto plazo.</p>
      <p><italic>Negligencia - </italic>La no aplicaci&#243;n de beneficio recomendaci&#243;n clase I exige justificaci&#243;n cl&#237;nica y/o &#233;tica profunda para no caracterizar indicios de negligencia (omisi&#243;n de tratamiento necesario e imprescindible) por parte del equipo. Ya la orientaci&#243;n clase IIa - conceptualmente aplicable al caso - transita en un nivel diferente de apreciaci&#243;n &#233;tica pues es menos afirmativa ("puede ser &#250;til" substituye "es &#250;til").</p>
      <p><italic>Imprudencia - </italic>Una eventual atenci&#243;n a la solicitaci&#243;n del paciente no caracterizar&#237;a imprudencia. Hay base cient&#237;fica para el beneficio en la circunstancia del caso y no hay riesgo prohibitivo, lo que no caracterizar&#237;a insensatez e intempestividad.</p>
      <p><italic>Resoluci&#243;n - </italic>De acuerdo con las reflexiones guiadas por los puntos secuenciales del RESOLVA, el paciente fue informado y registrado en su historia cl&#237;nica que el equipo resolvi&#243; mantener la conducta cl&#237;nica y seguimiento peri&#243;dico para observaci&#243;n de la evoluci&#243;n cl&#237;nica y de laboratorio, habiendo sido enfatizado que cualquier modificaci&#243;n del cuadro cl&#237;nico fuese inmediatamente comunicada al equipo y que aquella determinar&#237;a el rean&#225;lisis de la resoluci&#243;n. Otros&#237;, el equipo le comunic&#243; al paciente que ten&#237;a el derecho de buscar una segunda opini&#243;n y eventualmente encontrar otro servicio que aceptase su posici&#243;n "anticipatoria" una vez que no hubo unanimidad en el rubro "Autonom&#237;a del Equipo".</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuve fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de post grado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
